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Estado começa a distribuir vacinas anticovid para crianças a partir de seis meses

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está distribuindo 261.300 vacinas contra a Covid-19 nesta quinta-feira (17). Desse total, 17.860 doses são da versão “baby” do imunizante Pfizer BioNTech, para o início do esquema vacinal, com a primeira dose (D1) das crianças de seis a meses a dois anos (2 anos, 11 meses e 29 dias). Elas fazem parte de uma primeira remessa de 53.699 doses, enviada pelo Ministério da Saúde para esta faixa etária.

“As outras duas doses para esses bebês e crianças estão asseguradas no Cemepar, para que possam finalizar, com as três doses, o esquema completo de vacinação. Já solicitamos mais de 1,4 milhão de vacinas para darmos continuidade e assim, vacinar todas as crianças dessa faixa etária.”, informou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Além das vacinas “baby”, a Sesa distribui 63.040 vacinas CoroNavac para crianças de 3 a 4 anos e 19.580 doses da Pfizer para a faixa etária de 5 a 11 anos. Ambas por solicitação dos municípios.

Já para a população em geral, acima de 12 anos, a Sesa enviará às Regionais 41.970 imunizantes da Pfizer e 118.850 AstraZeneca.

VACINAS – Na última quinta-feira (10), o Estado liberou a aplicação da segunda dose de reforço (R2) ou quarta dose em pessoas acima de 18 anos que tenham tomado a primeira dose de reforço há pelo menos quatro meses. A ampliação será realizada enquanto houver disponibilidade de vacinas contra a Covid-19 nos municípios.

As informações são da Sesa.

Com aumento de casos respiratórios em Curitiba, Saúde reforça a recomendação de uso de máscara

Com aumento de atendimentos de casos respiratórios, a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMS) reforça a necessidade de uso de máscara, vacinação e intensificação na testagem contra covid-19.

Na última semana epidemiológica (de 6 a 12/11), foram registrados 12.364 atendimentos de pessoas com queixas respiratórias, um aumento de 31% em relação à semana anterior (30/10 a 5/11), com 9.434 atendimentos.

De acordo com o diretor de Centro de Epidemiologia da SMS, o médico Alcides Oliveira, os indicadores pedem cautela e reforço das medidas de prevenção.

“Estamos vendo um cenário epidemiológico muito similar ao vivido em 2020, um aumento de casos respiratórios no início de novembro, mas com diferenciais bem importantes: temos vacina e sabemos que o uso de máscara é um grande aliado na prevenção de infecções respiratórias”, alertou.

Covid em alta

Parte do aumento da demanda respiratória nas unidades de saúde está associada ao aumento de casos de covid-19. A taxa de positividade dos exames para covid subiu para 20,8% em novembro, em outubro ela estava em 7,3%. A média móvel de novos casos passou de 94 no dia 31 de outubro para 337 no boletim desta quarta-feira (16/11).

Outro sinal de alerta é a taxa de retransmissão do vírus, número que indica o potencial de infectado por cada caso confirmado. Hoje, a taxa está em 2,42, o que indica aceleração dos casos. O ideal é que o indicador fique abaixo de 1.

De acordo com o médico, nesse momento de aumento é necessário resgatar o uso de máscaras faciais em locais fechados e também em ambientes com grande circulação de pessoas.

“Em ambientes com maior potencial de aglomeração e pouca circulação do ar o uso da máscara passa a ser altamente recomendado, assim como nos serviços de saúde”, orientou.

O uso da máscara continua obrigatório para pessoas com sintomas respiratórios que tenham necessidade de deslocamento ou em caso de contato com outras pessoas.

Regras de ouro

O cenário de Curitiba é similar ao que vem acontecendo em todo o País. No último sábado (12/11), o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica alertando estados e municípios sobre o aumento do número de casos de covid-19 e reforçando o uso de máscaras.

As velhas e conhecidas regras de etiquetas respiratórias voltam a ganhar força. O uso de máscara, a higienização das mãos, ventilação dos ambientes e o distanciamento social desmonstram eficácia para reduzir a transmissão das doenças de contágio respiratório.

Vacina em dia

Além das regras de prevenção não farmacológicas, o diretor ressalta a importância de estar com o esquema vacinal contra a covid completo. Com o alto poder de mutação do vírus, as doses de reforço são essenciais. A consulta do esquema vacinal está no site Imuniza Já.

