Filiado à

Notícias

Vacina contra gripe para crianças entra no Calendário Nacional de Vacinação

A vacina da gripe agora faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos (a partir de 60 anos de idade), tornando permanente a proteção para esses públicos. A medida reforça a estratégia de imunização e se soma a outras mudanças para 2025, como a ampliação do período para aplicação da vacina contra rotavírus e a substituição das doses de reforço da vacina oral contra poliomielite por uma dose inativada.

A partir deste ano, a vacinação contra influenza estará disponível em todas as salas de vacina a partir da 2ª quinzena de março, ao longo do ano, não apenas em campanhas sazonais. Outros grupos continuarão a receber o imunizante em estratégias especiais, incluindo profissionais da saúde, professores, forças de segurança, população privada de liberdade e pessoas com doenças crônicas ou deficiências, dentre outros.

No combate à poliomielite, o esquema vacinal e o reforço passam a ser exclusivamente com a vacina inativada (VIP), que é injetável. Já a vacina contra o rotavírus teve o período para aplicação das doses ampliado: agora, a primeira dose, indicada aos dois meses de idade, pode ser administrada até os 11 meses e 29 dias; enquanto a segunda dose, indicada aos quatro meses, poderá ser aplicada até os 23 meses e 29 dias.

Imunização contra covid-19

A imunização contra a covid-19 faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças a partir de seis meses a menores de 5 anos de idade, idosos (a partir de 60 anos de idade) e gestantes.

A vacinação dos demais grupos especiais a partir de 5 anos de idade será realizada periodicamente em qualquer sala de vacina, sendo a cada seis meses para imunocomprometidos e a cada ano para os demais grupos: pessoas vivendo em instituições de longa permanência; indígenas; ribeirinhos; quilombolas; puérperas (aquelas não vacinadas durante a gestação); trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente; pessoas com comorbidades; pessoas privadas de liberdade; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua.

Para a população geral entre 5 e 59 anos, e aqueles que nunca receberam nenhuma dose, a recomendação é de uma dose de vacina para a doença.

As mudanças foram implementadas com base em evidências científicas e ampliam a proteção contra doenças imunopreveníveis, garantindo um acesso mais abrangente e eficaz às vacinas.

As informações são do Ministério da Saúde.

Secretaria da Saúde reforça importância da prevenção e vacinação contra a febre amarela

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância dos cuidados e da vacinação da população para a febre amarela, considerando a Nota Técnica conjunta Nº 27/2025, emitida pelo Ministério da Saúde, que informa o aumento da transmissão da febre amarela nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Tocantins. A nota, encaminhada às Secretarias de Saúde, destaca que o período sazonal da doença vai de dezembro a maio e recomenda a intensificação das ações de vigilância e de imunização nas áreas consideradas de risco.

Com a proximidade do Carnaval e de outros feriados, é fundamental que as pessoas que planejam se deslocar para áreas com registro de transmissão de febre amarela ou para áreas rurais e de mata verifiquem a carteira de vacinação e, caso ainda não estejam vacinadas contra a doença, procurem as Unidades de Saúde com pelo menos dez dias de antecedência para se vacinarem, evitando a exposição a áreas e situações de risco sem proteção.

Atualmente no Paraná existem 20 casos humanos notificados, e destes, 14 foram descartados e seis estão em investigação. O último caso autóctone de febre amarela foi em 2019. Em 2022 foi confirmado um caso humano importado, com Local Provável de Infecção (LPI) o estado de Tocantins (TO), que evoluiu para cura.

EPIZOOTIA – No período sazonal, com a elevada temperatura e altos índices pluviométricos, tem-se um aumento da densidade vetorial e replicação viral, favorecendo o adoecimento ou morte de primatas não humanos (PNH). Além disso, fatores como redução das notificações em PNH e baixas coberturas vacinais em humanos podem contribuir para um aumento do número de casos nesse período.

A vigilância de epizootias em PNH consiste essencialmente em captar informações sobre adoecimento ou morte de PNH e investigar adequadamente esses eventos, com a finalidade de subsidiar a tomada de decisão para a adoção de medidas de prevenção e de controle, reduzindo assim o número de casos humanos.

