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Mortalidade por Covid entre grávidas é cinco vezes maior em mulheres não vacinadas, diz estudo

Um estudo mostra que a taxa de mortalidade por Covid de grávidas é cinco vezes maior entre aquelas que não foram vacinadas contra a doença.

Apesar da importância da vacinação, duas em cada três grávidas não se vacinaram. É um número baixo de imunizadas, o que causa preocupação, segundo o Observatório Obstétrico Brasileiro da Covid, que fez o levantamento.

De acordo com a pesquisa, a chance de uma gestante que não tomou a vacina morrer é cinco vezes maior do que a que tomou as duas doses do imunizante.

“Para quem não se vacinou e teve que ser internada por Covid, a chance de morrer é de 15%. Para quem tomou uma dose da vacina, isso cai para 9% e, para quem tomou as duas doses, cai para 3%”, afirma Rossana Pulcineli Francisco, obstetra do HC-USP.

O estudo analisou os números do DataSUS sobre a vacinação contra a Covid, desde o início até o dia 24 de novembro do ano passado.

A médica Rossana Francisco diz que a falta de direcionamento correto das autoridades e a desinformação foram os principais motivos para a baixa adesão das grávidas à vacina: “As gestantes resistiram em se vacinar por conta de fake news. Muito medo. Foram muitas notícias falsas dizendo que haveria um risco maior para gestante e o que a gestante tem que ter medo é de pegar a Covid ou mesmo de pegar uma H3N2″.

O organismo da mulher grávida sofre uma queda de imunidade por conta da gestação e ela pode desenvolver formas mais graves de Covid.

“Essa queda da imunidade acaba propiciando que essa infecção seja mais forte e a gestante tem outra condição também: quando o útero cresce, ele empurra o diafragma para cima. Então o pulmão fica, vamos dizer assim, mais comprimido e qualquer infecção respiratória pode ser mais grave, que é justamente o que o Covid e a Influenza podem fazer”, explica Fernando Prado, médico ginecologista e especialista em reprodução humana.

O médico lembra ainda que a falta da vacina na gestação pode trazer mais riscos para os bebês.

“A gente nota um aumento de partos prematuros em mães que tiveram Covid durante a gravidez, mas também a gente pode ver casos de restrição de crescimento, que são bebês que crescem menos que o esperado para a fase da gravidez. E aí vem a grande vantagem da vacina, porque ela evita que as formas se tornem mais letais, mais graves, reduz bastante o risco de internação e acaba protegendo a grávida e o bebê também”, afirma.

As informações são do G1 e Jornal Nacional.

Média móvel da Covid-19 cresce mais de 16 vezes em duas semanas no Paraná

O rápido avanço da Covid 19 neste início de ano, atribuído à chegada da variante ômicron ao Paraná, já pode ser confirmada no informe epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Segundo os dados, a média móvel da doença subiu 1190,5% em apenas duas semanas, principalmente após a confirmação de 18.579 casos em apenas quatro dias.

De acordo com a Sesa, a média móvel do coronavírus antes do Natal era 142, uma média que apontava para a tendência de controle da pandemia no estado. Nesta sexta-feira (7), porém, a média chegou a 2.361.

Confira aqui informe completo.

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta sexta-feira (7) mais 7.074 casos e cinco mortes pela Covid-19 no Paraná, números referentes aos meses ou semanas anteriores e que não representam a notificação das últimas 24 horas.

A Sesa confirma também três casos de coinfecção, em que o paciente é diagnosticado, em simultâneo, pelo coronavírus e o vírus Influenza (gripe). Os casos foram confirmados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen).

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.611.813 casos e 40.686 óbitos pela doença.

Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (6.838) de 2022; dezembro (91), novembro (12), outubro (14), setembro (7), agosto (8), julho (8), junho (9), maio (2), abril (1), março (4), fevereiro (4) e janeiro (9) de 2021; e dezembro (16), novembro (38), outubro (4), setembro (4), agosto (3), julho (1) e maio (1) de 2020.

Os óbitos são de janeiro (3) de 2022; março (1) e fevereiro (1) de 2021.

