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Secretaria da Saúde reforça importância da prevenção e vacinação contra a febre amarela

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância dos cuidados e da vacinação da população para a febre amarela, considerando a Nota Técnica conjunta Nº 27/2025, emitida pelo Ministério da Saúde, que informa o aumento da transmissão da febre amarela nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Roraima e Tocantins. A nota, encaminhada às Secretarias de Saúde, destaca que o período sazonal da doença vai de dezembro a maio e recomenda a intensificação das ações de vigilância e de imunização nas áreas consideradas de risco.

Com a proximidade do Carnaval e de outros feriados, é fundamental que as pessoas que planejam se deslocar para áreas com registro de transmissão de febre amarela ou para áreas rurais e de mata verifiquem a carteira de vacinação e, caso ainda não estejam vacinadas contra a doença, procurem as Unidades de Saúde com pelo menos dez dias de antecedência para se vacinarem, evitando a exposição a áreas e situações de risco sem proteção.

Atualmente no Paraná existem 20 casos humanos notificados, e destes, 14 foram descartados e seis estão em investigação. O último caso autóctone de febre amarela foi em 2019. Em 2022 foi confirmado um caso humano importado, com Local Provável de Infecção (LPI) o estado de Tocantins (TO), que evoluiu para cura.

EPIZOOTIA – No período sazonal, com a elevada temperatura e altos índices pluviométricos, tem-se um aumento da densidade vetorial e replicação viral, favorecendo o adoecimento ou morte de primatas não humanos (PNH). Além disso, fatores como redução das notificações em PNH e baixas coberturas vacinais em humanos podem contribuir para um aumento do número de casos nesse período.

A vigilância de epizootias em PNH consiste essencialmente em captar informações sobre adoecimento ou morte de PNH e investigar adequadamente esses eventos, com a finalidade de subsidiar a tomada de decisão para a adoção de medidas de prevenção e de controle, reduzindo assim o número de casos humanos.

De acordo com informações da Vigilância Ambiental da Sesa, até o momento não há epizootias confirmadas no Paraná para febre amarela durante o período epidemiológico 2024-2025. A última epizootia confirmada no Estado ocorreu no município Fernandes Pinheiro, período epidemiológico 2022-2023.

VACINA – Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o verão é o período de maior ocorrência de doenças transmitidas por mosquitos, como a febre amarela. Mesmo sem casos humanos ou epizootias ressalta a necessidade de se receber a dose da vacina contra a doença, que está disponível em toda a rede de saúde.

“A vacina é a forma mais eficaz de se proteger contra a doença. Desde 2018, todos os municípios do Estado passaram a ser área com recomendação vacinal contra a febre amarela, por isso nossa recomendação de fazer essa atualização”, afirmou. A vacina está disponível nas unidades de saúde de todo Estado. Quem tem entre 9 meses de idade e 59 anos e nunca tomou uma dose deve se vacinar

DOENÇA – A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, de evolução abrupta e gravidade variável, com elevada letalidade nas suas formas graves. A doença é causada por um vírus transmitido por mosquitos, e possui dois ciclos de transmissão (urbano e silvestre). No ciclo urbano, a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. No ciclo silvestre, os transmissores são mosquitos com hábitos predominantemente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes.

Os sintomas são febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dor no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Possui rápida evolução, onde cerca de 10% dos casos, evolui para formas graves com icterícia (amarelão da pele), dor abdominal intensa, sangramentos no sistema digestivo (vômitos ou fezes com sangue), pele ou urina e falência renal. Por isso a importância de identificar a doença precocemente para realizar os cuidados médicos necessários.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Boletim semanal aponta dois óbitos e 1.785 novos casos de dengue no Paraná

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, divulgou nesta terça-feira (25) o informe semanal da dengue. O boletim registra 1.785 novos casos da doença e dois óbitos no Paraná.

Desde o início do novo ano epidemiológico de 2025, o Estado já contabiliza 36.804 notificações, 7.108 casos confirmados e quatro mortes em decorrência da dengue.