De acordo com informações da Vigilância Ambiental da Sesa, até o momento não há epizootias confirmadas no Paraná para febre amarela durante o período epidemiológico 2024-2025. A última epizootia confirmada no Estado ocorreu no município Fernandes Pinheiro, período epidemiológico 2022-2023.

VACINA – Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o verão é o período de maior ocorrência de doenças transmitidas por mosquitos, como a febre amarela. Mesmo sem casos humanos ou epizootias ressalta a necessidade de se receber a dose da vacina contra a doença, que está disponível em toda a rede de saúde.

“A vacina é a forma mais eficaz de se proteger contra a doença. Desde 2018, todos os municípios do Estado passaram a ser área com recomendação vacinal contra a febre amarela, por isso nossa recomendação de fazer essa atualização”, afirmou. A vacina está disponível nas unidades de saúde de todo Estado. Quem tem entre 9 meses de idade e 59 anos e nunca tomou uma dose deve se vacinar

DOENÇA – A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas suas formas graves. A doença é causada por um vírus transmitido por mosquitos, e possui dois ciclos de transmissão (urbano e silvestre). No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. No ciclo silvestre, os transmissores são mosquitos com hábitos predominantemente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes.

Os sintomas são febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dor no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Possui rápida evolução, onde cerca de 10% dos casos, evolui para formas graves com icterícia (amarelão da pele), dor abdominal intensa, sangramentos no sistema digestivo (vômitos ou fezes com sangue), pele ou urina e falência renal. Por isso a importância de identificar a doença precocemente para realizar os cuidados médicos necessários.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Boletim semanal aponta dois óbitos e 1.785 novos casos de dengue no Paraná

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, divulgou nesta terça-feira (25) o informe semanal da dengue. O boletim registra 1.785 novos casos da doença e dois óbitos no Paraná.

Desde o início do novo ano epidemiológico de 2025, o Estado já contabiliza 36.804 notificações, 7.108 casos confirmados e quatro mortes em decorrência da dengue.

Os dois óbitos registrados no informe desta semana ocorreram em janeiro de 2025. Uma das vítimas é um paciente de 61 anos, residente em Cianorte (13ª RS), que tinha doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O outro caso é de uma mulher de 58 anos, sem comorbidades, moradora de Porecatu (17ª RS).

No total, 374 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 240 possuem casos confirmados.

As Regionais da Saúde com os mais números de casos confirmados neste período epidemiológico são a Paranavaí (2.250); de Londrina (1.387); de Umuarama (623); Maringá (537) e Cianorte (443).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação traz ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 279 casos de Chikungunya, com um total de 746 notificações da doença no Estado. No que se refere ao Zika Vírus, até o momento foram registradas 18 notificações e nenhum caso foi confirmado.

Confira o Informe Semanal completo AQUI . Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

SUS passa a oferecer transplante de intestino delgado e multivisceral

Pessoas com falência intestinal ou com outras condições raras relacionadas à insuficiência do intestino e outros órgãos abdominais terão uma importante alternativa de tratamento no Brasil. O Ministério da Saúde incorporou o transplante de intestino delgado e multivisceral ao SUS e passa a ofertar alternativa de tratamento definitivo, que traz maior qualidade de vida para quem vive com essas condições. A demanda para incorporação dos dois procedimentos é do próprio ministério e foi recomendada pela Conitec.

Esses transplantes são indicados para casos de falência intestinal, quando o intestino não consegue mais digerir ou absorver os nutrientes essenciais para o corpo, além de ser útil no tratamento de tumores abdominais e outras complicações graves. Tais condições raras não tinham tratamento definitivo disponível no Brasil.

Na avaliação do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), Carlos Gadelha, ao oferecer esse tipo de transplante, o SUS reforça seu compromisso em atender de forma equitativa e eficaz, proporcionando a essas pessoas uma chance real de recuperação e melhor qualidade de vida.

“Essa inclusão no SUS representa mais uma ação importante do sistema de saúde brasileiro para garantir o acesso a tratamentos de alta complexidade e que tragam qualidade de vida para a população, especialmente para pacientes com condições raras e graves”, afirma Gadelha.

Pessoas com falência intestinal contavam, até então, com tratamentos paliativos no SUS, que envolvem, entre alternativas, a nutrição parenteral – quando os nutrientes são administrados diretamente na corrente sanguínea, geralmente por meio de uma veia. Embora seja considerada fundamental para o cuidado de pacientes com essas condições, a nutrição pode trazer consequências para a saúde de pacientes, o que muitas vezes impossibilita a continuidade do tratamento.

