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Curitiba fará Dia D Contra a Pólio neste sábado com dez unidades de saúde abertas

Curitiba realiza neste sábado (8/6), o Dia D Contra a Pólio. Ao todo, dez unidades estarão abertas em todo o município, das 9h às 17h, oferecendo a vacina contra a pólio e também todos os demais imunizantes do calendário nacional. A ação faz parte da Campanha Nacional contra a Pólio, iniciada em 27 de maio, em todo o país.

Durante a campanha, que vai até o dia 14 de junho, todas as crianças de 1 ano a 4 anos – mesmo as que estão com a carteira vacinal em dia – devem ser levadas às unidades de saúde para receber uma dose extra da vacina contra a poliomielite, a famosa “gotinha”, reforçando a proteção dos pequenos e ampliando a barreira contra a possível circulação do vírus.

Em Curitiba, o público-alvo estimado da campanha é de 72.033 crianças de 1 a menores de 5 anos.

“Este sábado é um excelente momento para as famílias fazerem atualização das carteiras de vacinação e também aproveitar para aderir à campanha, no caso das crianças na faixa etária de 1 a 4 anos”, afirma a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Vacinas disponíveis

Durante o Dia D, além da gotinha extra da vacina da poliomielite, serão oferecidas todas as vacinas do calendário de rotina (confira no site Imuniza Já Curitiba o calendário completo).

Entre as vacinas de rotina oferecidas estão: BCG, hepatite B, pentavalente, VIP/VOP (pólio), rotavírus, meningo C, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), hepatite A, dupla adulto, HPV, dTpa adulto, pneumo 10, meningo ACWY e DTP (tríplice bacteriana), aplicadas conforme recomendação do Calendário Nacional de Vacinação.

Estará disponível também a vacina contra a gripe para todos com 6 meses ou mais. Já a vacina contra a covid-19 estará disponível para as crianças de 6 meses a menores de cinco anos e para todos com cinco ano ou mais que façam parte do público prioritário (veja mais detalhes no site Imuniza Já).

Poliomielite

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa aguda causada pelo poliovírus. A doença não tem tratamento específico e pode causar sequelas graves, como paralisia dos membros (em geral, das pernas), insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte. A principal ferramenta para evitar a doença é a vacinação.

O último caso de poliomielite no Brasil ocorreu em 1989. Em 1994, o país recebeu a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem. Em 2023, no entanto, o Brasil foi classificado como de alto risco para a reintrodução do poliovírus pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas. Para essa classificação foram considerados o desempenho das coberturas vacinais do país, entre outros aspectos.

“Não podemos correr o risco de essa doença voltar a circular entre nós. Isso só será possível com o aumento da cobertura. A vacina é um ato de amor e de proteção, evita o risco de as nossas crianças sofrerem as sequelas graves que essa doença pode causar”, diz Beatriz. “Quem ama, vacina”, completa.

Em Curitiba, a cobertura da vacina inativada da poliomielite (VIP), indicada para menores de 1 ano, atualmente está em 88,2%. Já a cobertura da Vacina Oral Poliomielite (VOP), a famosa “gotinha”, está em 86,5% para primeiro reforço. Já a cobertura da campanha até este momento está em 3,2%. A meta de cobertura indicada pelo Ministério da Saúde, tanto para a rotina, como para a campanha, é de 95%.

Esquema vacinal da Polio

As crianças menores de 1 ano de idade deverão ser vacinadas conforme a situação vacinal encontrada para o esquema primário, que prevê três doses da VIP.

Os pequenos de 1 a 4 anos, que já receberam as três doses da VIP, vão receber, até 14 de junho, uma dose extra da VOP (a “gotinha”), independentemente de já terem recebido reforços dessa vacina ou de terem participado de campanhas anteriores. Caso seja verificado a falta de alguma dose do esquema básico, as equipes de saúde vão fazer a atualização da carteira vacinal dos curitibinhas.

Unidades que abrirão neste dia D conta a Pólio e de Multivacinação (8/6), das 9h às 17h:

Distrito Sanitário CIC
Unidade de Saúde Tancredo Neves
Rua Professora Hilda Hank Gonçalves, 435 – Cidade Industrial

Distrito Sanitário Pinheirinho
Unidade de Saúde Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

Distrito Sanitário Matriz
Unidade de Saúde Mãe Curitibana
Rua Jaime Reis, 331 – Alto do São Francisco

Distrito Sanitário Santa Felicidade
Unidade de Saúde São Braz
Rua Antonio Escorsin, 1960 – São Braz

Distrito Sanitário Tatuquara
Unidade de Saúde Monteiro Lobato
Rua Olivio José Rosetti, 538 -Tatuquara

Distrito Sanitário Bairro Novo
Unidade de Saúde Bairro Novo
Rua Paulo Rio Branco de Macedo, 791 – Sítio Cercado

Distrito Sanitário Portão
Unidade de Saúde Santa Quitéria II
Rua Bocaíuva, 310 – Santa Quitéria

Distrito Sanitário Cajuru
Unidade de Saúde Iracema
Rua Professor Nivaldo Braga, 1571 – Capão da Imbuia

Distrito Sanitário Boqueirão
Unidade de Saúde Visitação
Rua Bley Zorning, 3136 – Boqueirão

Distrito Sanitário Boa Vista
Unidade de Saúde Bairro Alto
Rua Jornalista Alceu Chichorro, 314 – Bairro Alto

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Brasil pode retomar a certificação de País livre de Sarampo

O Brasil completou, nesta quarta-feira (5), dois anos sem casos autóctones, ou seja, com transmissão em território nacional, do sarampo. Com isso, o país poderá retomar a certificação de ‘livre de sarampo’. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde.

