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Relatório da Fiocruz confirma predominância da variante Ômicron e novos casos no Paraná

O 6º Relatório de circulação de linhagens do vírus Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, do Instituto Carlos Chagas/Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Paraná, confirmou a predominância da variante Ômicron no Estado. O documento foi recebido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) neste sábado (15).

A análise considera 178 amostras coletadas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro nas quatro macrorregiões, em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), onde 91 (51,1%) foram confirmadas para a variante Ômicron e 87 (48,9%) para a Delta.

As cepas são consideradas como “variantes de preocupação” – VOC pela Organização Mundial da Saúde. As VOC são aquelas que têm evidências de induzir casos mais graves e aumentar a transmissibilidade da doença.

A Sesa havia confirmado a circulação da variante Ômicron na quarta-feira (12) com um caso confirmado em Curitiba após sequenciamento genômico da Fiocruz do Rio de Janeiro. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, já alertava para a possibilidade de predominância da nova variante no Paraná, inicialmente detectada na África do Sul e designada como VOC em novembro do ano passado.

“Quando tivemos a confirmação do primeiro caso, já falamos que existia transmissão comunitária da variante no Paraná, considerando a alta transmissão da doença nos primeiros dias de janeiro. A Ômicron tem essa característica de se espalhar mais fácil, e se detectamos em mais da metade dessas amostras certamente o número de casos é muito maior”, afirmou o secretário.

Segundo ele, a grande cobertura vacinal contra a Covid-19 colaborou para que a circulação da nova variante não resultasse no agravamento da doença na maioria dos casos. “Precisamos alertar para a importância da vacinação. A imunização contra a doença, os cuidados não farmacológicos e a conscientização da população, são nossas principais armas contra esse vírus que se modifica e dissemina muito rapidamente”, alertou Beto Preto.

Os casos identificados pela Fiocruz Paraná neste relatório serão inseridos no monitoramento oficial do Estado nos próximos dias, após investigação epidemiológica para identificação do perfil dos casos, municípios de residência dos infectados e evolução dos casos. Agora, o Paraná possui 92 casos confirmados da variante Ômicron, sem óbitos registrados.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

Curitiba inicia vacinação de crianças de 5 a 11 anos na segunda-feira (17/1)

Curitiba vai iniciar a vacinação contra a covid-19 para as crianças de 5 a 11 ano a partir de segunda-feira (17/1). As primeiras doses serão para grupos prioritários, a começar pelas crianças acamadas, institucionalizadas e indígenas. As equipes da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) vão até os locais onde estão os pequenos desse grupo para a aplicação.

Na terça-feira (18/1), a imunização infantil segue com crianças de 9 a 11 anos com deficiência permanente e com comorbidades, que receberão o imunizante em dez Unidades de Saúde exclusivas para a vacinação do público infantil, conforme o estoque de doses.

“É com muita felicidade que recebemos a notícia da chegada ao Paraná das vacinas que vão proteger nossos curitibinhas. É mais uma vitória da Ciência o sucesso e eficiência do imunizante contra a covid-19 também para as crianças. Curitiba está pronta para vacinar nossos pequenos, para tranquilidade das famílias da cidade”, disse o prefeito Rafael Greca.

Curitiba definiu o cronograma inicial seguindo a recomendação do Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, para a priorização das doses e ainda sem conhecer o quantitativo de imunizantes e insumos destinados à cidade no primeiro lote enviado pelo ministério.

As primeiras doses do imunizante pediátrico da Pfizer chegaram ao Brasil nesta quinta-feira (13/1), foram repassadas ao governo estadual na manhã desta sexta-feira (14/1), que entregou as doses à SMS no final da tarde. Curitiba recebeu, nesse primeiro lote, 9.870 doses, suficientes para os grupos chamados para esses dois primeiros dias. Ao todo, a estimativa é que a cidade tenha 164.821 crianças entre 5 e 11 anos.

Próximas convocações

As novas convocações da criançada serão de forma escalonada, em ordem decrescente de idade e serão informadas pelos canais oficiais da Prefeitura, dependendo do recebimento de novos lotes de vacina pelo município.

