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Simepar é contra a extinção da Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) manifesta profunda preocupação e lamenta a decisão da Prefeitura de Paranaguá, aprovada na Câmara de Vereadores do município na terça-feira (02/06), de extinguir a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP). A medida deve resultar na demissão de aproximadamente 180 profissionais concursados que, ao longo dos anos, dedicaram suas carreiras à assistência à saúde da população do município.

A Prefeitura afirmou, em matéria publicada no portal do município, que adotará um “novo modelo de gestão”, com a transferência das atribuições para a administração direta, mas não foi realizado concurso público para contratação de médicas e médicos para atuarem como servidores municipais. Isso significa que a mão de obra médica será suprida por meio da terceirização, como a administração municipal já vem fazendo de forma crescente nos últimos anos.

O Simepar vem combatendo a terceirização na Saúde Pública há décadas, por considerar que essa forma de contratação é prejudicial à saúde da população, além de causar prejuízos aos profissionais e aos cofres públicos. Segundo entendimento do Sindicato, a terceirização é uma porta aberta para a corrupção e a precarização da Saúde.

O Ministério Público, por meio da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Paranaguá, publicou uma nota manifestando preocupações sobre a modelagem proposta para a administração da saúde pública municipal. No texto, a promotora Ana Cristina Pivotto Oliveira de Almeida apontou a ausência de demonstração técnica suficiente para as mudanças a serem implementadas, os impactos sobre a continuidade dos serviços e a falta de participação dos órgãos de controle social e da sociedade civil no processo decisório.

Por entendermos que as medidas adotadas apresentam indícios de ilegalidade e podem causar prejuízos aos profissionais, ao sistema público de saúde e à população de Paranaguá, o Simepar adotou medidas imediatas e, ainda ontem, acionou o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado e a Justiça do Trabalho, buscando garantir a proteção dos direitos dos médicos, a segurança jurídica dos vínculos existentes e a preservação da assistência à população.

O Sindicato seguirá acompanhando atentamente os desdobramentos e adotará todas as medidas cabíveis em defesa da categoria médica, da legalidade administrativa e da manutenção de uma saúde pública de qualidade para a população de Paranaguá.

Nota da Pesar pelo falecimento do Dr. Dorivam Celso Nogueira

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) manifesta profundo pesar pelo falecimento do Dr. Dorivam Celso Nogueira, médico pediatra que dedicou mais de 30 anos de sua vida ao cuidado com crianças e suas famílias e à defesa da Medicina.

Sua trajetória profissional foi marcada pelo comprometimento, pela experiência, pelo acolhimento e pelo respeito conquistado perante colegas, pacientes e toda a comunidade médica. Muito querido e reconhecido por sua atuação, Dr. Dorivam construiu uma carreira pautada pela ética, pela dedicação e pelo cuidado com o próximo.

Além de sua destacada atuação na Pediatria, teve participação ativa e relevante no Simepar, contribuindo de forma decisiva em momentos importantes para a categoria médica, especialmente durante o período de mudanças na gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que passou a ser gerida pela Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS), sempre atuando com dedicação, diálogo e firme defesa das condições de trabalho e da valorização profissional.

Sua presença marcante, sua disposição em colaborar e seu compromisso com a Medicina e com os colegas deixam um legado importante para a Pediatria paranaense e para profissão.

Neste momento de tristeza, o Simepar se solidariza com familiares, amigos, colegas e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com Dr. Dorivam Celso Nogueira, expressando nossos mais sinceros sentimentos.

Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar)

CIRUSPAR não apresentou proposta para acordo com os Trabalhadores e estado de Greve continua

Os Médicos e Médicas do Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência do Sudoeste do Paraná (CIRUSPAR) estão em greve desde o dia 09 de maio, após tentativas frustradas de acordo com a direção do Consórcio que insiste em retirar direitos previstos nos Acordos Coletivos de Trabalho previamente firmados com o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar).

O caso foi levado para o Tribunal Regional do Trabalho que realizou audiência na última sexta-feira (29 de maio). A Direção do Consórcio alegou que sem um aporte maior por parte do Governo do Estado, não tem como arcar com o reajuste pleiteado pelos profissionais da Saúde. Já a Secretaria Estadual da Saúde ignorou a convocação do TRT e não compareceu à audiência.

Diante do impasse, os profissionais da Medicina seguem em greve administrativa, mantendo os atendimentos à população, mas deixando de executar tarefas burocráticas, que não interferem no serviço de Urgência. São cerca de 40 municípios da região que são atendidos pelo SAMU administrado pelo CIRUSPAR. A falta de acordo pode levar ao agravamento da situação, visto que as outras categorias profissionais que compõem o serviço já sinalizaram aderir a greve.

A data base para o reajuste anual dos médicos estabelecida no mês de abril, definiu que o último Acordo Coletivo de Trabalho teria vigência até o dia 30/04. Porém, para a renovação do ACT, a direção do CIRUSPAR ofereceu um índice de reajuste bastante inferior a inflação anual. Além disso, o Consórcio quer retirar outros direitos previstos em Acordos Coletivos anteriores; como pagamento de adicional pelos serviços prestados prestado em feriados, além que buscar diminuir a indenização da hora do intervalo intrajornada.

Diante da ausência de reconhecimento da importância de se respeitar o Acordo de Trabalho por parte das autoridades públicas, a greve será mantida para sensibilizar a população assistida que contribui para que os serviços de saúde sejam mantidos com qualidade e com justo reconhecimento aos profissionais que, de fato, executam a assistência.

Simepar amplia e intensifica a atuação em defesa dos profissionais da Medicina no Paraná

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vem ampliando a atuação sindical, contemplando todas as regiões do Estado e atuando sempre na defesa dos direitos e da dignidade profissional de Médicas e Médicos. Essa ampliação ganhou força a partir de 2022, momento em que a Pandemia da Covid-19 recuava devido a vacinação.

Os anos mais difíceis da Pandemia de Covid exigiram dos profissionais da Saúde esforços quase sobre-humanos, na linha de frente do enfrentamento ao Coronavírus. O pior legado Pandemia foi de centenas de milhares de óbitos; além de milhões de casos que demandaram intensos cuidados, com internamentos hospitalares, e sequelas diversas de longo prazo.

Mas houve outro legado problemático que atingiu diretamente os profissionais da Medicina. Foi o legado da precarização das condições de trabalho, do achatamento das remunerações, da ampliação das terceirizações e da ‘‘pejotização’’, entre outros ataques aos direitos dos trabalhadores.

Foi neste contexto que a Diretoria do Simepar ampliou e intensificou a sua atuação, nesses quatro anos, atendendo Médicas e Médicos em dezenas de municípios.

Foram realizadas visitas, inspeções, reuniões presenciais e/ou virtuais, audiências com gestores, entre outras ações sindicais em municípios como Londrina, Maringá, Sarandi, Foz do Iguaçu, Cascavel, Marechal Cândido Rondon, Paranavaí, Ponta Grossa, Irati, Telêmaco Borba, Jacarezinho, Assis Chateaubriand, Pato Branco, Francisco Beltrão, Cianorte, Castro, Campo Largo, Pinhais, Araucária, São José dos Pinhais, Colombo, Paranaguá, Matinhos, Guaratuba, Morretes, Antonina, Pontal do Paraná, Campina Grande do Sul, Lapa, Ubiratã, Ibiporã, Imbituva, Arapongas, Miraselva, etc; além de muitas em ações em Curitiba, nossa Capital. As ações atenderam mais de 33 cidades, muitas vezes contemplando profissionais que trabalham em outros municípios menores nas respectivas regiões metropolitanas e entornos.

Essa ampliação foi acompanhada de uma forte intensificação da atuação Sindical, com o recebimento crescente de demandas e denúncias dos profissionais da Medicina que enfrentam dificuldades como a precarização dos contratos e das condições de trabalho.

Denúncias

Todas as denúncias enviadas ao Sindicado são analisadas e recebem os devidos encaminhamentos como: vistoria aos locais de trabalho; ofício e audiências com os gestores e empregadores, acionamento do Ministério Público, Ministério Público do Trabalho, Vigilância Sanitária, Conselho Regional de Medicina, entre outros entes públicos.
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As principais motivações das denúncias são:

  • Assédio Moral;
  • Atrasos ou falta de pagamentos;
  • Violência e ou ameaças com agressões verbais e/ou físicas;
  • Terceirizações ilegais;
  • Condições de trabalho precárias;
  • Ingerência na autonomia e independência profissional no exercício da Medicina;
  • Sonegação de direitos diversos;
  • Descumprimentos de Acordos ou Convenções Coletivas do Trabalho.

