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Começa a aplicação da vacina que amplia proteção contra pneumonia e meningite em crianças

Crianças menores de 5 anos que não completaram o esquema vacinal já podem ser vacinadas pelo SUS com a vacina Pneumo 20, que protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, causadora de doenças graves como pneumonia e meningite. A estratégia nacional foi lançada no sábado (20/6), em São Paulo, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Novidade na rede pública, a vacina passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação — esse é o quarto imunobiológico incorporado para crianças durante a atual gestão. Na rede privada, pode custar mais de R$ 500.

O diferencial da vacina é a ampliação da proteção contra sorotipos que mais causam doença pneumocócica invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, oferecendo cobertura mais abrangente que as formulações anteriores. Também protege contra otite média, que pode causar perda auditiva e evoluir para infecções mais graves. Desde maio, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 570 mil doses para todos os estados, garantindo o início da vacinação. Até o fim do ano, a previsão é de distribuição de mais de 6,1 milhões de doses.

Ao acompanhar o início da estratégia nacional de vacinação, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da ampliação da proteção oferecida pelo imunizante:

“Eu pude ver as primeiras bebezinhas, com dois meses de idade, já sendo protegidas com essa vacina, que é uma vacina que protege contra 20 tipos dessa bactéria, que é o pneumococcus. E como essa vacina é muito mais ampla do que a que a gente utilizava, ela vai proteger ainda, contra pneumonia grave e contra meningite”, disse

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a principal causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos, com taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.

Além de reduzir casos e mortes, a vacinação em larga escala vai ajudar a reduzir os custos do SUS com internações, UTIs, reabilitação e tratamento de sequelas. Padilha também ressaltou os avanços recentes da vacinação no país e o papel dos profissionais do SUS na recuperação das coberturas vacinais.

“O Brasil voltou a ser campeão mundial da vacinação no país e isso se deve, também, ao esforço dos agentes comunitários de saúde, dos profissionais de saúde, dos enfermeiros e enfermeiras, auxiliares de enfermagem, vacinadores e vacinadoras. Em 2019 perdemos o título de País livre do Sarampo e recuperamos esse título agora em 2024. E todos os profissionais de saúde do SUS nos ajudaram a chegar em 2025 com a maior cobertura vacinal dos últimos 9 anos no Brasil”, afirmou Padilha

Quem pode receber a nova vacina?

A vacina Pneumo 20 é destinada às crianças menores de 5 anos que ainda não completaram o esquema vacinal recomendado. Até agora, as vacinas ofertadas são a Pneumo 10, Pneumo 13 e a polissacarídica 23.

Com a incorporação da Pneumo 20, o Ministério da Saúde inicia uma transição gradual para substituição dos imunizantes, ampliando a proteção contra mais sorotipos da bactéria pneumococo com potencial de prevenção de casos graves.

Além das crianças, a vacina também será destinada a povos indígenas com mais de 5 anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada, idosos com 60 anos ou mais que estejam acamados ou institucionalizados e pessoas com condições clínicas especiais atendidas na Rede de Imunobiológicos para Pessoas em Situações Especiais (RIE).

Durante a transição, o esquema vacinal infantil será de uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses, uma dose da vacina Pneumo 10 aos 4 meses de idade e um reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, com intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas 13 e 23 seguem em uso em estratégias específicas até o fim dos estoques.

Após o esgotamento dos estoques da vacina Pneumo 10, o esquema passará a ser exclusivamente com a Pneumo 20. O histórico de vacinação pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, no aplicativo Meu SUS Digital.

As informações são do Ministério da Saúde via Agência Gov.

Diagnóstico precoce é a principal arma contra o melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele

Uma pinta que muda de tamanho, uma mancha que escurece ou uma lesão que não cicatriza. Alterações aparentemente simples podem ser os primeiros sinais do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. Durante o Junho Preto, mês dedicado à conscientização sobre a doença, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça um alerta que pode fazer toda a diferença: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura. E os cuidados devem ser mantidos, mesmo no inverno.

Embora represente uma parcela menor dos cânceres de pele, o melanoma é responsável pela maior parte das mortes associadas à doença. Isso acontece porque ele tem maior capacidade de se espalhar para outros órgãos quando não identificado e tratado precocemente.

O acompanhamento dos pacientes com melanoma também se reflete na assistência prestada pela rede hospitalar do Paraná. Dados do Sistema de Informações Hospitalares apontam a realização de 2.498 procedimentos relacionados ao melanoma maligno da pele (CID C43) entre 2024 e abril de 2026 no Estado. Foram 1.058 procedimentos em 2024, 1.045 em 2025 e 395 nos primeiros quatro meses de 2026.

