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Anvisa aprova primeira caneta análoga ao Ozempic para diabetes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (26) o registro do medicamento Ozivy. O produto é a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico liberado para comercialização no Brasil.

O composto usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve a patente expirada em 20 de março.

O pedido de registro do medicamento, em nome da fabricante EMS/SA, chegou em 2023 e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade feita por meio do registro na Anvisa.

Indicação aprovada

Ozivy poderá ser usado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, como adjuvante a dieta e exercícios.

O produto será apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para uso semanal. A forma de conservação do novo produto é diferente do medicamento originador (Ozempic). Ele deve ficar armazenado em geladeira antes e depois de iniciado o tratamento.

O Ozivy não é um medicamento genérico, pois não há genérico de produtos biológicos conforme regulação brasileira. O composto é classificado como medicamento novo, sendo um análogo sintético de produto biológico.

Saiba mais sobre o novo medicamento no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil:

Vacinação e vigilância mantêm Poliomielite e outras doenças erradicadas no Paraná

O Paraná mantém erradicadas doenças que durante décadas provocaram mortes, sequelas permanentes e epidemias em diferentes regiões do País. A realidade atual do Estado é sustentada por uma estrutura contínua de vacinação, coberturas vacinais, vigilância epidemiológica e resposta rápida coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com os 399 municípios.

Para que essas doenças permaneçam erradicadas, uma das principais estratégias é a manutenção de altas coberturas vacinais. A Sesa reforça que a queda da vacinação pode favorecer o retorno de enfermidades já controladas no país, especialmente diante da circulação de vírus e bactérias em outras regiões do mundo.

Entre elas estão a poliomielite, responsável por casos graves de paralisia infantil; a rubéola e a síndrome da rubéola congênita; além do tétano neonatal, historicamente associado à mortalidade infantil. O Paraná também mantém monitoramento permanente para impedir a reintrodução de doenças como sarampo e difteria, consideradas controladas, mas ainda presentes em outros países.

O secretário estadual da Saúde, Cesar Neves, afirma que o Paraná consolidou uma rede técnica capaz de responder rapidamente a riscos epidemiológicos e evitar a circulação de doenças já eliminadas. “Erradicar uma doença é um processo complexo, mas manter essa condição exige ainda mais responsabilidade. O Paraná possui equipes capacitadas, um trabalho intensivo para a cobertura vacinal e uma vigilância ativa que atua diariamente para impedir a reintrodução dessas enfermidades”, destaca.

A estrutura estadual envolve investigação imediata de casos suspeitos, rastreamento de contatos, monitoramento laboratorial, análise epidemiológica e estratégias de vacinação de bloqueio – medida emergencial que consiste em vacinar pessoas que vivem ou convivem no entorno de um caso suspeito. O trabalho é realizado de forma integrada entre a vigilância estadual, as Regionais de Saúde e as secretarias municipais.

AVANÇOS – A poliomielite é um dos principais exemplos. O Brasil não registra casos da doença desde 1989, mas o risco de reintrodução ainda existe em razão da circulação do vírus em alguns países e da queda das coberturas vacinais observada nos últimos anos.

Para evitar esse cenário, a Sesa intensificou estratégias de recuperação vacinal, campanhas de conscientização e ações de busca ativa de crianças não imunizadas. O Estado também acompanha indicadores vacinais e promove apoio técnico permanente aos municípios.

Outro avanço consolidado é a eliminação do tétano neonatal, alcançada por meio da ampliação da vacinação materna, fortalecimento do pré-natal e melhoria da assistência ao parto. Já a rubéola e a síndrome da rubéola congênita deixaram de circular graças às campanhas de imunização e ao controle epidemiológico contínuo.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti Davi Lopes, ressalta que o desaparecimento dessas doenças da rotina da população não significa ausência de risco. “Muitas gerações já não conviveram com essas doenças e, por isso, acabam não percebendo a gravidade delas. A vigilância precisa ser constante, porque basta a redução da cobertura vacinal para que enfermidades já eliminadas possam voltar a circular”, afirma.

Maria Goretti reforça que todas as vacinas do calendário nacional estão disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde do Estado e alerta para a importância da atualização da carteira vacinal em todas as faixas etárias.

CONQUISTAS EXPRESSIVAS – O Paraná vem registrando quedas expressivas e recebendo certificações de controle de sífilis e HIV. O Estado alcançou a eliminação da transmissão vertical de HIV e o Selo Bronze em Sífilis. Além do Estado, 16 municípios paranaenses também foram reconhecidos por algum nível de eliminação ou certificação de boas práticas. Entre todas as cidades do Brasil, Toledo foi a única que recebeu o certificado de eliminação dupla de HIV e sífilis.

