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Queda nas taxas de vacinação no Brasil ameaça a saúde das crianças

A cobertura vacinal no Brasil vem despencando nos últimos dez anos, deixando a população – especialmente o público infantil – mais vulnerável a doenças que já estavam erradicadas no país, como sarampo e poliomielite, e que podem deixar sequelas ou causar mortes.

Embora o índice de vacinação ideal seja acima de 90%, as taxas gerais de imunização têm ficado abaixo desse valor desde 2012, chegando a 50,4% em 2016. No último ano, a porcentagem foi de 60,7%, segundo informações do DATASUS do Ministério da Saúde.

A vacinação é a forma mais efetiva para a eliminação de uma doença viral e as consequências dos baixos índices de imunização não podem ser ignoradas. “A curto prazo, no caso de uma pandemia como a que vivemos, a redução da vacinação torna impossível controlar a disseminação do vírus e, portanto, eliminar ou diminuir os índices de pessoas doentes. A longo prazo, pode ocorrer a reemergência de um vírus, além de impedir o controle da doença”, explica a diretora do Laboratório de Biotecnologia Viral do Instituto Butantan, Soraia Attie Calil Jorge.

Doenças potencialmente fatais para crianças podem ser evitadas com vacinação

Um dos principais imunizantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), que registra números de cobertura insuficientes desde 2017. Naquele ano, o indicador registrou 86,2%; em 2021, a cobertura caiu para 71,4%. Esse decréscimo na vacinação vem contribuindo para o surgimento de novos surtos de sarampo, uma doença altamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias, que provoca sintomas como tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e irritação na pele com manchas vermelhas. Em casos mais graves, pode causar pneumonia e inflamação no cérebro.

Já a procura pela vacina contra poliomielite, o imunizante de gotinhas, caiu de 96,5% em 2012 para 67,6% no último ano. A doença foi considerada erradicada no Brasil em 1989, quando ocorreu o último caso, mas a queda da imunização coloca em risco esse avanço. Os sintomas da poliomielite incluem febre, dor de cabeça, de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação (prisão de ventre), espasmos e rigidez na nuca. O vírus pode atingir o sistema nervoso e causar paralisia permanente nas pernas ou braços.

Outra vacina aplicada no público infantil é contra o rotavírus, que provoca uma infecção no trato digestivo e é a causa mais comum de diarreia grave com desidratação em crianças pequenas entre três e 15 meses de idade. O vírus causa aproximadamente 215 mil mortes por ano no mundo em meninos e meninas com menos de cinco anos, principalmente em países em desenvolvimento. Os índices de vacinação contra o rotavírus no Brasil reduziram de 86,3% em 2012 para 68,3% em 2021.

As raízes do movimento antivacina e como combatê-lo

Segundo a pesquisadora Soraia Jorge, o movimento antivacina surgiu em meados do século XIX, quando alguns críticos se posicionaram contra a imunização utilizando argumentos teológicos e fraudes científicas. Na época, surgiram ligas antivacinação, especialmente nos Estados Unidos e na Inglaterra, que brigavam pela eliminação da vacina contra a varíola.

O caso de maior repercussão foi um artigo científico publicado na revista The Lancet em 1998, onde o autor Andrew Wakefield sugeria uma relação entre o autismo e a vacina tríplice viral. “Tempos depois esse trabalho foi contestado, pois se descobriu que o médico possuía contato com advogados que queriam processar fabricantes de vacinas e que ele também havia alterado dados dos pacientes”, afirma Soraia.

Diante de um contexto de fake news, em que a desinformação é disseminada continuamente, a atenção à educação e a estratégias para incentivar o interesse pela ciência são cada vez mais importantes. “Para que as pessoas possam ter a capacidade de discernir informações verdadeiras e falsas, é preciso ter educação de base, especialmente aplicada às áreas de conhecimento científico. Políticas públicas que aproximem a população em geral de Universidades e Centros de Pesquisa, como o Instituto Butantan, certamente colaborarão para a melhoria deste cenário”, reforça a pesquisadora.

Matéria do Instituto Butantan.

