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Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar participa de palestra sobre Psiquiatria no CRM

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), por meio do Projeto de Educação Médica Continuada e em parceria com a Câmara Técnica de Psiquiatria do CRM-PR, promove o Ciclo de Palestras em Psiquiatria, com o tema “Transtornos de Personalidade”.

A programação abordará os principais aspectos relacionados aos transtornos de personalidade, promovendo uma discussão sobre o diagnóstico, o manejo clínico e as abordagens terapêuticas, além da importância da atuação multiprofissional no cuidado aos pacientes.

O evento é nesta segunda-feira, 10 de agosto, das 19h30 às 21h, com transmissão online, mediante inscrição. Podem participar médicos e estudantes de Medicina. Para se inscrever, clique aqui.

A Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar (CRM-PR 15.022 | RQE 19.404), membro da Câmara Técnica de Psiquiatria do CRM-PR, professora universitária, médica psiquiatra e especialista em Medicina de Família e Comunidade, ministrará palestra sobre Transtornos de Personalidade. A Dra. Claudia Paola também Secretária-geral do Simepar e diretora da Federação Médica Brasileira.

O psicólogo Erik Vinicius Querolin Sampaio (CRP 08-19383), especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), com formação em Terapia Comportamental Dialética (DBT) e experiência no atendimento de pacientes com transtornos psiquiátricos graves, também ministrará palestra sobre o tema, trazendo a perspectiva da Psicologia no manejo dos transtornos de personalidade.

A abertura do evento, a moderação dos debates e a coordenação da sessão de perguntas e respostas serão conduzidas pela Dra. Andressa Costa da Cunha (CRM-PR 34.115 | RQE 34.668), conselheira do CRM-PR, coordenadora da Câmara Técnica de Psiquiatria e responsável técnica pelo evento.

Haverá emissão de certificado, desde que cumpridos os pré-requisitos.

Em atendimento à Resolução CFM nº 2.321/2022, o CRM-PR informa que a responsável técnica pelo evento é a Dra. Andressa Costa da Cunha (CRM-PR 34.115 | RQE 34.668).

As informações são do CRM-PR. 

Medicamento inovador ofertado no SUS reduz em até 85% as internações por Fibrose Cística

O uso do medicamento Trikafta no tratamento da fibrose cística reduziu em até 84,8% as internações de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). Os primeiros resultados do cuidado com a terapia de alto custo, ofertada gratuitamente na rede pública há quase dois anos, foram apresentados nesta quinta-feira (6), durante evento realizado na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em Brasília, com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Atualmente, mais de 2,4 mil pacientes são beneficiados com a terapia no sistema público. Na rede privada, uma caixa do Trikafta custa, em média, R$ 194,5 mil. Já o tratamento pode chegar R$ 2,5 milhões por paciente por ano.

“Estamos falando de salvar vidas e aliviar o bolso das famílias. Esses debates e estudos representam mais um passo para atrair a indústria a firmar novas parcerias com o SUS e ampliar a produção nacional de medicamentos. Com isso, garantimos um acesso mais sustentável aos tratamentos, reduzindo a necessidade de transplantes, internações e até do uso de antibióticos”, disse Padilha.

O Relatório Nacional de Monitoramento, realizado pelo Grupo Brasileiro de Estudos de Fibrose Cística, evidencia que o medicamento também diminuiu em até 91,6% a necessidade de oxigenioterapia domiciliar das pessoas com a doença. Também foi observado uma redução de até 90% dos transplantes pulmonares após a oferta do medicamento, redução dos ciclos de inflamação e infecção, diminuição de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos, aumento médio de 10 a 14 pontos na função pulmonar e benefícios consistentes no estado nutricional.

O estudo de vida real ocorreu ao longo de um ano e avaliou 647 pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, em tratamento com a terapia tripla moduladora elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor (Trikafta). O acompanhamento foi realizado em 39 Centros de Referência no Brasil. Um dos biomarcadores mais sensíveis da fibrose cística é o cloreto no suor, que apresentou redução após a utilização do Trikafta, proporcionando maior qualidade de vida, domínio físico e respiratório aos pacientes.

