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Simepar atua na defesa dos/as médicos/as legistas após extinção do cargo no Paraná

A aprovação da Lei Complementar Estadual nº 258/2023, encaminhada pelo Governo do Paraná e aprovada pela Assembleia Legislativa, extinguiu a carreira de médico legista no Estado, uma medida que tem gerado forte preocupação entre os profissionais da categoria e entre as entidades médicas, devido a suas inúmeras ilegalidades. A nova legislação reestrutura as carreiras da Polícia Científica e transforma os cargos existentes em funções inespecíficas de Perito Oficial Criminal, eliminando a carreira médica legítima que, há décadas, atua na interface entre a saúde e a justiça. O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vem atuando com desvelo desde o início da tramitação do projeto e adotou uma série de ações para proteger os direitos dos cidadãos de serem avaliados por verdadeiros médicos legistas e garantir o exercício legal da profissão.

Para o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, a Lei aprovada fragiliza a qualidade do trabalho médico na área pericial, desvaloriza a formação técnica e científica dos profissionais e abre brechas para o exercício irregular da Medicina, colocando em cheque a produção das provas técnicas médicas. O cargo de médico legista é essencial para a qualidade das perícias médico-legais, que exigem conhecimento clínico e responsabilidade técnica e ética exclusiva de médicos.

“Entendemos que a mudança representa um grave retrocesso na valorização da categoria e compromete a qualidade das perícias médico-legais, fundamentais para investigações criminais, elaboração de laudos e garantia de direitos à população. O médico legista é uma figura essencial para o sistema de justiça, e a formação e conhecimento técnico são determinantes para a precisão dos laudos e para a confiabilidade dos processos periciais. Extinguir o cargo é enfraquecer uma área que é estratégica para o Estado e para a sociedade”, avalia.

Na avaliação do corregedor-geral do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Dr. Ermelino Franco Becker, a Medicina Legal é uma das especialidades mais tradicionais da Medicina, por isso as entidades médicas nacionais estão se mobilizando para evitar que outros estados sigam o que foi feito no estado. “Em nenhum lugar do mundo existe uma Lei com as características desta do Paraná”, diz.

Desde a tramitação do projeto de Lei, o Simepar atuou de forma ativa, promovendo o diálogo entre todos os envolvidos para tentar reverter a decisão. Além disso, o Sindicato ingressou com ações judiciais, questionando os pontos principais. A primeira delas discute a ilegalidade do concurso público para provimento do cargo de perito oficial com atribuições médicas, que estaria aberto a candidatos de outras áreas de formação superior, não apenas a médicos, o que caracterizaria exercício irregular da profissão e vice-versa, como na outorga de atribuições que não são de médicos para eventuais concursados para este cargo que são médicos. O assessor jurídico do Simepar, Dr. Luiz Gustavo de Andrade, explica que há uma confusão jurídica e técnica nesse modelo, por isso a ilegalidade do concurso público, e a ação está tramitando.

Já a segunda ação judicial questiona um normativo da Secretaria de Segurança Pública do Paraná que proíbe os médicos legistas de exercerem outras atividades de perícia e assistência técnica na iniciativa privada, como atuar como assistentes técnicos em processos judiciais.

De acordo com Luiz Gustavo, não há previsão legal para isso, o que configura uma restrição indevida ao exercício da atividade profissional, uma vez que o cargo de médico legista não exige dedicação exclusiva.

“A proibição foi instituída por um normativo infralegal, quando não há previsão legal. Além disso, a norma limita o trabalho dos médicos legistas e interfere no direito ao livre exercício da profissão. Assim, o Sindicato está buscando a correção dessa irregularidade”, reforça o assessor jurídico do Simepar.

Ainda segundo ele, o Simepar também esteve no Ministério Público, explicando todos os efeitos nocivos das ilegalidades implantadas. Esta é uma mobilização do Sindicato, que vem estimulando as demais instituições médicas para buscar soluções legais e/ou políticas para discutir a constitucionalidade da Lei Complementar nº 258/2023 no estado do Paraná, que acabou com a carreira do médico legista.

“Todas essas ações são essenciais para preservar a qualidade técnica das perícias, o respeito à Medicina Legal e a segurança da população. O Simepar seguirá atuando firmemente para que o trabalho médico seja valorizado e exercido dentro dos limites legais e éticos da profissão”, completa Dr. Marlus Volney de Morais.