INFLUENZA A (H3) E SARS-CoV-2 – São três casos de coinfecção, de pessoas com idades que variam de 10 a 29 anos, residentes de Pinhais, Curitiba e Toledo. As datas de início dos sintomas ocorreram entre 18 de dezembro de 2021 e 2 de janeiro de 2022. Dois dos pacientes foram internados e já receberam alta. Todos os casos evoluíram para cura e nenhum fez uso de Tamiflu.

CASOS H3N2 – A Sesa confirmou mais dois óbitos e 113 novos casos de H3N2. O Paraná soma agora 483 casos e seis mortes pela doença. Os novos óbitos foram registrados nos municípios de Londrina (1) e Curitiba (1). Trata-se de um homem de 73 anos e uma mulher de 47 anos. Os pacientes estavam internados, possuíam comorbidades e um deles não tomou a vacina contra a Influenza no ano passado.

MONITORAMENTO – A Sesa está monitorando a situação epidemiológica do Paraná e o crescimento no número de casos diários. Neste momento, o aumento está diretamente ligado com a maior circulação de pessoas em todo o Estado, devido às festividades de fim de ano.

Além disso, deve-se considerar um atraso no envio de amostras para os laboratórios credenciados do Estado, como o Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR) e Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), na última semana, também relacionado com os recessos e feriados.

A secretaria reforça que as medidas de prevenção como uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel permanecem necessárias, juntamente com a continuidade da vacinação contra a Covid-19.

INTERNADOS COVID-19 – 45 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados, todos em leitos SUS (17 em UTI e 28 em leitos clínicos/enfermaria).

Há outros 532 pacientes internados, 170 em leitos de UTI e 362 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

ÓBITOS – A Sesa informa a morte de mais cinco pacientes, duas mulheres e três homens, com idades que variam de 51 e 72 anos. Os óbitos ocorreram entre 6 de fevereiro de 2021 e 6 de janeiro de 2022.

Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (2), Rolândia, Ponta Grossa e Maringá.

FORA DO PARANÁ – O monitoramento da Sesa registra 6.986 casos de não residentes no Estado – 224 pessoas foram a óbito.

As informações são do Portal da Rádio Banda B e da Agência de Notícias do Paraná. 

Anvisa aprova insumo da Fiocruz e o Brasil terá a primeira vacina anticovid 100% nacional

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira (7) a aprovação da fabricação da vacina contra Covid da Fiocruz com o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) fabricado pela própria Fiocruz.

Na prática, a decisão conclui o processo da Fiocruz para que o Brasil tenha uma vacina 100% nacional, com todas as etapas de produção realizadas no Brasil. A tecnologia da vacina da Fiocruz é a mesma da biofarmacêutica AstraZeneca.

Para essa decisão, a Anvisa avaliou os estudos de comparabilidade. Estes estudos demonstram que, ao ser fabricada no país, o insumo mantém o mesmo desempenho que a vacina importada.

Em maio de 2021 a Anvisa já havia feito a Certificação de Boas Práticas de Fabricação do novo insumo, o que garante que a linha de produção cumpre com todos os requisitos necessários para a garantia da qualidade do IFA.

Desde então a Fiocruz vinha realizando a produção de lotes testes para obter a autorização de uso do IFA nacional na vacina Covid-19 (recombinante).

A decisão desta sexta-feira conclui a transferência de tecnologia feita pela Fiocruz e que teve início ainda no ano passado.

A vacina da Fiocruz está autorizada no Brasil desde 17 de janeiro de 2021 e recebeu o registro definitivo em 12 de março de 2021.

A publicação da autorização está na Resolução RE 35/2022 da Gerência Geral de Medicamentos da Anvisa, publicada hoje no Diário Oficial da União – https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-re-n-35-de-6-de-janeiro-de-2022-372478228

Por fim, a Anvisa reafirma da ciência para a Saúde Pública para que seja disponibilizadas vacinas com qualidade, segurança e eficácia.

As informações são da Anvisa.

