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Sesa reforça importância do apoio à saúde mental; SUS oferece atendimento

No mês de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, o Setembro Amarelo, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a importância da rede pública de atendimento para o cuidado em saúde mental. O tema do Setembro Amarelo deste ano é “Conversar pode mudar vidas”, que destaca o poder transformador de um diálogo acolhedor. No próximo dia 10 de setembro será o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

O foco da Secretaria da Saúde é reforçar que o diálogo é uma ferramenta poderosa para acolher quem sofre em silêncio e destacar a importância do papel da sociedade na prevenção do suicídio. A pasta também está divulgado uma cartilha orientativa.

“A prevenção é algo que precisa ser feito por todos, unindo o setor público, privado, entidades civis e cidadãos em prol de um objetivo comum que é o de salvar vidas por meio do diálogo e do acolhimento”, afirma o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

No Paraná, a Divisão de Saúde Mental da Sesa dá suporte técnico para as 22 Regionais de Saúde, que envolvem os 399 municípios. O Estado possui 160 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), sete Serviços Integrados de Saúde Mental (SIMPR), 41 equipes multiprofissionais de atenção especializada, além de leitos em hospitais gerais e especializados, somados à Atenção Primária em Saúde.

O atendimento direto à população acontece principalmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Centros de Atenção Psicossocial, que são estruturas fundamentais para a prevenção, tratamento e acompanhamento de pessoas com transtornos mentais, incluindo aquelas que já passaram por uma tentativa de suicídio.

Em situações emergenciais, o atendimento pode ser feito pelo SAMU (192) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo número 188, que funciona gratuitamente e de forma sigilosa, é outra ferramenta poderosa de apoio para quem precisa conversar. Fundado em 1962, o CVV é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde 1973.

ATENÇÃO ESPECIAL AOS JOVENS – Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos apresenta algum tipo de transtorno mental no mundo. A depressão e os transtornos de ansiedade estão entre os mais frequentes.

O Paraná segue as diretrizes da Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, que busca implementar um sistema integrado entre União, estados e municípios. A lei garante acesso ao atendimento psicossocial, assistência às famílias das vítimas e a notificação dos casos para aprimorar políticas públicas.

AÇÕES E INVESTIMENTOS – Na última semana, o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, anunciou um investimento de R$ 30 milhões anuais para ampliar a oferta gratuita do Paraná para medicamentos para ansiedade, depressão e esquizofrenia, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Sesa ainda foi uma das promotoras do VII Simpósio de Saúde Mental da Criança e do Educador, realizado durante a XVI Jornada Paranaense de Psiquiatria, no Canal da Música, em Curitiba. O encontro foi realizado na última quinta-feira (28) e reuniu profissionais de saúde e de áreas afins para debater os principais desafios e avanços no cuidado à saúde mental de crianças e adolescentes.

Onde buscar ajuda na rede pública do Estado do Paraná:

– Unidades Básicas de Saúde (UBS)

– Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)

– Unidades de Pronto Atendimento (UPA)

– Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192)

– Centro de Valorização da Vida (CVV 188).

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Fiocruz produzirá medicamento para atrofia muscular espinhal

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmou parceria com as empresas Hypera Pharma e Aurisco Pharmaceutical para o desenvolvimento e a fabricação nacional do medicamento Nusinersena, usado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal 5q (AME). A assinatura da sociedade ocorre no contexto do Agosto Roxo, mês de conscientização sobre a doença.

A iniciativa faz parte da estratégia do Novo Programa de Aceleração do Crescimento da Saúde, do Ministério da Saúde, “para fortalecer a produção local de medicamentos e biotecnológicos no país, reduzir a dependência externa e ampliar o acesso da população brasileira a terapias de alta complexidade”, diz a Fiocruz.

A fundação destaca que o remédio vem sendo fornecido no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2019, mas que a parceria, além de trazer economia aos cofres públicos, tem o diferencial de incorporar uma plataforma tecnológica inédita no país.

