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Dezembro Laranja: Sesa alerta sobre os cuidados para evitar o Câncer de Pele

Com o verão se aproximando e mais exposição ao sol, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) faz um alerta para os cuidados para evitar o câncer de pele. Dezembro é o mês de conscientização e cuidados com a pele. O Dezembro Laranja foi criado justamente para a promoção de ações que visam o combate da doença, que segundo o Ministério da Saúde é responsável por 33% dos casos de câncer no Brasil.

No Paraná, entre janeiro e setembro de 2025, foram feitos 7.906 procedimentos cirúrgicos em oncologia envolvendo a pele. Nos últimos 12 meses (outubro/2024 a setembro/2025) foram 10.431 procedimentos.

“O verão se aproxima e é preciso reforçar os cuidados que devemos manter durante todo o ano. Os hábitos de exposição ao sol seguem sendo motivo de preocupação e fator crucial para a incidência do câncer de pele”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “O uso de protetor solar é um dos componentes mais eficazes para a prevenção da doença. A detecção precoce garante um melhor tratamento, garantindo mais qualidade de vida para o paciente”.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o País deve fechar 2025 com o registro de 220 mil novos casos de câncer de pele.

A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele e pode ser subdividido em diferentes tipos: o carcinoma basocelular, tipo mais comum, aparece em regiões como o rosto, orelhas, pescoço, ombros e costas, tem baixa letalidade e pode ser curado em caso de detecção precoce; o carcinoma escamoso, que pode se desenvolver em todas as partes do corpo, tem coloração avermelhada e pode se parecer com uma verruga ou ferida espessa e descamativa, que não cicatriza; e o melanoma, que é o menos frequente, mas que apresenta o maior índice de mortalidade.

Nesse último tipo, as chances de cura são de 90% quando detectado precocemente, costuma ter a aparência de uma pinta ou de um sinal em tons acastanhados ou escurecidos, que mudam de cor, de formato ou de tamanho.

Os fatores de risco envolvem ter algum familiar que tem ou já teve câncer de pele; já ter tido muitas queimaduras de sol durante a vida, daquelas que deixam a pele muito vermelha e ardendo; ter muitas sardas ou pintas pelo corpo; ter a pele muito clara, do tipo que sempre queima no sol e nunca fica bronzeada; já ter tido câncer de pele; e ter mais de 65 anos.

MUTIRÃO – Como parte das ações do Dezembro Laranja, hospitais públicos estaduais farão um mutirão de atendimento de pacientes com suspeita de câncer de pele. A ação é direcionada aos pacientes que aguardam na fila de espera do Sistema Único de Saúde para atendimento em dermatologia.

Os atendimentos serão no dia 13 de dezembro, entre 8h e 15h, no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, no AHC-UEL – Universidade Estadual de Londrina, e no Hospital Universitário do Oeste do Paraná, em Cascavel.

LEI ESTADUAL – A Lei nº 18.829/2016 instituiu a campanha Dezembro Laranja no Paraná, dedicada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de pele. A lei determinou a promoção de ações educativas e preventivas durante o mês.

PREVENÇÃO – Os cuidados são essenciais para se proteger da doença, evitando manchas e o envelhecimento da pele. O uso de protetor solar, com fator de proteção solar superior a 30, é uma das medidas mais eficazes para a proteção da pele e deve ser reaplicado a cada duas horas, em caso de grande exposição solar; quando entrar na água (mar, piscina), reaplicar o protetor solar; utilizar boné ou chapéu e óculos de sol com proteção UV; e evitar a exposição ao sol entre 9h e 15h.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Ação do Simepar suspende redução da insalubridade de Médicos/as em Pato Branco

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) obteve uma liminar em ação movida contra o Município de Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, suspendendo os efeitos de uma Lei municipal que altera a base de cálculo do adicional de insalubridade dos Médicos/as servidores
públicos municipais.

A Liminar foi obtida com base no princípio da irredutibilidade salarial e beneficia os profissionais da Medicina que ingressaram no Serviço Público Municipal antes da vigência da referida Lei.

O processo seguirá tramitando na 2ª Vara da Fazenda Pública de Pato Branco e a Assessoria Jurídica do Simepar continuará na defesa dos direitos das Médicas e Médicos do Município.