Entre os procedimentos mais frequentes estão as cirurgias para retirada de lesões e reconstrução da pele após o tratamento. Somente a excisão e sutura de lesão na pele com plástica em Z ou rotação de retalho somaram 846 procedimentos no período. Também foram feitos 332 procedimentos de reconstrução de partes moles em oncologia, 233 tratamentos clínicos de pacientes oncológicos, 228 tratamentos de intercorrências clínicas de pacientes oncológicos e 192 exéreses múltiplas de lesões da pele ou tecido celular subcutâneo.

Os números demonstram que, além da prevenção e do diagnóstico precoce, o Sistema Único de Saúde no Paraná mantém uma rede preparada para atender pacientes em diferentes estágios da doença, desde a investigação inicial até procedimentos cirúrgicos mais complexos e acompanhamento especializado.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, afirma que o Estado tem investido no fortalecimento da linha de cuidado oncológica para garantir assistência em todas as etapas do tratamento.

Segundo ele, os dados mostram que milhares de procedimentos relacionados ao melanoma foram realizados nos últimos anos na rede pública paranaense. Isso demonstra a capacidade do SUS de oferecer desde o diagnóstico até tratamentos especializados. “Mas o nosso maior desafio continua sendo incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce, que aumentam significativamente as chances de cura”, afirmou. “Muitas pessoas associam a doença ao verão e a maior exposição ao sol, mas os cuidados devem ser mantidos durante todo o ano e, também, no inverno”.

No Paraná, a rede pública de saúde conta com uma linha de cuidado estruturada para identificação, diagnóstico e tratamento dos pacientes. A orientação é que qualquer lesão suspeita seja avaliada o mais cedo possível por um profissional de saúde.

A médica dermatologista Priscila de Cássia Francisco, que atua no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSP), vinculado à Sesa, diz que o acompanhamento é fundamental, especialmente para quem já recebeu o diagnóstico da doença. “Quem já teve melanoma apresenta um risco maior de desenvolver novos melanomas ao longo da vida. Por isso, geralmente permanece em acompanhamento especializado. O objetivo é monitorar alterações na pele e identificar novas lesões ainda em fases muito iniciais”, afirma.

Entre os principais fatores de risco estão a predisposição genética, o histórico familiar da doença e a exposição acumulada ao sol ao longo da vida. Segundo a especialista, a combinação desses fatores pode aumentar significativamente a probabilidade de desenvolvimento do melanoma.

A detecção precoce continua sendo a principal estratégia para aumentar as chances de cura. Quando identificado nos estágios iniciais, o melanoma pode ser tratado de forma mais simples e com melhores resultados.

Para monitorar pacientes com maior risco, os serviços especializados utilizam recursos como a dermatoscopia, exame que permite uma avaliação ampliada das lesões da pele. Em alguns casos, também é feito o mapeamento corporal digital, que registra imagens para comparação ao longo do tempo.

“O nosso principal objetivo é encontrar melanomas muito iniciais, ainda finos, quando as chances de sucesso no tratamento são maiores. O diagnóstico precoce continua sendo a ferramenta mais importante no combate à doença”, acrescenta a dermatologista.

Quando uma lesão suspeita é identificada na Atenção Primária à Saúde, o paciente é encaminhado para avaliação especializada. A partir dessa avaliação podem ser feitos exames complementares e biópsias para confirmação do diagnóstico. Nos casos em que o melanoma está restrito à pele, o tratamento pode ser conduzido pelos serviços especializados em dermatologia. Quando há necessidade de investigação mais aprofundada, como avaliação de linfonodos ou suspeita de disseminação da doença, o acompanhamento passa a envolver equipes de cirurgia oncológica e outros especialistas.

CUIDADOS – A chegada do inverno costuma trazer uma falsa sensação de proteção contra os danos causados pelo sol. No entanto, a radiação ultravioleta continua incidindo sobre a pele mesmo em dias frios ou com céu encoberto. Por isso, os cuidados não entram em estação: o uso de protetor solar, a proteção adequada durante atividades ao ar livre e a atenção a possíveis alterações na pele devem ser mantidas ao longo de todo o ano.

A população deve ficar atenta a pintas ou manchas que apresentem mudanças de cor, formato ou tamanho, além de lesões que sangram, coçam ou não cicatrizam. O uso diário de protetor solar e a redução da exposição excessiva ao sol permanecem entre as principais medidas de proteção.