Crianças que completarem 12 anos após o recebimento da primeira dose deverão completar o ciclo vacinal com o mesmo imunizante.

Equipes preparadas

Curitiba definiu a logística para vacinar os curitibinhas, que vão receber uma vacina produzida especialmente para o público infantil. Por isso, os profissionais de Saúde que vão fazer as aplicações, que já têm expertise nessa tarefa, estão desde quinta-feira (13/1) em treinamento de atualização, para as doses específicas para a população de 5 a 11 anos.

A SMS também já está em contato com os locais da cidade que abrigam as crianças institucionalizadas e indígenas e para agendar a aplicação extramuros (onde estão os usuários) do imunizante.

Da mesma forma, já iniciou o contato para agendamento com as famílias de crianças de 5 a 11 anos que estão acamadas e recebem atendimento pelo SUS Curitibano. Os familiares ou responsáveis de crianças acamadas atendidas na rede privada vão poder informar esta condição pelo Aplicativo Saúde Já (mais orientações, abaixo, em Documentação necessária).

Pontos de vacinação

Além de treinar 180 profissionais da Saúde para imunizar os pequenos, a SMS já tem definido onde vai prosseguir com a imunização deles.

Após a vacinação extramuros do primeiro grupo – a crianças acamadas, institucionalizadas e indígenas –, Curitiba terá dez Unidades de Saúde exclusivas para vacinar a população de 5 a 11 anos contra a covid-19, separando o fluxo da vacinação anticovid dos adultos. Confira abaixo a lista das unidades.

A vacina pediátrica

A vacina Pfizer pediátrica será aplicada nos curitibinhas em duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações – assim como nos adultos – para o esquema vacinal completo.

Porém, a versão pediátrica do imunizante tem especificidades como dosagem, composição, prazo de armazenagem, manejos para diluição e com orientação de insumos diferentes em relação ao imunizante para pessoas com mais de 12 anos.

O frasco da vacina para crianças terá uma cor diferente daquela aplicada em adultos, deverá ser laranja, estratégia adotada para ajudar os profissionais de saúde na hora de aplicar a vacina. Cada dose deverá ter 0,2ml.

Documentação necessária

– Para todas as crianças

É necessário que a criança esteja cadastrada no Aplicativo Saúde Já, incluindo-a como dependente. O cadastro é necessário para que a vacina seja registrada no sistema eletrônico da Secretaria Municipal da Saúde e na carteira vacinal da criança. Esse cadastro também colabora para melhor fluxo da vacinação nas Unidades de Saúde, o que agiliza o fluxo da vacinação, permite incluir imediatamente a dose recebida na carteira de vacinação e estimar a data para a segunda dose.

No dia da vacinação é necessário que um familiar ou responsável acompanhe a criança para a assinatura do termo de consentimento. Deverão ser apresentados documento de identificação com foto, comprovante de residência em nome do responsável pela criança.

– Crianças acamadas

As crianças de 5 a 11 anos acamadas em leitos atendidas pelo SUS Curitibano terão sua dose agendada a partir de um contato telefônico das equipes da SMS com os familiares*.

As que estão acamadas e são atendidas pela rede privada podem informar esta condição à SMS via Aplicativo Saúde Já Curitiba – é necessário atualizar a versão do aplicativo nas lojas virtuais para plataformas Android ou iOS – ou pelo site.

Para as crianças dessa faixa etária que estão acamadas e atendidas em leitos da rede privada, pais e responsáveis vão poder notificar esta situação do pequeno à SMS pelo Aplicativo Saúde Já Curitiba a partir desta sexta-feira (13/1) – basta baixar a atualização nas lojas de aplicativos para Android ou iOS – ou pelo site https://saudeja.curitiba.pr.gov.br/ , escolhendo a opção “Paciente Acamado”.

– Crianças com comorbidades

O público infantil com comorbidades (confira aqui a lista de comorbidades), inclusas para a priorização no Plano Nacional de Imunização atendido pelo SUS, precisa estar cadastrado no Aplicativo Saúde Já para receber, na segunda-feira (17/1) a convocação para a vacinação, via mensagem no próprio aplicativo.