Campanha alerta para riscos da diabetes à visão

Campanha de conscientização do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) alerta para os riscos aumentados que os portadores de diabetes tem de desenvolver a retinoplastia diabética, doença que pode causar a perda parcial ou total de visão.

Segundo o CBO há estudos que indicam que 4 em cada 5 pacientes crônicos tem risco de comprometimento por retinoplastia em algum grau. A doença afeta os vasos sanguíneos da retina, alvo principal nesta campanha.

Durando todo o mês de novembro, a mobilização promovida pela CBO começa neste sábado (1º), com uma maratona online de conscientização e o início de um calendário de mutirões de atendimentos em diversas regiões do país, voltados ao diagnóstico e ao tratamento precoces. Os mutirões, organizados por município, podem ser pesquisados pelo site da campanha.

O público também poderá acompanhar a programação ao vivo entre hoje e domingo, no canal da CBO no Youtube, e acessar conteúdos complementares no site oficial do 24 Horas pelo Diabetes, que será atualizado ao longo do mês de novembro com vídeos, podcasts e depoimentos em apoio à campanha.

A diabetes é uma das principais doenças crônicas do país, e atinge mais de 16 milhões de pessoas, cerca de 7% de nossa população. Seu acompanhamento pode ser feito nas unidades básicas de saúde, em todo o território nacional, de maneira gratuita. O Sistema Único de Saúde (SUS) também fornece materiais para medição e controle da doença, capaz de complicar a condição de pacientes para diversas outras doenças, como demências e doenças metabólicas. A própria diabetes é uma doença com risco de complicações metabólicas e circulatórias, podendo levar à morte se não for devidamente tratada.

As informações são da Agência Brasil.

Simepar repudia violência contra profissionais da Saúde

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vem a público manifestar repúdio e forte preocupação com a escalada de violência contra Médicas e Médicos e profissionais da Saúde em geral.

A notícia das agressões físicas contra uma Médica e uma Técnica de Enfermagem ocorridas na tarde desta segunda-feira (25/08), dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento em São José dos Pinhais, é mais um capítulo dessa triste realidade de violência a que muitos profissionais da Saúde estão expostos. Realidade essa que tem sido enfrentada e combatida por este Sindicato e pelas entidades coirmãs.

O Simepar reitera que as Administrações Públicas Municipais têm obrigação de garantir segurança e tranquilidade aos trabalhadores em geral e em especial aos da Saúde Pública, área tão sensível e que demanda tantos cuidados.

Os profissionais da Saúde e a população precisam e merecem ambientes seguros de trabalho e de atendimento. Não é admissível que a segurança das Unidades de Saúde, Básicas ou de Pronto Atendimento, seja negligenciada abrindo espaço para esse tipo de agressão que põe em risco a integridade física e a saúde mental dos/as profissionais e da população.

Assembleia Geral dos/as Médicos/as da FASP e da Prefeitura de Paranaguá

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria médica Servidores Públicos do Município de Paranaguá e da FASP – Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá, ainda que ausentes ou discordantes, em continuidade a Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 24 de março de 2025, convoca os/as médicos/as da Prefeitura de Paranaguá e da FASP para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 03 de abril de 2025, às dezesseis horas e trinta minutos em primeira convocação, às dezoito horas e trinta minutos em segunda convocação e às dezenove horas e trinta minutos em terceira e última convocação, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR, para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A Assembleia será virtual via aplicativo Google Meet, link https://meet.google.com/ryw-omws-oyy.

Serão discutidos e deliberados os seguintes assuntos:

  1. Redução remuneratória;
  2. Reivindicações acerca das condições de trabalho;
  3. Ameaça de demissão coletiva;
  4. Deliberação acerca da deflagração de greve;
  5. Deliberação acerca da propositura de medidas judiciais ou dissídios coletivos;
  6. Outros assuntos correlatos.

 

Curitiba, 24 de março de 2025.

Marlus Volney de Morais
Diretor Presidente

Sesa intensifica vacinação contra HPV passando a abranger adolescentes de 15 a 19 anos

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) iniciou nesta segunda-feira (17), com o apoio dos municípios, o resgate de adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano), essencial na prevenção de cânceres do colo do útero, vulva, pênis, ânus e orofaringe. A inclusão desta faixa etária é excepcional e válida somente para os próximos três meses, já que a vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas de 9 a 14 anos.

