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UPAs de Curitiba retomam o uso de baias em que Médicos/as trabalham em pé

A Prefeitura de Curitiba retomou o uso de biombos (baias) como consultórios em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba. Esses espaços são utilizados para consultas médicas, mas não oferecem privacidade, segurança e muito menos a ergonomia necessária para o trabalho dos profissionais da Medicina no atendimento à população.

As baias não têm nenhum tipo de isolamento acústico, inviabilizando o sigilo médico. Não há mesa nem cadeira para que o/a médico/a possa sentar e realizar seu trabalho de registrar o atendimento e gerar uma receita. As unidades não têm sequer uma porta, mas somente cortinas.

Esse modelo de “consultório” está funcionando nas UPAs do Boqueirão, Pinheirinho e Fazendinha. Relatos dos profissionais apontam que o mesmo formato deve ser implantado na UPA do Cajurú e, talvez, em outras Unidades.

As baias como “consultórios” não são novidade nas UPAs de Curitiba. Em 2021, durante a pandemia da Covid-19, a Prefeitura ensaiou a primeira investida nesse modelo. Naquela ocasião, o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) enviou uma notícia de fato para o Ministério Público do Trabalho (MPT). O MPT acionou a Prefeitura de Curitiba que se comprometeu a parar de usar esse formato de “consultório”. Agora, as baias estão de volta.

Para o Dr. Alceu Pacheco Neto, Diretor do Simepar, esse formato de “consultório” prejudica a qualidade do atendimento médico e até a saúde dos profissionais. “Não há condições de cumprir plantões de 12 horas de pé, sem o mínimo de ergonomia e conforto. Esse formato também prejudica o atendimento, pois não há nenhuma privacidade para que se estabeleça a relação médico-paciente.” Completou o Dr. Alceu.

O Simepar levará o assunto para a comissão de negociação que o Sindicato mantém com a Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS). Caso a situação não seja resolvida, outras medidas devem ser tomadas para que as Médicas e Médicos tenham condições adequadas de trabalho.

CRM-PR emite Resolução reafirmando a autonomia dos/as Médicos/as sobre a duração das consultas

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) emitiu, nesta quarta-feira, uma Resolução (N.º 251/2025) reafirmando a autonomia dos profissionais da Medicina sobre a duração das consultas médicas. O documento chega em um momento crítico em que uma das principais queixas de Médicas e Médicos é relacionada a pressões e assédio para que os profissionais atendam mais pacientes em menos tempo para garantir a “produtividade” das Unidades de Saúde.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), Dr. Marlus Volney de Morais, a determinação resolve uma demanda antiga e preocupante, já que o foco nunca pode ser na questão quantitativa do atendimento, mas sim na qualitativa.

“Muito se fala em tempo de atendimento, que é algo que o Simepar condena. Não podemos exigir que o médico cumpra uma produtividade em um determinado período sem pensar na qualificação dos pacientes. Um paciente idoso, por exemplo, exige mais tempo de atendimento, assim como pacientes pediátricos. Se é uma primeira consulta, o médico nunca viu aquele paciente, então ele precisa de mais tempo de conversa para entender quem é o paciente e qual é a queixa dele. Não é simplesmente ouvir a queixa e prescrever um remédio. Longe disso. E a resolução, sabiamente, deixa essa autonomia com o médico e seu julgamento profissional”, declara.

Os artigos 1º e 2º da Resolução N.º 251/2025 do CRM-PR são claros quanto a esses pontos levantados pelo presidente do Simepar:

“Art. 1º Não cabe fixação de tempo mínimo ou máximo para consultas médicas, independentemente do ambiente (ambulatório, urgência ou saúde suplementar).”

“Art. 2º O tempo de cada atendimento deverá ser determinado pelo julgamento clínico do médico, considerando a complexidade do caso, os recursos disponíveis e os princípios da ética médica.”