Os dois óbitos registrados no informe desta semana ocorreram em janeiro de 2025. Uma das vítimas é um paciente de 61 anos, residente em Cianorte (13ª RS), que tinha doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). O outro caso é de uma mulher de 58 anos, sem comorbidades, moradora de Porecatu (17ª RS).

No total, 374 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 240 possuem casos confirmados.

As Regionais da Saúde com os mais números de casos confirmados neste período epidemiológico são a Paranavaí (2.250); de Londrina (1.387); de Umuarama (623); Maringá (537) e Cianorte (443).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação traz ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 279 casos de Chikungunya, com um total de 746 notificações da doença no Estado. No que se refere ao Zika Vírus, até o momento foram registradas 18 notificações e nenhum caso foi confirmado.

Confira o Informe Semanal completo AQUI . Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

SUS passa a oferecer transplante de intestino delgado e multivisceral

Pessoas com falência intestinal ou com outras condições raras relacionadas à insuficiência do intestino e outros órgãos abdominais terão uma importante alternativa de tratamento no Brasil. O Ministério da Saúde incorporou o transplante de intestino delgado e multivisceral ao SUS e passa a ofertar alternativa de tratamento definitivo, que traz maior qualidade de vida para quem vive com essas condições. A demanda para incorporação dos dois procedimentos é do próprio ministério e foi recomendada pela Conitec.

Esses transplantes são indicados para casos de falência intestinal, quando o intestino não consegue mais digerir ou absorver os nutrientes essenciais para o corpo, além de ser útil no tratamento de tumores abdominais e outras complicações graves. Tais condições raras não tinham tratamento definitivo disponível no Brasil.

Na avaliação do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), Carlos Gadelha, ao oferecer esse tipo de transplante, o SUS reforça seu compromisso em atender de forma equitativa e eficaz, proporcionando a essas pessoas uma chance real de recuperação e melhor qualidade de vida.

“Essa inclusão no SUS representa mais uma ação importante do sistema de saúde brasileiro para garantir o acesso a tratamentos de alta complexidade e que tragam qualidade de vida para a população, especialmente para pacientes com condições raras e graves”, afirma Gadelha.

Pessoas com falência intestinal contavam, até então, com tratamentos paliativos no SUS, que envolvem, entre alternativas, a nutrição parenteral – quando os nutrientes são administrados diretamente na corrente sanguínea, geralmente por meio de uma veia. Embora seja considerada fundamental para o cuidado de pacientes com essas condições, a nutrição pode trazer consequências para a saúde de pacientes, o que muitas vezes impossibilita a continuidade do tratamento.

Os dois procedimentos estavam disponíveis pelo SUS em alguns hospitais, devido a convênios estabelecidos pelo Ministério da Saúde com hospitais de excelência, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). A iniciativa possibilitou que a incorporação fosse realizada em um cenário de capacidade técnica já instalada no país, o que permitiu a ampliação.

Mais qualidade de vida

Estudos mostram que, atualmente, cerca de 15 pacientes por ano precisam desses transplantes. Embora o processo seja complexo e a recuperação longa, ele oferece uma melhora significativa, permitindo uma rotina mais próxima da normalidade.

Além do custo do transplante em si, também foram levados em conta os gastos com a manutenção da saúde dos pacientes, que muitas vezes enfrentam complicações durante o tratamento. Um fator importante para a decisão de incluir tais procedimentos no SUS foi a necessidade de integrá-los ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), um dos maiores e mais eficientes do mundo.

Diferenças

Confira as principais diferenças entre os dois tipos de procedimento:

  • Transplante de intestino delgado (TID)

Procedimento cirúrgico que envolve a substituição do intestino delgado doente por um intestino saudável de um doador;

Indicado, principalmente, em casos de com falência intestinal grave ou complicação da nutrição parenteral total (NPT).

