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Brasil ultrapassou os 600 mil mortos pela Covid-19

O Brasil chegou a 600.077 mortos pela Covid, divulgou o consórcio de veículos de imprensa em boletim extra na tarde desta sexta-feira (8). Em casos confirmados, são 21.533.752.

A marca foi atingida num momento em que a pandemia está em desaceleração no país. A média de mortes diárias está em 438, o menor número desde novembro do ano passado, e em queda.

Essa desaceleração se expressa também no tempo que a doença levou para tomar mais 100 mil vidas ao Brasil desde que atingimos a trágica marca de 500 mil mortes: foram 111 dias, o dobro dos 51 dias que o país levou para passar de 400 mil para 500 mil óbitos.

Naquele o momento, morriam em média 2 mil brasileiros por dia – mais de quatro vezes a média atual. Em abril deste ano, pior momento da pandemia, a média passou de 3 mil mortos por dia.

  • 1ª morte: 12/3/2020
  • 100 mil mortes: 8/8/2020 (149 dias depois)
  • 200 mil mortes: 7/1/2021 (152 dias)
  • 300 mil mortes: 24/3/2021 (76 dias)
  • 400 mil mortes: 29/4/2021 (36 dias)
  • 500 mil mortes: 19/6/2021 (51 dias)
  • 600 mil mortes: 8/10/2021 (111 dias)

Mas, apesar de o número de vítimas do vírus ter despencado nos últimos meses, o Brasil ainda é o 3º país com a maior média diária de novas mortes, atrás apenas de Estados Unidos e Rússia.

O país também mantém a marca de ser o que mais registrou vítimas da pandemia em 2021 no mundo: já foram registradas 405 mil mortes por Covid-19 neste ano, mais do que Estados Unidos e Índia e quase o mesmo que todos os 27 países da União Europeia somados.

Especialistas atribuem a melhora do cenário à vacinação. O Brasil já tem 69% da população vacinada com ao menos uma dose e 45%, totalmente imunizada. Além disso: todos os estados e o DF estão com mais da metade da população parcialmente imunizada e três deles –Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo– têm mais de 50% de sua população com o esquema vacinal completo.

No contexto mundial, país está em 59º no ranking proporcional (que leva em consideração o número de doses aplicadas em relação à população), com 113 doses aplicadas a cada 100 habitantes. Em termos relativos, estamos atrás de países como Cuba (190), Uruguai (181), Chile (170), El Salvador (119), Panamá (119), Equador (116) e Argentina (115).

Ou seja, mesmo com os avanços, os especialistas alertam que a pandemia ainda não acabou.

“Apesar de 300, 400 mortes por dia ser muito abaixo do que vimos recentemente, ainda é um número muito elevado de óbitos diários. Nenhuma possibilidade pode ser descartada, mesmo com metade da população completamente vacinada ainda, podemos ter novas tragédias”, afirma Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Para Helena Brigido, vice-presidente da Sociedade Paraense de infectologia e mestre em Medicina Tropical, o controle viral que poderia trazer “controle” da pandemia, ocorrerá quando as possibilidades de infecção forem mínimas.

“Temos milhões de brasileiros ainda sem vacina nas diversas regiões do país. Além disso, ainda não ocorre vacinação ampla e as crianças também ainda não têm vacina. E mesmo em uma proporção menor, ainda estamos tendo muitos casos de Covid.”

Por conta disso e da variante delta, ela acredita que “é possível ocorrer infecções em idosos, profissionais de saúde, pessoas com comorbidades que ainda não fizeram a terceira dose e/ou naqueles que nunca foram vacinados”.

A queda de casos e mortes para Helena ocorre pela “combinação entre imunidade natural, ou seja, pessoas que já tiveram a doença e ainda têm anticorpos, e pela imunidade passiva, aquela ocorrida pela proteção da vacina.”

Por mais que números menores de mortes possam dar alento para retornarmos para a normalidade e pensar em encontrar a família e os amigos nas festas de final de ano, os especialistas alertam que ainda é muito cedo para começar a dispensar cuidados contra a Covid, como o uso de máscaras e o distanciamento social, por exemplo.

