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Mais de 77 mil pessoas sofrem com sequelas da Covid-19 no Paraná

Depois de um ano e meio de pandemia do coronavírus, período no qual os sistemas de saúde por todo o mundo sobreviveram sob intenso estresse enquanto a ciência buscava (e ainda busca) vacinas e possíveis tratamentos para a doença pandêmica, uma luz finalmente parece surgir no túnel da crise sanitária, na medida em que a vacinação avança e o número de pacientes internados e de casos novos de Covid-19 diminui.

O possível fim dessa fase mais aguda da pandemia, no entanto, não representa e não representará o fim dos problemas sanitários. Isso porque, assim como acontece num conflito belicoso, a guerra contra a Covid-19 está deixando uma legião de sequelados, que demandam uma atenção especial do sistema de saúde. E em Curitiba, uma rede de atendimento já vem sendo montada e estruturada, desde o ano passado, para lidar com essa nova demanda.

Até aqui, não se sabe ao certo a quantidade de pessoas que sofrem ou sofrerão com a chamada pós-covid. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, já apontou que cerca de 10% dos infectados pelo coronavírus (e mesmo pessoas que tiveram quadros assintomáticos) sofreriam com algum sintoma persistente da doença 12 semanas após a infecção, sendo os mais comuns fadiga crônica, dificuldade cognitiva, persistência de dores no corpo e sequelas psicológicas (como transtorno do estresse pós-traumático).

Mais recentemente, uma pesquisa feita pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) trouxe outros dados aterradores: entre os pacientes que necessitaram de hospitalização, cerca de 70% apresentam algum tipo de sequela um ano depois de terem recebido alta hospitalar. No Paraná, onde 110.838 pessoas haviam sido hospitalizadas por Covid-19 até a última sexta-feira, isso representaria um contingente de aproximadamente 77.500 pessoas com sequelas que persistem um ano após a infecção, afetando seus sistemas nervoso, central, respiratório e/ou cardiovascular, o que demandaria atenção especializada e, não raro, multidisciplinar para sua recuperação.

Da gameterapia a planos terapêuticos

R.F., de 53 anos, teve 25% do pulmão comprometido e enfrenta dificuldade na retomada do ritmo de exercícios de antes. Ele, então, foi a um hospital do Governo Federal vinculado à Rede Ebserh/MEC e, por meio de jogos de videogame que captam movimentos do corpo, encontrou atividades especializadas para recuperar o condicionamento físico.

Essa prática terapêutica, chamada de gameterapia, atua em conjunto com exercícios aeróbicos e de resistência e, dependendo da necessidade do paciente, jogos de diversas modalidades (como tênis, boxe ou boliche) são inseridos na rotina. R.F., por exemplo, intercala o videogame com atividades na bicicleta ergométrica e treinos com halteres e faixas elásticas. “O atendimento é muito bom, me sinto melhor a cada sessão”, afirma.

Outros procedimentos terapêuticos, porém, também podem ser adotados. Foi o que aconteceu com o motoboy F.J.L., de 38 anos, que ficou 29 dias internado (e 17 intubado) após ser diagnosticado com Covid-19. Após receber alta, continuava fraco, sem forças para realizar atividades diárias, e foi encaminhado para um programa de reabilitação pulmonar pós-Covid, com oito semanas de duração e atividades três vezes por semana, sendo duas no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e uma em casa, com orientação do fisioterapeuta responsável. O HUB também oferece suporte de oxigênio por cateter nasal para quem ainda depende do oxigênio durante a realização das atividades.

Atendimento multiprofissional é o padrão

Em Curitiba, o Hospital Universitário Cajuru é um dos estabelecimentos de saúde que está atendendo, pelo SUS, pacientes com sequelas da Covid-19. Esse atendimento acontece no ambulatório pós-Covid, localizado no bairro Rebouças, onde os pacientes passam por um exame amplo, para avaliar todas as possíveis sequelas e orientar os tratamentos e terapias adequadas para cada caso, individualmente.

“O paciente passa pela pneumologia e a clínica médica, a fisioterapia faz avaliação funcional, respiratória, a psicologia faz triagem de depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, e ele ainda passa pela neuro-psicologia, para fazer testes de função cognitiva, e solicitamos o retorno em três meses”, explica Cristina Baena, pesquisadora do ambulatório.

