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Cobertura vacinal de outras doenças além da Covid-19 despenca no Paraná

Matéria do Portal Bem Paraná.

Seguindo um movimento que afeta todo o país, o Paraná registrou em 2021, pelo terceiro ano consecutivo, uma redução nas coberturas vacinais do calendário básico de imunização, que compreende as vacinas do Plano Nacional de Imunizações (PNI). No ano passado, 78,76% das crianças que deveriam ser atendidas foram vacinadas, a menor cobertura entre a população paranaense desde 2010.

Apesar dos resultados bastante abaixo do que seria considerado ideal, a situação paranaense ainda pode ser considerada um tanto privilegiada. Isso porque, entre todas as unidades da federação, apenas Santa Catarina (com 78,81%) possui uma cobertura vacinal média maior que a do Paraná. No Brasil, essa taxa ficou em 68,48% em 2021, com o Amapá (52,15%) e o Rio de Janeiro (53,7%) registrando os piores resultados de todo o país.

Ainda assim, os resultados não são bons, especialmente por conta da sucessão de quedas — num movimento que teve início em 2016, com uma pequena recuperação em 2018 e quedas sucessivas desde então. No ano passado, a expectativa era que houvesse uma inversão nessa tendência após o primeiro ano de pandemia do coronavírus, mas o que acabou ocorrendo foi mais uma redução na média de cobertura vacinal, que passou de 87,57%| para 78,76% (uma redução de 10 pontos porcentuais).

Cada doença tem uma cobertura vacinal indicada, de acordo com a capacidade de transmissão. Para a meningite e o HPV, por exemplo, esse porcentual é de 80%. Para o rotavírus, o influenza e a tuberculose, é de 90. E para as demais vacinas, de 95%. No entanto, segundo dados extraídos do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), o Paraná não conseguiu atingir a meta em nenhum dos casos no ano passado, com a cobertura vacinal para as doenças variando entre 82,48% (caso da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e 77,47% (vacina BCG, contra a tuberculose).

Na comparação com 2015, último ano em que o Paraná conseguiu atingir as coberturas consideradas ideais para a maioria das vacinas, verifica-se ainda que a cobertura vacinal média teve queda de 22,53% no estado, passando de 101,67% para 78,76%. As reduções mais expressivas foram relacionadas às vacinas contra a Hepatite A (-26,69%, com a cobertura passando de 105,64% para 77,44%), contra a tuberculose (-26,68%, passando de 105,66% para 77,47%), contra a meningite (-23,32%, passando de 102,77% para 91,51%) e contra a Hepatite B (-23,32%, passando de 101,88% para 78,25%). Os valores acima de 100% se devem a estimativas populacionais subdimensionadas.

Por último, é importante lembrar que é obrigação legal dos pais e responsáveis levarem crianças e adolescentes para a vacinação, havendo, inclusive, previsão legal de penalizações em casos de omissão (como multa, detenção ou até mesmo perda do poder familiar). Caso os pais não saibam a data do calendário nacional, basta levar a criança com sua carteirinha até uma unidade de saúde e os vacinadores já saberão qual dose aplicar para cada faixa etária.

Média de Cobertura Vacinal no Paraná

2021: 78,76%
2020: 87,57%
2019: 88,70%
2018: 91,92%
2017: 91,05%
2016: 91,64%

Geração desprotegida pode acarretar no ressurgimento de ‘velhas doenças’

Com um número cada vez maior de paranaenses abandonando as vacinas, o risco que se corre é o de criar uma geração de pessoas suscetíveis à doenças contagiosas, algumas delas, inclusive, que estavam eliminadas ou em baixíssima circulação em todo o país. A poliomielite é um exemplo disso. Recentemente, a doença ressurgiu em Israel e no Malauí, na África. No Brasil, o último caso foi detectado em 1989 e desde 1994 o país tem certificado de erradicação da doença.

Há, no entanto, um “alto risco de reintrodução” da doença por conta da cobertura vacinal, que despencou nos últimos anos, caindo de 97,39% no Paraná em 2015 para 80,48% em 2021, consideradas as três primeiras doses da vacina (aplicadas no primeiro ano de vida da criança). Desde 2016 a cobertura vacinal contra a polio está abaixo de 95%, considerada a meta para proteção populacional contra a paralisia infantil.