A fibrose cística é uma doença genética hereditária rara que faz o corpo produzir um muco muito grosso e pegajoso, que entope os pulmões e o aparelho digestivo, causando tosses constantes, infecções respiratórias e dificuldade para digerir os alimentos e ganhar peso. No SUS, o cuidado é realizado na atenção especializada, com 128 centros de referência habilitados em todo o país, iniciando com o diagnóstico por meio da triagem neonatal, realizada por meio do teste do pezinho, seguido de tratamento de qualidade e multiprofissional à população nos serviços de referência.

Oferta do Trikafta no SUS

O medicamento pode ser retirado pelo paciente nas farmácias de alto custo de todo o país, com a apresentação da receita médica devidamente emitida e carimbada pelo especialista. O medicamento é administrado em casa, por via oral, seguindo as diretrizes de tratamento de acordo com o quadro clínico de cada pessoa.

Até o momento, o Ministério da Saúde já entregou mais de 6 milhões de unidades do medicamento aos estados, que são responsáveis pela distribuição aos municípios. Ao todo, foram investidos R$ 2,8 bilhões em recursos federais.

Em 2023, o tratamento foi incorporado ao SUS para pacientes a partir de seis anos que apresentem, pelo menos, uma mutação F508del no gene CFTR, localizado no cromossomo 7, que produz uma proteína que controla a passagem de sal e água pelas células. Mutações ou erros neste gene impedem o fluxo correto de líquidos, tornando as secreções do organismo mais espessas, dificultando a sua eliminação e desencadeando sintomas como pneumonias, tosse crônica, dificuldade para ganhar peso e estatura e diarreia.

As informações são do Ministério da Saúde.

Curitiba recebe Congresso Acadêmico Sindical com estudantes de medicina e lideranças médicas de cinco países

Evento promovido pela Federação Médica Brasileira em parceria com o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná discutirá formação médica, ENAMED, saúde mental e representação estudantil, além de premiar trabalhos científicos e elaborar a Carta de Curitiba.

Curitiba receberá, nos dias 14 e 15 de agosto, o III Congresso Acadêmico Sindical e a II Jornada Científica da Federação Médica Brasileira (FMB). Realizado no Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), o encontro reunirá acadêmicos de Medicina, médicos jovens, pesquisadores e lideranças médicas do Brasil, de Portugal, da Espanha, da Argentina e do Paraguai.

Organizada pela Federação Médica Brasileira, pelo Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e pelos Núcleos Acadêmicos dos sindicatos de base, a iniciativa busca aproximar os futuros médicos das entidades representativas e estimular a formação de novas lideranças comprometidas com a defesa da profissão e da saúde da população.

Com o tema central “Formação Médica, Residência e Regulação Profissional: impactos do ENAMED e desafios para o trabalho médico”, o congresso promoverá debates sobre questões que influenciam diretamente a qualidade do ensino, o ingresso na profissão e o futuro da Medicina no país.

““Precisamos ouvir os estudantes e integrá-los aos debates que definirão o futuro da Medicina. O congresso cria esse espaço de diálogo, formação e construção coletiva, reunindo diferentes gerações e experiências nacionais e internacionais”, destaca o presidente da Federação Médica Brasileira, Fernando Luiz de Mendonça.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), Dr. Marlus Volney de Morais, o fato de o Congresso estar na terceira edição reforça a importância deste debate entre movimentos sindicais e movimentos estudantis. “Os Sindicatos são os espaços nos quais as discussões mais importantes sobre o trabalho médico e o futuro desempenho dos jovens médicos acontecem. Precisamos estar próximos e ouvir demandas, para que nosso trabalho seja ainda mais assertivo na defesa da nossa profissão”, afirma.

A Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar, Diretora de Educação Médica e Formação Profissional da FMB e Secretária-geral do Simepar, destaca que a palavra de ordem do encontro é protagonismo. “Tudo é pensado para que os estudantes e as lideranças consigam participar mais ativamente desses espaços de debate sobre o futuro da Medicina brasileira. Como será um evento internacional, a presença de outros países enriquecerá ainda mais as discussões, possibilitando a troca de experiências. Nosso objetivo é garantir uma interlocução melhor, trabalho em sinergia e trazer pessoas novas e jovens para dentro do movimento médico sindical”, completa.

Programação

A programação contará com palestras, mesas-redondas, apresentações científicas e espaços de integração. Entre os destaques está a mesa internacional sobre a evolução histórica da formação médica, com a participação da médica argentina Julieta Sala; da presidente do Sindicato dos Médicos do Norte e da Federação Nacional dos Médicos de Portugal, Joana Savva Bordalo e Sá; e de Fernando Luiz de Mendonça.

O impacto do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED) e o debate sobre provas de proficiência também estarão no centro das discussões. A programação analisará a nova “régua” de avaliação da formação e os critérios necessários para assegurar que os futuros médicos estejam preparados para atender a população com qualidade e segurança.

Outro momento de destaque será a palestra magna “Saúde mental dos estudantes de Medicina: a influência na formação do futuro médico”, ministrada pela médica de família e comunidade e psiquiatra Cláudia Paola Carrasco Aguilar, diretora de Educação Médica e Formação Profissional da FMB e secretária-geral do Simepar. A atividade discutirá como a pressão acadêmica, a sobrecarga e o sofrimento emocional podem afetar a formação e o futuro exercício profissional.

O congresso ainda abordará a experiência da juventude sindicalista do Sindicato dos Médicos do Pará, a atuação das entidades de representação estudantil e a transição entre a graduação e o início da carreira. Direitos trabalhistas, responsabilidades éticas e jurídicas, relações de trabalho e representatividade médica também integrarão os debates.

Ciência, protagonismo e reconhecimento

A II Jornada Científica abrirá espaço para a produção acadêmica e para a formação médica baseada em evidências. Os estudantes apresentarão trabalhos e compartilharão experiências de pesquisa, fortalecendo o pensamento científico desde a graduação. Ao final da jornada, os trabalhos de destaque serão premiados, reconhecendo o envolvimento dos acadêmicos e seu compromisso com a produção de conhecimento.

O encerramento será marcado por uma plenária com a participação dos congressistas para a elaboração da Carta de Curitiba. O documento reunirá as principais reflexões, propostas e posicionamentos construídos durante o encontro, com foco na qualificação da formação médica, na valorização profissional e no fortalecimento da participação estudantil nas decisões sobre o futuro da Medicina.

Serviço

Evento: III Congresso Acadêmico Sindical e II Jornada Científica da Federação Médica Brasileira
Datas: 14 e 15 de agosto de 2026
Local: Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), em Curitiba
Inscrições: plataforma Even3
Realização: Federação Médica Brasileira, Simepar e Núcleos Acadêmicos dos Sindicatos de base.

Começa a Campanha Nacional de Multivacinação

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 tem início nesta segunda-feira (3), em todo o Brasil. A mobilização segue até o dia 1º de setembro com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal.

A vacinação é gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pontos de vacinação de todo o país.

Quem está com o esquema vacinal incompleto pode aproveitar a campanha para tomar as doses.

A mobilização terá o ponto alto no Dia D nacional, realizado no sábado 22 de agosto em todo o país.

O Ministério da Saúde destaca que todas as vacinas oferecidas pelo SUS são seguras e eficazes. “A vacinação ajuda a reduzir a circulação de doenças e protege tanto quem recebe a vacina quanto as pessoas que não podem ser vacinadas por orientação médica”.

Entre as vacinas disponíveis estão: BCG (tuberculose); tríplice viral; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica 10-valente (conjugada); meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; Papilomavírus Humano (HPV), varicela; DTP, hepatites B e A.

