Câmara Municipal – Unificação de CAPs debatida em plenário

A proposta da Prefeitura de Curitiba de unificar os atendimentos nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), CAPs-AD (álcool e drogas) e CAPs-TM (transtorno mental) retornou à pauta da Câmara Municipal, durante a sessão plenária desta quarta-feira (4). Maria Leticia Fagundes (PV) abriu o debate sobre a reformulação, questionada nessa terça por Goura (PDT), e explicou o modelo sugerido. Segundo a vereadora, a mudança será “gradual, avaliando o processo de implantação, até se chegar ao cenário proposto”.

Para Goura, a distribuição por regionais é positiva, mas “haverá uma ruptura. Ou seja, todo o trabalho que já existe será reconfigurado. Juntar o TM e ao AD, são terapêuticas distintas”. (Foto: Chico Camargo/CMC)

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) teria apresentado a proposta para as equipes dos 12 CAPs e, no dia 20 de setembro, para a Comissão de Saúde Mental, vinculada ao Conselho Municipal de Saúde. A ideia é que os serviços dos CAPs-AD e os CAPs-TM sejam redistribuídos e absorvidos pelas demais unidades. Assim, cada distrito de saúde (administração regional) teria um  Centro de Atenção Psicossocial, com exceção do CAPs Portão, que também atenderia a Matriz.“Minha opinião, que devo manifestar como médica. Os CAPs têm bons resultados, e a proposta da prefeitura é melhorar ainda mais”, disse Maria Leticia, que exibiu em plenário uma apresentação (confira). De acordo com a vereadora, a reestruturação baseia-se em uma portaria do Ministério da Saúde, de 2011, e em mapeamento da rede de saúde mental, iniciado em janeiro. Esse estudo, indicou ela, teria identificado uma “prática que parece heterogênea, que não segue protocolos. Apresentam atendimentos diversos”.

Maria Leticia Fagundes: “Eu como médica não vejo problema [em unificar os CAPs-AD e os CAPs-TM], porque muitas vezes os transtornos mentais ocorrem pelo uso de drogas”. (Foto: Chico Camargo/CMC)
Dentre os problemas levantados, Maria Leticia também citou deficit de servidores para o atendimento à população e a “dificuldade de acesso” devido à localização dos CAPs. Pela proposta atual, avaliou, “os cidadãos terão atendimento em suas regionais, não terão que se deslocar. Eu como médica não vejo problema [em unificar os CAPs-AD e os CAPs-TM], porque muitas vezes os transtornos mentais ocorrem pelo uso de drogas”. A vereadora acrescentou: “Há que se ter bom senso. Os CAPs funcionam. O que queremos é que funcionem melhor. Não haverá fechamento de serviços, descredenciamento, redução de leitos”.

Fonte: Câmara Municipal de Curitiba



Nome
Email
PARCEIROS


FILIADO A