  • Transplante Multivisceral (TMV)

Procedimento cirúrgico em que dois ou mais órgãos abdominais (estômago, pâncreas, intestino delgado, fígado e, às vezes, o cólon) são transplantados ao mesmo tempo;

Indicado em casos em que múltiplos órgãos do sistema digestivo estão comprometidos e não podem ser tratados de forma eficaz com terapias convencionais ou transplantes de órgãos isolados.

As informações são do Ministério da Saúde.

Sesa e Hemepar convocam doadores para manter estoques de sangue durante o Carnaval

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) e das 23 unidades da Hemorrede, convoca os paranaenses para que agendem e doem sangue a fim de manter os estoques do Estado. O chamamento é reforçado especialmente com a proximidade do Carnaval, considerando que a demanda por sangue costuma aumentar nesta época nos 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos atendidos com as doações.

“O número de traumas infelizmente aumenta durante os feriados e por isso as doações de sangue são fundamentais. Não há substituto para o sangue. Convocamos a todos os paranaenses que estejam aptos a doar, que agendem a doação de sangue na unidade mais próxima da sua casa para continuarmos salvando vidas”, afirmou o secretário da Saúde, Beto Preto.

O Hemepar ressalta que, devido à validade das bolsas de sangue, e também visando um atendimento mais rápido, é importante que os doadores agendem as doações com antecedência. Esse agendamento pode ser feito online, por meio do site da Sesa ou telefone e WhatsApp das unidades. Os contatos podem ser encontrados AQUI.

DADOS – No ano passado, a Hemorrede registrou 202.179 doações, numa média de mais de 16,8 mil doações por mês. Somente este ano, já foram registradas 30.671 doações até esta segunda-feira (24). O sangue captado pelas unidades é utilizado para atender a demanda de 93% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná.

“Cada doação produz em média 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes que são as hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado, que é um plasma fresco congelado, por isso cada bolsa ajudar a salvar até quatro vidas”, disse a diretora do Hemepar, Vívian Patrícia Raksa.

QUEM PODE DOAR – Para doar é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

Confira a programação das unidades do Hemepar para coleta no feriado:

1ª Regional de Saúde (RS) – PARANAGUÁ: 3 e 4 fechado, abre dia 5 – 13h.

2ª RS – CURITIBA: Atendimento normal todos os dias.

2ª RS – BIOBANCO: 3 e 4 fechado, abre dia 5 – 14h.

3ª RS – PONTA GROSSA: dia 3 fechado, dia 4 coletas das 8h às 11h e dia 5 atendimento normal.

4ª RS – IRATI: 3 e 4 fechado, abre dia 5 – 13h.

5ª RS – GUARAPUAVA:  dia 3 – das 10h às 14h, dia 4 – das 8h às 14h – dia 5 – 10h às 14h.

6ª RS – UNIÃO DA VITÓRIA: dia 3 – coleta das 13h às 16h, dia 4 fechado e dia 5 – coleta das 13h às 16h.

7ª RS – PATO BRANCO: dia 3 aberto, dia 4 fechado, dia 5 aberto.

8ª RS – FRANCISCO BELTRÃO: dia 3 aberto, dia 4 fechado, dia 5 aberto.

9ª RS – FOZ DO IGUAÇU: dia 3 aberto, dia 4 fechado e dia 5 aberto.

10ª RS – CASCAVEL: 3 e 4 fechado, dia 5 atendimento normal.

11ª RS – CAMPO MOURÃO: dia 3 aberto, dia 4 fechado e dia 5 aberto.

12ª RS – UMUARAMA: dia 3 aberto, dia 4 fechado e dia 5 aberto.

13ª RS – CIANORTE: dia 3 e 4 fechado, dia 5 aberto após às 13h.

14ª RS – PARANAVAÍ: dia 3, aberto até o almoço – dia 4 fechado, e dia 5 atendimento normal.

15ª RS – MARINGÁ: dia 3 e 4 fechado e dia 5 aberto das 7h às 18h30.

16ª RS – APUCARANA: dia 3 das 8h30 às 10h e das 12h às 18h30, dia 4 e 5 fechado.

17ª RS – LONDRINA: 3 e 4 fechado, dia 5 aberto.