A transmissão vertical ocorre da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou o aleitamento. Para evitar esse tipo de transmissão, as gestantes devem fazer o pré-natal, com todos os testes e cuidados disponíveis no Sistema Único de Saúde, que dispõe de insumos para prevenção, diagnóstico e tratamento, como preservativos, testes rápidos e laboratoriais, fórmula láctea, antibióticos e antirretrovirais.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Alerta de tentativa de golpe em nome do Simepar

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) alerta que nenhum funcionário/a ou advogado/a está entrando em contato com Médicos/as pelo telefone para informar valores de seguro a receber.

Trata-se de uma tentativa de golpe e nenhum valor deve ser pago, tampouco nenhum dado sensível deve ser repassado para os golpistas. A Secretaria do Simepar já registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

Chama a atenção o fato de que o telefone usado para contato é um número de Brasília – DF (61-920024965).

Caso recebam telefonema ou mensagem com esse teor, ou qualquer teor suspeito, pedimos que comuniquem a Secretaria do Simepar pelo e-mail: simepar@simepar.com.br – ou pelo telefone: 41 3338-8713.

Estado amplia aplicação da vacina contra a Gripe nas escolas do Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ampliou o público-alvo da vacinação contra a Influenza para abranger toda a comunidade escolar do Paraná. A medida é exclusiva para as ações itinerantes realizadas pelas equipes de saúde nas instituições de ensino públicas e privadas.

Com a nova diretriz, a vacinação estará liberada para estudantes de qualquer idade e para todos professores e trabalhadores da escola. A campanha de vacinação contra influenza segue até 30 de maio.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, reforça a união de esforços entre as pastas do Governo do Estado. “Em parceria com a Secretaria da Educação, iniciamos nessa semana uma ampliação. Toda a comunidade escolar será vacinada. A merendeira, os professores, os seguranças, os inspetores de alunos, enfim, toda a comunidade escolar vai ter essa chance importante de colocar a nossa carteirinha de vacinação em dia”, destaca.

COMO FUNCIONA – A ampliação do público é válida exclusivamente para o momento em que a equipe de saúde estiver realizando a ação vacinal no interior da instituição de ensino.

Não muda na UBS – Os critérios de rotina das Unidades Básicas de Saúde (UBS) permanecem os mesmos. Portanto, os novos públicos (estudantes e demais funcionários) não devem procurar os postos fixos para esta vacina, pois o benefício está condicionado à ação escolar.

A ampliação do público-alvo na ação escolar beneficia diretamente estudantes de qualquer faixa etária, abrangendo os ensinos infantil, fundamental e médio, além de todos os trabalhadores da educação das redes pública e privada.

Com isso, além dos professores, a proteção é estendida para auxiliares de serviços gerais, secretários, recepcionistas, equipes de apoio, segurança e demais trabalhadores que integram a rede de trabalho nas escolas.

CAMPANHA DE VACINAÇÃO – A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) intensificou o chamamento para a vacinação contra a gripe, que segue até 30 de maio. Com a chegada do frio, as autoridades reforçam que este é o período mais apropriado para a imunização, que é a principal ferramenta para prevenir casos graves, internamentos e óbitos pela doença.

Para garantir o atendimento, o Estado conta com mais de 1.800 salas de vacinação abertas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Além disso, para facilitar o acesso do público-alvo, diversos municípios realizam ações externas. Para receber a dose, o cidadão deve apresentar um documento pessoal e a carteira de vacinação.

Desde o início da mobilização, em 28 de março, o Paraná já registrou a aplicação de 1,5 milhão de doses do imunizante. Até o momento, o volume de vacinas estava concentrado nos públicos-alvo prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como idosos, gestantes e crianças de 6 meses a menores de 6 anos.

Agora, a estratégia ganha o reforço da comunidade escolar por meio das ações itinerantes realizadas pelas equipes de saúde dentro dos colégios.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Anvisa aprova nova opção de tratamento para Câncer de Mama mais agressivo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (18) uma nova indicação terapêutica para o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana).

Já registrado no Brasil para o tratamento de câncer de mama, o medicamento passa a ser usado em combinação com o pertuzumabe para o tratamento de primeira linha de pacientes com câncer de mama HER2‑positivo (IHC 3+ ou ISH+). a indicação é feita em duas situações desse tipo de câncer:

  • Irressecável – do tipo que não pode ser removido completamente por cirurgia;
  • Metastático – quando a doença se espalhou do local original para outras partes do corpo.