Neste Junho Preto, o alerta é simples, mas essencial: conhecer os sinais do melanoma e procurar avaliação médica diante de qualquer alteração na pele pode representar a diferença entre um tratamento mais complexo e uma chance muito maior de cura.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Simepar amplia e reforça os canais de comunicação com Médicos e com a Sociedade

A Gestão do Simepar vem ampliando e aprimorando seus canais de comunicação, visando divulgar e dar transparência às atividades desenvolvidas pelo Sindicato, divulgar as denúncias e conquistas relativas ao trabalho médico; além de manter relações profícuas com as entidades coirmãs, agentes e gestores públicos, poder Judiciário, imprensa; e com a sociedade como um todo.

Para isso, o Sindicato conta com um portal de notícias relacionadas ao trabalho médicos e também das atividades sindicais. Essas notícias também são compartilhadas através das redes sociais (Facebook, Instagram, YouTube) onde o Simepar mantém contas ativas e constantemente atualizadas. Outro canal de comunicação é o aplicativo de mensagens WhatsApp, no qual o Simepar administra diversos grupos com a participação de profissionais da Medicina divididos por local de trabalho.

O Sindicato dispõe de endereços de E-mail, sendo um geral (simepar@simepar.com.br), uma para demandas jurídicas (juridico@simepar.com.br), outro para Comunicação (imprensa@simepar.com.br); e um para questões de cadastro, associação e quitação das contribuições (tesouraria@simepar.com.br). Todos esse e-mail são lidos e verificados diariamente (em dias úteis). Também são produzidos e enviados periodicamente boletins eletrônicos por E-mail.

Simepar Cast

O Simepar lançou no final de 2025 o Simepar Cast, que é um programa de entrevistas e debates com conteúdos voltados à valorização profissional, à defesa da categoria e a temas que impactam o dia a dia da profissão. Três episódios do Simepar Cast já estão publicados. O primeiro episódio recebeu o título de “Um século de história do Sindicalismo Médico em uma hora de conversa”, com a participação do Dr. Mario Ferrari, ex-presidente do Simepar; além do Dr. Marlus Morais e da Dra. Claudia Paola Aguillar, pela atual direção do Sindicato.

O segundo episódio teve a participação dos advogados Dr. Luiz Gustavo de Andrade e Dra. Miriam Cipriani Gomes, que são assessores jurídicos do Simepar; além do Dr. Marlus Morais e da Dra. Claudia Paola Aguillar, novamente pela atual direção do Sindicato.

No terceiro episódio do Simepar Cast, aprofundamos um tema fundamental para a carreira médica, que são as relações de trabalho na Medicina e o cooperativismo como alternativa sólida, estruturada e sustentável para os médicos. Para essa conversa, recebemos uma referência no assunto: Dr. Rached Hajar Traya, diretor-presidente da Unimed Curitiba, a maior operadora de planos de saúde do Paraná e uma das maiores do sistema Unimed no país.

Os três episódios estão publicados no Canal do Simepar no Youtube, podendo ser acessados diretamente ou pelo portal do Simepar (simepar.org.br). Também estão disponíveis em formato de áudio no Spotify.

Em breve será publicado um novo episódio com a participação do Presidente da Federação Médica Brasileira (FMB), Dr. Fernando Mendonça.

Realização de Seminários

O Simepar realizou recentemente dois grandes Seminários tendo como público-alvo os profissionais da Medicina, Advogados, Juristas e Estudantes de Medicina e Direito.

O primeiro dos eventos foi realizado em 2022 e recebeu o nome “Serviços Médicos: Atuação Profissional e Responsabilidades Jurídicas”. Este seminário estreitou os laços entre o Direito a Medicina, abordando de maneira aprofundada os vários aspectos do “Direito Médico”. Participaram como palestrantes, o Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná, Dr. Miguel Kfouri Neto; o Conselheiro Regional de Medicina, o Médico Pediatra Dr. Luiz Ernesto Pujol, ex-presidente e então Secretário-Geral do CRM-PR; além do Presidente do Simepar, Dr. Marlus Morais, da Secretária-Geral do Sindicato, Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar, entre outros Médicos e Juristas de renome e reconhecida competência em suas áreas.

O segundo seminário foi realizado no ano 2024, em parceria com o Diretório Acadêmico Nilo Cairo (DANC), do Curso de Medicina da Universidade Federal do Paraná, e foi chamado “O Futuro do Trabalho Médico: Desafios e Vínculos de Trabalho”. Este evento recebeu como palestrante o Dr. Luiz Eduardo Gunther, Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná; além de dirigentes sindicais médicos, e juristas que atuam no Direito Médico.

No próximo mês de agosto, Curitiba receberá o III Congresso Acadêmico Sindical da FMB. O evento será realizado nos dias 14 e 15 de agosto de 2026, na sede do Conselho Regional de Medicina do Paraná. O Congresso é realizado em parceria pelo Simepar com a FMB.