18ª RS – CORNÉLIO PROCÓPIO: 3, 4 e 5 fechado.

19ª RS – JACAREZINHO: 3 e 4 fechado, dia 5 aberto.

20ª RS – TOLEDO: dia 3 e 4 fechado, dia 5 atendimento normal.

21ª RS – TELÊMACO BORBA: 3 e 4 fechado e dia 5 abre às 13h.

22ª RS – IVAIPORÃ: não realiza coletas.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Ministério da Saúde fará campanha para estimular a vacinação de adolescentes contra o HPV

No Brasil há pelo menos 7 milhões de adolescentes entre 15 a 19 anos que não estão vacinados contra o HPV, apesar de já terem saído da faixa etária adequada para receber o imunizante, que é de 9 a 14 anos. Por isso, o Ministério da Saúde vai realizar ao longo deste ano uma campanha de resgate, para identificar e vacinar esses adolescentes.

O HPV é o vírus responsável por quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras. Ele também pode causar câncer no ânus, pênis, vagina e garganta. A vacina disponível atualmente no Sistema Único de Saúde protege contra os quatro subtipos que mais provocam câncer e também verrugas e feridas nos órgãos genitais.

A vacina tem maior eficácia se for aplicada antes do início da vida sexual, porque isso diminui muito as chances de uma infecção prévia, já que a via sexual é a principal forma de transmissão do HPV. Por isso, a faixa etária da vacinação de rotina vai de 9 a 14 anos.

A consultora médica da Fundação do Câncer Flavia Correa ressalta que é fundamental resgatar quem não foi vacinado, para que o Brasil avance rumo à meta de eliminar o câncer de colo do útero. Segundo ela, quando o país começou a vacinação contra o HPV, em 2014, houve uma cobertura excelente na primeira dose, chegando a quase 100%. Já na segunda dose, teve uma queda muito grande, porque houve muito terrorismo contra a vacina.

“Depois disso, a gente teve a pandemia de covid-19, quando despencou a cobertura de todas as vacinas e agora a gente está num momento de recuperar essas coberturas vacinais. E a vacina protege contra quatro tipos de vírus. Então, mesmo que a pessoa tenha tido contato com um desses tipos, pode não ter tido contato com os outros. Então, ainda existe um benefício”, explica a médica.

Estratégias

Inicialmente, a ação é voltada para 121 municípios com as piores coberturas vacinais. Neles, vivem quase 3 milhões de adolescentes de ambos os gêneros não vacinados contra o HPV. A meta é que pelo menos 90% deles receba o imunizante. Quem não tiver certeza se tomou a vacina também deverá ser imunizado por precaução.

Para garantir a campanha de resgate, todos os estados contemplados devem solicitar doses extras da vacina contra o HPV ao Ministério da Saúde, que vai se encarregar da compra e distribuição. Em uma cartilha lançada essa semana com orientações aos municípios, a pasta recomenda que também seja feita a vacinação fora das unidades de saúde, em locais como escolas e shoppings.

A cartilha destaca que a vacinação de rotina, para meninas e meninos de 9 a 14 anos, deve continuar normalmente. Desde abril do ano passado, o esquema vacinal é de apenas uma dose. A vacina contra o HPV é contraindicada apenas para gestantes e pessoas com hipersensibilidade grave ou alergia a levedura.

A consultora médica Flávia Correa lembra ainda que o imunizante é bastante seguro: “Já foram mais de 500 milhões de doses aplicadas no mundo todo. Ela tem um perfil de segurança ótimo. Os países que introduziram a vacinação há mais tempo já tiveram uma diminuição na prevalência de infecção de HPV e até na incidência de câncer de colo do útero. Ela é muito eficaz. Sempre que você tem prevenção primária, essa é a melhor maneira de evitar as doenças”, alerta a especialista.

As informações são da Agência Brasil

Simepar convoca Assembleia para deliberar sobre a pauta de reivindicações dos/as médicos/as para 2025

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) está convocando a categoria médica para discutir e deliberar sobre a pauta de reivindicação dos profissionais da medicina para  2025-2026. Essa será a pauta que vai balizar os acordos coletivos de trabalho, convenções e eventuais dissídios para as médicas e médicos.

