Filiado à

Notícias

Brasil bate recorde diário com 204,8 mil novos casos de covid-19

O número de infecções diárias pelo novo coronavírus segue em alta no Brasil. Segundo boletim do Ministério da Saúde (MS) divulgado nesta quarta-feira (19), foram 204.854 casos registrados em 24 horas, o maior número desde o início da pandemia. O número de pessoas infectadas pela covid-19 totaliza 23.416.748.

O número de mortes causadas pela covid-19 não tem crescido na mesma proporção e chegou a 621.855, com 338 óbitos entre terça (17) e quarta-feira (18). Há 3.062 mortes em investigação. Os dados de mortes em investigação ocorrem por haver casos em que o paciente morreu, mas a investigação da causa demanda exames e procedimentos posteriores.

Até o momento, segundo o ministério, 21.848.301 pessoas se recuperaram da doença.

Estados

Segundo o balanço fornecido pelas Secretarias Estaduais de Saúde, o estado com mais mortes por covid-19 é São Paulo, com 155.997 registros. Em seguida, aparece o Rio de Janeiro (69.623), Minas Gerais (56.866), Paraná (40.951) e Rio Grande do Sul (36.564).

Os estados com menos óbitos são Acre (1.854), Amapá (2.033), Roraima (2.082) e Tocantins (3.978).

As unidades da federação com mais casos registrados são São Paulo (4,5 milhões), Minas Gerais (2,4 milhões) e Paraná (1,7 milhão). Os estados com menos casos são Acre (91,4 mil), Amapá (130,9 mil) e Roraima (134 mil).

Ômicron

A pasta também informou que foram registrados 811 casos de pessoas infectadas pela variante Ômicron, com incidência confirmada em 16 unidades da Federação, com Pernambuco (145) e Rio de Janeiro (156) registrando o maior número de casos. Também foram registradas duas mortes, uma em Alagoas e outra em Goiás.

Há 1.080 casos e duas mortes pela nova variante em investigação.

Vacinação

O painel nacional de vacinação do Ministério da Saúde registrou, em sua última atualização, um total de doses aplicadas de 325,7 milhões.

Até o momento, 159 milhões receberam a primeira dose e 139,8 milhões já receberam as duas doses ou a dose única. Além disso, 25,7 milhões de pessoas tomaram a terceira dose (dose de reforço).

Matéria da Agência Brasil

ANS aprova inclusão de teste rápido de covid-19 na cobertura de Planos de Saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta quarta-feira (19) a inclusão do teste rápido de covid-19 nos procedimentos obrigatórios que devem ser oferecidos aos beneficiários de planos de saúde. A medida passará a valer hoje (20), com a publicação no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com a ANS, o teste deverá ser coberto nos planos com cobertura ambulatorial, hospitalar ou referência, quando houver indicação médica para pacientes com síndrome gripal ou síndrome respiratória aguda grave, e durante os primeiros sete dias de sintomas.

A agência recomenda que o usuário entre em contato com a operadora de plano de saúde para obter informações sobre a realização do exame e para sanar outras dúvidas.

O exame que deverá incluído do rol de procedimentos e eventos em saúde da ANS é o teste rápido SARS-COV-2 para detecção de antígeno.

Matéria da Agência Brasil.

Simepar firma Acordo Coletivo com Fundação de Saúde de Paranaguá com a perspectiva de 16% de reajuste para médicos/as

O Sindicado dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) está firmando um Acordo Coletivo de Trabalho com a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP) com o reajuste de 6% nos salários dos médicos e médicas já neste mês de janeiro; e a perspectiva de mais 10% em maio deste ano.

Com o reajuste de janeiro, o salário será superior a R$ 13.984,00 para 02 plantões semanais. Depois de maio, esse valor poderá ultrapassar os R$ 15 mil. Além disso, os médicos receberão adicional de Insalubridade em grau máximo e vale alimentação superior a R$ 847,00.