A certificação de país livre do sarampo foi conquistada pelo Brasil em 2016. O intenso fluxo migratório de países vizinhos, a partir de 2018, especialmente da Venezuela, associado às baixas coberturas vacinais, reintroduziu o vírus em território nacional.

Segundo Ministério da Saúde, desde 2019, no entanto, o número de casos de sarampo está em queda. Caiu de 20.901 registros, naquele ano, para 41 casos, em 2022. O último caso foi confirmado em 5 junho de 2022, no Amapá.

“Para que o Brasil possa continuar sem casos, é fundamental alcançar coberturas vacinais de, no mínimo, 95% de forma homogênea, visando a proteção da nossa população diante da possibilidade de ocorrência de casos importados do vírus e reduzindo assim o risco de introdução da doença. Além do que, garante a segurança até mesmo das pessoas que não podem se vacinar”, afirma, em nota, o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.

No início de maio, o país recebeu a visita da Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita na Região das Américas e do Secretariado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) com o objetivo de dar continuidade ao processo de recertificação do Brasil como livre da circulação de sarampo e com sustentabilidade da eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC).

Ainda neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o aumento de casos da doença na Europa como “alarmante”. Foram mais de 58 mil infecções pelo vírus em 41 países ao longo de 2023, um aumento em relação aos últimos três anos.

Tríplice viral

Disponível em unidades básicas de saúde, a tríplice viral é uma das vacinas ofertadas no Calendário Nacional de Vacinação, cujo esquema vacinal corresponde a duas doses para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, e uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Esse imunizante protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – três doenças altamente infecciosas que podem causar sequelas graves e foram responsáveis por epidemias no passado.

A cobertura da primeira dose dessa vacina aumentou de 80,7% em 2022 para 87% em 2023, diz o Ministério da Saúde. Os dados de 2023 ainda são preliminares e podem subir, antecipou a pasta, já que alguns estados têm bases próprias e as atualizações podem demorar a chegar à rede nacional.

As informações são da Agência Brasil

Secretaria de Saúde alerta sobre importância do tratamento precoce da Escoliose

Cintura assimétrica, um ombro mais alto que o outro e quadril inclinado. Esses são alguns indícios da escoliose, uma patologia que se caracteriza por curvatura da coluna vertebral em forma de “S” ou “C” que, além de provocar desconforto e dores musculares, com o tempo pode causar alteração nos sistemas respiratório e cardíaco. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para a doença durante todo o Junho Verde: Mês Internacional da Conscientização sobre a Escoliose, uma campanha mundial que destaca a importância do diagnóstico precoce.

Além do tratamento por meio do uso de coletes ortopédicos, gesso e fisioterapia, em alguns casos é necessária a cirurgia para correção do desvio. A Sesa implantou no Complexo Hospitalar do Trabalhador (CHT) o Serviço de Deformidades Pediátricas da Coluna Vertebral e, em pouco mais de um ano, já realizou pelo Sistema Único de Saúde (SUS) mais de 50 cirurgias de escoliose em crianças e adolescentes entre 3 e 18 anos. Outras 47 já estão agendadas para serem feitas tanto no Hospital de Reabilitação (HR) quanto no Hospital do Trabalhador (HT).

Entre os procedimentos estão correções de escolioses congênitas, idiopáticas (curvatura lateral da coluna), sindrômicas (síndrome genética que afeta o desenvolvimento esquelético ou estrutural), neuromusculares (curvatura lateral da coluna, causada por várias doenças neuromusculares), cifoses (quando há redução ou aumento acentuado de uma ou mais curvaturas da coluna) e espondilolisteses (que pode afetar mais do que um local na coluna).

“O reforço e a inclusão deste serviço para pacientes do SUS no CHT foi possível após a reestruturação de equipamentos e ampliação da equipe médica, que hoje é composta por profissionais altamente qualificados e experientes no tratamento de condições ortopédicas pediátricas”, disse o secretario estadual da Saúde, Beto Preto.

CASOS – Os casos de escoliose infantil se apresentam com mais frequência durante o crescimento, sendo que a maioria dos quadros tem forma leve e com poucos sintomas. Porém, a doença pode se tornar mais grave com o passar do tempo.

“Quando o tratamento proposto é o cirúrgico, a demora na realização deste procedimento o torna muito complexo, pois com a deformidade mais rígida os riscos de lesão neurológica e sangramentos são muito maiores. Quanto antes for realizada a cirurgia, menores os riscos de complicações e agravamento da enfermidade”, alerta o chefe do Departamento de Deformidades Pediátricas da Coluna Vertebral do CHT, João Elias Ferreira Braga.