A assembleia será realizada de maneira híbrida, possibilitando a participação dos profissionais de todo o Estado. Para participar, será necessário solicitar um link pelo e-mail juridico@simepar.com.br no dia da assembleia, (24 de março de 2025), até às 17 horas.

Confira o Edital com a pauta prevista para debate:

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os médicos, para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 24 de março de 2025, às dezoito horas em primeira convocação, às dezenove horas em segunda convocação e às vinte horas em terceira e última convocação, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A Assembleia será híbrida e com exceção da mesa diretiva, que estará presente, os demais deverão solicitar link da assembleia pelo e-mail juridico@simepar.com.br no dia da assembleia, (24 de março de 2025), até às 17 horas.

  1. Discussão, deliberação e aprovação ou não da conveniência de celebração de convenção coletiva e/ou acordo coletivo de trabalho abrangendo a categoria profissional representada e as categorias econômicas respectivas;
  2. No caso de aprovação, discussão e estabelecimento das condições econômicas e sociais, mediante cláusulas contidas em Pauta de Reivindicações a ser apresentada na Negociação Coletiva de Trabalho para o período de 01 de novembro de 2025 a 31 de outubro de 2026 ou outro período no caso de acordos coletivos;
  3. No caso de não aprovação, discussão e estabelecimento de formas legais e políticas a serem adotadas;
  4. Discussão e deliberação, aprovando ou não, a concessão de poderes à Diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR para a negociação das propostas aprovadas pela assembleia Geral com as representações da categoria patronal e celebrar as convenções e os acordos coletivos de trabalho, após aprovação da assembleia extraordinária ou plebiscitária;
  5. Frustrada a negociação coletiva referida nos itens anteriores, discussão e deliberação, aprovando ou não, a concessão de poderes à Diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR para, de acordo com alternativa constitucional, eleger arbitro(s) para mediar o conflito;
  6. Frustrada a negociação coletiva com vistas à Convenção e/ou Acordos Coletivos de Trabalho, discussão e deliberação, aprovando ou não, a alternativa constitucional de ajuizamento do competente dissídio coletivo no caso das negociações não se concretizarem em nível administrativo dentro do prazo legal;
  7. Discussão e deliberação, aprovando ou não, a alternativa de que as cláusulas sociais da proposta para Convenção e/ou Acordos Coletivos de Trabalho se constituir a base para a ação de dissídio coletivo, tanto para julgamento quanto para acordo, no caso de não formalização;
  8. Discussão e deliberação, aprovando ou não, a alternativa de que as cláusulas econômicas da proposta para Convenção e/ou Acordos Coletivos de Trabalho se constituir a base para a ação de dissídio coletivo, tanto para julgamento quanto para acordo, no caso de não formalização, em razão de natureza eminentemente alimentar, conforme sustentam os Incisos V, XI, XVI, XXI e XXIII, do artigo 7º, da CF/88;
  9. Discussão, estabelecimento e deliberação, aprovando ou não, a Contribuição (negocial) assistencial e confederativa a ser incorporada na proposta para a ação de dissídio coletivo, nos termos da decisão do Supremo Tribunal Federal. Aqueles que quiserem se opor à contribuição deverão promovê-la expressamente em até dez dias da publicação do presente edital;
  10. Deliberação quanto a manter ou não, em aberta a assembleia geral da categoria até a resolução final da lide;
  11. Deliberação acerca da oportunidade de deflagração de movimento paredista;
  12. Discussão e deliberação de pautas específicas dos empregados de entidades vinculadas a planos de saúde, serviços de atendimentos móveis, entidades da Administração Pública (Fundações Públicas, Consórcios Público, etc) dentre outros;
  13. Discussão e deliberação acerca de acordo nas ações judiciais em trâmite e que beneficiam a categoria, em especial aquelas em face da Fundação Estatal de Atenção em Saúde de Curitiba (FEAS) e outras entidades da administração Pública.

Curitiba, 13 de fevereiro de 2025.

Marlus Volney de Morais
Diretor Presidente

Sesa reforça orientação para que Municípios ofertem profilaxia de prevenção contra o HIV/Aids

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) intensifica a orientação aos municípios para que participem do esforço para ampliar a cobertura, no Estado, da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) – uma dose combinada de dois medicamentos diários utilizados para prevenir a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). A Sesa enfatiza a importância de os municípios ofertarem esta combinação, que se reflete na diminuição dos casos novos de HIV/Aids.

A orientação para a adesão ao uso da PrPE foi reforçada às 22 Regionais de Saúde do Estado em uma videoconferência realizada na última semana, com representantes dos serviços públicos municipais e entidades que atuam com acolhimento, monitoramento e tratamento da infecção. Além da reunião virtual, que contou com 258 profissionais, a Sesa publicou a Nota Orientativa nº 03/2025 para auxiliar nessa ampliação.

Desde 2019 a Sesa, por meio da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, vem conscientizando os gestores municipais sobre a importância da ampliação do acesso à PrEP. Ela auxilia no controle do HIV/Aids nas populações com risco acrescido de se infectar pelo vírus.

Atualmente, o Paraná tem uma cobertura de PrEP em 48% do território – equivalente a 196 municípios com fluxo estabelecido para o uso desta profilaxia.

De acordo com a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti Lopes, a intenção é aumentar esse número, possibilitando que essa ferramenta, já comprovada como forma efetiva de prevenção do HIV, esteja acessível à população e seja ampliada consideravelmente.

“A oferta da PrEP representa mais descentralização de serviços e a meta é alcançar mais pessoas que estão dentro da indicação de uso. Por isso, é fundamental que as gestões municipais se mobilizem para implementar e divulgar amplamente essa oferta”, afirmou.

PROFILAXIA PRÉ-EXPOSIÇÃO – Além dos medicamentos, a pessoa em PrEP realiza acompanhamento regular de saúde, com testagem para o HIV, outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e avaliação das funções hepáticas. A PrEP é a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina) que bloqueiam algumas formas que o HIV usa para infectar o organismo. Existem duas modalidades de PrEP indicadas: a PrEP diária e a PrEP sob demanda.

A diária consiste na tomada contínua dos comprimidos, indicada para qualquer pessoa em situação de vulnerabilidade ao HIV. Já a modalidade sob demanda é somente quando a pessoa tiver uma possível exposição de risco ao HIV. Neste caso, seriam quatro comprimidos, dois de 2h a 24h antes da relação sexual, um 24 horas após a dose inicial e outro 48 horas após a primeira dose.

“A ampliação da disponibilidade de PrEP apoia a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de eliminar a epidemia de Aids como um problema de saúde pública até 2030”, ressalta Mara Franzoloso, chefe da Divisão de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Sesa.

REDE DE APOIO – Todos os médicos e enfermeiros da rede do Sistema Único de Saúde (SUS) podem prescrever a PrEP, desde que o usuário esteja dentro dos critérios para adesão. Em todas as regionais de saúde, ao menos um serviço oferece o medicamento, que é indicado para população vulnerável e que tenha maior risco de entrar em contato com HIV.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Boletim semanal da dengue confirma 1.598 novos casos e mais uma morte no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, publicou nesta terça-feira (18) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados 1.598 novos casos da doença e mais um óbito.

Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 28.401 notificações, 5.323 diagnósticos confirmados e dois óbitos em decorrência da dengue.

O novo óbito, ocorrido em 24 de janeiro de 2025, é de uma paciente de 43 anos, com comorbidades e que residia no município de Carlópolis, na 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho. No total, 367 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 216 tiveram casos confirmados.