O HER2‑positivo representa aproximadamente 20% dos casos de câncer de mama e está associado a um comportamento clínico mais agressivo, com maior risco de progressão da doença e pior evolução da doença, sobretudo nos estágios avançados ou metastáticos.

Apesar dos avanços terapêuticos, essa condição permanece incurável, configurando um importante problema de saúde pública.

De acordo com a Anvisa, a nova indicação foi fundamenta em estudo que demonstrou melhora clinicamente relevante e estatisticamente significativa na sobrevida livre de progressão.

As informações são da Agência Brasil.

Hemepar oferece transporte e coletas externas para grupos de doadores de sangue

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), desenvolve projetos para aproximar as pessoas da doação de sangue, principalmente quando envolve grupos maiores de doadores. O órgão disponibiliza uma van para o traslado de grupos interessados em doar, além de realizar coletas externas.

O projeto “Leva e traz” tem como objetivo unir grupos de doadores que trabalhem na mesma empresa, pessoas de uma mesma comunidade, igrejas ou amigos interessados em fazer a doação de sangue. Através de agendamento, a van vai até o local para buscar as pessoas e levar até a sede do Hemepar, em Curitiba. Depois da doação, todos são levados de volta. A van atende Curitiba e Região Metropolitana e é preciso fechar grupos de 10 a 14 pessoas.

Outra estratégia é o “Hemepar vai até você” com coletas externas. As equipes de doação vão até os municípios da Região Metropolitana de Curitiba para fazer o cadastro, triagem e coleta de sangue. As ações ocorrem de maneira planejada e articuladas com as secretarias municipais, empresas ou igrejas.

Todo atendimento é feito com agendamento prévio, que pode ser realizado diretamente com o serviço social do Hemepar pelo telefone (41) 3281-4051 ou e-mail: rchemepar@sesa.pr.gov.br.

“Essas ações são importantes para reforçar os estoques do banco de sangue, pois facilita o acesso de grandes grupos de doadores que sempre atendem ao nosso chamado “, diz a diretora do Hemepar, Vivian Patricia Raksa. “Nesse momento, estamos com baixo estoque dos tipos O, positivo e negativo, e aproveitamos para reforçar o pedido para que os doadores venham nossa sede realizar esse ato que pode salvar até quatro vidas.”

DOAÇÃO – Curitiba, Londrina e Maringá, além de Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão, são as cidades com a situação mais crítica na falta de sangue O- e O+. Os estoques baixos representam um risco para o atendimento de vítimas de acidentes, pacientes que fazerão cirurgia e mesmo aqueles em tratamento oncológico.

O sangue do tipo O Rh negativo (O-) é o mais valioso em emergências médicas, pois ele pode ser utilizado em qualquer paciente por não possuir os antígenos A, B ou Rh. Em casos graves, quando alguém chega ao hospital com uma hemorragia severa e não há tempo de fazer o teste do tipo de sangue, os médicos utilizam o tipo O- para salvar a vida do indivíduo.

Já o sangue do tipo O Rh positivo (O+), embora não seja o doador universal absoluto (devido ao fator Rh), é o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira. Por ser o mais frequente, é o mais utilizado nos hemocentros. Além disso, ele pode ser doado para qualquer pessoa que tenha fator Rh positivo (A+, B+, AB+ e o próprio O +), o que abrange a grande maioria da população.

SUS – O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Uma doação pode salvar, no mínimo, quatro vidas.

QUEM PODE DOAR – Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses e, no máximo, quatro vezes ao ano. Mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação). Para doar sangue é obrigatório apresentar documento oficial com foto, nome completo, data de nascimento, nome da mãe, número do RG e/ou CPF.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Anvisa aprova nova opção de tratamento para Psoríase, Doença de Crohn e Colite Ulcerativa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o registro do medicamento Yesintek (Ustequinumabe), indicado para o tratamento d as seguintes doenças inflamatórias crônicas e autoimunes: psoríase, artrite psoriásica , doença de Crohn e colite ulcerativa.

O produto foi avaliado pela via de desenvolvimento por comparabilidade , tendo com comparador o medicamento Stelara. Yesintek é biossimilar, ou seja, demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência previamente registrado na Anvisa , conforme os critérios estabelecidos na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 55/2010.

O produto é apresentado como uma solução injetável pronta para administração subcutân ea e para infusão intravenosa.

Doenças

O medicamento aprovado é uma nova alternativa terapêutica para pacientes adultos e crianças acima de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave. O tratamento é direcionado especificamente para casos em que as terapias convencionais — como o uso de ciclosporina, metotrexato ou sessões de fototerapia (PUVA) — não apresentaram resultados satisfatórios, foram contraindicadas ou causaram intolerância.

Pacientes adultos com artrite psoriásica ativa também podem fazer uso do produto , de forma isolada ou e m combinação com metotrexato , quando a resposta ao tratamento com drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARD) fo i inadequada . O medicamento é indicado ainda para crianças com mais de 6 anos com a doença ativa.

No caso da doença de Crohn, Yesintek é indicado para pacientes adultos com quadro ativo de moderado a grave , que tiveram resposta inadequada ou perda de resposta . Pessoas intolerantes à terapia convencional ou ao anti – TNF-alfa ou que tenham contraindicações médicas para essas terapias também pode m fazer uso do medicamento.

Por fim, também podem usar o produto pacientes adultos com colite ulcerativa ativa moderada a grave nas seguintes condições :

  • Resposta inadequada
  • Perda de resposta
  • Intolerância à terapia convencional
  • Intolerância à t erapia com medicamentos biológicos

 

Confira a Resolução 1.896 /2026 no Diário Oficial da União.

As informações são da Anvisa, via Agência Gov

Estoques de sangue O- e O+ chegam a níveis críticos e Hemepar pede doações

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), através do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), apela à população por doações dos tipos sanguíneos O positivo (O+) e O negativo (O-), que estão com estoques baixos e em níveis críticos em algumas regiões do Paraná. As doações podem ser feitas nas 23 unidades da Hemorrede Paranaense, que atendem mais de 380 hospitais de todo o Estado.

Conforme dados do Hemepar, a situação mais preocupante está na região Oeste, nas cidades de Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão, além de Londrina e Maringá, nas regiões Norte e Noroeste, e Curitiba. As doações podem ser feitas através de agendamento no site do Hemepar, que evita filas e espera. Clique AQUI para fazer o agendamento.

“O tipo de sangue O positivo e negativo é o mais necessário, e ele vai atender toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), além de hospitais privados e beneficentes. Estamos apelando ao espírito solidário do paranaense que busque uma de nossas centrais do Hemepar para doar. Ajude as pessoas, pois doar sangue é um ato que salva até quatro vidas e não faz mal nenhum”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

O sangue do tipo O Rh negativo (O-) é o mais valioso em emergências médicas, pois ele pode ser utilizado em qualquer paciente por não possuir os antígenos A, B ou Rh. Em casos graves, quando alguém chega ao hospital com uma hemorragia severa e não há tempo de fazer o teste do tipo de sangue, os médicos utilizam o tipo O- para salvar a vida do indivíduo.

Já o sangue do tipo O Rh positivo (O+), embora não seja o doador universal absoluto (devido ao fator Rh), é o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira. Por ser o mais frequente, é o mais utilizado nos hemocentros. Além disso, ele pode ser doado para qualquer pessoa que tenha fator Rh positivo (A+, B+, AB+ e o próprio O +), o que abrange a grande maioria da população.

Além do atendimento a pessoas em estado grave, a doação de sangue é essencial para garantir o atendimento de cirurgias, tratamentos oncológicos e uma infinidade de procedimentos que precisam de transfusão. O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná.

Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Uma doação pode salvar, no mínimo, quatro vidas.

Em 2025, a rede do Hemepar registrou 214.377 doações, numa média de mais de 17.864 doações por mês, 703 por dia. Neste ano, entre os meses de janeiro a abril, foram registrados 72.054 doações, número 3,2% maior do que no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 69.698 doações.

A reposição do volume de sangue doado não causa nenhum prejuízo para o organismo. O plasma ocorre em 24 horas e a dos glóbulos vermelhos em quatro semanas.

QUEM PODE DOAR – Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses e, no máximo, quatro vezes ao ano. Mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação). Para doar sangue é obrigatório apresentar documento oficial com foto, nome completo, data de nascimento, nome da mãe, número do RG e/ou CPF.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Brasil bateu recorde de transplantes em 2025

O Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país. O número representa crescimento de 21% em relação a 2022, quando foram realizados 25,6 mil transplantes. O resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema em todo o país, com o fortalecimento de parcerias institucionais e a ampliação do acesso dos pacientes aos transplantes.

A consolidação da distribuição interestadual, coordenada pela Central Nacional de Transplantes, tem sido decisiva nesse processo. Em 2025, essa estratégia viabilizou 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e quatro de pâncreas, contribuindo para atender prioridades clínicas e reduzir perdas de órgãos mais sensíveis ao tempo de isquemia.