Aos 14 anos, a adolescente Milena de Andrade Carvalho, moradora de Guaratuba, no Litoral do Estado, foi diagnosticada com escoliose idiopática. Sem causa definida, esse tipo de escoliose pode surgir a partir dos quatro anos até a adolescência e ocorre durante o estirão de crescimento. Quando a condição da curvatura ultrapassa os 40 graus, a escoliose se torna progressiva e o paciente continua entortando. Essa condição ocorre com maior frequência em meninas e é muito importante que os pais estejam atentos a qualquer sinal do problema.

“Descobrimos a escoliose por acaso, nunca tínhamos percebido a deformidade, até que um dia ao amarrar meu biquíni, minha mãe observou que eu estava com a coluna torta e ao passar a mão percebeu a curvatura. Decidimos então procurar atendimento médico e tive o diagnóstico da doença já com 50 graus de curvatura e indicação imediata de cirurgia”, contou a adolescente.

Outro tipo de escoliose é a causada por doenças neuromusculares, como paralisia cerebral, mielomeningocele, distrofia muscular, atrofia muscular espinhal, entre outras. No caso do Lucas Batista da Paixão, de 18 anos, a paralisia cerebral que teve ao nascer foi o que desencadeou a condição. Com curvatura acima dos 100 graus, desconfortos respiratórios como falta de ar e asma, a posição do adolescente na cadeira de rodas estava bem limitada.

Para a mãe de Lucas, Daniele de Oliveira Batista, a cirurgia foi fundamental para melhorar a autonomia e qualidade de vida do filho. “Foi um longo processo até chegar aqui no CHT, esperávamos por essa cirurgia há mais de dois anos e, depois de tantas dificuldades, hoje conseguimos fazer um passeio sem que ele reclame de dor. Ele também já consegue ficar em muitas outras posições que antes eram desconfortáveis e geravam muita dor. Só temos a agradecer a toda equipe médica pelos cuidados e ótimo atendimento prestado ao meu filho”, disse.

CUIDADO – De acordo com o diretor superintendente do CHT, Guilherme Graziani, a Secretaria estadual da Saúde está empenhada em ampliar ainda mais o número de cirurgias pediátricas de escoliose realizadas nas unidades.

“Temos estrutura e um excelente corpo médico, que envolve não só os cirurgiões ortopédicos, mas também anestesiologistas, fisioterapeutas, enfermeiros e outros profissionais da saúde. Essa colaboração entre diferentes especialidades garante um cuidado completo para os pacientes, desde a fase de diagnóstico até a recuperação pós-cirúrgica. Vamos continuar trabalhando para fornecer a toda população um atendimento com excelência e qualidade”, completou.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Ministério da Saúde alerta para aumento de casos de Coqueluche no país

Em meio a surtos de coqueluche em países da Ásia e da Europa, o Ministério da Saúde publicou nota técnica em que recomenda ampliar, em caráter excepcional, e intensificar a vacinação contra a doença no Brasil. A pasta pede ainda que estados e municípios fortaleçam ações de vigilância epidemiológica para casos de coqueluche.

O documento amplia a indicação de uso da vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto), que combate difteria, tétano e coqueluche, para trabalhadores da saúde que atuam em serviços de saúde públicos e privados, ambulatorial e hospitalar, com atendimento em ginecologia e obstetrícia; parto e pós-parto imediato, incluindo casas de parto; unidade de terapia intensiva (UTI) e unidade de cuidados intensivos (UCI) neonatal convencional; berçários (baixo, médio e alto risco); e pediatria.

Ainda de acordo com a nota, profissionais que atuam como doula, acompanhando gestantes durante os períodos de gravidez, parto e pós-parto; além de trabalhadores que atuam em berçários e creches onde há atendimento de crianças com até 4 anos, também devem ser imunizados.

A administração da dose no público deve considerar o histórico vacinal contra difteria e tétano (dT). Pessoas com o esquema vacinal completo devem receber uma dose da dTpa, mesmo que a última imunização tenha ocorrido há menos de dez anos. Já os que têm menos de três doses administradas devem receber uma dose de dTpa e completar o esquema com uma ou duas doses de dT.

Cenário global

A nota técnica cita um aumento de casos de coqueluche em pelo menos 17 países da União Europeia, com registro de 25.130 casos de janeiro a dezembro de 2023. Já entre janeiro e março de 2024, 32.037 casos foram notificados na região em diversos grupos etários, com maior incidência entre menores de 1 ano, seguidos pelos grupos de 5 a 9 anos e de 1 a 4 anos.

Ainda de acordo com o documento, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China informou que, em 2024, foram notificados no país 32.380 casos e 13 óbitos por coqueluche até fevereiro. A nota também cita um surto da doença na Bolívia, com 693 casos confirmados de janeiro a agosto de 2023, sendo 435 (62,8%) em menores de 5 anos, além de oito óbitos.

Brasil

No Brasil, o último pico epidêmico de coqueluche ocorreu em 2014, quando foram confirmados 8.614 casos. De 2015 a 2019, o número de casos confirmados variou entre 3.110 e 1.562. A partir de 2020, houve uma redução importante no número de casos confirmados, associada à pandemia de covid-19 e ao isolamento social. Já nas primeiras 14 semanas de 2024, foram confirmados 31 casos da doença.

“O aumento de casos registrado em outros países, a partir de 2023, sinaliza que situação semelhante poderá ocorrer no Brasil dentro de pouco tempo, uma vez que, desde 2016, o país vem acumulando suscetíveis, em razão de quedas nas coberturas vacinais em menores de 1 ano de vida e lacunas na vigilância e diagnóstico clínico da doença”, alertou o ministério.