Gripe ou Covid-19? Orientações e cuidados em caso de sintomas gripais no início do ano

A crescente confirmação de casos de gripe pela Influenza H3N2 no Estado do Paraná tem gerado preocupações e dúvidas, sobretudo devido ao aumento da procura nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de pessoas com sintomas respiratórios. Esse quadro é intensificado, também, devido às profundas semelhanças entre os sintomas da Covid-19.

Atualmente, a transmissão da Influenza H3N2 é considerada comunitária, isto é, ocorre entre pessoas do mesmo território e com indivíduos sem histórico de viagens, o que torna impossível definir a origem da transmissão do vírus. Com relação à Covid-19, festas de final e início de ano, avanço da variante ômicron e crescimento de novos casos em vários países indicam o início de um período mais complicado da circulação da doença neste início de 2022.

“O aumento da procura pelos serviços de saúde de pessoas com sintomas gripais tem chamado a atenção, principalmente pelo momento em que estão acontecendo, nesta época mais quente do ano. Comumente, esses casos tendem a ser observados no período de outono e inverno, mas, diante do atual diagnóstico, é esperado que o número siga aumentando nos próximos dias. Por isso, estamos unindo esforços não apenas pela vacinação, mas também pela conscientização da população sobre os cuidados a serem tomados”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Embora os sintomas entre Covid-19 e Influenza possam ser considerados essencialmente idênticos, é possível notar diferenças entre a intensidade dos casos, que podem ser classificados como Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

No caso de Síndrome Gripal (SG), o indivíduo apresenta quadro respiratório agudo, caracterizado por febre, dor de cabeça, tosse, coriza, congestão nasal, dores musculares, distúrbios olfativos ou gustativos, fadiga, vômitos e diarreia. Já na Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o indivíduo já possui SG, mas também pode apresentar desconforto respiratório, pressão ou dor persistente no tórax, saturação menor que 95% em ar ambiente e coloração azulada (cianose) dos lábios ou rosto.

Os cuidados preventivos da gripe também compartilham similaridade com a maioria das doenças transmitidas por vias respiratórias. Entre as principais orientações estão: uso correto de máscara, distanciamento social, manter ambientes ventilados com livre circulação de ar, higienização das mãos e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios.

“Os cuidados não farmacológicos são uma medida de responsabilidade social que ajudam no combate da pandemia da Covid-19 e que também possuem validade para a prevenção da gripe. A vacinação é outro ponto central e temos imunizantes para ambas. A quem ainda não se vacinou, seja de Covid-19 ou de Influenza, pedimos para que se encaminhe ao ponto de atendimento mais próximo e o faça o quanto antes. É possível tomar as duas vacinas no mesmo dia”, reforçou o secretário.

Ao notar a presença de sintomas, a Sesa orienta a população a buscar atendimento na unidade de saúde mais próxima e, em caso de confirmação, para que o paciente siga as indicações médicas. O período de transmissão é de um dia antes do aparecimento dos sintomas e até cinco a sete dias após adoecer. Também é recomendado à população geral, acima de seis meses de idade, que se imunize com a vacina da gripe.

“Esse aumento de casos é um reflexo também da baixa adesão da população à vacinação da gripe em 2021, que mesmo dentro da média nacional, foi de apenas 70%. Por isso, meu apelo é para que todos busquem a unidade de saúde mais próxima e se imunizem o quanto antes”, afirmou Beto Preto.

Segundo ele, com relação à Influenza, o uso do medicamento antiviral Oseltamivir (Tamiflu) tem se mostrado um recurso terapêutico de impacto na redução da gravidade dos casos. Disponibilizado em todas as Regionais de Saúde e com estoque abastecido, o medicamento é indicado, principalmente, para pacientes com Síndrome Gripal (SG) com fatores de risco ou com quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

ESTOU COM SINTOMAS, E AGORA? – Segundo a Secretaria da Saúde, a orientação é buscar o diagnóstico, seja por teste com antígeno ou RT-PCR. Esses métodos também são indicados caso o cidadão teve contato com alguém que está com suspeita ou recebeu o diagnóstico de Covid-19 nos últimos 14 dias. Outras recomendações são isolamento individual e avisar os contatos próximos.

Com o diagnóstico, é importante monitorar os sintomas, principalmente para manifestações inesperadas, como febre alta, saturação baixa de oxigênio e diarreia. Hidratação do corpo é um cuidado que deve ser reforçado nesse período.