Os dois procedimentos estavam disponíveis pelo SUS em alguns hospitais, devido a convênios estabelecidos pelo Ministério da Saúde com hospitais de excelência, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A iniciativa possibilitou que a incorporação fosse realizada em um cenário de capacidade técnica já instalada no país, o que permitiu a ampliação.

Mais qualidade de vida

Estudos mostram que, atualmente, cerca de 15 pacientes por ano precisam desses transplantes. Embora o processo seja complexo e a recuperação longa, ele oferece uma melhora significativa, permitindo uma rotina mais próxima da normalidade.

Além do custo do transplante em si, também foram levados em conta os gastos com a manutenção da saúde dos pacientes, que muitas vezes enfrentam complicações durante o tratamento. Um fator importante para a decisão de incluir tais procedimentos no SUS foi a necessidade de integrá-los ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), um dos maiores e mais eficientes do mundo.

Diferenças

Confira as principais diferenças entre os dois tipos de procedimento:

  • Transplante de intestino delgado (TID)

Procedimento cirúrgico que envolve a substituição do intestino delgado doente por um intestino saudável de um doador;

Indicado, principalmente, em casos de com falência intestinal grave ou complicação da nutrição parenteral total (NPT).

  • Transplante Multivisceral (TMV)

Procedimento cirúrgico em que dois ou mais órgãos abdominais (estômago, pâncreas, intestino delgado, fígado e, às vezes, o cólon) são transplantados ao mesmo tempo;

Indicado em casos em que múltiplos órgãos do sistema digestivo estão comprometidos e não podem ser tratados de forma eficaz com terapias convencionais ou transplantes de órgãos isolados.

As informações são do Ministério da Saúde.

Sesa e Hemepar convocam doadores para manter estoques de sangue durante o Carnaval

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) e das 23 unidades da Hemorrede, convoca os paranaenses para que agendem e doem sangue a fim de manter os estoques do Estado. O chamamento é reforçado especialmente com a proximidade do Carnaval, considerando que a demanda por sangue costuma aumentar nesta época nos 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos atendidos com as doações.

“O número de traumas infelizmente aumenta durante os feriados e por isso as doações de sangue são fundamentais. Não há substituto para o sangue. Convocamos a todos os paranaenses que estejam aptos a doar, que agendem a doação de sangue na unidade mais próxima da sua casa para continuarmos salvando vidas”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto.

O Hemepar ressalta que, devido à validade das bolsas de sangue, e também visando um atendimento mais rápido, é importante que os doadores agendem as doações com antecedência. Esse agendamento pode ser feito online, por meio do site da Sesa ou telefone e WhatsApp das unidades. Os contatos podem ser encontrados AQUI.

DADOS – No ano passado, a Hemorrede registrou 202.179 doações, numa média de mais de 16,8 mil doações por mês. Somente este ano, já foram registradas 30.671 doações até esta segunda-feira (24). O sangue captado pelas unidades é utilizado para atender a demanda de 93% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná.

“Cada doação produz em média 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes que são as hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado, que é um plasma fresco congelado, por isso cada bolsa ajudar a salvar até quatro vidas”, disse a diretora do Hemepar, Vívian Patrícia Raksa.

QUEM PODE DOAR – Para doar é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

Confira a programação das unidades do Hemepar para coleta no feriado:

1ª Regional de Saúde (RS) – PARANAGUÁ: 3 e 4 fechado, abre dia 5 – 13h.

2ª RS – CURITIBA: Atendimento normal todos os dias.

2ª RS – BIOBANCO: 3 e 4 fechado, abre dia 5 – 14h.

3ª RS – PONTA GROSSA: dia 3 fechado, dia 4 coletas das 8h às 11h e dia 5 atendimento normal.

4ª RS – IRATI: 3 e 4 fechado, abre dia 5 – 13h.

5ª RS – GUARAPUAVA:  dia 3 – das 10h às 14h, dia 4 – das 8h às 14h – dia 5 – 10h às 14h.

6ª RS – UNIÃO DA VITÓRIA: dia 3 – coleta das 13h às 16h, dia 4 fechado e dia 5 – coleta das 13h às 16h.

