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Médicos/as da FEAS aprovam reajuste de 4,42% que será pago já a partir de outubro

Médicas e Médicos da Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS) reuniram-se em Assembleia Geral Extraordinária nesta segunda-feira (28/09) e aprovaram a última proposta da direção FEAS para o reajuste anual dos salários dos profissionais da Medicina.

A Assembleia foi convocada pela diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, que conduziu a longa negociação de vários meses com o empregador, chegando a ajuizar um Dissídio Coletivo junto a Justiça do Trabalho.

A proposta apresentada pela FEAS que foi analisada e aprovada por ampla maioria dos participantes da Assembleia consiste no reajuste de 4,42% retroativos a 1º de maio de 2026. Esse percentual será pago a partir do vencimento de outubro de 2026. O mesmo reajuste será aplicado aos benefícios de natureza econômica previstos no Acordo Coletivo do Trabalho.

O percentual de reajuste ficou acima da inflação do período, com um ganho real de 0,3%.

As diferenças do reajuste entre maio e outubro serão apuradas por cálculo conjunto entre as partes e pagas em três parcelas mensais, sendo a primeira em 15/10/2026, e as demais no 5º dia útil de novembro e de dezembro. 

As demais cláusulas do Acordo Coletivo anterior ficam automaticamente renovadas.

Sobre a Ação Coletiva da insalubridade em grau máximo durante a Pandemia da Covid-19, os pagamentos serão feitos em parcelas entre janeiro e abril de 2027.

Outra questão que já havia resultado em acordo no mês de julho foi sobre as sanções disciplinares contra os profissionais da Medicina. A Fundação atendeu à reivindicação do Sindicato e concordou em conceder um prazo de cinco dias úteis para a apresentação da defesa antes da aplicação de qualquer sanção.

Neste ponto, “o acordo representa uma vitória para os médicos. Os profissionais não poderão ser punidos, nem mesmo levar advertência, sem que sejam previamente ouvidos em relação a suposta infração praticada”, comentou o advogado Luiz Gustavo, da Assessoria Jurídica do Sindicato.

Antes do acordo, a sanção de advertência poderia ser livremente aplicada pelas chefias aos médicos, com a discussão quanto ao seu mérito postergada, sendo bastante comum que os protestos dos médicos sequer chegassem a ser analisados pela Fundação.

Todas as propostas foram aprovadas por ampla maioria, sem manifestações em contrário. Os profissionais obtiveram ganhos salariais e os direitos pleiteados. Todo o processo de negociação foi considerado vitorioso e bastante elogiado pelos participantes da Assembleia.

Cabe lembrar que o Simepar dará continuidade à mesa permanente de negociações, com reuniões periódicas com a Direção da FEAS para tratar dos problemas que surgem no dia-a-dia do exercício da Medicina no âmbito da Fundação.

Doença Inflamatória Intestinal cresce 5 vezes no Brasil entre 2012 e 2025

O número de pessoas com doenças inflamatórias intestinais (DII) cresceu cinco vezes no Brasil, entre 2012 e 2025. A incidência dessas enfermidades – como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa – passou de 30 para 158 casos por 100 mil habitantes no período.

O dado é de um estudo apresentado no 74º Congresso Brasileiro de Coloproctologia, que ocorre até este sábado (26), em Balneário Camboriú (SC).

O levantamento foi feito por dois membros da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP): Abel Quaresma, da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), e Paulo Kotze, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Eles trabalharam em parceria com pesquisadores das universidades de Calgary (Canadá), de São Paulo (USP), estadual de Campinas (Unicamp), entre outras.

Com base em registros do Sistema Único de Saúde (SUS), os pesquisadores constataram ainda que o número de novos casos diagnosticados, por ano, aumentou de 9,35 para 12,34 no mesmo período.

Entenda

As doenças inflamatórias intestinais são enfermidades autoimunes, ou seja, elas aparecem quando o sistema imunológico começa a atacar as próprias células e tecidos da própria pessoa. Com isso, há um processo crônico de inflamação.

Segundo Abel Quaresma, tanto a doença de Crohn quanto a retocolite ulcerativa são multifatoriais, o que significa que não há apenas uma causa, mas sim várias.

Pesquisas anteriores identificaram que há um fator genético associado. No entanto, nem todos os pacientes acometidos por essas enfermidades possuem as variações genéticas que estudos associam ao desenvolvimento das DII.

O fator ambiental, portanto, também tem relação com o desenvolvimento desses males.

“A gente não sabe o fator causal ainda. A gente sabe que são doenças multifatoriais. Tem a genética, a poluição, os hábitos alimentares. Nossa dieta mudou muito nos últimos anos.”

O pesquisador destaca que alimentos ultraprocessados detêm inúmeros aditivos que podem contribuir para essas doenças inflamatórias.

“Vinte anos atrás, você comprava um pão na padaria e, quatro ou cinco dias depois, ele mofava. Hoje em dia compra-se um pão de forma, ele fica três meses pronto para ser usado.”