E o próximo passo é buscar a vacinação. O Estado do Paraná dispõe de 700 mil doses para a Influenza, distribuídas entre os municípios. A vacinação também é ofertada pela iniciativa privada, podendo ser aplicada em todas as pessoas acima de seis meses de idade. A orientação da Secretaria da Saúde é para que a população procure a disponibilidade da vacina na unidade de saúde mais próxima.

Em relação à Covid-19, todos os municípios estão abastecidos com doses e estão aplicando primeiras, segundas e doses de reforço, de acordo com as orientações do Plano Nacional de Imunizações. Assim que as vacinas para crianças de 5 a 11 anos chegarem ao Paraná, serão descentralizadas de maneira rápida para os municípios.

FATORES DE RISCO – São considerados fatores de risco doenças pulmonares crônicas (incluindo asma), cardiovasculares (excluindo hipertensão isolada), renais, hepáticas, neurológicas (que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração, como disfunção cognitiva, lesão medular, epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, acidente vascular encefálico – AVE ou doenças neuromusculares), hematológicas (incluindo anemia falciforme) ou metabólicas (incluindo diabetes mellitus).

Também é preciso cuidado redobrado com todas as crianças de seis meses e menores de cinco anos; pessoas com idade superior a 60 anos; adultos e crianças imunocomprometidas; gestantes e puérperas; crianças e adolescentes (com idades entre seis meses e 18 anos) que estão recebendo medicamentos contendo aspirina ou salicilato e que podem estar em risco de desenvolver a síndrome de Reye após a infecção pelo vírus da Influenza; residentes de lares de idosos e outras instituições de cuidados de longo prazo; povos indígenas, população privada de liberdade e pessoas extremamente obesas.

As informações são da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná.

Vacina contra a Influenza H3N2 chega em março, diz ministério

As vacinas para a nova cepa do vírus influenza, denominada H3N2, deverão chegar ao país em março. A informação foi dada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante coletiva para anunciar a inclusão de crianças no Plano Nacional de Imunização contra a covid-19.

“Ainda não temos essas vacinas específicas. Elas só chegam no final do primeiro trimestre. A OMS [Organização Mundial da Saúde] indica a cepa, e a vacina tem que ser produzida”, justificou o titular da pasta.

Segundo ele, a equipe do Ministério da Saúde está acompanhando os casos para avaliar o impacto. O mesmo vale para casos de flurona, nome dado à infecção simultânea pelo novo coronavírus e pela cepa H3N2.

Em sua conta na rede social Twitter, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou a circulação da variante e confirmou que a pasta tem registrado casos de H3N2 em diversos estados.

“Por isso recomendamos que todos os cuidados relacionados à saúde sejam priorizados”, disse Cruz. O uso de máscaras e a higienização das mãos ainda são sumariamente importantes”, completou.

Matéria da Agência Brasil.

‘Flurona’: Procura por diagnóstico de Covid e Gripe dispara e testes rápidos já estão em falta em Curitiba

A explosão recente nos casos de gripe e de Covid-19 em Curitiba e o consequente aumento na procura por diagnóstico já causa dificuldade no abastecimento de exames para detecção do coronavírus ou do Influenza em laboratórios da capital paranaense, especialmente os chamados ‘testes rápidos’, cujo resultado é disponibilizado em um curto intervalo de tempo aos pacientes.

Reflexo de uma demanda extraordinária, provocada pela crise do ‘flurona’: como não dá, clinicamente, para saber a diferença entre a infecção pelo coronavírus e pelo influenza, as pessoas acabam sendo obrigadas a se submeterem aos testes não só para saber se foram contaminadas, efetivamente, mas também para descobrir qual agente as acometeu.

Nesta quarta (5), pelo menos um laboratório da cidade estava sem testes rápidos para identificação de Influenza A, B e Covid-19, enquanto outro informou estar sem insumos para o teste rápido para detecção do SARS-CoV-2.

