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Médicos/as da FEAS aprovam reajuste de 4,42% que será pago já a partir de outubro

Foto: Lucilia Guimarães/SMCS.

Médicas e Médicos da Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS) reuniram-se em Assembleia Geral Extraordinária nesta segunda-feira (28/09) e aprovaram a última proposta da direção FEAS para o reajuste anual dos salários dos profissionais da Medicina.

A Assembleia foi convocada pela diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, que conduziu a longa negociação de vários meses com o empregador, chegando a ajuizar um Dissídio Coletivo junto a Justiça do Trabalho.

A proposta apresentada pela FEAS que foi analisada e aprovada por ampla maioria dos participantes da Assembleia consiste no reajuste de 4,42% retroativos a 1º de maio de 2026. Esse percentual será pago a partir do vencimento de outubro de 2026. O mesmo reajuste será aplicado aos benefícios de natureza econômica previstos no Acordo Coletivo do Trabalho.

O percentual de reajuste ficou acima da inflação do período, com um ganho real de 0,3%.

As diferenças do reajuste entre maio e outubro serão apuradas por cálculo conjunto entre as partes e pagas em três parcelas mensais, sendo a primeira em 15/10/2026, e as demais no 5º dia útil de novembro e de dezembro. 

As demais cláusulas do Acordo Coletivo anterior ficam automaticamente renovadas.

Sobre a Ação Coletiva da insalubridade em grau máximo durante a Pandemia da Covid-19, os pagamentos serão feitos em parcelas entre janeiro e abril de 2027.

Outra questão que já havia resultado em acordo no mês de julho foi sobre as sanções disciplinares contra os profissionais da Medicina. A Fundação atendeu à reivindicação do Sindicato e concordou em conceder um prazo de cinco dias úteis para a apresentação da defesa antes da aplicação de qualquer sanção.

Neste ponto, “o acordo representa uma vitória para os médicos. Os profissionais não poderão ser punidos, nem mesmo levar advertência, sem que sejam previamente ouvidos em relação a suposta infração praticada”, comentou o advogado Luiz Gustavo, da Assessoria Jurídica do Sindicato.

Antes do acordo, a sanção de advertência poderia ser livremente aplicada pelas chefias aos médicos, com a discussão quanto ao seu mérito postergada, sendo bastante comum que os protestos dos médicos sequer chegassem a ser analisados pela Fundação.

Todas as propostas foram aprovadas por ampla maioria, sem manifestações em contrário. Os profissionais obtiveram ganhos salariais e dos direitos pleiteados. Todo o processo de negociação foi considerado vitorioso e bastante elogiado pelos participantes da Assembleia.

Cabe lembrar que o Simepar dará continuidade à mesa permanente de negociações, com reuniões periódicas com a Direção da FEAS para tratar dos problemas que surgem no dia-a-dia do exercício da Medicina no âmbito da Fundação.

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