 

Vale ressaltar que todas as denúncias são apuradas e o Sindicato sempre dá retorno aos denunciantes.

Para receber as denúncias, o Simepar dispõe de um canal no portal da entidade: simepar.org.br/denuncia, além do E-mail: simepar@simepar.com.br.

Acordos Coletivos do Trabalho

O Simepar realiza anualmente negociações com empregadores da inciativa privada, fundações de saúde e consórcios que resultam em Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) que garantem reajustes salariais com a recomposição da inflação e em muitos casos, com aumentos reais de salário. Os ACTs também resultam em benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-creche, garantia de defesa em processos administrativos, entre outros.

Esses Acordos são fruto de longas negociações que incluem os próprios Médicos e Médicas a serem beneficiados, a Direção do Simepar, os Gestores ou Empregadores e as respectivas Assessorias Jurídicas.

Nos últimos quatro anos, o Simepar negociou e firmou mais de 20 ACTs, sendo os principais com a Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS), maior empregador individual de Médicos/as do Sul do Brasil, além de Consórcios Intermunicipais, outras Fundações Municipais, Empregadores Privados e Gestoras de Planos de Saúde.

Esta é a primeira de uma série de matérias que serão publicadas informando os detalhes da atuação do Simepar no período de 2022 a 2026. 

Ao longo dos últimos anos, o Simepar ampliou sua presença em todas as regiões do Paraná, fortalecendo a atuação sindical e trabalhando diariamente pela valorização da Medicina, pela defesa dos direitos da categoria e por melhores condições de trabalho para médicas e médicos.

Nesta nova série, o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, convida você a conhecer as principais conquistas, avanços e ações realizadas nos últimos 4 anos em prol da categoria.

Assista ao vídeo, acompanhe as postagens e conheça de perto o trabalho que fortalece os profissionais de Medicina do Paraná.

Instituições de referência articulam a criação do Consórcio Nacional de Pesquisa em Câncer

Representantes de 11 instituições brasileiras de referência – entre elas, o INCA – se reuniram, em Brasília, a convite da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) , para articular a criação de um consórcio nacional de pesquisa em câncer. Diante do aumento dos casos de câncer e da necessidade de respostas mais rápidas para a população, a proposta foi criar uma rede colaborativa formada por hospitais, universidades e centros científicos nacionais e internacionais. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de vacinas, exames, diagnósticos e tratamentos voltados aos pacientes do SUS.

A proposta não é criar um projeto temporário, mas estabelecer uma governança colaborativa e infraestrutura capaz de atender todas as regiões do País. “A forma como essa rede foi estruturada permite viabilizar investimentos, garantir a continuidade das pesquisas e assegurar o funcionamento permanente do projeto”, explicou Fernanda De Negri, secretária da SCTIE.

Estrutura do consórcio

A concepção do consórcio nacional surgiu após a assinatura de acordo estratégico entre o Ministério da Saúde e a Universidade de Oxford, voltado ao desenvolvimento de vacinas contra o câncer. Com o avanço da proposta, foi instituído um grupo de trabalho responsável pela elaboração do projeto operacional da iniciativa de pesquisa, que inclui modelo de gestão, princípios, metodologia e definição dos comitês técnicos.

O projeto conta com apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit), vinculado à SCTIE, e é coordenado pelo Hospital do Coração (HCor). Além do INCA, integram o consórcio A.C. Camargo Cancer Center, Beneficência Portuguesa, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Albert Einstein Hospital Israelita, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Sírio-Libanês, Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade Federal de Minas Gerais.

Plataforma colaborativa

O consórcio será implantado em etapas. A primeira fase prevê a criação de uma infraestrutura integrada de pesquisa, considerada um dos principais diferenciais do projeto. Atualmente, os dados sobre estudos oncológicos no Brasil ainda estão fragmentados entre diferentes instituições.