As crianças com comorbidades atendidas na rede privada devem apresentar declaração emitida pelo médico que os acompanha, segundo o modelo disponível para esses profissionais no site do CRM-PR.

– Deficiência permanente

Para os pequenos de 5 a 11 anos desse grupo, familiar ou responsável deve apresentar documento que comprove essa condição, como cartão-transporte da Urbs de isento para Pessoa Com Deficiência Permanente (identificado com a letra “I” no canto superior direito); Identidade (RG) emitida a partir de 2019 com a indicação “Pessoa com Deficiência”; Declaração pelo médico que acompanha a crianças, no modelo disponível a esses profissionais pelo site do CRM-PR, com a indicação da Deficiência Permanente

Cronograma

Início da vacinação de crianças contra a covid-19 em Curitiba

17/1 (segunda feira) – Vacinação de crianças de 5 a 11 anos acamadas, crianças institucionalizadas e indígenas
*Vacinação extramuros: As equipes da SMS vão até os locais para a aplicação da primeira dose da Pfizer pediátrica

18/1 (terça-feira) – Vacinação de crianças de 9 a 11 anos com comorbidades ou deficiência permanente
*Vacinação extramuros para as crianças acamadas e vacinação nas Unidades de Saúde para crianças com comorbidades ou deficiência.

Unidades de Saúde Exclusivas para vacinação contra covid-19 de crianças 5 a 11 anos
Das 8h às 17h, a partir de 18/1

• Distrito Sanitário Bairro Novo
Unidade de Saúde Nossa Senhora Aparecida (Rua Carlos Amoretty Osório, 169, Sítio Cercado)

• Distrito Sanitário Boa Vista
Unidade de Saúde Santa Efigênia (Rua Voltaire, 139, Barreirinha)

• Distrito Sanitário Boqueirão
Unidade de Saúde Tapajós (Rua André Ferreira de Camargo, 188, Xaxim)

• Distrito Sanitário Cajuru
Unidade de Saúde Iracema (Rua Professor Nivaldo Braga, 1571, Capão da Imbuia)

• Distrito Sanitário CIC
Unidade de Saúde Atenas (Rua Emilia Erichsen, 45,Cidade Industrial)

• Distrito Sanitário Matriz
Unidade de Saúde Mãe Curitibana (Rua Jaime Reis, 331,Alto do São Francisco)

• Distrito Sanitário Pinheirinho
Unidade de Saúde Fanny/Lindóia (Rua Conde dos Arcos, 295, Lindóia)

• Distrito Sanitário Portão
Unidade de Saúde Santos Andrade (Rua Nelson Ferreira da Luz,145, Campo Comprido)

• Distrito Sanitário Santa Felicidade
Unidade de Saúde Bom Pastor (Rua José Casagrande, 220, Vista Alegre)

• Distrito Sanitário Tatuquara
Unidade de Saúde Santa Rita (Rua Adriana Ceres Zago Bueno, 1350, Tatuquara)

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Famílias não imunizadas e variante Ômicron fazem saltar casos de Covid entre crianças em Curitiba

Matéria do Portal Plural.

O Hospital Pequeno Príncipe (HPP) de Curitiba, um dos mais importantes hospitais pediátricos do país, havia confirmado até esta quinta-feira (13) 127 casos de crianças com Covid-19. O número é, segundo a própria instituição, seis vezes superior à média de casos registrados no ano passado.

O aumento de diagnósticos positivos de infecção pelo coronavírus entre crianças de Curitiba segue uma tendência padrão provocada pela disseminação da variante Ômicron, cuja propagação em maior velocidade tem chamado a atenção. Mas não é só isso. De acordo com a pediatra do HPP Heloisa Giamberardino, também é consequência de esquema de imunização incompleto entre familiares.

“As crianças que estamos pegando, que estamos vendo adoecer, são não vacinadas, obviamente porque nem todas já foram contempladas, mas principalmente as crianças de pais que não se vacinaram ou que têm vacinação incompleta. E adolescentes com vacinação incompleta”, observa a pediatra, responsável pelo Centro de Vacinas do HPP. “Todos têm que fazer seu papel. Se está na época de tomar a sua dose de reforço, tem que ir lá fazer. Muitas pessoas não foram ainda nem buscar a segunda dose, quem dirá a dose de reforço. E são pessoas que se contaminam e acabam contaminando também outras pessoas. Não podemos falar que tudo isso é uma responsabilidade compartilhada.”