Os resultados também refletem o esforço conjunto entre o Ministério da Saúde, companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir o transporte ágil de órgãos e equipes de captação e transplante. Em 2025, foram feitos 4.808 voos — um aumento de 22% em relação a 2022 —, o que contribui para que os órgãos cheguem a tempo ao destino, ampliando as chances de transplante e salvando mais vidas em diferentes regiões do país.

Houve também aumento no número de equipes de captação, o que contribui para ampliar a identificação de doadores. Esses profissionais passaram de 1.537, em 2022, para 1.600 em 2026.

Apesar dos avanços, ainda há um desafio importante: a recusa familiar à doação de órgãos. Hoje, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação, o que limita o número de transplantes que poderiam ser feitos. Essa é uma decisão que ocorre em momento difícil, de dor e impacto emocional. Por isso, falar sobre o tema com a família faz diferença. Quando o desejo de ser doador é conhecido, a decisão se torna mais segura e pode ajudar a salvar outras vidas.

Capacitação

O Ministério da Saúde tem investido na qualificação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Entre as iniciativas está o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot), que prepara profissionais de saúde para identificar potenciais doadores, conduzir entrevistas com acolhimento às famílias e qualificar todo o processo de doação.

Mais de mil profissionais de saúde já se formaram nos estados de Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Recorde

O transplante de córnea foi o mais realizado em 2025, com 17.790 procedimentos. Em seguida, aparecem os de rim, com 6.697; medula óssea, com 3.993; fígado, com 2.573; e coração, com 427. Em todos os casos, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece aos pacientes toda a assistência necessária de forma gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

O SUS financia cerca de 86% dos transplantes no país, assegurando acesso gratuito e universal. Para garantir atendimento qualificado, o Ministério da Saúde também destinou mais recursos para o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) em 2025. Enquanto em 2022 o investimento foi de R$ 1,1 bilhão, no ano passado os recursos federais alcançaram R$ 1,5 bilhão, um crescimento de 37%.

Transplantes

O acesso ao transplante de órgãos, tecidos ou medula óssea no Brasil ocorre por meio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Para ingressar na lista de espera, o paciente deve ser encaminhado a um estabelecimento de saúde habilitado, onde passa por avaliação de equipe médica especializada e realiza os exames necessários. Confirmada a indicação para o transplante, a equipe responsável faz a inscrição do paciente no sistema, registrando também as características do doador compatível com o seu perfil clínico.

A lista de espera por transplantes é dinâmica e varia de acordo com a condição clínica dos pacientes e a disponibilidade de doadores compatíveis. O SNT passou por modernização nos últimos anos, com a incorporação de novas tecnologias e a ampliação do acesso aos serviços especializados. Entre essas iniciativas, destaca-se a Prova Cruzada Virtual, que permite avaliar previamente a compatibilidade entre doador e receptor, reduzindo o risco de rejeição e conferindo mais agilidade ao processo.

As informações são da Agência Brasil.

Médicos/as do CIRUSPAR declaram greve contra corte de direitos

Médicos e Médicas do Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência do Sudoeste do Paraná (CIRUSPAR) decidiram em Assembleia Geral realizada nesta terça-feira (05 de maio) por iniciar uma greve para conter as investidas da direção do Consórcio visando a retirada de direitos previstos nos Acordos Coletivos de Trabalho previamente firmados com o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar).

A data base para o reajuste anual dos médicos é em abril, com o último Acordo Coletivo de Trabalho tendo vigência até o dia 30/04. Porém, para a renovação do ACT, a direção do CIRUSPAR ofereceu um índice de reajuste inferior à inflação anual. Além disso, o Consórcio quer retirar outros direitos previstos em Acordos Coletivos anteriores; como pagamento de adicional pelo labor prestado em feriados; além que buscar diminuir a indenização da hora do intervalo intrajornada.

Diante do impasse, e da investida da Direção do Consórcio em buscar firmar acordos individuais, semeando a divisão e dispersão na categoria, os profissionais da Medicina decidiram decretar greve administrativa para forçar a negociação.

A greve administrativa deliberada pelos Médicos/as não prejudicará, de nenhuma maneira, o atendimento à população, que não ficará desassistida. Serão mantidos os serviços e atos médicos em sua totalidade.

Durante o movimento paredista, que terá início no sábado próximo (09/05), os profissionais deixarão de executar tarefas meramente administrativas e/ou sem relação direta com o atendimento médico, como a digitação de dados para estatísticas em formulários eletrônicos, entre outras.

A mobilização de Médicas e Médicos também se articula com as demais categorias que atuam no CIRUSPAR, como a enfermagem e os condutores. Esses trabalhadores/as também estão sofrendo as tentativas de retirada de direitos adquiridos, além da recusa da reposição inflacionais anual.