Sarampo

Na última semana, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação contra o sarampo para conter a circulação do vírus, em três municípios de São Paulo: Guarulhos, São Bernardo do Campo e São Paulo. A estratégia foi definida após a identificação de casos da doença, que indicam uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus nessas localidades.

Caderneta Digital da Criança

O Ministério da Saúde disponibiliza, pelo celular, a Caderneta Digital da Criança para que as famílias de todo o país possam acessar as informações sobre o histórico de vacinas, consultas e acompanhar a saúde da criança.

Pela Caderneta Digital, é possível monitorar se as vacinas estão em dia e receber alertas sobre a data de tomar uma nova dose. Lá também estão os marcos principais para acompanhar o desenvolvimento das crianças, como registros de peso, altura, perímetro cefálico e Índice de Massa Corporal (IMC).

A caderneta física, em papel, continua sendo distribuída nas UBS.

Saiba mais sobre a campanha nacional de multivacinação:

As informações são da Agência Brasil.

Semana Mundial do Aleitamento Materno marca início do Agosto Dourado

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) traz como tema em 2026 Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona, uma diretriz internacional da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) que orienta as mobilizações do Agosto Dourado.

O Ministério da Saúde reforça que a proteção, a promoção e o apoio à amamentação ocorrem de forma ampliada neste mês. O aleitamento materno é fundamental para a nutrição adequada, a garantia da segurança alimentar e a redução da pobreza no país.

O tema da amamentação voltou a ser a realidade da Lorrany Duarte com o nascimento da pequena Elisa, há uma semana.

Mãe pela segunda vez, Lorrany quer oferecer seu leite em livre demanda, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses, para que a filha cresça saudável. “Desenvolve mais a criança e a imunidade fica sem problemas.”

O desejo da dona de casa vem acompanhado da memória da vivência da primeira filha, há 9 anos, que, com um mês de vida, passou a ser alimentada com fórmula infantil em substituição ao leite materno. “Ela sempre foi muito debilitada, passava mal, sempre ficava doente e demorou muito tempo para crescer, para se desenvolver”, lamentou.

Para superar as dificuldades iniciais para amamentar a segunda filha, a dona de casa tem contado com o apoio e a experiência da irmã mais velha Marielly Duarte, mãe de três crianças.

De olho na sobrinha, Marielly incentiva a irmã a insistir no aleitamento para não repetir a história anterior. “Eu já tirei um monte de leite dela na bomba [de sugar o leite]. É melhor do que tirar na mão. Agora, uma semana depois, já está saindo rapidinho. Tornou-se mais fácil”

Fórmulas infantis

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (DCAM-SBP) Rossiclei Pinheiro alertou para os obstáculos impostos pela desinformação e, sobretudo, pelo assédio comercial da indústria a médicos para prescrição de fórmulas infantis para lactentes e crianças da primeira infância e a pressão sobre as famílias.

“O que a gente percebe é que há um marketing muito grande dizendo que essas fórmulas substituem o leite materno, e não substituem. […] É o lobby na porta do hospital, nas redes sociais, nos consultórios, nas datas festivas. Essas indústrias de alimentos tentam de várias formas fazer um assédio ao profissional de saúde”, constata.

Exceções para prescrever fórmulas

A fórmula é segura e necessária apenas quando há recomendação de um pediatra ou nutricionista, diz a especialista.

A pediatra classifica as fórmulas infantis como alimentos ultraprocessados voltados a situações específicas, como nos casos em que a mãe possui contraindicação médica para amamentar (como a mãe que vive com HIV), situações que não pode realizar o aleitamento, ou não obtém sucesso no processo e, ainda bebês que têm alergias.

“Só quem pode prescrever fórmula infantil até um ano de idade é um médico, de preferência um pediatra ou nutricionista. Só que a mãe chega, hoje, em uma farmácia e compra a fórmula que quiserem, que qualquer profissional prescreve.