“A proposta permitirá ao Brasil desenvolver plataforma nacional de produção de oligonucleotídeos, que tem o potencial para ser utilizada também no desenvolvimento de medicamentos para outras doenças”, informa a instituição.

De acordo com o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, a transição demográfica impõe a necessidade de ampliar a carteira de produtos direcionada também ao tratamento da AME. A introdução do medicamento Nusinersena reflete a estratégia.

“A implementação da plataforma, pioneira na América Latina, reforça o papel da Fiocruz como base científica, tecnológica e industrial do SUS, elegendo como prioridade a inovação que garante o acesso da população a produtos pioneiros.”

A diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber ressalta que esse projeto demonstra o compromisso científico e tecnológico de Bio-Manguinhos com a inovação, a sustentabilidade e a ampliação do acesso a tratamentos de ponta. “Nossa colaboração com a Hypera Pharma, Bio-Manguinhos/Fiocruz e o Ministério da Saúde para garantir um medicamento seguro, eficaz e acessível à população brasileira é um momento histórico para nossa empresa”, disse o representante da Aurisco no Brasil, Marco Oliveira.

Tecnologia inovadora

O medicamento Nusinersena é um oligonucleotídeo antisense (ASO), que atua na produção de uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores afetados pela Atrofia Muscular Espinhal 5q (AME). A Bio-Manguinhos/Fiocruz passará a produzir o produto de forma integral no país.

O projeto será executado em fases com monitoramento contínuo desde a submissão do projeto até a verificação da internalização da tecnologia.

“Ao final do processo, Bio-Manguinhos/Fiocruz estará plenamente capacitado para produzir o medicamento em território nacional, com total domínio tecnológico”, informou a Fiocruz.

A fundação destaca que o remédio vem sendo fornecido no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2019, mas que a parceria, além de trazer economia aos cofres públicos, tem o diferencial de incorporar uma plataforma tecnológica inédita no país.

De acordo com o presidente da fundação, Mario Moreira, a transição demográfica impõe à Fiocruz a necessidade de ampliar sua carteira de produtos direcionada também ao tratamento da AME e a introdução desse novo produto reflete a estratégia. “A implementação dessa plataforma, pioneira na América Latina, reforça o papel da Fiocruz como base científica, tecnológica e industrial do SUS, elegendo como prioridade a inovação que garante o acesso da população a produtos pioneiros.”

A diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber ressalta que o projeto demonstra o compromisso científico e tecnológico de Bio-Manguinhos com a inovação, a sustentabilidade e a ampliação do acesso a tratamentos de ponta.

As informações são da Agência Brasil.

Sesa alerta para perigo de intoxicação infantil por medicamentos em casa

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o alerta aos pais e responsáveis sobre os riscos de intoxicação infantil causada pelo uso inadequado de medicamentos.

Segundo dados da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVVZI), em 2025 já foram registrados 863 casos de intoxicação em crianças de até 12 anos. Nos anos anteriores, os números foram ainda maiores: 1.221 casos em 2023 e 1.228 em 2024.

A maioria das ocorrências acontece dentro de casa, o que acende o alerta para a forma como os medicamentos são armazenados.

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a prevenção começa dentro do lar. “No Brasil inteiro foram 9.800 casos. Mesmo o Paraná tendo quase 9% dos casos nacionalmente, temos um diferencial. Aqui no Paraná todos os casos de intoxicação por medicamentos são notificados em tempo real”, disse o secretário.

“Faço uma alerta. Temos que cuidar do ambiente da nossa casa e deixar os remédios fora do alcance das crianças. Precisamos ficar atentos, porque muitas vezes são crianças pequenas que acabam ingerindo esses medicamentos e que podem causar um dano enorme à sua saúde”, destacou.

CAMPANHA EM OUTUBRO – A Sesa atua ao longo de todo o ano com orientações, capacitações e campanhas educativas sobre o risco da intoxicação por medicamentos. Essas ações são intensificadas em outubro, quando as 22 Regionais de Saúde promovem atividades específicas para orientar pais e responsáveis sobre o uso correto e o armazenamento seguro de remédios.