A proposta é desenvolver uma grande plataforma nacional de oncologia, reunindo informações padronizadas em um ambiente compartilhado e seguro. A estrutura permitirá acompanhar os pacientes ao longo do tempo e tornar mais rápida a avaliação da eficácia dos tratamentos e dos resultados das pesquisas.

Na plataforma colaborativa terá um biobanco nacional, com armazenamento de materiais como DNA, sangue, plasma, tecido tumoral e outras amostras biológicas, além de dados de ensaios clínicos e análises científicas. A expectativa é que a centralização dessas informações acelere a produção de conhecimento e facilite o desenvolvimento de novas terapias para a população brasileira.

As informações são da Agência Gov.

Hemepar reforça pedido de doação de sangue dos tipos O+ e O-

Junho é o mês de conscientização para a doação de sangue e, aproveitando o período, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), reforça o chamado para doações de sangue dos tipos O positivo (O+) e O negativo (O-), diante da redução dos estoques em diferentes regiões do Estado. A rede estadual de hemoterapia é responsável pelo abastecimento de mais de 380 hospitais paranaenses por meio das 23 unidades da Hemorrede distribuídas no Paraná

O sangue O- possui papel fundamental em atendimentos de emergência, já que pode ser utilizado em pacientes de qualquer grupo sanguíneo quando não há tempo suficiente para exames de compatibilidade. Já o tipo O+, presente na maior parte da população, é um dos mais requisitados pelos hospitais devido à alta demanda transfusional.

“O sistema de saúde depende da solidariedade da população para manter os estoques abastecidos. A doação é um ato voluntário que ajuda diretamente pacientes que necessitam de transfusões constantes, em cirurgias, tratamentos e situações de urgência em todo o Paraná. O Junho Vermelho chega, justamente, para ampliar essa conscientização na população, de que a doação de sangue é o passo fundamental para que possamos salvar vidas”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

A doação vem crescendo ano após ano no Paraná. Em 2023, foram registradas 187.128 bolsas coletadas. O número passou para 203.925 em 2024 e atingiu 214.377 em 2025, representando aumento próximo de 15% no período. Em 2026, até o momento, já foram contabilizadas 86.130 bolsas, volume 3% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

As bolsas coletadas têm papel essencial na manutenção dos atendimentos hospitalares, especialmente em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Em muitas cirurgias, como transplantes, procedimentos cardíacos, ortopédicos, neurológicos e atendimentos a vítimas de traumas graves.

Além disso, os hemocomponentes são utilizados para garantir segurança clínica durante o pós-operatório, auxiliando pacientes que apresentam anemia, alterações de coagulação ou necessidade de recuperação mais intensa. O estoque regular dos hemocentros também é indispensável para evitar o adiamento de cirurgias eletivas e assegurar resposta rápida em situações de urgência e emergência.

Atualmente, a Hemorrede Paranaense atende 96,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, fornecendo sangue e hemocomponentes para tratamentos oncológicos, transplantes, atendimentos de urgência e outras terapias que dependem diretamente das transfusões.

Cada coleta reúne aproximadamente entre 450 ml e 470 ml de sangue. Após o processamento, o material pode ser separado em hemocomponentes como hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado, permitindo que uma única doação beneficie até quatro pessoas.

QUEM PODE DOAR – Estão aptas para doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos completos. No caso de menores de idade, é necessária autorização e acompanhamento do responsável legal. Os homens podem realizar até quatro doações anuais, com intervalo mínimo de dois meses. Já as mulheres podem doar até três vezes ao ano, respeitando o intervalo de três meses entre as coletas.

O voluntário deve pesar mais de 50 quilos, estar alimentado, hidratado e descansado no momento da doação, além de evitar alimentos gordurosos nas horas anteriores. Também é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto.

DIA DO DOADOR – O Dia Mundial do Doador de Sangue é celebrado em 14 de junho e tem como objetivo reconhecer a importância dos voluntários que ajudam a salvar vidas por meio da doação regular.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

SUS ampliará proteção vacinal contra doença pneumocócica

A partir de junho, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer um imunizante mais abrangente contra a doença pneumocócica. A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) vai substituir a 10-valente, dobrando os sorotipos prevenidos.