Rossiclei Pinheiro aponta que, nos últimos cinco anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria tem investido no fortalecimento da formação acadêmica e médica dos próprios pediatras, principalmente, sobre os critérios na prescrição de fórmulas infantis, domínio do manejo prático da amamentação, diante de complicações como dor, fissuras mamilares ou ingurgitamento (“leite empedrado”). “O leite materno vai ser o melhor para o resto da vida da criança”, destacou a Dra. Rossiclei Pinheiro.

Redução de custos

A pediatra destaca também o ponto de vista socioeconômico da promoção do aleitamento humano, que alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU):

“A família tem uma redução dos custos financeiros, visto que não vai precisar comprar fórmulas nem medicamentos, já que esse bebê vai ficar menos doente, e também vai ter menos ausência ao trabalho. Por fim, a mãe vai conseguir se programar melhor na vida futura para seu retorno ao trabalho, já que o filho dela vai estar mais saudável, listou a dra. Rossiclei Pinheiro.

Proteção legal

No Brasil, existe a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância (NBCAL), amparada pela Lei 11.265/2006, que proíbe o recebimento de patrocínios financeiros ou materiais por médicos em pessoa física.

Adicionalmente, a legislação impede a propaganda de mamadeiras, bicos artificiais e chupetas, veda a distribuição destes produtos a recém-nascidos de alto risco e determina que as embalagens destes não utilize fotos de crianças e frases que induzam à dúvida quanto à capacidade das mães de amamentarem seus filhos.

As determinações vão ao encontro dos alertas da Sociedade Brasileira de Pediatria de que o uso de bicos artificiais (como mamadeiras e chupetas) pode comprometer a amamentação, causando:

  • A confusão de bicos, por alterar a mecânica de sucção da criança com o bico artificial
  • Menor estímulo para a produção de leite
  • Desmame precoce.

 

“Nós desestimulamos o uso de bicos que possam competir com a amamentação, que são as chupetas e as mamadeiras”, destacou a representante da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rossiclei Pinheiro.

O que funciona

A Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2026 tem o objetivo de reforçar a necessidade de reconhecer, valorizar e ampliar estratégias que já demonstraram resultados positivos na proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno.

Em agosto de 2024, o Brasil assumiu o compromisso de atingir 70% de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida até 2030 — meta mais alta do que os 60% de amamentação exclusiva no peito até os seis meses de idade, fixados pela Assembleia Mundial da Saúde, em novembro do mesmo ano.

O histórico brasileiro é de avanços. O país saltou de 4,7% de aleitamento exclusivo na década de 1980 para 45,8% em 2019, conforme dados da primeira edição do Estudo Nacional de Nutrição Infantil (Enani), coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A pesquisa nacional de base domiciliar tem como objetivo avaliar as práticas de amamentação, o consumo alimentar e o estado nutricional de crianças de até seis anos (72 meses). Em 2025, a pesquisa ainda está em fase de coleta de dados, realizando visitas a famílias com filhos de até 6 anos em todo o Brasil.

A representante da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca que o aumento regular da amamentação humana no país comprova a eficácia das políticas públicas consolidadas, como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança.

“Nossas políticas públicas estão interligadas com todo o contexto do atendimento da criança. Hoje, por exemplo, o aleitamento materno é uma estratégia de saúde pública para diminuir a mortalidade infantil, a mortalidade materna, diminuir a desigualdade social. Todo esse acesso a informações é uma política pública”.

As informações são da Agência Brasil.

IPEMCE oferece pós-graduação e cursos livres em Medicina Dermatológica com desconto para associados ao Simepar

O Instituto Paranaense de Ensino em Medicina Capacitação e Especialização – IPEMCE está com inscrições abertas para cursos de pós-graduação em Dermatologia Estética, Dermatologia Clínica, Cirurgia Dermatológica e Dermatologia Clínica Cirúrgica e Estética. O Instituto também oferece cursos livres de Transplante Capilar e Tricologia, Dermatologia Estética e Harmonização Facial, Estética Genital e outros cursos individuais.

As aulas dos cursos de pós-graduação terão início no próximo dia 15 de agosto. Os cursos têm aulas teóricas on-line e as práticas (presenciais) serão em um final de semana por mês.

