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Infectologista pediátrico do IFF/Fiocruz fala sobre monkeypox em crianças

Apesar de adultos homens constituírem o principal grupo de afetados, crianças e pessoas com doenças crônicas ou baixas defesas também correm o risco de contágio pela monkeypox (MPX), conforme informado em conferência pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, no final de julho deste ano.

Essa advertência sobre os grupos vulneráveis, junto com o anúncio dos primeiros casos da doença registrados em crianças (que já chega a mais de 80 em vários países do mundo segundo o Serviço de Informação das Nações Unidas em Genebra), faz com que o crescente surto da MPX levante preocupações sobre seu potencial de propagação em grupos inesperados. Foi isso o que levou a OMS a declarar o surto uma emergência de saúde pública de interesse internacional.

Nesta entrevista, o pediatra e infectologista do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Marcio Nehab, foi consultado sobre o contágio da MPX em crianças.

IFF/Fiocruz: Quais são os sinais e sintomas de monkeypox em crianças?

Marcio Nehab: A monkeypox deve ser considerada quando crianças ou adolescentes apresentam uma erupção cutânea que possa ser consistente com a doença, especialmente se houver critérios epidemiológicos presentes. Porém, a erupção da monkeypox pode ser confundida com outras doenças exantemáticas (aquelas que apresentam erupções da pele e que podem estar associada a doenças infecciosas comuns em crianças), como: varicela; doença da mão, pé e boca; sarampo, molusco contagioso, catapora, sarna e erupções cutâneas alérgicas.

Geralmente, a MPX se apresenta com os mesmos sintomas tanto para adultos quanto para crianças: começa com febre, dores de cabeça, musculares e nas costas, calafrios, linfonodos inchados, fadiga, seguidos de erupção cutânea. Até três dias depois de ter febre, o paciente pode desenvolver uma erupção cutânea no rosto e no corpo que progride para lesões crostosas na pele. As lesões podem afetar a face, palmas e plantas dos pés, e todo o corpo, membranas mucosas e, genitália. Também podem se apresentar com lesões em diferentes estágios de desenvolvimento com manchas, bolhas e crostas no mesmo momento.

Complicações raras da monkeypox incluem abscessos, obstrução das vias aéreas devido a linfadenopatia grave, celulite, encefalite, infecção secundária da pele, ceratite, pneumonia, sepse e doenças oculares que podem levar à perda de visão.

IFF/Fiocruz: Como se dá o contágio em crianças?

Marcio Nehab: A doença é transmitida principalmente através do contato pele a pele, prolongado e direto. Embora a maioria dos casos até agora tenham sido associados à atividade sexual, a monkeypox não é considerada uma infecção sexualmente transmissível. Assim, nas crianças, a enfermidade pode se espalhar por contato próximo com fluidos corporais de indivíduos infectados, como secreções respiratórias e por contato direto com lesões da pele e crostas. O contágio pode ser de pessoas ou animais, e também através de objetos contaminados (por hospedar um agente infeccioso que permite sua transmissão), por exemplo, pelas roupas, lençóis e toalhas.

Portanto, as pessoas podem transmitir a monkeypox para crianças por meio de contato, como beijos e abraços. Com relação ao contágio, também é importante lembrar que, no caso da MPX, não há transmissão antes de surgirem os sintomas.

IFF/Fiocruz: Qual o período de incubação da doença e qual a gravidade para crianças?

Marcio Nehab: Atualmente entende-se que o período de incubação da monkeypox (o tempo desde que uma pessoa é infectada até apresentar sintomas) é de cerca de 12 dias (com intervalo de 5 a 24 dias), apresentando erupção cutânea entre 2 e 4 dias depois. As pessoas com a doença podem transmiti-la enquanto apresentam sintomas, ou seja, entre as 2 e 4 semanas de duração.

Recém-nascidos, crianças pequenas, crianças com eczema ou outras condições de pele, e crianças com condições que levem à imunodepressão podem estar em maior risco de doença grave.

IFF/Fiocruz: Como é feito o tratamento da monkeypox em crianças?