As regionais com mais casos confirmados neste período epidemiológico são a de Paranavaí (1.726); de Londrina (1.075); de Umuarama (391); Cianorte (387) e Maringá (371). As com menos registros são Irati (1), União da Vitória (3), Campo Mourão (4), Ivaiporã (8) e Pato Branco (16).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação traz, ainda, dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 162 casos de Chikungunya, com um total de 529 notificações da doença no Estado. No que se refere ao Zika Vírus, até o momento foram registradas 14 notificações, sem casos confirmados.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

SUS incorpora vacina para proteger gestantes e bebês do vírus sincicial respiratório

O Ministério da Saúde vai incorporar duas novas tecnologias para prevenir complicações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções respiratórias graves em bebês. A medida faz parte de uma estratégia para reduzir a mortalidade infantil associada ao vírus, por meio da imunização ativa de gestantes e bebês prematuros. Na última quinta-feira (13), a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou a incorporação dessas tecnologias.

Os estudos apresentados à Conitec mostram que a vacina para gestantes pode prevenir aproximadamente 28 mil internações anuais. A estratégia combinada irá proteger cerca de 2 milhões de bebês em seus primeiros meses de vida, idade mais vulnerável a complicações. O vírus sincicial é associado a casos de bronquiolite. “A introdução dessas tecnologias representa um avanço significativo na proteção das nossas crianças, com redução das internações diante do alto número de casos. É um marco da nossa política de imunização e no cuidado de gestantes e bebês”, destaca a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

As tecnologias recomendadas são o anticorpo monoclonal nirsevimabe, indicado para proteger bebês prematuros e crianças até 2 anos nascidas com comorbidades, e a vacina recombinante contra os vírus sinciciais respiratórios A e B, dada em gestantes para proteger os bebês nos primeiros meses de vida. Ambas foram avaliadas durante a 137ª Reunião Ordinária da Conitec, que considerou o impacto positivo dessas medidas na prevenção de hospitalizações e óbitos infantis.

A portaria do Ministério da Saúde incorporando as duas tecnologias será publicada nos próximos dias. Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Carlos Gadelha esse é um importante avanço para o SUS. “Isso mostra a ciência à serviço da saúde da população brasileira. Se quisermos ter o SUS, como um sistema universal, bem-estar social e sustentabilidade ambiental, precisamos colocar o mundo material e o mundo da economia a serviço da vida da nossa população”, ressaltou.

Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

Dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) indicam que o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Estima-se que uma em cada cinco crianças infectadas pelo VSR necessite de atendimento ambulatorial, enquanto uma em cada 50 seja hospitalizada no primeiro ano de vida. Entre 2018 e 2024, foram registradas 83.740 internações de bebês prematuros (menos de 37 semanas) devido a complicações relacionadas ao vírus, como bronquite, bronquiolite e pneumonia.

Até então, a principal opção disponível para a prevenção do VSR no SUS era o palivizumabe, destinado a bebês prematuros extremos (com até 28 semanas de gestação) e crianças com até dois anos de idade que apresentassem doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita grave. Com a incorporação do nirsevimabe, a expectativa é ampliar a proteção para 300 mil crianças a mais do que o protocolo atual. Já a vacina para gestantes tem potencial para beneficiar cerca de 2 milhões de nascidos vivos.

Entenda as tecnologias

O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que fornece proteção imediata contra o VSR, sem necessidade de estimular o sistema imunológico da criança a produzir seus próprios anticorpos. Isso o torna especialmente útil para bebês prematuros e crianças com menos de dois anos que apresentam comorbidades.

Já a vacina recombinante contra os vírus sinciciais A e B induz uma resposta imunológica na mãe, garantindo que o recém-nascido receba anticorpos já na gestação, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade.

A estratégia é fruto do trabalho integrado da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (SAPS), do Programa Nacional de Imunizações (SVSA) e do Departamento de Assistência Farmacêutica (SECTICS). A iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Saúde em reduzir a mortalidade infantil e diminuir a pressão no sistema de saúde, que enfrenta grande sobrecarga durante os períodos de alta circulação do VSR.

As informações são do Ministério da Saúde.