De acordo com ele, os conservantes, corantes, espessantes – substâncias que deixam o alimento mais barato, dão maior volume, cor, cheiro e conservam – induzem essas doenças.

A expectativa dos pesquisadores é que o surgimento de novos casos chegue a 22,7 por 100 mil habitantes em 2035.

Caso isso se confirme, a previsão é que, em 2035, a quantidade de pessoas com essas doenças pode chegar a 264 por 100 mil habitantes em 2035, ou seja, 67% a mais do que o observado em 2025.

“São doenças que até por volta de 2015 eram consideradas doenças raras. E que estão tendo um boom em todo o mundo, inclusive no Brasil. A gente projeta que, a partir de 2040, vai se tornar problema de saúde pública, como é a pressão alta, o diabetes.”

O especialista explica que essas doenças não têm cura, e o tratamento visa a controlar o processo inflamatório e os sintomas. O custo destes medicamentos chega a R$ 500 mil por ano, por paciente.

“São pacientes que, muitas vezes, são diagnosticados ainda jovens e que precisarão de acompanhamento por décadas.”

As informações são da Agência Brasil.

Assembleia Geral dos/as Médicos/as da FEAS Curitiba na segunda-feira, 28/09

EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os/as Médicos/as da FEAS – Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 28 de setembro de 2026, às dezessete horas em primeira convocação, às dezoito horas em segunda convocação e às dezenove horas em terceira e última convocação, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A Assembleia é em continuidade das realizadas nos dias 09 de março e 22 de abril de 2026.

A Assembleia será híbrida e com exceção da mesa diretiva, que estará presente, os demais participantes deverão solicitar link da assembleia pelo e-mail: juridico@simepar.com.br no dia da assembleia, (dia 28 de setembro de 2026), até às 16 horas.

1. Proposta de acordo encaminhada pela FEAS para solução do Dissídio Coletivo 2026/2027;

2. Proposta de acordo encaminhada pela FEAS para solução da ação coletiva das diferenças da insalubridade da pandemia;

3. Análise de outras pendências laborais e deliberação em relação a medidas a serem adotadas, inclusive judiciais;

4. Deliberação acerca da oportunidade de deflagração de movimento paredista;

5. Outros Assuntos.

Curitiba, 24 de setembro de 2026.

Marlus Volney de Morais
Diretor Presidente

SUS ofertará cirurgia que trata Glaucoma e Catarata ao mesmo tempo

O Ministério da Saúde oficializou a incorporação de uma nova técnica cirúrgica ao Sistema Único de Saúde (SUS) capaz de tratar, simultaneamente, o glaucoma e a catarata. Publicada no Diário Oficial da União da última quinta-feira (17), a portaria atualiza o tratamento dessas doenças e permite a remoção do cristalino e a desobstrução do canal de drenagem ocular em uma única intervenção.

A modernização foi proposta pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) da pasta junto à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A deliberação favorável ocorreu no último dia 21 de agosto.

A nova técnica é direcionada para casos leves a moderados de glaucoma primário de ângulo aberto e se destaca por ser menos invasiva que as opções atuais. Entre os principais benefícios estão a recuperação mais rápida, a redução no risco de complicações e o melhor controle da pressão intraocular, que pode causar cegueira se não for tratada.

“Além de ampliar a qualidade de vida e a adesão ao tratamento, essa inovação otimiza recursos públicos e reforça o compromisso do SUS de levar o que há de mais avançado na medicina para quem mais precisa”, avaliou a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri.

Atualmente, o tratamento inicial do glaucoma na rede pública é orientado pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da doença, com colírios para reduzir a pressão intraocular. Quando os medicamentos não apresentam o efeito esperado ou o paciente encontra dificuldades para seguir o uso regular, o tratamento passa a incluir intervenções a laser ou cirurgias, como o implante de drenagem oftalmológico, conhecido como iStent.

Já o novo procedimento, que será incluído no PCDT, abrange duas possibilidades cirúrgicas: a feita por meio de uma pequena incisão na córnea, chamado de goniotomia excisional, ou a partir de um microcateter ou fio cirúrgico introduzido no canal natural de drenagem do olho, a trabeculotomia transluminal.

Segundo o Relatório para Sociedade, documento público elaborado pela Conitec, somente a opção goniotomia excisional representa uma redução de aproximadamente R$ 18 mil a cada ano de vida saudável ganho pelo paciente em comparação ao iStent.

A incorporação da goniotomia excisional, por sua vez, poderá resultar em uma economia de R$ 22,4 milhões no primeiro ano, alcançando R$ 93,2 milhões no quinto ano. Nesse período, o montante total economizado será de R$ 276 milhões na substituição da cirurgia com iStent pela goniotomia excisional.

Glaucoma e Catarata

O glaucoma é uma doença crônica que afeta o nervo óptico, estrutura responsável por conduzir as imagens do olho ao cérebro. A condição provoca a perda progressiva de células da retina e limita gradualmente a visão periférica, que é a capacidade de enxergar ao redor. Segundo dados da Conitec, a doença já é a segunda maior causa de cegueira no mundo, atrás apenas da catarata.

Existem dois tipos principais do glaucoma: o glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA), caracterizado por um avanço lento e silencioso, e o glaucoma primário de ângulo fechado (GPAF), que costuma surgir de forma mais súbita e aguda.

Ainda de acordo com as informações da comissão, a enfermidade acomete até 3% da população brasileira acima de 40 anos, sendo o GPAA a variante mais prevalente, com cerca de 60% dos diagnósticos no país.

Já a catarata é caracterizada pela perda de transparência (opacificação) do cristalino, que fica opaco, o que reduz a capacidade visual e afeta principalmente a população idosa.

As informações são do Ministério da Saúde.

Testes clínicos fase 1 da Polilaminina começam neste mês

A primeira fase dos estudos clínicos com a Polilaminina será iniciada no dia 24 deste mês de setembro, de acordo com a farmacêutica Cristália, que desenvolve o medicamento em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A substância tem potencial de ajudar pessoas com lesão na medula a recuperarem seus movimentos.

A partir desta data, os pesquisadores vão recrutar cinco pacientes voluntários, de 18 a 72 anos, para receber a polilaminina, com o objetivo de comprovar que ela é segura para humanos e não oferece mais danos do que benefícios. Somente em fases posteriores será testada a eficácia do medicamento.

Conforme autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todos os pacientes devem apresentar lesão medular completa entre as vértebras T2 e T10, após sofrer algum trauma. Também é preciso que o ferimento tenha ocorrido há menos de 72 horas, e que esses pacientes tenham indicação de cirurgia para descompressão medular.

Eles serão atendidos no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com equipes cirúrgicas treinadas para a aplicação da substância diretamente na medula durante a cirurgia. Depois do procedimento, eles passarão por reabilitação na AACD, e serão acompanhados pela equipe de pesquisa por seis meses.

O que é a Polilaminina

A polilaminina é uma substância desenvolvida em laboratório a partir da laminina, uma proteína encontrada naturalmente no corpo humano. Ela foi descoberta pela professora e pesquisadora da UFRJ Tatiana Sampaio, que investiga seu potencial há mais de 20 anos.

No sistema nervoso, a laminina atua como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. Por isso, acredita-se que a polilaminina pode reestabelecer a conexão interrompida quando há lesão na medula.

Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que também passaram por cirurgia de descompressão.

Três faleceram em decorrência das lesões, mas os cinco que se recuperaram apresentaram algum ganho motor. No entanto, ainda não é possível afirmar que isso é resultado direto da polilaminina, por isso, a substância ainda precisa ser testada em ensaios clínicos controlados.

No entanto, a divulgação dos resultados preliminares gerou grande comoção, e dezenas de pessoas receberam autorização para usar a substância de forma compassiva, uma licença especial concedida pela Anvisa para o uso de substâncias experimentais, em casos de grande gravidade.

Como essas aplicações não foram realizadas sob protocolo científico, não é possível atestar se a polilaminina funcionou ou não.

O vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação do Cristália Rogério Almeida, garantiu que o laboratório está comprometido com a ciência, as boas práticas clínicas e o rigor regulatório.

“Trabalhamos em total alinhamento com a Anvisa e com todos os parceiros envolvidos, sempre com o mesmo objetivo: proteger os pacientes e gerar evidências científicas robustas de segurança e eficácia. Nosso foco agora é conduzir o estudo clínico com a máxima qualidade e no menor prazo possível”, acrescentou.

Se a substância for bem sucedida na fase 1, a equipe poderá pedir autorização à Anvisa para dar seguimento aos testes em humanos. Nas fases 2 e 3, o número de participantes aumenta e pesquisadores podem avaliar se a substância realmente funciona e produz resultados superiores aos tratamentos disponíveis atualmente.

Somente após a conclusão de todas as fases de testes, é que o medicamento pode ser registrado e disponibilizado para a população.

As informações são da Agência Brasil.

Ministério da Saúde reforça orientações para proteger população durante frio no Sul

Diante das baixas temperaturas registradas na Região Sul, o Ministério da Saúde reforça as orientações para proteger a população e reduzir os riscos à saúde. Segundo previsões meteorológicas, a cidade de São José dos Ausentes, no Rio Grande do Sul, registrou a menor temperatura do ano (-6,8 °C), e há previsão de novas mudanças nas condições do tempo nos próximos dias na região. Na sexta-feira (11/8), uma nota técnica foi enviada aos serviços de saúde do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, com diretrizes para orientar a assistência à população durante as ondas de frio e instabilidades.

O frio intenso pode agravar doenças cardiovasculares e aumentar o risco de complicações como hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio e AVC, especialmente entre pessoas com doenças crônicas. A orientação é que os serviços de saúde locais intensifiquem a vigilância e a assistência às pessoas, com atenção especial a crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

As baixas temperaturas também favorecem a circulação de vírus respiratórios, como influenza, VSR e covid-19, elevando o risco de síndromes gripais e infecções respiratórias graves. Para reforçar a proteção, o SUS oferece gratuitamente vacinas contra essas doenças, conforme os públicos definidos pelo Calendário Nacional de Vacinação. A vacina contra o VSR para gestantes contribui para proteger os bebês nos primeiros meses de vida contra a bronquiolite.

Para a população em situação de rua, um dos grupos mais vulneráveis ao frio extremo, as equipes de Consultório na Rua fazem busca ativa, vacinação e acompanhamento nos territórios, ampliando o acesso aos serviços do SUS.

Sintomas persistentes? Vá até uma UBS

A população deve procurar atendimento quando apresentar sintomas persistentes ou que estejam se agravando, como tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas, cãibras, diarreia, falta de ar, tosse ou piora de uma doença crônica.

Nas UBSs, as equipes de Atenção Primária podem realizar avaliação clínica, acompanhar doenças crônicas, orientar sobre hidratação e prevenção, identificar sinais de agravamento, atualizar a vacinação, prescrever e acompanhar tratamentos e encaminhar o paciente para outros pontos da Rede de Atenção à Saúde, quando houver necessidade de atendimento especializado ou hospitalar.

Em situações graves, como confusão mental, desmaio, convulsões, perda de consciência ou dificuldade intensa para respirar, a recomendação é buscar atendimento de urgência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do SUS.

Para reduzir os riscos à saúde durante as baixas temperaturas, o Ministério da Saúde orienta:

– Manter a vacinação atualizada, especialmente contra influenza e covid-19;

– Utilizar máscara em caso de sintomas gripais ou em ambientes fechados, pouco ventilados e com aglomeração;

– Usar roupas e agasalhos adequados para proteção contra o frio;

– Trocar roupas úmidas ou molhadas o mais rápido possível;

– Evitar o consumo de álcool em dias frios, devido ao risco de hipotermia;

– Manter-se hidratado, mesmo durante períodos de baixas temperaturas;

– Procurar atendimento médico em caso de confusão mental, calafrios intensos ou dificuldade para respirar, especialmente entre idosos.

Preparação e resposta a eventos climáticos

A Força Nacional do SUS (FN-SUS) está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. Nesta semana, o Rio de Janeiro passou a contar com a terceira base regional da Força em funcionamento no país, somando-se às unidades ativas em Porto Alegre (RS) e Salvador (BA). Estão previstas outras seis bases até o fim do ano para atender todas as regiões do país. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as bases contam com estrutura para resposta a emergências em saúde pública e podem levar apoio a qualquer localidade da região de referência em até 12 horas.

A atuação das bases é integrada a oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros consolidam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos e subsidiar planos de contingência e a resposta do SUS a eventos extremos.

As ações de adaptação da rede de saúde fazem parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, apresentado na COP30. O plano prevê 27 metas e 93 ações até 2035, com R$ 9,8 bilhões destinados a investimentos em adaptação estrutural.

As informações são do Ministério da Saúde.

Oftalmologistas alertam para uso de telas e a miopia em crianças

No intuito de alertar famílias e profissionais de saúde sobre o avanço da miopia entre crianças e adolescentes, associando o problema ao uso excessivo de telas e à baixa exposição à luz natural, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançaram nesta sexta-feira (11) a cartilha Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos.

O material, divulgado durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026), que acontece até sábado (12), em Salvador, tem como público-alvo pacientes, familiares, profissionais e organizações que atuam no campo da saúde e da educação e será distribuído para secretarias de Saúde e Educação de todo o país.

A CBO esclarece que a proposta é oferecer à população um guia composto por medidas simples, de fácil incorporação à rotina e que podem ajudar no enfrentamento da miopia.

Orientações

Com foco em crianças e adolescentes, o documento traz orientações a serem adotadas por famílias e escolas durante a rotina.

“Não há necessidade de investimentos em ferramentas e remédios. Basta usar a criatividade e ficar atento às possibilidades apresentadas, que vão desde uma simples caminhada até a prática de esportes de forma estruturada”, explica o CBO.

A recomendação central é que crianças e adolescentes passem pelo menos 2 horas por dia ao ar livre, incluindo atividades como brincadeiras, caminhadas, esportes e contato com a natureza.

De acordo com o conselho, a exposição à luz natural funciona como um fator protetor contra a progressão da miopia.

“Passar tempo ao ar livre ajuda a reduzir as horas dedicadas a atividades em espaço fechado, com os olhos fixos, a curta distância, em uma superfície, como as telas de computador ou celular”, defende o CBO.

A publicação recomenda limitar o tempo de tela para cada faixa etária. A métrica considerada ideal pelos especialistas é a seguinte:

  • nenhum tempo de tela para menores de 2 anos;
  • até uma hora por dia para crianças entre 2 e 5 anos;
  • até duas horas por dia para crianças entre 5 e 10 anos;
  • até três horas por dia para crianças e adolescentes de 10 a 18 anos.

 

“Os limites seguem a lógica de que, quanto menor a criança, maior a vulnerabilidade do sistema visual em formação. Outra orientação é fazer pausas regulares durante as atividades de perto, manter distância adequada dos dispositivos e usar proteção solar”, recomenda o CBO.

As informações são da Agência Brasil.

AGU notifica Google e cobra remoção de vídeos com falsos médicos criados por IA

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou o YouTube para que remova ou alerte os usuários sobre uma série de vídeos que utilizam inteligência artificial para simular médicos e outros profissionais de saúde e disseminar informações falsas, incluindo promessas de curas e tratamentos sem comprovação científica. A medida foi tomada a partir de análise do programa Saúde com Ciência, do Ministério da Saúde, sobre 97 perfis com esse tipo de conteúdo entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026. As informações também foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Conselho Federal de Medicina. A notificação foi elaborada pela Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD).

A atuação faz parte de uma força-tarefa interministerial, em articulação com a AGU e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Por meio do Saúde com Ciência, o Ministério acompanha as redes sociais, realiza checagens de informações e encaminha denúncias aos órgãos competentes, de acordo com a natureza e a gravidade de cada caso.

Segundo o Ministério da Saúde, os conteúdos usam avatares de aparência humana apresentados como médicos ou especialistas, atribuem qualificações profissionais fictícias e recorrem a linguagem alarmista para conferir credibilidade às informações. Parte dos perfis é direcionada especialmente à população idosa e, em alguns casos, utiliza a aparente autoridade dos personagens para promover produtos, e-books ou serviços pagos. Entre os riscos apontados estão a automedicação, o uso de terapias sem eficácia comprovada, o atraso na busca por atendimento profissional e a interrupção ou substituição de tratamentos.

Na notificação enviada na última sexta-feira (4/9), a AGU solicitou ao YouTube, no prazo de 72 horas, a indisponibilização dos conteúdos especificamente identificados pelo Ministério da Saúde ou, conforme o caso, a adoção de medidas de rotulagem e contextualização que deixem clara a natureza artificial dos personagens. A plataforma também deverá avaliar os demais canais e vídeos apontados no relatório do Ministério da Saúde à luz de suas regras sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético, além de adotar medidas para prevenir a disseminação desse tipo de material. A iniciativa busca combater o uso de personagens artificiais que simulam autoridade médica para dar credibilidade a informações e promessas terapêuticas potencialmente prejudiciais.

Telegram

A AGU já notificara o Telegram após o Ministério da Saúde identificar 18 grupos e canais na plataforma que comercializavam ilegalmente comprovantes e passaportes vacinais falsificados. O aplicativo removeu os grupos e canais denunciados e também excluiu a conta de um usuário identificado na apuração. As evidências foram encaminhadas à Polícia Federal.

Os responsáveis pelos grupos ofereciam documentos falsificados e anunciavam a possibilidade de inserir registros adulterados nos sistemas oficiais de informação do SUS. Relatório do Ministério da Saúde apontou que a comercialização de documentos falsos compromete a integridade da política nacional de imunização e dos sistemas públicos de informação em saúde.

Além disso, a circulação de pessoas não vacinadas com documentos fraudulentos prejudica as estratégias de vigilância, bloqueio e controle de doenças imunopreveníveis. A prática pode gerar uma falsa percepção sobre a cobertura vacinal e mascarar a existência de bolsões de baixa vacinação, dificultando a identificação de populações mais vulneráveis.

Responsabilidade das plataformas e termos de uso

As notificações extrajudiciais reforçam o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a responsabilidade das plataformas diante de conteúdos ilícitos publicados por terceiros. Os parâmetros do STF foram incorporados pelo Decreto 12.975/2026 aos deveres específicos dos provedores de aplicações de internet relativos a conteúdos criminosos ou ilícitos. A AGU também apontou que os grupos identificados pelo Ministério da Saúde violavam os próprios termos de uso das plataformas, que proíbem o compartilhamento de conteúdo ilegal e estabelecem medidas como a remoção e o banimento de contas.

Para o Ministério da Saúde, o enfrentamento à desinformação é parte da proteção da população e da promoção do acesso a informações confiáveis sobre prevenção, diagnóstico e tratamento. A orientação é que a população fique atenta, busque informações sobre saúde em fontes oficiais e confiáveis e denuncie conteúdos que possam colocar outras pessoas em risco.

As informações são do Ministério da Saúde via Agência Gov.

Anvisa amplia indicação de vacina contra a Meningite para bebês

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação da indicação da vacina MenQuadfi para crianças a partir de 6 semanas de idade. A decisão permite que o imunizante seja usado tanto em adultos quanto em crianças para a prevenção da doença meningocócica invasiva causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis.

A MenQuadfi é uma vacina meningocócica conjugada administrada por via intramuscular e já era utilizada em outras faixas etárias.

Com a autorização, o público-alvo passa a incluir bebês a partir de seis semanas de vida, um dos grupos mais vulneráveis às formas graves da doença.

Segundo a Anvisa, a ampliação da indicação foi baseada em estudos clínicos que avaliaram a segurança da vacina em cerca de 6 mil bebês com idade entre 6 semanas e menos de 12 meses, que receberam pelo menos uma dose do imunizante em diferentes esquemas vacinais.

Também foram analisados dados de pouco mais de 5 mil crianças que receberam dose de reforço a partir dos 12 meses de idade.

De acordo com a agência, os resultados demonstraram perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas, sem o surgimento de novas preocupações relevantes relacionadas à segurança do produto.

Doença grave

A Neisseria meningitidis é uma bactéria que atinge o sistema respiratório superior humano e pode ser transmitida por gotículas de secreção. Embora muitas pessoas sejam portadoras assintomáticas, em alguns casos o microrganismo consegue invadir a corrente sanguínea e provocar a doença meningocócica invasiva.

A infecção é considerada grave, tem rápida evolução e pode levar à morte mesmo quando tratada adequadamente. Segundo informações da Anvisa, a letalidade da doença gira em torno de 10% e até 20% dos sobreviventes podem desenvolver sequelas permanentes e incapacitantes.

Bebês e crianças pequenas, especialmente durante o primeiro ano de vida, estão entre os grupos com maior risco de desenvolver complicações graves.

Novo medicamento

A Anvisa aprovou também o registro do medicamento Voraxaze (glucarpidase), indicado para reduzir concentrações tóxicas de metotrexato em pacientes com insuficiência renal aguda ou com atraso na eliminação da substância pelo organismo.

O uso do medicamento foi autorizado para adultos e crianças com mais de 28 dias de vida.

O metotrexato é um imunossupressor usado em altas doses no tratamento de alguns tipos de câncer. Em situações de insuficiência renal ou eliminação retardada do medicamento, pode ocorrer acúmulo da substância no organismo, aumentando o risco de toxicidade grave.

Segundo a agência reguladora, o glucarpidase é uma enzima recombinante capaz de quebrar o metotrexato e reduzir rapidamente sua concentração no sangue, independentemente da função dos rins.

Com esse mecanismo, o medicamento permite a eliminação da substância por uma via alternativa à renal, representando uma opção terapêutica para pacientes que apresentam níveis tóxicos do quimioterápico.

As informações são da Agência Brasil.

Carta de Curitiba sintetiza os debates do III Congresso Acadêmico Sindical da FMB

A Federação Médica Brasileira (FMB), juntamente com seus sindicatos de base, reunida durante o III Congresso Acadêmico Sindical da Federação Médica Brasileira, realizado entre os dias 14 e 15 de agosto de 2026, na cidade de Curitiba (PR), em parceria com o Sindicato dos Médicos do Estado do Paraná (SIMEPAR) e o Núcleo de Acadêmicos e Médicos Jovens do SIMED-PB (NAMJ SIMED-PB), Núcleo Acadêmico do Sindicato dos Médicos do Pará (NA-SINDMEPA), Núcleo Acadêmico do Sindicato dos Médicos do Acre (NASINMED-AC), vem, por meio desta Carta, deliberar e estabelecer metas e diretrizes voltadas ao fortalecimento do movimento acadêmico-sindical e ao aprimoramento da formação médica no Brasil.

CRIAÇÃO E FORTALECIMENTO DOS NÚCLEOS ACADÊMICOS NOS SINDICATOS DE BASE DA FMB

A FMB e seus sindicatos de base assumem o compromisso de estimular a criação, o fortalecimento e a integração dos Núcleos Acadêmicos (NAs), reconhecendo-os como espaços estratégicos de aproximação entre o movimento sindical e os estudantes de Medicina. Sendo assim, fica aprovado o incentivo a criação de NAs em todos os sindicatos de base da FMB até o próximo Congresso Acadêmico Sindical da FMB, previsto para 2027, no Acre.

Aos sindicatos, sugere-se, a disponibilização de infraestrutura e suporte necessários para a realização de todas as atividades dos NAs, incluindo espaço físico, recursos materiais, financeiros e etc, de modo a garantir condições adequadas para o desenvolvimento de ações acadêmicas, científicas e sociais, de acordo com a capacidade de cada entidade estadual.

Propõe-se, ainda, a elaboração, por parte dos organizadores dos primeiros três congressos acadêmicos sindicais, de um manual para Criação e Funcionamento dos Núcleos Acadêmicos até o próximo Congresso, com orientações práticas sobre sua implantação, organização, atribuições e vinculação ao sindicato, conforme as realidades locais. O manual deverá incluir modelos de documentos e instrumentos que facilitem a criação e a padronização dos NAs para fortalecer a participação dos estudantes no movimento sindical e contribuir para a formação de uma nova geração de médicos comprometida com a representação profissional.

ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS CIENTÍFICO-SINDICAIS

A FMB realizará anualmente, se possível, o Congresso Acadêmico Sindical e a Jornada Científica, promovendo, ainda, o convite e a participação de entidades de representação estudantil e outras instituições estaduais, nacionais e internacionais. A organização dos eventos será de responsabilidade compartilhada entre a FMB e o sindicato de base, juntamente com os núcleos acadêmicos. Cada sindicato de base deverá buscar, conforme suas possibilidades, garantir a participação de uma delegação representativa de seu Núcleo Acadêmico nos referidos eventos.

AVALIAÇÃO DA FORMAÇÃO MÉDICA

Em relação ao Exame de Proficiência em Medicina, os Núcleos Acadêmicos e os Sindicatos de Base presentes entendem que o melhor modelo seria um exame seriado de avaliação, a saber:

“Deve ser instituído um exame nacional de avaliação progressiva dos estudantes de Medicina, com aplicações previstas no segundo ano, quarto ano e ao término da graduação, conduzido por entidade externa à instituição de ensino, sem prejuízo das avaliações internas realizadas pelas escolas médicas. Os resultados deverão permitir o acompanhamento do desenvolvimento dos estudantes ao longo do ciclo básico, ciclo clínico e internato, possibilitando a identificação precoce de eventuais lacunas na formação. Aos estudantes em fase de conclusão que não atingirem a pontuação mínima estabelecida, a instituição de ensino deverá oferecer apoio acadêmico e estratégias de recuperação, visando à superação das dificuldades identificadas. Cabe ao estado, fiscalizar ambos os agentes de forma equivalente assegurando que a instituição seja capacitada para promover educação de qualidade e os acadêmicos se tornem proficientes por meio da avaliação”;

E sugere-se que devam ser consideradas as especificidades regionais e seu resultado divulgado para conhecimento da população. As escolas que reiteradamente tiverem resultado insuficiente na avaliação deverão receber sanções progressivas até o fechamento do curso de medicina.

Recomenda-se, também, a realização de estudos e discussões pela FMB, Sindicatos de Base e os Núcleos Acadêmicos acerca dos Projetos de Lei que envolvam o Exame de Proficiência em Medicina.

No que se refere ao Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED), consensuamos que deverá haver a adequada punição das instituições de ensino por não fornecer os recursos necessários para a formação médica.

TEMAS CIENTÍFICOS E EDUCACIONAIS DELIBERADOS

4.1. MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SAÚDE PLANETÁRIA

Os Núcleos Acadêmicos manifestam apoio à inclusão da temática das mudanças climáticas e suas repercussões na saúde planetária nas grades curriculares das escolas médicas, reconhecendo seu caráter de questão de saúde pública e impacto direto sobre o exercício profissional. Temas correlatos incluem: populações vulneráveis e saúde planetária, relações entre seres humanos, animais e ambiente, e o papel de probióticos e prebióticos nas transformações ambientais.

4.2. BIOÉTICA, ÉTICA MÉDICA E USO DAS REDES SOCIAIS

Reitera-se a alta relevância do tema e pactua-se o apoio à disseminação de medidas que fomentem sua inclusão e discussão nas grades curriculares das escolas médicas, visando promover uma prática médica ética e socialmente responsável.

4.3. RESIDÊNCIA MÉDICA NO BRASIL E NO EXTERIOR – PRESENTE E FUTURO

Delibera-se, por unanimidade, que a Residência Médica deve ser mantida como o “padrão-ouro” para a especialização médica, manifestando-se posicionamento contrário à substituição por programas de pós-graduação lato sensu.

4.4. TRAJETÓRIAS PROFISSIONAIS APÓS A GRADUAÇÃO

Destacaram-se alternativas legítimas de atuação profissional, como a carreira militar, urgência e emergência, atenção primária, perícia médica, entre outras, que constituem alternativas legítimas. Bem como, como forma principal de atuação profissional, deve ser através de Concursos Públicos, sendo o objetivo dos Núcleos Acadêmicos e dos Sindicatos de Base combater a substituição por contratação através de Pessoas Jurídicas (PJ).

4.5. REPRESENTATIVIDADE FEMININA NA MEDICINA

Outrossim, constatou-se a necessidade de não apenas aprofundar o debate sobre representatividade e equidade de gênero tanto na formação quanto na prática médica, urge a elaboração de metas concretas a serem cumpridas nos anos subsequentes; construídas a partir dos debates supracitados e da análise das questões nacionais e regionais emergentes.

Delibera-se o incentivo à participação dos sindicatos de base da FMB no Congresso sobre Representatividade Feminina na Medicina, a ser promovido pela Federação em março de 2027, bem como a realização de eventos locais sobre o tema pelos Núcleos Acadêmicos, até a data do próximo Congresso Acadêmico Sindical da Federação Médica Brasileira.

4.6. RELAÇÃO COM AS ENTIDADES ESTUDANTIS

A FMB reconhece as entidades estudantis como espaços fundamentais de representação, formação e participação dos futuros médicos. Nesse sentido, propõe-se fortalecer o diálogo e a articulação com centros e diretórios acadêmicos, ligas acadêmicas, núcleos acadêmicos e demais organizações representativas dos estudantes de Medicina, promovendo espaços de escuta, formação e participação nas discussões relacionadas à formação médica, à valorização profissional e à defesa de uma Medicina ética, qualificada e socialmente comprometida.

Busca-se, ainda, aproximar os estudantes da realidade profissional e sindical da Medicina, estimulando sua participação em atividades científicas, institucionais e de integração promovidas pela FMB e por suas entidades filiadas. Essa aproximação deverá contribuir para a formação de novas lideranças, para a renovação da representação médica e para a construção de uma relação permanente entre a formação acadêmica, o exercício profissional e a defesa dos interesses da categoria médica.

4.7. SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDA PARA MÉDICOS E ACADÊMICOS DE MEDICINA

A saúde mental e a qualidade de vida constituem dimensões essenciais para uma formação médica adequada e para o exercício profissional sustentável. A sobrecarga acadêmica e laboral, a pressão por desempenho, as condições de trabalho, a exposição cotidiana ao sofrimento e à morte podem impactar significativamente o bem-estar de acadêmicos e médicos. Nesse sentido, a FMB defende o fortalecimento de ações de prevenção, acolhimento, promoção da saúde mental e melhoria das condições de formação e trabalho, com atenção especial aos fatores que contribuem para o adoecimento.

Diante disso, deve-se ampliar o debate sobre saúde mental no ambiente acadêmico e profissional, estimulando iniciativas de educação, apoio e conscientização, além da criação e fortalecimento de redes de acolhimento e assistência. A FMB deverá atuar na defesa de ambientes de estudo e trabalho mais humanizados, seguros e respeitosos, contribuindo para que acadêmicos e médicos possam desenvolver suas atividades com dignidade, equilíbrio e qualidade de vida, sem perder de vista a valorização profissional e a qualidade da assistência prestada à sociedade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Carta de Curitiba reafirma o compromisso da Federação Médica Brasileira e de seus Sindicatos de Base com a formação médica de excelência, a valorização da carreira, o fortalecimento do movimento acadêmico-sindical e a promoção de uma medicina ética, inclusiva e socialmente responsável.

Curitiba (PR), 15 de agosto de 2026.

Federação Médica Brasileira (FMB)

Sindicatos de Base e Núcleos Acadêmicos participantes do III Congresso Acadêmico Sindical e da II Jornada Científica da Federação Médica Brasileira

Entidades participantes:

REGIÃO NORTE

SINDMED-AC – Sindicato dos Médicos do Acre
NA SINDMED-AC – Núcleo Acadêmico do SINDMED-AC
SIMEAM – Sindicato dos Médicos do Amazonas
SINDMEPA – Sindicato dos Médicos do Pará
NA-SINDMEPA – Núcleo Acadêmico do SINDMEPA
SIMERO – Sindicato dos Médicos de Rondônia
SIMED-TO – Sindicato dos Médicos do Tocantins
SIMAP – Sindicato dos Médicos do Amapá
SIMED-RR – Sindicato dos Médicos de Roraima

REGIÃO NORDESTE

SINMED – Sindicato dos Médicos de Alagoas
SIMED-PB – Sindicato dos Médicos da Paraíba
NAMJ SIMED-PB – Núcleo de Acadêmicos e Médicos Jovens do SIMED-PB
SIMEPE – Sindicato dos Médicos de Pernambuco
SINDMED-SE – Sindicato dos Médicos de Sergipe

REGIÃO CENTRO-OESTE E DISTRITO FEDERAL

SINDMED-MT – Sindicato dos Médicos do Mato Grosso
SINMED-MS – Sindicato dos Médicos do Mato Grosso do Sul
SIMEA – Sindicato dos Médicos de Anápolis
SINDMED-DF – Sindicato dos Médicos do Distrito Federal
SIMEGO – Sindicato dos Médicos do Goiás

REGIÃO SUDESTE

SINMED-MG – Sindicato dos Médicos de Minas Gerais
SINDMEDCAMPINAS – Sindicato dos Médicos de Campinas e Região
SINMEVAÇO – Sindicato dos Médicos do Vale do Aço
SINDMED – Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
SNDMED Montes Claros – Sindicato dos Médicos de Montes Claros
SIMESUL – Sindicato dos Médicos de Sorocaba e Região

REGIÃO SUL

SIMEPAR – Sindicato dos Médicos do Paraná
SIMESC – Sindicato dos Médicos de Santa Catarina
SIMERSUL – Sindicato dos Médicos da Região Sul Catarinense

As informações são da FMB.