Marcio Nehab: O tratamento deve ser considerado caso a caso para crianças e adolescentes com suspeita ou confirmação da enfermidade, que estão em risco de doença grave ou que desenvolvem complicações da doença. Tecovirimat é o medicamento antiviral de primeira linha para tratar a doença, inclusive em crianças e adolescentes. Por outro lado, crianças e adolescentes com exposição a pessoas com monkeypox suspeita ou confirmada podem ser elegíveis para Profilaxia Pós-Exposição (PEP) com vacinação, imunoglobulina ou medicação antiviral. Só que, neste momento no Brasil, ainda não temos vacinas nem antivirais para profilaxia ou tratamento de infectados ou expostos. Além disso, cuidadores e pediatras devem estar atentos aos sinais de infecção secundária bacteriana da pele e pronta instituição antimicrobiana, caso a caso, se indicada.

IFF/Fiocruz: Quais são as principais formas de prevenção da doença em crianças?

Marcio Nehab: A prevenção da MPX entre crianças envolve a ação das famílias e cuidadores para supervisionar as práticas, a fim de evitar o contato com indivíduos contaminados com fluídos corporais e até objetos de outras pessoas. O uso da máscara bem ajustada e até a redução do número de cuidadores com a doença, quando possível, para crianças são essenciais na prevenção da propagação do vírus. Com o intuito de evitar a autoinoculação e doenças mais graves, uma atenção especial também deve ser dada por parte dos pais e responsáveis para evitar que crianças com monkeypox arranhem suas lesões ou toquem seus olhos.

Crianças e adolescentes que tiveram contato próximo de uma pessoa com monkeypox (por exemplo, contato doméstico, com outro membro da família, cuidador ou amigo) devem ser avaliados e receber Profilaxia Pós-Exposição (PEP) com JYNNEOS ou ACAM2000 (para crianças com mais de 12 meses) ou tratamento, quando indicado (no caso dos países e locais onde há os antivirais e as vacinas necessárias para combater essa doença).

IFF/Fiocruz: Qual é a eficácia da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) para a enfermidade?

Marcio Nehab: Os dados ainda são limitados sobre a eficácia da PEP para crianças que foram expostas à monkeypox. Nenhum tratamento, uso de vacina e outros medicamentos estão atualmente licenciados para crianças ou adolescentes. No entanto, a PEP não deve ser esquecida em crianças ou adolescentes que sejam elegíveis. As decisões sobre a oferta de PEP devem levar em consideração o grau de exposição e o risco individual de doença grave do paciente. Nos países onde esses medicamentos estejam disponíveis ela está sendo utilizada caso a caso.

IFF/Fiocruz: O uso de vacina em crianças após exposição ao vírus é indicado?

Marcio Nehab: Quanto mais precoce uma criança ou adulto exposto ao MPX receber a vacina, caso haja indicação, maior o benefício. A indicação é que a vacina seja administrada dentro de 4 dias a partir da data de exposição, a fim de prevenir o início da doença. Se administrada entre 4 e 14 dias após a data de exposição, a vacinação pode reduzir os sintomas, mas pode não prevenir a doença.

Matéria do do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

Paraná vacinou 31% do público-alvo contra a poliomielite; meta é 95%, segundo o governo

Matéria do Portal G1 Paraná.

O Paraná vacinou 31% das crianças menores de cinco anos contra a poliomielite em 2022. A meta é imunizar ao menos 95% da população nessa faixa de idade.

Os dados foram repassados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) nesta segunda-feira (15) ao g1.

A campanha de vacinação contra a pólio começou no dia 8 de agosto e segue até o dia 9 de setembro.

Crianças menores de cinco anos são o público-alvo da ação. O Ministério da Saúde estima que o Paraná tenha 766.339 mil crianças nessa faixa etária e que podem ser vacinadas contra a doença.

O Paraná tem 1,8 mil salas de vacina. A estratégia de vacinação é responsabilidade de cada município, incluindo o número de unidades disponíveis e horários de funcionamento.

Baixa cobertura vacinal

De acordo com dados da Sesa, a taxa de vacinação contra a poliomielite tem ficado abaixo do esperado e vem caindo nos últimos anos. Veja os números:

  • 2018 – 90,88% do público-alvo vacinado
  • 2019 – 89,69%
  • 2020 – 86,07%
  • 2021 – 79,44%

O que é poliomielite

A poliomielite, chamada de paralisia infantil, é uma doença transmitida por um vírus. Em geral, afeta os membros inferiores. Sua principal característica é a flacidez muscular.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), “a contaminação pode ser pelo contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e provocar, ou não, a paralisia”.

