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Dia do Médico: homenagem da Federação Médica Brasileira

Há decisões que não podem esperar. Há perguntas para as quais a ciência ainda procura resposta. E há momentos em que, depois de todos os recursos disponíveis, o que uma pessoa mais precisa é de alguém que permaneça ao seu lado.

Ser médico é viver essas diferentes dimensões do cuidado. É estudar para reconhecer o que outros não veem, agir quando cada minuto importa e continuar buscando tratamentos melhores. É também saber ouvir, oferecer consolo e preservar a dignidade de quem enfrenta a dor. Nem sempre é possível curar. Sempre é possível cuidar.

A medicina brasileira carrega histórias que mostram a força desse compromisso. Carlos Chagas desvendou uma doença até então desconhecida, abrindo caminho para seu diagnóstico e estudo. Nise da Silveira ajudou a transformar o cuidado em saúde mental ao defender uma abordagem mais humana. As equipes de Euryclides Zerbini e Luiz Venere Décourt realizaram o primeiro transplante de coração da América Latina. Suas trajetórias lembram que o conhecimento avança quando encontra dedicação, coragem e trabalho coletivo. A integração com outras profissões que deu ao brasil a descoberta da

Esse compromisso começa antes do diploma. Está nas horas de estudo dos alunos de Medicina, nas dúvidas levadas aos professores, no aprendizado junto às equipes e aos pacientes. Continua durante toda a carreira. Exercer a Medicina exige atualização constante e humildade para seguir aprendendo.

Ele se manifesta na emergência e na consulta agendada; na rede pública, nos serviços privados e na assistência pelos planos de saúde. Está nos grandes centros e nos lugares mais distantes, onde a chegada de um médico pode significar a oportunidade de receber cuidado perto de casa.

Dedicação não pode ser usada como justificativa para jornadas exaustivas, remuneração insuficiente ou falta de estrutura. Médicos precisam de condições para exercer a profissão com segurança, autonomia e dignidade. A qualidade do atendimento também depende das condições em que os profissionais trabalham.

Neste Dia do Médico, a Federação Médica Brasileira reconhece também a luta incansável dos dirigentes sindicais. Em cada negociação e em cada defesa da profissão, eles trabalham para que os médicos sejam respeitados e possam oferecer o melhor de sua formação a cada paciente.

Fazer Medicina é diferente porque exige unir ciência e presença humana, todos os dias. Aos médicos que exercem esse compromisso, o nosso reconhecimento. A FMB seguirá ao seu lado na defesa de uma Medicina valorizada e de um cuidado cada vez melhor para a sociedade.

As informações são da FMB.

[VÍDEO] 95 anos do Simepar: Homenagem do Sindicato aos profissionais da Medicina pelo Dia do Médico

 

Neste Dia do Médico, o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná está completando 95 anos. Então, a homenagem do Simepar vai para as Médicas e Médicos, pois o Sindicato nasceu da união dos profissionais da Medicina, e existe para defender a dignidade do Trabalho Médico.

Parabéns para todos e todas que participam dessa jornada e que exercem a Medicina com a dedicação que a sociedade precisa e merece.

Agradecemos a todos os Médicos que participam do Simepar; que são associados ao Sindicato; que trazem denúncias de precarização das condições de trabalho que interferem no bom exercício da Medicina.

Agradecemos aos profissionais da Medicina que participam das reuniões, que contribuem para a construção das pautas de reivindicação e que fortalecem o Simepar.

E, para os Médicos e Médicas que ainda não conhecem o Sindicato; estamos de portas abertas; sempre à disposição para receber e encaminhar a sua reivindicação ou denúncia.

Caminhamos juntos com a Federação Médica Brasileira e com os demais Sindicatos Médicos de todo o País. Também atuamos em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Paraná e com a Associação Médica do Paraná.

Atuamos juntos pelo bom exercício da Medicina; com dignidade e excelência; pelo bem da Saúde de todos.

Parabéns pelo Dia do Médico!

Ministério da Saúde aprova protocolo para crianças com Hemofilia A

O Ministério da Saúde aprovou protocolo para uso do medicamento Emicizumabe no tratamento de crianças até 6 anos com hemofilia A que não apresentam inibidores do fator VIII da coagulação sanguínea.

A medida consta de portaria publicada na edição desta quinta-feira (15) do Diário Oficial da União.