ORIENTAÇÕES IMPORTANTES – Nunca diga às crianças que remédio é “doce”, “faz crescer” ou “deixa forte”; Guarde os medicamentos trancados e fora do alcance de crianças e adolescentes; Nunca utilize medicamentos sem orientação médica.

EM CASO DE EMERGÊNCIA – Se ocorrer uma suspeita de intoxicação, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de urgência ou emergência, levando a embalagem ou o nome do produto ingerido.

Também é essencial manter à mão os contatos dos Centros de Informações e Assistência Toxicológica (CIATox), que funcionam em regime de plantão 24 horas por dia, 7 dias por semana:

CIATox Paraná (Curitiba): 0800 410 148

CIATox Londrina: (43) 3371-2244

CIATox Maringá: (44) 3011-9127

CIATox Cascavel: (45) 3321-5261.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Simepar repudia violência contra profissionais da Saúde

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vem a público manifestar repúdio e forte preocupação com a escalada de violência contra Médicas e Médicos e profissionais da Saúde em geral.

A notícia das agressões físicas contra uma Médica e uma Técnica de Enfermagem ocorridas na tarde desta segunda-feira (25/08), dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento em São José dos Pinhais, é mais um capítulo dessa triste realidade de violência a que muitos profissionais da Saúde estão expostos. Realidade essa que tem sido enfrentada e combatida por este Sindicato e pelas entidades coirmãs.

O Simepar reitera que as Administrações Públicas Municipais têm obrigação de garantir segurança e tranquilidade aos trabalhadores em geral e em especial aos da Saúde Pública, área tão sensível e que demanda tantos cuidados.

Os profissionais da Saúde e a população precisam e merecem ambientes seguros de trabalho e de atendimento. Não é admissível que a segurança das Unidades de Saúde, Básicas ou de Pronto Atendimento, seja negligenciada abrindo espaço para esse tipo de agressão que põe em risco a integridade física e a saúde mental dos/as profissionais e da população.

Hospitais do Paraná abrem inscrições para Residência Médica em várias especialidades

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP), abrirá inscrições para os Programas de Residência Médica entre os dias 4 de setembro e 2 de outubro de 2025, até às 14h horas. As 31 vagas são destinadas a médicos interessados em especializações em áreas estratégicas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

O processo seletivo será conduzido pela Associação Médica do Paraná (AMP) e seguirá os critérios da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM/MEC). Todas as informações e o edital completo estão disponíveis no site da AMP.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destaca a relevância da formação médica vinculada aos hospitais do Estado. “Estamos fortalecendo o papel das nossas unidades hospitalares como centros de ensino e formação. A residência médica nos permite qualificar novos profissionais para atuarem com excelência no SUS, em regiões que mais necessitam”, disse.

Confira os hospitais e especialidades com vagas disponíveis:

Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (Piraquara) – Possui quatro vagas na especialidade de Dermatologia, com duração de três anos, e mais duas vagas em fase de avaliação. O processo de seleção será composto por duas fases: o exame escrito (objetivo) e a análise do currículo.

Hospital Anísio Figueiredo (Hospital da Zona Norte (HZN) em Londrina) – Ao todo, serão duas vagas para Cirurgia Geral, com duração de três anos; três vagas para Clínica Médica, com duração de dois anos; seis vagas para Medicina de Família e Comunidade com duração de dois 2 anos; duas vagas para Ortopedia e Traumatologia, sendo uma delas reservada para o serviço militar, com duração de três anos.

E ainda, em fase de avaliação, a residência em Anestesiologia, que contará com duas vagas e três anos de duração.

Hospital Dr. Eulalino Ignácio de Andrade (Hospital da Zona Sul – HZS) em Londrina – Três vagas de Clínica Médica, com duração de dois anos; quatro vagas de Pediatria com três anos de duração e duas vagas em Anestesiologia, com três anos de duração e ainda em processo de autorização.