Esta é a terceira de uma série de matérias que estão sendo publicadas informando os detalhes da atuação do Simepar no período de 2022 a 2026. 

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Campanha do Hemepar com a Prefeitura de Curitiba estimula torcedores a doarem sangue

Em alusão às ações do Junho Vermelho, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), iniciou nesta segunda-feira (15) a campanha “Doe Sangue Pelo Esporte”. Realizada anualmente em parceria com a Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba (SMELJ). A campanha conta com o apoio do Trio de Ferro da Capital – Athetico, Coritiba e Paraná Clube -, além do atual campeão paranaense, o Operário, de Ponta Grossa.

A mobilização segue até 25 de novembro, data em que se celebra o Dia Nacional do Doador de Sangue. Para incentivar a participação de atletas, torcedores e da comunidade em geral, os voluntários que comparecerem ao Hemepar Curitiba ou ao Banco de Sangue do Hospital Erasto Gaertner e sinalizarem que estão doando pela campanha poderão indicar seu time do coração e concorrer ao sorteio de uma das quatro camisetas oficiais dos clubes parceiros e de duas camisas oficiais da Seleção Brasileira.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, ressalta que a associação entre a saúde e a prática esportiva é um reflexo direto do momento em que o Estado vive. “Nada mais justo do que associar a saúde ao esporte. Atualmente, o Paraná executa o maior plano de cirurgias eletivas do País. Essa alta resolutividade demanda insumos constantemente. Mais do que nunca, a questão do sangue é sensível, importante e inegociável. Sangue é vida”, destaca.

Neves também aproveitou o lançamento para convocar a população para o período mais frio do ano, que costuma registrar queda nas coletas. “Quero conclamar todos os paranaenses, que nunca nos deixaram faltar apoio, a continuarem doando durante o inverno, período em que historicamente enfrentamos baixas nos estoques.”, complementa o secretário.

Para a diretora do Hemepar, Vivian Raksa, o grande desafio é transformar o ato solidário em um hábito contínuo na vida das pessoas. “Precisamos que a população trate a doação como um ato frequente, inserindo essa ação tão nobre na rotina. A recomendação é que as doações sejam feitas pelo menos duas vezes ao ano, o que é fundamental para mantermos os estoques no quantitativo necessário para atender com segurança as demandas hospitalares”, pontua.

NA PRÁTICA – O orientador de esporte e lazer da SMELJ, Adriano de Melo Pimentel, de 51 anos, pratica o que orienta. Doador há mais de cinco anos, ele fez questão de registrar seu apoio logo no primeiro dia da mobilização. “Participei desta mesma campanha no ano passado e, no decorrer do ano, costumo fazer de duas a três doações. É uma oportunidade de fazer a nossa parte como cidadão. Esse reforço deve acontecer o ano todo, e não apenas no Dia do Doador ou em datas específicas. Sempre que podemos, estamos orientando e estimulando novas pessoas a doarem”, afirma.

QUEM PODE DOAR – Estão aptas para doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos completos. No caso de menores de idade, é necessária autorização e acompanhamento do responsável legal. Os homens podem fazer até quatro doações anuais, com intervalo mínimo de dois meses. Já as mulheres podem doar até três vezes ao ano, respeitando o intervalo de três meses entre as coletas.

O voluntário deve pesar mais de 50 quilos, estar alimentado, hidratado e descansado no momento da doação, além de evitar alimentos gordurosos nas horas anteriores. Também é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto.

PRESENÇAS – Participaram do evento que marcou o início da campanha “Doe Sangue pelo Esporte” o vice-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Maurício Guimarães, e o Secretário-geral da entidade, Robson Seerig; o secretário municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Hideo Garcia; a vereadora de Curitiba Rafaela Lupion; além de colaboradores da SMELJ e do Hemepar.

Serviço: Doações

Hemepar – Curitiba

Endereço: Travessa João Prosdócimo, 145, Alto da XV.

Horário de coleta: 7h30 às 18h.

Para evitar filas e garantir o equilíbrio no estoque de diferentes tipos sanguíneos, o Hemepar orienta que os doadores façam o agendamento prévio no link www.saude.pr.gov.br/doacao

Banco de Sangue – Hospital Erasto Gaertner

Endereço: R. Dr. Ovande do Amaral, 201 – Jardim das Américas.

Horário de coleta: das 9h às 16h30. Aos sábados, das 08h às 12h.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Nota do Simepar de orientação aos Médicos/as da FASP Paranaguá

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná informa que foi deferida medida liminar em ação civil pública movida pelo Ministério Público com atuação do Simepar e do Conselho Municipal de Saúde de Paranaguá.

Pelos termos da liminar o Município de Paranaguá deve zelar pela estrita continuidade dos serviços de saúde à população, abstendo-se de promover qualquer interrupção, suspensão ou redução quantitativa e qualitativa na assistência atualmente gerida pela FASP.

Os contratos de trabalho dos médicos e profissionais de saúde não foram rescindidos, não tendo havido notificação formal individual de aviso prévio (cumprido ou indenizado), tampouco exames demissionais ou mesmo subscrição de TRCT, de modo que, assim sendo, permanecem em vigor. Com intuito colaborativo, orienta-se os profissionais de saúde a darem continuidade a suas atividades e escalas regulares.

Ficou, pela decisão, proibido o desligamento coletivo ou remanejamento de servidores e empregados públicos vinculados à FASP que possa comprometer a regularidade das escalas médicas. Para que não haja comprometimento de tais escalas, orienta-se a equipe de profissionais de saúde que cumpram regularmente suas atividades nos locais e horários ordinários.

O Sindicato permanece à disposição e reafirma seu comprometimento com a correta prestação de serviços de saúde, mantendo em aberto o canal de diálogo que sempre manteve com Poder Público e órgãos de controle.

Boletim InfoGripe aponta aumento de hospitalizações por VSR e Gripe

O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentou no Brasil e, em algumas regiões do país, também houve mais internações por gripe causada pelos vírus influenza A e B. Os dados estão no Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (11).

A análise é referente à Semana Epidemiológica 22, período de 31 de maio a 6 de junho, período em que a queda das temperaturas pode impulsionar a disseminação dos vírus respiratórios em locais fechados e aglomerados.

O estudo verificou que 11 das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com indícios de crescimento também na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

O InfoGripe destaca também que as demais 16 unidades da Federação apresentam indícios de interrupção do crescimento ou queda do número de casos de SRAG na tendência de longo prazo. Mas 12 delas ainda registram incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.

Cuidados

Em 2026, já foram registrados 3.591 óbitos de SRAG. Para a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, é importante que a população tome alguns cuidados, como lavar sempre as mãos, usar máscaras dentro unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar.

Segundo ela, também é importante fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas. Se não for possível fazer o isolamento, a recomendação é que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara como a N95 ou PFF2

“E o mais importante: é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e o VSR, para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus”, diz Tatiana.

Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a alta de SRAG em crianças de até 4 anos de idade tem sido impulsionada principalmente pelo VSR, enquanto o rinovírus tem predominado entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.

Nas últimas semanas, também tem sido observado um predomínio de casos de SRAG associados à influenza A entre jovens, adultos e idosos. A influenza B vem apresentando aumento, especialmente nas faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.

As informações são da Agência Brasil.

Simepar amplia a participação em Congressos, Conselhos e Mesas de Negociação

Os dirigentes do Simepar participam de diversos coletivos representando os profissionais da Medicina; como, por exemplo, o Conselho Municipal de Saúde de Curitiba e suas comissões temáticas, os conselhos curadores de Fundações Municipais de Saúde, e das Mesas Permanentes de Negociação do Sistema Único de Saúde (SUS), etc.

Desde 2023, dirigentes do Simepar vêm participando de reuniões periódicas com o Conselho Regional de Medicina para discutir as pautas sindicais, bem como as demandas e denúncias que convergem na atuação de ambas as entidades. Essa atuação conjunta visa defender os direitos dos profissionais, a dignidade e a ética profissional necessárias para o bom exercício da Medicina.

Nos últimos quatro anos foram aproximadamente 500 (quinhentas) reuniões, seminários, solenidades, congressos e eventos em geral que contaram com a participação de dirigentes do Simepar e/ou Médicos/as designados para representar e defender a categoria.

Integração com a Federação Médica Brasileira e a participação nos fóruns Médicos

O Simepar iniciou em 2022 uma frutífera aproximação da Federação Médica Brasileira (FMB), que é uma entidade sindical de nível nacional com 25 Sindicatos médicos filiados, contemplando todas as regiões do Brasil. A FMB se destaca por sua democracia participativa, pela unidade na diversidade, pela independência e pelo compromisso com o Médico, a Medicina e a Saúde Pública.

Em novembro de 2023 o Simepar decidiu em Assembleia pela filiação à FMB. Desde novembro de 2024, o Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais; e a Secretária-geral do Simepar, Dr. Claudia Paola Carrasco Aguilar, integram a Diretoria da FMB. O Dr. Marlus exerce a função de Diretor Administrativo, e a Dra. Claudia Paola é Diretora de Educação Médica e Formação Profissional da Federação.

A atuação integrada com a FMB e demais Sindicatos Médicos possibilitou a participação e a representação do Simepar em audiências com autoridades do Poder Executivo Federal, como o Ministro da Educação, Camilo Santana; o Vice-Presidente da República, Dr. Geraldo Alckmin; representantes do Ministério da Saúde; além de Deputados Federais e Senadores da República.

Em 2024 e 2025, o Simepar participou enviando dirigentes sindicais para duas edições da Conferência Internacional de Sindicatos Médicos. Nesses encontros, participaram representações de diversos países, como a Espanha, Brasil, Portugal, Alemanha, África do Sul, Bolívia, Uruguai, Peru, Argentina e Jamaica.

O Simepar também participou de duas edições do Congresso Acadêmico Sindical da Federação Médica Brasileira: dos Congressos da própria FMB: além do XIV Encontro Nacional das Entidades Médicas (ENEM) em 2023. Ainda em 2023, o Sindicato esteve presente no Encontro dos Sindicatos Médicos da Região Sul, em Florianópolis – SC.

Também foram enviados representantes do Simepar para a “16a. Conferência Mundial sobre Bioética, Ética Médica e Direito da Saúde” em Brasília – DF, no ano 2024.

Em 2025, o Simepar participou da Assembleia Geral Extraordinária da Confederação Médica Latino-Ibero-Americana (CONFEMEL), realizada na Bolívia. No mesmo ano, o Sindicato esteve representado no 1° Fórum Paranaense em Defesa do Ato Médico do CRM-PR e na Reunião da Comissão dos Jovens Médicos no CRM-PR.

Foto: FMB – Divulgação.

Em março de 2026, a Dra. Cláudia Paola Carrasco Aguilar, diretora de Educação Médica e Formação Profissional da FMB e secretária-geral do Simepar realizou uma palestra sobre saúde mental da mulher médica durante o 1º Congresso da Mulher Médica da FMB, em Maceió (AL).

No próximo mês de agosto, Curitiba receberá o III Congresso Acadêmico Sindical da FMB. O evento será realizado nos dias 14 e 15 de agosto de 2026, na sede do Conselho Regional de Medicina do Paraná. O Congresso é realizado em parceria pelo Simepar com a FMB.

Esta é a segunda de uma série de matérias que estão sendo publicadas informando os detalhes da atuação do Simepar no período de 2022 a 2026. 

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Paciente do Paraná recebe coração artificial pelo SUS em São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) viabilizou o encaminhamento da primeira paciente paranaense a receber um coração artificial pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Andressa Fátima Reinaldi Banach, de 38 anos, moradora de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi submetida à cirurgia de implante do dispositivo de assistência ventricular HeartMate 3 no dia 12 de maio, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde ficou até o dia 20. Depois foi encaminhada por UTI aérea ao Paraná e internada no Hospital do Rocio, em Campo Largo (RMC), onde ficou dez dias no pós-operatório e recebeu alta no dia 29 de maio.

Andressa sofria de insuficiência cardíaca grave com dilatação progressiva do ventrículo esquerdo, que havia perdido a capacidade de bombear sangue. A paciente possuía contraindicação para o transplante cardíaco tradicional em razão do alto grau de sensibilização prévia, ocorrido durante gestações anteriores, e incompatibilidade com 99% de potenciais doadores. O implante do coração artificial representava a única alternativa terapêutica viável para a vida dela.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, classificou o caso como um marco para a saúde pública paranaense. Segundo ele, a Sesa atuou de forma direta na articulação entre os hospitais de referência no Paraná e o centro especializado em São Paulo para garantir que a paciente tivesse acesso ao procedimento, além de garantir toda a logística de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e o transporte em UTI aérea.

“A cirurgia foi um completo êxito e ela continuará o acompanhamento por tempo indeterminado. É uma articulação feita pela Sesa para um tratamento de ponta e totalmente pelo SUS. O nosso estado, que já é reconhecido pela referência nacional em doação e transplante de órgãos, também tem capacidade e capilaridade para promover tratamentos de alta complexidade pelo sistema público de saúde. Nenhum paranaense vai ficar sem alternativa”, afirmou Neves.

No Brasil, a insuficiência cardíaca afeta cerca de 2 milhões de pessoas, com 240 mil novos casos registrados a cada ano. A doença é a principal causa de internações cardiovasculares no sistema público. São quase 2 milhões de hospitalizações registradas entre 2015 e 2024, segundo dados dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, revista científica de referência da área.

PERCURSO – O encaminhamento exigiu coordenação entre diferentes níveis de atenção. Andressa deu entrada inicialmente no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, em agosto de 2024, após complicações na gestação de seu quinto filho. Após o parto, a situação se agravou. A paciente permaneceu extremamente debilitada, incapaz de cuidar do filho recém-nascido.

“Fiquei 14 dias na UTI, fui para casa, mas não conseguia pegar ele no colo, não conseguia fazer nada. Fiquei debilitada de um jeito que não conseguia nem trocar a fralda do meu filho. Eu chorava por ele ser tão pequenininho, precisando de mim ali, e eu não conseguia trocar uma fralda dele. Eu não conseguia ficar de pé para tomar um banho, para deitar, para ir para o quarto, tudo era meu esposo que me ajudava, que me carregava, meus filhos me ajudavam, não conseguia fazer mais nada”, descreveu.

Ela manteve o tratamento no Hospital Angelina Caron até fevereiro de 2025, quando foi encaminhada para o Hospital do Rocio, em Campo Largo, onde fez o acompanhamento cardiológico especializado com o objetivo de buscar um transplante de coração.

Aline Möckel, coordenadora da Secretaria de Transplantes do Hospital do Rocio, acompanhou a paciente desde o início do tratamento. Ela relata que a paciente chegou encaminhada via ambulatório para iniciar investigação sobre a insuficiência cardíaca e possibilidade de transplante cardíaco, mas a incompatibilidade com doadores mudou os planos do tratamento.

“Descobrimos que ela tinha um painel imunológico muito alto, de 99%, o que era contraindicação total para o transplante. O cenário ideal é que o paciente tenha esse painel 0%, então de uma maneira muito simples, é como se a gente expusesse ela a outras amostras de outras pessoas e ela criasse anticorpos contra todas essas outras pessoas. Se a gente transplantar uma paciente nessa situação, ela terá uma rejeição imediata ao órgão”, explicou Aline Möckel.

A médica cardiologista especialista em insuficiência cardíaca e transplantes do Hospital do Rocio, Aline Carbonera, ressalta que Andressa foi otimizada da melhor maneira possível com medicações, mas a doença se tornou refratária, ou seja, parou de responder ao tratamento. “Nesse contexto que nós começamos a pensar em outros tratamentos e foi ali que surgiu a possibilidade de pensarmos em um dispositivo, que é o HeartMate 3, como uma terapia avançada”, afirmou a especialista.

Após a cirurgia em São Paulo, a equipe recebeu Andressa e sua irmã Natally no aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, pelo serviço aeromédico da Sesa, e seguiram com a paciente para um novo internamento no Hospital do Rocio para o acompanhamento pós-operatório, estabilização e cuidados.

CAPACITAÇÃO DA EQUIPE – Antes da cirurgia, a equipe do Hospital do Rocio passou por capacitação intensiva para receber a paciente após o transplante e inserção do equipamento. O diretor-técnico do Hospital do Rocio, Kengi Itinose, destaca que a instituição já faz transplantes cardíacos desde 2015, mas o dispositivo artificial exigiu uma preparação específica. Além disso, três médicos e uma enfermeira do hospital foram a São Paulo para se habituar com o manejo da paciente com o dispositivo.

“Veio uma equipe que é a detentora do equipamento. Fizemos uma preparação com a equipe multidisciplinar no período de uma semana que depois acompanhou a paciente em São Paulo”, contou Itinose. “É algo inédito no Paraná e existe um plano para que possamos ser um dos locais de referência para esse tipo de procedimento”.

Marcely Gimenes Bonatto, cardiologista especialista em insuficiência cardíaca e transplantes, explica que Andressa terá um acompanhamento pós-operatório rigoroso para toda a vida. “A gente vai ter toda a atenção para esse lado direito do coração, para os outros órgãos e para a máquina. A gente precisa controlar a anticoagulação da Andressa para que não tenha trombose no dispositivo”, detalhou.

TECNOLOGIA – O HeartMate 3 é um dispositivo de assistência ventricular esquerda de fluxo contínuo desenvolvido para pacientes com insuficiência cardíaca refratária em estágio terminal. O equipamento funciona como uma bomba que assume o trabalho do ventrículo esquerdo comprometido. O dispositivo usa tecnologia de levitação magnética, com o rotor suspenso sem rolamentos mecânicos.

O mecanismo permite a passagem das células sanguíneas com menor atrito, reduzindo riscos de desgaste, formação de coágulos e complicações. O equipamento pode ser alimentado por fonte de energia fixa durante o repouso ou por baterias portáteis nas atividades diárias.

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As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Paraná ultrapassa 2 milhões de doses aplicadas da vacina contra a Gripe

O Paraná já aplicou 2.007.462 vacinas contra a gripe este ano, ocupando o 5º lugar entre os estados que mais vacinaram em números absolutos, ficando atrás do Rio de Janeiro (2.082.039 doses aplicadas), Rio Grande do Sul (2.311.183), Minas Gerais (4.048.311) e São Paulo (7.516.839). Os dados são do Vacinômetro do Ministério da Saúde, atualizados nesta quarta-feira (3).

A cobertura vacinal do Paraná entre os grupos prioritários (idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos) é de 43,40%, acima da média nacional que está em 39,45% e ocupando a 7ª posição no País, atrás de Alagoas (44,59%), Ceará (44,69%), Minas Gerais (44,76%), Rio Grande do Sul (44,99%), Paraíba (45,16%) e Piauí (48,42%). A meta é atingir 90% deste público, somando 2.960.260 paranaenses destes três grupos.

O Paraná seguirá vacinando os grupos prioritários. “Nosso principal objetivo é utilizar as doses que temos para imunizar os grupos prioritários e garantir que essa população mais vulnerável esteja protegida para a chegada do inverno e consequentemente de maior circulação dos vírus respiratórios”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Em relação à cobertura vacinal dos grupos prioritários, as gestantes foram as que mais se vacinaram até agora, com 54.642 doses aplicadas, num percentual de 55,58% de cobertura, seguidas pelos idosos com 967.554 doses aplicadas e 46,33% de cobertura e crianças com 262.631 doses aplicadas e 33,95% de cobertura.

“Essa baixa adesão, especialmente entre o público infantil, é preocupante porque demonstra que ainda há uma certa resistência nos pais ou responsáveis em vacinar essas crianças. Por isso, reforçamos que as vacinas são seguras, e protegem”, ressaltou César Neves.

Além dos grupos de maior risco, estão elencados como público-alvo para vacinação: profissionais de saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior e trabalhadores de saúde da educação, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança e de salvamento, militares das Forças Armadas.

Também estão incluídos indivíduos com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e de longo curso, portuários, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.

Até agora, o Paraná recebeu 3.841.780 doses do imunizante. O quantitativo recebido pelo Estado ainda não representa a totalidade do grupo prioritário estimado pelo Ministério da Saúde, que soma 4.815.445 paranaenses. “Seguiremos trabalhando em parceria com os municípios para ampliar o acesso à vacinação e alcançar o maior número possível de pessoas dos grupos prioritários”, disse o secretário.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Simepar é contra a extinção da Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) manifesta profunda preocupação e lamenta a decisão da Prefeitura de Paranaguá, aprovada na Câmara de Vereadores do município na terça-feira (02/06), de extinguir a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP). A medida deve resultar na demissão de aproximadamente 180 profissionais concursados que, ao longo dos anos, dedicaram suas carreiras à assistência à saúde da população do município.

A Prefeitura afirmou, em matéria publicada no portal do município, que adotará um “novo modelo de gestão”, com a transferência das atribuições para a administração direta, mas não foi realizado concurso público para contratação de médicas e médicos para atuarem como servidores municipais. Isso significa que a mão de obra médica será suprida por meio da terceirização, como a administração municipal já vem fazendo de forma crescente nos últimos anos.

O Simepar vem combatendo a terceirização na Saúde Pública há décadas, por considerar que essa forma de contratação é prejudicial à saúde da população, além de causar prejuízos aos profissionais e aos cofres públicos. Segundo entendimento do Sindicato, a terceirização é uma porta aberta para a corrupção e a precarização da Saúde.

O Ministério Público, por meio da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Paranaguá, publicou uma nota manifestando preocupações sobre a modelagem proposta para a administração da saúde pública municipal. No texto, a promotora Ana Cristina Pivotto Oliveira de Almeida apontou a ausência de demonstração técnica suficiente para as mudanças a serem implementadas, os impactos sobre a continuidade dos serviços e a falta de participação dos órgãos de controle social e da sociedade civil no processo decisório.

Por entendermos que as medidas adotadas apresentam indícios de ilegalidade e podem causar prejuízos aos profissionais, ao sistema público de saúde e à população de Paranaguá, o Simepar adotou medidas imediatas e, ainda ontem, acionou o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado e a Justiça do Trabalho, buscando garantir a proteção dos direitos dos médicos, a segurança jurídica dos vínculos existentes e a preservação da assistência à população.

O Sindicato seguirá acompanhando atentamente os desdobramentos e adotará todas as medidas cabíveis em defesa da categoria médica, da legalidade administrativa e da manutenção de uma saúde pública de qualidade para a população de Paranaguá.