O documento estabelece critérios de diagnóstico, inclusão e exclusão de pacientes, além das condições de tratamento e dos mecanismos de regulação, controle e avaliação.

O protocolo tem abrangência nacional e deverá ser usado pelas secretarias de Saúde dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para regular o acesso ao tratamento.

Benefícios

O tratamento é considerado menos invasivo. Ao contrário da terapia tradicional com fator VIII, que exige infusões nas veias, o emicizumabe é aplicado por via subcutânea, de forma menos invasiva.

O tratamento, de acordo com o ministério, diminuiria também a frequência dos sangramentos.

Informação

De acordo com a portaria, o paciente ou o responsável legal deverá ser informado sobre os potenciais riscos, efeitos colaterais e eventos adversos relacionados ao uso do emicizumabe.

O protocolo completo ficará disponível no site do Ministério da Saúde, na área destinada aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).

Atendimento

Os gestores estaduais, distrital e municipais do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão organizar a rede assistencial, definir os serviços de referência e estabelecer os fluxos necessários para o atendimento dos pacientes em todas as etapas previstas pelo protocolo.

As informações são da Agência Brasil. 

Fundação de Saúde de Morretes quita valores retroativos do reajuste de Médicas e Médicos

A Fundação de Atenção à Saúde de Morretes (FASMO) quitou nesta quarta-feira (14/10) os valores retroativos ao mês de março deste ano, referentes à diferença do reajuste salarial de 14%.

O reajuste resultou do Acordo Coletivo do Trabalho vigente, firmado entre o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e a FASMO, cujo processo de negociação foi concluído em maio. Em cumprimento ao teor do ACT, o reajuste foi implementado em duas parcelas, com 7% sendo pagos em junho e mais 7% em outubro de 2026.

Agora, as diferenças do reajuste retroativas a março foram quitadas e os profissionais da Medicina receberam a integralidade dos proventos, com o reajuste de 14% resultantes do Acordo Coletivo firmado pelo Simepar.

Anvisa aprova novo medicamento para tratar Lúpus

O medicamento Gazyva (obinutuzumabe), indicado para alguns casos de câncer, pode ser usado a partir de agora no tratamento do lúpus. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a recomendar a substância para pacientes adultos com lúpus ativo moderado a grave, positivos para autoanticorpos, em uso de tratamento padrão.

Em nota, a Anvisa informou que o obinutuzumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que promove eliminação massiva e prolongada dos linfócitos B, células que desempenham papel central nos processos fisiológicos anormais que levam ao desenvolvimento do lúpus.

A doença, segundo a agência, figura como uma condição autoimune, crônica e potencialmente grave, caracterizada pela produção desregulada de autoanticorpos que provocam inflamações em múltiplos órgãos e sistemas. Entre as áreas mais afetadas estão pele, articulações, rins, sistema sanguíneo e sistema nervoso central.

“Os benefícios demonstrados da nova indicação incluem redução da atividade da doença, menor ocorrência de exacerbações e redução sustentada da exposição a corticosteroides.”

A agência ressaltou ainda que, apesar da disponibilidade de terapias convencionais e biológicas para o tratamento da doença, existe uma parcela significativa de pacientes que permanece em estágio ativo constante.

“Essas pessoas sofrem com surtos recorrentes ou se tornam dependente do uso contínuo de corticosteroides – medicamentos que carregam efeitos colaterais importantes a longo prazo.”

Riscos

O Ministério da Saúde alerta que, se não tratado corretamente, o lúpus pode levar a complicações graves em diversos órgãos e tecidos do corpo humano, podendo provocar a morte do paciente.

As principais complicações costumam ocorrer nos seguintes órgãos:

  • Rins: a falência dos rins está entre as principais causas de morte por complicações do lúpus nos primeiros cinco anos após o diagnóstico. Alguns sintomas são comuns nessa fase são irritação, coceira generalizada, dores no peito, falta de ar, náuseas, vômito e edemas.
  • Cérebro: se a doença tiver chegado ao cérebro, o paciente pode apresentar sintomas específicos como dor de cabeça, confusão, tontura, mudanças de comportamento, alucinações, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e convulsões.
  • Vasos sanguíneos: anemia, aumento no risco de sangramentos e inflamação dos vasos (vasculite) estão entre as principais complicações possíveis decorrentes do lúpus.
  • Pulmões: o lúpus também pode levar à pleurisia, uma inflamação dos tecidos que revestem os pulmões e a caixa torácica. O quadro pode provocar muita dor durante a respiração.
  • Coração: em alguns casos, pode ocorrer também a inflamação dos músculos do coração e das artérias, aumentando significativamente as chances de infarto.