O texto ainda reforça que a qualidade do atendimento deve prevalecer sobre metas quantitativas:

“Art. 7º A qualidade do atendimento deverá prevalecer sobre as metas quantitativas, e qualquer imposição que restrinja a autonomia médica ou comprometa o atendimento ao paciente deverá ser formalmente denunciada aos Conselhos Regionais de Medicina.”

É importante destacar, ainda, que a Resolução determina que o descumprimento desses princípios configurará infração ética:

“Art. 5º Qualquer imposição de metas de produtividade com base em número fixo de atendimentos ou em tempo padronizado, desconsiderando o juízo clínico, configurará infração ética e será formalmente rechaçada pelos médicos e comunicada aos Conselhos Regionais de Medicina quando necessário.”

Além dos trechos transcritos, a Resolução é composta por sólida fundamentação e por uma vasta gama de referências que trazem resoluções do Conselho Federal de Medicina, citações e pareceres de Conselhos de Medicina de outros estados, referências da Legislação Trabalhista (CLT) e até da Constituição Federal. Há ainda a citação de recomendações da Organização Mundial da Saúde.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) considera que a Resolução deverá contribuir de maneira significativa para a melhoria das condições de trabalho de Médicas e Médicos em todo o Paraná e, principalmente, a qualidade dos atendimentos de Saúde prestados à população. Essa foi uma das demandas que o Simepar levou ao CRM para debate nas reuniões sobre as pautas trabalhistas/sindicais dos/as Médicos/as que as duas entidades têm realizado regularmente.

“A Resolução do CRM é um passo fundamental para que cessem as pressões e assédios sobre os profissionais da Medicina”, completa Dr. Marlus Volney de Morais, presidente do Simepar.

Leia aqui a íntegra da Resolução N.º 251/2025 do Conselho Regional de Medicina do Paraná.

Em caso de denúncias, os médicos e médicas paranaenses podem utilizar os canais de atendimento do Simepar – https://simepar.org.br/denuncia/ – ou do CRMP-R, por meio da Comissão de Prevenção à Violência contra o Médico do CRM-PR – https://www.crmpr.org.br/Denuncia-de-violencia-contra-o-medico-24-59333.shtml

Brasil intensifica vacinação em áreas de fronteira para conter avanço do sarampo

Diante do aumento expressivo dos casos de sarampo nas Américas, o Ministério da Saúde começou a intensificar a vacinação em cidades brasileiras localizadas na fronteira com países vizinhos, como a Bolívia, que atualmente enfrenta um surto da doença. Como parte dessa estratégia, o Acre é o primeiro estado a realizar o Dia D de vacinação, nesta terça-feira (15), com o objetivo de prevenir a reintrodução do sarampo no Brasil.

Dos 22 municípios acreanos, sete fazem fronteira com a Bolívia: Acrelândia, Assis Brasil, Brasileia, Capixaba, Epitaciolândia, Plácido de Castro e Xapuri. A vacinação contra o sarampo está ativa em todo o país, com todos os estados abastecidos com a vacina tríplice viral. Somente em 2025, mais de 12 milhões de doses já foram distribuídas, e 2,4 milhões aplicadas até o momento.

A mobilização no Acre conta com o apoio das gestões estadual e municipais e é conduzida por três frentes principais. A primeira é a intensificação da vacinação com a tríplice viral, a vacinação de pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto, o reforço entre adolescentes e jovens, e a atualização vacinal de brasileiros que estudam na Bolívia e retornam ao Brasil durante as férias.

A segunda estratégia consiste na aplicação de uma dose extra da vacina dupla viral, destinada a crianças de 6 a 11 meses e 29 dias de idade. Essa medida oferece proteção precoce e temporária em locais com grande circulação de pessoas, como as cidades de fronteira. A dose adicional não substitui as vacinas de rotina aplicadas aos 12 e 15 meses, conforme define o calendário de vacinação infantil.