“A pandemia é dinâmica e tudo isso vai depender do momento em que estivermos vivendo quando essas festas chegarem. Podemos planejar essas festas, mas dependendo da situação epidemiológica do país no momento, essas festas podem não acontecer. Ainda estamos caminhando na cobertura vacinal e precisamos de uma cobertura vacinal forte de segunda dose, e ainda não é o caso”, explica Marcelo Otsuka, coordenador do Comitê de Infectologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Weissman concorda: “A situação da pandemia no país é muito melhor do que em outros tempos, mas não se pode abusar. O vírus e as variantes de preocupação continuam em circulação e, dessa maneira, pessoas suscetíveis, que ainda não estejam totalmente protegidas, podem ser infectadas.”

As informações são do Portal G1.

Paraná alcança 64,6% de cobertura da vacina anticovid em adultos

Com o avanço da vacinação em todas as regiões do Estado, o Paraná chega à marca de 5,6 milhões de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19, com a segunda dose (D2) ou dose única (DU), ultrapassando 64,6% de cobertura em adultos.

Com 14 milhões de doses aplicadas desde de 17 de janeiro, 98,6% da população com mais de 18 anos, estimada em 8.720.953 pessoas, tomou ao menos uma dose ou a dose única.

Ao todo, foram aplicadas 8.275.359 D1, 5.314.711 D2 e 324.439 DU. Os dados são da base do Programa Nacional de Imunizações (PNI) na plataforma Localiza SUS, do Ministério da Saúde. Há, ainda, um quantitativo com registro pendente no sistema.

“Cada vacina aplicada é motivo de alegria para todos nós. Estes números representam o trabalho incansável das equipes municipais e de todos os profissionais do Governo do Estado na missão de salvar vidas. Estamos vencendo batalhas, mas ainda não ganhamos a guerra. Precisamos manter os cuidados e continuar vacinando para que em um futuro breve possamos comemorar o fim desta pandemia”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O Paraná é um dos estados mais avançados na imunização, segundo o consórcio dos veículos de imprensa. Os estados com maior porcentagem da população imunizada (com D2 ou DU) são: São Paulo (59,48%), Mato Grosso do Sul (59,01%), Rio Grande do Sul (51,31%), Paraná (47,25%) e Espírito Santo (46,22%).

MAIS DADOS – O avanço da vacinação contra a doença reflete diretamente nos índices de infecção e internamento em decorrência da contaminação pelo vírus Sars-CoV-2.

No pico da pandemia no Paraná, registrado em março deste ano, 6.385 pessoas morreram em consequência da Covid-19. Desde junho, estes números têm baixado, chegando a 1.155 óbitos em setembro, uma redução de 81% em seis meses.

Já com relação aos casos, o maior número de confirmações durante a pandemia foi em maio, quando o Estado registrou 193.404. Em setembro, 50.088 pessoas foram diagnosticadas com a doença, uma diminuição de 74%.

O número de internações e ocupações de leitos exclusivos para atendimento a pacientes infectados também teve queda. Em 31 de março, o Paraná somava 4.712 leitos exclusivos nas quatro macrorregiões. Destes, 4.060 estavam ocupados. Dentre os 1.816 de UTI, 94% eram utilizados, e dos 2.896 de enfermarias, 81% estavam ocupados. Na época, 735 pessoas ainda aguardavam na fila por um leito exclusivo.

Cenário bem diferente do registrado nesta quarta-feira (6), quando, segundo a Regulação Estadual de Leitos, o Paraná somou 3.211 leitos, com 1.247 pacientes internados. Atualmente, o Estado possui 1.510 UTIs, 50% ocupadas, e 1.701 enfermarias, 29% utilizadas. Há 39 pessoas no Estado aguardando transferência.