Entenda a Lei Complementar 258/2023

A Lei Complementar Estadual nº 258/2023, sancionada pelo Governo do Paraná, reestrutura as carreiras da Polícia Científica do Estado e altera o quadro de servidores periciais.

Entre as principais mudanças, estão:

– Extinção do cargo de médico legista: a função passa a ser absorvida por cargos de Perito Oficial Criminal, eliminando a carreira médica específica dentro da perícia. (Ilegal pela Lei 12.030, de 1995)

– Nova estrutura de cargos: a lei cria as carreiras de Perito Oficial Criminal (40h e 20h) e Técnico de Perícia Oficial. (Ilegal pela Lei do Ato Médico nº 12842, de 2013)

– Cargas horárias fixadas: 40 ou 20 horas semanais, conforme o cargo. (Ilegal pela Lei 3999, de 1961)

– Progressão funcional: baseada em capacitação e titulação. (Ilegal por exigir dos médicos testes de capacidade física, confundindo com atividade de força de repressão).

– Perda de identidade profissional: os médicos legistas deixam de ter funções e prerrogativas específicas reconhecidas em lei. (Ilegal pelo artigo 37, inciso 16, da Constituição Federal)

– Preocupação das entidades médicas: o Simepar e os médicos legistas alertam para o risco de precarização do trabalho, redução da atratividade da carreira e impacto na qualidade das perícias médico-legais.

Texto integral da lei disponível neste link. 

Secretaria da Saúde reforça a importância da cobertura vacinal contra o Sarampo

A Secretária de Estado da Saúde (Sesa-PR) reforça a importância da vacinação para prevenção do sarampo diante do alerta da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que reportou um aumento de 34 vezes no número de casos da doença nas Américas, em 2025, em comparação com o ano anterior.

“Nossa vigilância precisa ser constante. O sarampo está circulando em países vizinhos e a única barreira efetiva que temos é a vacina. Fazemos um apelo especial aos pais e responsáveis que verifiquem a caderneta de vacinação de seus filhos e, se houver doses em atraso, procurem a unidade de saúde mais próxima”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

“Aos nossos jovens e adultos, que têm dúvidas sobre estar ou não com a imunização em dia, a vacinação está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde. A vacina é um ato de proteção individual e coletiva”, acrescentou.

De acordo com o levantamento da Sesa, a cobertura vacinal no Estado para a primeira dose da vacina tríplice viral, que protege crianças menores de dois anos contra sarampo, caxumba e rubéola, está em 93,03%. A segunda dose, essencial para garantir a imunização completa, alcança 82,48% deste público.

Com exceção das regionais de saúde de Paranaguá e Foz do Iguaçu, todas as demais registram médias de segunda dose aplicada entre 70% e 95%.

O sarampo é uma doença viral aguda, extremamente contagiosa e que pode levar a complicações graves, como pneumonia, encefalite e até à morte. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até outras 18 que não estejam imunizadas, um índice de transmissão superior ao de doenças como coqueluche, rubéola e gripe. Não há casos de sarampo no Paraná desde 2020.

ESQUEMA VACINAL – A vacinação contra o sarampo é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Estado.

Para crianças, o Paraná fortaleceu o esquema de vacinação com aplicação da “dose zero” para bebês de 6 meses a menores de 1 ano de idade e aplicou mais de 22.298 doses de vacinas nessa faixa etária.

A necessidade de imunizar os bebês atende uma recomendação do Ministério da Saúde e ocorre em função da proximidade do Paraná de países que já possuem casos registrados, como a Bolívia, a Argentina e o Paraguai. O calendário regular é com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Em jovens e adultos até 29 anos, o esquema vacinal é de duas doses da tríplice viral. Em adultos entre 30 e 59 anos, o esquema recomendado é de uma dose. Trabalhadores de saúde, independente da idade, necessitam receber duas doses.

REFORÇO EM ADULTOS – Na início do mês, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), promoveu uma ação no Porto Seco de Foz do Iguaçu que vacinou cerca de 200 motoristas contra sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, hepatite B, difteria e tétano.

As ações externas têm como objetivo levar a saúde até locais de grande circulação ou de difícil acesso, aproximando os serviços da população e garantindo que todos tenham a oportunidade de se vacinar, mesmo fora dos horários e unidades tradicionais de atendimento.

A iniciativa integra o conjunto de estratégias do Governo do Estado para ampliar a cobertura vacinal e fortalecer a prevenção de doenças entre diferentes públicos, reforçando a imunização como uma das medidas mais eficazes de proteção à saúde.

CASOS CONFIRMADOS – De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), até 12 de setembro, foram confirmados 11.313 casos e 23 mortes em 10 países. Canadá, México e Estados Unidos representam 96% dos casos confirmados na América.

Bolívia, Argentina, Belize, Paraguai, Peru e Costa Rica também reportaram casos, embora em números mais reduzidos. No Brasil, foram registrados cinco casos, sendo dois no Rio de Janeiro, um em São Paulo, um no Rio Grande do Sul e um no Distrito Federal.

CAMPANHA NACIONAL – O Ministério da Saúde iniciou nesta semana a Campanha Nacional de Multivacinação, que ocorre de 6 a 31 de outubro, com um “Dia D” de mobilização em 18 de outubro. A campanha visa atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos e reforçar a imunização contra o sarampo em diversas faixas etárias.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Vacina brasileira contra a Covid-19 entra na fase final de estudos

O Brasil está prestes a ter uma vacina contra a covid totalmente nacional. O país publicou o primeiro artigo científico sobre os resultados dos testes de segurança da vacina SpiN-TEC que mostram que o imunizante é seguro. A vacina avança agora para a fase final de estudos clínicos. A expectativa é que até o início de 2027, ela possa estar disponível para a população.

A vacina foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Nos testes conduzidos, de acordo com o pesquisador e coordenador do CT-Vacinas, Ricardo Gazzinelli, a SpiN-TEC mostrou ter inclusive menos efeitos colaterais do que a vacina da norte-americana Pfizer.

“Concluímos que a vacina se mostrou imunogênica, ou seja, capaz de induzir a resposta imune em humano. O estudo de segurança foi ampliado e ela manteve esse perfil, na verdade foi até um pouco mais, induziu menos efeitos colaterais do que a vacina que nós usamos, que é da Pfizer”, diz o pesquisador.

A SpiN-TEC adota estratégia inovadora, a imunidade celular. Isso significa que ela prepara as células para que não sejam infectadas. Caso a infecção ocorra, a vacina capacita o sistema imunológico a atacar apenas as células atingidas, que são destruídas. Essa abordagem mostrou-se mais eficaz contra variantes da covid-19 nos ensaios em animais e em dados preliminares em humanos.

Testes clínicos

Ao todo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investiu R$ 140 milhões no desenvolvimento da vacina, por meio da RedeVírus, apoiando todas as etapas de testes, desde os ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3.

A fase 1 do estudo contou com 36 voluntários, de 18 a 54 anos, e teve como objetivo avaliar a segurança do imunizante em diferentes dosagens. Já a fase 2 contou com 320 voluntários. Agora, os pesquisadores aguardam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase 3, com estimativa de 5,3 mil voluntários de todas as regiões do Brasil.

De acordo com Gazzinelli, esse é também um marco para o Brasil. O país, segundo o pesquisador tem “um ecossistema de vacinas quase completo”, com pesquisas em universidades, fábricas de produção de vacinas e distribuição dos imunizantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“O que nós não temos é exatamente essa transposição da universidade para o ensaio clínico, né? Não temos exemplo disso feito no Brasil. Os ensaios clínicos normalmente são com produtos vindo de fora. Ideias, vacinas idealizadas fora. E esse foi um exemplo de uma vacina idealizada no Brasil e levada para os ensaios clínicos”, explica.

Gazzinelli destaca que esse é um passo importante inclusive para outras pesquisas. “Eu acho que isso agrega uma expertise que nós não tínhamos e também um aspecto muito importante não só na área de inovação tecnológica de vacinas, mas para outros insumos da área de saúde”, diz .

Caso seja aprovada em todas as fases do estudo, a expectativa, de acordo com o pesquisador, é que a vacina brasileira possa ser disponibilizada no SUS até o início de 2027.

Outras vacinas

O CT-Vacinas é um centro de pesquisas em biotecnologia criado em 2016, como resultado da parceria entre a UFMG, o Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas) e o Parque Tecnológico de Belo Horizonte. Atualmente, reúne cerca de 120 pesquisadores, estudantes e técnicos.

“O MCTI observou, durante a pandemia, que o Brasil não tinha uma autonomia, não tinha soberania para desenvolver vacinas. Eu digo que um dos grandes legados desse programa além, obviamente, da vacina contra covid, é que aprendemos o caminho de levar uma vacina para a Anvisa e fazer o teste clínico”, diz Gazzinelli.

Além da pesquisa sobre covid, o centro trabalha no desenvolvimento de vacinas contra outras doenças, como malária, leishmaniose, chagas e monkeypox.

O pesquisador e coordenador do CT-Vacinas reforça: “Nós sabemos que vacinas realmente protegem. Evitam, inclusive, a mortalidade. De novo, quanto mais gente vacinado, mais protegida está a população”.

As informações são da Agência Brasil.

Paraná tem três novas suspeitas de intoxicação por metanol, antídoto já está disponível

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) atualizou, nesta quarta-feira (8), as informações sobre os casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas no Estado. Três novos casos são considerados suspeitos. Um homem de 30 anos e uma mulher de 17, residentes de Curitiba, e um homem de 20 anos, residente de Piên (Região Metropolitana de Curitiba). Todos estão internados em serviços de saúde e alegam ter ingerido bebida alcoólica.

O Paraná segue com três casos diagnosticados. Todos os pacientes (homens de 36, 60 e 71 anos, residentes na Capital) permanecem internados, recebem acompanhamento médico especializado e apresentam melhoras

Seguem em análise outros dois casos: um de Maringá (homem de 27 anos, internado em um serviço de saúde da região) e outro de Toledo (homem de 27 anos, também hospitalizado). Ambos aguardam o resultado dos exames laboratoriais. A Sesa descartou as notificações de Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Cruzeiro do Oeste.

ANTÍDOTO – O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, confirmou que o Paraná realizou a compra de 424 ampolas de etanol farmacêutico, que devem ser entregues ao Estado na próxima semana, e alertou que o momento é de cuidado, mas não de pânico.

“Volto a pedir bastante tranquilidade. Não se trata de criar um clima de celeuma, não vou vender informação de pânico. Quem for utilizar de bebida destilada que olhe a garrafa, pergunte quando foi aberta, o prazo de validade. Todos os detalhes que faríamos em qualquer supermercado se fossemos comprar qualquer perecível temos que ter também com a bebida alcoólica”, disse.

A Sesa já emitiu uma nota técnica para todas as Regionais de Saúde alertando sobre monitoramento e necessidade de alerta compulsório. Todos os casos suspeitos são notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e comunicados de forma imediata para a Vigilância Municipal em Saúde.

O Ministério da Saúde enviou ao Paraná 360 ampolas do antídoto utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, que consiste em etanol farmacêutico. O produto é encaminhado diretamente ao hospital que está atendendo o caso notificado pelo Estado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) nacional.

Cada caso é avaliado individualmente, com base em critérios clínicos e laboratoriais, para definir a quantidade necessária de antídoto. O protocolo prevê uma dose inicial, chamada de “dose de ataque”, calculada conforme o peso do paciente, e uma dose de manutenção, que pode se estender de algumas horas até 24 horas.

Em situações graves, por exemplo, um paciente de 100 quilos com necessidade de manutenção por 24 horas pode requerer até 100 ampolas em um único tratamento. Por esse motivo, não é possível determinar previamente a quantidade exata de antídoto utilizada em cada caso, já que o cálculo depende de parâmetros clínicos, laboratoriais e da resposta individual do paciente.

Três pacientes do Paraná já receberam o antídoto. O Estado aguarda um novo envio do medicamento por parte do governo federal.

SINTOMAS E SINAIS DE ALERTA – Nesse momento é importante prestar atenção aos sintomas. Não é possível identificar o metanol na bebida apenas pelo cheiro ou sabor, pois ele não altera significativamente as características sensoriais.

Os principais sintomas devido à intoxicação por metanol podem aparecer entre 12h e 24h após a ingestão da substância. Neste momento em que há uma alta nas notificações, é importante redobrar a atenção porque os sinais se associam aos de uma ressaca comum: dor abdominal, visão adulterada, confusão mental e náusea.

Sintomas iniciais (6 a 24 horas após a ingestão):

– Dor de cabeça (cefaleia).

– Náuseas e vômitos.

– Sonolência e falta de coordenação (semelhante a uma forte embriaguez ou ressaca grave).

– Tontura e confusão mental.

Sintomas graves e tardios (após 24 horas)

– Dor abdominal intensa: um sinal de alerta de emergência.

– Alterações visuais: visão turva, fotofobia (sensibilidade à luz), visão embaçada, percepção de “campo nevado” ou pontos escuros e, em casos graves, cegueira repentina em ambos os olhos.

– Dificuldade respiratória e hiperventilação.

– Convulsões e coma.

ATENDIMENTO – A Sesa orienta que, em casos de sintomas, os pacientes devem procurar um serviço de saúde imediatamente. Todos os casos suspeitos de intoxicação por metanol devem ser reportados e discutidos com um dos quatro Centros de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná, que vão orientar sobre a conduta clínica e notificar imediatamente a Sesa por meio da Rede CIATox do Paraná.

– CIATox Curitiba: 0800 041 0148

– CIATox Londrina: (43) 3371-2244

– CIATox Maringá: (44) 3011-9127

– CIATox Cascavel: (45) 3321-5261

MEDIDAS DE PREVENÇÃO – A Sesa orienta que a população tome alguns cuidados ao ingerir bebidas alcoólicas:

– Adquira bebidas apenas de estabelecimentos confiáveis.

– Fique atento a preços muito abaixo do normal.

– Verifique se o líquido contém partículas ou impurezas, que podem ser indicativos de contaminação.

– Confira se o lacre está intacto. Lacres rompidos ou tortos são pontos de atenção.

– Desconfie de rótulos mal aplicados, com erros de ortografia ou informações borradas, que podem indicar falsificação.

– Procure o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na embalagem.

– Em destilados, confira o selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), geralmente colocado próximo à tampa. A ausência pode indicar que a bebida não passou pela fiscalização brasileira.

– Ao adquirir bebidas alcoólicas para comercialização, os estabelecimentos devem exigir a nota fiscal de seus fornecedores, garantindo a procedência e a rastreabilidade das bebidas.

– Em caso de suspeita de intoxicação, o paciente deve procurar o serviço de saúde o mais rápido possível.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Dirigentes do Simepar na 6ª Conferência Internacional de Sindicatos Médicos

Dirigentes do Simepar participaram da 6ª Conferência Internacional de Sindicatos Médicos, promovida pela Federação Médica Brasileira (FMB) em parceria com o Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba (SIMED-PB).

O encontro reuniu representantes de sindicatos médicos da América Latina, África e Europa; com delegações de países como Portugal, Alemanha, Argentina, África do Sul e Jamaica, entre outros.

Pelo Simepar, participaram o Dr. Marlus Volney de Morais, presidente; Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, vice-presidente; Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar, secretária-geral; e Dr. Brasil Vianna Neto, diretor financeiro.

O Dr. Marlus também é diretor administrativo da FMB, e a Dra. Claudia Paola também é Diretora de Educação Médica e Formação Profissional da Federação.

A Conferência é um espaço valioso para fortalecer a articulação internacional e a troca de experiências no movimento sindical médico mundial.

Paraná reforça investigação e orientações após confirmações de intoxicação por metanol

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) atualizou as informações sobre os casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas no Estado. Até o momento, o Paraná registra dois casos confirmados dessa intoxicação exógena, ambos em pacientes residentes de Curitiba, dois homens de 60 e 71 anos, que seguem internados em hospitais da Capital.

Outros quatro casos permanecem em investigação: um homem de 36 anos, de Curitiba; uma mulher de 31 anos, de Foz do Iguaçu; um homem de 19 anos, de Cruzeiro do Oeste; e um homem de 27 anos, de Maringá.

A mulher de Foz do Iguaçu já teve alta hospitalar. Todos os outros pacientes estão internados em hospitais de seus respectivos municípios, com exceção do caso de Cruzeiro do Oeste, que está internado em Umuarama. As amostras biológicas foram coletadas e seguem em análise laboratorial para confirmação ou descarte da suspeita. Os exames estão sendo realizados pela Polícia Científica do Paraná, a partir de solicitação da Sesa, conforme protocolo estabelecido no Estado.

“O Paraná está vigilante. Nossas equipes técnicas realizam o monitoramento de todos os casos suspeitos e confirmados, juntamente com os municípios, possibilitando um atendimento rápido, digno e de qualidade para todos os cidadãos”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A Sesa já emitiu uma nota técnica para todas as Regionais de Saúde alertando sobre monitoramento e necessidade de alerta compulsório. Todos os casos suspeitos são notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e comunicados de forma imediata para a Vigilância Municipal em Saúde.

ANTÍDOTO – Neste fim de semana, o Ministério da Saúde enviou ao Paraná 160 ampolas do antídoto utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, que consiste em etanol farmacêutico. O produto é encaminhado diretamente ao hospital que está atendendo o caso notificado pelo Estado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) nacional.

Cada caso é avaliado individualmente, com base em critérios clínicos e laboratoriais, para definir a quantidade necessária de antídoto. O protocolo prevê uma dose inicial, chamada de “dose de ataque”, calculada conforme o peso do paciente, e uma dose de manutenção, que pode se estender de algumas horas até 24 horas.

Em situações graves, por exemplo, um paciente de 100 quilos com necessidade de manutenção por 24 horas pode requerer até 100 ampolas em um único tratamento. Por esse motivo, não é possível determinar previamente a quantidade exata de antídoto utilizada em cada caso, já que o cálculo depende de parâmetros clínicos, laboratoriais e da resposta individual do paciente.

Dois pacientes do Paraná já receberam o antídoto, utilizando integralmente o quantitativo enviado pelo Ministério da Saúde. O Estado aguarda um novo envio do medicamento por parte do governo federal.

INVESTIGAÇÃO POLICIAL – De forma preventiva e articulada, a Sesa e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) intensificaram as ações conjuntas de rastreamento da origem das bebidas e de orientação à população. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está investigando todos os casos registrados no Estado, em parceria com a Polícia Científica.

Em Curitiba, equipes da PCPR e da Vigilância Sanitária realizaram uma vistoria no local onde o paciente de 60 anos teria adquirido a bebida. Foram apreendidas garrafas suspeitas, que estão sendo analisadas pela Polícia Científica. Até o momento, a principal linha de investigação aponta que o próprio paciente possa ter misturado álcool combustível (etanol automotivo) à bebida que consumiu, o que teria provocado a intoxicação.

Não há indícios de circulação de bebidas adulteradas no comércio, mas a PCPR segue apurando todas as possibilidades e eventuais pontos de venda irregulares.

SINTOMAS E SINAIS DE ALERTA – Nesse momento é importante prestar atenção aos sintomas. Não é possível identificar o metanol na bebida apenas pelo cheiro ou sabor, pois ele não altera significativamente as características sensoriais.

Os principais sintomas devido à intoxicação por metanol podem aparecer entre 12h e 24h após a ingestão da substância. Neste momento em que há uma alta nas notificações, é importante redobrar a atenção porque os sinais se associam aos de uma ressaca comum: dor abdominal, visão adulterada, confusão mental e náusea.

Sintomas iniciais (6 a 24 horas após a ingestão):

  • Dor de cabeça (cefaleia);
  • Náuseas e vômitos;
  • Sonolência e falta de coordenação (semelhante a uma forte embriaguez ou ressaca grave);
  • Tontura e confusão mental.

 

Sintomas graves e tardios (após 24 horas):

  • Dor abdominal intensa: um sinal de alerta de emergência;
  • Alterações visuais: visão turva, fotofobia (sensibilidade à luz), visão embaçada, percepção de “campo nevado” ou pontos escuros e, em casos graves, cegueira repentina em ambos os olhos;
  • Dificuldade respiratória e hiperventilação;
  • Convulsões e coma.

 

ATENDIMENTO – A Sesa orienta que em casos de sintomas, os pacientes devem procurar um serviço de saúde imediatamente. Todos os casos suspeitos de intoxicação por metanol devem ser reportados e discutidos com um dos quatro Centros de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná, que irão orientar sobre a conduta clínica e notificar imediatamente a Sesa por meio da Rede CIATox do Paraná.

– CIATox Curitiba: 0800 041 0148

– CIATox Londrina: (43) 3371-2244

– CIATox Maringá: (44) 3011-9127

– CIATox Cascavel: (45) 3321-5261

MEDIDAS DE PREVENÇÃO – A Sesa orienta que a população tome alguns cuidados ao ingerir bebidas alcoólicas:

  • Adquira bebidas apenas de estabelecimentos confiáveis.
  • Fique atento a preços muito abaixo do normal.
  • Verifique se o líquido contém partículas ou impurezas, que podem ser indicativos de contaminação.
  • Confira se o lacre está intacto. Lacres rompidos ou tortos são pontos de atenção.
  • Desconfie de rótulos mal aplicados, com erros de ortografia ou informações borradas, que podem indicar falsificação.
  • Procure o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na embalagem.
  • Em destilados, confira o selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), geralmente colocado próximo à tampa. A ausência pode indicar que a bebida não passou pela fiscalização brasileira.
  • Ao adquirir bebidas alcoólicas para comercialização, os estabelecimentos devem exigir a nota fiscal de seus fornecedores, garantindo a procedência e a rastreabilidade das bebidas.

 

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Paraná confirma dois casos de contaminação por metanol em bebidas

Dois casos suspeitos de intoxicação por metanol foram confirmados por exames laboratoriais no Paraná, neste domingo (5).

De acordo com o governo do Estado, os casos se referem a dois homens, de 60 e 71 anos, que vivem em Curitiba e apresentaram sintomas após consumir bebida alcoólica.

A confirmação foi feita após a análise de amostras de sangue que confirmaram a presença da substância tóxica.

De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde, da noite deste sábado (4), 14 casos de intoxicação por metanol foram confirmados, além de 181 notificações suspeitas, incluindo as duas que foram confirmadas hoje pelo governo do Paraná. Com isso, o número nacional de casos sobe para, pelo menos, 16.

Há ainda mais um caso em investigação no Paraná, notificado em Foz do Iguaçu. A Polícia Civil do estado da Região Sul está investigando possíveis pontos de venda de bebidas adulteradas e apreendeu garrafas para análise.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).

Em caso de identificação dos sintomas, busque imediatamente os serviços de emergência médica e contate pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada;
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;
  • É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado.

 

A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.

As informações são da Agência Brasil.

Dirigente do Simepar participa de seminário do CRM-PR para estudantes e Médicos/as recém-formados

A Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar, Secretária-geral do Simepar e Diretora de Educação Médica e Formação Profissional da Federação Médica Brasileira (FMB), participou do seminário com o tema “A Medicina nos tempos atuais: o que o Médico deve saber”. O evento realizado no último dia 24 de setembro foi promovido pela Comissão de Integração com Estudantes e Jovens Médicos do CRM-PR e trouxe reflexões e orientações preventivas sobre os desafios do exercício profissional.

Além da Dra. Claudia Paola, a programação contou com a participação do presidente do CRM-PR, Romualdo José Ribeiro Gama; do 1º secretário, Fernando Fabiano Castellano Junior; da 1ª tesoureira, Valeria Caroline Pereira Santos; do 1º corregedor, Ramon Cavalcanti Ceschim. Também houve a participação da coordenadora da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame), Andressa Costa da Cunha; do gestor do Departamento de Fiscalização do Exercício Profissional (DEFEP), Carlos Felipe Tapia Carreño; do 1º gestor do Departamento de Inscrição e Qualificação Profissional (DEIQP), Christian Gonçalves Cordeiro; e do coordenador do Departamento Jurídico do CRM-PR, Martim Afonso Palma.

Para o presidente do CRM-PR, Romualdo José Ribeiro Gama, o seminário foi uma oportunidade de obter informações relevantes sobre aspectos decisivos para a carreira médica, como mercado de trabalho, normas de publicidade médica e ética profissional. Com 45 anos de experiência na Medicina, o presidente do CRM-PR compartilha um conselho com os jovens médicos: “Ajam com humanidade; considerem o paciente como se fosse um ente querido de vocês. Com certeza terão sucesso. Contem com o Conselho, aqui é a casa de vocês”.

“Falamos sobre a Medicina nos tempos atuais explicando os desafios da profissão que está esperando pelos médicos recém-formados”, destaca a 1ª tesoureira do CRM-PR, Valeria Caroline Pereira Santos, que é coordenadora da Comissão de Integração com Estudantes e Jovens Médicos do CRM-PR.

Segundo a Dra. Claudia Paola, o evento foi muito proveitoso. “Discutimos os desafios que os novos profissionais vão encontrar, como a dificuldade no acesso à residência médica e principalmente num mercado de trabalho onde os vínculos estão cada vez mais precários. Discutimos a importância da união da categoria e do Sindicato Médico como representante legítimo dos Médicos e Médicas do Paraná.” Afirmou.

Com informações e foto do CRM-PR.

O seminário “Educação Médica Continuada Jovem Médico” pode ser assistido na integra aqui:

Assembleia Geral Extraordinária dos/as Médicos/as do CISLIPA

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, no uso das atribuições que lhe conferem o estatuto e a legislação em vigor, e considerando que as deliberações vinculam a todos os membros da categoria, ainda que ausentes ou discordantes, convoca os/as médicos/as do CISLIPA – Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná, para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 09 de outubro de 2025, às dezenove horas em terceira e última convocação, na sede do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná – SIMEPAR, situado na Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, Bom Retiro, Curitiba – PR, para tratar da seguinte ordem do dia abaixo.