O Brasil convive com uma retomada na curva de infecções pelo coronavírus e também pelo vírus da gripe, mais especificamente o H3N2. Somente no Pequeno Príncipe, já foram confirmados quatro casos de crianças com infecção dupla de influenza e Covid-19, algo que vem sendo popularmente chamado de “flurona”. Nenhum deles grave.

Desde o fim do ano passado, o mundo voltou a registrar números recordes de contaminação por Covid-19. A chegada da nova variante, a Ômicron, reconduziu países a novos picos, inclusive o Brasil.

Oficialmente, a Secretaria da Saúde do Paraná confirmou o primeiro caso de infecção pela Ômicron no estado na última quarta-feira (12), mas infectologistas acreditam que a cepa já esteja bem mais presente. Nesta quinta, a prefeitura de Curitiba prorrogou a bandeira amarela – o patamar mais flexível e medidas restritivas – , mas reduziu ocupação nos estabelecimentos a 70% da capacidade total como medida de cautela diante do novo cenário.

Apesar da curva em ascensão entre o público infantil, o HPP afirma que o número de internações continua em proporções baixas. Dos 127 diagnósticos feitos até agora, apenas cinco crianças precisaram ficar internadas.

“É uma nova variante mais contagiosa entre qualquer grupo etário, não só criança. Temos o comportamento dessa variante e também a gente já esperava um aumento de casos depois de festas. Ano passado também tivemos um pico em janeiro”, relembra a especialista. “As crianças são reflexo dos adultos. Se aumentam os casos entre adultos, aumentam, na sequência, entre as crianças”.

Vacina

A vacinação tem sido defendida por médicos, cientistas e autoridades sanitárias como a barreira mais eficaz contra a Covid-19, diminuindo o risco de desenvolver a forma grave da doença.

Agora, as crianças de 5 a 11 anos também entram no esquema. O Paraná recebeu nesta sexta o primeiro lote de doses pediátricas adquiridos pelo Ministério da Saúde. A expectativa é que os municípios, incluindo Curitiba, comecem a vacinar já neste sábado (15).

Em nota técnica, o governo Federal definiu que a vacinação para brasileiros de 5 a 11 anos não será obrigatória e ocorrerá por faixa etária, com prioridade para os que possuem comorbidades ou deficiências permanentes. Nas crianças sem comorbidades será realizada a imunização por faixa etária conforme a seguinte ordem: de 10 a 11 anos; de 8 a 9 anos; de 6 a 7 anos e, por fim, as de 5 anos.

A aplicação será com intervalo de 8 semanas entre a primeira e a segunda dose. Apesar de são precisar de receita, os pais ou responsáveis devem estar presentes e concordarem com a aplicação. Em caso de ausência, a vacinação deverá ser autorizada por um termo de assentimento por escrito.

“Vamos conseguir controlar melhor essa doença com a vacinação de mais faixas etárias. A vacina vai ser também uma super resposta na questão de ter menor situação do vírus. Inclusive falando de criança. A criança, principalmente as maiores de cinco anos, já tem uma resposta imunológica muito melhor para qualquer vacina, ela forma mais anticorpos, fica com anticorpos por mais tempo”, ressalta Giamberardino.

Segundo ela, além do papel dos pais – de se vacinarem e buscarem as doses para seus filhos – também é importante uma campanha consistente para conseguir imunizar a população infantil o mais rápido possível.

“As autoridades sanitárias têm de tentar agilizar ao máximo essa campanha para que seja de forma rápida, que a gente faça de domingo a domingo, não paremos de vacinar, quando tivermos a vacina disponível”.

Nesta primeira leva, o Paraná recebeu cerca de 65 mil doses da primeira remessa enviada ao Brasil pelo acordo do Ministério da Saúde com a Pfizer, de 1,2 milhão de doses. Estimativa feita pelo Plural é de que, no estado, a vacina por idade só comece a ser aplicada no fim de janeiro.

Saiba como será a imunização de crianças contra Covid-19

Matéria do Portal Saúde Debate com informações da SESA e da Agência Brasil.

Chegaram ao Brasil, nesta quinta-feira (13 de janeiro), as primeiras vacinas contra Covid-19 destinadas a crianças de 5 a 11 anos. É uma remessa com 1,2 milhão de doses do imunizante da Pfizer. O lote será distribuído a estados e municípios para iniciar a aplicação.

A previsão é que o Brasil receba em janeiro um total de 4,3 milhões de doses da vacina. A remessa é a primeira de três que serão enviadas ao país. Mas como vai funcionar a imunização de crianças contra Covid-19?

Segundo o Ministério da Saúde, a criança deve ir aos postos de vacinação acompanhada dos pais ou responsáveis ou levar uma autorização por escrito. O esquema vacinal será de duas doses, com intervalo de oito semanas entre as aplicações. O Ministério descartou a exigência de receita médica para a vacinação das crianças, acatando o que foi definido na audiência pública sobre o tema. Os pais ou responsáveis devem estar presentes e concordarem com a aplicação. Em caso de ausência, a vacinação deverá ser autorizada por um termo de consentimento por escrito.

A vacinação de crianças nesta faixa etária está prevista na Nota Técnica nº 2/2022, publicada no último dia 5 de janeiro pelo Ministério da Saúde. O público infantil foi incluído no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, no âmbito do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Segundo a Nota Técnica, a imunização vai atender às diretrizes semelhantes às dos adultos. Será iniciada por crianças com comorbidades e deficiência permanente, seguidas de indígenas e quilombolas, as que vivem em lares com pessoas com alto risco para evolução grave de Covid-19 e, então, em ordem decrescente de idade: iniciando pelos 11 anos até chegar aos 5 anos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em dezembro de 2021 o uso da vacina Comirnaty, da Pfizer, para a imunização contra Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos de idade. As informações avaliadas indicam que a vacina é segura e eficaz para o público infantil.

Entre outras informações importantes sobre como vai funcionar a imunização de crianças contra Covid-19 estão a composição do imunizante. A vacina para crianças tem dosagem e composição diferentes daquela utilizada para os maiores de 12 anos. O imunizante será aplicado em duas doses de 0,2 mL, com pelo menos 21 dias de intervalo entre as doses. A tampa do frasco da vacina será laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas. Para os maiores de 12 anos, a vacina, que será aplicada em doses de 0,3 mL, terá tampa na cor roxa.

A Anvisa divulgou, no início do mês, uma série de recomendações sobre a vacinação infantil. A agência sugere que a imunização ocorra em sala separada da de adultos e que a vacina não seja administrada no mesmo período de outras do calendário. Por precaução, é recomendado intervalo de 15 dias. A Anvisa também recomenda que seja evitada a vacinação de crianças no esquema drive-thru (dentro do carro); que elas fiquem em observação no local por 20 minutos após receber a dose; e que os profissionais de saúde informem os pais sobre possíveis efeitos adversos do imunizante, como dor, inchaço no local da aplicação e febre.

Paraná

A chegada das doses ao Paraná está prevista para esta sexta-feira (14), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Assim que chegaram ao Paraná, as doses serão encaminhadas ao Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e descentralizadas aos municípios. O Ministério da Saúde estima 1.075.294 crianças no Paraná.

Os profissionais paranaenses envolvidos na vacinação contra a Covid-19 também participaram de uma capacitação com as orientações para o procedimento de aplicação, e isso tem impacto sobre como vai funcionar a vacinação de crianças contra Covid-19. Feita em três etapas e de forma online, a formação foi promovida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), em conjunto com os laboratórios Pfizer e BioNtech, e conta com a participação de profissionais da Secretaria de Estado da Saúde e dos municípios.

Segundo o ministério, as doses serão distribuídas de forma proporcional aos estados e ao Distrito Federal, de acordo com a população-alvo. Cada estado vai divulgar a data de início da vacinação. Cabe às secretarias estaduais de Saúde a distribuição das doses para os municípios. Como cada região tem realidade logística diferente, a definição do cronograma fica por conta dos gestores estaduais e municipais.