“As doses continuam disponíveis nas unidades de saúde e aqueles que ainda não completaram o ciclo vacinal devem buscar essa proteção”, orientou Oliveira.

Além da covid-19, também há outros vírus respiratórios em circulação. Um deles é o da influenza, causador da gripe, que também pode ser evitado pela vacina disponível para toda a população com 6 meses de idade ou mais.

Sintomas leves, ligue 3350-9000

A Saúde orienta pessoas com sintomas respiratórios leves a optarem pelo atendimento por telefone da Central Saúde Já (3350-9000), que funciona de todos os dias das 8h às 20h. O atendimento é feito por profissionais de saúde, que podem fazer encaminhamentos, prescrições e agendamento de exame, caso necessário.

Nova variante

A alta de casos de covid pode estar associada à nova subvariante da ômicron, a BQ.1, que já circula em vários estados, mas ainda não teve confirmação laboratorial no Paraná.

Com sintomas semelhantes às variantes anteriores, a BQ.1 não é de maior gravidade. E de acordo com o comportamento observado em outros países, ela tem em média cinco semanas de circulação.

“Pedimos mais uma vez a colaboração da população em adotar as medidas. Com essa soma de esforços, logo poderemos voltar a ter um cenário mais tranquilo”, disse a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

As informações são da Prefeitura de Curitiba

Baixa cobertura vacinal contra meningite preocupa infectologistas

O registro de três surtos de meningite meningocócica tipo C em 2022 na capital paulista, e o crescimento recente de casos e óbitos pela doença em outras localidades do país, acendem um alerta sobre a necessidade de redobrar os esforços de prevenção.

A queda da cobertura vacinal contra a doença nos últimos anos foi drástica: a aplicação da vacina meningocócica C (conjugada) em menores de um ano de idade caiu, em apenas cinco anos, de 87,4% para 47% no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde (MS). A meningite é uma doença grave, que pode levar à morte e deixar diversas sequelas, e melhor forma de evitá-la é a vacinação.

Como parte do Calendário Nacional de Vacinação do MS, a vacina contra a meningite meningocócica C deve ser aplicada nos bebês em três doses: aos 3, 5 e 12 meses de idade. Até fevereiro de 2023, crianças de até 10 anos não vacinas também podem receber o imunizante, em uma dose.

Já a vacina meningocócica ACWY deve ser aplicada em adolescentes de 11 e 12 anos de idade, em uma dose. Contudo, até junho de 2023, também pode ser aplicada em adolescentes entre 13 e 14 anos que não se vacinaram. Conhecida como vacina conjugada quadrivalente, ela protege contra os sorogrupos A, C, W e Y, responsáveis pelas doenças meningocócicas. Os dois imunizantes (contra a meningite C e ACWY) estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde do país durante todo o ano.

Marcio Nehab, infectologista pediátrico do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), explica que as meningites, de forma geral, são classificadas pelo seu agente causador. “A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. No caso da meningocócica C, ela é causada pelo meningococo do sorotipo C, por isso o nome. É uma doença com um quadro de evolução rápido e, em horas, o paciente pode morrer. Mesmo com todo o tratamento moderno, a taxa de mortalidade da meningite meningocócica C permanece praticamente estável, em torno de 20%. É um índice bem alto. A única maneira de reduzir isso é através da vacinação”, destaca ele.

Baixa vacinação pode levar a novos surtos

A doença, que já registrou 69 casos e ao menos dez mortes na capital paulista desde o início do ano, pode atingir qualquer faixa etária. Entretanto, crianças de até cinco anos, principalmente no primeiro ano de vida, e pessoas com problemas de imunidade são mais suscetíveis às formas graves. A meningite meningocócica C, além do risco de óbito, pode deixar graves sequelas no paciente, como problemas neurológicos, surdez, déficit visual, motor e cognitivo, e até necrose de extremidades, que pode levar a amputação de membros.

“A causa mais provável dos surtos na capital paulista é a queda da cobertura vacinal contra a doença. Se não conseguirmos aumentar essa taxa, podemos ter novos surtos e até maiores”, explica Marcio Nehab. A especialista Eliane Matos dos Santos, médica de Bio-Manguinhos/Fiocruz, também destaca a importância da vacinação: “É a forma mais eficaz na prevenção da doença. As vacinas são seguras e utilizadas na rotina para imunização e para controle de surtos”, pontua.

Na década de 1970, a capital paulistana foi cenário da maior epidemia de meningite da história do Brasil. Só no ano de 1974, estima-se ao menos 2500 mortes na cidade, por meningite meningocócica dos tipos A e C, ambas bacterianas. A epidemia também se espalhou por outros locais do país, e só foi interrompida após uma vacinação em massa de cerca de 80 milhões de pessoas. O evento histórico, inclusive, deu origem ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Entenda mais aqui.

Transmissão e tratamento da doença

A transmissão da meningite meningocócica C acontece através de contato direto com a pessoa infectada, por meio de secreções respiratórias. Geralmente, o período de incubação da doença é, em média, de sete dias. Em bebês, os sintomas mais comuns são sonolência, irritabilidade, febre, vômito e mal-estar geral. Em outras faixas etárias, febre, dor de cabeça, rigidez de nuca, vômito, dor nas articulações, pressão alta e convulsões podem aparecer. Além disso, manchas arroxeadas podem aparecer nos pacientes infectados. O diagnóstico da doença é feito a partir da suspeita clínica e confirmado através de exames de sangue e da análise do líquido cefalorraquidiano, um fluído biológico retirado do interior da coluna no exame de punção lombar.

“A evolução do quadro pode ser muito rápida. Por isso, é essencial procurar imediatamente uma unidade de saúde para que possa ser feito o diagnóstico, e, se a doença for confirmada, começar rapidamente o tratamento com antibiótico. Além disso, todo paciente infectado com doença meningocócica deve ser internado em uma unidade de terapia intensiva e isolado”, detalha o especialista do IFF, Marcio Nehab.

Meningite pneumocócica também preocupa

Outro tipo de meningite, a pneumocócica, também preocupa. Enquanto a meningocócica C é causada por uma bactéria do tipo C, a pneumocócica se trata de um tipo de meningite bacteriana causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que também é o agente infeccioso responsável pela pneumonia. A doença tem maior incidência entre crianças pequenas.

Em Minas Gerais, por exemplo, houve um aumento de 40% nos óbitos registrados de janeiro a outubro, em comparação a todo o ano de 2021, quando 15 pessoas faleceram em decorrência da doença. Só neste ano, foram 21 mortes por meningite pneumocócica no estado mineiro, incluindo um bebê de três meses.

“A apresentação clínica da meningite pneumocócica é muito similar à meningite meningocócica, os sintomas são os mesmos, assim como as orientações e prevenção. Porém, ela é menos transmissível, o que não quer dizer que é menos preocupante”, afirma o pediatra e infectologista Marcio Nehab. De acordo com a médica Eliane Matos, de Bio-Manguinhos, a taxa de letalidade da pneumocócica é ainda maior do que a meningocócica C: no período de 2007 a 2020, a média foi de 29%.

A especialista esclarece que no Calendário de Vacinação do Ministério da Saúde é oferecida a vacina pneumocócica 10-Valente (conjugada), em esquema de duas doses e um reforço, sendo administradas aos dois e quatro meses de idade, com um reforço aos 12 meses de idade.

“Já nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), são oferecidas, para grupos especiais, a vacinas pneumocócica 13-Valente, além da vacina pneumocócica 23-Valente (polissacarídica), para os povos indígenas a partir de 5 anos de idade e para pessoas com 60 anos e mais, não vacinados que vivem acamados e/ou em instituições fechadas, como casas geriátricas, hospitais, unidades de acolhimento/asilos e casas de repouso”, diz ela.

As informações são do Portal da Fiocruz.

FEAS é condenada a pagar insalubridade em grau máximo durante a pandemia em ação do Simepar

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR) propôs, durante a pandemia, ação coletiva requerendo que os/as médicos/as da Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) de Curitiba recebessem equipamento de proteção adequado.

Liminarmente, o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná determinou o fornecimento de máscaras N95 ou similar, para proteção dos médicos e médicas no atendimento aos pacientes na pandemia do Coronavírus.

A ação prosseguiu com pedidos de condenação da FEAS ao pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, justamente pela piora do ambiente de trabalho, com alto nível de contágio do Covid.

Os pedidos do Sindicato foram parcialmente acolhidos, tendo a Fundação sido condenada ao pagamento de insalubridade em grau máximo aos médicos em contato permanente com pacientes Covid. O pedido de dano moral coletivo, também formulado pelo Sindicato na ação, não foi atendido.

Contra o acórdão, de relatoria do Desembargador Eduardo Baracat, ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho, tanto por parte do Sindicato, quanto por parte da Fundação.

Triagem de sangue em hemocentros passará a ter teste de malária

A triagem das bolsas de sangue na hemorrede [conjunto de Serviços de Hemoterapia e Hematologia] pública brasileira passará a contar com teste específico para malária, anunciou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A inovação trará mais segurança às transfusões de sangue e permitirá a redução de 12 meses para um mês do período de impedimento à doação [de sangue] de pessoas que estiverem em áreas endêmicas para malária.

O ganho no controle das bolsas de sangue se dá com o início da implantação do Kit Nat Plus, desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). O Hemorio, no Rio de Janeiro, foi o primeiro hemocentro a receber essa tecnologia e já liberou os primeiros resultados em novembro.

Hemocentros

A implantação se dá em parceria com a Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados (CGSH) do Ministério da Saúde (MS). Segundo a Fiocruz, mais três hemocentros devem ser contemplados até o fim do ano e a atualização deve estar presente em todos os hemocentros do país até o final de 2023.

Desde 2011, o Kit Nat é produzido em Bio-Manguinhos e tem como alvos os vírus HIV e os causadores da hepatite B e hepatite C. Segundo a Fiocruz, desde que Bio-Manguinhos iniciou a produção do Kit Nat, 30 milhões de bolsas de sangue doadas na rede pública do Brasil foram testadas com a tecnologia fornecida pelo instituto.

O aprimoramento do kit brasileiro traz ainda a vantagem de permitir o uso em amostras de doadores de órgãos ou doadores falecidos em parada cardiorrespiratória, ampliando também a segurança em transplantes.

O novo kit desenvolvido em Bio-Manguinhos também tem ganhos de sensibilidade e otimização do tempo de análise.

As informações são da Agência Brasil

Infectologistas defendem uso de máscaras e mais vacinação contra uma nova onda de Covid

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) defendeu, nesta sexta-feira (11), o incremento da vacinação, a volta do uso de máscaras e outras medidas para evitar que o cenário atual de alta nos casos de covid-19 traga um possível aumento de internações, superlotação nos hospitais e mais mortes no futuro.

A entidade divulgou nota técnica de alerta, elaborada por seu Comitê Científico de Covid-19 e Infecções Respiratórias e assinada pelo presidente da SBI, Alberto Chebabo.

“Pelo menos em quatro estados da federação, já se verifica com preocupação uma tendência de curva em aceleração importante de casos novos de infecção pelo SARS-COV-2 quando comparado com o mês anterior”, diz o texto, baseado nos dados divulgados no Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz.

A SBI alerta que o cenário é decorrente da subvariante Ômicron BQ.1 e outras variantes e pede que o Ministério da Saúde, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenham atenção especial às medidas sugeridas.

O primeiro ponto levantado pela sociedade científica é que é preciso incrementar as taxas de vacinação contra a covid-19, principalmente nas diferentes doses de reforço. A SBI avalia que as coberturas se encontram, todas, em níveis ainda insatisfatórios nos públicos-alvo.

Os infectologistas recomendam também garantir a aquisição de doses suficientes de vacina para imunizar todas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade, independente da presença de comorbidades. Até o momento, a vacinação da faixa de 6 meses a 3 anos ainda está restrita a crianças com comorbidades, e o Ministério da Saúde iniciou ontem (10) a distribuição de 1 milhão de doses de vacinas destinadas a elas.

A SBI também pede a rápida aprovação e acesso às vacinas covid-19 bivalentes de segunda geração, atualizadas com as novas variantes, que estão atualmente em análise pela Anvisa. Procurada pela Agência Brasil, a agência respondeu que os processos estão em fase final de análise, e é esperado que a deliberação ocorra em breve, embora não haja uma data fixada para isso.

“A Agência Nacional de Vigilância Sanitária continua trabalhando na análise dos pedidos de uso emergencial das novas versões de vacina contra a covid-19 do laboratório Pfizer contendo as subvariantes BA.1 e BA.4 /BA.5. Os processos passaram pelas etapas de análise dos dados submetidos à agência, questionamentos da agência e esclarecimentos dos fabricantes, bem como discussão com sociedades médicas brasileiras. A equipe técnica da agência já recebeu os pareceres de especialistas das sociedades médicas sobre ambas as vacinas bivalentes da Pfizer”, detalhou a Anvisa.

O quarto ponto levantado pelos infectologistas é a necessidade de disponibilizar nas redes pública e privada as medicações já aprovadas pela Anvisa para o tratamento e prevenção da covid-19, como o paxlovid e o molnupiravir, medida que ainda não se concretizou após mais de seis meses da licença para esses fármacos no Brasil, ressalta a SBI. A Agência Brasil perguntou ao Ministério da Saúde se essas medicações já estão disponíveis, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.

O quinto ponto diz respeito às medidas de prevenção chamadas não farmacológicas. A SBI defende a volta do uso de máscaras e do distanciamento social para evitar situações de aglomeração, principalmente pela população mais vulnerável, como idosos e imunossuprimidos.

A SBI pede que as medidas sugeridas sejam tomadas com brevidade, para otimizar as tecnologias de prevenção e tratamento já disponíveis e reduzir a chance de um possível impacto futuro de óbitos e superlotação dos serviços de saúde públicos e privados por casos graves de covid-19.

As informações são da Agência Brasil.

Hemepar reforça importância da doação de sangue antes do feriado

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) reforça a urgência para a doação de sangue no Estado, em especial dos tipos O-, O+ e A-. O pedido acontece, sobretudo, com a aproximação do feriado de Proclamação da República, no dia 15 de novembro, quando as redes de coleta funcionarão em períodos distintos, a depender do município.

“É fundamental destacar a importância da doação, uma vez que não há substituto para o sangue. Durante a semana da Proclamação da República as unidades de coleta de estarão operando em diferentes dias. Por isso, pedimos a todos para que possam se preparar e realizar esse ato de solidariedade, tão indispensável para salvar vidas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Os homens podem doar sangue a cada dois meses, quatro vezes ao ano. Já as mulheres, a cada três meses, totalizando três doações ao ano. Depois de coletado, o sangue é fracionado e acontece o processo de separação dos hemocomponentes (plasma, hemácias, plaquetas e crio).

Na sequência, a bolsa fica estocada até o resultado dos exames para a liberação. Por isso, também é importante ressaltar a necessidade da doação com antecedência, uma vez que, após a coleta, o sangue pode levar até 48 horas para ser liberado.

HEMEPAR – O Hemepar é responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná. É uma entidade sem fins lucrativos e atende à demanda de fornecimento de sangue e hemoderivados do Estado graças às doações dos voluntários.

PARA DOAR – É necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Os menores de idade devem ter autorização e a presença do responsável legal.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

Confira a programação das principais unidades de coleta de sangue no Estado no feriado:

  • Paranaguá – fechado nos dias 11, 14 e 15.
  • Curitiba – Hemepar – fechado nos dias 11 e 15. Aberto nos dias 12 e 14.
  • Curitiba – Biobanco – fechado no dia 15. Aberto nos dias 11, 12 e 14.
  • Ponta Grossa – fechado nos dias 11 e 15. Aberto no dia 14.
  • Irati – fechado nos dias 11, 14 e 15.
  • Guarapuava – fechado nos dias 11, 12 e 15. Aberto no dia 14.
  • União da Vitória – fechado nos dias 11, 12 e 15. Aberto no dia 14.
  • Pato Branco – fechado nos dias 11 e 15. Aberto no dia 14.
  • Francisco Beltrão – fechado nos dias 12, 14 e 15. Aberto no dia 11.
  • Foz do Iguaçu – fechado no dia 15. Aberto nos dias 11, 12 e 14.
  • Cascavel – fechado nos dias 11, 14 e 15. Aberto no dia 12.
  • Campo Mourão – fechado nos dias 11, 14 e 15.
  • Umuarama – fechado nos dias 12 e 15. Aberto nos dias 11 e 14.
  • Cianorte – fechado nos dias 11, 14 e 15.
  • Paranavaí – fechado nos dias 11, 12 e 15. Aberto no dia 14.
  • Maringá – fechado nos dias 14 e 15. Aberto nos dias 11 e 12.
  • Apucarana – fechado nos dias 14 e 15. Aberto nos dias 11 e 12.
  • Londrina – fechado no dia 15. Aberto nos dias 11, 12 e 14.
  • Cornélio Procópio – fechado nos dias 12 e 15. Aberto nos dias 11 e 14.
  • Jacarezinho – fechado nos dias 12 e 15. Aberto no dia 11.
  • Toledo – fechado nos dias 11, 14 e 15.
  • Telêmaco Borba – fechado nos dias 11, 14 e 15.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Curitiba tem alta de casos de Covid e pode estar diante de nova variante

Matéria do Portal da Rádio Banda B.

Em meio a nova alta no número de casos de Covid-19, Curitiba pode estar diante de uma nova variante da doença. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba nesta quinta-feira (10).

De acordo com a secretária titular da pasta, Beatriz Battistellla, a capital paranaense registra um aumento na média móvel de casos do novo coronavírus há alguns dias. Em sete dias, a média praticamente dobrou na cidade.

Entre 26 de outubro e 1° de novembro, Curitiba registrou 582 casos da doença, uma média de 83 casos por dia. Já entre os dias 2 e 8 de novembro, o número de novas infecções foi para 979, o que elevou a média para 140. Houve um aumento de 188,7% na média móvel de casos em relação aos últimos 14 dias.

“Notamos, nessas últimas semanas, um aumento da média móvel de casos, que era de aproximadamente 80 casos e agora é de 140. Parece que agora está aumentando. Isso pode significar que estamos frente a uma nova variante em nossa cidade, por conta dessa mudança no padrão da doença”, disse a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistellla.

O número de casos ativos da doença na capital, ou seja, com potencial transmissão do vírus, era de 659 na quarta (9). Nesta quinta (10), porém, o número de casos ativos já chega a 1.128. Hoje, 377 novos casos foram registrados.

Nova variante da Covid

Uma das mais recentes variantes que surgiu e tem circulado no País é a BQ.1, uma sublinhagem de BA.5, da Ômicron, que carrega mutações em pontos importantes do vírus. Ao menos cinco estados já registraram casos ligados à nova variante: Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Amazonas e Rio Grande do Sul.

Na última segunda-feira (7), o município de São Paulo confirmou os dois primeiros casos da nova variante Ômicron BQ.1. Um dia depois, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou a primeira morte de uma paciente infectada pela nova subvariante.

Quarta dose da vacina para todo o público adulto

A Secretaria Estadual de Saúde anunciou nesta quinta (10) a ampliação da oferta da quarta dose da vacina contra Covid para todo o público adulto, isto é, com mais de 18 anos. A segunda dose de reforço será aplicada em todos os adultos que tenham tomado o primeiro reforço (REF) há pelo menos quatro meses.

A recomendação anterior era que essa dose fosse aplicada somente no público acima de 40 anos. Agora, os municípios deverão definir estratégias próprias de chamamento e aplicação do novo reforço.

Curitiba divulgou, também nesta quinta (10), que vai ampliar a partir de amanhã a oferta da quarta dose do imunizante. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), pessoas nascidas até 1983 que já tomaram a 3ª dose há 120 dias ou mais podem procurar as unidades de saúde para receber a dose.

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Paraná disponibiliza 2a dose de reforço da vacina anticovid para maiores de 18 anos

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) liberou nesta quinta-feira (10) a aplicação da segunda dose de reforço (R2) ou quarta dose contra a Covid-19 em pessoas acima de 18 anos que tenham tomado a primeira dose de reforço (REF) há pelo menos quatro meses.

Anteriormente, a recomendação era que essa dose fosse aplicada somente no público acima de 40 anos. Agora, os municípios deverão definir estratégias próprias de chamamento e aplicação do novo reforço.

A orientação foi formalizada nesta quarta-feira (9) por meio da Deliberação nº 254/2022 da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB). Segundo o documento, a ampliação será realizada enquanto houver disponibilidade de vacinas contra a Covid-19 nos municípios, e a depender de novos envios de doses por parte do Ministério da Saúde.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, explicou o motivo da mudança. “O Paraná tem disponibilidade de vacinas e a baixa procura por esses imunizantes preocupa, assim como a constante aparição de novas variantes da doença. As prefeituras que ainda não ampliaram poderão fazer um novo chamamento buscando aumentar essa cobertura vacinal e proteger nossa população”, afirmou.

Segundo um levantamento parcial da Sesa, cerca de 500 mil vacinas contra a Covid-19 estão disponíveis no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e nos municípios. Além disso, aproximadamente 1,5 milhão de imunizantes passaram do prazo de validade e aguardam a formalização de um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estabelecido por meio de um Termo de Cooperação Técnica com o Ministério da Saúde para ampliação da validade.

“O Estado está vigilante para a divulgação desse estudo e a confirmação da segurança da aplicação dessas vacinas, e tão logo isso seja formalizado pelo Ministério da Saúde, daremos encaminhamento também a essas doses da AstraZeneca”, disse Beto Preto.

CRIANÇAS – Nesta sexta-feira (11), o Paraná deve receber ainda o primeiro lote de vacinas pediátricas da Pfizer BioNTech para crianças de seis a meses a dois anos (2 anos, 11 meses e 29 dias) com 53.600 doses. Para este público, a recomendação é que sejam aplicadas três doses, sendo que as duas primeiras devem ser administradas com intervalo de quatro semanas e a terceira dose após oito semanas da segunda aplicação.

NÚMEROS – Até agora, o Paraná soma 2.743.247 casos e 45.211 óbitos em decorrência da Covid-19. Segundo os dados do Vacinômetro Nacional, o Estado já aplicou 27.876.265 imunizantes contra a Covid-19. Destes, 10.179.981 foram primeiras doses (D1); 9.378.983 segundas doses (D2); 338.346 doses únicas (DU); 6.115.097 primeiras doses de reforço (REF); 1.414.520 segundas doses de reforço (R2); e 449.338 doses adicionais (DA).

A cobertura vacinal do público de três e quatro anos para D1 é de 23,63%. Já para D2, a porcentagem é de 9,55%. Este grupo ainda não possui indicação para doses de reforço. Para a população acima de cinco anos, a cobertura para D1 e DU é de 97,86% e para D2 de 92,38%. Para a REF, a porcentagem é de 63% e para a R2 cerca de 23%.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Média de novos casos de Covid-19 cresceu 68,2% na última semana em Curitiba

O boletim semanal da covid-19 em Curitiba, publicado nesta quarta-feira (9/11), mostra que a capital paranaense registrou nos últimos sete dias (de 2/11 a 8/11) 979 novos casos da doença – uma média de 140 por dia.

Na semana anterior, o número de novos casos foi de 582, uma média de 83 por dia. O crescimento de diagnósticos foi de 68,21%.

Também nesta última semana, foi registrada uma morte pela doença, divulgada no dia 8 de novembro. A vítima é uma mulher de 42 anos, que tinha comorbidade grave, apenas duas doses da vacina realizadas no ano passado e nenhum reforço.

Nesta última terça-feira (8/11), a cidade seguia com 659 casos ativos, correspondente ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

Balanço da pandemia

Com os novos casos confirmados, 524.033 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 514.633 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença.

Até o momento, foram contabilizados 8.525 óbitos na cidade provocados pela doença desde o início da pandemia.

Leitos do SUS

Nesta quarta-feira (9/11), há um paciente internado em leito de UTI SUS de Curitiba e outros quatro pacientes em leito de enfermaria SUS, por conta da covid-19.

A SMS esclarece que os internamentos ocorrem diariamente, assim como as altas, com alterações dos dados ao longo do dia.

Desde o dia 13 de setembro de 2022, os boletins da covid-19 passaram a ter publicação semanal, sempre às quartas-feiras, com os dados dos últimos sete dias consolidados.

Os dados diários permanecem disponíveis no Painel Covid, que continua a ser atualizado todos os dias, de segunda a sexta-feira, inclusive com os dados retroativos dos fins de semana.

Números desde o início da pandemia
Confirmados – 524.033
Casos ativos – 659
Recuperados – 514.633
Óbitos – 8.525

As informações são da Prefeitura de Curitiba.