Também restou acordado que os plantões de final de ano sejam pagos com adicional de 100%. Os profissionais ainda terão direito a rescisão contratual condicionada à homologação sindical, direito à estabilidade e assistência sindical em todos os processos disciplinares e direito a licenças e afastamentos superiores ao mínimo legal.

Com esse Acordo, a FASP passa a ser um dos melhores empregadores públicos para médicos no Paraná, servindo de exemplo balizador para outros ACTs a serem negociados pelo Simepar.

 

Professores universitários defendem exigência de passaporte de vacina para retorno às aulas em Curitiba

O Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (SINPES) publicou uma nota defendendo a exigência de passaporte de vacina para o retorno das aulas presenciais no ensino superior privado de Curitiba e Região Metropolitana.

Segundo a entidade, são cerca de cinco mil docentes que voltarão às aulas presenciais em fevereiro. E, com os imunizantes disponíveis, “não faz o menor sentido permitir o ingresso no ambiente presencial das instituições de ensino superior de negacionistas que colocam em risco a saúde coletiva.”

Leia a íntegra da nota:

Sinpes é a favor do Passaporte da Vacina para retorno às aulas presenciais

Diante do aumento no número de infectados por Covid-19 no Paraná, que registrava 9.492 novos casos e sete novas mortes segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) na última terça-feira (11), e frente à confirmação do primeiro caso da Variante Ômicron no estado nesta quarta-feira (12), o Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana – SINPES vem a público destacar sua posição a favor da exigência de passaporte de vacina (documento físico ou digital que comprova a imunização) para o retorno das aulas presenciais em instituições de ensino superior privado de Curitiba e Região Metropolitana.

Milhares de estudantes e cerca de cinco mil docentes voltam às aulas no ensino superior privado de Curitiba e Região Metropolitana no mês de fevereiro. Desde o início da vacinação contra o Coronavírus o Sinpes destacou sua posição de que as aulas presenciais só deveriam voltar depois da imunização completa de professores/as, demais trabalhadores/as da educação superior e estudantes.

O sindicato lutou para que que estes trabalhadores/as fossem incluídos nos grupos prioritários de vacinação. Para isso oficiou prefeituras e secretaria estadual de saúde, além de promover manifestações por meio da imprensa, de inserções em rádio e de caminhão de som que percorreu pontos de vacina da capital paranaense.

Nesse contexto não faz o menor sentido permitir o ingresso no ambiente presencial das instituições de ensino superior de negacionistas que colocam em risco a saúde coletiva.

A vacinação é a melhor forma de evitar mortes e sequelas graves decorrentes da Covid-19. Portanto, na visão do Sinpes, é preciso haver conscientização por parte de trabalhadores/as e alunos/as do ensino superior quanto a importância da imunização.

Também é necessário que instituições de ensino superior, com o objetivo de conter a disseminação da doença (que teve alta de 600% no número de contaminados nas últimas duas semanas) adotem todas as medidas sanitárias para proteger estudantes e trabalhadores/as e exijam o passaporte da vacina para o retorno às aulas presenciais.

As informações são do Sinpes.

Vacinação anticovid completa um ano com 8,3 milhões de paranaenses imunizados

Esta terça-feira (18) marca um ano desde que a primeira pessoa foi vacinada contra a Covid-19 no Estado. Desde então, mais de 8,3 milhões de paranaenses já foram imunizados com a primeira e a segunda doses ou dose única, dos quais mais de 1,6 milhão têm até a dose de reforço, aprovada ao longo do caminho.

“Há exatamente um ano, os primeiros paranaenses eram vacinados contra a Covid-19. A nossa esperança, naquele momento, era reduzir de mortes e retornar à vida como conhecíamos. E já podemos afirmar que a vacina cumpriu o seu papel. Ficamos muito felizes ao ver o quanto a população acreditou na ciência e na saúde e foi atrás da sua dose”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

“Estivemos, desde o início, entre os estados que mais vacinaram no Brasil. Ao longo desse um ano de vacinação, o Estado trabalhou junto com os 399 municípios para garantir que todos tivessem acesso à vacina o mais rápido possível”, acrescentou.

Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a resposta para esse ano de “cura” estava estampada no rosto da primeira imunizada. “Lembro do olhar de esperança da enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira e este sentimento em todos nós também surgiu a partir daquele momento”, lembrou.

Ela tomou a vacina pouco mais de duas horas depois que o lote com 120 mil doses chegou ao Estado. Para a enfermeira que atua no Hospital do Trabalhador, que completou 74 anos naquele dia, o momento foi cheio de expectativa e emoção.

“Sempre acreditei na vacina, sempre acreditei que fosse possível. Infelizmente ainda tem muitas pessoas que se recusam a tomar, mas não podemos perder de vista que a vacina protege do vírus. Foi uma conquista”, afirmou.

HISTÓRICO – O processo passou por várias fases, sofreu ajustes, e, depois de um ano, a maior campanha vacinal já realizada no Paraná chega a uma nova etapa, com a imunização do público infantil de 5 a 11 anos. Dos centenárias às crianças, dos acamados aos trabalhadores ativos, o trajeto ilustrado nas selfies teve apenas um objetivo: a defesa contra coronavírus após um 2020 angustiante.

Na fase inicial, o primeiro conjunto de grupos prioritários elaborado pelo Ministério da Saúde e seguido pelo Paraná foi baseado em princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e feito em acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Ao todo, 27 categorias de pessoas tiveram prioridade para recebimento das doses da CoronaVac/Butantan, começando pelos trabalhadores de saúde, idosos institucionalizados, pessoas com deficiência e populações tradicionais, como indígenas. Em três dias, mais de 57 mil pessoas tinham recebido a primeira dose, e no final daquele mês mais de 130 mil.

Outros grupos vieram na sequência, como as pessoas em situação de rua, trabalhadores do transporte coletivo, da educação básica e superior, forças de segurança, entre outros. Naquela altura outra vacina já estava disponível, da parceria AstraZeneca/Oxford/Fiocruz.

Em 7 de fevereiro, o Estado recebeu suas primeiras doses para idosos acima de 90 anos, que segundo estimativa do Ministério da Saúde, chegava a 50.889 pessoas. Depois desta data, houve o escalonamento dos idosos com 80, 70 e 60 anos, numa escadinha. Com um mês, eram 308 mil paranaenses parcialmente protegidos. Com dois meses, 553 mil.

Em março, o governador lançou a campanha De Domingo a Domingo, estimulando os município a não interromperem a vacinação se tivessem doses disponíveis, e no fim do mês eram 1 milhão de pés vermelhos imunizados. Em abril foi a fez do Corujão, com postos disponibilizando horários alternativos para a população.

NOVOS IMUNIZANTES – No final de abril, o Paraná alterou o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. As decisões foram pactuadas com a Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR). O primeiro documento contemplava 4.049.801 paranaenses nos grupos com prioridade para a vacinação, número que subiu para 4.790.988 pessoas. Além dessa alteração, houve a inclusão de mais um imunizante no Plano, a vacina da Pfizer/BioNTech.

Em maio, o Estado ultrapassou 1 milhão de pessoas completamente imunizadas e 90% dos idosos tinham tomado a D1. Na época, a Secretaria de Saúde abria novos leitos praticamente todas as semanas para atender pacientes com casos moderados e graves.

Em junho, quando foi confirmado o primeiro caso da variante Delta, chegou a primeira remessa da Janssen, que juntou-se aos outros três imunizantes utilizados. Em dose única, foi destinada aos trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros, transporte ferroviário, transporte aquaviários e caminhoneiros, e depois expandida ao público em geral.

Vacinação em massa contra a Covid-19 salvou a vida de muitos paranaenses, diz Beto Preto
“Quando chegamos na metade de 2021 já havíamos vacinado praticamente todo o grupo prioritário e os municípios aplicavam doses excedentes em outras faixas etárias. Foi outro desafio da campanha”, lembrou Beto Preto.