7ª RS – PATO BRANCO: dia 3 aberto, dia 4 fechado, dia 5 aberto.

8ª RS – FRANCISCO BELTRÃO: dia 3 aberto, dia 4 fechado, dia 5 aberto.

9ª RS – FOZ DO IGUAÇU: dia 3 aberto, dia 4 fechado e dia 5 aberto.

10ª RS – CASCAVEL: 3 e 4 fechado, dia 5 atendimento normal.

11ª RS – CAMPO MOURÃO: dia 3 aberto, dia 4 fechado e dia 5 aberto.

12ª RS – UMUARAMA: dia 3 aberto, dia 4 fechado e dia 5 aberto.

13ª RS – CIANORTE: dia 3 e 4 fechado, dia 5 aberto após às 13h.

14ª RS – PARANAVAÍ: dia 3, aberto até o almoço – dia 4 fechado, e dia 5 atendimento normal.

15ª RS – MARINGÁ: dia 3 e 4 fechado e dia 5 aberto das 7h às 18h30.

16ª RS – APUCARANA: dia 3 das 8h30 às 10h e das 12h às 18h30, dia 4 e 5 fechado.

17ª RS – LONDRINA: 3 e 4 fechado, dia 5 aberto.

18ª RS – CORNÉLIO PROCÓPIO: 3, 4 e 5 fechado.

19ª RS – JACAREZINHO: 3 e 4 fechado, dia 5 aberto.

20ª RS – TOLEDO: dia 3 e 4 fechado, dia 5 atendimento normal.

21ª RS – TELÊMACO BORBA: 3 e 4 fechado e dia 5 abre às 13h.

22ª RS – IVAIPORÃ: não realiza coletas.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Ministério da Saúde fará campanha para estimular a vacinação de adolescentes contra o HPV

No Brasil há pelo menos 7 milhões de adolescentes entre 15 a 19 anos que não estão vacinados contra o HPV, apesar de já terem saído da faixa etária adequada para receber o imunizante, que é de 9 a 14 anos. Por isso, o Ministério da Saúde vai realizar ao longo deste ano uma campanha de resgate, para identificar e vacinar esses adolescentes.

O HPV é o vírus responsável por quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras. Ele também pode causar câncer no ânus, pênis, vagina e garganta. A vacina disponível atualmente no Sistema Único de Saúde protege contra os quatro subtipos que mais provocam câncer e também verrugas e feridas nos órgãos genitais.

A vacina tem maior eficácia se for aplicada antes do início da vida sexual, porque isso diminui muito as chances de uma infecção prévia, já que a via sexual é a principal forma de transmissão do HPV. Por isso, a faixa etária da vacinação de rotina vai de 9 a 14 anos.

A consultora médica da Fundação do Câncer Flavia Correa ressalta que é fundamental resgatar quem não foi vacinado, para que o Brasil avance rumo à meta de eliminar o câncer de colo do útero. Segundo ela, quando o país começou a vacinação contra o HPV, em 2014, houve uma cobertura excelente na primeira dose, chegando a quase 100%. Já na segunda dose, teve uma queda muito grande, porque houve muito terrorismo contra a vacina.

“Depois disso, a gente teve a pandemia de covid-19, quando despencou a cobertura de todas as vacinas e agora a gente está num momento de recuperar essas coberturas vacinais. E a vacina protege contra quatro tipos de vírus. Então, mesmo que a pessoa tenha tido contato com um desses tipos, pode não ter tido contato com os outros. Então, ainda existe um benefício”, explica a médica.

Estratégias

Inicialmente, a ação é voltada para 121 municípios com as piores coberturas vacinais. Neles, vivem quase 3 milhões de adolescentes de ambos os gêneros não vacinados contra o HPV. A meta é que pelo menos 90% deles receba o imunizante. Quem não tiver certeza se tomou a vacina também deverá ser imunizado por precaução.

Para garantir a campanha de resgate, todos os estados contemplados devem solicitar doses extras da vacina contra o HPV ao Ministério da Saúde, que vai se encarregar da compra e distribuição. Em uma cartilha lançada essa semana com orientações aos municípios, a pasta recomenda que também seja feita a vacinação fora das unidades de saúde, em locais como escolas e shoppings.

A cartilha destaca que a vacinação de rotina, para meninas e meninos de 9 a 14 anos, deve continuar normalmente. Desde abril do ano passado, o esquema vacinal é de apenas uma dose. A vacina contra o HPV é contraindicada apenas para gestantes e pessoas com hipersensibilidade grave ou alergia a levedura.

A consultora médica Flávia Correa lembra ainda que o imunizante é bastante seguro: “Já foram mais de 500 milhões de doses aplicadas no mundo todo. Ela tem um perfil de segurança ótimo. Os países que introduziram a vacinação há mais tempo já tiveram uma diminuição na prevalência de infecção de HPV e até na incidência de câncer de colo do útero. Ela é muito eficaz. Sempre que você tem prevenção primária, essa é a melhor maneira de evitar as doenças”, alerta a especialista.

As informações são da Agência Brasil

Simepar convoca Assembleia para deliberar sobre a pauta de reivindicações dos/as médicos/as para 2025

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) está convocando a categoria médica para discutir e deliberar sobre a pauta de reivindicação dos profissionais da medicina para  2025-2026. Essa será a pauta que vai balizar os acordos coletivos de trabalho, convenções e eventuais dissídios para as médicas e médicos.

A assembleia será realizada de maneira híbrida, possibilitando a participação dos profissionais de todo o Estado. Para participar, será necessário solicitar um link pelo e-mail juridico@simepar.com.br no dia da assembleia, (24 de março de 2025), até às 17 horas.

Confira o Edital com a pauta prevista para debate:

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os médicos, para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 24 de março de 2025, às dezoito horas em primeira convocação, às dezenove horas em segunda convocação e às vinte horas em terceira e última convocação, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A Assembleia será híbrida e com exceção da mesa diretiva, que estará presente, os demais deverão solicitar link da assembleia pelo e-mail juridico@simepar.com.br no dia da assembleia, (24 de março de 2025), até às 17 horas.

  1. Discussão, deliberação e aprovação ou não da conveniência de celebração de convenção coletiva e/ou acordo coletivo de trabalho abrangendo a categoria profissional representada e as categorias econômicas respectivas;
  2. No caso de aprovação, discussão e estabelecimento das condições econômicas e sociais, mediante cláusulas contidas em Pauta de Reivindicações a ser apresentada na Negociação Coletiva de Trabalho para o período de 01 de novembro de 2025 a 31 de outubro de 2026 ou outro período no caso de acordos coletivos;
  3. No caso de não aprovação, discussão e estabelecimento de formas legais e políticas a serem adotadas;
  4. Discussão e deliberação, aprovando ou não, a concessão de poderes à Diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR para a negociação das propostas aprovadas pela assembleia Geral com as representações da categoria patronal e celebrar as convenções e os acordos coletivos de trabalho, após aprovação da assembleia extraordinária ou plebiscitária;
  5. Frustrada a negociação coletiva referida nos itens anteriores, discussão e deliberação, aprovando ou não, a concessão de poderes à Diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR para, de acordo com alternativa constitucional, eleger arbitro(s) para mediar o conflito;
  6. Frustrada a negociação coletiva com vistas à Convenção e/ou Acordos Coletivos de Trabalho, discussão e deliberação, aprovando ou não, a alternativa constitucional de ajuizamento do competente dissídio coletivo no caso das negociações não se concretizarem em nível administrativo dentro do prazo legal;
  7. Discussão e deliberação, aprovando ou não, a alternativa de que as cláusulas sociais da proposta para Convenção e/ou Acordos Coletivos de Trabalho se constituir a base para a ação de dissídio coletivo, tanto para julgamento quanto para acordo, no caso de não formalização;
  8. Discussão e deliberação, aprovando ou não, a alternativa de que as cláusulas econômicas da proposta para Convenção e/ou Acordos Coletivos de Trabalho se constituir a base para a ação de dissídio coletivo, tanto para julgamento quanto para acordo, no caso de não formalização, em razão de natureza eminentemente alimentar, conforme sustentam os Incisos V, XI, XVI, XXI e XXIII, do artigo 7º, da CF/88;
  9. Discussão, estabelecimento e deliberação, aprovando ou não, a Contribuição (negocial) assistencial e confederativa a ser incorporada na proposta para a ação de dissídio coletivo, nos termos da decisão do Supremo Tribunal Federal. Aqueles que quiserem se opor à contribuição deverão promovê-la expressamente em até dez dias da publicação do presente edital;
  10. Deliberação quanto a manter ou não, em aberta a assembleia geral da categoria até a resolução final da lide;
  11. Deliberação acerca da oportunidade de deflagração de movimento paredista;
  12. Discussão e deliberação de pautas específicas dos empregados de entidades vinculadas a planos de saúde, serviços de atendimentos móveis, entidades da Administração Pública (Fundações Públicas, Consórcios Público, etc) dentre outros;
  13. Discussão e deliberação acerca de acordo nas ações judiciais em trâmite e que beneficiam a categoria, em especial aquelas em face da Fundação Estatal de Atenção em Saúde de Curitiba (FEAS) e outras entidades da administração Pública.

Curitiba, 13 de fevereiro de 2025.

Marlus Volney de Morais
Diretor Presidente

Sesa reforça orientação para que Municípios ofertem profilaxia de prevenção contra o HIV/Aids

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) intensifica a orientação aos municípios para que participem do esforço para ampliar a cobertura, no Estado, da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) – uma dose combinada de dois medicamentos diários utilizados para prevenir a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). A Sesa enfatiza a importância de os municípios ofertarem esta combinação, que se reflete na diminuição dos casos novos de HIV/Aids.

A orientação para a adesão ao uso da PrPE foi reforçada às 22 Regionais de Saúde do Estado em uma videoconferência realizada na última semana, com representantes dos serviços públicos municipais e entidades que atuam com acolhimento, monitoramento e tratamento da infecção. Além da reunião virtual, que contou com 258 profissionais, a Sesa publicou a Nota Orientativa nº 03/2025 para auxiliar nessa ampliação.

Desde 2019 a Sesa, por meio da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, vem conscientizando os gestores municipais sobre a importância da ampliação do acesso à PrEP. Ela auxilia no controle do HIV/Aids nas populações com risco acrescido de se infectar pelo vírus.

Atualmente, o Paraná tem uma cobertura de PrEP em 48% do território – equivalente a 196 municípios com fluxo estabelecido para o uso desta profilaxia.

De acordo com a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti Lopes, a intenção é aumentar esse número, possibilitando que essa ferramenta, já comprovada como forma efetiva de prevenção do HIV, esteja acessível à população e seja ampliada consideravelmente.

“A oferta da PrEP representa mais descentralização de serviços e a meta é alcançar mais pessoas que estão dentro da indicação de uso. Por isso, é fundamental que as gestões municipais se mobilizem para implementar e divulgar amplamente essa oferta”, afirmou.

PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO – Além dos medicamentos, a pessoa em PrEP realiza acompanhamento regular de saúde, com testagem para o HIV, outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e avaliação das funções hepáticas. A PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) que bloqueiam algumas formas que o HIV usa para infectar o organismo. Existem duas modalidades de PrEP indicadas: a PrEP diária e a PrEP sob demanda.

A diária consiste na tomada contínua dos comprimidos, indicada para qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade ao HIV. Já a modalidade sob demanda é somente quando a pessoa tiver uma possível exposição de risco ao HIV. Neste caso, seriam quatro comprimidos, dois de 2h a 24h antes da relação sexual, um 24 horas após a dose inicial e outro 48 horas após a primeira dose.

“A ampliação da disponibilidade de PrEP apoia a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de eliminar a epidemia de Aids como um problema de saúde pública até 2030”, ressalta Mara Franzoloso, chefe da Divisão de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Sesa.

REDE DE APOIO – Todos os médicos e enfermeiros da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) podem prescrever a PrEP, desde que o usuário esteja dentro dos critérios para adesão. Em todas as regionais de saúde, ao menos um serviço oferece o medicamento, que é indicado para população vulnerável e que tenha maior risco de entrar em contato com HIV.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Boletim semanal da dengue confirma 1.598 novos casos e mais uma morte no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, publicou nesta terça-feira (18) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados 1.598 novos casos da doença e mais um óbito.

Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 28.401 notificações, 5.323 diagnósticos confirmados e dois óbitos em decorrência da dengue.