Segundo a Fundação, crianças com menos de cinco anos têm mais chance de desenvolver formas bem graves.

Fiocruz solicita registro de kits moleculares para diagnóstico da monkeypox

A Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), deu entrada, nesta quarta-feira (10), na solicitação de registro de dois kits de diagnóstico molecular: o kit molecular monkeypox (MPXV) e o kit molecular 5PLEX OPV/ MPXV/ VZV/ MOCV/ RP. O registro dos kit foi feito junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O kit molecular monkeypox (MPXV) é baseado na tecnologia de PCR em tempo real com ensaios multiplex. Desenvolvido a partir das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o diagnóstico da nova doença, o kit pode identificar o material genético (DNA) do vírus causador através da coleta de material retirado das erupções cutâneas (pústulas) presentes no indivíduo com suspeita de infecção pelo vírus, do gênero Orthopoxvirus, pertencente à família Poxviridae. O kit faz a identificação, em uma mesma amostra humana, das duas cepas geneticamente distintas do vírus monkeypox: cepa da África Central (Congo) e cepa da África Ocidental, esta com circulação já confirmada no Brasil. Seu uso é baseado no Protocolo 1: Detecção e tipagem de monkeypox: ensaio contendo os alvos monkeypox geral / África ocidental / África Central (Congo).

Baseado na mesma tecnologia, o kit molecular 5PLEX OPV/ MPXV/ VZV/ MOCV/ RP é destinado ao Protocolo 2, que permite a diferenciação clínica em casos anteriormente classificados como “negativos” (sem infecção pelo vírus causador do monkeypox), conferindo maior capacidade de esclarecimento diagnóstico, com a diferenciação dos vírus relacionados, importante para a vigilância epidemiológica no SUS. Ele faz a detecção e diagnóstico diferencial: ensaio contendo os alvos Orthopox geral / Monkeypox geral / Varicella Zoster (VZV) / Molusco contagioso (Molluscum contagiosum), além de contar com o controle do kit (RNaseP, também presente no kit MPXV).

Soluções de rápida implementação em todo o território nacional

Diante da identificação dos primeiros casos no Brasil e de um possível aumento da disseminação da doença em território nacional, o Instituto desenvolveu os novos kits moleculares e já produziu 12 mil reações de cada um dos dois protocolos estabelecidos para uso em pesquisa.

Ambos os diagnósticos moleculares identificam o material genético do vírus da monkeypox e a tecnologia neles empregada permite seu uso imediato em plataformas que já fazem a identificação de outros alvos na rede de laboratórios centrais de saúde pública (Lacens), caso o Ministério da Saúde necessite implementar sua utilização.

“A importância das ações de preparação para emergências sanitárias se expressa nessa oferta rápida dos kits moleculares em resposta à monkeypox. Uma cadeia de suprimentos mais efetiva, após a experiência com a Covid-19, e um arranjo produtivo local fortalecido contribuem para a autonomia nacional em relação a insumos indispensáveis ao enfrentamento de problemas de saúde pública, que têm surgido com mais frequência e maior alcance”, ressaltou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

“A oferta dos kits moleculares em tecnologia que permite seu uso imediato nos estados, além do Distrito Federal, é prova do compromisso e a pronta-resposta de Bio-Manguinhos diante dos desafios que continuam a surgir para a saúde pública. O surgimento da doença em período no qual ainda estamos imersos na pandemia da Covid-19 comprova a importância dos laboratórios públicos para o país”, afirmou o diretor do Instituto, Mauricio Zuma.

Bio-Manguinhos tem capacidade de escalonar a produção destes novos kits de diagnóstico molecular, sem que haja impacto na oferta de outros produtos de seu portfólio, caso o agravo se espalhe entre a população e a demanda por diagnóstico diferencial e comprobatório cresça.

As informações são da Fiocruz.

Começou a Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite e de multivacinação

O Ministério da Saúde no domingo (7), em São Paulo, a Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite e de multivacinação. O objetivo é recuperar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes que deixaram de tomar os imunizantes previstos no calendário nacional.