Paranaguá convoca médicos/as classificados em Processo Seletivo Simplificado

A Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP) está convocando mais médicos/as classificados em Processo Seletivo Simplificado para assumirem as vagas.

 

Local: Av. Gabriel de Lara n°. 977, João Gualberto – Paranaguá/Pr.
Entre 13/01/2022 e 17/01/2022 para o 21º Edital de Convocação
Entre 17/01/2022 e 19/01/2022 para o 22º Edital de Convocação
Horário: 8h30 às 12h – 13h00 às 17h.

Confira os Editais:

21º Edital de Convocação

22° EDITAL DE CONVOCAÇÃO

 

Piraquara abre Processo Seletivo para contratação de médicos/as

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado – PSS 018/2022, do município de Piraquara para a contratação de médicos generalistas e pediatra, além de agentes educacionais, interpretes, professor e fonoaudiólogo.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pelo e-mail processoseletivo@piraquara.pr.gov.br, até o dia 26 de janeiro. A seleção se dará por classificação de acordo com a pontuação da análise curricular. E a contratação ocorrerá em regime especial.

SERVIÇO: PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO 018/2022

MÉDICO GENERALISTA (20h), MÉDICO GENERALISTA (40h), MÉDICO PEDIATRA (20), AGENTE EDUCACIONAL I – ALIMENTAÇÃO ESCOLAR (40h), AGENTE EDUCACIONAL I – MANUTENÇÃO DE INFRAESTRUTURA ESCOLAR E PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE (40h), AGENTE EDUCACIONAL II – SECRETARIA ESCOLAR (40h), INTÉRPRETE/TRADUTOR DE LIBRAS (20h), INTÉRPRETE/TRADUTOR DE INGLÊS (20h), INTÉRPRETE/TRADUTOR DE ESPANHOL (20h), INTÉRPRETE/TRADUTOR DE CRIOULO (20h), PROFESSOR (20h) E FONOAUDIÓLOGO (40h)

Inscrições: Até o dia 26/01/2022

Mais informações: (41) 3590-3772 – 35900-3806 e 3590-3523

CONFIRA O EDITAL (Clique aqui)

As informações são da Prefeitura de Piraquara.

Paraná declara epidemia de H3N2 e confirma contaminação com a variante ômicron da Covid-19

O Paraná declarou epidemia de Influenza H3N2, nesta terça-feira (11). O anúncio foi feito pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), durante coletiva de imprensa. Além disso, o secretário Beto Preto confirmou o primeiro caso da variante ômicron, da Covid-19, no estado.

Em relação à epidemia de H3N2, a Sesa informou que o estado tem 832 casos confirmados e 12 mortes provocadas pela doença.

O número representa testes que foram feitos na Rede Sentinela, que tem 34 pontos no estado. Sendo assim, a Sesa acredita que o número casos seja entre 20 e 30 vezes maior do que o registrado.

Beto Preto disse que há anomalia no registro de casos de Influenza, e que há diagnósticos confirmados em comunidades mais isoladas, como indígenas, o que demonstra transmissão comunitária.

A estratégia do governo de estado será de reforço da imunização contra a Influenza e contra a Covid-19.

Segundo a secretaria, atualmente o estado tem 616 mil doses da vacina contra a Influenza disponíveis nas unidades de saúde.

Variante ômicron

O primeiro caso de variante ômicron foi identificado em um paciente de Curitiba, que tem 24 anos. Segundo a secretaria, o jovem concluiu o esquema vacinal e já havia se infectado com o novo coronavírus em junho.

O paciente voltou a apresentar sintomas da doença no dia 14 de dezembro. O jovem fez o teste, que confirmou o novo diagnóstico, no dia 18 de dezembro de 2021.

Uma amostra foi encaminhada para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, que confirmou que o caso se tratava de infecção pela variante ômicron, na manhã desta quarta.

Segundo a secretaria, já existe transmissão comunitária da variante ômicron, no Paraná.

