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Paraná teve 111 mortes por Covid-19 nos dez primeiros dias de dezembro

Matéria do Portal da Rádio CBN.

O Paraná registrou 111 óbitos por Covid-19 nos dez primeiros dias de dezembro, segundo números divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde do Paraná (SESA). O índice é 825% maior que o registrado no mesmo período em novembro, quando 12 pessoas morreram por conta da doença no estado.

Em 1º de dezembro, o Paraná tinha 45.268 óbitos de pessoas diagnosticadas com a doença. No balanço mais recente, divulgado neste domingo (11), o número era de 45.324 mortes pela Covid-19. O índice de contaminados pelo coronavírus também aumentou no comparativo dos dez primeiros dias de dezembro e novembro.

Segundo a SESA, o Paraná teve 24.610 casos de Covid-19 nos dez primeiros dias de dezembro. O índice é 982% maior que o indicado no mesmo período em novembro, quando 2.274 diagnósticos da doença foram contabilizados.

Em 1º de dezembro, o estado tinha 2.769.242 pessoas diagnosticadas com a doença. No balanço mais recente divulgado neste domingo (11), o número era de 2.793.852 contaminados. Em apenas um dia, 856 pessoas testaram positivo para a Covid-19, segundo a secretaria.

Diante da alta de casos da doença no estado, o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, afirmou que a vacinação é a principal ferramenta para se vencer a pandemia. A declaração foi dada durante o 2º Seminário Estadual de Imunização, promovido pela SESA nesta semana.

“Hoje não vemos os quadros pulmonares extensos como havia antes da vacina. Justamente por isso ela tem um papel importantíssimo neste momento. As pandemias acabam quando o vírus é confrontado com uma população imunizada e protegidas”, disse.

Simepar repudia a possibilidade de calote nas bolsas de residência médica

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) avalia com preocupação a informação de que o Ministério da Educação não dispõe de recursos para realizar o pagamento mensal das bolsas das/os 14 mil médicas/os residentes do Brasil.

Os programas de residência médica são imprescindíveis para a formação de médicos/as especialistas. Os/as residentes cumprem longas jornadas de 60 horas semanais, dificultando qualquer outra atividade que complemente a sua renda.

Infelizmente, esse não é um episódio isolado; é sintomático que áreas fundamentais como a Saúde Pública e a Educação não vêm sendo priorizadas e não têm recebido os investimentos necessários para alavancar o desenvolvimento e garantir a plenitude da vida da população brasileira.

As duas áreas foram as mais atingidas nos cortes anunciados pelo Governo Federal no final de novembro. O orçamento do Ministério da Educação perdeu R$ 1,435 bilhão, e o da Saúde, R$ 1,396 bilhão.

O Simepar solidariza-se com os/as médicos/as residentes do Paraná e de todo o Brasil e reivindica que o Governo Federal garanta os recursos necessários para quitar essa obrigação. Da mesma forma, o Sindicato reivindica que as bolsas de estudo para assistência estudantil, para os pós-graduandos e para os pesquisadores sejam quitadas imediatamente. Caso isso não ocorra, que o Poder Judiciário intervenha para que os/as residentes e demais bolsistas não sofram esse calote.

Assembleia Legislativa fará audiência pública sobre projeto de terceirização dos Hospitais Universitários

A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná realizará na próxima segunda-feira (12) uma audiência pública sobre o projeto de lei 522/2022, que interfere na autonomia universitária e permite a terceirização da gestão dos hospitais universitários estaduais.

A audiência é uma iniciativa do deputado estadual Tadeu Veneri (PT) e será uma rara oportunidade de tornar público o debate que, segundo o deputado “vem sendo sufocado pelo governador Ratinho Junior (PSD) que, sustentado por sua maioria de deputados em plenário na Assembleia Legislativa, tenta impedir que a proposta seja conhecida pela maioria da população e contestado pelos setores que atuam na área de saúde, ensino e pesquisa”.

