NOTA DO SINDICATO DOS MÉDICOS DO PARANÁ SOBRE A NECESSÁRIA E DESEJADA QUALIDADE DOS CURSOS DE MEDICINA

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O ano de 2017 se encerrou com a autorização dada pelo Ministério da Educação para o aumento das vagas em 20 cursos de medicina em todo o País. Com isso, haverá mais de 1.600 estudantes em todo o país, para além das mais de 600 vagas que já haviam, anteriormente, sido liberadas.

Se em um primeiro momento, o aumento do número de vagas possa representar mais médicos atendendo a população, tal conclusão, entretanto, é precipitada e merece maiores reflexões.

Isso porque, o simples “despejo” de profissionais médicos no mercado, sem o devido preparo e controle por parte dos órgãos públicos, tanto aqueles de formação (Ministério da Educação), quanto aqueles de fiscalização do exercício profissional (Conselhos de Medicina) e de defesa das condições de trabalho (Sindicatos de Médicos), acaba por acarretar em fenômeno inverso ao desejado, ou seja, acaba por acarretar na redução da qualidade de atendimento.

Veja-se, por exemplo, o caso do Programa Mais Médicos. Anunciado como a salvação do atendimento de saúde no Brasil, em razão do número de profissionais “importados” de outros países, hoje se constata que muitos profissionais não possuíam o devido preparo, desconheciam a realidade do sistema público de saúde brasileiro e hoje estão, em sua maioria, marginalizados no que diz respeito à legislação protetiva trabalhista nacional.

Qualquer política pública para a área da saúde requer reflexão, atuação governamental efetiva e, principalmente, um prévio debate social democrático.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR) manifesta apoio ao Conselho Regional de Medicina deste Estado, entendendo, igualmente, ser necessário “cobrar de todos os centros formadores as condições mínimas necessárias para que entreguem a sociedade médicos bem preparados ética e profissionalmente, capazes de oferecer o seu melhor na atenção à saúde da população”, conforme dito pelo Dr. Wilmar Mendonça Guimarães, presidente do CRM-PR. “Trata-se de medida válida a todos os cursos de Medicina e de adoção obrigatória por todos os entes governamentais que atuam direta ou indiretamente na área da saúde”, reforça o Dr. Mario Antonio Ferrari, presidente do SIMEPAR.



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