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Crianças são mais vulneráveis a envenenamento por picada de escorpião

Casos recorrentes de envenenamento sistêmico grave por peçonha de escorpião, como o da menina Valentina Nobre Lima, de 11 anos, que morreu após ser picada ao calçar o sapato no Distrito Federal, chamam a atenção para a vulnerabilidade de crianças.

Após o acidente, a família procurou o Corpo de Bombeiros, mas só teve acesso ao soro antiescorpiônico em um hospital regional. De lá, a criança foi encaminhada para uma unidade de terapia intensiva (UTI). Valentina foi intubada e permaneceu em coma induzido por 24 dias. Ela faleceu no último domingo (5).

No Brasil há mais de 170 espécies de escorpião e os efeitos das picadas podem ser mais ou menos perigosos, conforme a espécie e quem recebe o veneno. O escorpião-amarelo, com ampla distribuição em todas as macrorregiões do Brasil, é o responsável pelos acidentes mais graves.

Segundo Joelma Gonçalves Martin, especialista da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as crianças são mais vulneráveis à substância injetada pelo escorpião, por serem menores, com menos massa corporal que um adulto.

“É um veneno extremamente agressivo. A criança é picada, recebe a mesma quantidade de veneno que um adulto receberia, mas nela o veneno se distribui por um organismo que tem um peso corporal menor. Então isso vai resultar numa dose de toxina por quilo de peso maior nas crianças, do que no adulto”, explica a pediatra.

Sintomas

De acordo com Joelma, o veneno do escorpião possui toxinas que atuam no sistema nervoso, causando diferentes sintomas que afetam principalmente o coração e o sistema neurológico.

“Essas substâncias podem causar ataque cardíaco importante, podem levar à hipertensão, levar à edema agudo de pulmão. E, no caso do coraçãozinho da criança e do sistema nervoso isso é mais intenso, já que as crianças têm menor reserva fisiológica para suportar essas alterações”, diz.

De acordo com a pediatra, o agravamento do quadro logo apresenta outros sinais como taquicardia, sudorese, sinais de pressão alta, de pressão baixa, convulsão, agitação psicomotora, sonolência, falta de resposta neurológica, bradicardia (batimentos lentos), dor abdominal e falta de ar.

“A intensidade dos sintomas da picada do escorpião vai depender, claro, da quantidade de veneno que foi inoculada e da idade do paciente, sendo que as crianças têm sintomatologia mais grave”, reforça Joelma Martin.

Atendimento

Os sinais da picada na pele são pouco visíveis, mas a dor intensa é um forte sinal de que a picada existiu e que é necessário rapidez na resposta médica especialmente de crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas.

“É muito importante que nós tenhamos nos municípios um mapeamento de onde é o serviço mais próximo que tenha o soro antiescorpiônico, para que os pacientes possam ser imediatamente encaminhados para lá, porque efetivamente o tempo de recebimento deste soro é responsável pela melhor resposta”, explica a pediatra.

De acordo com informações divulgadas pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou o Corpo de Bombeiros (193) podem ser acionados para transportar o paciente até os hospitais de referência para soroterapia de acidentes por animais peçonhentos.

Cada Secretaria Estadual de Saúde é responsável por manter atualizada a lista desses hospitais.

Segundo Joelma Martin é importante ter essa informação antes mesmo do acidente acontecer, para evitar perder tempo na busca por outros serviços de saúde que não possuam o soro antiescorpiônico.

“Higienizar o local [da picada]. Eventualmente, pode dar um remédio com analgésico via oral, que costuma ser pouco eficaz, mas é para minimizar um pouquinho a dor. Levantar o membro [que recebeu a picada], também pode ser complementos do tratamento importantes, mas que não devem atrasar o encaminhamento ao hospital”, diz a pediatra.

Prevenção

Como as crianças são mais vulneráveis aos casos graves de envenenamento, é necessário redobrar a prevenção entre elas.

“Orientar as crianças a chacoalhar os sapatinhos que estão ali debaixo da cama, as roupas que estão paradas há muito tempo, não irem brincar em lugares com muitos buracos na parede, com muitos resíduos, acúmulos de material de construção, trilhos de trem. Essas coisas todas retém ou escondem o escorpião”, destaca Joelma.