O projeto está tramitando em regime de urgência. Mas um pedido de vistas ao voto em separado contrário ao projeto apresentado nesta quarta-feira, 8, adiou a votação da matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para a próxima segunda-feira, dia 12.

Segundo a assessoria do deputado: “a proposta da audiência é justamente permitir que a comunidade universitária e os demais setores envolvidos na prestação dos serviços de saúde à comunidade e nas atividades de ensino e pesquisa possam apontar os prejuízos decorrentes da proposta”.

A audiência terá a participação de representantes dos reitores, das direções dos hospitais, dos conselhos de saúde, do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado. O Simepar também participará da audiência.

O Estado tem quatro HUs: Hospital Universitário de Londrina, Hospital Universitário de Maringá, Hospital Universitário do Oeste do Paraná, em Cascavel e Hospital Regional Universitário dos Campos Gerais, em Ponta Grossa.

Data: 12 de dezembro, às 9 horas.

Local: Sala das Comissões, na Assembleia Legislativa, Centro Cívico, Curitiba.

Transmissão pela TV Assembleia e Redes do mandato Tadeu Veneri.

Com informações do mandato do Deputado Tadeu Veneri.

Simepar é contra a terceirização dos Hospitais Universitários do Paraná

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) encaminhou ofício à Assembleia Legislativa do Estado do Paraná manifestando-se contrário ao Projeto de Lei 522/2022 de autoria do Governo do Estado que interfere na autonomia das Universidades Estaduais do Paraná e autoriza a terceirização dos Hospitais Universitários.

O Projeto que tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa autoriza a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) e as Universidades estaduais “a contar com o apoio da administração fundacional, qualificadas ou não como Organizações Sociais, vinculadas ou não SESA, na gestão dos Hospitais Universitários Estaduais” (Art. 2°).

Com a aprovação do projeto, a gestão dos HUs seria repassada a entidades estranhas às universidades, com a celebração de “contratos de gestão ou outros instrumentos jurídicos de parceria” (Art. 2°). Essa medida é temerária em diversos aspectos, pondo em risco a qualidade de ensino das Universidades que formam profissionais da Saúde; também prejudicando a qualidade do atendimento à população; sem falar nos riscos aos direitos trabalhistas e nas condições de trabalho dos profissionais que seriam terceirizados através dos “contratos de gestão”.

O Simepar vem combatendo a terceirização na Saúde Pública há décadas, desde que esse fenômeno começou a se proliferar, principalmente nas administrações municipais. Na experiência do Sindicato, é muito comum que processos de terceirização de médicas e médicos, entre outros profissionais da Saúde, resultem em sonegação de direitos trabalhistas. Em diversos episódios, os trabalhadores ficaram sem receber salários e verbas rescisórias.

Um artifício comum utilizado por entidades terceirizadoras da mão de obra de médicos e médicas é exigir que os trabalhadores se tornem sócios das entidades, impedindo-os de reivindicar seus direitos e forçando-os a responder solidariamente por eventuais irregularidades fiscais ou até criminais.

Vale lembrar que o PL 522/2022 é similar a outra proposta do Governo do Estado expressa no Projeto de Lei 507/2022, que também tramita na Assembleia Legislativa, e visa permitir a terceirização dos Hospitais Regionais do Estado das cidades de Telêmaco Borba, Ivaiporã e Guarapuava.

Ambos os projetos tramitam em regime de urgência na ALEP, nesse período posterior às eleições e durante a copa do mundo de futebol o que demonstra a intenção do Governo em aprovar essa ampla privatização da Saúde sem que o tema seja razoavelmente debatido pela sociedade paranaense.

Por tudo isso, o Simepar se une a entidades como o Sindicato dos Médicos do Norte do Paraná (SINDMED), o Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina e o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), entre outras, que já se manifestaram contrárias a essa proposta.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná vêm combatendo a terceirização da Saúde Pública desde que esse fenômeno se proliferou por diversos municípios do Paraná. Durante décadas foi possível observar em diversas ocasiões que o artifício da terceirização parece fácil e vantajoso numa primeira análise, mas costuma resultar em sérios prejuízos aos trabalhadores, aos cofres públicos e à saúde pública.

Feito esse alerta, cabe pedir que os/as eleitores/as pressionem os/as deputados/as e que estes/as rejeitem ambas as propostas de privatização, pelo bem do Paraná.

Confira aqui o Ofício do Simepar enviado aos Deputados Estaduais. 

LEIA TAMBÉM: Simepar pede que deputados/as rejeitem a terceirização de hospitais estaduais

FEAS Curitiba abre Processo Seletivo Simplificado para médicos/as clínicos/as gerais e especialistas

A Fundação Estatal de Atenção à Saúde – FEAS publicou um Edital de Processo Seletivo Simplificado para contratar cinco médicos e médicas clínicos/as gerais. Também há vagas para contratação de anestesiologista, cirurgião vascular (ecografia vascular com doppler), médico/a de família e comunidade, gastroenterologista pediátrico e psiquiatra.

O mesmo Edital ainda conta com vaga para cirurgião/ã dentista e musicoterapeuta.

As inscrições vão de 07 a 14 de dezembro de 2022, e devem ser realizadas pelo portal da Fundação neste link.

As informações são da FEAS.

Novembro teve quase cinco vezes mais casos de Covid que outubro no Paraná

Matéria do Portal Bem Paraná com informações da Agência Estadual de Notícias e da Agência Brasil. 

O mês de novembro chegou ao fim e deixou dados alarmantes para o Paraná no tocante à pandemia do novo coronavírus. É que o estado registrou no último mês um verdadeiro salto nos diagnósticos da doença pandêmica na comparação com o mês anterior, outubro. O número de óbitos, por outro lado, teve queda, mas nas últimas semanas verifica-se uma tendência de alta nos falecimentos, num reflexo direto da explosão de contaminações.

Os dados, levantados com base nos boletins epidemiológicos divulgados diariamente pela Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR), mostram que ao longo do último mês foram registrados mais 24.432 casos de Covid no estado. Isso dá uma média de 814 casos diários, valor que supera em 384,4% a média de 168 casos diários de outubro (quando foram divulgados um total de 5.212 diagnósticos da doença pandêmica).

Desde o início do segundo semestre o número de diagnósticos de Covid no estado vinha caindo gradativamente no estado, sequência que é agora interrompida. O número de diagnósticos e a média diária de casos de novembro deste ano, inclusive, supera os registros do mesmo mês do ano passado, quando haviam sido divulgados 23.625 casos da doença (com 787,5 casos diários).

O número de óbitos causados pelo novo coronavírus, por outro lado, teve queda. Em outubro, 94 pessoas haviam falecido devido às complicações causadas pela enfermidade, com três falecimentos por dia. Em novembro, já foram divulgados 68 falecimentos, com média de 2,3 óbitos diários. É a menor média e o menor número (absoluto) de mortes no Paraná ao longo de um mês desde o início da crise sanitária, em março de 2020.

Um fator que preocupa, no entanto, é que a média móvel de mortes apresenta tendência de alta nas últimas semanas. Segundo o boletim divulgado nesta quinta-feira (1º de dezembro) pela Sesa-PR, a média móvel (de 7 dis) de óbitos por Covid-19 no Paraná teve alta de 185,7% nos últimos 14 dias. No mesmo período, a média móvel de casos novos da doença teve um salto de 376,3%.

Após dois anos de Covid, um a cada quatro jovens não estuda nem trabalha depois

Após dois anos de pandemia, em 2021, um em cada quatro jovens brasileiros de 15 a 29 anos, o equivalente a 25,8%, não estudava, nem estava ocupado. Mais da metade, 62,5%, é mulher. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira 2022, divulgada no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a publicação, por conta da falta de experiência, os jovens são os que enfrentam maior dificuldade tanto para ingressar quanto para permanecer no mercado de trabalho. Eles representam o grupo mais vulnerável aos períodos de crise econômica, especialmente os menos qualificados.

Em 2021, dos 12,7 milhões de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem estavam ocupados no Brasil, as mulheres de cor ou raça preta ou parda representavam 5,3 milhões desses jovens (41,9%), enquanto as brancas formavam menos da metade desse montante: 2,6 milhões (20,5%), totalizando 7,9 milhões de mulheres ou 62,5% dos jovens que não estudavam nem estavam ocupados.

Entre os 4,7 milhões de jovens restantes nessa situação, três milhões eram homens pretos ou pardos (24,3%), conforme classificação do IBGE, e 1,6 milhão de brancos (12,5%). A pesquisa indicou que a pandemia não alterou a composição desse indicador por raça ou sexo.

Paraná confirma mais 865 casos e uma morte

O Paraná confirmou mais 865 casos e uma morte por Covid, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) neste domingo. A morte é de uma mulher de 68 anos que morava em Ortigueira. Nas últimas 24 horas, foram 672 casos confirmados. Os casos confirmados divulgados são de: dezembro (734), novembro (118), fevereiro (2) e janeiro (2) de 2022; setembro (3), julho (1), abril (2) e fevereiro (1) de 2021; e dezembro (2) de 2020. O Paraná soma até este domingo 2.775.483 casos e 45.279 mortes por coronavírus desde o início da pandemia.

Novo grupo começa a receber quarta dose da vacina anticovid hoje

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba divulga novo cronograma para a aplicação da 4ª dose da vacina anticovid. Nesta semana serão atendidos de forma escalonada os nascidos entre o segundo semestre de 1990 e segundo semestre de 1992. Nesta segunda-feira (5), serão vacinados os nascidos no segundo semestre de 1990. Na terça-feira (6), será a vez de quem nasceu no primeiro semestre de 1991.A convocação de novo grupo continua na quarta-feira (7), com os nascidos no segundo semestre de 1991. Na quinta-feira (8), serão vacinados os do primeiro semestre de 1992. Na sexta-feira (9), poderão receber a vacina os nascidos no segundo semestre 1992.Com essas convocações, a aplicação da 4ª dose da vacina contra a Covid-19 atinge pessoas com 29 anos.

Para receber a dose de reforço é preciso ter recebido a 3ª dose há 120 dias ou mais. A 4ª dose equivale ao 2º reforço para os vacinados na 1º dose com Pfizer, Astrazeneca e Coronavac. Para os vacinados com o imunizante da Janssen na 1ª dose, a 4ª dose equivale ao 3º reforço. A vacinação acontece habitualmente de segunda a sexta-feira das 8h às 17h em 106 unidades de saúde. Consulte os horários no site Imuniza Já.

Número de mortes no Brasil saltou 16,9% em 2021 com a covid-19

O número de mortes no Brasil saltou 16,9% com a pandemia de covid-19 em 2021. O percentual foi maior que em 2020, quando houve um aumento de 15,3%. Nos dez anos antes da pandemia, a alta média anual de óbitos no Brasil foi de 1,1%.

Somente em 2021, mais de 420 mil brasileiros morreram em decorrência da doença, o dobro de 2020. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais (SIS): uma análise das condições de vida da população brasileira 2022, divulgada hoje (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2020 e 2021, o Brasil teve 22,3 milhões de casos de covid-19 e mais de 600 mil óbitos causados pela doença. Foram 7,7 milhões de casos e aproximadamente 200 mil mortes em 2020 e 14,6 milhões de casos e 420 mil mortes em 2021.

Segundo a publicação, a análise da mortalidade causada pela pandemia mostrou expansão de 102,3% nos óbitos entre 2020 e 2021. A maioria das mortes ocorreu entre homens, alcançando 57,2% em 2020 e 55,5% em 2021. No segundo ano da pandemia houve uma alta de 105,2% nos óbitos entre as mulheres.

Cor da pele

Os grupos mais acometidos em 2020 pela covid, de acordo com a SIS, foram homens pretos ou pardos (27,5%) e os homens brancos (27,2%), seguidos das mulheres brancas (21,5%) e mulheres pretas ou pardas (19,6%). Em 2021, essa distribuição foi alterada: homens brancos foram maioria (30,8%), seguidos das mulheres brancas (25,3%), homens pretos ou pardos (22,8%) e mulheres pretas ou pardas (17,8%).

Os dados mostram, ainda, os impactos da vacinação. A incidência da covid começou a diminuir a partir de meados de junho de 2021, quando a vacinação com a primeira dose atingiu 30,4% da população. A taxa de incidência apresentou tendência a queda, registrando 240,3 por 100 mil. Esse nível de vacinação também contribuiu para desacelerar a trajetória da taxa de mortalidade.

Em termos regionais, a publicação mostra que houve diferenças tanto em termos de cobertura populacional das políticas municipais, quanto em termos de número de casos, internações e óbitos relacionados à covid. Na região Sudeste, por exemplo, 90,7% da população, viviam em municípios onde o número de leitos foi ampliado para atender à demanda por internação por covid. Já na região Nordeste, esse percentual cai para 81,6%.

Menos leitos

De acordo com a SIS, o número de leitos de internação no Sistema Único de Saúde (SUS) por mil habitantes caiu de 2010 a 2021, passando de 1,73 leito SUS (Sistema Único de Saúde) em 2010 para 1,47 em 2021. O menor valor foi observado em 2019: 1,42 leito. Já a taxa de leitos não-SUS por mil beneficiários de planos de saúde era de 8,93 em 2010 e foi para 4,86 leitos em 2021. “Cabe avaliar como se comportaram indicadores vinculados ao tamanho da população, pois a disponibilidade de infraestrutura e equipamentos pode estar aquém do crescimento populacional”, diz a Síntese.

A SIS reúne indicadores que ajudam em um conhecimento amplo da realidade social do Brasil. A publicação utiliza dados de estudos do IBGE, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) e a Pesquisa de Informações Básicas Municipais, além de dados de fontes externas como o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e informações de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

As informações são da Agência Brasil.

Anticorpos capazes de neutralizar HIV poderão ter papel semelhante às vacinas, diz imunologista Michel Nussenzweig

Anticorpos monoclonais capazes de neutralizar o HIV poderão ser usados como uma espécie de vacina contra o vírus, administrados com uma ou duas aplicações por ano e, assim, se tornar uma alternativa aos antirretrovirais. Essa é a tese do médico imunologista da Universidade Rockefeller, dos Estados Unidos, Michel Nussenzweig, um dos cientistas mais influentes do mundo, em entrevista à reportagem do Portal do Butantan.

Michel e sua equipe do Laboratório de Imunologia Molecular descobriram uma forma de neutralizar o HIV através da infusão de anticorpos monoclonais. Eles isolaram anticorpos neutralizantes de pacientes infectados, cujos sistemas imunológicos tinham grande capacidade de neutralizar o vírus no sangue.

Em ensaios clínicos conduzidos no hospital da Universidade Rockefeller, em Nova York, dois desses anticorpos interferiram na infecção crônica pelo HIV, levando a quantidade de vírus no sangue de infectados abaixo dos níveis detectáveis, fornecendo proteção e tratamento contra o HIV por meses após a administração por infusão – o que sugere o controle do vírus a longo prazo.

“Os anticorpos poderiam ser administrados, provavelmente, uma vez a cada seis meses, ao contrário dos antirretrovirais que precisam ser tomados diariamente. Algumas pessoas consideram isso uma vantagem porque você pode esquecer completamente que tem HIV, que tem uma doença, por pelo menos seis meses, além de diminuir efeitos colaterais”, explicou o imunologista após apresentar os dados do estudo publicado na Nature no International Centre for Genetic Engineering and Biotechnology (ICGEB), evento sediado no Butantan em novembro.

A corrida por tratamentos que curem o HIV e vacinas que previnam a transmissão ocorre há anos sem sucesso. Atualmente, medicamentos antirretrovirais são considerados o tratamento padrão, já que seu uso perene consegue praticamente zerar a carga viral dos infectados, mas não sem efeitos colaterais e com a necessidade de tomar a medicação diariamente para fazer efeito. A corrida pela prevenção e pela cura do HIV é lembrada todos os anos em 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra à Aids, já que a doença afeta 38 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Injeção anual

A pesquisa da Universidade Rockfeller ajudou a estabelecer um novo paradigma para o desenvolvimento de vacinas e terapias para o HIV, sendo estendido até mesmo para outros vírus, como o SARS-CoV-2, hepatite B e flavivírus. O uso de anticorpos monoclonais revoluciona a medicina também no tratamento de outras doenças no Brasil.

O Butantan inaugurou este ano uma fábrica de anticorpos monoclonais onde irá produzir medicamentos com a tecnologia para o Sistema Único de Saúde.

“Hoje sabemos que temos injeções que podem ser dadas a cada seis meses que, provavelmente, serão capazes de prevenir a doença. Se conseguirmos chegar ao ponto de termos uma injeção que previne a infecção pelo HIV por um ano inteiro, seria como tomar uma vacina contra a gripe uma vez por ano, ter uma proteção anual. Não é uma vacina de fato, mas é um protetor”, destaca Michel.

Porém, o atual desafio dos pesquisadores da Universidade Rockefeller é justamente encontrar um mecanismo que permita que estes anticorpos sejam eficazes por longos períodos, para que realmente sejam incluídos como uma terapia contra o HIV em larga escala. Isso porque seu custo é superior aos antirretrovirais, além de requerer estrutura hospitalar para a infusão.

“Os anticorpos têm muitas desvantagens em comparação com a terapia antirretroviral convencional, entre as quais o custo e a necessidade de ser administrados por infusão. Por outro lado, as pessoas que tomam antirretrovirais precisam tomar pílulas todos os dias, o que faz lembrá-las diariamente que estão doentes e ninguém gosta de ser lembrado de que está doente o tempo todo”, conclui Michel.

As informações são do Portal do Instituto Butantan.

Simepar pede que deputados/as rejeitem a terceirização de hospitais estaduais

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) encaminhou ofício à Assembleia Legislativa do Estado do Paraná pedindo que as deputadas e deputados estaduais rejeitem o Projeto de Lei de iniciativa do Poder Executivo Estadual autorizando a terceirização da gestão de três hospitais estaduais, nas cidades de Telêmaco Borba, Ivaiporã e Guarapuava.

No documento, o Simepar aponta que a proposta ofende regras constitucionais como a do concurso público, que impede a substituição de mão de obra permanente, em serviço público essencial (como é o serviço de saúde), por entes privados. Também é vedada pela Constituição Federal a concessão do serviço de saúde, mediante licitação para outorga dos Hospitais (estatais e públicos), a concessionários.

Além dos argumentos jurídicos, o Sindicato dos Médicos aponta exemplos práticos recentes em que tentativas de terceirização de serviços de Saúde resultaram em sérios prejuízos aos cofres públicos, com fortes indícios de corrupção; além de sonegação de direitos trabalhistas dos profissionais de Saúde, entre eles os médicos e médicas.

O ofício apontou a grave situação recentemente vivida pela Organização Social que administrava a única Unidade de Pronto Atendimento “terceirizada” de Curitiba, a UPA CIC.

A experiência implementada na capital, que nos mesmos moldes trazidos pelo projeto do Governo do Estado, entregou uma UPA a uma Organização da Sociedade Civil (constituída como “Organização Social”), resultou em procedimento investigatório em trâmite junto ao Tribunal de Contas do Estado, além de outros estudos que constaram superfaturamento de despesas e deficiente no controle da aplicação, pelo “Parceiro”, dos recursos públicos destinados a entidade privada do “terceiro setor”.

Um dos estudos concluiu que se gastava mais por meio da entidade terceirizada, do que o próprio Poder Público Municipal gastaria por meio da contratação mediante concurso público, via Fundação Municipal.

Trabalhadores contratados pela terceirizadora da UPA CIC sofreram com atrasos nos seus salários e no recebimento das verbas rescisórias. Além disso, médicos e médicas eram coagidos a tornarem-se sócios das empresas que eram na verdades suas contratantes. Dessa forma, os profissionais ficam impedidos de recorrer à Justiça do Trabalho caso sentirem-se lesados e ainda respondem por eventuais ilegalidades da contratante.

Isso tudo, sem falar nos eventuais prejuízos para a Saúde Pública que a terceirização pode causar, com cortes de custos e pressão por “produtividade”, sem a devida atenção aos pacientes.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná vêm combatendo a terceirização da Saúde Pública desde que esse fenômeno se proliferou por diversos municípios do Paraná. Durante décadas foi possível observar em diversas ocasiões que o artifício da terceirização parece fácil e vantajoso numa primeira análise, mas costuma resultar em sérios prejuízos aos trabalhadores, aos cofres públicos e à saúde pública.

Feito esse alerta, cabe pedir que os/as eleitores/as pressionem os/as deputados/as e que estes/as rejeitem essa proposta pelo bem do Paraná.

Leia aqui o Ofício enviado para a Assembleia Legislativa do Paraná.

Dezembro Laranja de prevenção ao Câncer: “Não espere até sentir na pele!”

A campanha do Dezembro Laranja, organizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), promove a conscientização a respeito dos riscos do câncer de pele, orientando a população a manter hábitos adequados de proteção solar (fotoproteção) e a realizar regularmente visitas ao dermatologista para obter uma avaliação especializada.

Em 2022, após dois anos com ações estritamente on-line, a SBD voltará a realizar seus tradicionais atendimentos presenciais e gratuitos para a prevenção ao câncer da pele. A iniciativa acontecerá em cerca de 100 centros cadastrados e espalhados por todo o País, no dia 3 de dezembro, entre 9h e 15h. Encontre aqui um local para atendimento.

Neste ano, a busca pela conscientização tem como foco alertar para a necessidade de cuidados de prevenção permanentes, seja nos momentos de lazer (na praia, nos parques, entre outros), mas também durante a rotina diária, inclusive no dia a dia de afazeres do trabalho.

“Não espere até sentir na pele”: esta é a mensagem central da campanha do Dezembro Laranja 2022. Esse mote estará presente em uma série de conteúdos desenvolvidos pela SBD especialmente para a ação. Serão peças para redes sociais, com dicas de cuidados; vídeos com orientações de médicos dermatologistas; e gravações feitas por personalidades estimulando os brasileiros a aderirem aos cuidados preconizados.

Mantendo a tradição, em 2022, dezenas de artistas, intelectuais e influenciadores participam voluntariamente da iniciativa. Além disso, também declararam apoio ao Dezembro Laranja inúmeras instituições públicas e privadas. Todas essas entidades ajudaram a montar uma rede nacional de apoio à causa. Isso ocorreu de duas formas: com a iluminação de sedes e monumentos na cor laranja e com a replicação em seus canais de comunicação do material produzido pela SBD incentivando a população a incorporar à sua rotina alguns cuidados.

Câncer de pele

O câncer da pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 185 mil novos casos. O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém seus números são muito altos.

A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Essas células se dispõem formando camadas e, de acordo com as que forem afetadas, são definidos os diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares, responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele e registra 8,4 mil casos anualmente. Saiba mais.

As informações são da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).