Quatro em cada dez crianças já foram vacinadas contra o novo coronavírus

Quase dois meses após o início da vacinação infantil contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos no Paraná, mais de 40% desse público já foi ao menos parcialmente imunizado, ou seja, tomou pelo menos a primeira dose do imunizante contra a doença pandêmica.

Segundo informações do “Vacinômetro Covid-19”, mantido pelo Ministério da Saúde, até ontem 493.533 paranaenses com idade entre 5 e 11 anos haviam sido vacinados no estado, o equivalente a 45,9% do público nessa faixa etária. A estimativa do Ministério é que o Paraná tenha 1.075.294 crianças nesse intervalo de idade. Desse público infantil, 79.639 já completaram o ciclo vacinal, ou seja, tomaram as duas doses da vacina contra o novo coronavírus.

 

Cidade de São Paulo começa a aplicar a quarta dose da vacina anticovid em idosos

A capital paulista começa a aplicar hoje (18) a quarta dose da vacina contra a covid-19 em idosos com 80 anos ou mais. Aqueles que tomaram a terceira dose há pelo menos quatro meses poderão se vacinar. O público-alvo estimado é de 250 mil pessoas.

A prefeitura informou que a imunização estará disponível em todas as unidades básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, que funcionam das 7h às 19h, além dos megapostos e drive-thrus, das 8h às 17h. Além dos postos, a Atenção Básica, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), vai imunizar os idosos nas Instituições de Longa Permanência (ILPIs) e em casa para os impossibilitados de se locomover até as unidades.

Até quinta-feira (16), a capital tinha aplicado 29,029 milhões de doses de vacina contra a covid-19, sendo 11,67 milhões de primeiras doses (D1), 10,66 milhões de segundas es (D2), 6,34 milhões de doses adicionais (DAs) e 345,5 de doses únicas (Dus).

A cobertura vacinal da população com mais de 18 anos está em 110% para D1, em 106% para D2 e em 68,7% para DAs. Em adolescentes de 12 a 17 anos, foram aplicadas 971,65 mil D1, representando cobertura vacinal de 115,1%, e 847,51 mil D2, o equivalente a 100,4% do público-alvo. Em crianças de 5 a 11 anos, foram aplicadas 894,58 mil D1, 82,6% do total esperado, e 376,79 mil D2, o que equivale a 34,8% dessa parcela da população.

Idosos em UTI

Pesquisa realizada em hospitais privados no estado de São Paulo mostrou que em 76% deles a faixa etária dos idosos é mais frequente entre as pessoas internadas nas unidades de tratamento intensivo (UTIs) destinadas aos cuidados contra a covid-19. O levantamento é do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp).

De acordo com o presidente do SindHosp, o médico Francisco Balestrin, a prevalência da ocupação das UTIs, em sua maioria, por idosos pode ser explicada pelo maior número de comorbidades que atingem as pessoas nessa faixa etária e também pela resposta imunológica menor às vacinas, característico nessa faixa de idade.

Matéria da Agência Brasil

Perguntas e respostas sobre as novas regras do uso de máscaras no Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta quarta-feira (16) a lei que derrubou a obrigatoriedade do uso de máscaras no Paraná. Logo após a sanção, o Governo do Estado publicou um decreto com detalhes sobre os locais onde o uso pode ser flexibilizado e as situações em que ainda é necessário utilizar o equipamento de proteção.

Segundo o texto, o uso em espaços ao ar livre será opcional, enquanto em locais fechados (eventos, transporte
público, trabalho ou comércio) será obrigatório.

A liberação também vale para crianças menores de 12 anos, a critério dos pais, em espaços abertos ou fechados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não impõe a obrigação nessa faixa de idade, mas recomenda o uso. A Secretaria de Estado da Saúde vai emitir algumas resoluções para regulamentar as regras de uso em alguns espaços públicos.

Para esclarecer alguns tópicos, a Agência Estadual de Notícias preparou um guia com perguntas e respostas.

Havia uma lei que obrigava o uso de máscaras no Paraná?