A partir desta segunda-feira (8), cerca de 40 mil salas de vacinação em todo o país estarão abertas para aplicar doses de 18 tipos de imunizantes previstos no calendário nacional de vacinação para esse público. A campanha terminará em 9 de setembro.

A vacinação contra a poliomielite é destinada para crianças menores de 5 anos. A multivacinação é para crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Para crianças estarão disponíveis os seguintes imunizantes: Hepatite A e B; Penta (DTP/Hib/Hep B), Pneumocócica 10 valente; VIP (Vacina Inativada Poliomielite); VRH (Vacina Rotavírus Humano); Meningocócica C (conjugada); VOP (Vacina Oral Poliomielite); Febre amarela; Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba); Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela); DTP (tríplice bacteriana); Varicela e HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano).

Para adolescentes: HPV; dT (dupla adulto); Febre amarela; Tríplice viral; Hepatite B, dTpa e Meningocócica ACWY (conjugada).

Segundo o ministério, a partir dos três anos de idade, as vacinas de covid-19 podem ser administradas de forma simultânea ou com qualquer intervalo com os demais imunizantes.

Ao participar do lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o último caso de pólio no Brasil foi registrado em 1989. Segundo ele, a cobertura vacinal da população está diminuiu em todo o mundo, principalmente durante o período da pandemia de covid-19. O ministro também conclamou as famílias a levarem as crianças para vacinar.

“Peço aos pais que levem seus filhos para as salas de vacinação. É inaceitável que, hoje, no século 21, 100 anos depois do esforço extraordinário de Oswaldo Cruz para introduzir esses conceitos sanitários no Brasil, nós tenhamos ainda crianças com doenças que podem ser evitáveis por vacina”, afirmou.

O ministério espera vacinar cerca de 14.3 milhões de pessoas contra a polio. Todos os imunizantes ofertados têm registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Matéria da Agência Brasil

O Brasil precisa comprar mais vacinas contra a varíola dos macacos, afirma farmacologista da Unifesp

Matéria do Portal Saúde Debate.

O Brasil precisa comprar mais vacinas contra a varíola dos macacos. É o que diz a professora Soraya Smaili, farmacologista da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, reitora da universidade no período 2013-2021 e coordenadora do Centro SoU_Ciência da universidade.

De acordo com o governo, a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e a OMS (Organização Mundial de Saúde) vão destinar 50 mil doses da vacina contra a doença para o Brasil. Destas, 20 mil estão previstas para chegar em agosto e 30 mil apenas em setembro.

Entretanto, segundo Soraya, se não forem adquiridas mais doses, há o risco de o país repetir os mesmos erros cometidos na pandemia de Covid-19. “A gestão sobre a situação atual é bastante deficiente novamente e atrasada”, afirma Soraya. “Há quase dois meses, vários especialistas têm falado aqui no Brasil sobre a necessidade de prepararmos o ambiente porque a transmissão do vírus iria se acelerar em nosso País. Vários acadêmicos e pesquisadores têm falado e as autoridades não tomaram as providências. Isso não foi levado em consideração pelas autoridades”, avalia também.

Na visão de Soraya, apenas agora que o Brasil é o segundo país em maior número de casos no mundo é que o Ministério da Saúde tomou a iniciativa de fazer um pedido de 50 mil doses de vacinas contra varíola dos macacos, que na verdade é uma quantidade insuficiente para cobrir as necessidades do Brasil. Além disso, mesmo que se aumente o número de doses, elas podem não ser suficientes para resolver a situação da transmissão agora.

“Ainda não sabemos como serão aplicadas estas 50 mil vacinas. Elas devem ser administradas principalmente nas pessoas com imunodeficiência, que são mais vulneráveis e que podem ter uma doença mais grave. Além disso, os profissionais de saúde que manipulam amostras ou que têm contato, também precisam ser vacinas. Está claro que as doses encomendadas não serão suficientes para atender, nem de perto, a necessidade do nosso país”, considera Soraya.

Governo lança campanha Agosto Lilás de combate à violência contra a mulher

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou no domingo (7) a campanha Agosto Lilás para promover o combate à violência doméstica contra a mulher. A campanha alerta para a conscientização contra a violência física, sexual, psicológica, patrimonial e moral.