Hospital Regional do Litoral (Paranaguá) – Serão abertas duas vagas em Cirurgia Geral, com duração de três anos.

Hospital Adauto Botelho (Pinhais) – Para esta unidade são cinco vagas em Psiquiatria, com duração de três anos.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Jovens são as maiores vítimas de violências e acidentes no Brasil

Um estudo epidemiológico sobre a situação de saúde da juventude brasileira revelou que a faixa etária é um fator de risco mais significativo do que a localização geográfica para violências e acidentes, tanto em áreas metropolitanas como em cidades do interior. Realizada pela Fiocruz, a pesquisa também indicou que jovens no final da adolescência (15 a 19 anos) sofrem mais violência no geral, especialmente física, além de serem mais vítimas em situações de conflitos; e que jovens de 20 a 24 anos, período em que costumam começar a trabalhar, estão mais sujeitos a uma morte violenta.

Os pesquisadores utilizaram as bases de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2022 e 2023, para determinar as taxas de mortalidade e incidência na população jovem entre 15 e 29 anos em todo o Brasil. De acordo com o levantamento da Agenda Jovem Fiocruz (AJF) e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), a taxa de mortalidade por violências e acidentes entre jovens é maior do que a da população como um todo em todos os estados e no DF. Na maioria dos casos, essa diferença é maior que 50%. Na Paraíba, a diferença chega a 90%.

De acordo com a pesquisa, 65% dos óbitos da juventude resultam de causas externas, como violências e acidentes (84.034 das 128.826 mortes entre 2022 e 2023). A taxa de mortalidade por causas externas para jovens é de 185,5 mortes para cada 100 mil habitantes, maior do que a da população geral (149,7). A taxa é ainda mais alta em jovens entre 20 e 24 anos (218,2). Em contraste, essas causas representam apenas 10% do total de óbitos do conjunto da população brasileira. Mais de um terço dos casos de violência notificados no SUS vitimaram jovens (36%).

Segundo o coordenador da AJF, André Sobrinho, é importante não ver a juventude de maneira homogênea: “No curso da vida juvenil, as questões de saúde, incluindo as violências, incidem de maneira diferente se a pessoa jovem está no início, no meio ou no fim desse ciclo. É fundamental identificar, portanto, as necessidades em saúde mirando as distintas subfaixas de idade”, aponta.

Principais causas incluem armas de fogo, motocicletas e ação da polícia

Intitulado 1º Informe epidemiológico sobre a situação de saúde da juventude brasileira: violências e acidentes, o estudo apontou que a principal forma de violência sofrida por jovens brasileiros é a agressão física (47%), seguida da violência psicológica/moral (15,6%) e pela violência sexual (7,2%). Quanto mais velha a vítima, maior a proporção de violência psicológica. Quanto mais jovem, maior a proporção de violência física.

Armas de fogo e acidentes de motocicleta têm peso significativo nas causas de mortalidade juvenil, especialmente nos municípios localizados fora das regiões metropolitanas.

Os acidentes de transportes na juventude matam principalmente os homens, que representam 84% das vítimas. Na metade desses casos (53%), o meio de transporte foi a motocicleta. Ainda assim, a principal causa de morte violenta na juventude, seja para homens ou mulheres, são as agressões com armas de fogo.

Outra causa de morte que pesa muito mais na juventude é a intervenção legal, ou seja, a ação da polícia, que resulta em 3% dos óbitos por causas externas de jovens brasileiros. Esse valor é de apenas 1% dos óbitos totais da população.

Regiões e estados brasileiros

O levantamento ainda indicou que o maior risco de morte por violências e acidentes na juventude ocorre nos estados do Nordeste e do Norte, com destaque para a faixa entre 20 e 24 anos do Amapá (447 óbitos para cada 100 mil habitantes) e na Bahia (403).

As Unidades da Federação (UF) com as maiores taxas de violência por cem mil habitantes na juventude são o Distrito Federal (696,1), o Espírito Santo (637,8), o Mato Grosso do Sul (629,5) e Roraima (623,5). Na população brasileira como um todo, a taxa é de 250,6 para cada cem mil habitantes.

