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Curitiba convoca gestantes para vacinação contra o VSR

Foto: Ari Dias/AEN.

O primeiro gesto de proteção ao bebê começa ainda durante a gestação. Por isso, a Prefeitura de Curitiba orienta a todas as gestantes elegíveis, a partir da 28ª semana de gravidez, a receberem gratuitamente a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite e de infecções respiratórias graves nos primeiros meses de vida da criança. A imunização está disponível nas 109 unidades de saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e pode ser aplicada tanto em gestantes acompanhadas pelo SUS Curitibano quanto por aquelas que realizam o pré-natal na rede privada.

Estima-se que Curitiba tenha cerca de 16 mil gestantes. Cerca de 6,5 mil são acompanhadas pelo SUS Curitibano, através do programa Mãe Curitibana, mas todas as gestantes que atendem ao critério de 28 semanas ou mais de gestação podem receber gratuitamente a vacina na rede municipal.

Ao receber a vacina, a gestante produz anticorpos que atravessam a placenta e ajudam a proteger o recém-nascido justamente no período em que ele é mais vulnerável às complicações causadas pelo vírus.

“A incorporação desta vacina ao SUS representa um avanço importante para proteger os recém-nascidos contra uma das infecções respiratórias mais graves dos primeiros meses de vida. Vacinar-se durante a gestação é um ato de cuidado que começa antes do nascimento e oferece ao bebê uma proteção essencial justamente quando ele ainda é mais vulnerável”, destaca a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak.

A vacina é aplicada em dose única, a cada gestação, e pode ser administrada no mesmo dia de outras vacinas recomendadas para as gestantes, como dTpa, influenza e covid-19.

Na rede privada, esta vacina chega a custar até R$ 1,5 mil.

 

VSR

O vírus sincicial respiratório (VSR) é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e por 40% das pneumonias em crianças menores de 2 anos. Em Curitiba, somente neste ano, o vírus foi o principal causador de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Segundo a médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde, Marion Burger, os primeiros meses de vida representam o período de maior risco para complicações. “Os bebês menores de seis meses são os que mais sofrem com as formas graves da infecção pelo VSR. A vacinação da gestante permite que os anticorpos sejam transferidos ao bebê antes do nascimento, oferecendo uma proteção importante justamente quando ele é mais vulnerável”, explica.

Estudos demonstram que a vacinação materna reduz em 81,8% os casos de doença respiratória grave causada pelo VSR nos primeiros meses de vida do bebê, diminuindo também o risco de hospitalizações.

“O ideal é que a vacinação ocorra até dez dias antes do parto, para que uma quantidade suficiente de anticorpos maternos seja transferida para o bebê. É uma oportunidade de proteger a criança desde os primeiros dias de vida, quando ela apresenta maior risco de desenvolver bronquiolite e outras complicações respiratórias”, completa Marion Burger.

Prevenção e sintomas

Como não existe tratamento antiviral específico para a infecção pelo VSR, a prevenção é a principal estratégia para reduzir os casos graves. Na maioria das crianças, a infecção provoca sintomas semelhantes aos de um resfriado, como coriza, tosse leve e febre. Nos bebês, especialmente nos menores de seis meses, a doença pode evoluir com dificuldade para respirar, chiado no peito, aumento da frequência respiratória, dificuldade para mamar e queda da oxigenação, exigindo muitas vezes internação hospitalar.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

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