Beto Preto reforçou que a queda nos indicadores confirma a eficácia das vacinas. “Não há dúvidas de que os imunizantes protegem contra a infecção pelo vírus e minimizam o agravamento do quadro clínico, o que evita internamentos e mortes. Essa pequena minoria de menos de 2% que ainda não se vacinou deve procurar uma unidade de saúde e garantir sua dose”, disse.

SEGUNDAS DOSES – Somente nos seis primeiros dias de outubro, 235.483 segundas doses ou doses únicas foram aplicadas no Estado, uma média de 32 pessoas por minuto.

Considerando o intervalo entre a D1 e D2 de imunizantes como a AstraZeneca e Pfizer/BioNTech de oito a 12 semanas, respectivamente, nos dois últimos meses o Paraná registrou grande aumento de pessoas imunizadas contra a doença. Entre julho e setembro, a soma de segundas doses aplicadas cresceu 89,6%.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná

Pandemia teve impactos diretos em bebês e crianças, diz estudo da UFPel

A pandemia teve impacto na vida de bebês e crianças brasileiras: pobreza, subnutrição, falta de assistência em saúde e educação, além da perda da mãe, do pai ou de responsáveis para a covid-19.

Diante da crise sanitária e econômica, as crianças deixaram até mesmo de ser vacinadas e, assim, cumprir o esquema previsto para a infância, ficando vulneráveis a diversas enfermidades. As informações fazem parte da Epicovid-19, pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em parceria com o Ibope.

Dados inéditos da Epicovid-19, a maior pesquisa epidemiológica sobre a doença feita no Brasil, são apresentados hoje (6), no IX Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, realizado pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI).

A pandemia teve impactos indiretos e diretos na vida das crianças. Até setembro deste ano, 867 crianças de até 4 anos e 194 crianças de 5 a 9 anos morreram no Brasil por covid-19. O estudo mostra ainda que também foram vítimas da doença 273 adolescentes de 10 a 14 anos e 808, de 15 a 19 anos.

“Temos que pensar em termos amplos, em políticas públicas de combate à pobreza, de estimulação intelectual, de assistência médica – por exemplo, as vacinações que foram perdidas -, de escolaridade, e assim por diante.

Programas potencialmente efetivos como o Criança Feliz precisam ser revitalizados, pois a pandemia afetou marcadamente a frequência das visitas domiciliares visando a estimular a interação entre crianças e seus familiares”, defende o professor emérito de Epidemiologia na UFPel e coordenador do Epicovid, Cesar Victora.

Tanto a covid quanto outras doenças infecciosas, em crianças pequenas, segundo Victora, são mais preocupantes, pois elas “têm um sistema imunológico imaturo e morrem mais do que crianças maiores devido a pneumonia, diarreia e muitas outras infecções”, diz.

De acordo com a pesquisa, as crianças também deixaram de ser vacinadas. Durante o período pandêmico, 22,7% das crianças mais pobres deixaram de ser vacinadas. Entre as mais ricas, o índice é de 15%.

O maior impacto é o fato de que as crianças que já estão fragilizadas pela subnutrição resultante do aumento na pobreza, ficam ainda mais suscetíveis a outras doenças infecciosas que podem ser prevenidas pela imunização”, diz o coordenador do estudo.

O pesquisador defende uma atenção especial à infância e o reforço de políticas públicas: “Investir na primeira infância e minimizar os efeitos da pandemia é essencial para garantir não apenas a saúde das próximas gerações, mas também o capital humano que permitirá o desenvolvimento de nosso país nas próximas décadas”.

Nacionalmente, o Programa Criança Feliz é uma das principais iniciativas voltadas para a infância. O programa atende a famílias com crianças entre zero e 6 anos. Por meio de visitas domiciliares às famílias participantes do Cadastro Único, as equipes do Criança Feliz acompanham e orientam o desenvolvimento delas.

Victora apresenta também dados de entrevista com participantes do programa Criança Feliz que mostram que 11% das crianças deixaram de ser vacinadas em setembro de 2020. Em janeiro de 2021, o índice foi para 10%. Além disso, 6% das grávidas faltaram às consultas pré-natais em setembro de 2020. Em janeiro, o percentual passou para 10%.

Ministério da Cidadania

Em nota, o Ministério da Cidadania diz que, em decorrência da necessidade de isolamento social, o atendimento remoto foi autorizado e os visitadores do Criança Feliz passaram a desenvolver atividades por meio de videochamadas e encaminhar o conteúdo aos pais e responsáveis por meio de plataformas digitais.

“Em casos de famílias com dificuldade de acesso à tecnologia, os encontros presenciais foram mantidos, seguindo todos os protocolos de segurança. Eventualmente, as atividades foram entregues na porta da casa dos beneficiários e recolhidas posteriormente. Além de abordar temas relacionados à primeira infância, as visitas incluíram também informações e orientações para combater a covid-19”, diz a pasta.

De acordo com o ministério, em 2020 o programa bateu o recorde de 1,1 milhão de atendidos pelos 26 mil visitadores espalhados pelo país. Ao longo do ano, foram realizadas 40 milhões de visitas. Em agosto deste ano, ultrapassou a marca de 50 milhões de visitas e está presente nos lares de mais de 1,2 milhão de brasileiros.

As informações são da Agência Brasil. 

Outubro Rosa: Como a pandemia interfere no diagnóstico do câncer de mama?

A descoberta tardia pelo atraso na realização de exames de rastreamento e a falta de acesso a tratamentos, especialmente em países em desenvolvimento, estão entre os aspectos ressaltados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como efeitos que afetam diretamente os cuidados oncológicos.

Isto mostra como a pandemia interfere no diagnóstico do câncer de mama, tornando-se um alerta neste Outubro Rosa. A organização informou que nas duas últimas décadas o número total de pessoas com câncer quase dobrou, saltando de 10 milhões estimados em 2000 para 19.3 milhões em 2020.

As projeções indicam ainda que nos próximos anos há uma tendência de elevação dos índices de detecção do câncer, chegando ao patamar de quase 50% a mais em 2040 em comparação ao panorama atual, quando o mundo deve então registrar algo em torno de 28.4 milhões de casos de câncer.

Isso significa que a cada 5 pessoas, uma terá câncer em alguma fase da vida. Nos países mais pobres, a incidência da doença deve ter um crescimento superior a 80%.

O número de mortes por câncer, por sua vez, subiu de 6,2 milhões em 2000 para 10 milhões em 2020 – uma equação que aponta que a cada seis mortes no mundo uma acontece em decorrência do câncer. E a tendência é que haja aumento nesse triste ranking.

Como a pandemia interfere no diagnóstico do câncer de mama e em outros tipos de câncer, a OMS indica que a consequência será mais casos de pacientes com câncer em estágio avançado por conta dos atrasos na descoberta e tratamentos de tumores malignos.

Em 2020, primeiro ano dos protocolos contra o novo coronavírus, o Brasil, por sua vez, teve uma grande queda na busca pelo diagnóstico. A mamografia de rastreamento, exame indicado como parte da rotina de cuidados para mulheres a partir de 40 anos, apresentou queda de 84% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A estimativa foi feita pela Fundação do Câncer, com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outros exames fundamentais para a saúde da mulher, como o citopatológico cérvico vaginal (papanicolau), tanto para diagnóstico, como para rastreamento de câncer do colo do útero, também apresentaram queda: a redução foi de mais de 50%.

Complementarmente, um outro dado, da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) – que representa empresas do segmento de saúde suplementar – aponta uma queda na quantidade de mamografias realizadas na rede privada do país de 46,4% quando comparado o período de março a agosto de 2020 com os mesmos meses de 2019.

“Os reflexos do adiamento nos acompanhamentos médicos de rotina por medo de exposição ao novo coronavírus podem a curto e médio prazos, de fato, desencadear um aumento global nos índices de tumores descobertos em fase mais avançada. Isso vai impactar na sobrevida dos pacientes oncológicos, como uma das heranças perversas da pandemia para a saúde como um todo”, afirma Max Mano, oncologista Max Mano, do Grupo Oncoclínicas.

As biópsias também tiveram uma redução de 39,11% no Brasil, segundo o INCA, quando comparados os meses de março a dezembro de 2019 e 2020. Em 2019 foram realizados 737.804 desses procedimentos e, em 2020, um total de 449.275. As maiores quedas ocorreram nos meses de abril (-63,3%) e maio (-62,6%), período de pico da primeira onda de Covid no País e, de acordo com especialistas, a diminuição das biópsias para diagnóstico de câncer repercutem de maneira grave na mortalidade dos pacientes com câncer, já que muitas pessoas não estão sendo diagnosticadas, nem tratadas durante a pandemia, o que permite que o tumor se desenvolva.

Max Mano reforça que “o câncer não espera”. A condição faz parte do rol de doenças estabelecido pelo Ministério da Saúde, cujo tratamento não pode ser considerado eletivo. Atualmente, ainda de acordo com os dados do GLOBOCAN, mais de 1,5 milhão de brasileiros têm tumores malignos, sendo que em 2020 foram diagnosticados 592.212 novos casos e registrados 259.949 óbitos em decorrência de neoplasias malignas. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que são esperados ao menos outros 625 mil diagnósticos de câncer até o final de 2021.

Matéria do Portal Saúde Debate.

Paranaguá abre Concurso Público para Médicos/as de diversas especialidades

A Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (Fasp) lançou edital de Concurso Público para contratação de médicos e médicas de diversas especialidades, além de outros profissionais, em regime celetista. A seleção é destinada ao preenchimento de vagas e criação de cadastro de reserva.

Há vagas para vinte e quatro especialidades médicas com carga horária de 24 horas semanais e vencimento superior a R$ 13 mil mensais.

O Concurso Público será executado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Unicentro. As inscrições iniciam no dia 11 de outubro e prosseguem até 11 de novembro. A taxa de inscrição para cargos de nível superior é de R$ 90.

O edital completo com as vagas disponíveis entre outras informações podem ser conferida no endereço eletrônico: https://www.paranagua.pr.gov.br/conteudo/fasp/concurso-publico-01-2021-fasp

As informações são da Prefeitura de Paranaguá.

Paraná Rosa: “Mulher que se ama é mulher que se cuida”

O Governo do Estado abriu nesta segunda-feira (4) as atividades da 3ª edição da campanha Paraná Rosa, que promove a prevenção dos cânceres de mama e de colo do útero. Sob o tema “Cuide-se, ame-se, previna-se”, as ações são organizadas pela secretaria estadual da Saúde e a Superintendência Geral de Ação Solidária (SGAS), e foram anunciadas em evento no Palácio Iguaçu.

“A campanha do Outubro Rosa é conhecida no Brasil inteiro. Aqui, nós unimos todas entidades municipais e estaduais para fazer com que as informações cheguem a todas as mulheres de forma universal, em todos os cantos do Paraná. Essa campanha serve para chegar a todas e convencê-las da necessidade de se cuidar. Por isso, incentivamos que façam seu autoexame e o exame com um profissional de saúde”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

A presidente do Conselho de Ação Solidária e primeira-dama do Paraná, Luciana Saito Massa, e o secretário estadual de Saúde, Beto Preto participaram da solenidade de abertura da campanha. Através de diversas frentes, a campanha compartilha informações para conscientizar a população sobre os sinais, sintomas e formas de proteção contra os cânceres de mama e de colo do útero, além de fomentar o acesso a serviços de diagnóstico e de tratamento precoce das doenças. As atividades também envolvem ações voltadas à saúde integral da mulher.

Em 2021 a campanha volta a contar com ações presenciais nos municípios, já que, em 2020, ela foi realizada totalmente online em consequência da pandemia. Ao longo de outubro, seis municípios terão encontros regionais com a presença da primeira-dama Luciana Saito Massa, que pretende engajar lideranças das comunidades para que alertem as mulheres sobre a importância do autocuidado e dos exames de detecção e diagnóstico precoce do câncer. A programação será divulgada pela SGAS.