Além disso, uma importante distribuidora sediada na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) que fabrica e comercializa produtos e equipamentos para Laboratórios de Análises Clínicas informou ter esgotado seu estoque de testes rápidos para detecção do coronavírus após um aumento súbito na procura nas últimas semanas. A situação só deve ser normalizada em meados de fevereiro.

O LANAC (Laboratório de Análises Clínicas), por exemplo, informou nesta quarta (5) ter esgotado em 12 dias todos os testes rápidos para identificação de Influenza A, B e COVID-19, simultaneamente.

A previsão é receber novos kits a partir da próxima semana. Por outro lado, testes sorológicos, antígenos e RT-PCR estão sendo realizados normalmente, sem a necessidade de agendamento.

“O laboratório estava realizando em novembro e dezembro uma média de 140 testes por dia, entre sorológicos, antígenos e RT-PCR. Na segunda-feira, dia 3 de janeiro, chegou a 554 testes, e a alta demanda se mantém nos primeiros dias do ano”, informou o LANAC por meio de nota, informando ainda que também quase um terço dos exames feitos têm apontado para a infecção pelo Influenza ou pelo coronavírus.

No Frischmann Aisengart, a diretora médica Myrna Campagnoli informou que já não há mais exames rápidos para a Covid-19 e que o teste com antígeno também está com baixo estoque, devendo esgotar até o final da semana. Os exames de influenza, por sua vez, estão sendo feitos seguindo uma cota máxima diária. Na semana que vem, porém, deve começar a ser ofertado um novo exame, que detecta Covid e Influenza junto, o que deve normalizar a situação.

Na última semana de dezembro a procura por testes no Frischmann já havia subido em torno de 20% na comparação com o final de dezembro, mas na primeira semana de janeiro a alta já é de 28% na comparação com o mesmo período do penúltimo mês. “É um volume muito maior e o que tem nos preocupado é a positividade: saiu de em torno de 5% em novembro para quase 50% agora”, diz a diretora.

Na Unimed Laboratóro, que trabalha só com o teste RT-PCR para Covid e Influenza, a procura por exames vem aumentando desde antes do Natal, assim como a proporção de diagnósticos positivos. De acordo com o médico endocrinologista Mauro Scharf, diretor técnico da Unimed Laboratório, em novembro e no início de dezembro o laboratório realizava, em média, 100 a 150 exames de COVID por dia. No final de 2021 esse número começou a subir e hoje são realizados cerca de 600 exames diários. Também a taxa de positividade saltou de 2,2% no dia 24 de dezembro para 38% em 2 de janeiro.

Por fim, a Nissei, rede de farmácias que também tem comercializado testes rápidos para detecção do coronavírus, informou seguir com estoque suficiente de exames e ressaltou, ainda, que já tem programada a chegada de mais testes para os próximos dias.

‘Pico da Ômicron foi muito mais rápido que o da variante Delta’

Sediada em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a FirstLab é uma empresa que fabrica e comercializa produtos e equipamentos para Laboratórios de Análises Clínicas. Apenas nesta primeira semana de janeiro de 2022, a empresa informa ter vendido, nacionalmente, cinco vezes mais testes rápidos de Covid do que no mês todo de dezembro. No Paraná, onde a empresa fornece testes para 82 laboratórios e clínicas, esse número é ainda maior: foram 32 vezes mais neste mesmo período.

“Tivemos um pico de venda em abril, mas com o avanço da vacinação foi diminuindo. Agora está no nível de pico, até aumentou mais, considerando o que temos de perda por não ter os testes em mãos [para comercializar]”, relata Viviane Ceschim, assessoria científica da Firstlab.

“O pico dessa variante, da Ômicron, foi muito maios rápido que o pico da Delta. O mercado não está conseguindo suprir [a demanda]”, diz ainda Ceschim, explicando que o abastecimento de testes rápidos para a Covid-19 só deve acontecer a partir de meados de fevereiro.

Governo do Paraná reforça estoque de Tamiflu

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) descentralizou 246.900 unidades do antiviral para o tratamento da síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave, o fosfato de oseltamivir (Tamiflu), para as Regionais de Saúde nesta quarta-feira (5), fechando um pacote de 380 mil cápsulas do medicamento. Na terça (4), já haviam sido distribuídas 133.100 unidades para as 10ª RS, 20ª RS, 17ª RS e 16ª RS.