Beto Preto afirmou que o estado tem registrado casos mais leves de Covid-19, creditando o avanço da vacinação como responsável por evitar o agramento da doença. Além disso, o estado projeta aumento no número de diagnósticos.

“Especialistas acreditam que dentro de três ou quatro semanas podemos ter um agravamento da situação. Então, neste momento, a vacina tem se mostrado fundamental”, afirmou.
O secretário disse ainda que o governo avaliará se deve adotar restrições, nos próximos dias. Por enquanto, a orientação é para que as pessoas evitem grandes aglomerações.

Coronavírus no Paraná

O Paraná registrou 9.492 novos casos de Covid-19 e sete mortes, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgados na terça-feira (11). Desde o início da pandemia, 40.698 óbitos foram contabilizados no estado.

Em todo o estado, 1.636.220 pessoas já foram contaminadas pelo coronavírus, de acordo com a Sesa. A taxa de recuperação da Covid-19 no Paraná é de 95%.

A Sesa informou que 54 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados em leitos do SUS – sendo 20 em UTI e 34 em leitos de enfermaria.

O levantamento apontou ainda que há outros 699 pacientes em leitos UTI e enfermaria que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus.

Segundo a Sesa, entre 85% e 95% dos pacientes internados com casos graves não se vacinaram ou não concluíram o esquema vacinal.

Assista ao vídeo com a fala do secretário Beto Preto:

https://youtu.be/EzqqNgl1yAg

As informações são do Portal G1 e SESA.

Governo reduz para 7 dias o isolamento de pacientes com covid-19

O Ministério da Saúde decidiu reduzir de dez para sete dias o período recomendado de isolamento para pacientes com covid-19. Em entrevista coletiva dada no início da noite desta segunda-feira (10), o ministro Marcelo Queiroga anunciou a nova recomendação do governo. Segundo a atualização do guia de vigilância epidemiológica para a covid-19 da pasta, caso não haja mais sintomas no sétimo dia, a pessoa pode sair do isolamento.

Existe ainda uma possibilidade de encurtar ainda mais o tempo de isolamento. Caso no quinto dia o paciente não tenha mais nenhum sintoma respiratório, não apresente febre e esteja há 24 horas sem usar medicamento antitérmico, ele pode fazer um teste rápido de covid-19. Se o teste der negativo para o vírus, ele também está liberado.

Se, no entanto, o teste der positivo, o paciente deve aguardar até o fim dos dez dias de isolamento. Para quem chegou ao sétimo dia e ainda tiver com sintomas do vírus, a recomendação é manter o isolamento, no mínimo, até o décimo dia e sair apenas quando os sintomas acabarem.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, o Ministério da Saúde usou como parâmetro as medidas de isolamento aplicadas nos Estados Unidos e no Reino Unido. No primeiro, o isolamento termina após cinco dias caso não haja mais sintomas. No segundo, o tempo de isolamento é de sete dias, comprovado o fim da infecção com um teste negativo.

Na avaliação de Queiroga, a vacinação no Brasil tem avançado a ponto do governo reduzir o período de isolamento. “Como o Brasil tem avançado muito na campanha de vacinação, em relação ao número de doses de reforço, a população das grandes metrópoles está muito vacinada, podemos vislumbrar um cenário aqui no Brasil mais parecido com o que acontece em países como Reino Unido”.

Além disso, o governo tem se baseado no número de óbitos, que não tem aumentado na mesma proporção da contaminação pela variante Ômicron do novo coronavírus. “A ômicron tem causado um número muito maior de casos, mas felizmente não há correspondência com o número de óbitos”.

Assista na íntegra:

Matéria da Agência Brasil.

Criança de quatro anos morre de Covid-19 e 4.541 novos casos estão no boletim diário da SESA

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (10) mais 4.541 casos e sete mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Entre os óbitos está uma criança de apenas quatro anos de idade.

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.626.852 casos e 40.693 óbitos pela doença.

Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (4.387) de 2022; dezembro (37), novembro (12), outubro (17), setembro (4), agosto (5), julho (4), junho (9), maio (6), abril (4), março (7) fevereiro (2) e janeiro (10) de 2021; e dezembro (13), novembro (12), outubro (6), setembro (2), agosto (1) julho (2) e junho (1) de 2020.