Além da vacinação, o Ministério da Saúde e o estado promovem seminários sobre sarampo focados na prevenção e na resposta rápida a casos. Realizados nesta terça e quarta-feira (15 e 16 de julho) em Rio Branco e Brasiléia, os eventos reúnem profissionais de saúde, autoridades locais e representantes da pasta para capacitar a rede local no manejo clínico de casos suspeitos, vacinação, vigilância nas fronteiras e diagnósticos laboratoriais. Também discutem ações integradas com a Bolívia e o uso de tecnologias para a detecção precoce de casos e rumores.

Além do Acre, a intensificação da vacinação foi recomendada para municípios de outros estados fronteiriços, que terão um Dia D de vacinação contra a doença em 26 de julho: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Brasil livre do sarampo

Em 2024, o Brasil recebeu a recertificação de país livre do sarampo, resultado do fortalecimento da vigilância e da retomada da vacinação. Em 2016, o país já havia alcançado esse status; no entanto, em 2018, as baixas coberturas vacinais permitiram a reintrodução do vírus no país. No último ano, a cobertura da vacina tríplice viral ultrapassou a meta nacional de 95%.

Para reverter a queda na cobertura, o Ministério da Saúde investiu na vacinação nas fronteiras e em locais de difícil acesso, além da busca ativa de casos suspeitos, realização do Dia S de mobilização para detecção de casos suspeitos de sarampo, oficinas de resposta rápida frente a esses casos e webinários sobre manejo clínico do sarampo.

Em 2025, como apoio à contenção do surto na Bolívia, o Ministério da Saúde disponibilizou 600 mil doses da vacina contra o sarampo para doação. As vacinas oferecem proteção contra o sarampo, reforçando o compromisso do país com a cooperação internacional em saúde e o enfrentamento das doenças imunopreveníveis na região.

Cenário epidemiológico

Neste ano, o Brasil teve cinco casos isolados registrados, nos estados do Rio de Janeiro (2), São Paulo (1), Rio Grande do Sul (1) e no Distrito Federal (1). Esses casos, por serem importados e isolados, não comprometem a recertificação. A vacinação é segura e eficaz contra o sarampo. Aderir é a principal forma de evitar a reintrodução do vírus no país.

Até 5 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 108 mil casos confirmados de sarampo no mundo. Na região das Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) confirmou 7.132 casos, com 13 mortes. Os números incluem 34 na Argentina, 34 em Belize, 60 na Bolívia, 5 casos isolados no Brasil, 3.170 no Canadá (com um óbito), 1 na Costa Rica, 1.227 nos Estados Unidos (com três mortes), 2.597 no México (com nove mortes) e 4 no Peru.

As informações são do Ministério da Saúde.

Com vacinação em alta, casos graves e internações por síndromes gripais diminuem no Paraná

O Paraná já aplicou 3,4 milhões de doses da vacina contra a gripe em 2025. Entre os grupos prioritários, 51,67% das gestantes, crianças e idosos foram imunizados. Com esse índice, o Estado ocupa o segundo lugar no ranking nacional de cobertura vacinal, ficando atrás apenas do Piauí, que registra 54,47%. A alta adesão à vacinação já apresenta reflexos positivos: os casos, óbitos e internações por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) começaram a apresentar queda em todo o Paraná.

Na comparação entre as semanas epidemiológicas nº 28 dos anos de 2023, 2024 e 2025 (que compreende os dados entre os dias 6 e 12 de julho) observa-se uma redução expressiva na curva de casos confirmados de SRAG. Em 2023 foram registrados 550 casos; em 2024, o número subiu para 581; em 2025, caiu para 293, numa redução de quase 50% em relação ao ano anterior.

Entre as 924 amostras processadas na última semana pelo Laboratório Central do Estado (Lacen/PR), a Influenza A segue em queda, passando de 21,24% do total de confirmações na semana anterior para 18,38% na atual. O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) manteve-se praticamente estável, com leve variação de 28,16% para 28,13%. Já o Rinovírus apresentou crescimento, passando de 18% para 20,03%.

Segundo dados da Central de Acesso à Regulação do Paraná (Care/PR), da Secretaria da Saúde, a taxa de ocupação hospitalar também indica tendência de estabilidade. Atualmente, os leitos de enfermaria adulto estão com 55% de ocupação, enquanto os de enfermaria pediátrica registram 36,5%. Já os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) apresentam ocupação de 89% para adultos e 78% pediátrica. Do total de leitos ocupados, apenas 5% são referentes a casos de SRAG.

“Os números indicam que talvez já tenhamos passado o pior momento, pelo pico dessas síndromes gripais deste ano e, somado a isso, temos uma campanha de vacinação muito forte, sendo o segundo Estado que mais vacinou seus grupos prioritários, dentro dessas quase quatro milhões de doses administradas na população paranaense”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO – No mês passado, a Sesa emitiu a Resolução nº 1.014/2025, destacando o estado de alerta para as SRAGs no Paraná. A iniciativa teve por objetivo reforçar as ações de prevenção e frear o aumento de casos e óbitos no Estado. O documento detalhou as medidas que deveriam ser adotadas pelos municípios, como atendimento prioritário para pacientes com sintomas de SRAG e reforço da vacinação.

Desde o alerta, 1 milhão de vacinas contra a gripe foram aplicadas e o Paraná subiu de 42,11% de cobertura do grupo prioritário para os atuais 51,67%.

“É importante que, neste momento, todas as doses de vacina contra a gripe influenza que ainda temos em estoque sejam utilizadas”, afirmou o secretário. “Essa orientação é para as secretarias municipais de saúde de todo o Estado. Vamos gastar todo o estoque. Isso vai demonstrar que nós fizemos uma grande campanha, todos juntos, Secretaria de Estado e secretarias municipais de saúde, e demos uma demonstração de ciência, que a vacina é vida”.

O Estado também ampliou o número de leitos hospitalares para atender à demanda de SRAG no Estado. Ao todo, foram 135 leitos, sendo 20 de enfermaria no Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo; 13 no Hospital do Coração Bom Jesus, em Ponta Grossa, sendo três de UTI adulto e dez de enfermaria; 25 no Instituto Madre de Dio, em São Miguel do Iguaçu, com 10 de UTI pediátrica e 15 de enfermaria; 12 no Hospital Hoesp, em Toledo, entre UTI adulto, enfermaria adulto e pediátrica; oito de UTI adulto no Hospital Municipal de Retaguarda Allan Brame Pinho, em Cascavel; 12 de enfermaria pediátrica no Hospital da Providência Materno Infantil, em Apucarana; 27 no Hospital Honpar, em Arapongas, sendo 15 de UTI adulto e 12 de enfermaria adulto; dez de enfermaria adulto no Hospital de Clínicas de Medianeira; oito no Hospital Regional de Toledo, divididos entre quatro leitos de UTI adulto e quatro de enfermaria adulto.

DADOS – Dados atualizados nesta segunda-feira (14) mostram que o Paraná registrou 17.258 casos e 981 óbitos por SRAG este ano. Dentre os diagnósticos deste ano, 2.743 casos e 305 óbitos foram confirmados como SRAG por Influenza.

Cerca de 74,5% dos casos confirmados correspondem a crianças abaixo de seis anos e a idosos acima de 60 anos. Crianças com idades abaixo de seis anos foram as mais acometidas pelos vírus, representando 39% das confirmações, num total de 6.735 casos, seguidas por idosos acima de 60 anos, num total de 6.128 casos (35,50% dos casos).

Na faixa etária de seis a nove anos, foram confirmados 914 casos; de 10 a 19 anos, 657. O público de 20 a 29 anos registrou 510 casos confirmados, seguido pela faixa de 30 a 39 anos, com 576 casos; e de 40 a 49 anos, com 683. As pessoas de 50 a 59 anos registraram 1.055 casos.