Casos de dengue caem 93,1% no Paraná em 2025 em relação ao mesmo período de 2024

Nas primeiras sete semanas de 2025, o número de casos confirmados de dengue no Paraná é 93,1% menor em relação ao mesmo período de 2024. Os dados, ainda preliminares, são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. Do dia 1º de janeiro até 15 de fevereiro deste ano foram registrados 5.323 casos confirmados, contra 77.743 no ano passado.

Das 22 Regionais de Saúde, 91% apresentaram redução de casos prováveis, com exceção das Regionais de União da Vitória (6ªRS) e Ponta Grossa (3ªRS), onde houve o aumento de 43% e 23% respectivamente.

A redução dos dois períodos também é verificada para os óbitos, passando de 86 para 2, uma queda de 97,7%. Em relação aos casos prováveis de dengue, o Paraná teve uma diminuição de 80,8% na semana epidemiológica 01 a 07. Em 2024 foram 81.417 casos, e em 2025, 15.663.

Apesar da expressiva redução de casos e óbitos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ressalta a importância de as pessoas continuarem com as práticas de limpeza e eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika Vírus.

“Essa redução substancial do número de casos de dengue segue sendo um reflexo de um trabalho organizado, de conscientização e conjunto. É fundamental manter as iniciativas que estão sendo desenvolvidas no Estado e fortalecer ainda mais as ações assistenciais”, enfatizou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), os casos de dengue são registrados em vários países da América. Um alerta para risco de surtos devido à circulação do sorotipo DENV-3 foi emitido pela instituição no início de fevereiro. Segundo a Opas, além do Brasil, o sorotipo 3 da dengue está presente na Argentina, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México, Nicarágua, Peru e Porto Rico.

A infecção por um dos quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) gera imunidade específica, mas é possível contrair a doença novamente se a pessoa for picada pelo vetor que estiver contaminado com um sorotipo diferente.

“É possível contrair dengue mais de uma vez, por um sorotipo diferente, podendo causar um quadro clínico mais grave. Há dois anos não tínhamos essa circulação viral, por isso os cuidados devem ser mantidos”, reforça a coordenadora da Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.

AGRAVAMENTO – A Sesa alerta para um outro cenário em relação às arboviroses no Paraná: o aumento de casos de chikungunya. A doença também é transmitida pelo Aedes aegypti, o que demonstra que os cuidados contra o mosquito devem ser reforçados, mesmo com a queda nos casos de dengue. Existe um aumento de 383% no número de casos prováveis de chikungunya, considerando o mesmo período de 2024 – foram 93 ano passado contra os atuais 449 até aqui no ano.

“A doença Chikungunya apresenta situação preocupante, e como se trata do mesmo vetor envolvido nos dois agravos, o mosquito Aedes aegypti, é necessário que as medidas de controle vetorial sejam intensificadas, e que a população colabore, não acumulando água que possa tornar-se criadouros”, explica Ivana.

A maior parte dos criadouros de mosquitos são passíveis de eliminação, como vasos de plantas, pneus e lixo, o que evidencia a necessidade de sensibilização da sociedade para o cuidado com seu domicílio e a intensificação dos serviços de limpeza urbana e destinação adequada de resíduos.

AÇÕES – A Secretaria, por meio de suas 22 Regionais de Saúde, vem trabalhando constantemente durante todo o ano promovendo ações de apoio no enfrentamento às arboviroses (dengue, chikungunya e Zika Vírus) junto aos municípios, com incentivo e orientação para a adoção das novas tecnologias propostas pelo Ministério da Saúde. Nos últimos 12 meses o Paraná implantou, capacitou e investiu em várias frentes no enfrentamento à dengue, principalmente em novas tecnologias.

Algumas delas são: o método Wolbachia (consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti juntamente com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da dengue se prolifere), a técnica de borrifação residual (BRI-Aedes), que consiste na aplicação de inseticida residual em partes das paredes internas de imóveis especiais – lugares públicos com grande circulação de pessoas, e o monitoramento entomológico por ovitrampas (armadilhas de oviposição para as fêmeas).

As informações são da Agência Estadual de Notícias