Entre 2019 e 2023, todas as 27 unidades federativas notificaram casos de coqueluche. Pernambuco confirmou o maior número de casos (776), seguido por Minas Gerais (253), São Paulo (300), Paraná (158), Rio Grande do Sul (148) e Bahia (122). No Mesmo período, foram registradas 12 mortes pela doença, sendo 11 em 2019 e uma em 2020.

Cobertura

Dados do Ministério mostram que, entre 2016 e 2023, as coberturas vacinais contra a coqueluche se mantiveram abaixo dos 95% preconizados pela OMS, “favorecendo o acúmulo de susceptíveis ao longo dos últimos sete anos”.

Entre os casos confirmados de coqueluche de 2019 a 2023, 31,9% estavam com situação vacinal ignorada ou “em branco”; 1,6% tinham dados classificados como não válidos em relação ao número de doses informadas para a faixa etária; e 11,2% eram menores de 2 meses de vida, ou seja, se encontravam abaixo da idade para receber a primeira dose da vacina.

Além desses, 20,9% não eram vacinados; 23,3% haviam recebido uma dose; 11,8% haviam recebido duas doses; e 18,1% haviam recebido três doses, mas não haviam recebido o reforço.

Esquema vacinal

O ministério destaca que a principal forma de prevenção da coqueluche é a vacinação de crianças menores de 1 ano, com a aplicação de reforços aos 15 meses e aos 4 anos, além da vacinação de gestantes e puérperas e de profissionais da área da saúde

O esquema vacinal primário é composto por três doses, aos 2 meses, 4 meses e 6 meses, da vacina penta, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b, seguida de reforços com a vacina DTP, contra difteria, tétano e coqueluche, conhecida como tríplice bacteriana.

Para gestantes, como alternativa de imunização passiva de recém-nascidos, recomenda-se, desde 2014, uma dose da vacina dTpa tipo adulto a cada gestação, a partir da 20ª semana. Para aquelas que perderem a oportunidade de serem vacinadas durante a gravidez, a orientação é administrar uma dose da dTpa no puerpério, o mais precocemente possível e até 45 dias pós-parto.

Desde 2019, a vacina dTpa passou a ser indicada também a profissionais da saúde, parteiras tradicionais e estagiários da área da saúde atuantes em UTI ou UCI neonatal convencional e berçários, como complemento do esquema vacinal para difteria e tétano ou como reforço para aqueles que apresentam o esquema vacinal completo para difteria e tétano.

Causada pela bactéria Borderella, a coqueluche, pertussis ou tosse comprida, como é popularmente conhecida, é uma infecção respiratória. A doença tende a se alastrar mais em tempos de clima ameno ou frio, como na primavera e no inverno.

As informações são da Agência Brasil.

Paraná lança campanha para incentivar as doações de sangue

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), lança a campanha “Paraná, terra de sangue bom” para incentivar as doações de sangue durante o Junho Vermelho, mês de conscientização sobre a importância da doação – 14 de junho é o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Neste mês, as 23 unidades do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) reforçam a necessidade de mais doadores para manter os estoques de sangue que salvam centenas de vidas todos os dias em, pelo menos, 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos, distribuídos em todas as regiões do Estado. Eles correspondem a 93% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Queremos, primeiramente, agradecer a todos os doadores que ajudam a salvar centenas de vidas todos os dias no Paraná e continuar esse chamamento, pedindo que sigam doando sangue com frequência, incentivando amigos e familiares neste ato de amor e solidariedade com o próximo”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Somente neste ano, o Paraná registrou 83 mil doações de sangue. Durante todo o ano passado, foram mais de 187 mil. Cada bolsa de sangue de 450 ml produz até quatro hemocomponentes que são separados em hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado) e podem ajudar a salvar até quatro vidas.

Desde 2019, o Governo do Estado já investiu cerca de R$ 186 milhões em equipamentos e insumos com tecnologia avançada voltada para área do ciclo do sangue (hemoterapia), tornando a hemorrede estadual paranaense uma das unidades mais modernas, referência para os demais hemocentros da rede nacional.

No mês passado, o Hemepar enviou 300 bolsas de sangue para ajudar o sistema de saúde do Rio Grande do Sul devido à calamidade pública por causa das enchentes.

CURITIBA – Na próxima semana o Hemepar Curitiba participará de ações em parceria com a empresa Ligga, Club Athletico Paranaense e Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba (SMELJ).

No dia 12, haverá coleta de sangue na Ligga Arena (estádio do clube) mediante agendamento prévio realizado pelo Athletico. No dia 13, os torcedores do time farão um mutirão de doações no Hemepar e, no dia 14, o Hemepar promove o Dia D da campanha “Doe Sangue pelo Esporte”, realizada anualmente durante todo o mês de junho, juntamente com a SMELJ.

“Estes dias comemorativos e as ações realizadas são oportunidades para a Hemorrede do Paraná demonstrar a toda população que a doação de sangue é extremamente necessária para a recuperação e restabelecimento da saúde daqueles que necessitam da terapia de transfusão sanguínea”, disse a diretora do Hemepar, Vívian Patrícia Raksa.

O sangue doado também salva vidas de pessoas com outras doenças, que passam por cirurgias, vítimas de acidente e rodovias e outros traumas.

QUEM PODE DOAR – É necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

AGENDAMENTO – O Hemepar ressalta que os doadores devem agendar a doação como forma de evitar filas e otimizar o estoque, sem que haja mais doações de um tipo sanguíneo e menos de outro.

O agendamento pode ser feito AQUI ou em uma das unidades da Rede:

Curitiba
Hemepar Curitiba – Travessa João Prosdócimo, 145 – Telefone: (41) 3281-4000
Biobanco – Rua Agostinho de Leão Junior, 108, Alto da Glória – Telefone: (41) 3360-1875.

Apucarana
Rua Antônio Ostrensk, 3, Centro – Telefone: (43) 3420-4200 e WhatsApp: (43) 3420-4213

Campo Mourão
Rua Mambore, 1500, Centro – Telefone: (44) 3261-6294 e WhatsApp: (44) 99878-3811

Cascavel
Rua Avaetés, 370, Santo Onofre – Telefone: (45) 3226-4549 e WhatsApp: (45) 3226-8840

Cianorte
Av. Santa Catarina, 423, Centro – Telefone: (44) 3631-6292

Cornélio Procópio
Rua Justino Marques Bonfim, 27 – Telefone: (43) 3520-3503 e WhatsApp: (43) 99686-1711

Foz do Iguaçu
Avenida Gramado, 364, Vila A – Telefone: (45) 3576-8020

Francisco Beltrão
Rua Marília, 1327, Luther King – Telefone: (46) 3211-3650

Guarapuava
Rua Afonso Botelho, 134, Trianon – Telefone: (42) 3622-2819

Irati
Rua Coronel Gracia, 761, Centro – Telefone e WhatsApp: (42) 3422-6240

Ivaiporã
Rua das Quaresmeiras, 55, Jardim Bela Casa – Telefone: (43) 3472-5005

Jacarezinho
Rua Coronel Cecílio Rocha, 425, Centro – Telefone: (43) 3525-1395 e WhatsApp: (43) 98874-0324

Londrina
Rua Cláudio Donizete Cavalieri, 156, Jardim Taruma – Telefone: (43) 3371-2218

Maringá
Av. Mandacaru, 1600 – Telefone: (44) 3011-9400

Paranaguá
Av. Gabriel de Lara, 657, João Gualberto – Telefone: (41) 3420-6662 e WhatsApp: (41) 3420-6663

Paranavaí
Rua Rio Grande do Sul, 2490, Centro – Telefone: (44) 3421-3588 e WhastApp: (44) 98817-1128

Pato Branco
Rua Paraná, 1633, Centro – Telefone: (46) 3225-1014

Ponta Grossa
Rua General Osório, 427, Centro – Telefone e WhatsApp: (42) 3223-1616

Telêmaco Borba
Av. Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1905, Alto das Oliveiras, Telêmaco Borba – Telefone: (42) 3272-3743

Toledo
Rua Eugênio Gustavo Keller, esquina com Rua Anne Russ, s/n, Jardim Coopagro – Telefone: (45) 3379-1993 e WhatsApp: (45) 98821-3171

Umuarama
Av. Manaus, 4444 – Zona Armazém – Telefone: (44) 3621-8300

União da Vitória
Rua Castro Alves, 26, Centro – Telefone: (42) 3522-1365

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Secretaria Saúde orienta a aplicação da vacina contra a Gripe enquanto houver doses

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta os municípios para que continuem com as ações de imunização dentro da Campanha de Vacinação Contra a Influenza, mesmo após o fim do prazo oficial do Ministério da Saúde, que terminou na sexta-feira (31). A imunização está aberta para o público em geral, a partir dos seis meses de idade.

A recomendação segue o Ofício Circular nº 169/2024 da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde e será oficializada por meio de memorando enviado pela Sesa nesta segunda-feira (3) para as 22 Regionais de Saúde. O documento reforça que o sistema de informação oficial para inserção das doses aplicadas permanecerá aberto até janeiro de 2025.

A Sesa recomenda a utilização integral das doses em estoque nos 399 municípios paranaenses, considerando a baixa adesão da vacina durante o período da Campanha Nacional e também para prevenção de agravamento dos casos de Síndromes Gripais (SG) e Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs).

Segundo o Ministério da Saúde, 4.387.469 pessoas elencadas como público-alvo deveriam receber a vacina no Estado este ano. Até agora, o Paraná recebeu 4.084.000 doses e aplicou 1.965.501 vacinas. Mesmo com baixa adesão, o Estado é o 5º com o maior número de doses aplicadas, atrás do Rio Grande do Sul (2.236.764 doses aplicadas), Rio de Janeiro (2.390.394), Minas Gerais (3.911.867) e São Paulo (7.211.612).

Dentro da estimativa do governo federal, de acordo com os dados do Vacinômetro Nacional, o Paraná atingiu até agora 38,01% de cobertura vacinal. No Brasil, 30,8 milhões de doses foram aplicadas, sendo que a população alvo é de 75,8 milhões. A cobertura até o momento é de 37,49% no país.

Dentro dos grupos considerados prioritários para a vacinação, o público de povos indígenas vivendo em suas terras atingiu o maior índice de cobertura vacinal no Paraná, com 62,17%, seguido pelos idosos com 40,85%, crianças com 32,23%, gestantes com 25,89% e puérperas 18,10%.

Os municípios com maior número de doses aplicadas são: Curitiba (192.221 vacinas), Londrina (93.790), Maringá (87.126), Cascavel (59.457), Ponta Grossa (52.198), São José dos Pinhais (44.939), Foz do Iguaçu (38.769), Colombo (33.113), Araucária (30.381) e Apucarana (26.911).

As informações são da Agência Estadual de Saúde.

Gravidez na adolescência diminui quase 30% no Estado do Paraná entre 2019 e 2023

O número de mães adolescentes com até 19 anos vem diminuindo no Paraná. Em 2019 foram 18.169 e em 2023, 12.769, uma queda de 29,7%. É o que aponta um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde no Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc) do governo federal. Os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam uma mudança de perfil ao longo dos últimos anos também no País: baixa foi 27,8%, com 399.922 nascimentos em 2019 e 288.520 no ano passado.

O enfrentamento da gestação precoce é uma das metas do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), dentro da Linha de Cuidado Materno Infantil, criada para o fortalecimento da assistência à saúde das gestantes de todas as idades e da criança, instituindo diretrizes para o cuidado integral. E ele tem acontecido de forma gradual. Entre 2019 e 2023 foram 15.957 em 2020, 15.186 em 2021 e 13.656 em 2022. De acordo com levantamento parcial da Sesa, de janeiro a maio deste ano 3.960 bebês tiveram como mães mulheres de 15 a 19 anos.

“A gravidez na adolescência, além de ser uma questão relacionada à saúde pública, está também relacionada a aspectos sociais, culturais e educacionais que envolvem a sociedade como um todo. Garantimos o acesso e a atenção integral e de qualidade às mulheres neste momento da vida, desde a gestação, nascimento e puerpério, mas precisamos trabalhar enquanto sociedade, principalmente em relação ao acesso aos preservativos, para evitar a gravidez de menores de idade”, ressalta o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

“Estamos trabalhando para a melhoria dos indicadores, direcionados na qualidade da assistência e na educação em saúde”, complementa o secretário.

“A ocorrência da gravidez na adolescência é resultado de uma somatória de fatores e merece ações compartilhadas e de diferentes setores. É primordial que a equipe de saúde, já nas consultas de pré-natal, fale com a gestante sobre educação sexual e os diferentes métodos contraceptivos disponíveis para se evitar futuras gestações não planejadas, especialmente na fase da adolescência”, explica a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Sesa, Carolina Poliquesi.

Diminuir os índices de nascimentos durante a adolescência está entre as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Organização das Nações Unidas (ONU), e integra a estratégia global para mulheres, crianças e adolescentes 2016-2030. Apesar dos avanços, a proporção da gravidez não planejada na adolescência ainda é alta – em 2023, por exemplo dos 139 mil nascimentos, 9% foram de mulheres entre 15 e 19 anos.

“É preciso continuar a preveni-la, ampliando as ações que já estão em curso como, por exemplo, o Programa Saúde na Escola em que a temática Saúde Sexual e Reprodutiva é uma das ações essenciais pactuadas e incluindo novas abordagens que assegurem os direitos sexuais e reprodutivos para adolescentes”, diz a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Sesa, Fernanda Crosewski.

O Saúde na Escola é um programa federal, pautado em estratégias de integração permanente da Saúde e Educação para alunos do 6º ano até ao Ensino Médio.

MATERNO-INFANTIL – Atualizada em 2022, a Linha de Cuidado Materno Infantil tem o compromisso do desenvolvimento de ações que fortaleçam todos os pontos de atenção, desde a Atenção Primária à Saúde (APS), Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) e Atenção Hospitalar (AH).

Esta Linha Guia tem por finalidade apoiar a organização das ações e dos serviços de saúde e a melhoria da assistência à saúde da mulher e da criança, instituindo diretrizes para o cuidado integral. Nela, estão contidos instrumentos para subsidiar os profissionais de saúde, com diretrizes clínicas baseadas em evidências científicas, orientando o manejo clínico, diagnóstico e tratamento, bem como ferramentas de gestão e atenção, para a tomada de decisão.

Ainda de acordo com Carolina Poliquesi, toda gravidez na adolescência merece atenção especial. “Na Linha de Cuidado Materno Infantil todas as gestantes menores de 15 anos são estratificadas como risco intermediário para receber atenção multiprofissional na Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) além do acompanhamento realizado pela Atenção Primaria nas UBS”, complementa.

Além das gestantes menores de 15 anos, aquelas com mais de 40 anos também são estratificadas como risco intermediário. Esse termo é utilizado para aquelas que apresentam algum fator de risco que implique em maior vigilância e cuidado na gestação. Quanto maior o número de critérios combinados, maior a complexidade da situação.

TENDÊNCIA – O levantamento de dados da Sesa também aponta outras mudanças nesse cenário no Paraná, entre elas a alta de 14,1% no número de mulheres entre 40 e 49 anos que optaram pela maternidade, que passou de 5.052 em 2019 para 5.769 em 2023. Em todos os anos, as mulheres de 20 a 29 anos estiveram à frente, com uma média de 49% do total.

Nos últimos cinco anos nasceram 722.111 bebês no Paraná: 153.482 em 2019, 146.274 em 2020, 141.971 em 2021, 140.639 em 2022 e 139.745 em 2023. Em 2024 o sistema registrou, até o dia 23 de maio, 46.434 nascimentos.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Ministério da Saúde distribui nova remessa de vacinas contra a Dengue

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (29), a distribuição de quase 1 milhão de doses da quinta remessa de vacinas da dengue, sendo 656.172 doses de reforço e 335.200 doses de ampliação. Com essa nova entrega, mais 405 municípios foram contemplados, totalizando 1.735 que estarão vacinando adolescentes de 10 a 14 anos de idade.

Para ter proteção completa contra casos graves e hospitalizações por dengue, são necessárias duas doses do imunizante incorporado no SUS. A pasta garante a entrega das duas doses para todos os municípios contemplados na estratégia de vacinação.

Recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil comprou todo o estoque disponível de vacina de dengue disponível no mercado internacional. Considerando essa aquisição e mais um quantitativo doado pelo laboratório produtor, o total de doses chega a 6,5 milhões para 2024 e 9 milhões para 2025.

Devido à capacidade de produção do laboratório, as doses estão sendo entregues em parcelas. Com a quinta remessa, serão 3.659.851 doses distribuídas aos estados e municípios. Até 28 de maio, 1.122.339 doses já foram aplicadas.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, alerta para a necessidade de se vacinar. “Dentro da faixa etária indicada pelo laboratório para receber a vacina -de 5 a 60 anos-, selecionamos o intervalo com maior número de hospitalizações por dengue no Brasil. Contudo, esse público tem uma adesão menor, justamente por não ser uma idade que frequenta os serviços de saúde rotineiramente, por isso, os pais e responsáveis precisam levar as crianças e adolescentes para se vacinar. É um ato de amor e de responsabilidade”, destaca.

A vacinação é uma das inovações do atual governo para enfrentar a dengue, que em 2024 aumentou em todo mundo, sobretudo devido às mudanças climáticas, que aceleraram a reprodução dos mosquitos transmissores da doença. Contudo, a capacidade de produção do único laboratório fornecedor não é suficiente para atender à demanda do Brasil. Nesse cenário, o Ministério da Saúde tem investindo também na produção de uma vacina brasileira, já em fase final, pelo Butantan.

Outra importante ação do Ministério da Saúde é a elaboração de um amplo plano de enfrentamento às arboviroses, construído coletivamente, a partir de uma oficina realizada em maio de 2024, com mais de 100 pesquisadores e cientistas nacionais e internacionais. Durante a oficina foram traçadas as diretrizes do plano, pautado em vigilância em saúde, manejo clínico, organização dos serviços de saúde, controle vetorial, pesquisas, comunicação e mobilização social, com propostas de ações a serem implementadas a curto, médio e longo prazo. Os envolvidos estão trabalhando no desenvolvimento do plano, que será lançado em breve.

O Ministério da Saúde alerta ainda que o controle da dengue é um esforço coletivo. Com 10 minutos por semana, é possível eliminar os criadouros e evitar água parada. E isso deve ser feito durante todo o ano, mesmo fora do período de maior número de casos.

Acesse a nota técnica e veja quais municípios foram beneficiados.

As informações são do Ministério da Saúde.

SUS disponibiliza mais de 150 medicamentos para tratamento de doenças raras

O Ministério da Saúde está avançando para garantir acesso ao diagnóstico precoce e assistência adequada e de qualidade às pessoas com doenças raras no país. Em 2023, a Pasta distribuiu mais de 74 milhões de unidades farmacêuticas para o tratamento dessas condições, correspondendo a um investimento de mais de R$ 4,1 bilhões.

Como parte desse esforço, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma lista de 152 medicamentos para o tratamento de doenças raras, acessíveis por meio das farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF). Desse total, 96 medicamentos são utilizados exclusivamente para tratar as 54 doenças raras atendidas de forma ambulatorial pelo CEAF. O Ministério da Saúde é responsável pela aquisição de 66 desses medicamentos exclusivos, enquanto o financiamento de 26 é de responsabilidade das secretarias estaduais de saúde e do Distrito Federal.

Além disso, 56 dos 152 medicamentos são utilizados também no tratamento de outras doenças atendidas pelo CEAF, incluindo as crônicas não transmissíveis.

Ainda como parte dos avanços no tratamento das doenças raras, foram incorporados e implementadas terapias inovadoras no SUS. Alguns exemplos notáveis incluem os seguintes medicamentos:

  • Eculizumabe – utilizado no tratamento de pacientes com hemoglobinúria paroxística noturna;
  • Elexacaftor 50 mg/Tezacaftor 25 mg/Ivacaftor – utilizado no tratamento de pacientes com fibrose cística;
  • Alfavestronidase – para o tratamento de pacientes com mucopolissacaridose tipo VII;
  • Alentuzumabe – tratamento de pacientes com esclerose múltipla; e
  • Selexipague para o tratamento de pacientes com hipertensão arterial pulmonar.

Em 2023, o Ministério investiu R$ 27,3 milhões nos serviços habilitados para o tratamento de doenças raras, um aumento de R$ 4 milhões em relação ao investimento de 2022, que foi de R$ 23 milhões.