Entre as novidades desta edição, está o lançamento da Cartilha dos Direitos da Pessoa com Câncer e do Programa de Garantia da Qualidade das Mamografias, que implementa instrumentos de garantia da qualidade da imagem, do laudo e da dose de radiação empregada nos mamógrafos utilizados no Estado. Todas as ações promovidas pela campanha, além de materiais informativos para divulgação, estão compiladas no site do Paraná Rosa.

PRÉDIOS ILUMINADOS – A campanha também vai iluminar prédios públicos e privados com a cor rosa, lembrando os paranaenses do período como forma de incentivo. O Palácio Iguaçu, o Museu Oscar Niemeyer, a Assembleia Legislativa e o prédio da Secretaria estadual da Saúde são alguns deles.

AGENDAMENTO DE CONSULTAS – No Brasil, o câncer de mama é o que mais incidente em mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Paraná pode chegar a 3.470 casos neste ano. Já o câncer do colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente no Brasil, correspondendo à quarta causa de morte de mulheres. Para o ano de 2021, são estimados 990 novos casos da doença no Estado.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde, Maria Goretti David Lopes, recomenda às mulheres que busquem sua unidade para fazer os exames. Ela reforça que também é papel dos profissionais da área e gestores municipais incentivarem os agendamentos de mamografias e coletas de papanicolau para prevenção ao câncer de colo de útero.

Esses exames tiveram queda por causa da pandemia. O Paraná registrou uma redução de 45% no número de mamografias entre 2019 e 2020. De acordo com o Sistema de Informação do Câncer (Siscan), foram realizadas 347.319 mamografias em 2019, reduzindo para 191.043 em 2020. Já o papanicolau teve queda de 47% no período.

“Temos uma rede de cuidados organizada no Estado para a detecção precoce, diagnóstico e tratamento das doenças. Se feito de maneira rápida, na hora certa, o exame pode evitar casos graves e mortes de mulheres por câncer de mama e de colo de útero”, explicou Maria Goretti.

EXAMES – Indicada para mulheres entre 50 e 69 anos, a mamografia é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma gratuita. Também podem fazer o exame mulheres acima de 35 anos e com fatores de risco. A recomendação é que as mamografias sejam realizadas a cada dois anos.

Para oferecer os exames pelo SUS, o Paraná conta com 184 mamógrafos distribuídos nas 22 Regionais de Saúde. Além disso, a secretaria distribui aos municípios kits para a coleta do exame Citopatológico do Colo de Útero e organiza a programação dos exames de mamografia e de papanicolau.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

Governo do Estado distribui vacina anticovid para dose de reforço dos trabalhadores da Saúde

O Governo do Estado distribuiu 390.880 vacinas contra a Covid-19 na manhã desta segunda-feira (4) para as 22 Regionais de Saúde. São 194.250 para segunda dose (D2), 19.960 para primeira (D1) na população acima de 18 anos e 176.670 para reforço (DR) em idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da saúde.

As doses de D2 são da AstraZeneca/Fiocruz e referem-se ao complemento do esquema vacinal de remessas aplicadas no começo do segundo semestre. Os imunizantes para D1 são da CoronaVac/Butantan, destinados à população adulta que ainda não se vacinou.

Já as DR, conforme orientação do Ministério da Saúde, são da farmacêutica norte-americana Pfizer/BioNTech, divididos em 146.250 para trabalhadores da saúde e 30.420 para idosos acima de 60 anos. Elas serão aplicadas em pessoas que tenham tomado a D2 ou dose única (DU) até 31 de março.

Este é o primeiro lote do Ministério da Saúde para DR nestes públicos. Anteriormente, somente imunossuprimidos e idosos acima de 70 anos haviam sido contemplados. A estimativa, segundo o Plano Estadual de Vacinação, é que cerca de 1,7 milhão de pessoas tenham mais de 60 anos no Paraná. São, ainda, 381.426 trabalhadores de saúde.

“Tanto os trabalhadores da saúde quanto os idosos são públicos mais suscetíveis à contaminação pela doença, então é muito importante que consigamos reforçar a imunização dessas pessoas, evitando a disseminação do vírus e a perda de mais vidas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

MEDICAMENTOS – A Sesa também está descentralizando para todas as Regionais mais 60.900 medicamentos elencados no chamado “kit de intubação”. Eles atendem pacientes diagnosticados com a Covid-19 e que estejam internados em leitos exclusivos para a doença no Paraná ou em serviços de saúde do Estado.

Destes, 50 mil são de compra própria da Secretaria e o restante de doações de instituições parceiras. Somente neste envio, estima-se um investimento de R$ 1,2 milhão em insumos.

NOVAS DOSES – Além da distribuição, Beto Preto também anunciou a chegada de um novo lote de vacinas ao Paraná. Segundo ele, 344.210 doses vão desembarcar no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, nesta terça-feira (5). São 182.750 vacinas da AstraZeneca para D2 e 161.460 Pfizer/BioNTech, sendo 141.570 para D2 e 19.890 para DR de trabalhadores da saúde que tenham completado o esquema vacinal até 15 de abril.

VACINAÇÃO – De acordo com os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 13.651.799 vacinas, sendo 8.174.721 D1, 323.582 DU e 5.096.945 D2. Entre D1 e DU, o Estado já atingiu 97,46% da população adulta estimada em 8.720.953 pessoas, com pelo menos uma dose. Com D2 e DU, 62,16% deste público está completamente imunizado. Além disso, 43.090 vacinas foram aplicadas como DR e 13.638 como doses adicionais (DA).

O índice de cobertura representa a etapa final da vacinação na população adulta. As cidades mantêm aberta a vacinação para pessoas acima de 18 anos, com doses suficientes para esse público.

“Considerando que cerca de 3% da população ainda se recusa a tomar a vacina, estes 97% representam o nosso 100%. Nunca houve uma adesão tão grande da população por um imunizante”, afirmou o secretário.

“Alguns municípios ainda estão fazendo repescagens, e eu insisto, quem ainda não se vacinou deve procurar pela vacina. Não deixe para depois, pois quem não se vacinar terá uma chance muito maior de contrair a doença e evoluir para a forma mais grave”, arrematou Beto Preto.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná

Prêmio Nobel de Medicina vai para pesquisadores por descobertas sobre temperatura e toque

Os cientistas David Julius e Ardem Patapoutian são os ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina de 2021. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (4/10) pela Academia Real das Ciências, na Suécia.

Os pesquisadores foram premiados por estudos sobre receptores de toque e temperatura no corpo humano. A dupla receberá 10 milhões em coroas suecas (aproximadamente R$ 6,1 milhões).

De acordo com a Academia Real, as pesquisas de Julius e Patapoutian auxiliaram na compreensão de como o sistema nervoso humano sente o calor, o frio e estímulos mecânicos.

“David Julius utilizou a capsaicina, um composto pungente da pimenta malagueta que induz uma sensação de queimação, para identificar um sensor nas terminações nervosas da pele que responde ao calor. Ardem Patapoutian usou células sensíveis à pressão para descobrir uma nova classe de sensores que respondem a estímulos mecânicos na pele e órgãos internos”, explicou a Academia.

Segundo a organização, os pesquisadores “identificaram elos essenciais que faltavam em nossa compreensão da complexa interação entre nossos sentidos e o meio ambiente”.

Os cientistas

David Julius nasceu em 1955 em Nova York, nos Estados Unidos. O pesquisador tem doutorado pela Universidade da Califórnia e pós-doutorado pela Universidade de Columbia. Atualmente, é professor na Universidade da Califórnia.

Ardem Patapoutian nasceu em 1967, em Beirute, Líbano. Ainda durante a juventude, ele deixou o país e se mudou para Los Angeles, onde fez doutorado. Ardem também tem passagens pela Universidade da California e atua como pesquisador e professor na organização Scripps Research.

As informações são do Portal Metrópoles.

Simepar pede ao Governo do Paraná que disponibilize dose de reforço da vacina anticovid para médicos/as

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) enviou expediente ao Secretário de Saúde do Estado do Paraná, Beto Preto, pedindo que seja disponibilizada a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para médicos/as e demais profissionais de saúde.

No documento, o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais lembra que há um grande contingente de médicos e médicas continuamente expostos e que já há quase uma centena de médicos fatalmente vitimados pela Covid-19 somente no Paraná.

“Não desejamos aumentar essa estatística em nenhum momento. O reforço vacinal será além de uma proteção imunológica adicional também um gesto de cuidado e de reconhecimento para uma categoria que faz do seu dia a dia, uma sucessão de gestos e ações em prol do nosso maior bem: a saúde.” Completou Dr. Marlus.

O Ministério da Saúde anunciou no dia 24 de setembro a inclusão dos profissionais de Saúde no Plano Nacional de Imunização (PNI) para receberem as doses de reforço da vacina contra a Covid-19. Segundo o Ministério, estão aptos a receberem o reforço os profissionais vacinados há seis meses ou mais.

Agora, cabe aos Estados e Municípios a disponibilização do reforço a esse contingente de trabalhadores.

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Ministério da Saúde aprova dose de reforço da vacina contra a Covid para médicos/as

Ministério da Saúde anuncia dose de reforço da vacina contra a Covid para pessoas com mais de 60 anos

Campanha Nacional de Multivacinação começa nesta sexta

O Ministério da Saúde anunciou hoje (30) o início da Campanha Nacional de Multivacinação, que disponibilizará, em 45 mil postos de vacinação localizados em todas as 27 unidades federativas e seus respectivos municípios, 18 tipos de vacinas que protegem crianças e adolescentes de doenças como poliomielite, sarampo, catapora e caxumba.

Durante a cerimônia de lançamento da campanha, que se inicia amanhã (1º de outubro) e vai até o dia 29, as autoridades destacam o papel importante que pais e responsáveis têm para o sucesso da campanha com público-alvo de crianças e adolescentes até 15 anos.

Eles, no entanto, manifestaram também preocupação com a queda nos índices de vacinação que vêm sendo observados desde 2015. Segundo eles, em parte isso é explicado pela disseminação de notícias falsas (fake news) e pela atuação de grupos antivacinas.

De acordo com o secretario de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Medeiros, a campanha deste ano é “mais relevante” porque o governo vem identificando, desde 2015, uma “tendência de queda nos índices de vacinação”. Segundo ele, essa queda tem, entre suas causas, o “desconhecimento sobre a importância da vacina, as fake news, os grupos antivacinas e o medo de eventos adversos”. Aponta também como causa os horários de funcionamento das unidades de saúde que, às vezes, são incompatíveis com as novas rotinas da população.

Preocupação similar manifestou o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Wilames Freire. “A campanha publicitária é importante e urgente, porque temos de combater de forma dura as fake news e o movimento antivacina que vem estimulando a população a não procurar a vacina e, assim, ficar desprotegida”.

O ministro da Saúde substituto, Rodrigo Cruz, reiterou que a pandemia mostrou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), e acrescentou que seu sucesso tem por base a unicidade que abrange os âmbitos federal, estadual e municipal.

“O Brasil tem cultura de vacinação, e isso tem se mostrados nos números da covid-19, em um patamar de 60% vacinados com as duas doses. Temos agora 30 dias para vacinar nossas crianças com idade de até 15 anos. São vacinas seguras, e a gente incentiva que os pais levem as crianças para que possamos erradicar essas doenças”, disse.

Segundo o ministro, que substitui Marcelo Queiroga, ainda em isolamento após diagnóstico de covid-19, o governo já trabalha com a possibilidade de ampliar o período inicial previsto para a Campanha Nacional de Multivacinação. “Sabemos que haverá mais tempo disponível porque o Brasil é muito grande, e que existem realidades diferentes no país”, antecipou.

As informações são da Agência Brasil.