Por meio da veiculação de inserções na TV aberta e nas redes sociais, as mulheres serão instruídas sobre as formas de denunciar as agressões, como ligações para a central de atendimento 180 e os direitos previstos na Lei Maria da Penha, que completa 16 anos neste domingo.

Em Tocantins, Piauí, Mato Grosso do Sul e Acre, estados com os maiores índices de crimes de feminicídios, as ações da campanha também serão divulgadas no rádio, ônibus e outdoors.

Em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a divulgação também ocorrerá em elevadores de edifícios residenciais e no transporte público.

De acordo com a ministra Cristiane Britto, todos os tipos de violência podem ser denunciados pela central do Ligue 180.

“A campanha enfatiza que enquanto você está no elevador, oito mulheres são agredidas no Brasil. Toda a população deve ficar atenta aos sinais, escutar, acolher, denunciar. O ministério disponibiliza o canal gratuito Ligue 180, que pode ser acionado por qualquer pessoa para salvar uma mulher”, alerta a ministra.

As chamadas para o número 180 são grátis. Além da central, o ministério também recebe denúncias por meio do site da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, aplicativo Direitos Humanos, pelo Telegram (digitando na busca” Direitoshumanosbrasil”) e pelo WhatsApp, por meio do número 61-99656-5008.

O atendimento está disponível 24h por dia.

Matéria da Agência Brasil

Gupo Marista contrata médico/a do trabalho em Curitiba

O Grupo Marista dispõe de vaga para médico ou médica do trabalho para atuar com a promoção da saúde e a prevenção a doenças, realização de consultas médicas, investigação e acompanhamento de acidentes de trabalho, bem como queixas relacionadas ao trabalho e realização de gestão de dados (atestados médicos, afastamentos ao INSS, consultas e exames complementares ocupacionais, agenda médica, entre outros).

Atividade do dia a dia:

  • Elaborar e executar PCMSOs emitir relatório anual, relatório analítico e adendos (referentes à novas ocupações);
  • Realizar exames ocupacionais: admissionais, periódicos (in company nas unidades sob sua coordenação), mudança de função, retorno ao trabalho e demissionais e emitir os Atestados de Saúde Ocupacional;
  • Realizar perícias de atestados;
  • Avaliar candidatos à vaga de pessoa com deficiência (PcD) e emitir laudo caracterizador;
  • Lançar informações em prontuário físico e eletrônico da empresa e assegurar o devido controle e arquivamento;
  • Avaliar acidentes de trabalho em conjunto com a Segurança do Trabalho;
  • Analisar correlação entre despesas de medicamentos ou outras formas de tratamento e acidentes de trabalho;
  • Realizar encaminhamento ao INSS seguindo critérios legais e registrar as informações em prontuário;
  • Gerir atestados;
  • Assegurar que as políticas do grupo sejam cumpridas;
  • Gerir informações sigilosas;
  • Elaborar e analisar relatórios em saúde ocupacional (estatísticos, epidemiológicos) e indicadores de saúde;
  • Prover apoio técnico as áreas quando solicitado. (Exemplo: grupo de risco COVID, estabilidades, reclamatórias trabalhistas, contestação de NTEP);
  • Prestar apoio aos outros médicos do grupo e cobertura de férias tanto nos atendimentos quanto no suporte técnico.

Requisitos: 

  • Obrigatório ser especialista em Medicina do Trabalho com registro como Médico(a) do Trabalho no CRM do estado em que atua;
  • Conhecimento em Legislação em Saúde Ocupacional;
  • Conhecimento e experiência quanto a atendimentos em medicina ocupacional e assistencial;
  • Vivência e conhecimento quanto à elaboração e manutenção de indicadores de saúde ocupacional;
  • Disponibilidade para atendimentos in company.

Desejável:

  • Conhecimento em excel e organização de planilhas.
  • Vivência com criação de indicadores de saúde ocupacional.

Benefícios:

  • Plano de Saúde
  • Plano Odontológico
  • Previdência Privada
  • Farmácia
  • Programa de Qualidade de Vida
  • Seguro de Vida
  • Empréstimo Consignado
  • Gympass
  • Reembolso Creche
  • Incentivo à Educação
  • Assistência Psicológica, Jurídica, Financeira e Social.
  • Clube de Vantagens

Informações gerais:

Salário: nossa proposta salarial leva em consideração vários pontos que serão avaliados ao longo do processo, por isso, ele será definido no decorrer das etapas, mas caso seja um processo que o salário seja determinado informaremos no momento da entrevista.