“É a menor parte, felizmente, que evolui com sequelas, mas em torno de 30 a 40% dos pacientes de ambulatório vão precisar de tratamento especializado”, destaca. Ela aponta ainda que boa parte dos pacientes que chegam ao ambulatório são jovens.

ATENDIMENTO PÓS-COVID EM CURITIBA

HOSPITAL DE CLÍNICAS (HC)

Atualmente o HC-UFPR atende em ambulatórios os pacientes com quadros pós-Covid que foram tratados pelo próprio hospital, recebendo cerca de 80 pessoas por dia, mas já está implementando um Centro Multidisciplinar de tratamento, com investimento de R$ 1 milhão. O espaço contará com médicos de várias especialidades, assim como enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos. As atividades se basearão em três pilares: atendimento às sequelas causadas pela Covid; sequelas decorrentes do próprio tratamento, como perda de massa muscular, úlceras de pressão, disfagia e disfonia; e sequelas emocionais.

HOSPITAL CAJURU

O Hospital Universitário Cajuru, em parceria com a PUCPR, montou ainda em novembro do ano passado um ambulatório especializado em tratamento pós-Covid, que oferece atendimento especializado em pneumologia, fisioterapia respiratória e funcional, psicologia, neuropsicologia e cardiologia. O serviço é oferecido às quintas-feiras no ambulatório do Cajuru e recebe entre seis e oito pessoas por semana. O encaminhamento e agendamento da consulta é feito por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou por hospitais do SUS, após a alta do paciente que enfrentou a doença pandêmica.

UTP

Para atender a comunidade, a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) criou há alguns meses o Centro Integrado de Reabilitação Pós-Covid. Com participação de equipes das clínicas de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Nutrição, Biomedicina e Enfermagem, os atendimentos são realizados pelos alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da Tuiuti, sempre com a supervisão dos professores e responsáveis técnicos pelas respectivas clínicas.

UNIBRASIL

Desde março deste ano o curso de fisioterapia da UniBrasil atende pessoas com sequelas respiratórias, cardíacas, neurológicas ou motoras após contraírem o coronavírus. O atendimento é feito por acadêmicos do sétimo e oitavo período, sob orientação de professores. As consultas, que também acontecem de forma online, visam uma avaliação completa do quadro do paciente, para em seguida se definir todo o tratamento que será realizado. A cada dia, cerca de oito pessoas são atendidas (sem contar as sessões remotas).

PILAR HOSPITAL

Ao completar 57 anos no final de julho, a instituição, que atendeu mais de 900 pacientes acometidos pela Covid-19 desde o início da pandemia, anunciou a criação de um Centro de Cuidados Pós-Covid, que auxiliará os pacientes com sequelas como redução de força e resistência muscular, disfunção respiratória e comprometimento da mobilidade. O Centro de Cuidados fica ao lado do próprio hospital e realiza atendimentos em caráter particular ou via convênio.

PELO PARANÁ…
UNIVERSIDADES ESTADUAIS/HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS

Em outras regiões do estado, os hospitais universitários em Cascavel (no oeste paranaense), em Londrina (região norte) e em Ponta Grossa (nos Campos Gerais) atuam na reabilitação de pacientes com sintomas pós-Covid. Além disso, a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) possui um projeto em parceria com a Prefeitura de Guarapuava, e o Hospital Regional de Maringá está firmando um convênio com a Câmara de Vereadores para implantar um centro de reabilitação pós-Covid.

Matéria do Portal Bem Paraná.

A Covid-19 volta a crescer e o Paraná apresenta a maior taxa de transmissão do País

A taxa de transmissão da Covid-19 do Paraná está em 1,12, a maior do País, segundo o sistema Loft.Science, o que indica uma contaminação acelerada. Depois de chegar a 0,87 em 15 de agosto, a taxa vem crescendo.

De acordo com o sistema, a menor taxa de transmissão no Estado em 2021 foi registrada em 11 de julho, 0,68, e a mais alta em 11 de março, 1,58. Segundo o levantamento, o segundo estado com maior índice de transmissão é o Rio de Janeiro, 1,05, e o terceiro, Goiás, 1,04. A taxa paranaense também está acima da média nacional: 0,98.

O sistema Loft.Science calcula o Rt médio de todos os estados e do País a partir de um algoritmo desenvolvido pela empresa. Os números foram atualizados na quarta (25). O indicador tem como objetivo estimar o nível de contágio pelo vírus em um território durante a pandemia. A contaminação está acelerada se a taxa está acima de 1, estável se é igual a 1 ou em queda se está menor que 1 – o único caso em que a situação epidêmica demonstra melhora. Quanto menor o Rt, menores são as chances de contaminação pelo vírus.

Boletim atualizado

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (26) mais 2.519 casos confirmados e 103 mortes — referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas — em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.443.521 casos confirmados e 37.062 mortos em decorrência da doença.

A Sesa informa a morte de mais 103 pacientes. São 44 mulheres e 59 homens, com idades que variam de 9 a 95 anos. Os óbitos ocorreram entre 25 de agosto de 2020 a 26 de agosto de 2021.

Fonte: Portal Bem Paraná.

Fiocruz aponta que número de mortes por Covid-19 no Brasil em 2020 foi 18,2% maior que o registrado

Uma pesquisa inédita da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o número de mortes por Covid-19 no Brasil em 2020 foi 18,2% maior do que o registrado. A análise indicou que foram 230.452 óbitos pela doença no ano passado e não 194.949.

Os resultados do estudo, financiado pelo Programa Fiocruz de Fomento à Inovação (Inova Fiocruz), serão publicados no painel Monitora Covid-19 da Fiocruz.

Coordenador do estudo, Cristiano Boccolini explica que os dados divulgados anteriormente pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde não estavam errados e que a discrepância nos números se deve tanto à demora no registro de óbitos quanto à reclassificação das causas de morte, decorrente da investigação nas esferas municipal, estadual e federal.

Da mesma forma, o pesquisador destaca que o Consórcio de Veículos de Imprensa cumpriu um papel fundamental no monitoramento dos números de casos e mortes de Covid-19, trabalhando com as melhores fontes de dados disponíveis no momento.

“Àquela altura, aquele era o cenário. Porém, com o passar do tempo, após a liberação de óbitos ‘represados’ nos municípios e a reclassificação das causas de morte, precisamos revisar os dados registrados para obter uma análise mais precisa do que ocorreu no passado. Os dados com que estamos trabalhando estão acessíveis desde de maio deste ano e não poderiam ter sido consultados antes”, afirma Boccolini, que é pesquisador em Saúde Pública do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

O pesquisador ainda ressalta que o SIM é um dos melhores sistemas de informação do mundo. “Além de ter uma cobertura quase universal das mortes que acontecem em território nacional, é bastante seguro, pois tem uma série de processos e etapas de controle de qualidade. Porém, por natureza, tem um longo tempo de processamento. Em média são 27 dias entre a data do óbito e sua consolidação no sistema nacional, e essa demora pode chegar a 190 dias. Por isso, só conseguimos ter um cenário completo de 2020 agora em 2021. Estamos olhando para esse cenário com atenção e encontrando informações muito importantes. Esperamos que as conclusões possam contribuir com políticas públicas para o enfrentamento da pandemia”, conclui.

Mortes por tipo de ocupação

Um dado que chama atenção é a distribuição das mortes por tipo de ocupação. Dentre as declarações de óbito que registram essa informação, médicos somam apenas 2% do total de mortes por Covid-19 em 2020. As ocupações com maior número de mortes foram dos setores de produção de bens e serviços industriais (22%), comércio (19%) e agropecuário, que inclui atividades florestais e pesca (18%). Dentre os profissionais de saúde, 44% eram médicos, 27% enfermeiros, 13% dentistas, 8% farmacêuticos, 5% fisioterapeutas, 3% veterinários, 2% nutricionistas.

Boccolini informa que esses números podem ser ainda mais altos, uma vez que 58,7% das declarações de óbito não registraram o tipo de ocupação.

“Percebemos que as categorias profissionais mais afetadas são os chamados serviços essenciais, trabalhadores que não podem parar, aderir ao home office e manter o isolamento social, o que escancara o peso das desigualdades sociais no cenário da Covid-19”, aponta.

Crianças

Em 2020, ocorreram 1.207 óbitos de brasileiros menores de 18 anos por Covid-19. Quase metade (45%) tinha até 2 anos de idade; um terço até 1 ano e 9% eram recém-nascidos (110 bebês com menos de 28 dias de vida).

“Crianças e adolescentes, que têm melhor prognóstico quando contaminados, mas não estão imunes. Transmitem, podem adoecer gravemente e até morrer em decorrência da doença.O aumento da cobertura vacinal de adultos tem que avançar mais rapidamente e gestantes e lactantes devem ser prioridade. Contudo, para conter a circulação do vírus e proteger nossas crianças, o uso de máscaras e o distanciamento social devem continuar mesmo após a vacinação”, alerta o pesquisador.

Idosos

Um dos achados da pesquisa mostra que três em cada quatro óbitos por Covid-19 aconteceram em pessoas com mais de 60 anos de idade (175.471 idosos). Nesse grupo, a faixa etária mais afetada foi a de 70 a 79 anos, que concentra 33% dos óbitos de idosos por Covid-19 em 2020. O estudo aponta que, do total de idosos mortos pela Covid-19 no ano passado, 29% tinham entre 60 e 69 anos; 27% de 80 a 89 anos; e 11% mais de 90 anos.

As informações são da Fiocruz.

Simepar reverte multa de ação trabalhista para o combate à Covid no HC-UFPR

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) destinou recursos de multa em ação trabalhista para a Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas da UFPR, contribuindo com o combate à Covid-19 no HC-UFPR.

A ação trabalhista que gerou a multa foi movida pelo Simepar contra o Município de Campina Grande de Sul, que contratava médicos e médicas de forma terceirizada. O Juiz José Roberto Gomes Junior, da 13ª Vara do Trabalho de Curitiba, determinou o fim da terceirização dos profissionais médicos, além do pagamento de multa pelo Município.

O Simepar e o Município de Campina Grande do Sul firmaram um acordo em que ficou decidido a reversão da multa em ações sociais, entre elas a Associação dos Amigos do HC.

Segundo prestação de contas fornecida pela Associação, o recurso de R$ 50 mil foi usado para compor o pagamento de respiradores usados pelos pacientes graves da Covid-19 atendidos pelo Hospital. A Associação dos Amigos do HC contabilizou os valores no âmbito da campanha “A Luta Ainda Não Acabou – Combate à Pandemia do Covid-19.”

Outros projetos e entidades beneficentes serão beneficiados pelos recursos de multas resultantes de ação do Simepar. Entre eles a Liga Paranaense de Combate ao Câncer; Lar Infantil Sol Amigo; Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro; Associação Espírita Beneficente Caminheiros do Bem; Associação de Atendimento e Apoio ao Autista – AAMPARA; Associação Padre João Roberto Ceconello; e a Casa de Acolhimento Anjo da Guarda, de Campina Grande do Sul.

Segundo o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, as entidades e projetos foram selecionados por mérito e beneficência social. Também foram consideradas necessidades dos médicos e médicas afetados direta e indiretamente pela Covid-19.

Também estão sendo desenvolvidos projetos voltados aos médicos e médicas, contemplando auxílio financeiro, atendimento psiquiátrico e ações de capacitação, com cursos gratuitos.

Mais informações sobre os projetos voltados aos médicos e médicas serão publicadas em breve. Fique atento/a ao site e às redes sociais do Simepar.

Médica denuncia agressão de paciente e omissão da Fundação de Saúde de Paranaguá

Uma médica que trabalha para a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP) está denunciando uma agressão física que sofreu de um paciente durante atendimento na Ilha dos Valadares, em Paranaguá, Litoral do Paraná. Ela também denuncia a omissão da FASP que a pressionou a continuar trabalhando mesmo após a agressão, apesar da médica alegar não tem condições físicas ou psicológicas para prosseguir no atendimento.

O caso relatado ocorreu nesta terça-feira (10). O paciente que buscou atendimento agrediu a médica sem motivo aparente e poderia ter causado lesões mais graves, pondo em risco a vida da profissional, se não fosse pela intervenção de uma técnica em enfermagem.

Após a agressão, os dirigentes da Fundação se recusaram a substituir a médica, mesmo após ela alegar que não tinha condições de continuar trabalhando. Mesmo abalada, ela terminou o plantão e, somente então, procurou atendimento para si própria em uma clínica particular.

A médica que sofreu a agressão era a única atuando em pronto atendimento na Ilha dos Valadares, que concentra a maior aglomeração populacional de Paranaguá com mais de 30 mil habitantes. A maioria deles, usuários do SUS.

Para o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), o caso revela a sobrecarga de trabalho e os riscos a que os médicos que atendem na linha de frente estão expostos diariamente. O fato da médica ter sido pressionada a se manter no plantão, mesmo após uma pesada agressão, retrata a precarização do SUS como um todo e deve ser revertida. Pelo bem da saúde e dos profissionais.

É obrigação dos empregadores garantir a segurança e a integridade física dos profissionais.

Publicamos a seguir a cópia da denúncia encaminhada a este Sindicato e ao Conselho Regional de Medicina. A identidade dos envolvidos foi suprimida para evitar represálias ou constrangimentos.

Simepar lança novo site para melhor atender médicas e médicos

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – Simepar – está lançando um novo site na internet para melhor informar e atender aos médicos e médicas do Paraná. O novo site está mais limpo, organizado e intuitivo; e conectado com as redes sociais do Simepar.

A inciativa atende os preceitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a privacidade e protegendo os dados pessoais dos médicos/as e de todos que interagirem com o Sindicato.

No Site, são publicados notícias e artigos sobre medicina e saúde, além de informações sobre as atividades do Simepar na defesa dos interesses dos profissionais da medicina. Além disso, são publicados os Acordos Coletivos do Trabalho e Convenções Coletivas firmadas entre o Simepar e os empregadores.

Há no novo site, um espaço destinado a oportunidades de trabalho e concursos públicos para contratação de médicos/as. Os empregadores que desejarem anunciar suas vagas também podem fazer a solicitação através do site.

Também podem ser feitas denúncias sobre condições de trabalho inadequadas, exercício ilegal da medicina, assédio, sonegação de direitos trabalhistas e quaisquer outras que os/as médicos julgarem necessárias para as boas práticas da medicina.

As médicas e médicos também podem usar o novo site para atualizar seus dados, cadastrarem-se para receber notícias por Whatsapp ou Telegram, solicitarem guias de recolhimento das contribuições sindicais, e até enviarem sugestões de matérias para a área de comunicação do Simepar.

Enfim, é um canal aberto com o Sindicato seu departamento Jurídico para atender os profissionais nas diversas dimensões da sua vida profissional.

Plano de Saúde Unimed com preços especiais para médicos e médicas associados ao Simepar

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná possui um plano de Saúde em parceria com a Unimed que proporciona preços mais vantajosos que os planos individuais da mesma operadora.

Os médicos e médicas podem contratar o plano para toda a família. Estudantes de medicina também podem contratar o plano através do Simepar. Confira os valores abaixo:

 

Ao adquirir o Plano de Saúde Unimed do Simepar, os médicos, médicas e estudantes de medicina estão automaticamente associados ao Sindicato e não precisam mais quitar a semestralidade via boleto do Simepar.

Simepar defende no STF o direito do Estado e dos Municípios de adotarem medidas sanitárias restritivas na pandemia

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) ingressou como ‘Amicus Curiae’ na ação no Supremo Tribunal Federal em que a Advocacia Geral da União questiona o direito do Estado do Paraná de impor medidas restritivas de caráter sanitário para conter a proliferação do Coronavírus e da Covid-19.

O Simepar, em parceria com o Instituto Mais Cidadania, produziu um parecer apoiando a legitimidade das medidas sanitárias restritivas que são questionadas pelo Governo Federal. O parecer apresentado pelo Sindicato se une à defesa do Governo do Paraná argumentando que as medidas não ferem as liberdades individuais e visam garantir os direitos à saúde e a vida.

O Governo do Paraná também apresentou defesa afirmando que medidas restritivas estão sendo tomadas diante do crescimento do número de infectados, mortos e internados pela Covid-19 no Estado, apresentando dados da Secretaria da Saúde do Paraná mostrando ocupação de 95% das UTIs para tratamento da doença. Segundo o governo paranaense, as medidas de restrição são indispensáveis diante da falta de vacinas em quantidade necessária para imunizar a população e da falta de outros tratamentos contra o coronavírus.

“É bastante simples compreender a medida: a restrição de circulação de pessoas diminui significativamente a presença de pessoas nas ruas, evitando aglomerações, festas clandestinas e até acidentes não correlatos com a COVID-19, mas que, igualmente, concorrem para a escassez de leitos e de vagas nos hospitais”, explica a defesa do Estado.

“Empregando a metodologia da proporcionalidade, percebe-se que as medidas restritivas aplicadas pelo Estado do Paraná são adequadas, necessárias e proporcionais em sentido estrito”, afirma.

No parecer do Simepar e do Instituto Mais Cidadania, as medidas são corroboradas com a alegação de que “algumas restrições temporárias e pontuais de direitos, a serem definidas de forma regionalizada nos locais e pelo tempo necessários, são justas para assegurar a vida e a saúde das pessoas.”

O Sindicato dos Médicos já se manifestou diversas vezes durante a pandemia mostrando preocupação com tragédia sanitária que o mundo todo tenta superar. Mais de 27 mil paranaenses, entre eles 70 médicos e médicas, já foram a óbito por causa da Covid-19. Esses números tendem a aumentar muito nos próximos meses. O sistema de Saúde está em colapso, superlotado, sem vagas para acolher quem dele precisar. Por tudo isso, as medidas restritivas se justificam, por mais duras que elas sejam.

Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná

Leia o parecer do Simepar e do Instituto Mais Cidadania sobre a ação no STF.

Simepar disponibiliza auxílio financeiro para médicos e médicas afetadas/os pela Covid-19

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná está disponibilizando auxílio financeiro para médicos e médicas autônomos que contraíram a Covid-19 e ficaram impedidos de trabalhar, sofrendo dificuldades financeiras em decorrência da doença.

O mesmo auxílio também pode contemplar familiares de médicos ou médicas falecidos/as em decorrência da Covid-19.

Os auxílios serão pagos com recursos oriundos de multa trabalhista paga em ação movida pelo Simepar contestando a terceirização de médicos que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).

Saiba como participar

A diretoria do Simepar elaborou um regulamento específico para destinar os recursos disponíveis para o auxílio financeiro aos médicos e médicas. Portanto, os/as profissionais que necessitem de auxílio devem ler o regulamento e emitir requerimento para a diretoria do Sindicato.

Regulamento do Projeto de Auxílio aos Médicos Contaminados pela Covid-19 (link).

Segundo o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, “a grande tragédia que a pandemia causou (e ainda causa) na população em geral e na classe médica em particular não pode ser ignorada. As consequências que ainda se observam nas famílias enlutadas e naquelas que sofreram por incapacidade temporária ou permanente podem sim ser minimizadas.”

“É disposição do Sindicato dos Médicos no Paraná ajudar nesta minimização. A proposta que aqui está comunicada oferece alento e ajuda aos bravos profissionais que tiveram a desventura do contágio e da doença. Mantemos sempre o nosso propósito de prestar apoio aos médicos do Estado.” Completou.

Em breve, o Simepar também disponibilizará atendimento psiquiátrico para os médicos e médicas que tiveram a saúde mental abalada pela pandemia. Esse projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Associação Paranaense de Psiquiatria – Appsiq. Ainda estão previstos cursos de capacitação em gestão pública e homenagem com Menção Honrosa para profissionais de destaque na medicina e na saúde.

SIMEPAR SE REÚNE COM A DIREÇÃO DO HOSPITAL INFANTIL WALDEMAR MONASTIER

A Direção do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR) se reuniu com a Direção do Hospital Infantil Waldemar Monastier no dia 24 de agosto, após receber comunicado do CRM informando que a partir de 6/9/18 os médicos deixariam de prestar atendimento no hospital.

A Direção do Hospital se comprometeu pagar os valores atrasados dos médicos até 03/09 e encaminhar aos médicos a minuta de edital de credenciamento.

Na reunião de ontem os médicos reiteraram a intenção de não manter o atendimento a partir da data estabelecida, pois ainda não receberam os atrasados e continuam sem possuir nenhum contrato para prestar serviços no hospital.

O Sindicato entende que a forma como os médicos prestavam atendimento no hospital para a FUNEAS é irregular, assim como a forma em que pretendem contratá-los. Por ser uma entidade pública o processo seletivo deve ser realizado por meio de concurso público.