 

As informações são da Agência Brasil.

Ministra do TST, Delaíde Arantes, realiza aula magna sobre Trabalho Decente em Curitiba na sexta

A Ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), estará em Curitiba na próxima sexta-feira (16 de outubro), onde profere uma aula magna sobre “Direitos Humanos Trabalhistas”. A conferência, gratuita e aberta ao público em geral, será realizada às 19h, na Escola Paranaense de Direito (Rua Saldanha Marinho, 1762, Bigorrilho, Curitiba).

O evento tem vagas limitadas e sujeitas à lotação do auditório. As reservas podem ser feitas pelo telefone (41) 99252-2999.

De empregada doméstica à magistrada

Reconhecida como uma das personalidades mais influentes na defesa do Trabalho Decente no Brasil, a magistrada traz uma visão singular ao meio jurídico. Nascida na roça, ela começou a trabalhar aos 14 anos para poder estudar. Sua trajetória profissional – iniciada como trabalhadora doméstica antes de ingressar no Direito e no TST – confere humanidade e empatia às suas manifestações institucionais.

Delaíde Arantes é mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB), autora do livro Trabalho Decente: uma análise na perspectiva dos direitos humanos a partir do padrão decisório do TST. Exerceu outras ocupações no setor privado e atuou na Advocacia Trabalhista por 30 anos antes de ingressar na Magistratura.

Pilares do Direito do Trabalho e da Proteção Social

Durante suas reflexões públicas, a integrante do TST enfatiza que a dignidade laboral constitui um pressuposto básico para o exercício dos demais Direitos Humanos.

Ela reafirma o valor da Constituição Federal de 1988, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e do combate ao assédio moral. Em suas exposições, prioriza debates fundamentais para o setor:

• Trabalho Decente e Convenções da OIT: Defesa irrestrita das diretrizes da Organização Internacional do Trabalho, focando na erradicação da condição análoga à escravidão, na redução de acidentes ocupacionais e na eliminação do trabalho infantil.

• Direitos Humanos Trabalhistas: Análise aprofundada da jurisprudência consolidada no TST sob a perspectiva das garantias e liberdades fundamentais do indivíduo.

• Igualdade de Gênero e Trabalho Doméstico: Valorização das profissionais do lar e enfrentamento contínuo às assimetrias salariais e contratuais motivadas por gênero e raça.

• Fortalecimento Institucional: Defesa permanente do papel da Justiça do Trabalho, da Auditoria Fiscal do Trabalho e das entidades sindicais para assegurar o cumprimento das normas legais.

Conexão entre teoria jurídica e realidade social

Para a direção da instituição organizadora, a realização do encontro é um momento ímpar de aprendizado. “A presença da ministra Delaíde Arantes traz pragmatismo e profundidade teórica ao debate, conectando as deliberações das instâncias superiores à realidade social brasileira”, analisa o diretor e professor da Escola Paranaense de Direito, Roosevelt Arraes.

Complementando essa perspectiva, o também diretor e docente Luiz Gustavo de Andrade ressalta a relevância da experiência do dia a dia: “Os estudantes e o público terão a oportunidade de compreender como os princípios constitucionais e os tratados internacionais são interpretados no cotidiano da corte, aproximando o acadêmico da jurisprudência viva e reforçando a vocação do Direito como instrumento de cidadania”.

As inscrições podem ser feitas pelo telefone (41) 99252-2999.

Sesa alerta para sinais e riscos da Trombose; complicações incluem Infarto e AVC

No Dia Mundial da Trombose, 13 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) chama a atenção para a doença que pode ser causada por diversos fatores. É fundamental reconhecer os sinais e, em caso de suspeita, procurar atendimento médico imediato.

A trombose pode acontecer em vários lugares do corpo, mas é mais comum ocorrer nos membros inferiores, provocando inchaço, dor e endurecimento da perna. Quanto maior for a veia que sofre a trombose, maior será a repercussão clínica e o perigo para a pessoa.

Dados da Sesa-PR mostram que 2.265 pessoas foram internadas neste ano, entre janeiro e julho, nos hospitais do Paraná que ofertam atendimento pelo SUS, em razão da trombose venosa.