De acordo com a Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, são 216.697 pessoas não vacinadas e que estão no foco desta ação. Nesse primeiro momento, participam da estratégia os municípios-sede das Regionais de Saúde será ampliada, gradativamente, a todo o território paranaense.

O reforço da vacinação foi anunciado durante a Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR), realizada na semana passada no evento Saúde em Movimento, em Foz do Iguaçu, com o aval e apoio do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR) e Conselho Estadual de Saúde do Paraná (CES/PR).

“Esta é uma oportunidade para quem perdeu o prazo ou que ainda não recebeu a vacina. O Paraná tem realizado ações contínuas para incentivar a imunização, incluindo campanhas de conscientização, mobilizações em unidades de saúde e parcerias com escolas para ampliar a cobertura vacinal entre crianças e adolescentes”, ressaltou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “É mais um passo para atingirmos as coberturas vacinais ideais e proteção aos adolescentes e jovens paranaense, afirmou.

DOSE ÚNICA – Até março de 2024, o esquema vacinal contra o HPV previa duas doses para cada pessoa. No entanto, a partir daquela data, o Ministério da Saúde passou a recomendar dose única, o que deve impactar a comparação direta dos números entre os anos

Em 2024, foram aplicadas 71.407 doses da vacina contra o HPV em meninas de 9 a 14 anos e 88.634 doses em meninos da mesma faixa etária.

Neste ano, no período de janeiro e fevereiro foram vacinadas 8.873 meninas e 10.367 meninos. A cobertura vacinal no Paraná no ano de 2024 foi de 97,12% para meninas e 87,17% para meninos. Em 2025, os números de cobertura registraram queda registraram nos primeiros dois meses: foram 81,59% para meninas e 72,77% para meninos.

“Um dos principais objetivos desta ação é eliminar o câncer de útero até 2030. Esse objetivo faz parte do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Câncer do Colo do Útero da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)”, reforçou a chefe da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Sesa, Virginia Dobkowski Franco dos Santos.

ESTIMATIVA – De acordo com a Opas, no Brasil, o câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer com maior incidência entre as mulheres. Para cada ano do triênio 2023-2025, estima-se 17.010 novos casos, o que representa uma taxa bruta de incidência de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Além da vacina contra o HPV para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, com esquema de dose única, outros grupos populacionais também podem se vacinar, como pessoas que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos entre 9 e 45 anos; vítimas de abuso sexual entre 15 e 45 anos que não tenham tomado a vacina; pacientes com papilomatose respiratória recorrente; e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) com idade entre 15 e 45 anos.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Médicos/as Legistas do Estado se mobilizam para reverter o desmonte de suas carreiras

Os/as Médicos/as Legistas do Estado do Paraná realizaram na terça-feira (25) uma Assembleia Geral Extraordinária através do Sindicado dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) para discutir e deliberar sobre o desmonte das suas carreiras promovido pela Lei 20.996/2022 e mais recentemente pela Lei Complementar 258/2023, ambas propostas pelo Governo do Estado e aprovadas pela base governista na Assembleia Legislativa do Paraná.

Dezenas de profissionais das diversas regiões do Estado participaram da assembleia que foi realizada por teleconferência. Também foram debatidas as condições de trabalho precárias que os/as Legistas enfrentam no cotidiano.

A nova legislação estabeleceu uma série de injustiças e arbitrariedades. Nesse contexto, o Instituto Médico Legal foi rebaixado, tornando-se um mero departamento da Polícia Científica do Estado.

Entre os pontos prejudiciais aos/às Legistas estão a necessidade de residir na área de abrangência da Unidade em que estiverem lotados; o regime de sobreaviso e possibilidade do/a Médico/a Legista ser convocado a qualquer tempo; e o regime de subsídio, sem menção a verba de dedicação exclusiva, que existia anteriormente.

Para combater o desmonte, os médicos e médicas discutiram a possibilidade de deflagração de uma greve, mas a opção foi inicialmente descartada pela natureza essencial da atividade. Outras medidas de pressão e negociação serão adotadas para reverter as arbitrariedades da nova legislação.

Uma das medidas a serem adotadas será a sensibilização da sociedade com a ampla divulgação dos retrocessos promovidos pela nova legislação. Para tanto, o Simepar e os/as médicos/as legistas buscarão abrir e reforçar os canais de diálogo com Governo, Deputados, Ministério Público, Ministério Público do Trabalho, Conselho Regional de Medicina, Ordem dos Advogados do Brasil, entre outros.

Também serão adotadas medidas que propiciem a ampla divulgação da real situação do serviço de medicina legal prestado pelo estado. As condições precárias enfrentadas pelos Legistas se refletem na qualidade do atendimento prestado, e esse atendimento afeta a sociedade como um todo.

Segundo os profissionais que participaram da Assembleia, a maioria das instalações da Medicina Legal espalhadas pelo Estado não cumprem os requisitos mínimos necessários para seu funcionamento. São instalações sem licença sanitária ou ambiental, com equipamentos precários, gerando poluição e sérios riscos à Saúde Pública.

Nesse sentido, o Simepar irá promover visitas às unidades, para as quais serão chamadas as autoridades de fiscalização competentes no âmbito trabalhista, sanitário, Conselho de Medicina, Advogados, etc. O objetivo é apurar e divulgar a realidade precária enfrentada pelos Legistas e pela população quando necessita dos serviços da Medicina Legal.

Sobre as Leis que promoveram o desmonte das carreiras dos Legistas, a Assessoria Jurídica do Simepar já identificou possíveis inconstitucionalidades nos textos e o Sindicato já abriu debate com parlamentares estaduais que possam patrocinar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade para buscar reverter os efeitos maléficos dessa nova legislação.

Por fim, os participantes da Assembleia decidiram manter a mesma em aberto, possibilitando a retomada do debate a qualquer tempo para que as medidas possam ser rediscutidas.

A conclusão dos presentes foi de que, se os retrocessos não forem combatidos e revertidos, a carreira de Médico/a Legista deixa de ser atrativa. Poderá haver um esvaziamento dos quadros prestadores desse serviço essencial, que irão procurar outras colocações no mercado de trabalho. A Medicina Legal é essencial para a Segurança e para a Saúde Pública, e a população do Paraná merece ser tratada com respeito nessa área tão importante.

LEIA TAMBÉM: Médicos/as Legistas do Estado publicam Carta Aberta em protesto contra o desmonte da carreira

Ministério da Saúde publica Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa

O Ministério da Saúde acaba de lançar o Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa, que aborda as mudanças esperadas no processo de envelhecimento, os cuidados para viver a longevidade da melhor forma, informações que ajudam a identificar situações de maus-tratos e violência e orientações para cuidadores.

No Brasil, pessoa idosa é quem tem 60 anos ou mais e esse público vem aumentando de forma acelerada. Segundo dados de 2018 do IBGE, o País conta com mais de 30,2 milhões de idosos, o que representa 14,6% da população.

Para a coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa, Lígia Gualberto, “o guia busca qualificar o conhecimento que se tem sobre a temática do envelhecimento e prepara a sociedade para lidar melhor com essa fase da vida comumente permeada por tantos desafios. A ideia é também, por meio da divulgação de conhecimento qualificado, transformar o modo, muitas vezes negativo, como a nossa cultura ainda tem pensado, sentido e agido diante do envelhecimento, e com isso, combater estereótipos, preconceitos e discriminação contra as pessoas idosas”.

Lígia explica, ainda, que “o Brasil integra a estratégia global proposta pela OMS ‘Década do Envelhecimento Saudável (2021-2030)’, que visa estruturar uma sociedade com melhores condições de vida para a pessoa idosa, desafio ainda mais relevante diante do contexto atual de acelerada transição demográfica no País. Esse material faz parte das ações que compõem a estratégia”.

O secretário de Atenção Primária à Saúde, Nésio Fernandes, destaca que o guia é uma das iniciativas para aperfeiçoarmos o atendimento à população dessa faixa etária para triar, estratificar, registrar e orientar melhor o cuidado compartilhado. “A população brasileira segue o padrão de envelhecimento acelerado da América Latina e nosso sistema precisa se preparar para reconhecer e melhorar os processos de cuidado dessa população”, finaliza.

Estrutura

O guia está dividido em quatro módulos para facilitar o entendimento, com informações essenciais sobre as diferentes dimensões da vida da pessoa idosa, organizadas em capítulos.

A primeira parte trata dos aspectos gerais do processo de envelhecimento, senescência e senilidade, além de direitos das pessoas idosas, segundo as políticas públicas vigentes relacionadas ao envelhecimento. Em seguida, a temática da pessoa idosa independente e autônoma, com foco no envelhecimento saudável, e orientações para autocuidado, vacinação, prevenção de doenças e agravos, promoção da saúde e prevenção de maus-tratos e violência.

A obra também traz orientações para quem cuida da pessoa idosa, englobando diferentes condições do processo de envelhecimento que demandam acompanhamento, apoio e cuidados diversos. E as redes de apoio social formal e informal.

A publicação foi produzida pelo Departamento de Gestão do Cuidado Integral (DGCI), por meio da Coordenação-Geral de Articulação do Cuidado Integral e da Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa na Atenção Primária e contou com a contribuição de especialistas de áreas multidisciplinares.

Acesse aqui ao Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa.

As informações são do Ministério da Saúde.

Prefeitura de Araucária prepara desmonte das carreiras de Médicos/as e demais categorias de servidores

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) acompanha com preocupação as propostas da Prefeitura de Araucária para alterar os planos de carreira dos servidores públicos municipais da Saúde, incluídas no que está sendo chamado de “pacotaço” atingindo todo o funcionalismo municipal.

As propostas do “pacotaço” começaram a ser elaboradas há mais de um ano e meio pela Fundação Instituto Administração (FIA), entidade que recebeu vultuosa remuneração para elaborar as propostas, enquanto os servidores sequer puderam participar e opinar sobre as medidas que podem impactar drasticamente nas suas vidas.

Neste momento, os projetos de lei estariam na fase final de redação e há informações de que podem ser enviados à Câmara Municipal nos próximos dias. Esse movimento todo vem gerando forte indignação no funcionalismo. O Sindicato dos Servidores de Araucária (SIFAR) e o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) estão fortemente mobilizados para tentar barrar a série de retrocessos que esse pacote de medidas pode causar.

A justificativa da Administração Municipal é a de “corte de gastos”, mas não é plausível que a economia seja feita baseada no sucateamento do Serviço Público e no desmonte das carreiras dos Servidores.

No caso dos Médicos e Médicas, a ausência de remuneração e de plano de carreira atrativos levam à falta de interesse dos/as profissionais em trabalharem para o Município. O resultado final é a falta de assistência à Saúde da População. E quando faltam médicos/as, os gestores públicos costumam lançar mão de alternativas temerárias como a terceirização; que pode ter custos maiores além da queda na qualidade do atendimento.

Em relação à progressão na carreira para os profissionais da Medicina, na proposta da Prefeitura os critérios para progressão exigem demasiado esforço e as vantagens proporcionadas pelos avanços são irrisórias, com aumento de 1,5 a 2% entre os níveis. Ou seja, muito é cobrado enquanto pouco é oferecido em retorno.

Cabe ressaltar que o pacote também prevê o aumento da idade mínima de aposentadoria dos Servidores, entre outras alterações temerárias no sistema de previdência do Município.

Sobre a entidade que elaborou as propostas, o Sindicato dos Servidores de Araucária (SIFAR) e o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) apresentaram denúncia ao Ministério Público (documento anexo) sobre a natureza da contratação feita pela Prefeitura da Fundação Instituto Administração (FIA), com dispensa de licitação e pagamento de quase R$ 10 milhões.

O Simepar oficiou o Prefeito Hissam Hussein Dehaini há mais quinze dias reivindicando alterações na proposta no que diz respeito à carreira dos médicos e médicas, e ainda não teve retorno. Além disso, o Sindicato está unindo forças com as entidades sindicais (SIFAR e SISMMAR) que já estão mobilizadas para que os direitos dos Servidores Públicos Municipais sejam mantidos, pelo bem da população de Araucária.

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Câncer é a principal causa de morte por doença em crianças

O câncer infantil é a primeira causa de morte por doença em crianças e a segunda causa de óbito em geral. A primeira seria acidente. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que no triênio 2023/2025 ocorrerão, a cada ano, 7.930 novos casos de câncer em crianças e jovens de 0 a 19 anos de idade.

Hoje (15), Dia Internacional da Luta conta o Câncer Infantil, a oncologista pediátrica do Inca Sima Ferman, chefe da Seção de Pediatria, lembrou que atualmente a doença é altamente curável. “Essa é a principal informação que a gente tem”, disse.

Em entrevista à Agência Brasil, Sima afirmou que como a incidência de câncer vem aumentando lentamente ao longo dos anos, ele começa a aparecer como causa importante de doença em criança. “Como nem todas são curadas, a doença pode ter, na verdade, um percentual de mortalidade infantil também. Os dados mais recentes, de 2020, revelam que foram registrados 2.280 óbitos em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no Brasil.

Entre os tipos mais comuns de câncer infantojuvenil estão leucemia, linfoma e tumores do sistema nervoso central. A médica do Inca ressaltou, contudo, que os tumores em crianças são diferentes dos que acometem pessoas adultas. “Adulto tem muito carcinoma, tumores de células diferenciadas”. Os tumores de crianças são diferentes. Embora esses três tipos sejam mais frequentes, existe uma gama de tumores, como os embrionários, que ocorrem nos primeiros anos de vida. São exemplos os da retina, de rim, de gânglio simpático. “São tumores que acontecem, mais frequentemente, em crianças menores. Mas todos eles são muito diferenciados e respondem bem ao tratamento quimioterápico, normalmente. Essa é a principal informação que a gente tem para dar nesse dia tão importante”, reiterou a especialista.

Para a oncologista, a doença é muito séria, mas trouxe, ao longo dos anos, uma esperança de busca pela vida. Há possibilidade de cura, se o paciente é diagnosticado precocemente e tratado nos centros especializados de atenção à criança.

Alerta

Nos países de alta renda, entre 80% e 85% das crianças acometidas por câncer podem ser curadas atualmente. No Brasil, o percentual é mais baixo e variável entre as regiões, mas apresenta média de cura de 65%. “É menos do que nos países de alta renda porque muitas crianças já chegam aos centros de tratamento com sinais muito avançados”. Sima Ferman reafirmou que o diagnóstico precoce é muito importante. Por outro lado, admitiu que esse diagnóstico é, muitas vezes, difícil, tendo em vista que sinais e sintomas se assemelham a doenças comuns de criança.

O Inca faz treinamento com profissionais de saúde da atenção primária para alertá-los da importância de uma investigação mais profunda, quando há possibilidade de o sintoma não ser comum e constituir doença mais séria. Sima lembrou que criança não inventa sintoma. Afirmou que os pais devem sempre acompanhar a consulta e o tratamento dos filhos e dar atenção a todas as queixas feitas por eles, principalmente quando são muito recorrentes e permanecem por um tempo. “É importante estar alerta porque pode ser uma coisa mais séria do que uma doença comum”.

Podem ser sinais de tumores em crianças uma febre prolongada por mais de sete dias sem causa aparente, dor óssea, anemia, manchas roxas no corpo, dor de cabeça que leva a criança a acordar à noite, seguida de vômito, alterações neurológicas como perda de equilíbrio, massas no corpo. “São situações em que é preciso estar alerta e que podem levar a pensar em doença como câncer”.

Para os profissionais de saúde da atenção primária, especialmente, a médica recomendou que devem levar a sério as queixas dos pais e das crianças e acompanhar o menor durante todo o período até elucidar a situação para a qual a criança foi procurar atendimento. “E, se for o caso, fazer exames mais profundos e ver se há alguma doença que precisa ser tratada”.

Individualização

Para cada tipo de câncer, os oncologistas do Inca procuram estudar a biologia da doença, para dar um tratamento que possa levar à chance de cura, com menos efeitos no longo prazo. “Para conseguir isso, temos que saber especificamente como a doença se apresentou à criança e, muitas vezes, as características biológicas do tumor. Isso vai nos guiar sobre o tratamento que oferece mais ou menos riscos para esse paciente ficar curado e seguir a vida”.

Em geral, o tratamento de um câncer infantil leva de seis meses a dois anos, dependendo do tipo de doença apresentada pelo paciente. Após esse prazo, a criança fica em acompanhamento, ou “no controle”, por cinco anos. Se a doença não voltar a se manifestar durante esses cinco anos, pode-se considerar o paciente curado. “Cada vez, a chance de a doença voltar vai diminuindo mais. A chance é maior no primeiro ano, quando termina o tratamento, e vai diminuindo mais e mais”, disse a oncologista pediátrica.

As informações são da Agência Brasil