Os óbitos divulgados nesta data são de janeiro (2) de 2022; maio (2), abril (1), março (1) e janeiro (1) de 2021.

MONITORAMENTO – A Sesa está monitorando a situação epidemiológica do Paraná e o crescimento no número de casos diários. Neste momento, o aumento está diretamente ligado com a maior circulação de pessoas em todo o Estado, devido às festividades de fim de ano.

Além disso, deve-se considerar um atraso no envio de amostras para os laboratórios credenciados do Estado, como o Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), na última semana, também relacionado com os recessos e feriados.

A Secretaria reforça que as medidas de prevenção como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel permanecem necessárias, juntamente com a continuidade da vacinação contra a Covid-19.

INTERNADOS – 56 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados, todos em leitos SUS (19 em UTIs e 37 em leitos clínicos/enfermarias).

Há outros 636 pacientes internados, 226 em leitos de UTI e 410 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

ÓBITOS – A Sesa informa a morte de mais sete pacientes: duas mulheres e cinco homens, com idades que variam entre 4 e 85 anos. Os óbitos ocorreram entre 10 de janeiro de 2021 e 9 de janeiro de 2022.

Os pacientes que morreram residiam em Curitiba (4), Quedas do Iguaçu (1), Nova Londrina (1), Imbituva (1).

FORA DO PARANÁ – O monitoramento da Sesa registra 7.286 casos de não residentes no Estado – 224 pessoas morreram.

Confira o informe completo clicando AQUI.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná

Sindicato dos Médicos refuta proposta de que profissionais da Saúde contaminados pelo coronavírus continuem trabalhando

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná é contrário à proposta de que médicos/as e demais profissionais de Saúde possam continuar trabalhando mesmo contaminados pelo coronavírus.

Essa possibilidade foi levantada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista na sexta-feira (7). O ministro também aventou a possibilidade de redução da quarentena de pessoas contaminadas com a variante Ômicron do vírus, que estejam assintomáticas, de dez para cinco dias.

Segundo matéria da Agência Brasil, o Governo Federal está analisando a possibilidade de permitir que trabalhadores da Saúde que tiveram diagnóstico positivo, mas não apresentem sintomas, possam fazer parte da linha de frente no atendimento aos pacientes com covid-19.

“Se eu não me engano, o CDC [Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos] já deu essa recomendação [reduzir o isolamento dos pacientes assintomáticos com Ômicron]. O governo francês está, inclusive, autorizando profissionais de saúde que estão positivos a atender na linha de frente, por conta do número de casos. Então, isso está sendo analisado”, disse Queiroga.

Para o Simepar, a possibilidade é temerária para a Saúde Pública e cruel para os trabalhadores. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) e a Prefeitura de Curitiba, que publicaram diretrizes recentemente, seriam no mínimo sete dias de isolamento.

Segundo o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, embora o CDC norte americano tenha atribuído cinco dias, o órgão recomenda mais cinco dias de isolamento respiratório. E isso vale para pessoas que ficariam em casa.

“Não se pode comparar e aplicar a redução do isolamento de pacientes com o trabalho dos profissionais de Saúde. Os médicos e enfermeiros têm exposição a altas cargas virais nas unidades de Saúde, onde o volume de pessoas contaminadas e transmissoras possibilita reinfecções sucessivas e agrava o quadro daqueles que estão em convalescença.” Afirmou o Dr. Marlus.

Segundo ele, a atitude mais correta seria disponibilizar teleatendimento maciço para evitar o deslocamento das pessoas e conseguir manter tanto os pacientes como os profissionais abrigados da contaminação desnecessária.

“Já alertamos para a necessidade de chamar profissionais já concursados para aumentar a oferta de cuidados. Com o recente e veloz crescimento de contaminações é fundamental que os órgãos públicos disponibilizem recursos para estancar os danos que a pandemia pode ainda causar em todo o sistema e evitar novo colapso. Essa deve ser a atitude de quem aprendeu com os dois anos da pandemia que ainda vivemos.” Completou.