As equipes de urgência e emergência (Samu, Siate, hospitais e UPAs) também realizaram 2.217 trombólises em casos de infarto e AVC. O procedimento utiliza trombolíticos injetados na veia, medicamentos para dissolver os coágulos de sangue e que aumentam as chances da vítima ou reduzem o risco de sequelas.

Além disso, 51 delas precisaram fazer a colocação percutânea de filtro de veia cava, um procedimento onde é instalado um pequeno dispositivo metálico semelhante a um guarda-chuva, que funciona como barreira mecânica para reter os coágulos que resultam na trombose.

“A trombose tem complicações graves e, mesmo se tratada, pode gerar muitos problemas para a saúde e impedir até mesmo a locomoção. O mais importante é sempre buscar o atendimento preventivo nas UBS do Paraná para acompanhamento médico. Caso já não seja possível evitar, o sistema de saúde do Estado está preparado para o tratamento em todas as fases”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

ALERTA – A trombose é considerada uma enfermidade muito grave – significa que o sangue já se transformou em uma “massa” de células e gerou os coágulos que podem obstruir parcialmente ou na totalidade os vasos sanguíneos.

“O grande perigo é que a obstrução pode comprometer rapidamente o funcionamento de órgãos vitais, como o coração e o cérebro. Por isso, reconhecer os sinais de alerta e buscar atendimento médico imediato é fundamental para evitar sequelas permanentes e reduzir o risco de morte, destaca o cardiologista e diretor clínico do Hospital Waldemar Monastier, Maurício Dallagrana.

A trombose é causada por vários fatores, como a obesidade, o tabagismo, além de pessoas portadoras de trombofilia e com histórico familiar de trombose. Pessoas com mais de 65 anos também têm maior propensão, além de quem sofre com doenças oncológicas, gestantes ou que passaram por alguma cirurgia.

Para evitar uma trombose, a Sesa orienta que a população tenha hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada, hidratação corporal, prática regular de atividade física, consumo moderado de álcool e não fumar.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO – Além dos hábitos de vida saudáveis, também é preciso fazer o acompanhamento médico regular por meio de consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a realização de exames e, caso necessário, encaminhamento para um especialista.

A Linha de Cuidado das Doenças Cardiovasculares no SUS do Paraná funciona como um fluxo estruturado e contínuo de atendimento, que é coordenado pela Sesa. Ela organiza desde a prevenção nas UBS até o socorro imediato a emergências graves e o encaminhamento.

A Sesa também tem implementado, desde 2020, o protocolo que prevê capacitação e o uso de medicamentos trombolíticos nos serviços de urgência e emergência da rede estadual de saúde. Desde 2020, já foram atendidos 2 mil pacientes via SUS que receberam o trombolítico para infarto agudo do miocárdio.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Anvisa autoriza teste em humanos de Vacina contra a Malária 100% brasileira

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes em humanos da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. O imunizante é feito com tecnologia 100% nacional.

Em nota, o Ministério da Saúde detalhou que a dose, chamada Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia tem incentivo previsto de R$ 12 milhões da pasta para ensaios clínicos de fases I, II e III.

De acordo com o ministério, o estudo clínico de fase I vai avaliar a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em um total de 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias.

“O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional”, avaliou a pasta no comunicado.

As duas vacinas contra malária atualmente recomendadas por autoridades sanitárias foram desenvolvidas para outra espécie de parasita causador da doença, o Plasmodium falciparum, predominante na África, não contra o Plasmodium vivax, que predomina nas Américas e na Ásia.

A doença

A malária é uma doença infecciosa causada por um parasita do gênero Plasmodium, transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego), mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer.

“Não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa”, reforçou o ministério.

Também conhecida como impaludismo, paludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, a malária recebe ainda nomes populares como maleita, sezão, tremedeira, batedeira ou febre.

“Toda pessoa pode contrair a malária. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma. Porém, uma imunidade esterilizante, que confere total proteção clínica, até hoje não foi observada”, destacou a pasta.

O ministério alerta ainda que, caso não seja tratado adequadamente, o paciente com malária pode ser fonte de infecção por meses ou mesmo anos, de acordo com a espécie parasitária em questão.

No Brasil, a maioria dos casos da doença se concentram na região amazônica, composta pelos seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

“Na região extra-amazônica, composta pelas demais unidades federativas, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois a letalidade nesta região é maior que na região amazônica”, concluiu a pasta.

As informações são da Agência Brasil.

Mudanças na emissão e no controle de receitas médicas entram em vigor

A partir de quarta-feira (30), o Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a disponibilizar funcionalidades específicas para a emissão e o controle eletrônico de receitas médicas.

Em nota, a Anvisa destacou que a mudança não significa o fim das receitas em papel nem a obrigatoriedade de emissão eletrônica. A nova etapa, segundo a agência, apenas amplia as possibilidades disponíveis para prescritores, sistemas de prescrição, farmácias e drogarias.

Ainda de acordo com a Anvisa, a adoção das funcionalidades eletrônicas será gradual, conforme a preparação de cada setor e os prazos previstos para cada tipo de receita.

Novidades

Entre as principais novidades está a possibilidade de emissão eletrônica das notificações de receita, como as de cor azul e amarela, que, até então, eram emitidas somente em papel.

A nova etapa também amplia o controle eletrônico de outros tipos de receitas, como as receitas de controle especial e as receitas sujeitas à retenção, incluindo as de antimicrobianos e agonistas de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

“As receitas em papel continuam válidas e seguem sendo utilizadas, de acordo com as regras aplicáveis a cada tipo de receita”, reforçou a Anvisa.

Entenda

O Sistema Nacional de Controle de Receituários foi criado pela Anvisa com o objetivo de centralizar a gestão e ampliar a fiscalização de receitas utilizadas na prescrição de medicamentos sujeitos a controle especial.

O sistema entrou em funcionamento em julho de 2024, inicialmente para apoiar as vigilâncias sanitárias na concessão e no controle das numerações.

Com o SNCR, a numeração das notificações de receita passou a ser gerenciada em uma base nacional. As vigilâncias sanitárias, entretanto, permanecem responsáveis pela concessão e pelo controle das numerações – agora, com o apoio do sistema nacional.

O que muda

A partir de 30 de setembro, uma nova via de emissão passa a estar disponível: a emissão eletrônica integrada ao SNCR.

As notificações de receita podem ser emitidas eletronicamente, de acordo com os modelos e as regras definidos pela Anvisa. Estão contempladas notificações de receita A, B e B2, além das destinadas a retinoides de uso sistêmico e à talidomida.

“Os modelos eletrônicos são específicos para uso em sistemas de prescrição integrados ao SNCR e são diferentes dos modelos destinados à impressão”, destacou a agência.

Transição de receitas brancas

A implantação das funcionalidades eletrônicas será gradual. No caso das receitas de controle especial e das receitas sujeitas à retenção, chamadas de receitas brancas, haverá um período de transição para integração ao SNCR.

Até 29 de outubro, poderão coexistir:

  • receitas em papel;
  • receitas brancas eletrônicas sem integração ao SNCR;
  • receitas brancas eletrônicas integradas ao SNCR.

“A emissão eletrônica continua sendo uma possibilidade. Os serviços poderão adotar a nova via à medida que estiverem preparados”, detalhou a Anvisa.

Já a partir de 30 de outubro, quando uma receita branca for emitida eletronicamente, ela deverá estar integrada ao SNCR. “Isso não significa que a emissão eletrônica se torna obrigatória. As receitas em papel continuam sendo uma opção, conforme as regras aplicáveis”.

De acordo com a agência, a lógica é permitir uma adaptação gradual dos diferentes setores, sem substituir de imediato uma via pela outra.

Para quem prescreve

Ainda de acordo com a Anvisa, os profissionais continuarão utilizando seus sistemas de prescrição eletrônica, que deverão se integrar ao SNCR para utilizar os serviços necessários à emissão dos receituários eletrônicos.

No caso das notificações de receita, a solicitação da numeração à vigilância sanitária local continua sendo necessária, lembrando que as numerações destinadas às receitas eletrônicas são diferentes das destinadas às receitas físicas.

“Depois de disponibilizada a numeração pela vigilância sanitária, o sistema de prescrição se comunica com o SNCR para emitir a receita eletrônica, de acordo com o modelo e as regras aplicáveis”, informou a agência.

O profissional não precisa acessar diretamente o SNCR para emitir a receita. “A comunicação com o sistema será feita pelo serviço de prescrição eletrônica. A Anvisa já disponibilizou a documentação técnica da API e ambiente de treinamento para que desenvolvedores e empresas possam adaptar e testar seus sistemas.”

Como ficam farmácias e drogarias

Ao receber uma receita eletrônica, o estabelecimento poderá consultar as informações no SNCR e utilizar as funcionalidades disponíveis para:

  • verificar a autenticidade da numeração;
  • confirmar os dados do prescritor;
  • registrar a utilização da receita.

O registro da utilização permite acompanhar o uso da receita e contribui para evitar a reutilização da mesma numeração.

Nos modelos eletrônicos de notificação de receita, o QR Code também permitirá consultar as informações no SNCR e facilitar a verificação da numeração e o registro de utilização.

As informações são da Agência Brasil. 

Ministério da Saúde a libera doação de sangue de pessoas com mais de 70 anos

Pessoas com 70 anos ou mais que permaneçam saudáveis poderão ser doadoras de sangue, segundo o novo regulamento técnico da hemoterapia no Brasil. A mudança foi estabelecida na Portaria GM/MS 11.685/2026, do Ministério da Saúde, que foi publicada em julho e passa a valer a partir desta quarta-feira (30).

Para doar, a pessoa precisa ser considerada apta na avaliação clínica realizada pelo serviço de hemoterapia e respeitar os intervalos e a frequência de doações definidos para essa faixa etária.

“O novo regulamento atualiza os critérios de aptidão para doadores voluntários, reforça a segurança das transfusões e a rastreabilidade do sangue e orienta os serviços de hemoterapia de acordo com os avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico atual”, explica o Ministério da Saúde.

De acordo com o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, as novas regras permitem que mais pessoas doem sangue e reforçam a segurança de quem doa e de quem recebe a transfusão.

“Incentivamos a população brasileira a procurar os serviços de hemoterapia, com a certeza de que será acolhida com todo o cuidado e a segurança necessários e de que cada doação será utilizada de forma responsável e cientificamente adequada para ajudar a salvar vidas em todo o país”, afirma.

O novo regulamento também reduz o tempo de espera para que pessoas interessadas em doar e que tenham passado por exames, utilizado medicamentos ou mesmo feito procedimentos estéticos com microagulhamento, como tatuagem, maquiagem definitiva, preenchimentos e aplicação de botox.

Nesses casos, a doação poderá ser realizada após sete dias, desde que o procedimento tenha sido feito em um local que cumpra as normas de segurança. Quando essa avaliação não for possível, o prazo será de quatro meses. Para piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ser feita quatro meses após a retirada.

Além disso, o MS destaca medidas para garantir maior segurança nas transfusões de sangue, sendo o Brasil o primeiro país a implantar de forma obrigatória o teste de malária em 100% dos exames de triagem.

“O NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, já é utilizado para identificar HIV e hepatites B e C e passa a detectar também o parasita causador da malária. Assim, o período de impedimento para pessoas que se deslocaram para municípios de áreas endêmicas ou tiveram exposição em regiões de mata, bosque ou floresta passa a ser de 30 dias. Antes, o prazo poderia chegar a 12 meses”, diz o MS.

Também foi adotado o padrão internacional ISBT 128 para identificação de bolsas e amostras, o que reforça a rastreabilidade em todas as etapas, desde a coleta até a transfusão ou o encaminhamento do plasma para a produção de medicamentos, reduzindo o risco de erros de identificação.

Para reduzir perdas e aumentar a disponibilidade das plaquetas, o prazo de validade do concentrado pode passar de cinco para sete dias, desde que as medidas de controle de qualidade exigidas sejam adotadas.

“A mudança contribui para reduzir perdas desse hemocomponente, utilizado principalmente no atendimento a pessoas com câncer, pacientes submetidos à quimioterapia, pessoas com doenças hematológicas e outras condições que exigem transfusões frequentes.”

Doação de sangue no Brasil

Segundo o MS, em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 3,26 milhões de coletas de sangue, com uma taxa de 15,29 doações por mil habitantes, a maior desde o período da pandemia. Os dados mostram a recuperação gradual das doações, após a redução registrada em 2020.

Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar documento oficial com foto, que também poderá ser apresentado em formato digital. Adolescentes a partir de 16 anos podem se candidatar, desde que tenham autorização do responsável.

Os interessados devem procurar o hemocentro mais próximo para consultar os horários de atendimento e passar pela triagem, etapa em que são avaliadas as condições de saúde e a aptidão para a doação.

As informações são da Agência Brasil.