Já com relação aos óbitos, o público mais acometido foi o de idosos acima de 60 anos, com 709 mortes, ou 72,27% do total; seguido pela faixa de 50 a 59 anos, com 104 mortes; e crianças menores de seis anos, com 52. Na faixa etária de 40 a 49 anos foram registradas 46 mortes; de 30 a 39 anos, 33; de 20 a 29 anos, 20; de 10 a 19 anos, 10; e de seis a nove anos, sete óbitos.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Brasil retomará fabricação nacional de insulina após 20 anos

O Ministério da Saúde recebeu, nesta sexta-feira (11), o primeiro lote de insulinas produzidas por meio do programa Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que faz parte da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O país voltará a fabricar o medicamento 100% nacional, por meio de transferência da tecnologia da farmacêutica indiana Wockhardt, com base em um acordo com o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e com a empresa brasileira Biomm.

O ministro Alexandre Padilha participou do evento de entrega do lote com 207.385 mil unidades do medicamento, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH, na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG).

“Depois de mais de duas décadas sem produzir insulina humana, o Brasil retoma essa fabricação para ser entregue ao Sistema Único de Saúde e contribuir com a saúde da população”, destacou Padilha. “É o Brics acontecendo na realidade, mudando a vida da população brasileira e gerando emprego, renda e tecnologia aqui em Minas Gerais”, acrescentou, em referência ao bloco econômico que reúne grandes países do chamado Sul Global, incluindo a Índia, país que viabilizou a parceria.

Segundo a pasta, após a transferência total da tecnologia, o Brasil produzirá 50% da demanda relacionada às insulinas NPH e regular no SUS.

“Uma iniciativa como essa traz segurança aos pacientes de que, independentemente de qualquer crise — como a que vivemos durante a pandemia —, o país tem soberania na produção desse medicamento tão importante. Cerca de 10% da população brasileira tem diabetes, e parte dessas pessoas precisa usar insulina. Isso garante tranquilidade, segurança e estabilidade tanto para o SUS quanto para os cidadãos que dependem do medicamento”, reforçou Padilha.

A iniciativa conta com investimentos de R$ 142 milhões na aquisição da tecnologia, e cerca de 350 mil pessoas com diabetes serão beneficiadas. Os contratos preveem a entrega para a rede pública de 8,01 milhões de unidades de insulina, entre frascos e canetas, em 2025 e 2026.

A partir da aquisição inicial, de acordo com o Ministério da Saúde, terá início o processo de transferência de tecnologia, conforme previsto nas diretrizes da PDP. Ao final da transferência, a produção do medicamento será totalmente brasileira, com a Funed e a Biomm capacitadas para fabricar o medicamento no país e abastecer o SUS de forma autônoma.

Nas PDPs, instituições públicas e empresas privadas compartilham responsabilidades para a produção nacional do insumo farmacêutico ativo (IFA) e do produto objeto de PDP, em um processo de transferência de tecnologia reversa. A transferência é efetivada por meio de etapas que incluem a realização de embalagens, controle de qualidade dos insumos, produção do produto acabado e do Insumo Farmacêutico Ativo no Brasil, possibilitando, assim, a produção local do medicamento que será fornecido ao SUS.

Tratamento no SUS

O SUS oferece assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o tratamento adequado, de acordo com o quadro clínico de cada paciente. A porta de entrada para o cuidado é a Atenção Primária à Saúde, que realiza o acompanhamento contínuo por meio de equipes multiprofissionais. Atualmente, são ofertados quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável para diabetes mellitus.

As informações são da Agência Brasil.

Simepar entra com pedido de mediação no MPT em defesa dos Médicos/as de Paranaguá

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) recebeu uma série de denúncias nos últimos meses sobre condições de trabalho precárias dos profissionais da Medicina que atuam no município de Paranaguá, em especial na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

São denúncias de assédio, em que os gestores e “fiscais” estariam pressionando os profissionais para que atendam mais pacientes em menos tempo, para que se alcance uma “boa produtividade”, como se os médicos fossem máquinas, e os pacientes, mercadoria.

Os relatos apontam que esses “fiscais”, que não teriam qualquer formação na área da saúde, alteram a fila de atendimento dos pacientes, desfazendo a ordem de espera baseada na gravidade os casos, segundo o protocolo de avaliação de risco clínico.

Vale lembrar que os profissionais da Medicina têm autonomia garantida para definir o tempo de cada consulta, baseados na gravidade e complexidade de cada caso. Uma consulta mal feita, de forma apressada, pode resultar em erro e em risco para a saúde e a vida do paciente.

É compreensível que a Administração Municipal deseje diminuir as filas e o tempo de espera na UPA, mas isso não deveria ser feito através de assédio e ameaças contra os profissionais da Saúde. Eventuais erros médicos cometidos em função da pressa e da falta de atenção podem destruir a carreira de um profissional, e pior: podem custar a vida de cidadãos.

Também foram recebidas denúncias de que os horários de refeição e descanso estariam sendo desrespeitados e que o ambiente para descanso é precário e insalubre.

As denúncias recebidas pelo Simepar motivaram a visita de um Diretor do Sindicato, o Dr. Brasil Vianna Neto, que esteve na UPA de Paranaguá no mês passado; confirmando a precariedade das condições de trabalho dos profissionais da Medicina.

Para avançar na solução dos problemas apontados pelos Médicos e Médicas, o Simepar protocolou um pedido de mediação junto ao Ministério Público do Trabalho. No pedido, foram elencados os seguintes problemas para mediação: Assédio moral pelos controladores de fluxo/fiscais e gestora de escala; inobservância do intervalo para refeição dos médicos; local de descanso precário; e a diferença salarial entre os médicos.

Este último ponto, da diferença salarial, se deve ao fato de que os profissionais da medicina concursados, que são servidores públicos municipais, sofreram um corte drástico em seus vencimentos desde o começo deste ano. Acontece que a Prefeitura parou de pagar uma gratificação que estava inclusive prevista no edital do concurso público dos profissionais.

Além da mediação junto ao Ministério Público do Trabalho, o Simepar também iniciou as tratativas com a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP) para que seja firmado um novo Acordo Coletivo de Trabalho que garanta o reajuste, os benefícios e a segurança das Médicas e Médicos contratados pela FASP.

Pesquisadores paranaenses criam prótese com antibiótico para tratar infecções

A substituição de articulações desgastadas por próteses tem trazido melhor qualidade de vida para pessoas com diferentes quadros de saúde, especialmente idosos, que conseguem voltar a se locomover sem dor após o procedimento. Mas, em alguns casos, a melhora é interrompida por infecções, que demandam um longo tratamento com antibióticos e a retirada das próteses, devolvendo o paciente a uma rotina com limitações.

Um projeto desenvolvido por pesquisadores paranaenses pretende ajudar a mudar esse percurso, com uma prótese biodegradável, fabricada em impressora 3D a partir de um polímero plástico que pode ser associado com antibióticos. O material está em fase de testes clínicos e foi aplicado, até agora, em 15 pacientes, que receberam próteses de quadril no Hospital Universitário Cajuru em Curitiba, com resultados preliminares positivos.

“Hoje não existe no SUS uma prótese temporária com antibiótico que seja acessível. As que existem são importadas e de alto custo”, ressalta o professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Felipe Francisco Tuon, que lidera o projeto.

Atualmente, quando o paciente desenvolve uma infecção, ele precisa retirar a prótese permanente de titânio e ficar sem nenhum substituto enquanto a doença é tratada, o que costuma levar pelo menos seis meses. “Nesse tempo, a pessoa vai sentir dor. Dependendo do local da prótese, ela não vai conseguir andar. E fica um espaço vazio, o que aumenta a chance de ter hematoma, uma nova infecção, e acaba acontecendo uma retração muscular”, complementa o pesquisador.

A prótese de polímero foi pensada para substituir a permanente durante o tempo de tratamento, com o adicional do antibiótico, que ajuda a controlar a infecção diretamente no local afetado. Depois que a batalha contra as bactérias é vencida, o paciente pode receber novamente a prótese permanente, com menos riscos de complicações.

O uso da impressora 3D também é uma grande vantagem, já que permite tanto a produção em larga escala de modelos padronizados, com um baixo custo, quanto de peças personalizadas.

“Para alguns pacientes que necessitem de uma prótese de tamanho diferente do padrão, é possível fazer uma tomografia computadorizada, e construir uma prótese com as características específicas para aquele paciente”, complementa Tuon.

Os pacientes que receberam a prótese temporária de quadril continuam sendo avaliados, e a pesquisa espera fazer testes clínicos com pessoas que precisam de prótese no joelho e no ombro no ano que vem.

A equipe também está ampliando a estrutura de produção, após receber um financiamento de R$ 3 milhões do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O novo centro de impressão 3D vai permitir que as próteses sejam enviadas à rede pública de todo o Brasil.

“O objetivo é fornecer as próteses para todos os hospitais que quiserem participar do projeto. A gente tem aqui capacidade de produção e material para anos de próteses”, conclui Tuon.

As informações são da Agência Brasil.

Boletim semanal registra mais 1.535 casos e quatro óbitos por dengue no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta terça-feira (08) o informe epidemiológico semanal da dengue. Foram registrados mais 1.535 casos da doença e quatro óbitos. Os dados acumulados do ano epidemiológico 2025 totalizam 247.134 notificações, 84.384 diagnósticos confirmados e 101 mortes em decorrência da dengue no Estado.

No total, 398 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 379 possuem casos confirmados. Os novos óbitos ocorreram entre março e junho, sendo uma mulher e três homens, com idades entre 23 e 50 anos, três deles sem comorbidades. Os pacientes residiam em Palmital, na 5ª Regional de Saúde (RS) de Guarapuava; Cafelândia e Cascavel, na 10ª RS de Cascavel; e Santo Inácio, na 15ª RS de Maringá.

As regionais com mais casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (20.402); 14ª RS de Paranavaí (12.378); 15ª RS de Maringá (10.572); 19ª RS de Jacarezinho (6.788); e 12ª RS de Umuarama (5.127).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 5.071 casos de Chikungunya, num total de 10.079 notificações da doença no Estado, e mais dois óbitos. Os pacientes residiam em Ponta Grossa (3ª RS) e Cascavel (10ª RS), totalizando, no acumulado deste ano, cinco óbitos confirmados pelo agravo no Estado.

Quanto ao vírus Zika, foram registradas 125 notificações até a publicação deste boletim, sem nenhum caso confirmado.

FEBRE OROPOUCHE – A Sesa também publica neste boletim os casos de Oropouche no Estado, nos municípios de Adrianópolis (138 casos autóctones) e Morretes (2 casos autóctones), além do registro de um caso importado no município de Arapongas (importado do Espírito Santo).

A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vetor pode transmitir o vírus a outras pessoas.

Confira o Informe Semanal completo das arboviroses AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

Estado vai distribuir 100 mil testes rápidos para Influenza A, B e Covid-19 nesta semana

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) recebeu um novo lote com 100 mil testes rápidos para detecção de Influenza A, Influenza B e Covid-19. Os exames, que chegaram na última sexta-feira (4), foram adquiridos junto ao Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), com investimento de R$ 800 mil do Tesouro do Estado, e começarão a ser distribuídos aos municípios já nos próximos dias.

Os testes serão destinados principalmente às Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Pronto Atendimento (PA) de hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS), fortalecendo o atendimento de casos suspeitos de síndromes respiratórias na rede pública.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a ampliação do diagnóstico rápido garante benefícios diretos ao paciente. “Usar esse teste rápido possibilita ao profissional de saúde iniciar antecipadamente o esquema terapêutico com a medicação oseltamivir, conhecido como Tamiflu, auxiliando na recuperação dos pacientes. É um passo que nos ajuda ainda mais nesse momento de alerta”, explicou.

O informe de vírus respiratórios mais recente mostra 15.752 registros desde dezembro de 2024 – número 7% maior em relação ao informe anterior (14.636 casos). Também foram registrados 829 mortes.

Confira abaixo a distribuição prevista para as Regionais de Saúde:

  • 1ª RS de Paranaguá – 2.660
  • 2ª RS de Curitiba – 27.180
  • 3ª RS de Ponta Grossa – 5.600
  • 4ª RS de Irati – 1.660
  • 5ª RS de Guarapuava – 4.240
  • 6ª RS de União da Vitória – 1.680
  • 7ª RS de Pato Branco – 2.540
  • 8ª RS de Francisco Beltrão – 3.500
  • 9ª RS de Foz do Iguaçu – 3.580
  • 10ª RS de Cascavel – 5.140
  • 11ª RS de Campo Mourão – 3.240
  • 12ª RS de Umuarama – 2.720
  • 13ª RS de Cianorte – 1.580
  • 14ª RS de Paranavaí – 2.900
  • 15ª RS de Maringá – 7.700
  • 16ª RS de Apucarana – 3.600
  • 17ª RS de Londrina – 8.500
  • 18ª RS de Cornélio Procópio – 2.280
  • 19ª RS de Jacarezinho – 2.840
  • 20ª RS de Toledo – 3.680
  • 21ª RS de Telêmaco Borba – 1.720
  • 22ª RS de Ivaiporã – 1.360

 

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Boletim semanal registra 1.116 novos casos e 88 óbitos por síndromes respiratórias no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quarta-feira (2) o novo Informe Epidemiológico com dados atualizados sobre os vírus respiratórios que circulam no Paraná. O boletim apresenta um panorama geral da situação no Estado com o objetivo de reforçar a vigilância e o monitoramento da Síndrome Gripal (SG) e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O informe desta semana mostra 1.116 novos casos de SRAG, o que eleva para 15.752 o total de registros desde dezembro de 2024 – número 7% maior em relação ao informe anterior (14.636 casos). Também foram registrados mais 88 óbitos. O total do período chega agora a 829 mortes, 12% a mais em comparação ao boletim anterior, que apresentava acumulado de 741 óbitos.

As informações são referentes a pessoas que apresentaram sintomas entre 29 de dezembro de 2024 e 14 de junho de 2025. Entre os casos confirmados, 2.272 foram por Influenza; 573 por Covid-19; 4.022 por outros vírus respiratórios; 6.083 como SRAG não especificada; 74 por outros agentes etiológicos e 2.728 ainda estão em investigação. Entre os 829 óbitos, 236 (28,5%) foram confirmados para Influenza; 82 (9,9%) para Covid-19; 93 (11,2%) para outros vírus respiratórios; 19 (2,3%) para outros agentes etiológicos, e 385 (46,4%) foram registrados como SRAG não especificada.

Outras 14 mortes seguem em investigação. Também foram notificadas 374 óbitos por outras causas, que não se enquadram nos critérios de SRAG .

Em relação às síndromes gripais, que têm monitoramento por amostragem, foram contabilizados 1.677 casos.

MAIS ATINGIDOS – A faixa etária mais afetada é a de crianças menores de seis anos, seguida pelos idosos. Do total de notificações de SRAG por vírus respiratórios, 6.201 casos e 390 óbitos apresentavam algum fator de risco identificado.

VACINAÇÃO – Com relação à vacinação, os dados mostram que 4.793 pessoas (77,3%) com fatores de risco internados por SRAG por vírus respiratórios não haviam tomado a vacina contra a gripe. Entre os que morreram, 273 também não estavam vacinados (70%).

SINTOMAS – Entre os principais sintomas das SRAGs estão febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, alterações no olfato ou paladar, falta de ar ou desconforto respiratório, dor ou pressão persistente no tórax, saturação de oxigênio abaixo de 95% em ar ambiente e coloração azulada (cianose) dos lábios ou do rosto.

Esses sintomas são característicos das síndromes gripais que evoluíram para quadros graves. Os principais causadores desse cenário são os vírus Influenza, SARS-CoV-2 (Covid-19), vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus, que continuam predominantes no Estado.

Confira AQUI o Informe epidemiológico e neste LINK mais informações sobre a Influenza (gripe).

As informações são da Agência Estadual de Notícias