Formalmente, as primeiras doses para público em geral foram distribuídas no começo de junho. No dia 20 daquele mês o Paraná atingiu a marca de 5 milhões de aplicações, sendo 1 milhão aos finais de semana. No dia 5 de julho, a ocupação nos leitos de UTI caiu da faixa de 90%.

Em seis meses de vacinação, de 18 de janeiro a 18 de julho, já haviam sido aplicadas 6,9 milhões de doses, imunizando 62,1% da população adulta do Estado com D1 e 20,9% com o esquema vacinal completo. Em agosto, um terço das cidades já vacinada pessoas com 18 anos.

Na segunda quinzena de setembro, ocorreram duas importantes mudanças na campanha de vacinação, tanto na faixa etária, incluindo adolescentes de 12 a 17 anos, quanto na quantidade de doses aplicadas. Nessa época, 5 milhões de paranaenses ficaram totalmente imunizados. Em novembro, com 80% da população adulta imunizada, o Paraná começou a não registrar óbitos em boletins e suspendeu qualquer medida restritiva.

DOSE DE REFORÇO E CRIANÇAS – Atualmente, qualquer paranaense acima de 18 anos pode tomar a dose de reforço contra a Covid-19, desde que respeitado um intervalo de quatro meses para a D2. A quarta dose para pessoas com algum tipo de vulnerabilidade da imunidade também já está disponível.

E neste sábado (15), três dias antes de completar um ano da vacina da enfermeira Lucimar, foi a vez da Isadora Libânio Despensieri, de 6 anos, receber a primeira dose pediátrica da Pfizer contra a Covid-19 no Paraná.

“Aprendemos com a vacinação e aos poucos alcançamos todos os públicos. A vacina é o milagre da vida. Nós conseguimos ultrapassar esses momentos difíceis por causa da vacina”, finalizou Beto Preto. “É hora de vacinar as crianças e deixar os adultos ainda mais protegidos. É mais um passo para vencer essa batalha”.

Matéria da Agência Estadual de Notícias

Estudo da PUCPR aponta aumento de bactérias resistentes em UTIs Covid

Internações por covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do estado do Paraná favoreceram o aumento na incidência de bactérias multirresistentes nos pacientes, além de crescimento no consumo de antibióticos nas instituições de saúde.

Essa foi a conclusão de um estudo realizado por profissionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e publicado no Journal of Hospital Infection, referência em artigos sobre epidemiologia e resistência antimicrobiana.

Os pesquisadores constataram que em 2020 houve um aumento incidência de uma bactéria chamada Acinetobacter baumannii resistente a antibióticos de amplo espectro, os chamados “carbapenêmicos”, em infecções relacionadas a dispositivos invasivos.

Os dados foram obtidos a partir da análise das informações, oriundas do banco de dados do Sistema Online de Notificação de Infecção Hospitalar (SONIH), disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR), e do banco de dados de notificações da covid-19 disponível no site do Ministério da Saúde.

O estudo Análise de tendências de bactérias Gram-negativas resistentes a carbapenêmicos e consumo de antimicrobianos na era pós-Covid-19: um desafio extra para instituições de saúde, em tradução livre, foi realizado no Paraná e analisou dados agregados de 99 hospitais do estado, que notificaram 11.248 infecções associadas a dispositivos invasivos, como ventiladores mecânicos, cateteres e sondas, em 243.631 pacientes admitidos em UTI adulto entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020.

Segundo a infectologista Viviane Maria de Carvalho Hessel Dias, pesquisadora da PUCPR, o estudo é um alerta para os programas de controle de infecção hospitalar e de gerenciamento do uso de antimicrobianos em instituições de saúde, já que a ocorrência de contaminações por bactérias multirresistentes pode impactar na sobrevida dos pacientes.

Matéria da Agência Brasil.

Campina Grande do Sul e Morretes estão criando fundações de Saúde para superar a terceirização dos médicos/as

Os municípios de Campina Grande do Sul e de Morretes iniciaram os procedimentos da criação de Fundações Municipais de Saúde para encerrar as terceirizações da mão de obra de médicas e médicos, e dos demais profissionais de Saúde.