O uso de máscaras era obrigatório no Estado desde 28 de abril de 2020. Na ocasião, o Paraná registrava 1.186 casos confirmados e 75 óbitos por Covid-19. O texto, proposto por deputados estaduais, determinava que a população usasse máscaras em espaços abertos ao público ou de uso coletivo, como ruas, parques e praças, estabelecimentos comerciais, industriais e bancários, repartições públicas, assim como no transporte público de passageiros (ônibus, trens, aviões, taxis e aplicativos de transporte) e onde houvesse aglomeração de pessoas.

O que mudou agora?

A lei que instituía a obrigatoriedade perdeu a validade. A partir de agora, as decisões acerca do uso de máscaras serão do Poder Executivo, sob orientação da Secretaria de Estado da Saúde, o que torna as regras mais dinâmicas, de acordo com os cenários que se apresentarem.

Por que mudou?

Dois anos após o início da pandemia o cenário é outro. No Paraná, quase 80% da população está com a cobertura vacinal completa e mais de 3,7 milhões de pessoas receberam a dose de reforço. Mais de 50% das crianças de 5 a 11 anos também já receberam a primeira dose. Houve, ainda, redução no número de mortes e de casos mais graves da doença após o pico da Ômicron, no começo do ano. A média móvel de casos caiu 58% em relação há duas semanas e a média de mortes diminuiu 51% no mesmo período. A ocupação nas UTIs está em 36% e a taxa de transmissão é de 0,92, abaixo de 1, com tendência de queda. A decisão também acompanha a determinação de outros estados e países.

O que diz esse novo decreto?

O uso de máscaras em espaços ao ar livre é opcional, enquanto em locais fechados (eventos, transporte público, trabalho ou comércio) o uso será obrigatório. Essa decisão é própria de cada indivíduo.

A liberação também vale para crianças menores de 12 anos, a critério dos pais ou responsáveis, em espaços abertos ou fechados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não impõe a obrigação nessa faixa de idade, mas recomenda o uso.

Haverá outras regras?

Sim. Segundo o Decreto, a Secretaria de Estado da Saúde emitirá uma Resolução ainda nesta semana para embasar o comportamento sobre o uso de máscaras em locais fechados, além de disposições gerais sobre o novo cenário da pandemia.

A ideia é especificar detalhadamente como deve ser tratada a circulação de pessoas em espaços fechados, como comércios, escolas, unidades de saúde e templos religiosos.

O texto vai deixar mais claro o que é ambiente interno ou externo; abordará o regramento para unidades de saúde; e recomendará o uso de máscaras em espaços abertos com muitas pessoas, como shows e jogos de futebol, e para imunossuprimidos (incluídos os idosos) – nesse caso, a opção também será individual.

Como essa regra será aplicada nas cidades diante de outros decretos e leis municipais?

O Decreto do Estado tem validade em todo o território do Paraná, é a nova “norma geral”. No entanto, se algum município tiver lei que impõe o uso de máscaras, essa é a orientação que deve ser seguida naquele local. Os municípios também podem ter decretos mais restritivos que o do Governo do Estado, com algumas alterações, e eles devem ser respeitados pela população daquela cidade. Desde o começo da pandemia, a orientação geral é que deve ser seguida a norma mais restritiva, enquadradas as realidades locais.

Por que as máscaras são importantes?

As máscaras são importantes porque a Covid-19, doença causada pelo coronavírus SARS-Cov-2, é transmitida por meio do contato com pequenas gotículas que contêm o vírus e são expelidas por pessoas infectadas. Elas entram em contato com as vias aéreas. Portanto, o uso de máscaras é importante como medida de proteção individual e da comunidade. Elas funcionam como uma barreira física.

Além do uso de máscaras, algumas recomendações não perderam a validade: higienização constante das mãos, distanciamento social (quando possível), acompanhar o calendário de vacinação (inclusive com a dose de reforço) e manter os espaços internos arejados.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Paraná flexibiliza obrigação de uso de máscaras ao ar livre

O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta quarta-feira (16) a lei (20.971/2022) que derrubou a obrigatoriedade do uso de máscaras no Paraná. A proposta foi encaminhada pelo Executivo à Assembleia Legislativa na semana passada e, após ser apreciada nas comissões de Constituição e Justiça e de Saúde, foi aprovada pelos deputados em dois turnos de votação.

Logo após a sanção, o Governo do Estado publicou um decreto (10.530/2022) com detalhes sobre os locais onde o uso pode ser flexibilizado e as situações em que ainda é necessário utilizar o equipamento de proteção. Segundo o texto, o uso em espaços ao ar livre será opcional a partir desta quinta-feira (17), enquanto em locais fechados (eventos, transporte público, trabalho ou comércio) o uso será obrigatório.

A liberação também vale para crianças menores de 12 anos, a critério dos pais, em espaços abertos ou fechados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não impõe a obrigação nessa faixa de idade, mas recomenda o uso. A Secretaria de Estado da Saúde vai emitir algumas resoluções para regulamentar as regras de uso em alguns espaços públicos.

O uso de máscaras era obrigatório no Estado desde 28 de abril de 2020. A mudança conta com aprovação do comitê científico da Secretaria de Estado da Saúde e leva em consideração o controle no quadro epidemiológico, com baixo índice de ocupação dos leitos exclusivos para a Covid-19, ampla vacinação dos paranaenses e manutenção do quadro de estabilidade do cenário após o Carnaval.

“Quase dois anos após a implementação da lei podemos fazer essa mudança, deixando o uso de máscara como opcional nos espaços abertos e alterando as regras para as nossas crianças, que estão sendo imunizadas. As máscaras foram um instrumento fundamental ao longo da pandemia e a adesão no Paraná sempre foi espontânea, demos exemplo no cuidado com os outros”, disse Ratinho Junior.

“Mesmo com a mudança, as estratégias de testagem e monitoramento da doença seguem no mesmo ritmo. E também orientamos a procura pela vacinação”, acrescentou.

No Paraná, quase 80% da população está com a cobertura vacinal completa e mais de 3,7 milhões de pessoas receberam a dose de reforço. Também houve redução no número de mortes e de casos mais graves da doença. A média móvel de casos caiu 58% em relação há duas semanas e a média de mortes diminuiu 51% no mesmo período. A ocupação nas UTIs está em 36% e a taxa de transmissão é de 0,92, abaixo de 1, com tendência de queda.

SINTOMAS – Segundo o decreto, é obrigatório o uso de máscaras em locais abertos ou fechados para indivíduos com sintomas de Covid-19.

Matéria da Agência Estadual de Notícias.

Assembleia Legislativa aprova fim do uso obrigatório de máscaras no Paraná

Matéria do Portal Bem Paraná.

A Assembleia Legislativa nesta terça-feira (15), em primeiro turno, por 45 votos favoráveis e seis contrários, projeto do governo que prevê o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras contra a Covid-19 no Paraná. A proposta que tramita em regime de urgência deve ser votada em segundo turno nesta quarta-feira (16), e seguir para sanção do governador Ratinho Júnior (PSD).

A Secretaria de Estado da Saúde vai regulamentar a matéria, estabelecendo os detalhes sobre como e onde serão liberados do uso do equipamento. A previsão é de que seja dispensado o uso de máscaras em locais abertos.

Antes da votação em plenário, o projeto foi aprovado pelas comissões de Constituição e Justiça e de Saúde no início da tarde. A lei que estabeleceu a obrigação foi aprovada em abril de 2020, e está em vigor há quase dois anos. O projeto revoga essa lei.

A proposta deixa para o governo a responsabilidade por definir os critérios sobre a utilização do uso de máscara durante a pandemia. A ideia, num primeiro momento, é permitir a circulação de pessoas em espaços externos sem o equipamento.

Segundo o governo, a iniciativa conta com a aprovação do comitê científico da secretaria e toma por base a melhora de diferentes indicadores da pandemia, como o avanço da vacinação (mais de 75% da população está com a cobertura vacinal completa) e a diminuição do número de mortes e dos casos mais graves da doença.

A média móvel de casos caiu 62% em relação há duas semanas e a média de mortes diminuiu 47% no mesmo período. O governo alega ainda que a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre já foi revogada em outros estados, como São Paulo e o Distrito Federal, e várias cidades do País, além de outros países como Inglaterra e França.

Na justificativa do projeto, o governo defende que a flexibilização do uso de máscara se dê através de decreto do Executivo e “se mostra necessária considerando o cenário epidemiológico, informado pela Secretaria do Estado da Saúde, que aponta o amplo quadro de vacinação da sociedade paranaense, além do baixo índice de ocupação dos leitos hospitalares exclusivos para o atendimento à covid”.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, afirmou que, caso proposta seja aprovada, planeja operacionalizar a partir desta semana a liberação do uso de máscaras ao ar livre em todo o Paraná.

O líder da bancada de oposição, deputado Arilson Chiorato (PT), questionou a medida. “A pandemia não acabou”, afirmou Chiorato, lembrando que ontem, o Paraná registrou mais 1.650 casos confirmados e 21 mortes pela Covid.
O parlamentar também questionou a revogação da lei que previa a obrigatoriedade do uso de máscaras, sem que as regras futuras sejam conhecidas. “Não temos uma garantia do que será amanhã. Ao ser revogada a lei, há um vácuo legislativo. Não se diz quando como e do jeito que será”, alertou.

O líder do governo na Assembleia, deputado Hussein Bakri (PSD) rebateu, afirmando que assim que a lei for revogada, o governo editará um decreto com as novas regras. “A partir do momento que for revogada a lei o governo do Estado vai editar um decreto que vai regulamentar o uso de máscara no Paraná de forma técnica. O Paraná não ficará a descoberto em momento nenhum”, garantiu.

Campanha nacional de vacinação contra a gripe começa em 4 de abril

O Ministério da Saúde inicia no dia 4 de abril a campanha nacional de vacinação contra a gripe. A meta é imunizar cerca de 76,5 milhões de pessoas até o dia 3 de junho, data prevista para encerramento da campanha.

Em nota, o ministério alerta para a importância da vacinação dos grupos prioritários para evitar surtos da doença, que pode sobrecarregar os serviços de saúde e até levar à morte.

Segundo a pasta, 80 milhões de doses da vacina Influenza trivalente, produzidas pelo Instituto Butantan e eficaz contra as cepas H1N1, H3N2 e tipo B, estarão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

No caso das crianças de 6 meses a menores de 5 anos que já receberam ao menos uma dose da vacina Influenza ao longo da vida, deve-se considerar o esquema vacinal com apenas uma dose em 2022. Para as crianças que serão vacinadas pela primeira vez, a orientação é agendar a segunda aplicação da vacina contra gripe para 30 dias após a primeira dose.

A campanha nacional ocorrerá em duas etapas. Na primeira, entre os dias 4 de abril e 2 de maio, serão vacinados idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde.

A segunda etapa, que vai de 3 de maio a 3 de junho, tem como público-alvo crianças de 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias; gestantes e puérperas; povos indígenas; professores; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência permanente; membros de forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas; caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa e pessoas privadas de liberdade.

Matéria da Agência Brasil.

Uso de máscaras deveria ser mantido em ambientes fechados, diz especialista

Idosos e imunossuprimidos devem manter o uso de máscara como proteção contra a covid-19, mesmo em cidades onde não há mais obrigatoriedade. O alerta é do professor do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília (UnB), Bergmann Morais Ribeiro.

“Na minha opinião, ainda não é o momento de liberar o uso de máscaras em ambientes fechados. Como o número de transmissões e mortes está diminuindo ao longo do tempo, a liberação em espaços abertos é algo natural. Mas, ainda não é o momento para espaços fechados. A variante Ômicron é muito transmissível e há pessoas imunossuprimidas ou idosos que, se pegarem o vírus, mesmo vacinados, correm o risco de ser hospitalizados e ter a doença de forma grave”, disse. Para o professor, a liberação em espaços fechado deveria estar vinculada à queda do número de mortes por covid-19.

Segundo Ribeiro, locais com aglomerações ainda deveriam manter a obrigatoriedade do uso de máscara, como transporte público, comércios, teatro, cinema, feiras e shopping.

A obrigatoriedade do uso também deveria ser mantida para estudantes e professores em escolas. Outro ponto destacado pelo professor é a necessidade de que os brasileiros completem o ciclo vacinal contra a covid-19.