O manual do Ministério da Saúde que trata de acidentes por escorpiões, alerta que a limpeza de ambientes é fundamental para evitar a presença de insetos que sirvam de alimento ao escorpião. O uso de soleiras, telas e vedações de ralos, pias em taque fora de uso também são barreiras.

Afastar camas e berços das paredes e evitar que roupas de cama, mosquiteiro e outros tipos de panos encostem no chão, para evitar a subida do escorpião. E quando identificar a sua presença, comunicar a vigilância ambiental.

“Gostaria de enfatizar que os escorpiões se multiplicam por partenogênese, portanto eles têm os filhotinhos sozinhos mesmo. Quando uma pessoa encontra um escorpião, em geral, existe uma família deles por perto”, conclui a pediatra.

As informações são da Agência Brasil.

Canetas contrabandeadas não têm equivalência com medicamentos registrados no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que é falsa a informação de que testes laboratoriais comprovaram a equivalência de canetas contrabandeadas com os produtos registrados no Brasil.

Para garantir que um medicamento é equivalente a outro, são necessários testes específicos para assegurar concentrações e características idênticas. Além disso, os testes precisam avaliar se o medicamento funciona da mesma forma quando é aplicado em uma pessoa. Para isso, é necessário avaliar como o produto é absorvido pelo corpo, qual a concentração que atinge na corrente sanguínea e quanto tempo leva para ser eliminado.

Para se comprovar a equivalência, é necessário que o estudo seja feito em um centro de bioequivalência credenciado, que tem a responsabilidade de avaliar as etapas clínicas, analíticas e estatísticas do estudo.

O que é fato?

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (CIATox) realizou apenas testes de presença, concentração e estrutura molecular do princípio ativo tirzepatida em medicamentos contrabandeados.

O CIATox NÃO é um centro de bioequivalência credenciado no Brasil e não realizou estudos de equivalência. O centro também não faz parte da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde.

Os testes realizados pela Unicamp permitem dizer que havia presença de princípio ativo nos frascos. Entretanto, não é possível afirmar que são equivalentes, já que não foram feitas análises de impurezas, contaminantes, degradação do produto, esterilidade, presença de metais pesados, entre outros.

O mais importante: o teste NÃO avaliou a biodisponibilidade. Esse é o dado mais relevante para dizer que um medicamento funciona do mesmo jeito que outro.

Quer aprofundar?

O processo de registro de um medicamento é complexo e requer a apresentação de informações qualitativas e quantitativas completas sobre o produto, incluindo sua caracterização, formulação, impurezas, especificações, controle de qualidade, validação de metodologia analítica, processo produtivo, além de dados que comprovem sua eficácia e segurança clínicas.

Uma análise laboratorial, sem conhecimento de informações que só o fabricante detém acerca do produto (como processo de síntese, impurezas possíveis, perfil de degradação etc.), não traz informações confiáveis, principalmente sobre o conteúdo do fármaco e de impurezas.

Um método de análise não detecta automaticamente qualquer impureza. Mesmo métodos descritos em farmacopeias não são automaticamente considerados adequados e precisam passar por um processo de validação.

Antes, é necessário entender quais impurezas podem estar presentes (impurezas em potencial) para, então, desenvolver um método capaz de detectar e monitorar essas impurezas.

As empresas fabricantes dos produtos analisados pela Unicamp NÃO foram avaliadas na linha de produção, o que afeta diretamente a qualidade do produto final. E NÃO foram avaliadas pela Anvisa, que não teve acesso aos laudos nem às metodologias, quanto à certificação de Boas Práticas de Fabricação (BPF), etapa essencial para assegurar a qualidade da fabricação de medicamentos.

As informações são da Anvisa via Agência Gov.

Nota de Pesar pelo falecimento do Dr. Elcio Alberto Ruiz

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) manifesta profundo pesar pelo falecimento do Médico Ortopedista Dr. Elcio Alberto Ruiz.

Neste momento de tristeza, o Simepar se solidariza com familiares, amigos, colegas e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com o Dr. Elcio Alberto Ruiz, expressando nossos mais sinceros sentimentos.

Cientistas da Fiocruz podem produzir vacina completa contra a Malária

Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deram passo importante para obter uma vacina mais completa contra a malária. Os pesquisadores identificaram um conjunto inédito de fragmentos de proteínas do parasita Plasmodium que podem viabilizar o desenvolvimento de um imunizante capaz de proteger contra diferentes espécies e atuar em várias fases da doença. A descoberta foi publicada nessa quarta-feira (1º) na revista Nature.

O estudo adotou abordagem inovadora para entender como o sistema imunológico reconhece o parasita causador da malária. Em vez de focar apenas na produção de anticorpos, estratégia mais comum nas vacinas atuais, a equipe investigou o papel dos linfócitos T CD8+, células de defesa capazes de identificar e destruir diretamente as células infectadas.

“Há mais de 50 anos se busca desenvolver uma vacina contra a malária e, só recentemente, tivemos aprovados imunizantes com eficácia limitada, voltados principalmente para o P. falciparum e para crianças. Um dos principais desafios sempre foi encontrar bons alvos vacinais”, explica a pesquisadora Caroline Junqueira, da Fiocruz Minas, coordenadora do estudo.

Segundo ela, o diferencial da pesquisa foi justamente mostrar que as células T CD8+ também desempenham papel central no combate ao parasita e identificar quais as proteínas dele que são reconhecidas pelo sistema imune.

A investigação foi feita em etapas. Primeiro, os cientistas identificaram os peptídeos, pequenos fragmentos de proteínas do parasita exibidos na superfície das células infectadas e reconhecidos pelos linfócitos T CD8+. No total, foram identificados 453 peptídeos derivados de 166 proteínas do parasita.

Em seguida, o grupo mapeou a origem desses fragmentos e observou que a maioria vinha de proteínas chamadas housekeeping, responsáveis por funções básicas e indispensáveis à sobrevivência do parasita.

“Essas proteínas são necessárias em todos os estágios do ciclo de vida do parasita e altamente conservadas entre diferentes espécies. Isso as torna alvos muito interessantes para uma vacina universal”, explica a pesquisadora. Na prática, significa que uma vacina baseada nesses alvos teria mais chances de funcionar de forma ampla, atingindo o parasita em diferentes momentos da infecção e em suas diversas variantes.

Resposta imune

Na etapa seguinte, a equipe testou se esses peptídeos realmente eram combatidos pelo sistema imune. Os resultados mostraram que células de pacientes infectados, tanto por P. vivax quanto por P. falciparum, reagiram aos antígenos identificados.

Além disso, a resposta foi observada em outras três espécies de Plasmodium, incluindo aquelas que infectam primatas e camundongos. “Confirmamos a resposta imunológica em cinco espécies diferentes e em múltiplos hospedeiros, incluindo humanos naturalmente infectados, humanos submetidos à infecção experimental e modelos animais, tanto em camundongos quanto em primatas”, afirmou Caroline.

Os testes foram realizados tanto em amostras humanas quanto em modelos experimentais. Em primatas e camundongos, os antígenos também induziram resposta de células T, inclusive em órgãos-chave como o fígado, onde ocorre a etapa inicial da infecção, e no sangue. Em modelos animais, alguns desses alvos chegaram a demonstrar efeito protetor, reduzindo a carga do parasita.

“Não é só reconhecimento: vimos indícios de proteção, o que é fundamental para o desenvolvimento de uma vacina”, afirma a pesquisadora.

Diferencial

Atualmente, as vacinas disponíveis contra a malária têm eficácia parcial e são direcionadas principalmente ao P. falciparum, atuando na fase inicial da infecção. Além disso, sua proteção tende a diminuir com o tempo.

O novo estudo aponta caminho diferente: uma vacina capaz de atuar em múltiplos estágios do parasita, tanto no fígado quanto no sangue, e eficaz contra diferentes espécies.

“Hoje, as vacinas não cobrem completamente todas as fases da infecção. Nosso trabalho mostra que esses antígenos estão presentes em vários momentos, o que atende a uma demanda importante da Organização Mundial da Saúde”, explicou Caroline.

Apesar do avanço ainda há um longo caminho até o desenvolvimento de um imunizante. Os achados precisam passar por novas etapas de validação e testes clínicos.

“Nosso objetivo foi mostrar que existem caminhos diferentes e promissores. Agora, outros grupos podem explorar esses alvos e avançar no desenvolvimento de uma vacina realmente eficaz contra a malária”, concluiu a pesquisadora.

As informações são da Agência Brasil.

Simepar e CIRUSPAR chegam a um acordo pondo fim à greve dos/as Médicos/as

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e o Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência do Sudoeste do Paraná (CIRUSPAR) assinaram um Acordo Coletivo de Trabalho com vigência até março de 2027, pondo fim à greve administrativa iniciada no dia 9 de maio passado.