A AGE é em continuidade a realizada em 24 de março de 2025.

O link da assembleia deverá ser solicitado pelo e-mail juridico@simepar.com.br, somente no dia da assembleia, dia 09 de outubro de 2025, das 8 até às 17 horas.

Serão discutidos e deliberados os seguintes assuntos:

  1. Alteração da regulação, com mudança para Curitiba;
  2. Discussão sobre ações e medidas judiciais;
  3. Deliberação sobre deflagração de greve;
  4. Outros assuntos de interesse da categoria.

 

Curitiba, 02 de outubro de 2025.

Marlus Volney de Morais
Diretor Presidente

Metanol: O que fazer em casos de suspeita de intoxicação

Com a ocorrência de casos de intoxicação por metanol, o Ministério da Saúde reforça a vigilância e quais as ações devem ser tomadas caso haja suspeita de consumo de bebida alcoólica adulterada. O metanol é um álcool usado em solventes e outros produtos químicos, sendo extremamente perigoso quando ingerido. Ele pode atacar o fígado, cérebro e o nervo óptico, levando a cegueira, coma e em casos extremos a morte.

Até o momento, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional) recebeu 43 notificações de intoxicação por metanol no país: 39 casos em São Paulo (10 confirmados e 29 em investigação) e 4 em investigação em Pernambuco. Foi registrado um óbito em São Paulo, enquanto outros sete seguem em investigação (cinco em SP e dois em PE). Além disso, foram descartados 4 casos suspeitos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca que o reforço tem o objetivo de chamar a atenção dos profissionais de saúde. “É muito importante aumentar o número de notificações de casos suspeitos. Nós já temos um guia para orientar os profissionais: como tratar e como diagnosticar. Além disso, também temos no Brasil o antídoto recomendado, o etanol farmacêutico”, explica.

Prevenção ao consumo

Como medida de prevenção para quem frequenta festas, bares e eventos, o ministro da Saúde orientou a população sobre cuidados essenciais. “Como ministro da Saúde e médico, posso dizer que temos três regras em relação às bebidas alcoólicas: se beber, não dirija; se beber, mantenha-se hidratado e bem alimentado, pois isso reduz os impactos de uma bebida adulterada; e, se for beber, certifique-se da segurança da origem, verificando se o lacre está intacto”, alertou.

Orientações para a população

Os principais sintomas devido à intoxicação por metanol podem aparecer entre 12h e 24h após a ingestão da substância. Neste momento em que há uma alta nas notificações, é importante redobrar a atenção porque os sinais se associam aos de uma ressaca comum. São eles:

  • Dor abdominal;
  • Visão adulterada;
  • Confusão mental;
  • Náusea.

 

Diante desses sinais, o paciente deve procurar o atendimento médico no serviço de emergência mais próximo a sua casa para investigação diagnóstica e tratamento adequado.

A orientação é que, ao chegar à unidade de saúde, a pessoa com sintomas informe que consumiu bebida alcoólica e em qual contexto. O ideal é que o paciente relate, por exemplo, se esteve em uma festa antes de procurar atendimento no SUS, que tipo de bebida ingeriu, se haviam rótulos nas embalagens e qual foi o horário da ingestão.

Orientações para os profissionais

Ao reconhecer que o paciente foi intoxicado por metanol, o profissional de saúde deve ligar para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica públicos (CIATox) de sua região para que o serviço de saúde faça a notificação e a investigação do caso.

Atualmente, existem 32 CIATox, em 19 estados brasileiros com equipes multidisciplinares de médicos, enfermeiros e farmacêuticos, dentre outros. Os Centros funcionam em hospitais universitários, secretarias estaduais e municipais de saúde fundações estaduais.

Tratamento

Para os casos confirmados de intoxicação por metanol, o antídoto recomendável é o etanol farmacêutico. O produto é feito por laboratórios e farmácias de manipulação, em grau de pureza adequado para uso médico. A administração, intravenosa ou oral, é sempre controlada. Quando há necessidade clínica, os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) ou as secretarias de saúde solicitam a manipulação do produto.

As informações são do Ministério da Saúde.