“A pandemia ainda não acabou. Existem outras variantes que surgiram, como a Ômicron, que aumentou o número de infecções na Grã Bretanha, em Hong Kong e na própria China. Se não tomarmos cuidado, pode aparecer nova onda”, lembrou.

Fiocruz

Para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a flexibilização de medidas protetivas contra a doença, como o uso de máscaras em locais fechados de forma irrestrita, é prematuro. De acordo com o boletim do Observatório Covid-19 divulgado pela instituição, as próximas semanas serão fundamentais para entender a dinâmica de transmissão da doença. Ainda não é possível avaliar o efeito das festas e viagens no período do carnaval.

O boletim cita estudo recente que sugere que o uso de máscaras deve ser mantido por duas a dez semanas após a meta de cobertura vacinal ser atingida, entre 70% e 90%. Com o surgimento da variante Ômicron e sua maior capacidade de escape dos anticorpos, o boletim diz que as máscaras ficaram ainda mais importantes.

Matéria da Agência Brasil.

O que já se sabe sobre a variante Deltacron?

A variante Deltacron vem chamando atenção de todo o mundo, inclusive do Brasil, onde dois casos de Covid-19 ligados à essa cepa foram confirmados nesta quinta-feira (15) pelo Ministério da Saúde. A variante Deltacron já foi confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O nome para a nova cepa foi escolhido porque ela combina características genéticas de duas outras versões do vírus, a Delta e a Ômicron.

A nova variante foi sequenciada geneticamente pelo Instituto Pasteur, da França. O sequenciamento foi enviado para um banco de dados internacional que centraliza as sequências genéticas de todas as variantes do coronavírus. Como as primeiras amostras sobre a nova variante foram encaminhadas em janeiro deste ano, pode existir uma disseminação da cepa maior do que as estatísticas oficiais. Oficialmente, a variante Deltacron foi identificada na França, Holanda, Estados Unidos e Reino Unido, além do Brasil.

O estudo sobre a variante Deltacron, em forma de preprint (ou seja, ainda não foi revisado por pares), foi publicado na plataforma medRxiv. A pesquisa mostra que ela teria surgirdo a partir de recombinação, ou seja, as variantes Delta e Ômicron infectaram um único paciente, ao mesmo tempo. Com isso, houve troca de material genético durante a reprodução viral, gerando uma nova cepa.

O estudo ainda identificou que o gene da proteína de superfície do coronavírus, conhecido como spike, vem em sua maior proporção da variante Ômicron, enquanto o restante do genoma da nova cepa é da Delta. Como os anticorpos, produzidos por meio de infecções e vacinas, têm como alvo principal a spike, estima-se que as defesas adquiridas em função da Ômicron também devem ter efeito na variante Deltacron.

Ainda não há informações precisas sobre os efeitos da nova cepa. Os pesquisadores franceses explicam que essa recombinante pode apresentar a mesma propensão da Ômicron de se concentrar no nariz e vias áreas superiores, não afetando tanto diretamente os pulmões.

Por enquanto, a comunidade científica segue acompanhando a variante Deltacron. A OMS não a classificou, até o momento, como uma Variante de Preocupação ou uma Variante de Interesse.

Matéria do Portal Saúde Debate, com informações da Agência Brasil, Carta Capital e Canaltech.

Covid-19: Brasil já confirmou dois casos da variante Deltacron, diz ministro

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou, hoje (15), que o Brasil já registra dois casos de pessoas infectadas por uma variante do novo coronavírus, a Deltacron.

A nova cepa combina características genéticas da Ômicron e da Delta e vem sendo monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde o início do mês, quando os primeiros casos foram identificados na França.

“Nosso serviço de vigilância genômica já identificou dois casos no Brasil. Um no Amapá, outro no Pará”, disse o ministro a jornalistas, ao chegar ao ministério.

Queiroga destacou que, em um contexto de pandemia, no qual um vírus se espalha com maior facilidade entre a população, se replicando velozmente, as probabilidades dele sofrer mutações aumentam. Segundo ele, isso demonstra a importância da população se vacinar.

“Esta variante [a Deltacron] é considerada de importância e requer o monitoramento”, acrescentou Queiroga, assegurando que, mesmo com a “desaceleração” do surgimento de novos casos da covid-19 em todo o país, as autoridades sanitárias devem continuar vigilantes.