O Acordo estabelece o reajuste salarial de 3,5% a partir de 1°/04/2026. As diferenças salariais de abril até junho serão pagas no mês de julho próximo. No ACT também consta a regulamentação da concessão de folgas por trabalho em feriados. Os demais benefícios presentes nos ACTs anteriores estão mantidos, conforme a íntegra do Acordo em anexo.

O Acordo Coletivo foi firmado após duas audiências mediadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9a. Região (TRT9) e estabelece uma série de compromissos entre as partes, incluindo uma mesa permanente de negociação com reuniões bimestrais.

Com a assinatura do Acordo, encerra-se o movimento de greve. O Simepar orienta que todos as Médicas e Médicos retomem a totalidade de suas tarefas administrativas interrompidas durante a greve.

Para o Simepar, o Acordo representa uma vitória dos profissionais da Medicina, tendo em vista que os direitos adquiridos dos profissionais foram mantidos. As demais reivindicações da categoria continuarão sendo apresentadas na mesa permanente de negociação.

Dia de prevenção de quedas traz alerta para idosos

Nos primeiros cinco meses de 2026, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestou atendimento a 10.214 idosos que sofreram quedas no Paraná. Durante todo o ano passado, o Estado contabilizou 24.417 ocorrências desse tipo. Além do socorro de urgência, esse agravo gera uma alta demanda na porta de entrada do sistema público. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que em alusão ao Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado nesta quarta-feira (24), reforça os cuidados com a segurança dessa população e a necessidade de ações permanentes de prevenção.

Somente entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 2.691 atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS), enquanto em todo o ano passado o número foi de 5.627 ocorrências. Dos atendimentos por quedas, feitos na APS, 42,6% foram de pessoas idosas. O dado é considerado expressivo pelas equipes de saúde, já que a população idosa representa 18,1% do total de habitantes do Paraná, mas concentra uma proporção muito maior das ocorrências e das complicações hospitalares.

Além disso, o monitoramento estadual via Sistema de Informações da Pessoa Idosa no Paraná (SIPI-PR) aponta que 9,4% desta população cadastrada sofreu duas ou mais quedas no último ano.

Escorregões, tropeços, passos em falso e episódios de desequilíbrio estão entre as principais causas de quedas em pessoas com mais de 60 anos. Comuns nessa faixa etária, essas ocorrências podem ter consequências graves, como fraturas, internações prolongadas e perda de independência, comprometendo significativamente a qualidade de vida.

“As quedas não devem ser encaradas como uma consequência natural do envelhecimento. Na grande maioria dos casos, esses acidentes podem ser evitados com intervenções simples no dia a dia, adaptações no ambiente e, acima de tudo, o acompanhamento adequado pela equipe de saúde”, afirma o secretário de Estado da Saúde, César Neves. “O Paraná conta com uma rede estruturada na Atenção Primária para monitorar a saúde da pessoa idosa, identificando precocemente fatores de risco como a perda de equilíbrio, problemas de visão ou o uso de múltiplos medicamentos, agindo antes que o acidente aconteça”.

COMO PREVENIR – Entre as principais orientações, a Sesa destaca a adoção de medidas simples e eficazes que podem fazer a diferença na prevenção de quedas, como manter os ambientes domésticos livres de obstáculos, instalar barras de apoio em locais estratégicos como banheiros, corredores e ao lado da cama, utilizar calçados adequados, garantir boa iluminação, praticar exercícios físicos regularmente para fortalecimento muscular e equilíbrio, e revisar o uso de medicamentos com a equipe de saúde.

Para dar suporte a essas ações, o Paraná desenvolve diversas políticas de saúde voltadas à população idosa. As estratégias possibilitam não apenas a melhoria da qualidade de vida desse público, mas também dão suporte às equipes de saúde em todo o Estado. A Linha de Cuidado da Saúde da Pessoa Idosa do Paraná prioriza o rastreio da funcionalidade desse público na rede do Estado, permitindo que equipes multiprofissionais atuem de forma preventiva antes do agravo.

“O projeto Envelhecer com Saúde no Paraná norteia nossos trabalhos, ações e iniciativas voltadas à população idosa no Estado. Mantemos um olhar atento e sabemos da importância de aprimorar continuamente nossas políticas públicas para garantir um envelhecimento com dignidade e segurança”, disse Maria Goretti Lopes, diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa. “Capacitamos nossos profissionais e oferecemos materiais de apoio que servem como referência para orientar tanto as equipes quanto as famílias e cuidadores”.