Para agilizar o acesso ao diagnóstico precoce e à assistência adequada, o Ministério da Saúde disponibilizou um aumento de mais de R$ 30 milhões por ano para ampliar o Programa Nacional da Triagem Neonatal (PNTN) . Em 2024, celebra-se os 10 anos da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, após paralisações no rastreamento neonatal e dificuldades na implantação da política nos últimos anos.

Incorporações

Para reforçar o acesso ao tratamento, o Ministério da Saúde vai financiar diretamente a compra de quatro medicamentos para tratamento das doenças raras. A decisão foi pactuada em março entre gestores municipais e estaduais de saúde durante a 3ª reunião plenária do ano da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) .

Os medicamentos recentemente incorporados ao SUS e que terão o financiamento centralizado são:

  • Rituximabe para tratamento da vasculite;
  • Cladribina para tratamento da esclerose múltipla;
  • Beta-agalsidase para tratamento da doença de Fabry;
  • Ustequinumabe para tratamento da doença de Crohn, nas apresentações de 45 mg e 130 mg.

Entre 2023 e 2024, o Ministério da Saúde incorporou 18 tecnologias para o tratamento de doenças raras, sendo 15 medicamentos e três produtos ou procedimentos. Entre eles, destacam-se o medicamento alfagalsidase para tratar a doença de Fabry clássica em pacientes a partir dos sete anos de idade, o emicizumabe para o tratamento profilático de pacientes com hemofilia A moderada ou grave, e anticorpos inibidores do fator VIII, sem restrição de faixa etária.

Na área de procedimentos, foram incorporados o teste de detecção de HLA-B27 para indivíduos com suspeita de espondiloartrite axial e para avaliação prognóstica da doença, além da adoção de calprotectina fecal no monitoramento de pacientes com doença de Crohn envolvendo o cólon e a dosagem de porfobilinogênio urinário para confirmação diagnóstica ou prognóstico de porfirias hepáticas agudas.

As doenças raras

Sob uma perspectiva epidemiológica, estima-se a existência de 6 a 8 mil doenças raras únicas e afetando entre 3.5% e 5.9% da população.

Mais informações sobre as ações do Ministério da Saúde para o atendimento de pessoas com doenças raras podem ser obtidas nesta página .

As informações são do Ministério da Saúde.

Campanha de vacinação contra a Poliomielite começa na segunda-feira em todo o Paraná

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite do Ministério da Saúde acontece entre 27 de maio e 14 de junho, com imunização em todo o Paraná – 8 de junho será o Dia D de mobilização estadual. Pais e responsáveis devem reforçar a proteção das crianças menores de cinco anos contra a doença. As doses estarão disponíveis a partir de segunda-feira (27) nas mais de 1.850 salas de vacinação em todos os 399 municípios.

Os municípios terão autonomia para definir a estratégia mais adequada para a mobilização da imunização, de acordo com a realidade local.

No Paraná, a expectativa é que 717.915 crianças menores de cinco anos recebam a dose. Aquelas menores de um ano (139.732) deverão ser vacinadas conforme a situação vacinal atual para o esquema primário (três doses da vacina inativada poliomielite — VIP). As crianças de um a quatro anos (578.183) devem ser vacinadas indiscriminadamente com a vacina oral poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido o esquema primário de três doses com VIP.

As vacinas VIP e VOP são diferentes entre si. Embora as duas imunizem contra a poliomielite, a VIP é injetável, com três cepas, poliovírus 1,2 3, feita apenas com partículas do vírus, enquanto a VOP, que é a de gotinhas, é feita com o vírus enfraquecido, com duas cepas, polivírus 1 e 3. Esta será a última campanha de vacinação contra a poliomielite com a vacina oral.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite tem como objetivos conter o risco de reintrodução do poliovírus, alcançar alta e homogênea cobertura vacinal e manter o País livre da doença, uma vez que recebeu a classificação de alto risco para a reintrodução do poliovírus selvagem pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas (RCC), em 2023.

Para essa classificação foram considerados o desempenho das coberturas vacinais, dos indicadores de vigilância epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas (PFA), entre outros.

META – A cobertura vacinal da poliomielite ainda não alcançou a meta preconizada em todo o País (≥ 95%). O Programa Nacional de Imunizações (PNI) está trabalhando para melhorar os indicadores.

Nos últimos anos a cobertura vacinal da poliomielite (VIP) no Paraná em crianças menores de um ano de idade foi de 80,75% (2021), 84,12% (2022) e 89,96% (2023). No ranking nacional o Estado figura entre os cinco primeiros. Entre eles estão Ceará (93%), Piauí (92%), Santa Catarina (90%) e Rondônia, Paraná e Alagoas, com 89%.

PÓLIO – A poliomielite é uma doença grave caracterizada por um quadro de paralisia flácida causada pelo poliovírus selvagem (PVS) tipo 1, 2 ou 3, que em geral acomete os membros inferiores, de forma assimétrica e irreversível. A vacina contra a Poliomielite é composta por três doses aos 2, 4 e 6 meses de vida, conforme o Calendário Nacional de Vacinação, além das doses de reforço aos 15 meses e 4 anos de idade.

As informações são da Agência Estadual de Notícias