As prefeituras de Curitiba e Paranaguá já trilharam esse caminho, e hoje possuem Fundações de Assistência à Saúde funcionando regularmente. Já o Município de Curiúva superou a terceirização realizando concurso público para contratar os médicos e médicas diretamente, como servidores públicos municipais estatutários.

O fim das terceirizações em todos esses municípios é fruto da atuação do Simepar que acionou a Justiça para combater as contratações ilegais.

LEIA TAMBÉM: Simepar conquista importantes vitórias contra a terceirização de médicos/as na Saúde Pública

A Prefeitura de Morretes enviou ao Simepar um cronograma com os diversos passos necessários para a criação da sua Fundação de Saúde. Segundo esse calendário, a instituição deverá estar funcionando regularmente em abril deste ano (2022).

Já a Prefeitura de Campina Grande do Sul realizou na última quinta-feira (13) uma audiência pública para debater a criação da sua Fundação de Saúde. A Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar, Secretária Geral do Simepar, e o assessor jurídico, Dr. Luiz Gustavo Andrade, participaram da Audiência que foi realizada na Câmara dos Vereadores do Município.

Segundo a Dra. Claudia Paola, a criação das Fundações é uma vitória dos médicos/as e do Simepar. “As fundações são importantes para acabar com a precarização da contratação de médicos pelas prefeituras. Os municípios têm possibilidade de oferecer salários competitivos e atrair profissionais que permaneçam na função. Os profissionais passam por processo seletivo e têm seus direitos trabalhistas respeitados, sob a fiscalização do Sindicato.” Completou.

Assista a seguir ao vídeo da audiência pública de Campina Grande do Sul:

Paraná registra 12.072 novos casos e nove óbitos pela Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (17) mais 12.072 casos confirmados e nove mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Eles são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas, que é de 6.695 casos e três óbitos.

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.701.411 casos confirmados e 40.716 mortos pela doença.

Os casos desta data são de janeiro (11.124) de 2022; dezembro (7), novembro (6), setembro (1), agosto (2), julho (3), junho (3), maio (3), abril (3), março (13), fevereiro (51) e janeiro (211) de 2021; e dezembro (210), novembro (161), outubro (54), setembro (30), agosto (57) julho (68), junho (34), maio (9), abril (20) e março (2) de 2020.

Os óbitos data são de janeiro (7) de 2022, março (1) e abril (1) de 2021.

MONITORAMENTO – A Sesa está monitorando a situação epidemiológica do Paraná e o crescimento no número de casos diários divulgados pela pasta. Neste momento, o aumento está diretamente ligado com a maior circulação de pessoas em todo o Estado, devido às festividades de fim de ano.

Além disso, deve-se considerar um atraso no envio de amostras para os laboratórios credenciados do Estado como o Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) na última semana, também relacionado com os recessos e feriados.

A secretaria reforça que as medidas de prevenção como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel permanecem sendo necessárias, juntamente com a continuidade da vacinação contra a Covid-19.

INTERNADOS – 65 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos SUS (24 em UTIS e 41 em leitos clínicos/enfermariaS) e nenhum em leitos da rede particular (UTI ou leitos clínicos/enfermaria).

Há outros 833 pacientes internados, 314 em leitos de UTI e 519 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

ÓBITOS – A Sesa informa a morte de mais nove pacientes. São duas mulheres e sete homens, com idades que variam entre 27 e 91 anos. Os óbitos ocorreram entre 24 de março de 2021 e 17 de janeiro de 2022.

Os pacientes que foram a óbito residiam em: Ponta Grossa (3), Paiçandu, Marumbi, Maringá, Jacarezinho, Foz do Iguaçu e Colombo.

FORA DO PARANÁ – O monitoramento da Sesa registra 8.158 casos de residentes de fora do Estado, 224 pessoas foram a óbito.

Confira o informe completo clicando AQUI.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná

Brasil completa um ano de vacinação contra a Covid com quase 70% da população imunizada

Um ano depois de começar a vacinação contra a covid-19, o Brasil se aproxima do patamar de 70% da população com as duas doses, enquanto 15% já receberam a dose de reforço e cerca de 75% receberam ao menos a primeira dose, segundo dados do painel Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A campanha coordenada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) já tinha atingido 68% dos brasileiros com as duas doses até a última sexta-feira (14) e dá agora os primeiros passos para proteger crianças de 5 a 11 anos.

A vacinação contra a doença teve sua primeira dose administrada em 17 de janeiro de 2021, na enfermeira Mônica Calazans, em São Paulo. A profissional de saúde recebeu a vacina CoronaVac, produzida no Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac.

Desde então, três em cada quatro brasileiros receberam ao menos a primeira aplicação de um dos quatro imunizantes adquiridos pelo PNI: AstraZeneca, CoronaVac, Janssen e Pfizer.

Pesquisadores da Fiocruz e da Sociedade Brasileira de Imunizações ouvidos pela Agência Brasil indicam que o resultado da vacinação foi uma queda drástica na mortalidade e nas internações causadas pela pandemia, mesmo diante de mutações mais transmissíveis do coronavírus, como a Delta e a Ômicron.

Mudança epidemiológica

Quando o Brasil aplicou a primeira vacina contra covid-19, no início do ano passado, a média móvel de vítimas da doença passava das 900 por dia, e 23 estados tinham mais de 60% dos leitos de pacientes graves da doença ocupados no Sistema Único de Saúde (SUS). Com doses limitadas, a campanha começou focando grupos mais expostos, como os profissionais de saúde, e mais vulneráveis, como os idosos.

Levou até junho para que um quarto dos brasileiros recebesse ao menos a primeira dose, e o país viveu o período mais letal da pandemia no primeiro semestre do ano passado, quando a variante Gama (P.1) lotou centros de terapia intensiva e chegou a provocar picos de mais de 3 mil vítimas por dia.

Nos grupos já vacinados, porém, as mortes começaram a cair conforme os esquemas vacinais eram completos, e os pesquisadores chegaram a indicar que a pandemia havia rejuvenescido, já que os idosos imunizados passaram a representar um percentual menor das vítimas.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Mônica Levi, reforça que as vacinas reduziram a ocorrência de casos graves e mortes na pandemia, mesmo que a ascensão de variantes mais transmissíveis tenha provocado novas ondas de disseminação do coronavírus. “Não conseguimos ganhar do aparecimento de variantes, principalmente porque não houve uma vacinação em massa no mundo inteiro simultaneamente. Então, em lugares em que havia condições de alta transmissibilidade, surgiram variantes”, afirma ela, que acrescenta: “Mas as vacinas se mostraram eficazes contra formas graves e mortes mesmo nesse contexto de variantes. Neste momento, com a Ômicron, a explosão do número de casos não foi acompanhada nem pelos casos de internação nem pela mortalidade. E isso se deve à vacinação. As vacinas cumpriram o papel principal e mais importante: salvar vidas”.

Pesquisador da Fiocruz Bahia, o epidemiologista Maurício Barreto concorda e avalia que a velocidade de transmissão da Ômicron trará mais um alerta para quem ainda não tomou a primeira dose ou não concluiu o esquema vacinal.

“Esse pico que estamos começando da Ômicron vai crescer nas próximas semanas e pode atingir número grande de pessoas. Pode haver casos severos entre os vacinados, porque a efetividade da vacina não é de 100%, mas será em uma proporção muito maior entre os não vacinados”, prevê o epidemiologista, que vê risco para os sistemas de saúde com demanda grande por internação de não vacinados. “Havendo número razoável de não vacinados, isso pode gerar enorme quantidade de casos severos. A Ômicron está expondo a fragilidade dos não vacinados”.

Barreto vê como positivo o número de 68% da população com duas doses, mas acredita que há espaço para aumentar esse percentual, porque o Brasil tem tradição de ser um país com alto grau de aceitação das vacinas. Além disso, destaca que há diferença grande entre os vacinados com a primeira dose (75%) e com a segunda dose (68%), o que dá margem para avançar entre quem já se dispôs a receber a primeira aplicação.

“De modo geral, é positivo [o percentual de vacinados]. Reflete, de um lado, o desejo da população de ser vacinada, e, do outro, o desenvolvimento de vacinas com efetividade capaz de proteger principalmente contra casos severos da doença”, afirma ele, que pondera: “Poderia ser um pouco mais. O Brasil poderia chegar um pouco além”.

Estados e municípios

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, na última semana, que o sucesso do enfrentamento da pandemia depende da colaboração de estados e municípios, principalmente com relação ao avanço nas aplicações da segunda dose e da dose de reforço. Queiroga chamou a atenção para a situação de alguns estados, principalmente da Região Norte, onde os níveis de aplicação da vacina estão baixos.

Ele comentou que assiste-se ao aumento do número de casos, mas ressaltou que ainda não há pressão sobre os estados. “Estamos ampliando os testes. Em janeiro, vamos distribuir 28 milhões de testes rápidos”. Segundo ele, em fevereiro, devem ser distribuídos 7,8 milhões de testes.

Vacinação no mundo

O percentual de vacinados com a segunda dose no Brasil posiciona o país à frente da maioria dos vizinhos sul-americanos, segundo a plataforma Our World in Data, vinculada à Universidade de Oxford. Apesar disso, Chile (86%), Uruguai (76%), Argentina (73%) e Equador (72%) conseguiram cobertura maior no continente.

Quando são analisados os 30 países mais populosos do mundo, o Brasil fica na nona colocação entre os que conseguiram a maior cobertura com duas doses, lista que é liderada pela Coreia do Sul (84,5%), China (84,2%) e Japão (78,9%). Em seguida, o ranking tem Itália (74,9%), França (74,8%), Alemanha (71,8%), Reino Unido (70%) e Vietnam (69,7%). Os países onde a população teve menos acesso às vacinas foram Quênia, Nigéria, Tanzânia, Etiópia e República Democrática do Congo, onde o percentual não chegou a 10%.

A América do Sul é o continente com a maior média de vacinação no cálculo da platafoma Our World in Data, com 65% da população com as duas doses. A lista indica grandes desigualdades regionais, com Europa (62%), Asia (58%), Oceania (58%), América do Norte (54%) e América do Sul acima da média mundial de 50% de vacinados, e a África com apenas 9,9% da população com duas doses.

Mônica Levi vê o percentual de vacinados no Brasil como alto em relação a países que lidam com movimentos antivacina mais fortes, como Estados Unidos (62%) e Israel (64%). “Eles não conseguem avançar, porque sobraram aqueles que têm resistência enorme à vacinação. A gente vê no Brasil facilidade muito maior, e estamos em situação melhor. Alguns países estão melhores que a gente, mas a resistência à vacinação aqui ainda não é tão grande, mas pode se tornar”, diz ela, que vê com preocupação a hesitação à vacinação de crianças. “É uma tristeza para nós, da área médica, ver que questões políticas estejam influenciando as decisões de pais sobre a saúde dos próprios filhos, que possa existir pais que se importem mais em seguir orientações politicas do que as bases da ciência e as conclusões de pessoas que são qualificadas para a tomada de decisões na saúde”.

Eventos adversos

A médica afirma que o público está sob bombardeio de informações confusas, que supervalorizam eventos adversos raros previstos na vacinação e ignoram os benefícios que as vacinas já trouxeram desde o início da pandemia.

“Eventos adversos aconteceram, alguns graves, mas foram extremamente raros e muito menos frequentes que a ocorrência desses mesmos quadros sendo causados pela própria covid-19. A ponderação do risco-beneficio é extremamente favorável à vacinação. A gente não está negando a existência de eventos adversos graves. Eles existem, mas são extremamente raros. Só que a gente tem que considerar as vidas salvas e os benefícios que a vacinação traz frente ao risco que é incomparavelmente menor”.

O epidemiologista da Fiocruz concorda e afirma que as vacinas contra covid-19 usadas no Brasil estão em uso em muitos outros países, o que faz com que diferentes órgãos regulatórios e pesquisadores avaliem os resultados e sua segurança.

“Internacionalmente, já são bilhões de doses. Não são vacinas dadas só no Brasil, mas no mundo inteiro. Então, há muita clareza de que há efeitos adversos, mas que são em uma proporção tão ínfima, que os benefícios os superam e muito. E, sobre isso, há uma concordância dos órgãos regulatórios, sejam brasileiros, americanos, europeus, japoneses, australianos. Milhares de instituições estão monitorando os efeitos dessas vacinas, então, há uma tranquilidade imensa de que a gente tem vacinas seguras”.

Para avançar na vacinação, Barreto acredita que é preciso entender por que algumas pessoas não completaram o esquema vacinal e identificar localmente possíveis problemas que podem ter criado dificuldades para que as pessoas retornassem aos postos. O objetivo, reforça ele, deve ser facilitar ao máximo a ida aos locais de vacinação.

Mônica Levi lembra que, em outras vacinas que preveem mais de uma dose, é frequente que a cobertura caia na segunda e terceira aplicação. “A gente já vê isso na vacina da Hepatite B, por exemplo, que também tem três doses. Esse é um comportamento normal que a gente já via, uma dificuldade de fazer vacinas de várias doses e manter a adesão ao esquema completo”, diz ela, que ainda acha difícil prever se a vacinação contra covid-19 vai ser encerrada na primeira dose de reforço. “Mais para frente, se vamos ter novas variantes que vão obrigar a fazer vacinas diferentes, ou se a imunidade vai cair mais uma vez depois do reforço, só o tempo vai dizer”.

Matéria da Agência Brasil.

Relatório da Fiocruz confirma predominância da variante Ômicron e novos casos no Paraná

O 6º Relatório de circulação de linhagens do vírus Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, do Instituto Carlos Chagas/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Paraná, confirmou a predominância da variante Ômicron no Estado. O documento foi recebido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) neste sábado (15).

A análise considera 178 amostras coletadas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro nas quatro macrorregiões, em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), onde 91 (51,1%) foram confirmadas para a variante Ômicron e 87 (48,9%) para a Delta.

As cepas são consideradas como “variantes de preocupação” – VOC pela Organização Mundial da Saúde. As VOC são aquelas que têm evidências de induzir casos mais graves e aumentar a transmissibilidade da doença.

A Sesa havia confirmado a circulação da variante Ômicron na quarta-feira (12) com um caso confirmado em Curitiba após sequenciamento genômico da Fiocruz do Rio de Janeiro. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, já alertava para a possibilidade de predominância da nova variante no Paraná, inicialmente detectada na África do Sul e designada como VOC em novembro do ano passado.

“Quando tivemos a confirmação do primeiro caso, já falamos que existia transmissão comunitária da variante no Paraná, considerando a alta transmissão da doença nos primeiros dias de janeiro. A Ômicron tem essa característica de se espalhar mais fácil, e se detectamos em mais da metade dessas amostras certamente o número de casos é muito maior”, afirmou o secretário.

Segundo ele, a grande cobertura vacinal contra a Covid-19 colaborou para que a circulação da nova variante não resultasse no agravamento da doença na maioria dos casos. “Precisamos alertar para a importância da vacinação. A imunização contra a doença, os cuidados não farmacológicos e a conscientização da população, são nossas principais armas contra esse vírus que se modifica e dissemina muito rapidamente”, alertou Beto Preto.

Os casos identificados pela Fiocruz Paraná neste relatório serão inseridos no monitoramento oficial do Estado nos próximos dias, após investigação epidemiológica para identificação do perfil dos casos, municípios de residência dos infectados e evolução dos casos. Agora, o Paraná possui 92 casos confirmados da variante Ômicron, sem óbitos registrados.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná.