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Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio: Orientações para quem tem depressão

A campanha “Setembro Amarelo” se tornou conhecida no país diante da sua relevância. O objetivo é conscientizar para a prevenção dos casos de suicídio e a promoção da saúde mental. Em um momento como este, de pandemia, nunca este tema se tornou tão importante.

A mobilização, que teve início em 2014, ganha ainda mais visibilidade em função do atual momento. O alerta vale para a população em geral, mas deve ser redobrado em algumas situações, enfatizando as orientações para quem tem depressão, por exemplo.

O PhD, neurocientista, psicanalista, membro da Mensa e especialista em estudos da mente humana, Fabiano de Abreu, afirma que o número de casos de depressão se acentuou com esta crise psicológica da pandemia.

Em momento de reclusão e isolamento social, por conta do cenário mundial, é necessário observar diferentes questões e focar na prevenção, inclusive quem tem depressão.

Segundo Fabiano de Abreu, essas são as orientações importantes para quem tem depressão, lembrando o alerta do Setembro Amarelo:

  • Mantenha o seu tratamento psicoterápico via on-line, a grande maioria dos profissionais estão a trabalhar nessa modalidade.
  • Se faz uso de medicação, siga corretamente a prescrição médica. Não aumente a dosagem, nem faça desmame por conta própria.
  • Se a sua medicação está a findar, entre em contato com o seu Psiquiatra, todos estão a trabalhar sob novos protocolos.
  • Mantenha-se informado somente por vias sérias e éticas de notícias. Evite “Fake News”.
  • Trabalhe a sua respiração através da meditação. A respiração consciente e ritmada, mantém a homeostase do corpo.
  • Durma bem, o sono fisiológico possibilita uma “psicoprofilaxia”, filtragem e limpeza de metabólitos cerebrais.
  • Mantenha uma alimentação equilibrada. Alimentos funcionais, menos processados e coloridos. “Descasque mais e desembrulhe menos”.
  • Beba água, mantenha-se hidratado para o melhor funcionamento de todo o sistema de filtragem e eliminação, mantendo o organismo em bom funcionamento.
  • Use a criatividade e o espaço possível para uma atividade física que goste.
  • Evite excesso de álcool, evite drogas. Mantenha-se lúcido.
  • Mantenha a rotina, isso faz com que você continue orientado no tempo.
  • Desenvolva um plano, e faça um planejamento para realizar uma “comemoração” quando tudo isso passar.
  • Traga para sua mente bons pensamentos e boas emoções. O que nós pensamos nós sentimos.
  • Pense coisas boas!
  • Sinta-se pertencendo a um grupo, o sentimento de pertença traz-nos importância.
  • Faça chamadas de vídeo ou mesmo videoconferência para reunir os amigos.
  • Não falta tempo, por isso organize a casa, os armários, leia os livros que guardou na estante, assista aos filmes e as séries que queria e não tinha “tempo”.
  • Descubra um talento oculto, e trabalhe-o como uma TO – Terapia Ocupacional: escrever, desenhar, pintar, esculpir, cozinhar, bordar…

 

Fabiano de Abreu destaca que, para casos mais graves em que tenha ocorrido uma tentativa ou pensamentos de suicídio, é necessário trabalhar na “redução de danos”, seguindo orientações básicas:

  • Seja presente de forma integral na vida do sujeito portador do transtorno – depressão.
  • Aproxime-se de pessoas que estão em sofrimento emocional/psicológico.
  • Ofereça conversa com escuta de qualidade.
  • Conduza a conversa até perceber que a pessoa está segura e confiando em si.
  • Pergunte abertamente se ela já pensou na própria morte.
  • Com o terreno preparado, pergunte se ela já pensou em tirar a própria vida.
  • Pergunte que método ela escolheria e por que seria assim?
  • Deixe-a falar, chorar, contar todo o seu plano.
  • Após tomar conhecimento da idealização e do planeamento, mostra-se solidário.
  • Compreenda “sem julgar”, a partir daí ofereça um “pacto ou um contrato de preservação” à vida.
  • O desafio e a confissão trazem alívio. Deixando a pessoa com o recurso de procurar ajuda naquele confidente ou num grupo de ajuda.
  • Quando nos esvaziamos desse sentimento de angústia e desesperança, começamos a valorizar a vida.
  • Ter alguém que guarda o nosso segredo conecta-nos a um outro ser. Esse sentimento de confiança forma um elo e traz motivação para superar o momento.
  • Ter ciência do plano e do planeamento para a execução, podendo tirar da pessoa a ferramenta que ela utilizaria.
  • Recolha a medicação, retire o que puder ser feito de corda, lâminas cortantes, e não deixe a pessoa sozinha.
  • A presença traz a companhia e inibe a tentativa de atentar contra a própria vida.

 

Fonte: Portal Saúde Debate. 

Nota de Pesar pelo falecimento do Professor Doutor Hélio Germiniani

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná manifesta pesar pelo falecimento do Professor Doutor Hélio Germiniani ocorrido nesta terça-feira (31) no Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba. Ele tinha 88 anos de idade e 63 de formação médica.

O Dr. Hélio Germiniani era um dos principais cardiologistas no país. Foi presidente da Sociedade Paranaense de Cardiologia e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Foi membro-fundador e presidente da Academia Paranaense de Medicina, conselheiro e vice-presidente do Conselho de Medicina do Paraná, membro-fundador da Sociedade de Terapia Intensiva do Paraná (Sotipa) e membro da Comissão Científica da Associação Médica do Paraná, dentre outras inúmeras funções.

O corpo do Professor Hélio será velado das 12 às 16h desta quarta-feira (1°) na capela do Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba, onde será sepultado.

O Simepar se solidariza com seus familiares, amigos, colegas e alunos nesse momento de tristeza.

Com informações do CRM-PR.

Começa o Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), estão iniciando a campanha nacional Setembro Amarelo: “É Preciso Agir”. A iniciativa, trazida para o Brasil em 2014 – que tem como data símbolo o dia 10, o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio – visa a conscientização, a desmistificação e prevenção do suicídio. Dessa forma, é preciso agir o quanto antes para diminuir os números
de casos em todo país.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo. Já ao que se refere às tentativas, uma pessoa atenta contra a própria vida a cada três segundos. Em termos de numéricos, calcula-se que aproximadamente um milhão de casos de óbitos por suicídio são registrados por ano em todo o mundo.

No Brasil, os casos passam de 12 mil, mas sabe-se que esse número é bem maior devido à subnotificação, que ainda é uma realidade. Desse total, cerca de 96,8% estão relacionados a transtornos mentais, como por exemplo, depressão e transtorno bipolar. Esse cenário preocupante serve de alerta para que a saúde mental seja um tema importante para a saúde pública.

Ao longo de todo o mês a ABP desenvolverá uma série de ações voltadas para o tema. Eventos online, palestras, iluminação em amarelo de espaços públicos e monumentos e presença nas mídias sociais terão como objetivo fomentar a ação efetiva para a prevenção de doenças mentais e ajudar na desmistificação do tema. Combater o estigma é salvar
vidas e auxiliar a sociedade a compreender e identificar casos é a principal forma de ajudar os profissionais da área de saúde, familiares e amigos, principalmente no que se refere à busca por tratamento e instrução da população.

A relação com doenças mentais

Estudos apontam que quase a totalidade dos óbitos por suicídio estão associados a um transtorno psiquiátrico que não foi tratado adequadamente ou sequer identificado e acompanhado. Por isso, a campanha Setembro Amarelo® busca conscientizar a população sobre a importância da identificação e tratamento corretos das doenças mentais, visando contribuir para a redução desses números alarmantes.

É preciso, portanto, falar sobre suicídio de maneira responsável e com base em informações corretas. Desta forma, ABP e o CFM lançaram duas cartilhas com orientações sobre o tema: “Comportamento suicida: conhecer para prevenir”, um manual dirigido a Rua Buenos Aires, 48 – 3º andar – Condomínio Golden Corporate – Centro – Rio de Janeiro – RJ – 20070-022.

É possível prevenir e salvar vidas!

Algumas medidas eficazes para a prevenção já são evidenciadas em pesquisas internacionais, como o treinamento de médicos para identificar e encaminhar corretamente episódios de depressão, a restrição ao acesso e o tratamento/acompanhamento de paciente após alta hospitalar de internação ou atendimento em posto de saúde devido a tentativa de suicídio.

Para mais informações sobre a campanha Setembro Amarelo, acesse o site oficial: www.setembroamarelo.com e saiba como participar!

Secretário de Saúde anuncia R$ 50 milhões para a retomada das cirurgias eletivas no Paraná em 2022

O Governo do Estado vai aportar R$ 50 milhões em 2022 para os procedimentos cirúrgicos eletivos. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (30) pelo secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, em reunião com a participação do vice-governador Darci Piana, diretores das 22 Regionais de Saúde e equipes técnicas, além de gestores e representantes municipais no evento “Saúde em frente”.

“Queremos dar visibilidade para aquilo que inevitavelmente precisou ficar em segundo plano neste um ano e meio de pandemia”, disse o secretário. “Estamos pensando no futuro, nesta retomada de ações direcionadas no âmbito da Saúde, para que todos os paranaenses possam ser atendidos da melhor maneira possível”.

O evento promovido pela Secretaria serviu para alinhar as expectativas em todas as áreas da pasta, além de traçar os novos desafios da saúde pública no Paraná, que incluem a retomada de procedimentos cirúrgicos eletivos, que por diversas vezes precisaram ser suspensos para utilização de leitos e contenção de medicamentos do kit de intubação para casos confirmados da Covid-19.

O montante que será direcionado pelo Estado a esses serviços é quatro vezes maior do que o repasse do Ministério da Saúde em 2019, no valor de R$ 12 milhões. A Sesa aguarda ainda a confirmação do valor que será enviado pelo governo federal para o próximo ano.

O vice-governador Darci Piana destacou as importantes ações desencadeadas pela secretaria para o enfrentamento da pandemia e a projeção para o futuro da saúde dos paranaenses.

“A Secretaria tem desenvolvido um trabalho sério e responsável, e graças a isso conseguimos superar os desafios causados pela pandemia”, afirmou. “Neste momento é de extrema importância que se pense na retomada para conseguirmos manter essa estrutura que foi organizada dentro da Sesa e do Governo do Estado, superando as dificuldades e fazendo com que a saúde continue crescendo e evoluindo”.

AÇÕES – Durante o evento, as principais áreas da Sesa apresentaram as propostas de ações voltadas para o pós-pandemia, dentre elas no setor de obras, com um total de 645 projetos, sendo 495 obras em execução e 150 concluídas. O valor do investimento chega a R$ 434.973.486,76 para obras de construção, reforma, ampliação em unidades básicas de saúde, hospitais filantrópicos, hospitais próprios do Estado, além da parceria com os consórcios.

Também foram abordadas as ações voltadas para a saúde mental, o olhar assistencial para a saúde do idoso e a expansão do Projeto PlanificaSUS para as 22 Regionais de Saúde, além do fortalecimento da Atenção Primária e da retomada do Planejamento Regional Integrado (PRI), com a política de descentralização de serviços de saúde.

Somente para atendimento à saúde mental, a Secretaria de Estado da Saúde prepara a construção de mais um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), duas habilitações de Caps, 60 equipes multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental e 50 leitos para atendimento em hospitais gerais.

PARTICIPAÇÕES – Estiveram presentes também o secretário municipal de Saúde de Mangueirinha e presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), Ivoliciano Leonarchik; a secretária municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak; o prefeito de Campina Grande do Sul e vice-presidente do Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná (Comesp), Bihl Zanetti; e o prefeito de Marilândia do Sul e presidente da Associação dos Consórcios e Associações Intermunicipais de Saúde do Paraná (Acispar), Aquiles Takeda Filho.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

Curitiba inicia dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para idosos

Curitiba antecipa a aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 para idosos de maior vulnerabilidade. Começam a receber o reforço ainda nesta segunda-feira (30/8) os idosos de 60 anos ou mais das instituições de longa permanência. A partir desta terça-feira (31/8) a vacinação será levada às casas de idosos acamados acima de 70 anos.

A medida prevê reforçar a proteção das pessoas mais vulneráveis às complicações da doença diante do aumento de circulação das variantes P1 e Delta do coronavírus, que têm se espalhado intensamente em todo o país.

Nas instituições de longa permanência, a estimativa da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) é de vacinar cerca de 3 mil idosos. Funcionários das instituições não receberão a dose de reforço.

A ampliação da faixa etária dos idosos das instituições para 60 anos ou mais se baseou em critérios de maior risco, pelo convívio coletivo e por entender que asilados, mesmo abaixo de 70 anos – idade definida pelo Ministério da Saúde – possuem outros comprometimentos de saúde.

Critérios epidemiológicos

A decisão da antecipação da dose de reforço foi tomada pelo Comitê de Técnica e Ética Médica em reunião extraordinária na última sexta-feira (27/8), após análises de dados epidemiológicos atualizados.
Um levantamento do Centro de Epidemiologia da SMS demonstrou aumento no número de casos, internamentos e óbitos de pessoas idosas a partir da primeira semana de agosto.

Ao comparar o pico de óbitos entre adultos no mês de março (de 21 a 27/3) e junho (de 30/5 a 5/6) o resultado foi um crescimento de 21%. No entanto, houve uma redução de mortes de 48% entre os idosos no mesmo período, o que comprova que a vacina foi eficiente para segurar o avanço da doença nesse grupo.

Porém, ao olhar mais para frente, na primeira semana epidemiológica de agosto (de 1 a 7/8) os dados alertam para a reversão na curva de casos, internamentos e óbitos na população idosa, que estava em queda e voltou a subir. Entre as semanas epidemiológicas de 25 a 31/7 e de 8 a 14/8 houve um aumento de 10 pontos percentuais tanto na taxa de internamento quanto na taxa de óbito de pessoas acima de 60 anos.

“Esta mudança de trajetória associada às novas evidências científicas, que indicam uma diminuição da resposta imune dos idosos em aproximadamente seis meses após a segunda dose das vacinas, acendeu o nosso sinal de alerta e nos levou a essa decisão”, explica a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Após a publicação desses estudos que apontam redução da resposta imunológica principalmente em pessoas mais idosas, o Ministério da Saúde liberou a aplicação da dose de reforço em pessoas acima de 70 anos.

“A redução da resposta imunológica acontece devido ao que chamamos de imunossenescência, que é o envelhecimento do sistema imunológico. Considerando o fato, temos que ter estratégias diferentes para esse público”, esclarece o diretor do Centro de Epidemiologia, Alcides Oliveira.

Em Curitiba, 90% das pessoas com mais de 90 anos já completaram a imunização há mais de cinco meses. Entre os idosos de 85 a 89 anos, o percentual é 77%. Na faixa de 70 a 79 anos é de 94%.

A aplicação da dose de reforço seguirá a recomendação do Ministério da Saúde. A dose adicional deverá ser, preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer/Wyeth) ou, de maneira alternativa, vacina de vetor viral (Janssen ou Astrazeneca).

A ampliação da estratégia de reforço para demais grupos de idosos depende de chegada de remessas de imunizantes.

Primeira dose

A antecipação não irá interferir no avanço da imunização dos demais. A SMS seguirá com o cronograma de aplicação da primeira dose da vacina anticovid até atingir toda a população acima de 18 anos completos, conforme prevê o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Mais de 77 mil pessoas sofrem com sequelas da Covid-19 no Paraná

Depois de um ano e meio de pandemia do coronavírus, período no qual os sistemas de saúde por todo o mundo sobreviveram sob intenso estresse enquanto a ciência buscava (e ainda busca) vacinas e possíveis tratamentos para a doença pandêmica, uma luz finalmente parece surgir no túnel da crise sanitária, na medida em que a vacinação avança e o número de pacientes internados e de casos novos de Covid-19 diminui.

O possível fim dessa fase mais aguda da pandemia, no entanto, não representa e não representará o fim dos problemas sanitários. Isso porque, assim como acontece num conflito belicoso, a guerra contra a Covid-19 está deixando uma legião de sequelados, que demandam uma atenção especial do sistema de saúde. E em Curitiba, uma rede de atendimento já vem sendo montada e estruturada, desde o ano passado, para lidar com essa nova demanda.

Até aqui, não se sabe ao certo a quantidade de pessoas que sofrem ou sofrerão com a chamada pós-covid. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, já apontou que cerca de 10% dos infectados pelo coronavírus (e mesmo pessoas que tiveram quadros assintomáticos) sofreriam com algum sintoma persistente da doença 12 semanas após a infecção, sendo os mais comuns fadiga crônica, dificuldade cognitiva, persistência de dores no corpo e sequelas psicológicas (como transtorno do estresse pós-traumático).

Mais recentemente, uma pesquisa feita pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) trouxe outros dados aterradores: entre os pacientes que necessitaram de hospitalização, cerca de 70% apresentam algum tipo de sequela um ano depois de terem recebido alta hospitalar. No Paraná, onde 110.838 pessoas haviam sido hospitalizadas por Covid-19 até a última sexta-feira, isso representaria um contingente de aproximadamente 77.500 pessoas com sequelas que persistem um ano após a infecção, afetando seus sistemas nervoso, central, respiratório e/ou cardiovascular, o que demandaria atenção especializada e, não raro, multidisciplinar para sua recuperação.

Da gameterapia a planos terapêuticos

R.F., de 53 anos, teve 25% do pulmão comprometido e enfrenta dificuldade na retomada do ritmo de exercícios de antes. Ele, então, foi a um hospital do Governo Federal vinculado à Rede Ebserh/MEC e, por meio de jogos de videogame que captam movimentos do corpo, encontrou atividades especializadas para recuperar o condicionamento físico.

Essa prática terapêutica, chamada de gameterapia, atua em conjunto com exercícios aeróbicos e de resistência e, dependendo da necessidade do paciente, jogos de diversas modalidades (como tênis, boxe ou boliche) são inseridos na rotina. R.F., por exemplo, intercala o videogame com atividades na bicicleta ergométrica e treinos com halteres e faixas elásticas. “O atendimento é muito bom, me sinto melhor a cada sessão”, afirma.

Outros procedimentos terapêuticos, porém, também podem ser adotados. Foi o que aconteceu com o motoboy F.J.L., de 38 anos, que ficou 29 dias internado (e 17 intubado) após ser diagnosticado com Covid-19. Após receber alta, continuava fraco, sem forças para realizar atividades diárias, e foi encaminhado para um programa de reabilitação pulmonar pós-Covid, com oito semanas de duração e atividades três vezes por semana, sendo duas no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e uma em casa, com orientação do fisioterapeuta responsável. O HUB também oferece suporte de oxigênio por cateter nasal para quem ainda depende do oxigênio durante a realização das atividades.

Atendimento multiprofissional é o padrão

Em Curitiba, o Hospital Universitário Cajuru é um dos estabelecimentos de saúde que está atendendo, pelo SUS, pacientes com sequelas da Covid-19. Esse atendimento acontece no ambulatório pós-Covid, localizado no bairro Rebouças, onde os pacientes passam por um exame amplo, para avaliar todas as possíveis sequelas e orientar os tratamentos e terapias adequadas para cada caso, individualmente.

“O paciente passa pela pneumologia e a clínica médica, a fisioterapia faz avaliação funcional, respiratória, a psicologia faz triagem de depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, e ele ainda passa pela neuro-psicologia, para fazer testes de função cognitiva, e solicitamos o retorno em três meses”, explica Cristina Baena, pesquisadora do ambulatório.

“É a menor parte, felizmente, que evolui com sequelas, mas em torno de 30 a 40% dos pacientes de ambulatório vão precisar de tratamento especializado”, destaca. Ela aponta ainda que boa parte dos pacientes que chegam ao ambulatório são jovens.

ATENDIMENTO PÓS-COVID EM CURITIBA

HOSPITAL DE CLÍNICAS (HC)

Atualmente o HC-UFPR atende em ambulatórios os pacientes com quadros pós-Covid que foram tratados pelo próprio hospital, recebendo cerca de 80 pessoas por dia, mas já está implementando um Centro Multidisciplinar de tratamento, com investimento de R$ 1 milhão. O espaço contará com médicos de várias especialidades, assim como enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos. As atividades se basearão em três pilares: atendimento às sequelas causadas pela Covid; sequelas decorrentes do próprio tratamento, como perda de massa muscular, úlceras de pressão, disfagia e disfonia; e sequelas emocionais.

HOSPITAL CAJURU

O Hospital Universitário Cajuru, em parceria com a PUCPR, montou ainda em novembro do ano passado um ambulatório especializado em tratamento pós-Covid, que oferece atendimento especializado em pneumologia, fisioterapia respiratória e funcional, psicologia, neuropsicologia e cardiologia. O serviço é oferecido às quintas-feiras no ambulatório do Cajuru e recebe entre seis e oito pessoas por semana. O encaminhamento e agendamento da consulta é feito por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou por hospitais do SUS, após a alta do paciente que enfrentou a doença pandêmica.

UTP

Para atender a comunidade, a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) criou há alguns meses o Centro Integrado de Reabilitação Pós-Covid. Com participação de equipes das clínicas de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Nutrição, Biomedicina e Enfermagem, os atendimentos são realizados pelos alunos dos cursos de graduação e pós-graduação da Tuiuti, sempre com a supervisão dos professores e responsáveis técnicos pelas respectivas clínicas.

UNIBRASIL

Desde março deste ano o curso de fisioterapia da UniBrasil atende pessoas com sequelas respiratórias, cardíacas, neurológicas ou motoras após contraírem o coronavírus. O atendimento é feito por acadêmicos do sétimo e oitavo período, sob orientação de professores. As consultas, que também acontecem de forma online, visam uma avaliação completa do quadro do paciente, para em seguida se definir todo o tratamento que será realizado. A cada dia, cerca de oito pessoas são atendidas (sem contar as sessões remotas).

PILAR HOSPITAL

Ao completar 57 anos no final de julho, a instituição, que atendeu mais de 900 pacientes acometidos pela Covid-19 desde o início da pandemia, anunciou a criação de um Centro de Cuidados Pós-Covid, que auxiliará os pacientes com sequelas como redução de força e resistência muscular, disfunção respiratória e comprometimento da mobilidade. O Centro de Cuidados fica ao lado do próprio hospital e realiza atendimentos em caráter particular ou via convênio.

PELO PARANÁ…
UNIVERSIDADES ESTADUAIS/HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS

Em outras regiões do estado, os hospitais universitários em Cascavel (no oeste paranaense), em Londrina (região norte) e em Ponta Grossa (nos Campos Gerais) atuam na reabilitação de pacientes com sintomas pós-Covid. Além disso, a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) possui um projeto em parceria com a Prefeitura de Guarapuava, e o Hospital Regional de Maringá está firmando um convênio com a Câmara de Vereadores para implantar um centro de reabilitação pós-Covid.

Matéria do Portal Bem Paraná.

A Covid-19 volta a crescer e o Paraná apresenta a maior taxa de transmissão do País

A taxa de transmissão da Covid-19 do Paraná está em 1,12, a maior do País, segundo o sistema Loft.Science, o que indica uma contaminação acelerada. Depois de chegar a 0,87 em 15 de agosto, a taxa vem crescendo.

De acordo com o sistema, a menor taxa de transmissão no Estado em 2021 foi registrada em 11 de julho, 0,68, e a mais alta em 11 de março, 1,58. Segundo o levantamento, o segundo estado com maior índice de transmissão é o Rio de Janeiro, 1,05, e o terceiro, Goiás, 1,04. A taxa paranaense também está acima da média nacional: 0,98.

O sistema Loft.Science calcula o Rt médio de todos os estados e do País a partir de um algoritmo desenvolvido pela empresa. Os números foram atualizados na quarta (25). O indicador tem como objetivo estimar o nível de contágio pelo vírus em um território durante a pandemia. A contaminação está acelerada se a taxa está acima de 1, estável se é igual a 1 ou em queda se está menor que 1 – o único caso em que a situação epidêmica demonstra melhora. Quanto menor o Rt, menores são as chances de contaminação pelo vírus.

Boletim atualizado

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (26) mais 2.519 casos confirmados e 103 mortes — referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas — em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.443.521 casos confirmados e 37.062 mortos em decorrência da doença.

A Sesa informa a morte de mais 103 pacientes. São 44 mulheres e 59 homens, com idades que variam de 9 a 95 anos. Os óbitos ocorreram entre 25 de agosto de 2020 a 26 de agosto de 2021.

Fonte: Portal Bem Paraná.

Fiocruz aponta que número de mortes por Covid-19 no Brasil em 2020 foi 18,2% maior que o registrado

Uma pesquisa inédita da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o número de mortes por Covid-19 no Brasil em 2020 foi 18,2% maior do que o registrado. A análise indicou que foram 230.452 óbitos pela doença no ano passado e não 194.949.

Os resultados do estudo, financiado pelo Programa Fiocruz de Fomento à Inovação (Inova Fiocruz), serão publicados no painel Monitora Covid-19 da Fiocruz.

Coordenador do estudo, Cristiano Boccolini explica que os dados divulgados anteriormente pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde não estavam errados e que a discrepância nos números se deve tanto à demora no registro de óbitos quanto à reclassificação das causas de morte, decorrente da investigação nas esferas municipal, estadual e federal.

Da mesma forma, o pesquisador destaca que o Consórcio de Veículos de Imprensa cumpriu um papel fundamental no monitoramento dos números de casos e mortes de Covid-19, trabalhando com as melhores fontes de dados disponíveis no momento.

“Àquela altura, aquele era o cenário. Porém, com o passar do tempo, após a liberação de óbitos ‘represados’ nos municípios e a reclassificação das causas de morte, precisamos revisar os dados registrados para obter uma análise mais precisa do que ocorreu no passado. Os dados com que estamos trabalhando estão acessíveis desde de maio deste ano e não poderiam ter sido consultados antes”, afirma Boccolini, que é pesquisador em Saúde Pública do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

O pesquisador ainda ressalta que o SIM é um dos melhores sistemas de informação do mundo. “Além de ter uma cobertura quase universal das mortes que acontecem em território nacional, é bastante seguro, pois tem uma série de processos e etapas de controle de qualidade. Porém, por natureza, tem um longo tempo de processamento. Em média são 27 dias entre a data do óbito e sua consolidação no sistema nacional, e essa demora pode chegar a 190 dias. Por isso, só conseguimos ter um cenário completo de 2020 agora em 2021. Estamos olhando para esse cenário com atenção e encontrando informações muito importantes. Esperamos que as conclusões possam contribuir com políticas públicas para o enfrentamento da pandemia”, conclui.

Mortes por tipo de ocupação

Um dado que chama atenção é a distribuição das mortes por tipo de ocupação. Dentre as declarações de óbito que registram essa informação, médicos somam apenas 2% do total de mortes por Covid-19 em 2020. As ocupações com maior número de mortes foram dos setores de produção de bens e serviços industriais (22%), comércio (19%) e agropecuário, que inclui atividades florestais e pesca (18%). Dentre os profissionais de saúde, 44% eram médicos, 27% enfermeiros, 13% dentistas, 8% farmacêuticos, 5% fisioterapeutas, 3% veterinários, 2% nutricionistas.

Boccolini informa que esses números podem ser ainda mais altos, uma vez que 58,7% das declarações de óbito não registraram o tipo de ocupação.

“Percebemos que as categorias profissionais mais afetadas são os chamados serviços essenciais, trabalhadores que não podem parar, aderir ao home office e manter o isolamento social, o que escancara o peso das desigualdades sociais no cenário da Covid-19”, aponta.

Crianças

Em 2020, ocorreram 1.207 óbitos de brasileiros menores de 18 anos por Covid-19. Quase metade (45%) tinha até 2 anos de idade; um terço até 1 ano e 9% eram recém-nascidos (110 bebês com menos de 28 dias de vida).

“Crianças e adolescentes, que têm melhor prognóstico quando contaminados, mas não estão imunes. Transmitem, podem adoecer gravemente e até morrer em decorrência da doença.O aumento da cobertura vacinal de adultos tem que avançar mais rapidamente e gestantes e lactantes devem ser prioridade. Contudo, para conter a circulação do vírus e proteger nossas crianças, o uso de máscaras e o distanciamento social devem continuar mesmo após a vacinação”, alerta o pesquisador.

Idosos

Um dos achados da pesquisa mostra que três em cada quatro óbitos por Covid-19 aconteceram em pessoas com mais de 60 anos de idade (175.471 idosos). Nesse grupo, a faixa etária mais afetada foi a de 70 a 79 anos, que concentra 33% dos óbitos de idosos por Covid-19 em 2020. O estudo aponta que, do total de idosos mortos pela Covid-19 no ano passado, 29% tinham entre 60 e 69 anos; 27% de 80 a 89 anos; e 11% mais de 90 anos.

As informações são da Fiocruz.

Simepar reverte multa de ação trabalhista para o combate à Covid no HC-UFPR

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) destinou recursos de multa em ação trabalhista para a Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas da UFPR, contribuindo com o combate à Covid-19 no HC-UFPR.

A ação trabalhista que gerou a multa foi movida pelo Simepar contra o Município de Campina Grande de Sul, que contratava médicos e médicas de forma terceirizada. O Juiz José Roberto Gomes Junior, da 13ª Vara do Trabalho de Curitiba, determinou o fim da terceirização dos profissionais médicos, além do pagamento de multa pelo Município.

O Simepar e o Município de Campina Grande do Sul firmaram um acordo em que ficou decidido a reversão da multa em ações sociais, entre elas a Associação dos Amigos do HC.

Segundo prestação de contas fornecida pela Associação, o recurso de R$ 50 mil foi usado para compor o pagamento de respiradores usados pelos pacientes graves da Covid-19 atendidos pelo Hospital. A Associação dos Amigos do HC contabilizou os valores no âmbito da campanha “A Luta Ainda Não Acabou – Combate à Pandemia do Covid-19.”

Outros projetos e entidades beneficentes serão beneficiados pelos recursos de multas resultantes de ação do Simepar. Entre eles a Liga Paranaense de Combate ao Câncer; Lar Infantil Sol Amigo; Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro; Associação Espírita Beneficente Caminheiros do Bem; Associação de Atendimento e Apoio ao Autista – AAMPARA; Associação Padre João Roberto Ceconello; e a Casa de Acolhimento Anjo da Guarda, de Campina Grande do Sul.

Segundo o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, as entidades e projetos foram selecionados por mérito e beneficência social. Também foram consideradas necessidades dos médicos e médicas afetados direta e indiretamente pela Covid-19.

Também estão sendo desenvolvidos projetos voltados aos médicos e médicas, contemplando auxílio financeiro, atendimento psiquiátrico e ações de capacitação, com cursos gratuitos.

Mais informações sobre os projetos voltados aos médicos e médicas serão publicadas em breve. Fique atento/a ao site e às redes sociais do Simepar.

Médica denuncia agressão de paciente e omissão da Fundação de Saúde de Paranaguá

Uma médica que trabalha para a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP) está denunciando uma agressão física que sofreu de um paciente durante atendimento na Ilha dos Valadares, em Paranaguá, Litoral do Paraná. Ela também denuncia a omissão da FASP que a pressionou a continuar trabalhando mesmo após a agressão, apesar da médica alegar não tem condições físicas ou psicológicas para prosseguir no atendimento.

O caso relatado ocorreu nesta terça-feira (10). O paciente que buscou atendimento agrediu a médica sem motivo aparente e poderia ter causado lesões mais graves, pondo em risco a vida da profissional, se não fosse pela intervenção de uma técnica em enfermagem.

Após a agressão, os dirigentes da Fundação se recusaram a substituir a médica, mesmo após ela alegar que não tinha condições de continuar trabalhando. Mesmo abalada, ela terminou o plantão e, somente então, procurou atendimento para si própria em uma clínica particular.

A médica que sofreu a agressão era a única atuando em pronto atendimento na Ilha dos Valadares, que concentra a maior aglomeração populacional de Paranaguá com mais de 30 mil habitantes. A maioria deles, usuários do SUS.

Para o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), o caso revela a sobrecarga de trabalho e os riscos a que os médicos que atendem na linha de frente estão expostos diariamente. O fato da médica ter sido pressionada a se manter no plantão, mesmo após uma pesada agressão, retrata a precarização do SUS como um todo e deve ser revertida. Pelo bem da saúde e dos profissionais.

É obrigação dos empregadores garantir a segurança e a integridade física dos profissionais.

Publicamos a seguir a cópia da denúncia encaminhada a este Sindicato e ao Conselho Regional de Medicina. A identidade dos envolvidos foi suprimida para evitar represálias ou constrangimentos.