Sobre o Tamiflu, o secretário destacou que a prescrição deste medicamento deve ser baseada em julgamento clínico e ser feita preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início da doença, lembrando também da importância de outros cuidados. “Já solicitamos mais remédios ao Ministério da Saúde.

Mas, medidas não farmacológicas também devem ser respeitadas, pois não vale só para a Covid-19, vale também para a Influenza. Uso de máscaras, lavagem das mãos e uso do álcool em gel são algumas delas. E em casos de contaminação, o principal é que as pessoas busquem o atendimento nas Unidades de Saúde espalhadas por todo o Estado”, complementou.

Matéria do Portal Bem Paraná.

Município de Paranaguá convoca médicos/as classificados em Processo Seletivo Simplificado

A Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP) está convocando médicos/as classificados em Processo Seletivo Simplificado para assumirem as vagas.

 

Local: Av. Gabriel de Lara n°. 977, João Gualberto – Paranaguá/Pr.
Data: 3 dias úteis – 03/01/2022 a 05/01/2022.
Horário: 8h30 às 12h – 13h00 às 17h.

Confira os Editais:

19° EDITAL DE CONVOCAÇÃO

20° EDITAL DE CONVOCAÇÃO PUBLICAÇÃO

 

França identifica nova variante do coronavírus com mais de 40 mutações

A França identificou nova variante do coronavírus com mais de 40 mutações genéticas, sendo que uma está associada a potencial aumento da transmissão do vírus.

Segundo pesquisadores do Instituto Hospitalar Universitário (IHU) de Marselha, que fizeram a descoberta, a nova estirpe do SARS-CoV-2 tem 46 mutações, incluindo uma que está associada ao possível aumento de contágios.

A variante, da qual pouco ainda se sabe, foi batizada pelos cientistas com as iniciais do instituto, IHU, e deriva de outra, a B.1.640, detectada no fim de setembro de 2021 na República do Congo e atualmente sob vigilância da Organização Mundial da Saúde.

Na França, os primeiros casos da nova variante, que tem designação técnica B.1.640.2, foram observados na localidade de Forcalquier, na região de Provença-Alpes-Costa Azul.

Na mesma região, mas em Marselha, uma dezena de casos surgiram associados a viagens aos Camarões, país que faz fronteira com a República do Congo.

O IHU de Marselha, especialista em doenças infecciosas, é dirigido pelo médico Didier Raoult, que recebeu advertência da Ordem dos Médicos francesa por ter violado o código de ética. Ele promoveu o uso do remédio antimalária hidroxicloroquina como tratamento para a covid-19 sem provas de sua eficácia.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado há dois anos em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

A Ômicron, identificada em novembro, é a mais contagiosa de todas as variantes do coronavírus consideradas preocupantes, apresentando mais de 30 mutações genéticas na proteína da espícula, a “chave” que permite ao vírus entrar nas células humanas.

Vários países, incluindo Portugal e França, têm atingindo recordes diários de infecções devido à circulação dessa variante.

Matéria da Agência Brasil com informações da Rádio e Televisão de Portugal.

Novos casos de Covid-19 crescem 122,5% em uma semana no Brasil

O Brasil registrou 18.759 novos casos de covid-19 em 24 horas, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta terça-feira (4). Em relação aos dados de uma semana atrás houve um aumento de 122,5% no número de novos registros. Em 28 de dezembro, foram 8.430 novos casos.

Com isso, a média móvel de novos registros nos últimos sete dias atingiu 9.876, a maior desde 15 de novembro de 2021, quando foram computados 10.670 casos. O total de casos de covid-19 chega a 22.323.837 desde o início da pandemia.

O levantamento do Conass, que compila dados de secretarias de Saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal, apontou ainda 175 óbitos causados pela covid-19 no período; e o País acumula 619.384 vidas perdidas para a doença.

Ao contrário dos dias anteriores, os dados de todas as unidades da federação foram contabilizados.

Matéria do Estadão via Portal Bem Paraná.