Leia mais sobre o estudo: Jovens negros são as principais vítimas de morte por violência.

As informações são da Agência Fiocruz de Notícias.

Vacinas em desenvolvimento pelo instituto Butantan são incluídas em programa federal de incentivo à inovação

O Butantan teve três novos projetos para desenvolvimento de vacinas aprovadas no Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), iniciativa do Ministério da Saúde que visa promover a inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas e produtivas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os projetos contemplados envolvem o desenvolvimento e a produção das vacinas da dengue, gripe aviária e Influenza adjuvada. Essa é a primeira vez que o Governo Federal cria uma política nacional de apoio à pesquisa de inovação tecnológica, a fim de estimular o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e de Inovação com impacto no SUS.

A partir do PDIL, esses imunizantes ganham apoio para serem desenvolvidos e fabricados com tecnologia e inovação nacional. “O programa reconhece a capacidade tecnológica do Butantan, que passa a ter estímulo e condições de desenvolver essas vacinas, criando competência interna e nacional em temas de desenvolvimento clínico, produção, escalonamento e inovação”, resume o diretor de Inovação e responsável pelo escritório de Inovação e Licenciamento de Tecnologia do Instituto Butantan (EILT), Cristiano Gonçalves.

Por meio do PDIL, o Butantan recebe apoio para a pesquisa de projetos de interesse da saúde pública e o desenvolvimento e a produção de imunobiológicos ainda inexistentes no mercado, mas que são de interesse do SUS. Dessa forma, a vocação do Butantan de desenvolver pesquisa e inovação de ponta como as vacinas, é fortalecida. Em contrapartida, as tecnologias que são desenvolvidas por meio desse programa são direcionadas para a criação de soluções inovadoras que serão ofertadas ao SUS.

“Competência para levar a pesquisa da academia para o mercado o Butantan já tem, porque possui uma cadeia bem estruturada de desenvolvimento de imunobiológicos. Com o PDIL, o Butantan consegue retroalimentar ainda mais a pesquisa aqui dentro”, ressalta Cristiano.

Por meio do programa, o Butantan conseguirá aprimorar a vacina Influenza que é distribuída gratuitamente à população pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A nova versão tem a mesma composição antigênica da Influenza sazonal, com os três tipos de vírus da gripe mais circulantes no ano anterior. A diferença é que ela ganha o acréscimo de um agente adjuvante, também desenvolvido pelo Instituto, que aumenta a resposta imune no organismo de pessoas com mais de 60 anos.

Em relação à vacina da dengue (Butantan-DV) – que está nas etapas finais de aprovação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) –, o PDIL vai contribuir para que o Instituto aumente sua capacidade bioindustrial e vai apoiar a realização de ensaios clínicos que vão avaliar a extensão da faixa etária para o público acima de 60 anos, bem como a administração conjunta com a vacina Chikungunya.

Já a nova vacina Influenza pré-pandêmica, também aprovada dentro no PDIL e que está em desenvolvimento no Butantan desde março de 2024, surge da necessidade de manter um estoque estratégico nacional para o enfrentamento de uma possível pandemia de gripe aviária. A vacina será uma das primeiras no mundo a utilizar a cepa de vírus H5N8. “Vamos iniciar os estudos em humanos deixando todas as etapas de desenvolvimento de produto prontas. Com o produto desenvolvido e testado, conseguiremos produzir a vacina de maneira rápida e eficaz para a aplicação nas pessoas, em caso de um eventual surto”, destaca Cristiano.

De acordo com o diretor de inovação, nos últimos anos o Butantan tem direcionado esforços para se tornar referência na resposta rápida a emergências de saúde. São prova disso a vacina da dengue, que surgiu a partir do aumento de casos de dengue em 2015, e atuação do Instituto no combate à pandemia de Covid-19.

Além dos projetos da vacina da dengue, da influenza adjuvada e da influenza pré-pandêmica, o Butantan está em articulações para incluir no PDIL outras iniciativas, que também foram submetidas ao Ministério da Saúde.

Sobre o PDIL e a inovação no Butantan

Os objetivos do PDIL, que foi criado em 2024 pelo Ministério da Saúde, são promover a produção industrial voltada à saúde no Brasil; induzir e fomentar o desenvolvimento e a inovação nacional para ampliar o acesso à saúde e reduzir a vulnerabilidade tecnológica do SUS; promover a capacitação de instituições científicas e produtores públicos, entre outros agentes, e contribuir para a transformação digital e ecológica.

Os projetos a serem avaliados pelo programa devem estar alinhados à Matriz de Desafios Produtivos e Tecnológicos em Saúde do Ministério da Saúde.

As informações são do Instituto Butantan.

Brasil avança na vacinação contra HPV e supera média global

O Brasil atingiu mais de 82% de cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos em 2024, superando a média global de 12%, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os meninos da mesma faixa etária, a cobertura chega a 67%. A vacina protege contra diversos tipos de câncer associados ao HPV, incluindo colo do útero, ânus, pênis, garganta e pescoço, além de verrugas genitais.

Desde 2023, o país tem registrado avanços na vacinação, revertendo a tendência de queda nas coberturas vacinais em 15 das 16 vacinas ofertadas ao público infantil. Os avanços são resultado da retomada do Programa Nacional de Imunizações (PNI), da garantia da oferta de vacinas, da realização de mobilizações nacionais, da vacinação em escolas e da implementação de estratégias adaptadas à realidade de cada região.

Entre meninas, a cobertura vacinal do HPV passou de 78,42% em 2022 para 82,83% em 2024, enquanto entre os meninos o salto foi de 45,46% para 67,26%, evidenciando crescimento contínuo – um aumento de 22% em apenas dois anos. A inclusão de meninos no esquema vacinal também representa um avanço nas iniciativas do Brasil para ampliar a proteção de crianças contra a meningite.

Para ampliar a proteção entre adolescentes, o Ministério da Saúde implementou a estratégia de resgate vacinal para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram anteriormente. Até 21 de agosto, mais de 106 mil adolescentes dessa faixa etária já foram vacinados. Estados com maior número de não vacinados, como São Paulo e Rio de Janeiro, iniciaram a estratégia recentemente, e a expectativa é de que a adesão aumente nas próximas semanas.

A pasta também fortalece parcerias com sociedades científicas, organizações não governamentais e o Ministério da Educação, promovendo ações como vacinação em escolas, campanhas educativas e combate à desinformação.

Esquema vacinal

Desde 2024, o Brasil adotou o esquema vacinal contra o HPV em dose única para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o modelo anterior de duas doses. A iniciativa faz parte do compromisso do Brasil com a OMS para eliminar o câncer de colo do útero, que prevê atingir 90% de cobertura vacinal entre meninas até 2030.

O país foi além da meta ao incluir também os meninos e, em 2024, passou a adotar a dose única da vacina contra o HPV, em linha com recomendações internacionais.

Desde 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) já distribuiu mais de 75 milhões de doses, consolidando uma das políticas de vacinação mais abrangentes do mundo. O programa inclui meninos, imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de PrEP e crianças com papilomatose respiratória recorrente.

Para pessoas imunocomprometidas, como aquelas vivendo com HIV/AIDS, pacientes oncológicos e transplantados, o esquema permanece em três doses, independentemente da idade. Além disso, pessoas vítimas de violência sexual e usuários de PrEP entre 15 e 45 anos devem receber três doses da vacina, enquanto crianças e adolescentes de 9 a 14 anos vítimas de violência sexual continuam com duas doses.

As informações são do Ministério da Saúde.

Conitec rejeita inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou ao Ministério da Saúde não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a liraglutida e a semaglutida, princípios ativos de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. O pedido de incorporação ao SUS foi feito pela Novo Nordisk, farmacêutica fabricante do Wegovy, que tem como princípio ativo a semaglutida.