O IPEMCE está ofertando bolsa de estudos de 10% (dez por cento) para todos os cursos livres e de pós-graduação do Instituto para os associados ao Simepar.

O conteúdo programático pode ser visto no site: www.ipemce.com.br.

Curitiba inicia a soltura de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia

A Prefeitura de Curitiba iniciou na última quarta-feira (29/07/2026) a liberação dos primeiros mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, tecnologia inovadora que reduz a capacidade de transmissão das arboviroses, que também incluem zika e chikungunya. A iniciativa passa a integrar o conjunto de estratégias para prevenção e controle dessas doenças.

Como a Wolbachia funciona

A bactéria dificulta o desenvolvimento dos vírus dentro do Aedes aegypti. Quando os wolbitos se reproduzem com mosquitos locais, a Wolbachia passa aos descendentes e aumenta gradualmente a parcela de insetos com menor capacidade de espalhar doenças.

O método não envolve modificação genética. A Wolbachia existe naturalmente em muitas espécies de insetos, embora não apareça de forma natural no Aedes aegypti.

No Sítio Cercado, uma área receberá mosquitos adultos soltos por equipes; outra usará dispositivos com ovos, água e alimento. Armadilhas e análises laboratoriais acompanharão qual estratégia funciona melhor nas condições urbanas de Curitiba.

A implantação do método na capital é resultado de uma cooperação técnica entre a Prefeitura de Curitiba, por meio da SMS, e a empresa curitibana Wolbito do Brasil – IBMP/Fiocruz Paraná.

A soltura dos chamados Wolbitos – mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia – vai ocorrer ao longo de 26 semanas. Inofensivos às pessoas e ao meio ambiente, os wolbitos liberados acasalam com os Aedes aegypti locais, repassando a bactéria para os descendentes e estabelecendo, aos poucos, uma nova população sem os vírus.

Aplicado em cidades brasileiras e em outros 14 países, o Método Wolbachia já apresentou resultados expressivos. Em Niterói (RJ), contribuiu para a redução de até 89% dos casos de dengue, consolidando-se como uma importante ferramenta complementar às ações tradicionais de combate ao mosquito.

Observadores internacionais

Durante a soltura dos Wolbitos no Sítio Cercado, observadores internacionais de países como Arábia Saudita, Sri Lanka, Bangladesh, Laos, Peru, Senegal, Omã, Filipinas e Tailândia acompanharam a ação em Curitiba. Eles estavam acompanhados de Scott O’Neill, CEO da World Mosquito Program (WMP), organização australiana responsável pelo desenvolvimento da Metodologia Wolbachia, aplicada hoje na fábrica da Wolbito do Brasil na CIC.

“São representantes de órgãos públicos, universidades e instituições de cooperação de nove países que estão interessados em adotar a metodologia inovadora que começa a ser usada em Curitiba e que já se mostrou um sucesso em várias partes do mundo”, observou O’Neill.

Estratégias de liberação

O diretor da Wolbito do Brasil, Sandro Luz, conta que a liberação dos mosquitos com Wolbachia no Sítio Cercado utiliza duas estratégias: uma por meio de ovos, acondicionados em DLOs (dispositivos de liberação de ovos) e, outra, com a soltura de mosquitos adultos mantidos em garrafinhas. “Essa metodologia permite comparar, em condições reais e dentro de um mesmo território, no caso o bairro Sítio Cercado, o desempenho das duas formas de implantação, produzindo evidências que poderão orientar futuras expansões do programa”, complementa ele.

Com informações da Prefeitura de Curitiba.

Anvisa aprova medicamento para Hipertensão Pulmonar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento da hipertensão pulmonar associada à doença pulmonar intersticial (HP – DPI).

A doença é uma síndrome clínica e hemodinâmica que resulta no aumento da resistência vascular na pequena circulação, elevando os níveis da pressão arterial exercida pelo sangue contra as paredes das artérias na circulação pulmonar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a HP com base em mecanismos fisiopatológicos, apresentação clínica, características hemodinâmicas e abordagem terapêutica . D e acordo com esses critérios, classifica os pacientes em cinco grupos. Tyvaso (treprostinila) é indicado para um desses grupo s específico s , o Grupo 3.

Atualmente, não há nenhum medicamento registrado no Brasil com indicação aprovada para esses pacientes . Nesse contexto, o novo produto, destinado à inalação oral, atende a uma necessidade médica relevante, ao contribuir para a manutenção e a melhoria d a saúde de pacientes com HP-DPI. O medicamento melhora a capacidade de exercício em pessoas que relatam o impacto das limitações físicas que afetam as atividades da vida diária e qualidade de vida.

Tyvaso é composto pela treprostinila , um fármaco que pertence a um grupo de substâncias que funcionam de forma análoga às prostaciclinas . Elas são substâncias semelhantes a hormônios que reduzem a pressão arterial ao relaxar vasos sanguíneos, fazendo com que eles se alarguem, o que permite que o sangue flua mais facilmente.

O medicamento registrado reduz a pressão arterial na artéria pulmonar, melhorando o fluxo sanguíneo e reduzindo o trabalho do coração. A melhora do fluxo sanguíneo leva a um melhor suprimento de oxigênio para o corpo e reduz a pressão sobre o coração, fazendo com que ele funcione de forma mais eficiente. Tyvaso deve ser administrado em quatro sessões de tratamento diárias.

Embora a Anvisa tenha concedido o registro, o medicamento só estará apto para comercialização após a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Porém, a decisão de quando o medicamento será comercializado é da empresa detentora do registro.

Hipertensão pulmonar

A hipertensão pulmonar atinge cerca de 2 a 5 pessoas a cada 1 milhão de adultos por ano. O tempo médio de sobrevida dos pacientes é de 2,8 ano . Ela é considerada uma doença rara. Segundo critérios da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 205/2017 , uma doença rara é aquela que afeta até 65 pessoas em cada 100.000 indivíduos.

Confira a Resolução 2.942 /2026 no Diário Oficial da União (DOU).

As informações são da Anvisa, via Agência Gov.

Desinformação sobre HIV dificulta tratamento e aumenta preconceito

A falha em combater o estigma social em torno do HIV pode causar cerca de 440 mil mortes evitáveis nesta década, segundo projeção de uma pesquisa internacional de opinião pública realizada pela iniciativa não governamental Tackle HIV.

“Esse estigma traz impactos enormes para a sociedade em geral: seja o medo de fazer o teste, o medo de tomar os medicamentos ou o medo criado pelo preconceito de conviver com pessoas que vivem com HIV”, conta o representante e um dos idealizadores do projeto, Gareth Thomas.

Segundo a plataforma, os avanços científicos são históricos, porém, o medo afasta as pessoas da testagem e do início do tratamento. Embora novas infecções por HIV e mortes relacionadas à Aids tenham atingido os menores níveis globais em 2025, para 21 países em três regiões, entre eles o Brasil, o número de casos aumentou.

De acordo com informações do Boletim Epidemiológico HIV e Aids 2025, que coleta dados do ano anterior, foram notificados 39.216 casos de infecção pelo HIV no país. A maioria, 38,4%, na região sudeste.

O Thomas acredita que a pesquisa é um trabalho importante para entender como diferentes lugares respondem a uma situação semelhante, e, a partir disso, pensar soluções para demandas locais.

“Toda vez que vamos a um novo país ou a uma nova região, fazemos uma pesquisa com os moradores locais para entender o trabalho que precisamos realizar ali, seja focado em uma determinada característica ou em um grupo específico”, conta ele, após desembarcar no Rio de Janeiro para a 26ª Conferência Internacional de Aids, maior evento global sobre a doença, sediado pela primeira vez no Brasil.

Desinformação

A pesquisa aponta que, para 36% dos brasileiros entrevistados, homens héteros não correm risco de contrair o HIV, crença que se repete para 37% do grupo em relação a mulheres heterossexuais. Responderam a questionários online 2.006 adultos brasileiros.

Apenas 48% dos entrevistados, um pouco menos da metade, já haviam feito o teste de HIV. Entre 40% que cogitaram fazer, a maioria rejeitou a ideia alegando que “não se consideram em risco”.

Outra constatação foi que19% ainda acreditam que quem vive com HIV não pode manter uma vida sexual ativa, enquanto apenas 29% sabiam que pessoas sob tratamento eficaz e com carga viral indetectável não transmitem o HIV em relações sexuais.

Unaids 2030

Alinhado à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, o Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids prevê uma série de metas para os países visando a erradicação da Aids como ameaça de saúde pública.

Entre as etapas, estão as metas “95-95-95”, já alcançadas por países como Botsuana, Ruanda, República Unida da Tanzânia e Zimbábue. Isso significa que, nesses países, 95% das pessoas que vivem com HIV conhecem seu status sorológico; 95% das pessoas que sabem que vivem com HIV estão em tratamento antirretroviral; e 95% das pessoas em tratamento estão com a carga viral suprimida.

O Brasil alcançou em 2020 a primeira meta 95, com 95% das pessoas vivendo com HIV conhecendo seu diagnóstico. Em 2024, atingiu a terceira meta 95, referente à supressão da carga viral em 95% das pessoas em tratamento.

Na última terça-feira (28), o Governo Federal demonstrou interesse na profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses, e estuda a possibilidade de incluir o método de prevenção ao SUS.

Trackle HIV

A Tackle HIV é uma campanha global de conscientização que visa combater o estigma, o preconceito e a desinformação em relação ao vírus, idealizada pelo ex-jogador de rugby galês Gareth Thomas em parceria com a ViiV Healthcare e organizações filantrópicas como a Terrence Higgins Trust.

O atleta, que defendeu a seleção do País de Gales, foi o primeiro jogador profissional de rugby em atividade a se declarar homossexual, em 2009. Dez anos depois, compartilhou publicamente seu diagnóstico de HIV positivo e desde então segue como uma voz ativa no combate a discriminação.

“É fundamental passar a mensagem importante de que receber um teste positivo, com todos os avanços da ciência e da medicina, não é mais uma sentença de morte. Testar positivo significa que você pode começar o tratamento assim que receber o diagnóstico e viver uma vida normal, feliz e saudável, sem limitações mentais ou físicas causadas pelo vírus”, finalizou.

As informações são da Agência Brasil.

Prefeitura de Curitiba abre vagas para Residência Médica e Multiprofissional

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMSC), em parceria com a Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas), está com inscrições abertas para os programas de Residência Médica e Residência Multiprofissional, voltada a Enfermeiros, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Dentistas, Nutricionistas e outros profissionais.

A Residência oferece imersão no Sistema Único de Saúde (SUS), com atuação supervisionada em diferentes níveis de atenção. Durante dois ou três anos, os residentes desenvolvem atuação nas Unidades de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Hospitais e outros serviços da rede municipal.

As inscrições para os processos seletivos devem ser feitas exclusivamente pelo site da Feas até 19 de agosto. Os programas possuem carga horária entre 5.760 horas, com duração de dois anos, e 8.460 horas, nos cursos com duração de três anos.

Residência Médica

As 46 vagas da residência médica estão distribuídas entre os programas de Clínica Médica, Medicina de Emergência, Medicina de Família e Comunidade, Medicina Intensiva, Psiquiatria e Geriatria.

A taxa de inscrição é de R$ 500, com possibilidade de isenção até 4 de agosto para candidatos que atendam aos critérios previstos na Resolução da Comissão Nacional de Residência Médica nº 7/2010.

O processo seletivo será composto por prova objetiva, marcada para 20 de setembro, e arguição curricular, entre 23 e 27 de novembro. O início das residências está previsto para março de 2027.

As informações são da Prefeitura de Curitiba e da Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas).