O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) anunciou que a Prefeitura de Curitiba se comprometeu em atender uma série de demandas dos profissionais da medicina. O compromisso contempla a autonomia médica sobre o tempo necessário para as consultas, a presença de pediatras nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a segurança dos profissionais em seus locais de trabalho, entre outras reivindicações.
Segundo o CRM-PR, os compromissos foram anunciados pela Secretária da Saúde, Tatiane Filipak, em reunião com a participação de vários gestores da Secretaria e da Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS).
Essas reivindicações são as mesmas encaminhadas pelo Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) há anos. O tempo de consulta nas Unidades Básicas de Saúde, por exemplo, chegou a ser motivo de ação judicial movida pelo Simepar contra a FEAS, resultando em acordo. Outras reivindicações, como a segurança dos profissionais e a presença de pediatras nos plantões das UPAs, foram levadas ao Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e ao próprio Conselho Regional de Medicina.
O Simepar considera positivo o compromisso dos gestores municipais com as reivindicações dos Médicos e Médicas, mas esses compromissos necessitam ser implementados com brevidade e, principalmente, precisam ser cumpridos; visto que as demandas não são novas e compromissos semelhantes já foram firmados anteriormente, os quais foram descumpridos pela gestão municipal.
Também é necessário que as ações sejam detalhadas e repassadas com clareza para os gestores de cada unidade de saúde para que o respeito à autonomia dos profissionais da medicina não seja quebrado.
O Sindicato tem uma agenda permanente de negociação com a FEAS, com reuniões periódicas em que as demandas e denúncias dos profissionais da Medicina são discutidas. Além disso, existe decisão judicial limitando a terceirização da mão de obra médica, dando preferência sempre aos médicos concursados. Mesmo assim, o Sindicato recebe constantemente denúncias dando conta da contratação de mão de obra terceirizada.
Também proliferam denúncias de que as escalas dos plantões das UPAs têm sido por vezes esvaziadas, resultando em longas filas e várias horas de espera por consultas.
Outro problema relatado com frequência consiste no assédio para que Médicas e Médicos realizem consultas cada vez mais curtas e atendam mais pacientes em menos tempo.
Segundo o Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, o Sindicato vê com otimismo o compromisso da gestão municipal. “Essas reivindicações foram levadas aos CRM pelo Simepar e têm sido discutidas há anos pelo Sindicato junto a Secretaria da Saúde e a FEAS. Agora precisamos avançar com o detalhamento dos compromissos e, principalmente, com a implementação das soluções dos problemas, para que os compromissos não caiam no vazio.” Afirmou o Dr. Marlus Morais.
Com informações do CRM-PR.