“Tudo que acontece nos outros países, nós observamos. Monitoramos todos os casos, e isto é fruto do fortalecimento da capacidade de vigilância genômica no Brasil – [fruto] dos fortes investimentos que o governo federal fez após a pandemia”, acrescentou o ministro.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre a tarde de domingo (13) e o fim da tarde de ontem (14), foram confirmados 11.287 novos casos de covid-19 no país, e 171 mortes em decorrência da doença.

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, os números contabilizados tendem a ser menores que os dos demais dias da semana devido à dificuldade das secretarias de saúde dos estados e municípios repassarem informações. Mesmo assim, os resultados gerais indicam uma melhora da situação.

Com este cenário, vários estados e municípios já flexibilizaram medidas de controle sanitário, como a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção.

“O STF [Supremo Tribunal Federal] delegou a estados e municípios a prerrogativa de, de maneira complementar à União, dispor a respeito do uso de máscaras. Não se trata de obrigar as pessoas a não usar máscaras, mas sim de desobrigar o uso. E isto depende do cenário epidemiológico [local]. É preciso fazer isto de forma inteligente. Por exemplo, mesmo o número de casos estando desacelerando, é recomendável continuarmos usando as máscaras em hospitais. Pessoas imunocomprometidas e indivíduos que passaram por um transplante também”, finalizou o ministro.

Matéria da Agência Brasil.

Número de mortes globais por Covid-19 pode ser três vezes maior do que os registros oficiais, indica estudo

Uma revisão sistemática publicada na última quinta-feira (10) na Revista Lancet mostrou que o número de mortes por Covid-19 no mundo pode ser o triplo do que os registros oficiais indicam, chegando a 18,2 milhões de pessoas até o final de 2021, contra os 5,9 milhões divulgados oficialmente.

Essas são as primeiras estimativas globais revisadas por pares sobre o excesso de mortes relacionadas à doença, baseadas nos dados de 74 países e 266 localizações subnacionais, inclusive o Brasil, entre 1 de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2021.

A subnotificação é calculada a partir da diferença entre o número de mortes registradas por todas as doenças e o número esperado com base em tendências passadas – e é uma medida fundamental para avaliar o verdadeiro número de óbitos da pandemia. Na ciência, esse conceito é chamado de “excesso de mortes”.

De acordo com o estudo, a taxa de mortalidade não contabilizada é estimada em 120 mortes por 100 mil habitantes em todo o mundo, e estima-se que 21 países tenham taxas de mais de 300 mortes por 100 mil habitantes.

A região com mais mortes subnotificadas é o Sul da Ásia, com 5,3 milhões, seguido pelo Norte da África e Oriente Médio (1,7 milhão) e Europa Oriental (1,4 milhão). Em relação aos países, as maiores estimativas ocorreram na Índia (4,1 milhões), Estados Unidos (1,1 milhão), Rússia (1,1 milhão), México (798 mil), Brasil (792 mil), Indonésia (736 mil) e Paquistão (664 mil). “Esses sete países podem ter sido responsáveis ​​por mais da metade do excedente global de mortes causadas pela Covid-19 no período de 24 meses”, apontam os autores.

A proporção de mortes não relatadas em relação às relatadas é muito mais elevada no sul da Ásia (9,5 vezes maior) e na África Subsaariana (14,2 vezes maior) do que em outras regiões. Segundo os autores, as diferenças podem ser explicadas pela falta de testes de diagnóstico e problemas com a notificação de mortes por Covid-19.

Para os pesquisadores, o fortalecimento dos sistemas de registro de óbitos no mundo é essencial para melhorar o monitoramento dessa e de futuras epidemias e pandemias. “Além disso, mais pesquisas são necessárias para ajudar a distinguir a proporção de excesso de mortalidade causada diretamente pela infecção por SARS-CoV-2 e as mudanças nas causas de óbito como consequência indireta da pandemia”, afirmam. Entre os efeitos indiretos, estão pessoas que não tiveram Covid-19, mas morreram em decorrência da falta de atendimento médico em hospitais superlotados.

Matéria do Instituto Butantan.