CAPACITAÇÃO E MANUAIS – Como parte dessa estratégia de qualificação, a Sesa disponibiliza gratuitamente o “Curso Introdutório Linha de Cuidado à Saúde da Pessoa Idosa” na plataforma Avasus Paraná, que conta com um módulo voltado especificamente para a prevenção de quedas e acidentes domésticos, direcionado aos profissionais de saúde que atuam na ponta.

Com foco na prevenção de quedas, a Sesa, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), também disponibiliza o Manual de Prevenção de Quedas de Idosos, que aborda os principais riscos e apresenta medidas preventivas essenciais para garantir a segurança dos idosos em seus lares. O material didático traz recomendações práticas para cômodos como banheiros, quartos, cozinhas e escadas.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Simepar participa de evento do CRM sobre “Tolerância Zero contra a Violência na Saúde”

O Conselho Regional de Medicina do Paraná realizou no último sábado, 20 de junho, o evento “Tolerância Zero contra a Violência na Saúde”, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). O encontro teve a presença do Secretário de Saúde do Estado, Dr. César Neves; do Deputado Estadual Dr. Leônidas; além de Conselheiros Federais e Estaduais de Medicina e representantes de entidades médicas e de outras categorias de Trabalhadores da Saúde.

O Dr. Darley Rugeri Wollmann Jr., Vice-Presidente do Simepar, representou o Sindicato no evento.

A programação contou relatos de médicos e médicas vítimas de violência no exercício profissional, apresentação das Resoluções CFM nº 2.444/2025 e CRM-PR nº 253/2025, demonstração de experiências de implantação do “botão do pânico” em serviços de saúde e um fórum interinstitucional para construção conjunta de medidas práticas de proteção.

Sob o lema “Não aceite o inaceitável: denuncie qualquer forma de violência”, a evento reforçou a noção de que proteger quem cuida também é garantir melhores condições de atendimento para toda a população.

Confira a seguir o painel “Vozes da realidade: o impacto do inaceitável”, conduzido pelo Presidente do CRMPR, Dr. Eduardo Baptistella:

Confira a seguir o painel sobre o Botão de Pânico nos serviços de Saúde, conduzido pela Dra. Viviana de Mello Guzzo Lemke, Conselheira do CRMPPR:

Saiba mais sobre a Resolução CRM-PR nº 253/2025, que dispõe sobre a obrigatoriedade de implantação e regulamentação do uso de dispositivos de segurança conhecidos como Botão do Pânico em todos os estabelecimentos de saúde, públicos e privados, no âmbito do Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná, e a comunicação compulsória dos casos de agressão.

Ao final foi realizada um debate com a participação das autoridades e representantes das diversas entidades presentes sobre as ações de combate à violência contra Médicas e Médicos, e todos os profissionais da Saúde.

Confira a fala do O Dr. Darley Rugeri Wollmann Jr., Vice-Presidente do Simepar:

A íntegra do vídeo do evento está no canal do CRM no Youtube.

As informações são do CRM-PR.

Vacinação contra a Gripe no Paraná será aberta para público em geral a partir de segunda

A vacinação contra a gripe estará disponível para toda a população acima de seis meses de idade a partir de segunda-feira, 29 de junho. A ampliação foi pactuada entre a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), que representa os 399 municípios do Estado.

A medida foi oficializada por meio da Deliberação da Comissão Intergestores Bipartite (CIB/PR) nº 273/2026, considerando a sazonalidade do vírus influenza e a cobertura vacinal alcançada entre os grupos prioritários. Com a ampliação, a expectativa é aumentar a cobertura e reforçar a proteção da população. As estratégias de vacinação serão definidas pelos municípios, de acordo com a realidade e organização da rede de saúde de cada um.

“A ampliação da vacinação permitirá que mais paranaenses estejam protegidos neste período de maior circulação dos vírus respiratórios. Mas reforçamos o chamado aos grupos prioritários, especialmente crianças, idosos, gestantes e profissionais da saúde, que continuam sendo os mais vulneráveis às complicações da gripe. A vacina é segura, gratuita e está disponível em mais de 1,8 mil salas de vacinação em todo o Paraná”, afirma o secretário estadual da Saúde, César Neves.

Das 4.815.445 pessoas elencadas como público-alvo, o Paraná já recebeu e distribuiu 4.249.780 vacinas e aplicou 2.258.571 doses, ocupando o 5º lugar entre os estados que mais vacinaram em números absolutos, atrás do Rio de Janeiro (2.413.422 doses aplicadas), Rio Grande do Sul (2.851.506), Minas Gerais (4.759.220) e São Paulo (8.782.667).

PRIORITÁRIOS – A cobertura vacinal do Paraná entre os grupos prioritários (idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos) é de 47,18%, acima da média nacional, de 42,70%, colocando o Estado na 6ª posição do País, atrás de Ceará (47,23%), Alagoas (47,41%), Minas Gerais (48,31%), Rio Grande do Sul (48,78%) e Piauí (52,55%). A meta é atingir 90% desse público, o que representa 2.960.260 paranaenses.

Entre os grupos prioritários, as gestantes apresentam a maior cobertura vacinal até o momento no Paraná, com 62.487 doses aplicadas e 63,56% de cobertura. Em seguida aparecem os idosos, com 1.029.926 doses aplicadas e 49,32% de cobertura, e as crianças, com 304.344 doses aplicadas, atingindo 39,34%.

CASOS – Segundo o último Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios divulgado pela Sesa no dia 10 de junho, o Paraná soma 10.119 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 441 óbitos. Desses, 1.535 casos e 88 mortes foram causados por influenza. “A vacina protege contra os casos mais graves da doença, e agora com o inverno é fundamental que a população busque essa imunização para estar protegida contra os vírus que tendem a circular ainda mais”, reforça o secretário César Neves.

Além dos grupos de maior risco, também fazem parte do público-alvo da campanha profissionais de saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior, trabalhadores da educação, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança e salvamento e militares das Forças Armadas.

Também estão incluídas pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e de longo curso, portuários, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

SUS voltará a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a Pólio

A partir de agosto, todas as crianças de 4 anos vão receber mais uma dose de reforço da vacina contra a poliomielite. Com isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) volta a oferecer o esquema que era feito até 2024, mas agora exclusivamente com a vacina injetável.

Até aquele ano, todas as crianças recebiam três doses da vacina injetável, feita com o vírus inativado. E, posteriormente, duas doses de reforço com a vacina oral, de vírus enfraquecido, a famosa gotinha.

No entanto, como em situações muito raras, o vírus atenuado da vacina oral pode sofrer mutações e provocar a doença, o Ministério da Saúde decidiu utilizar exclusivamente a vacina injetável, suprimindo a segunda dose de reforço.

Com a mudança mais recente, o esquema volta a ser:

  • Três doses aos 2, 4 e 6 meses para conferir proteção básica;
  • Duas doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade, para complementar a prevenção.

 

Nas cinco ocasiões serão aplicadas a vacina inativada injetável. Todas as crianças menores de 5 anos que não tiverem recebido as cinco doses devem ser levadas ao posto de saúde para verificar a necessidade de atualização vacinal.

A mudança no esquema de vacinação foi decidida após reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e comunicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) em uma nota técnica na semana passada. Ela passa a valer a partir do dia 3 de agosto.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabela Ballalai, explica que o reforço é necessário porque a proteção conferida pela vacina cai com o passar do tempo. Logo, as doses adicionais garantem que ela permaneça alta.

“A pólio está controlada entre nós. No entanto, a situação mundial vem apresentando surtos localizados que preocupam e aumentam o risco de chegar ao país. Então é melhor manter o esquema de dois reforços. Este é o padrão da Organização Mundial de Saúde”, complementa.

Ainda de acordo com Isabela Ballalai, a vacina é recomendada aos menores de 5 anos porque essa é a faixa etária que têm maior risco de desenvolver quadros graves após a infecção pelo vírus. No entanto, em situações de surto, os adultos também podem ser vacinados.

O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e em 1994 recebeu o certificado de área livre de circulação do vírus. No entanto, apesar de estar erradicado em grande parte do globo, o vírus da polio ainda circula em alguns países e a vacinação é a única forma de prevenir a doença e evitar que ela volte a causar surtos, como foi no passado.

Entre os anos de 1968 e 1989 o Brasil registrou mais de 26 mil infecções por pólio. Geralmente o vírus causa sintomas leves, mas ele pode atingir o sistema nervoso central e causar paralisia e morte. Por isso, a poliomielite também é chamada de “paralisia infantil”.