Nota de Pesar pelo falecimento do Dr. Luiz Felipe Paula Soares

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) manifesta profundo pesar pela morte do Dr. Luiz Felipe Paula Soares, ocorrido nesse domingo (6).

O Dr. Luiz Felipe foi pioneiro na especialidade da Gastroenterologia, tendo sido um dos fundadores e presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) e da Sobed-PR. Ele também foi professor da Universidade Federal do Paraná na disciplina de Gastroenterologia entre 1965 a 2001.

O Simepar se solidariza com os familiares, amigos, ex-alunos e pacientes do Dr. Luiz Felipe Paula Soares.

Testes de vacina única do Butantan contra Covid-19 e influenza tem resultados iniciais promissores

Os primeiros resultados da vacina única contra a Covid-19 e contra a gripe que o Instituto Butantan está pesquisando foram considerados promissores e indicam que os testes em humanos podem começar em até um ano. A candidata a vacina única está em fase de testes em modelos animais que após imunização produziram anticorpos reagentes às três cepas do vírus influenza (H1N1, H3N2 e B) assim como ao vírus SARS-CoV-2.

O imunizante conta com a formulação da vacina contra a Covid-19 que está em desenvolvimento pelo Butantan e será inteiramente produzida no Brasil, e da vacina da influenza, também produzida pelo Instituto e que abastece o Programa Nacional de Imunizações (PNI). “Os primeiros resultados são muito promissores. Ela funciona para produção de anticorpos contra a influenza e para produção de anticorpos contra Covid-19”, afirma o diretor de Produção do Butantan, Ricardo Oliveira.

O diretor ressalta que os estudos ainda são iniciais e estão na chamada prova de conceito, quando se coletam resultados de análises feitas em amostras não humanas. Mas diante dos desdobramentos positivos, ele vê a possibilidade de começar os ensaios clínicos, ou seja, os testes em humanos em até um ano. A data toma como base a experiência do instituto na produção do outro imunizante contra a Covid-19, cujos testes em humanos começaram exatamente um ano depois de finalizada a prova de conceito.

“O que facilita o processo é que estamos misturando produtos bem conhecidos pelo Butantan: a vacina da influenza, que temos conhecimento de muitos anos, e outro imunizante, que apesar de recente, usa a mesma plataforma da influenza”, explica Ricardo.“Estamos estudando essa interação, fazendo os exames de estabilidade e os primeiros resultados são bons”, ressaltou.

Melhor resposta imune e por mais tempo

A primeira etapa dos estudos para viabilizar a vacina combinada não somente mostrou que ela funciona na proteção contra Covid-19 e contra a influenza, como deu indícios de que pode ter uma resposta imune ainda mais robusta e duradoura do que as vacinas atuais, explica o pesquisador científico do Centro BioIndustrial do Butantan, Paulo Lee Ho, que participa diretamente do estudo.

“Os resultados são excelentes porque a gente vê que funciona, e estamos vendo que a resposta está muito melhor porque estamos incluindo um adjuvante, que produz uma proteção muito mais eficaz contra os dois antígenos”, afirmou.

Segundo o pesquisador, a introdução do adjuvante produzido pelo próprio Butantan, chamado de IB160, que é muito semelhante a adjuvantes usados na vacina contra influenza sazonal, tem como vantagem adicional exigir uma quantidade menor de antígenos na composição da vacina, aumentando a capacidade de produção de doses com o mesmo quantitativo de antígenos produzidos, algo importante em tempos de pandemia e também diante da possibilidade de haver reforço na vacinação.

“[A inclusão do adjuvante] melhora a resposta não só em quantidade, mas em qualidade de anticorpos. O estudo indica que essa inclusão pode aumentar o tempo de produção desses anticorpos e que a resposta imune pode durar muito mais, ser mais efetiva sem alterar a segurança”, ressaltou Paulo.

Um imunizante contra a Covid-19 feito no Brasil

Fruto de uma parceria com organizações internacionais, a nova vacina contra a Covid-19 que está sendo desenvolvida no Butantan usa a tecnologia de vírus inativado, uma das mais seguras e estudadas do mundo, tem o diferencial de ser uma vacina de baixo custo e é produzida a partir de ovos embrionados, o que pode mudar a forma como os países em desenvolvimento combatem o vírus SARS-CoV-2.