O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (27) um guia técnico preliminar com orientações sobre a mudança para profissionais de saúde. Os municípios poderão começar a aplicar a vacina assim que receberem o imunizante.

A doença pneumocócica é uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, que pode ocasionar quadros leves, como inflamação no ouvido ou sinusite, ou graves, como pneumonia bacteriana, meningite e sepse.

Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% de todos os casos de meningite bacteriana em crianças. A mortalidade nesses casos é de cerca de 30%. Além das crianças pequenas, idosos e indivíduos com comorbidades ou imunossupressão também são mais vulneráveis.

A vacinação contra a doença, com a VPC10, foi incluída no calendário básico infantil em 2010 e desde então, houve redução de 60% dos casos de doença meningocócica causada por algum dos 10 sorotipos combatidos pela vacina em crianças de até dois anos. Os casos de meningite pneumocócica na mesma faixa etária também caíram 65%.

No entanto, em anos mais recentes os casos vêm crescendo. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos. De 2022 a 2024, a média anual subiu para 211,3 casos.

A Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, explica que esta fato é reflexo de uma mudança epidemiológica decorrente da própria efetividade da vacinação.

“A introdução da vacina 10-valente foi excelente na redução desses dez tipos, o que representou uma queda importante nas doenças graves. Mas o pneumococo tem uma característica que a gente chama de “replacement”: você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”

Dados da vigilância do Ministério da Saúde mostram que quase 40% dos casos graves com amostra coletada entre 2018 e 2023 foram causados por apenas dois tipos da bactéria não prevenidos pela VPC10, mas incluídos na formulação da VPC20.

“Além disso, nos menores de 1 ano, cerca de 11% dos casos de meningite meningocócica são causados pelos outros tipos adicionais da vacina 20-valente. Isso significa que há a possibilidade da gente voltar a reduzir a curva de incidência porque estaremos protegendo exatamente contra os sorotipos que hoje prevalecem”, complementa Flávia.

As vacinas pneumocócicas conjugadas, que são o caso tanto da VPC10 quanto da VPC20, também evitam que o pneumococo se instale na nasofaringe de pessoas vacinadas. Por isso, além de evitar que elas desenvolvam a doença, a vacina também impede a transmissão, promovendo proteção indireta às pessoas não vacinadas.

O Programa Nacional de Imunizações já oferece outras vacinas mais abrangentes contra a doença pneumocócica, a VPC13 e a VPP23, mas apenas para públicos específicos, com determinadas condições de saúde que aumentam a vulnerabilidade às formas graves da doença. Esses imunizantes também serão substituídos pela VPC20 após o fim dos estoques.

Fazem parte dos grupos de alto risco que devem tomar a vacina: pessoas vivendo com HIV/aids; pacientes oncológicos; transplantados de órgãos sólidos ou medula; imunodeficientes; pessoas com nefropatias, pneumopatias, cardiopatias e hepatopatias crônicas; asmáticos graves; diabéticos; pessoas com síndrome de down e prematuros.

O calendário básico de vacinação prevê que os bebês devem receber duas doses da vacina pneumocócica, aos 2 e aos 4 meses de idades, com mais uma dose de reforço aos 12 meses. Crianças menores de 5 anos que não tenham sido vacinadas na idade correta devem atualizar a carteira o mais breve possível.

Durante o período de transição da VPC10 para a VPC20, as crianças receberão a vacina 20-valente na primeira dose e no reforço, e a 10-valente na segunda dose. Crianças que já receberam a primeira dose da vacina 10-valente, serão vacinadas com a 20-valente na segunda dose e no reforço. Uma dose de reforço da VPC20 também será aplicada nas crianças menos de 5 anos que completaram apenas o esquema básico de duas doses com a VPC10.

A vacina só é contraindicada para pessoas com alergia grave a algum componente da fórmula, ou que apresentaram reação alérgica severa em doses anteriores. Recomenda-se também que quem estiver com febre espere melhorar antes de se imunizar.

As informações são da Agência Brasil.

28 de maio é o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

O Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano durante a gestação ou em um período de 42 dias após o fim da gravidez.

A razão de mortalidade materna no país é de 56,4 a cada 100 mil nascidos vivos, segundo os últimos dados disponíveis, de 2024. Isso significa que, apenas neste ano, foram registrados 1.347 óbitos. A meta do país é chegar a 30 mortes a cada 100 mil nascidos vivos até 2030.

Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM-Datasus), consultados no Observatório da Saúde Pública. A maioria dessas mortes, nove em cada dez, é evitável, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)

O dia 28 de maio é o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, data que tem como objetivo reforçar a importância de ações sobre a saúde das mulheres em sua integralidade e de reforçar os direitos da gestante e puérpera.

A chefe da Unidade da Saúde da Mulher da Maternidade Escola Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Isabel Peixoto, reforça que um atendimento de qualidade oferece mais segurança à gestante.

“A gente sabe que com um pré-natal bem feito, de qualidade, de preferência o mais precoce possível para pegar todas as variáveis, conseguimos, na grande maioria das vezes, entregar uma paciente pronta para um parto monitorizado num local com boa assistência e com um desfecho favorável”, diz.

A unidade é referência no atendimento principalmente de casos de alto risco. “Aqui na maternidade a gente consegue fazer um trabalho de boa qualidade para perpetuar o conhecimento e dar boa assistência aos pacientes”, reforça.

As quatro principais causas de morte materna no Brasil, entre as obstétricas diretas, são as síndromes hipertensivas, hemorragias, infecções puerperais e complicações do aborto. As causas obstétricas diretas são responsáveis por 66% das mortes maternas no país.

A técnica de enfermagem Fernanda Lopes de Almeida, 41 anos, é uma das pacientes da maternidade. Grávida de 18 semanas, ela é acompanhada por causa de um quadro de hipertensão e pelo histórico de diabetes gestacional em gravidez anterior.

Na maternidade, foi orientada a mudar os hábitos de alimentação, fez exames e faz acompanhamento constante. “Sou muito bem atendida, me sinto segura”, diz. “Foi difícil essa adaptação [da alimentação] e até a conscientização. Agora, acho que estou curtindo bem melhor a gestação, uma fase mais tranquila”.

Equipe múltipla

Além dos médicos, uma equipe de diferentes profissionais é importante para garantir o atendimento adequado às mulheres, defende o enfermeiro obstétrico Renné Costa, membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

“A gente precisa acreditar muito na multidisciplinaridade das profissões. Cada uma no seu quadrado, cada uma fazendo o seu papel, mas todo mundo centrado nos objetivos que, nesse caso , são a mãe e o bebê”.

Renné Costa diz que tem assistido e participado de muitas experiências positivas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Como enfermeiro obstétrico, Renné Costa já fez mais de 5 mil partos desde 2009, a maioria no Hospital Municipal de Viçosa, em Alagoas. Com pouco mais de 26 mil habitantes, Viçosa é referência nessa área para mais nove municípios alagoanos.

Quando ele chegou ao Hospital Municipal de Viçosa, eram realizados no local entre 80 e 90 partos por ano. “Depois do meu trabalho lá, a gente passou a fazer 600 partos por ano”. O enfermeiro atribui essa expansão à autonomia dada à enfermagem, ao enfermeiro obstétrico, que pode assistir ao parto de baixo risco amparado pela Lei 7.498 de 1986, a lei do exercício profissional da enfermagem.

Ele defendeu que experiências como essa deveriam ser multiplicadas pelo Brasil. Nos mais de 5 mil partos que realizou, Renné Costa não perdeu nenhuma criança e nenhuma mulher.

Acompanhamento após o parto

A ginecologista e obstetra Inessa Beraldo de Andrade Bonomi, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Gestação de Alto Risco da Federação Brasileira das Associaçaões de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ressalta que o acompanhamento após o parto é também chave para a redução da mortalidade materna.

“A mulher vai para casa e, muitas vezes, ela acaba sendo menos olhada pelos serviços da rede de saúde e também pela família”, diz.

O olhar um pouco menos atento para essa mãe pode fazer com que sinais de risco sejam percebidos tardiamente. Essas complicações que surgem no período do puerpério muitas vezes se agravam, se complicam.

A ginecologista e obstetra assegura que os sinais de alerta no pós-parto, no puerpério, não podem ser naturalizados. Entre esses sinais estão sangramento vaginal além do habitual, febre, falta de ar, dor no peito, dor de cabeça intensa e que não passa com o uso de analgésico, alteração visual (escotomas ou pontinhos de luz que a paciente passa a enxergar), pressão que permanece alta e se mantém com picos hipertensivos.

A recomendação da especialista é que essas pacientes voltem mais precocemente para a consulta puerperal. Nos primeiros sete dias e, no máximo, dez, elas devem retornar ao centro de saúde ou ao consultório do ginecologista e obstetra para que sejam avaliadas e se consiga fazer um acompanhamento das condições clínicas pré-existentes que elas têm.

A Febrasgo ressalta que um ponto que não pode ficar fora do acompanhamento puerperal é a saúde mental. O sofrimento psíquico no pós-parto pode se manifestar de várias formas: com tristeza intensa, ansiedade, insônia, medo de cuidar do bebê, sensação de incapacidade, exaustão extrema e dificuldade de vínculo com o recém-nascido.

Em casos mais graves, podem surgir ideias de autoagressão, risco de violência contra si mesma ou contra o bebê e sintomas psicóticos, situações que exigem atenção imediata. Segundo Inessa Bonomi, olhar para a saúde mental é essencial para prevenir desfechos graves no puerpério.

Rede Alyne

No âmbito federal, em 2024, o governo federal lançou programa para reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027. Em relação a mulheres pretas, a intenção é reduzir a mortalidade em 50% no mesmo período. Chamado de Rede Alyne, a iniciativa é uma reestruturação da antiga Rede Cegonha, de cuidados a gestantes e bebês na rede pública.

A iniciativa homenageia a jovem negra Alyne Pimentel, que morreu aos 28 anos, grávida de seis meses, por falta de atendimento adequado na rede pública de saúde do município de Belford Roxo (RJ), em 2002. Alyne também era mãe de uma criança de 5 anos.

A meta da Rede Alyne é beneficiar mulheres com cuidado humanizado e integral, observando as desigualdades étnico-raciais e regionais.

As informações são da Agência Brasil.

Curitiba sediará o III Congresso Acadêmico Sindical da Federação Médica Brasileira

A Federação Médica Brasileira (FMB) e o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) estão com inscrições abertas para o III Congresso Acadêmico Sindical da FMB. O evento será realizado nos dias 14 e 15 de agosto de 2026, na sede do Conselho Regional de Medicina do Paraná, em Curitiba (PR).

Com o tema “Formação Médica, Residência e Regulação Profissional: impactos do ENAMED e desafios para o trabalho médico”, o encontro reunirá acadêmicos de medicina, médicos, pesquisadores, lideranças sindicais e profissionais da saúde de diversas regiões do país.

A proposta é promover debates qualificados sobre os desafios da formação médica, residência, regulação profissional e mercado de trabalho, fortalecendo a integração entre movimento sindical, meio acadêmico e prática médica.

O congresso consolida-se como um espaço fundamental para o debate qualificado sobre os desafios e as perspectivas do movimento médico sindical no Brasil. Nesta edição, dedicamos especial atenção às pautas que envolvem a formação, a valorização e o protagonismo de estudantes e jovens médicos, incentivando sua participação ativa nas estruturas de representação da categoria.

As inscrições para o congresso já estão disponíveis na plataforma Even3, onde também podem ser acessadas informações atualizadas sobre programação, edital e orientações logísticas.

Cobertura vacinal contra a Influenza no Paraná está acima da média nacional

O Paraná aplicou 1.783.418 doses da vacina contra a Influenza até o dia 25 de maio. A campanha nacional de imunização para os grupos prioritários se encerra nesta semana, no dia 30 de maio, e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da vacinação para prevenção de casos graves da doença.

Os idosos acima de 60 anos lideram a procura pelos imunizantes, registrando mais de 925 mil aplicações. As crianças de seis meses a menores de seis anos receberam 207 mil doses no período. A cobertura vacinal dos grupos prioritários no Estado atingiu 39,97%, índice superior à média nacional, que está em 36,24%.

O secretário da Saúde, César Neves, diz que a população deve procurar as unidades de saúde nos próximos dias para garantir a proteção contra o vírus e reforça que as equipes estão mobilizadas para atender os paranaenses e ampliar a barreira imunológica antes da chegada do inverno.

“Queremos chamar a atenção dos paranaenses para vacinarmos e fecharmos essa campanha com todas as doses disponíveis utilizadas. A vacina é segura e representa a principal estratégia para evitar casos graves e internamentos decorrentes das complicações da gripe”, afirmou o secretário.

GRUPOS PRIORITÁRIOS – Segundo dados do painel de vacinação do Ministério da Saúde, Conselheiro Mairinck registra a maior taxa de cobertura vacinal de idosos do Paraná, alcançando 82,43% do público-alvo do imunizado. Iguatu aparece na sequência com 73,36%, seguido por Guapirama com 71,64% e Uniflor com 71,04%. O ranking das dez cidades com melhor desempenho inclui ainda Santo Antônio do Paraíso (67,65%), Virmond (66,58%), Jardim Olinda (66,39%), Coronel Domingos Soares (64,50%), Lunardelli (63,93%) e Salgado Filho (62,63%).

Na outra ponta do levantamento, Diamante do Norte apresenta o menor índice de adesão de idosos à campanha, com apenas 3,76% de cobertura. Mauá da Serra contabiliza 4,58% e Inácio Martins tem 5,73%. A lista de municípios com menor adesão dos grupos prioritários engloba também Alto Paraíso (6,05%), Saudade do Iguaçu (17,68%), Quatro Pontes (21,84%), Primeiro de Maio (22,98%), Santa Amélia (23,90%), Catanduvas (27,91%) e Sertanópolis (27,92%).

Em crianças entre seis meses a menores de seis anos, as cidades com maior índice de cobertura vacinal são Porto Rico (86,75%), Esperança Nova (78,95%), Iguatu (75,76%), Paranapoema (74,31%) e Corumbataí do Sul (71,71%). Entre as menores estão Mauá da Serra (3,47%), Diamante do Norte (3,57%), Alto Paraíso (4,43%), Inácio Martins (5,75%) e Primeiro de Maio (9,83%).

Os municípios de Godoy Moreira, Iguatu, Nova América da Colina, Pitangueiras, Pinhal de São Bento, Diamante do Sul, Alto Paraíso, Cafeara, Cruzeiro do Iguaçu, Esperança Nova, Uniflor, Mariluz, São Jorge do Ivaí, Lupionópolis e Jundiaí do Sul já vacinaram todas as suas gestantes. Itaipulândia, Leópolis, Rancho Alegre, Porto Vitória, Cerro Azul, Boa Ventura de São Roque, Japira, Lunardelli, Ourizona e Ventania já possuem cobertura vacinal acima de 90%.

Curitiba teve adesão de 38,15% das gestantes. Os municípios com menor cobertura vacinal para esse grupo são Diamante do Norte (8,7%), Inácio Martins (12%) e Mauá da Serra (12,36%).

NÚMEROS ABSOLUTOS – O volume total de doses aplicadas reflete o porte populacional das maiores cidades paranaenses. Curitiba lidera os números absolutos com 195.051 vacinas aplicadas. Londrina aplicou 66.080 doses e Maringá imunizou 47.761 pessoas. Cascavel contabiliza 33.483 aplicações, enquanto Ponta Grossa soma 29.608 doses.

O grupo dos dez municípios com maior quantitativo de vacinas aplicadas conta também com São José dos Pinhais (26.880 doses), Foz do Iguaçu (23.263 doses), Colombo (19.887 doses), Guarapuava (18.162 doses) e Araucária (14.188 doses).

CAMPANHA E GRUPOS PRIORITÁRIOS – No Estado, a população-alvo da vacinação soma 4.815.445 pessoas, sendo elas crianças de seis meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais, gestantes, profissionais de saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança e de salvamento, e militares das Forças Armadas.

Também estão incluídos indivíduos com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e de longo curso, portuários, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.

Até o momento, o Paraná recebeu 2,8 milhões de doses enviadas pelo Ministério da Saúde, distribuídas aos municípios conforme a necessidade de cada região, garantindo o abastecimento da rede pública. Ainda não há definição sobre o número total de doses que o Estado deverá receber durante toda a campanha.

As informações são da Agência Estadual de Noitícias.