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Paraná anuncia início da vacinação de adolescentes contra a Covid-19

O Paraná vai começar a vacinar adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades e jovens de 17 anos sem comorbidades. A definição aconteceu nesta terça-feira (21) em reunião da Secretaria de Estado da Saúde com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR) e a Associação dos Municípios do Paraná (AMP).

Segundo a normativa, a campanha para aqueles com alguma comorbidade acontecerá em ordem decrescente, e levando em consideração deficiências permanentes, gestantes e puérperas, indígenas e privados de liberdade.

Os municípios devem utilizar doses remanescentes da reserva técnica, exclusivamente do imunizante Pfizer/BioNTech, considerando que não houve, ainda, repasse de doses destinadas para este público por parte do Ministério da Saúde. É a única vacina autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A orientação ainda será deliberada na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nesta quarta-feira (22), com previsão de início efetivo na quinta (23).

O anúncio formal foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Toda a campanha de vacinação está sendo construída com base no diálogo no Paraná. Agora, vamos começar a vacinação nos adolescentes com comorbidades e a partir da semana que vem naqueles sem comorbidades de 17 anos”, disse. “A vacinação tem demonstrado que é a grande arma contra a pandemia. E a adesão tem sido muito alta no Paraná. Com os adultos vacinados, estamos partindo para os adolescentes”.

“Este é o primeiro passo que estamos dando para iniciar a imunização deste público que já está amparado pelo Plano Nacional de Imunizações – PNI. Os municípios sinalizaram que existe a possibilidade deste avanço e agora esperamos em conjunto, que o Ministério da Saúde reveja essa posição e que todos possamos avançar na vacinação também, dos adolescentes em geral”, acrescentou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

17 ANOS – Na reunião, as entidades também acordaram a próxima terça-feira (28) marcará o início da vacinação de adolescentes, exclusivamente de 17 anos, sem comorbidades. O andamento para as demais faixas etárias será viabilizado desde que o Ministério da Saúde reavalie o posicionamento e inclua a imunização deste público sem condições pré-existentes no PNI.

“Vamos oficiar o Ministério da Saúde para que envie vacinas para este público. É importante reiterarmos que o Paraná quer vacinar toda a população de forma indistinta e apoia, baseado nos mais diversos estudos e conhecimentos científicos, a imunização de todos os adolescentes”, reforçou o secretário.

O presidente do Cosems/PR e secretário municipal de Mangueirinha, Ivoliciano Leonarchik, disse há um pedido para que os 399 municípios cumpram a recomendação estadual. “Pedimos que os gestores sigam essa orientação e não tomem decisões isoladas, visto que fizemos uma ampla discussão e oportunizamos essa pactuação também com os pequenos municípios. Desde o início da pandemia temos trabalhado desta forma e devemos continuar caminhar juntos”, afirmou.

A secretária Municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, também esteve presente na reunião. “Os municípios fizeram um bom trabalho durante a campanha, não perdendo doses e sempre mantendo a primeira e segunda dose dentro do cronograma. Agora discutimos que poderíamos dispor dessas doses remanescentes da reserva técnica e iniciar a imunização deste grupo”, afirmou.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

Pandemia atrasou a realização de mais de 1 milhão de cirurgias no Brasil em 2020

A pandemia de covid-19 pode ter feito com que mais de 1 milhão de cirurgias eletivas e emergenciais tenham deixado de ser feitas no Brasil em 2020. A estimativa consta de um artigo do Programa de Cirurgia Global e Mudança Social da Harvard Medical School, publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas.

O levantamento usou dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, sobre o número de cirurgias feitas no país no período de 2016 a 2020. Por meio de um modelo estatístico, a pesquisa estimou o volume cirúrgico esperado para o período de pandemia, entre março e dezembro do ano passado..

Ao comparar o número esperado com os dados reais fornecidos pelos estados, verificou-se um acúmulo de mais de 1,1 milhão de cirurgias, a maioria delas (928.758) eletivas, aquelas que não são consideradas de urgência.

Segundo o professor Rodrigo Vaz Ferreira, da Universidade do Estado do Amazonas, um dos coautores do estudo, o resultado é similar ao de outros países com grande volume de intervenções cirúrgicas. “Por um lado, essa redução se explica pela priorização de procedimentos mais urgentes, realocação de recursos e manejo dos profissionais de saúde durante a pandemia”, destaca Ferreira, que faz pós-graduação na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

De acordo com a pesquisa, os estados com políticas governamentais mais rígidas de contenção do vírus, como fechamento de escolas, locais de trabalho e proibições de viagem, conseguiram manter o nível de funcionamento das cirurgias de urgência, graças à preservação de recursos e leitos, apesar do grande atraso nas cirurgias eletivas.

“A análise de tais dados pode informar políticas públicas que atenuem os efeitos desse acúmulo, além de prevenir crises futuras. Temos que estar preparados, incentivar a população a se vacinar e respeitar as medidas sanitárias locais, pois isso contribui para a preservação dos serviços plenos de cirurgia”, ressalta Fábio Botelho, cirurgião do trauma e pediátrico, pesquisador na Universidade McGill, no Canadá, e coautor do estudo.

O estudo completo, em inglês, pode ser acessado no site da revista.

As informações são da Agência Brasil.

Vacina contra Covid da Pfizer-BioNTech é segura para crianças de 5 a 11 anos

A Pfizer e a BioNTech disseram, nesta segunda-feira (20), que a vacina contra covid-19 que desenvolveram em parceria induz uma resposta imune robusta em crianças de entre 5 e 11 anos de idade. Os laboratórios planejam pedir autorização para que a vacina seja aplicada nessa faixa etária às autoridades dos Estados Unidos (EUA), da Europa e de outros locais o mais rápido possível.

As empresas dizem que a vacina gerou resposta imune nas crianças de 5 a 11 anos em seu ensaio clínico de fases 2 e 3, e os resultados se equivalem ao que observaram anteriormente entre pessoas de 16 a 25 anos. O perfil de segurança também foi, em geral, comparável ao da faixa etária mais elevada, afirmaram.

“Desde julho, casos pediátricos de covid-19 aumentaram em cerca de 240% nos Estados Unidos, enfatizando a necessidade de saúde pública de vacinação”, disse o presidente executivo da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado à imprensa.

“Os resultados desse teste fornecem uma fundação sólida para buscar autorização de nossa vacina para crianças entre 5 e 11 anos, e planejamos entregar o pedido à FDA (agência reguladora dos EUA) e outros reguladores com urgência.”

Autoridades norte-americanas de saúde de alto escalão acreditam que os órgãos reguladores podem tomar uma decisão sobre a vacina, se é segura e eficaz em crianças mais novas, três semanas após a entrega pelos laboratórios dos pedidos de autorização, disseram à Reuters neste mês.

As internações e mortes por covid-19 aumentaram nos Estados Unidos, nos últimos meses, devido à variante Delta do novo coronavírus, altamente contagiosa. Casos pediátricos da doença também estão em alta, particularmente porque crianças com menos de 12 anos não estão sendo vacinada. Não há, no entanto, nenhuma indicação de que, além de ser mais transmissível, a Delta seja mais perigosa para crianças.

Uma autorização rápida ajudaria a mitigar um potencial aumento de casos no outono do Hemisfério Norte, especialmente com as escolas já abertas em todo os EUA.

A vacina Pfizer/BioNTech já está autorizada para aplicação em crianças a partir de 12 anos em vários países, incluindo os Estados Unidos.

No ensaio clínico, as crianças entre 5 e 11 anos receberam uma dose de 10 microgramas da vacina, um terço da dose dada a pessoas com mais de 12 anos. As empresas disseram esperar, até o quarto trimestre deste ano, os dados sobre como a vacina atua em crianças entre 2 e 5 anos e em bebês de 6 meses a 2 anos.

As informações são da Agência Brasil.

Clinipam quebra contratos, diminui honorários e exige que médicos/as se tornem “sócios” da empresa

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – Simepar – recebeu denúncia de que a Administradora de Planos de Saúde Clinipam/GNDI quebrou contratos com médicos que atendem pacientes em suas próprias unidades.

Os médicos eram/são contratados como pessoas jurídicas (PJs). A Clinipam/GNDI desrespeitou o prazo de 60 dias para o destrato, reduzindo-o para duas semanas. Em nova contratação proposta pela empresa, os honorários serão reduzidos, o prazo de pagamento ampliado, e os médicos que quiserem continuar deverão se tornar “sócios” de uma empresa de Sociedade Anônima (S/A).

Segundo a Assessoria Jurídica do Simepar, a exigência da “sociedade” está sendo imposta com claro intuito de escapar das obrigações legais de natureza trabalhista, fiscal e previdenciária. A própria contratação da mão de obra médica através de PJ já aponta nesse sentido.

A Clinipam possui, atualmente, mais de 50 médicos que atendem os pacientes nas unidades de saúde próprias da empresa. O Simepar está ingressando na Justiça para que os direitos dos médicos e médicas sejam garantidos.

Anvisa aprova o uso de baricitinibe para o tratamento hospitalar da covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na noite desta sexta-feira que aprovou a indicação do medicamento baricitinibe para o tratamento de pacientes internados com covid-19.

O uso do medicamento é autorizado para pacientes adultos hospitalizados e que necessitam de oxigênio por máscara ou cateter nasal, ou que necessitam de alto fluxo de oxigênio ou ventilação não invasiva.

Os dados que sustentam a eficácia e a segurança do medicamento no tratamento para a covid-19, segunda a Anvisa, foram apresentados pela empresa Eli Lilly do Brasil Ltda.

A Agência informou que trata-se “de uma nova indicação terapêutica, já que o baricitinibe possui registro no Brasil para o tratamento de artrite reumatoide ativa moderada a grave e dermatite atópica moderada a grave.”

O baricitinibe é um inibidor seletivo e reversível das enzimas janus quinases (JAKs), em especial JAK 1 e 2, responsáveis pela comunicação das células envolvidas na hematopoese (processo de formação e desenvolvimento das células do sangue), na inflamação e na função imunológica (função de defesa do corpo).

As informações são da Agência Brasil.

38 mil paranaenses já perderam a vida em decorrência da Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (16) mais 2.112 casos e 70 mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Estado soma 1.478.428 casos e 38.050 óbitos pela doença.

Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (1), março (1), abril (2), maio (39), junho (119), julho (15), agosto (177) e setembro (1.758) de 2021.

INTERNADOS – 789 pacientes com diagnóstico confirmado da doença estão internados. São 563 em leitos SUS (340 em UTIs e 223 em clínicos/enfermarias) e 226 em leitos da rede particular (130 em UTIs e 96 em leitos clínicos/enfermarias).

Há outros 1.456 pacientes internados, 746 em leitos de UTI e 710 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

ÓBITOS – A Sesa informa a morte de mais 70 pacientes. São 25 mulheres e 45 homens, com idades que variam de 27 a 96 anos. Os óbitos ocorreram entre 20 de maio e 16 de setembro de 2021.

Os pacientes que morreram residiam em Curitiba (24), Londrina (5), Ponta Grossa (4), Cascavel (4), Marechal Cândido Rondon (3), Três Barras do Paraná (2), Toledo (2), São José dos Pinhais (2), Rolândia (2) e Guarapuava (2), Araucária (2).

A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Santa Tereza do Oeste, Piraí do Sul, Pinhais, Pato Branco, Paranavaí, Palotina, Ortigueira, Matinhos, Maringá, Mamborê, Ivaí, Colombo, Carlópolis, Capanema, Campo Largo, Campina Grande do Sul, Cambé e Apucarana.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná. 

Aumentam os casos de depressão entre profissionais da Saúde durante a pandemia

A pandemia desestabilizou muitos aspectos da vida cotidiana, em especial a saúde mental. No mês de prevenção ao suicídio, o Setembro Amarelo, a psicóloga do Hospital Angelina Caron (HAC) – localizado em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), Alissandra Malvezi, alerta sobre o aumento nos casos de depressão em profissionais de saúde.

Também são registradas tentativas de suicídio ligadas a transtornos alimentares e de autoestima. “Dos pacientes que atendo, 80% estão fazendo uso de medicação psiquiátrica. Os casos de depressão e tentativas de suicídio aumentaram bastante desde o início da pandemia, até em atendimentos ambulatoriais. Também atendo um número expressivo de profissionais da saúde que iniciaram tratamento nos últimos 18 meses”, detalha Alissandra.

Alissandra enfatiza que a depressão, o medo da morte e de perder familiares pela Covid-19 são os casos mais recorrentes entre os atendimentos psicológicos a profissionais da saúde. “Também aumentaram os casos de professores e profissionais da educação, com angústia de ficar muito tempo em casa com excesso de trabalho e jornadas mais longas que o presencial”, afirma a psicóloga.

Além dos casos de depressão em profissionais de saúde e em outros trabalhadores, é necessário observar os impactos do ganho de peso, um fenômeno comum durante a pandemia de Covid-19. A psicóloga explica que o ato emocional de comer está bastante ligado à ansiedade e à tristeza.

O resultado pode ser um paciente com diferentes tipos de transtorno, inclusive o alimentar. “Com o ganho de peso, chegam os transtornos de autoestima. É preciso atenção e acompanhamento para que casos assim não se agravem”, comenta.

Além disso, alguns pacientes com ganho de peso costumam se depreciar na insatisfação com o próprio corpo. “Ganha força, nesse contexto, a busca por ideias mirabolantes de dietas restritas. E começa, de fato, os gatilhos para os transtornos alimentares. Por exemplo, a dieta restrita é um gatilho enorme para transtorno alimentar, em especial para a compulsão.

Com excesso de restrição, o corpo perde um pouco de peso, mas acaba tendo um episódio compulsivo na sequência, quando a pessoa come muito. Isso pode migrar para o transtorno da bulimia, em que a pessoa provoca vômito como medida compensatória de emagrecer. Também o uso de laxantes e se inicia um ciclo sem fim”, conta Alissandra.

Setembro Amarelo

Sobre a campanha de conscientização do Setembro Amarelo, a psicóloga ressalta que os adolescentes merecem atenção especial dos pais e responsáveis. “Nossa demanda com o público jovem também aumento na pandemia. Estão muito ansiosos e ociosos, com mais tempo livre para terem ideias de morte e mutilações, relacionados à desestabilização de seus lares, luto e excesso de isolamento”, lembra.

O número de suicídios registrados no Paraná segue em patamar recorde desde 2018, com mais de 900 registros por ano. No ano passado, a cada 10 horas, em média, um paranaense tirou a própria vida, segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), que promove desde 2014 a campanha nacional do Setembro Amarelo, junto ao Conselho Federal de Medicina.

Todos os anos, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Só no Brasil, são 12 mil, de acordo com o Ministério da Saúde e a ABP. Os transtornos como depressão, bipolaridade e abuso de substâncias como álcool e drogas são os principais fatores de risco ao suicídio. Além disso, 96,8% dos casos estão relacionados aos transtornos mentais, segundo a associação.

Matéria do Portal Saúde Debate.

Paraná é o quarto estado com mais mortes por covid-19

O Paraná é o quarto estado brasileiro com o maior número de mortes causadas pela covid-19. Segundo o Ministério da Saúde, foram 38.163 óbitos causados pelo coronavírus.

Na terça-feira, (14), a Secretaria de Estado da Saúde confirmou mais 26 casos e nove óbitos da variante delta. São Paulo (147.444), Rio de Janeiro (64.077), Minas Gerais (53.732) são os três Estados com mais mortes. Em quinto aparece o Rio Grande do Sul (34.510). Na parte de baixo da lista estão Acre (1.816), Amapá (1.963), Roraima (1.971), Tocantins (3.719) e Sergipe (6.003).

O total de pessoas que foram contaminadas pelo novo coronavírus chegou a 21.019.830 em todo o Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Em 24 horas, foram confirmados 13.406 diagnósticos positivos. Na terça-feira (14), o painel de informações da pandemia contabilizava 21.019.830 casos acumulados.

Ainda há 323.616 casos em acompanhamento. A definição é dada a casos ativos de pessoas que tiveram o diagnóstico confirmado e estão sendo atendidas por equipes de saúde ou se recuperam em casa.

Já a soma de brasileiros que perderam a vida para a pandemia alcançou 587.797 pessoas. Entre terça-feira e esta quarta-feira (15), foram registradas 731 mortes por causa da doença. Ontem, o sistema de informações da pandemia marcava 587.066 óbitos. Ainda há 3.386 mortes em investigação. Nessas situações, os diagnósticos dependem de resultados de exames concluídos apenas após o paciente já ter morrido.

O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 chegou a 21.108.417. Isso corresponde a 95,7% das pessoas infectadas no Brasil desde o início da pandemia.

Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta terça-feira (14). A atualização consolida o levantamento realizado pelas secretarias de saúde.

Os dados em geral são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação do sistema pelas secretarias estaduais. Já às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pela regularização dos registros acumulados durante o fim-de-semana.

Vacinação

Até o início da noite de terça (14), o painel de vacinação do Ministério da Saúde não possuía novas atualizações. Até esta terça-feira, o sistema marcava 212,8 milhões de doses aplicadas, sendo 138,6 milhões da 1ª dose e 74,1 milhões da 2ª dose. Nas últimas 24 horas, foram aplicadas 1,9 milhão de doses.

Quando considerados apenas os dados consolidados no sistema do Programa Nacional de Imunizações (PNI), foram aplicadas 201,9 milhões de doses, sendo 131,9 milhões da 1ª dose e 70 milhões da 2ª dose.

Ainda conforme o painel de vacinação, foram distribuídas 259,4 milhões de doses, sendo entregues 256,4 milhões de doses.

Matéria do Portal Bem Paraná com informações da Agência Brasil.

10 de Setembro é o dia mundial de prevenção ao suicídio: “Agir salva vidas!”

10 de Setembro é o dia mundial de prevenção ao suicídio. É o momento central do Setembro Amarelo, mês dedicado à esse tema.

A origem do Setembro Amarelo e todo esse movimento de conscientização contra suicídio começou com a história de Mike Emme, nos Estados Unidos. O jovem era conhecido por sua personalidade carinhosa e habilidade mecânica, tendo como sua marca um Mustang 68 que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo.

Porém, em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente nem a família, nem os amigos de Mike, perceberam os sinais de que ele pretendia tirar sua própria vida.

No funeral, os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções e expandiu-se pelo país.

Diversos jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda.

Em 2003, a Organização Mundial da Saúde(OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. O amarelo do Mustang de Mike é a cor escolhida para representar essa campanha.

No Brasil, a campanha anual do Setembro Amarelo é organizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM. A campanha conta com um portal com diversos materiais dedicados ao tema. Para acessar ao portal, clique aqui.

O lema da campanha deste ano é “Agir salva vidas!”. É um convite a todos e todas a tentarem oferecer ajuda a quem possa estar sofrendo de depressão ou de qualquer condição que represente risco ao suicídio.

Confira alguns materiais disponibilizados pela campanha:

Cartilha: informações importantes sobre doenças mentais e suicídio

Carta aos Pais – Automutilação e suicídio​

Cartilha: informações importantes sobre doenças mentais e suicídio

Folheto – Fatores de risco e sinais de alerta

O Portal Saúde Debate também vem publicando materiais de apoio contribuindo com informações para quem possa estar convivendo com alguém em risco. Confira:

Setembro Amarelo: as orientações para quem tem depressão

Como está a saúde mental dos brasileiros na pandemia?

Saúde mental dos jovens: pesquisa revela impacto da pandemia

Com informações da GNtech, Saúde Debate e da Campanha Setembro Amarelo.

Covid-19 se tornou a principal causa de mortes de adolescentes no Paraná

Desde o início da  pandemia do novo coronavírus no Paraná, em março do ano passado, 203 jovens que tinham entre 10 e 19 anos faleceram em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. Eles representam 0,53% do total de 38.654 óbitos causados pela doença pandêmica no estado, sendo que apenas em 2021, entre os meses de janeiro e agosto, a Covid-19 foi responsável pela morte de 131 jovens no Paraná.

Isso significa que a doença pandêmica, em oito meses deste ano, já matou mais do que qualquer uma das outras causas naturais — resultantes de uma doença ou um mau funcionamento interno do corpo, não causado diretamente por forças externas — de óbito, entre elas o câncer, que entre 2016 e 2020 vitimou, anualmente, 73 jovens nessa faixa etária, em média.

Os dados acima foram levantados pelo Bem Paraná com base em dois bancos de dados. O primeiro deles é o Portal da Transparência do Registro Civil, de onde foram retiradas as informações sobre os óbitos por Covid entre pessoas que tinham de 10 a 19 anos. Em seguida, então, foi consultado o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, para verificar mais detalhes sobre as mortes entre jovens nos últimos cinco anos com dados disponíveis (2016 a 2020). E esse levantamento mostra que nenhuma doença ou mesmo conjunto de causas naturais matou tantas crianças e jovens como a Covid-19.

Entre 2016 e 2020, as neoplasias malignas (cânceres) foram a principal causa natural de morte entre jovens que tinham de 10 a 19 anos. Nesse período, 364 jovens perderam suas vidas lutando contra os diversos tipos de cânceres, com uma média de 73 falecimentos por ano. Já a segunda principal causa de morte natural foi paralisia cerebral e outras síndromes paralíticas, com um total de 172 registros (média de 34 óbitos anualmente).

Considerando-se ainda a média anual de registros nos anos anteriores, o número de mortes pela Covid-19 em 2021 só perde para as causas externas de óbito, como acidentes (de trânsito, quedas, etc) e agressões.

Os acidentes em geral, por exemplo, foram responsáveis pelo falecimento de 288 jovens a cada ano. Dentro dessa categoria estão os acidentes de transporte, responsáveis por 223 desses registros anuais.

Além disso, há ainda os diversos tipos de agressões (por arma de fogo, arma branca e outros), que nos cinco anos analisados abreviaram a vida de 1.457 jovens (291 registros por ano).

Vírus é a principal causa de óbitos entre a população em geral

Entre a população em geral, a Covid-19 já desponta como a principal causa de morte, superando até mesmo as causas externas de óbito.

Nos oito primeiros meses de 2021, conforme o Portal da Transparência do Registro Civil, 28.350 pessoas de todas as faixas etárias foram vitimadas pela doença pandêmica.

Já entre 2016 e 2020, conforme o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o estado havia registrado uma média de 75.420 óbitos por ano, sendo que as neoplasias malignas despontaram nesse período como a principal causa de morte (14.265 falecimentos anuais) no estado.

As causas externas de óbito, como acidentes (4.656 mortes/ano), ficam ainda, nessa comparação entre a população em geral, atrás de doenças cerebrovasculares (6.192) e das doenças isquêmicas do coração (5.925).

Por fim, os dados dos cartórios de Registro Civil revelam que, em 2021, 76.164 certidões de óbito foram emitidas no estado. Como o número de mortes que tem a Covid-19 como uma das causas chega a 28.350, temos um cenário no qual 37,2% das mortes no Paraná foram causadas pela doença pandêmica. Ou seja, no ano corrente, mais de um terço dos óbitos no estado tiveram a Covid-19 como uma das causas associadas.

Média anual de mortes no Paraná, entre jovens que tinham de 10 a 19 anos
(média de 2016 a 2020)

Agressões/assassinatos: 291
Acidentes de transporte: 223
Neoplasias malignas: 73
Doenças do sistema nervoso: 67
Suicídios: 63
Afogamentos: 39
Homicídio em operações de guerra e intervenções legais: 32
Doenças do aparelho respiratório: 29
Doenças do aparelho circulatório: 28
Doenças infecciosas e parasitárias: 22

Matéria do Portal Bem Paraná.