O novo óbito, ocorrido em 24 de janeiro de 2025, é de uma paciente de 43 anos, com comorbidades e que residia no município de Carlópolis, na 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho. No total, 367 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 216 tiveram casos confirmados.

As regionais com mais casos confirmados neste período epidemiológico são a de Paranavaí (1.726); de Londrina (1.075); de Umuarama (391); Cianorte (387) e Maringá (371). As com menos registros são Irati (1), União da Vitória (3), Campo Mourão (4), Ivaiporã (8) e Pato Branco (16).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação traz, ainda, dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 162 casos de Chikungunya, com um total de 529 notificações da doença no Estado. No que se refere ao Zika Vírus, até o momento foram registradas 14 notificações, sem casos confirmados.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

SUS incorpora vacina para proteger gestantes e bebês do vírus sincicial respiratório

O Ministério da Saúde vai incorporar duas novas tecnologias para prevenir complicações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções respiratórias graves em bebês. A medida faz parte de uma estratégia para reduzir a mortalidade infantil associada ao vírus, por meio da imunização ativa de gestantes e bebês prematuros. Na última quinta-feira (13), a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou a incorporação dessas tecnologias.

Os estudos apresentados à Conitec mostram que a vacina para gestantes pode prevenir aproximadamente 28 mil internações anuais. A estratégia combinada irá proteger cerca de 2 milhões de bebês em seus primeiros meses de vida, idade mais vulnerável a complicações. O vírus sincicial é associado a casos de bronquiolite. “A introdução dessas tecnologias representa um avanço significativo na proteção das nossas crianças, com redução das internações diante do alto número de casos. É um marco da nossa política de imunização e no cuidado de gestantes e bebês”, destaca a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

As tecnologias recomendadas são o anticorpo monoclonal nirsevimabe, indicado para proteger bebês prematuros e crianças até 2 anos nascidas com comorbidades, e a vacina recombinante contra os vírus sinciciais respiratórios A e B, dada em gestantes para proteger os bebês nos primeiros meses de vida. Ambas foram avaliadas durante a 137ª Reunião Ordinária da Conitec, que considerou o impacto positivo dessas medidas na prevenção de hospitalizações e óbitos infantis.

A portaria do Ministério da Saúde incorporando as duas tecnologias será publicada nos próximos dias. Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Carlos Gadelha esse é um importante avanço para o SUS. “Isso mostra a ciência à serviço da saúde da população brasileira. Se quisermos ter o SUS, como um sistema universal, bem-estar social e sustentabilidade ambiental, precisamos colocar o mundo material e o mundo da economia a serviço da vida da nossa população”, ressaltou.

Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

Dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) indicam que o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Estima-se que uma em cada cinco crianças infectadas pelo VSR necessite de atendimento ambulatorial, enquanto uma em cada 50 seja hospitalizada no primeiro ano de vida. Entre 2018 e 2024, foram registradas 83.740 internações de bebês prematuros (menos de 37 semanas) devido a complicações relacionadas ao vírus, como bronquite, bronquiolite e pneumonia.

Até então, a principal opção disponível para a prevenção do VSR no SUS era o palivizumabe, destinado a bebês prematuros extremos (com até 28 semanas de gestação) e crianças com até dois anos de idade que apresentassem doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita grave. Com a incorporação do nirsevimabe, a expectativa é ampliar a proteção para 300 mil crianças a mais do que o protocolo atual. Já a vacina para gestantes tem potencial para beneficiar cerca de 2 milhões de nascidos vivos.

Entenda as tecnologias

O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que fornece proteção imediata contra o VSR, sem necessidade de estimular o sistema imunológico da criança a produzir seus próprios anticorpos. Isso o torna especialmente útil para bebês prematuros e crianças com menos de dois anos que apresentam comorbidades.

Já a vacina recombinante contra os vírus sinciciais A e B induz uma resposta imunológica na mãe, garantindo que o recém-nascido receba anticorpos já na gestação, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade.

A estratégia é fruto do trabalho integrado da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (SAPS), do Programa Nacional de Imunizações (SVSA) e do Departamento de Assistência Farmacêutica (SECTICS). A iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Saúde em reduzir a mortalidade infantil e diminuir a pressão no sistema de saúde, que enfrenta grande sobrecarga durante os períodos de alta circulação do VSR.

As informações são do Ministério da Saúde.