As informações são da Agência Brasil.

Excelência na atuação jurídica do Simepar garante vitórias e ampliação de benefícios

O Simepar conta com uma Assessoria Jurídica altamente qualificada e especializada em Direito Trabalhista e Direito Médico. Os Advogados/as do Escritório Zornig & Andrade acompanham e fornecem subsídios jurídicos para o Sindicato nas negociais coletivas, nos episódios de denúncias, nas análises das possíveis sonegações de direitos; enfim, sempre que a Direção do Simepar julga necessário.

Essa Assessoria Jurídica também atua na defesa dos profissionais em processos administrativos disciplinares, e em quaisquer situações em que Médicos e Médicas associados ao Simepar necessitarem, desde que sejam motivadas por questões que envolvam o trabalho médico.

A atuação jurídica do Simepar recuperou, através de ações judiciais, mais de R$ 50 milhões nos últimos sete anos em verbas que foram devolvidas diretamente aos Médicos, após terem sido ilegalmente sonegadas.

Os principais exemplos são a devolução de aproximadamente R$ 7 milhões a título de indenização pelo corte de horas extras, e mais de R$ 12 milhões em diferenças salariais dos dissídios coletivos dos últimos três anos, aos médicos/as da FEAS Curitiba. Atualmente, os médicos do Consamu começarão a receber as diferenças do adicional de insalubridade da pandemia, estimando-se aproximadamente R$ 200 por mês trabalhado durante a pandemia, a favor de quase trezentos profissionais.

Estas ações judiciais são patrocinadas pelo Simepar no âmbito da Justiça do Trabalho e também na Justiça comum dependendo do caso. Muitas delas seguem em tramitação, em primeira, segunda e até terceira instância, nos Tribunais Superiores.

O Simepar já obteve vitórias na primeira e segunda instância em diversas ações, mas os Gestores Públicos e Empregadores costumam recorrer sempre que possível, postergando o recebimento dos valores o máximo passível.

Combate à Terceirização e Pejotização

Desde 2022, o Simepar ampliou o combate à terceirizações da mão de obra médica, com abordagem direta nas prefeituras. A Diretoria do Sindicato e sua Assessoria Jurídica desenvolveram forte argumentação provando que a terceirização do SUS custa caro e traz grandes prejuízos aos cofres públicos, precariza as condições de trabalho dos profissionais da Saúde e resulta em má qualidade no atendimento à população.

Essa argumentação tem servido para o convencimento de gestores públicos, bem como serve de base para diversas ações judicias patrocinadas pelo Simepar em face a municípios, consórcios intermunicipais e fundações de Saúde.

Como resultado, o Sindicato conseguiu reverter, encerrar ou diminuir a terceirização da mão de obra médica em Curitiba, Matinhos, Morretes, Paranaguá, Mandirituba, Campina Grande do Sul, entre outros municípios.

Simepar participa de julgamento no STF

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná participou como Amicus Curiae de uma ação que questiona a constitucionalidade de dispositivos da Lei do Planejamento Familiar (Lei 9. 263/1996), que tratam de condições para a realização de esterilização voluntária (laqueadura e vasectomia).

A Ação tramita no Supremo Tribunal Federal. Inicialmente, a lei impunha, como condição para a realização dos procedimentos, a autorização expressa do cônjuge e a idade mínima de 25 anos ou dois filhos vivos. Contudo, a primeira exigência foi revogada e a idade mínima modificada para 21 anos.

No dia 17 de abril, o STF abriu espaço em sessão plenária para as partes e os terceiros interessados, que é o caso do Simepar, fizessem suas manifestações através de sustentação oral. Na oportunidade, o Simepar se fez presente no plenário do Supremo com o Presidente, Dr. Marlus Volney de Morais, e o advogado, Dr. Luiz Gustavo de Andrade.

Na sustentação oral, o Dr. Luiz Gustavo de Andrade defendeu a inconstitucionalidade da lei por ignorar valores constitucionais fundamentais, como a dignidade da pessoa humana e a igualdade. Além disso, ele argumentou que Lei atinge também a categoria médica, pois tipifica como crime a realização da esterilização voluntária se não observados os limites e restrições presentes na Lei.

Esta é a quarta de uma série de matérias que estão sendo publicadas informando os detalhes da atuação do Simepar no período de 2022 a 2026. 

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