Horário: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h48.

Local de trabalho /Unidade: Medicina do Trabalho – Rua Comendador Roseira, nº 599, Prado Velho.

Para candidatar-se à vaga, acesse o link (clique aqui).

Médicos denunciam falta de pediatras e consultas com tempo cronometrado nas UPAs

Matéria do Portal Plural com a participação do Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, e do Vereador de Curitiba Dalton Borba.

Mãe de uma criança de 1 ano e 5 meses, Josmeire Valtim Hudson levou o filho para uma consulta à Unidade Básica de Saúde Lotiguaçu, em Curitiba, mas não encontrou nenhum pediatra disponível para atendimento.

“Ali ele nunca foi atendido por pediatra. Sempre por clínica geral ou enfermeira. Um mês você passa pela médica clínica e na outra pela enfermeira, mas meu filho nunca viu um pediatra ali no posto de saúde”, critica a mãe.

Atualmente, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Curitiba, o município tem 93 pediatras na Atenção Básica, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Hospital Bairro Novo.

Segundo o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), o número de pediatras é insuficiente para atender a demanda. “Apesar do inverno quente, este ano tivemos um aumento de quadros respiratórios em pacientes pediátricos que exige mais presença de pediatras”, observa o presidente do Simepar, Marlus Volney de Morais.

A preocupação do Simepar levou a uma reunião com a participação do vereador Dalton Borba (PDT). Além do número de pediatras, foram apontadas outras questões que, segundo os médicos, dificultam o trabalho.

Uma delas – já recorrente – é o “controle de fluxo”. Eles alegam que há um tempo limite para cada consulta, o que, para os médicos, prejudica o atendimento dos pacientes. “Não tem como cronometrar uma consulta, ainda mais com crianças. Precisamos tirar a roupa, apalpar, falar com a mãe ou pai, não podemos abreviar os exames. Também recebemos relatos de médicos que são cobrados por ir ao banheiro”, lamenta Morais.

Dalton Borba enviou um pedido de informações à Secretaria de Saúde questionando a quantidade de médicos que atuam no sistema público de saúde de Curitiba, entre outros pontos. Além disso, o documento também pede especificamente detalhes sobre a cronometragem de tempo para as consultas. O pedido ainda não foi atendido.

Ao Plural, a Secretaria de Saúde disse que “o tempo para os atendimentos nas consultas médicas depende da complexidade de cada caso e da necessidade da conduta médica, dentro de padrões internacionais que orientam sobre o tempo médio de consulta médica, o que permite a organização e padronização das agendas em toda sua rede de atenção”.

Onde estão os pediatras?

Como no caso de Josmeire, não é incomum que crianças sejam atendidas por clínicos gerais ou outros profissionais de saúde. Para a prefeitura, não há problema nisso. Segundo a Secretaria de Saúde “Curitiba segue o que preconiza a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) do Ministério da Saúde, que define as diretrizes e normas do funcionamento da atenção nas Unidades de Saúde”.

Nesse sentido, justifica a prefeitura, na “Atenção Básica, o atendimento médico é feito prioritariamente por generalista ou médico da família, sendo o especialista acionado quando for constatada a necessidade específica de acompanhamento”.

Depois das reclamações do Simepar, a prefeitura afirmou que contratará dez novos pediatras via Fundação Estatal de Atenção à Saúde (Feas), mas o número ainda é baixo, segundo o sindicato.

Em 2019 o Plural fez um levantamento baseado no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Sistema Único de Saúde. Os dados revelaram que Curitiba tinha 759 profissionais pediatras ou cirurgiões pediatras ativos no sistema. Ou seja, de todos os médicos dessa especialidade, 56,39% estavam alocados em quatro instituições: Pequeno Príncipe, Hospital de Clínicas, Hospital do Trabalhador e Hospital Universitário Evangélico.

A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) não prevê obrigatoriedade de especialistas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), o que, conforme a prefeitura, permite o chamado “atendimento multiprofissional”. Por esta razão o filho de Josmeire foi atendido por uma enfermeira.