A estratégia pretende aproveitar a capacidade industrial já instalada no País, no caso, da planta de produção dos monovalentes dos antígenos da influenza para a produção de vacina contra Covid-19, usando insumos nacionais, ao contrário de outras vacinas que usam meios de cultivos e reagentes caros e disputados num cenário pandêmico. Se for provada segura e efetiva nos testes com voluntários, esse imunizante tem potencial de elevar em mais de 1 bilhão por ano a atual oferta de vacinas contra a Covid-19, especialmente nos países em desenvolvimento.

As informações são do Instituto Butantan.

Sancionada lei que amplia cobertura de tratamentos em planos de saúde

Regras para a incorporação de novos tratamentos pelos planos e seguros de saúde, administrados pela Agência Nacional de Saúde (ANS), estão publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (4).

Segundo a Lei 14.307/ 22, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, os planos de saúde ficam obrigados a fornecer medicamentos contra o câncer, de uso oral e domiciliar, em conformidade com a prescrição médica, desde que estejam registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com uso terapêutico aprovado.

A medida também possibilita aos pacientes a continuidade terapêutica domiciliar, sem necessidade de internação hospitalar para o tratamento.

Outra novidade é criação da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar, que tem como objetivo assessorar a ANS na tomada de decisões sobre novas tecnologias e medicamentos, inclusive transplantes e procedimentos de alta complexidade.

O grupo deverá apresentar um relatório que considere as evidências científicas sobre a eficácia, acurácia, efetividade e segurança do medicamento, produto ou procedimento analisado.

Vigência

A atualização do rol de procedimentos e eventos em saúde deverá ocorrer em até 180 dias, prorrogáveis por mais 90, quando necessário. O processo deve ser realizado por meio de uma consulta pública no prazo de 20 dias, com a divulgação de relatório preliminar da comissão, e audiência pública no caso de matéria relevante ou quando houver recomendação preliminar de não incorporação por, no mínimo, um terço dos membros da comissão.

Matéria da Agência Brasil

Brasil já tem seis autotestes de covid-19 aprovados pela Anvisa

O Brasil já tem seis autotestes de covid-19 aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os dois mais recentes foram liberados na quarta-feira (2) pela agência. Para obter o registro, os produtos foram avaliados quanto à segurança, o desempenho e o atendimento aos requisitos legais exigidos aos autotestes.

“Um dos principais pontos de atenção da Anvisa para análise dos autotestes é a usabilidade, que inclui as orientações de uso e as instruções em linguagem simples que permita a pessoa leiga fazer o uso correto do produto”, explicou a agência.

Produtos

Um dos produtos é o “Autoteste COVID-19 Ag” registrado pela empresa Biosul Produtos Diagnósticos. O exame é fabricado pela Hangzhou Alltest Biotech da China. O teste utiliza o swab nasal e terá apresentação comercial com um produto por embalagem.

O segundo teste é o “SGTi-flex COVID-19 Ag – SELF TEST” registrado pela empresa Kovalent do Brasil . O produto é fabricado pela Sugentech da Coreia do Sul. O exame também utiliza o swab nasal, mas terá apresentação comercial mais variada em versões com um, dois ou cinco testes por embalagem.

Autoteste

O autoteste é o produto que permite que a pessoa realize todas as etapas do exame, desde a coleta da amostra até a interpretação do resultado, sem a necessidade de auxílio profissional. Para isso, deve seguir atentamente as informações das instruções de uso, que possuem linguagem simples e figuras ilustrativas do seu passo a passo.

Segundo a Anvisa, independentemente do resultado aferido, o uso de máscaras, a vacinação e o distanciamento físico devem ser mantidas já que reduzem as chances de transmissão do novo coronavírus.

A lista completa dos autotestes aprovados será atualizada periodicamente e está disponível no painel eletrônico da Anvisa.

Matéria da Agência Brasil.

Brasil ultrapassa a marca de 650 mil mortes por covid

Matéria do Estadão Conteúdo publicada pelo Portal Bem Paraná.

O Brasil registrou 335 novas mortes pela covid-19 na quarta-feira (2) e superou a barreira de 650 mil óbitos pela doença. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 509, em queda pelo 10º dia seguido.

“Infelizmente nós temos vários estudos que mostram que no Brasil tivemos um número excessivo de óbitos. O porcentual de mortes evitáveis é algo que vem sendo calculado entre 40% e 60% se tivéssemos tomado as decisões corretas”, explica Alexandre Naime Barbosa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

O professor de Infectologia da Unesp afirma que era muito importante que tivesse tido um discurso mais coordenado entre governo federal, estadual e prefeituras em relação às medidas de circulação de pessoas, sobre o uso de máscaras e isolamento social. “Essas medidas não farmacológicas deviam ter sido coordenadas de maneira uniforme e isso não aconteceu. Isso levou à desconfiança da população em relação à efetividade dessas medidas.”

“Outro ponto foi a questão dos imunizantes. Tivemos desde o começo, quando as vacinas começaram a ter resultados divulgados, uma politização desse debate que foi extremamente danosa. Muito antes de as vacinas chegarem, políticos questionaram a efetividade da vacina e gente do governo federal disse que não tinha pressa para comprar as vacinas. E isso realmente ocorreu. A vacinação começou em janeiro, e foi muito lenta, só engrenando tardiamente. E foi nesta época que tivemos a variante Gama, que foi nosso grande problema, com cerca de 400 mil óbitos concentrados”, continuou.

Para Jesem Orellana, epidemiologista da Fiocruz/Amazônia, pandemia e mortes são conceitos intimamente relacionados. “Especialmente quando se trata de doença nova e de fácil alastramento, como é o caso da covid-19. No entanto, o número de mortos que um país alcança é resultado das estratégias de enfrentamento e mitigação adotadas. A marca de cerca de 650 mil mortes conhecidas no Brasil é tragicamente alta (segunda maior do planeta) e, na prática, é ao menos 15% maior, devido à subnotificação”, lamenta.

O especialista cita ainda os efeitos indiretos sobre a própria saúde pública como os casos de covid longa, os gastos em contexto de subfinanciamento do SUS, o agravamento de outras doenças pré-existentes (transtornos mentais, diabetes, pressão alta) ou até mesmo a redução da expectativa de vida da população. “Não é impossível chegarmos a 700 mil ou mesmo 800 mil mortes conhecidas por covid-19, pois se continuarmos colocando a agenda econômica acima da vida, seguiremos tendo mais e mais mortes evitáveis, sem qualquer benefício econômico, tal como testemunhamos nestes dois anos de pandemia no Brasil, um duplo desastre, sanitário e econômico”, avisa.

A primeira morte por covid-19 no Brasil ocorreu em 12 de março de 2020. Desde então os números de contaminados e óbitos cresceram progressivamente e já dá para dizer que o momento atual é uma terceira onda. Em 20 de junho de 2020, o País passou a barreira de 50 mil mortes e na ocasião sequer se imaginava que este número seria multiplicado por 13.

Nesta mesma época do ano passado, o País vinha em um aumento de mortes que fez passar de 300 mil óbitos em 24 de março para 500 mil em 19 de junho. Mas no final de 2021 houve uma desaceleração nas mortes, só que neste ano, com a variante Ômicron, as vítimas fatais por covid-19 voltaram a crescer, ligando o alerta nas autoridades.

Nesta quarta, o número de novas infecções notificadas foi de 29.841. No total, o Brasil tem 650.052 mortos e 28.839.306 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 26.506.005 pessoas estão recuperadas.

O Estado de São Paulo registrou 29 mortes por coronavírus nesta quarta. Outros quatro Estados superaram a barreira de 20 óbitos: Minas Gerais (51), Rio Grande do Sul (40), Bahia (39) e Pará (21). No lado oposto, Amapá, Rio Grande do Norte e Roraima não registraram nenhuma morte. O Rio de Janeiro não divulgou os dados até o horário de publicação do texto.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Nesta quarta, o Ministério da Saúde informou que foram registrados 23.545 novos casos e mais 297 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 28.811.165 pessoas infectadas e 649.630 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

Paraná está com 45% da população em atraso com o reforço da vacina anticovid

A secretaria estadual da Saúde recebeu nesta quarta-feira (23) mais 507.000 vacinas contra a Covid-19 da AstraZeneca. A remessa é para a dose de reforço da população acima de 18 anos e foi dividida em dois lotes. O primeiro chegou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, pela manhã, e o segundo, às 19h20.

Os imunizantes fazem parte do 88ª informe técnico do Ministério da Saúde e já estão armazenados no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba. Integram uma das maiores remessas de vacinas contra a Covid-19 enviadas ao Estado, com mais de 1,4 milhão de doses, destinadas ao reforço (D3) e vacinação infantil.

Além das que já desembarcaram, outras 349.150 vacinas da Janssen, também para dose de reforço, foram enviadas nesta quarta-feira (23), via terrestre e ainda não têm previsão de horário de chegada.

“Estamos com mais de 45% da população com a dose de reforço atrasada, e não é por falta de vacina. Para aqueles que ainda não foram tomar a 3ª dose, reforço o pedido para que não deixem de comparecer nos postos de vacinação”, enfatizou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

INFANTIL – Para o público infantil (6 a 11 anos), o Ministério da Saúde enviará nesta quinta-feira (24), via terrestre, 565.600 doses da CoronaVac. A remessa faz parte do 89ª informe técnico e, de acordo com o documento, são 14.600 vacinas para a primeira dose e 551.000 para a segunda dose.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Covid-19 pode deixar sequelas na audição

Matéria do Portal Saúde Debate.

Quem foi infectado pelo coronavírus tem a possibilidade de lidar com sequelas da Covid-19 na audição. O alerta está sendo feito por fonoaudiólogos. Quando a pandemia começou, os principais sintomas e posteriores sequelas de pacientes em recuperação se concentravam no sistema respiratório e pulmonar.

Mas, passados quase dois anos desde a chegada da doença ao Brasil, estudos clínicos já determinam que os danos vão muito além: o coronavírus causa uma doença sistêmica que pode afetar simultaneamente diferentes áreas do corpo. E que, em alguns casos, pode levar a perdas auditivas.

Esse é o alerta feito pela fonoaudióloga Mariângela Lima, do Hospital Angelina Caron (HAC), em Campina Grande do Sul, na Grande Curitiba. Segundo a profissional, tem sido frequente a chegada de pacientes relatando queixas e problemas de audição após terem se recuperado de quadros de Covid-19, além de tontura e zumbido. Isto demonstra sequelas da Covid-19 na audição.

“Temos recebido pacientes com essa queixa de perda auditiva, alguns meses após a Covid, ou imediatamente após ter a doença. O problema é que não temos exames prévios desses pacientes. Uma pessoa, inclusive, teve uma perda auditiva muito profunda e foi encaminhada para transplante coclear recentemente. São muitas as sequelas da Covid-19 que vão aparecendo com o tempo, caso a caso. Além da perda auditiva, zumbido e tontura também são registros comuns”, enfatiza Mariângela.

Segundo a fonoaudióloga, tendo qualquer dificuldade na fala ou audição, independente do quadro de saúde anterior à doença, é preciso procurar um médico otorrinolaringologista. “O especialista vai fazer uma avaliação e solicitar exames. Temos feito bastante esses exames no HAC. Muitos casos já apareceram até agora e isso tem nos chamado a atenção nas últimas semanas”, conta.

Pesquisas internacionais sobre sequelas da Covid-19 na audição

Um relatório publicado pelo Manchester Biomedial Research Centre (BRC), no Reino Unido, após a análise de 24 estudos que avaliaram a relação entre a audição e a Covid-19, revela que 7,6% dos participantes tiveram alguma perda de audição; e 14,8% apresentaram zumbido após ter a doença.

Em outra pesquisa, a British Tinnitus Association, em parceria com a American Tinnitus Association, 40% dos pacientes que já sofriam com o zumbido relataram uma piora imediata após teste positivo para a doença.

Prefeitura de Curitiba descumpre decisão judicial sobre a duração das consultas médicas

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) peticionou ao juizado apresentando provas de que a Fundação Estatal de Atenção em Saúde de Curitiba (FEAS) está descumprindo a decisão judicial que determinou que as consultas médicas nas Unidades de Saúde sejam agendadas com intervalos de 20 minutos para cada consulta.

Conforme as agendas de trabalho obtidas pelo Simepar, em diversas unidades o agendamento continua sendo de uma consulta a cada 15 minutos. Há relatos de que em alguns locais a exigência seria de uma consulta a cada 10 minutos.

As denúncias de sobrecarga de trabalho de médicos/as são recorrentes. Os gestores tentam obrigar os médicos e médicas a atenderem um paciente a cada 15 minutos, o que não condiz com as boas práticas da medicina.

Segundo pareceres diversos do Conselho Federal de Medicina, somente o médico tem liberdade para decidir quanto tempo levará cada consulta, e esse tempo dependerá da complexidade do caso em atendimento.

“Nenhum órgão ou instituição tem competência para determinar o tempo de avaliação médica ou estabelecer o número de atendimentos médicos para qualquer carga horária ou atividade médica.” É a ementa do Parecer CFM nº 1/10, da lavra do conselheiro Gerson Zafalon.

No final do mês de janeiro, o juiz José Wally Gonzaga Neto, da 20ª Vara do Trabalho de Curitiba, concedeu uma liminar determinando a redução da sobrecarga de trabalho dos/as médicos/as.

O Simepar também está pedindo que o Juiz aumente o valor da multa, que está fixada em R$ 500,00 por flagrante de descumprimento, e que esta comece a ser aplicada, pois as condições de trabalho dos médicos estão ficando insustentáveis.

LEIA TAMBÉM: Simepar conquista liminar ordenando que a Prefeitura de Curitiba reduza a sobrecarga sobre os/as médicos/as

Dirigentes do Simepar e do Sindesc são barrados no Hospital Zilda Arns em atitude antissindical da Prefeitura de Curitiba

Dirigentes do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc) foram barrados no Hospital do Idoso Zilda Arns (HIZA), que é administrado pela Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) da Prefeitura de Curitiba.

A Dra. Cláudia Paola Carrasco Aguilar, secretária geral do Simepar, e Antonio Marcos Duma Adriano, que é Presidente da Associação dos empregados da FEAS e representante do Sindesc na FEAS, foram impedidos de transitar no HIZA na sexta-feira (18), quando estava distribuindo material informativo sobre prevenção e combate ao assédio moral no trabalho.

Eles estavam acompanhados de um fotógrafo e todos estavam usando máscaras N95, adequadas para evitar a disseminação do Coronavírus, higienizaram as mãos com álcool gel, não visitaram áreas sensíveis como a ala covid, UTI, centro cirúrgico e outras. Além disso, a presenças dos sindicalistas seria breve, menos de 15 minutos, somente para distribuição do material informativo.

Uma funcionária do Hospital, identificada como Maria Rosa, que trabalha como secretária do gestor, disse que os sindicalistas não poderiam entrar no estabelecimento sem “marcar horário”. Ela chamou a segurança do HIZA obrigando os dirigentes sindicais a deixarem o local.

Porém, o livre exercício da atividade sindical permite que os dirigentes sindicais tenham acesso aos locais de trabalho dos seus representados. Qualquer determinação contrária configura atitude antissindical e cerceamento à livre organização dos trabalhadores.

Após o incidente, houve contatos da direção do HIZA alegando motivação sanitária para barrar os sindicalistas; mas essa alegação não se sustenta, e configurou claramente o cerceamento do livre exercício da atividade sindical.

Segundo a Dra. Claudia Paola “é inadmissível que os sindicalistas sejam impedidos de entrar nos locais de trabalho, é preocupante que discutir um assunto como o assédio no trabalho cause essa reação nos gestores”.