O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) questionou a direção da Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS) sobre a utilização de baias separadas por biombos como consultórios nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Boqueirão, Pinheirinho e Fazendinha.
A direção da Fundação afirmou que não vê problema nesse tipo de arquitetura, e não se mostrou disposta a abandonar o formato tão criticado pelos profissionais da Medicina. Os gestores afirmaram que já usam o modelo há cerca de cinco anos e já haviam se comprometido a abandonar o formato diante do Ministério Público do Trabalho, mas o modelo persiste. Para o Simepar, esses espaços não oferecem privacidade, segurança e muito menos a ergonomia necessária para o trabalho de Médicas e Médicos.
Diante disso, o Simepar decidiu que enviará diretores para inspecionar as UPAs que utilizam essa arquitetura. Essas inspeções deverão ser feitas em conjunto com integrantes do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR). O resultado dessas inspeções deverá ser levado ao Ministério Público e Ministério Público do Trabalho.
O objetivo é que as Unidades ofereçam consultórios individuais, devidamente equipados, e com a ergonomia necessária para que se estabeleça a relação médico-paciente e se faça o bom exercício da Medicina.
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