Nos casos em que a avaliação dos profissionais considere necessário um encaminhamento para especialistas, o paciente é encaminhado para a uma nova consulta.

Já nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), acionadas em casos urgentes, o atendimento é feito por especialistas em emergência, já que o Ministério da Saúde também não prevê obrigatoriedade de especialistas de outras áreas. “Ainda assim, Curitiba conta com pediatras nas UPAs. Eles são acionados, durante o atendimento de crianças, quando é verificada a necessidade, especialmente nos casos graves”, afirma a Secretaria de Saúde.

No entanto, de acordo com Josmeire, ela também não conseguiu atendimento pediátrico na UPA que fica no bairro Centenário. “Eu já levei meu filho lá com febre e mesmo sendo urgência tive que insistir para ele ser consultado. O médico mal encostou e me deu um diagnóstico. Aí, depois uma outra médica do mesmo lugar fez uma nova consulta e me disse que era outra coisa. É complicado.”

Hospitais

Quando o filho nasceu, em meio à pandemia, precisou de atendimento médico com apenas dez dias de vida. O encaminhamento foi feito pela própria maternidade. Esta foi a última vez que o garotinho foi consultado por um pediatra no Sistema Único de Saúde. Depois disso, a família recorreu ao plano de saúde (que foi cancelado com a retomada do funcionamento das unidades básicas de saúde).

Nesta situação, pacientes pediátricos que precisam de atendimento em hospital podem ser direcionados para hospitais, por exemplo o Pequeno Príncipe. Lá há 35 especialidades na área de pediatria, com 378 leitos dos mais de 60% são destinados para atendimento do SUS.

Conforme o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de SUS, 56,39% dos pediatras que atuam na rede pública de Curitiba estavam alocados em quatro instituições: além do Pequeno Príncipe, o Hospital de Clínicas, Hospital do Trabalhador e Hospital Universitário Evangélico. Os dados são de 2019.

O ideal, todavia, é que houvesse mais pediatras já na atenção básica. O diretor-técnico do Hospital Pequeno Príncipe e representante do Paraná no Conselho Federal de Medicina, Donizetti Dimer Giamberardino Filho, concorda. “Em um universo de cerca de 500 mil médicos, existem aproximadamente 40 mil pediatras – que precisariam estar inseridos nas unidades básicas de saúde, principalmente até contarmos com um número maior de médicos da família, que hoje somam sete mil –, apenas 10% do necessário para suprir a demanda dos brasileiros”, afirma.

Oportunidade para médico/a para atender a comunidade acadêmica da PUC-PR

A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) dispõe de vaga para médico ou médica para atender a comunidade acadêmica e pessoas que transitam pelo campus da Universidade prestando serviços de atendimento médico de urgência e emergência.

Atividades:

  • Indicar a conduta clínica adequada ao paciente, observadas as práticas cientificamente reconhecidas e respeitada a legislação vigente;
  • Elaborar prontuário médico com registros legíveis, onde contenham os dados clínicos necessários para a boa condução do caso, sendo preenchido, em cada avaliação, em ordem cronológica com data, hora, assinatura e número de registro do médico no Conselho Regional de Medicina;
  • Desempenhar suas atividades com adequadas condições de segurança que visem prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde;
  • Responsabilizar em caráter pessoal e nunca presumido, pelos seus atos profissionais, resultantes de relação particular de confiança e executados com diligência, competência e prudência.

Exigências:

  • Ensino Superior completo em Medicina, devidamente regulamentado;
  • Experiência em Emergências Médicas;
  • Conhecimento do Pacote Office.

Desejável:

  • Inglês intermediário;
  • Formação em ACLS.

Benefícios: Plano de Saúde; Plano Odontológico; Previdência Privada; Farmácia; Programa de Qualidade de Vida; Seguro de Vida; Empréstimo Consignado; Gympass; Reembolso Creche; Incentivo à Educação; Assistência Psicológica, Jurídica, Financeira e Social; Clube de Vantagens.

Contrato: CLT
Salário
: 5.076,00 / 20% de adicional noturno.
Horário: Carga horária de 100 horas mensais, sendo das 19:00 às 23:00.
Local de trabalho: PUCPR / Curitiba PR.

Para acessar o link da vaga e enviar currículo, clique aqui.