Em nota, o ministério informou que as decisões da Conitec sobre a incorporação de medicamentos ao SUS “consideram as melhores evidências científicas disponíveis, abrangendo eficácia, segurança e análises de custo-efetividade”. Segundo a pasta, no caso da liraglutida e da semaglutida, o impacto financeiro estimado é de R$ 8 bilhões anuais.

O comunicado destacou ainda dois acordos de parceria firmados entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS para a produção da liraglutida e da semaglutida. Os acordos estabelecem a transferência de tecnologia da síntese do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e do medicamento final para Farmanguinhos, unidade técnico-científica da Fiocruz.

“Cabe ressaltar ainda a importância estratégica da ampliação da oferta de medicamentos genéricos. Essa medida estratégica estimula a concorrência, contribui para a redução de preços, amplia o acesso da população a tratamentos de qualidade e fortalece as condições para a incorporação de novas tecnologias ao SUS”, concluiu o ministério.

Controle

Desde junho, farmácias e drogarias começaram a reter receitas de canetas emagrecedoras. Além da semaglutida e da liraglutida, a categoria inclui ainda a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.

A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.

Uso indiscriminado

A retenção do receituário de canetas emagrecedoras era defendida por entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Em nota aberta, elas citam que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento.

“A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém, não a retenção da mesma [receita] pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento.

As informações são da Agência Brasil.

Fiocruz avança com plataforma nacional de vacinas de RNA mensageiro

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), desenvolveu a primeira plataforma nacional de RNA mensageiro (RNAm) para vacinas e terapias. A conquista representa um marco científico para o Brasil, ao garantir capacidade própria de pesquisa, desenvolvimento e produção dessa tecnologia considerada de vanguarda no mundo.

Com a plataforma inteiramente nacional e construída com apoio do Ministério da Saúde e recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a Fiocruz passa a contar com uma base tecnológica que permite desenvolver novos produtos de forma ágil e com menor custo. Para cada doença, basta inserir a “informação genética” que será usada para induzir a resposta imunológica, sem a necessidade de reiniciar o processo desde o início. A tecnologia já foi depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A primeira vacina a ser desenvolvida pela Fiocruz com essa tecnologia será contra a Covid-19. Os testes toxicológicos já foram concluídos e a previsão é de que os estudos clínicos comecem ainda este ano. Além disso, pesquisas com RNAm já estão em andamento para vacinas contra leishmaniose e tuberculose, assim como para terapias voltadas a doenças como o câncer.

“Essa conquista é um marco importante para posicionar o Brasil na vanguarda da biotecnologia, reforçando nosso papel estratégico para a ampliação do acesso a medicamentos na América Latina e África”, afirmou a líder do projeto RNA de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Patricia Neves.

As vacinas produzidas com base no RNAm funcionam dando instruções ao sistema imunológico para combater agentes infecciosos de forma eficaz e segura. Um dos diferenciais da plataforma de Bio-Manguinhos/Fiocruz é o envoltório lipídico, uma capa de gordura que protege o RNA, desenvolvido com características próprias. Esse avanço possibilitaria independência em relação a formulações de outras empresas, evitando custos adicionais e fortalecendo a autonomia tecnológica do país.

Essa tecnologia é estratégica para o fortalecimento do Complexo Econômico e Industrial da Saúde (Ceis) e do Sistema Único de Saúde (SUS), pois possibilita a produção nacional de vacinas inovadoras em menor tempo e a custos reduzidos. Isso amplia o acesso da população brasileira a imunizantes de última geração e contribui para reduzir desigualdades globais em saúde, colocando o Brasil na vanguarda da ciência mundial.

Desde 2021, Bio-Manguinhos/Fiocruz é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como centro de referência em vacinas de mRNA na América Latina. O instituto iniciou pesquisas nessa área em 2018, inicialmente com foco em terapias contra o câncer de mama, e hoje consolida sua posição como protagonista na inovação em saúde pública.

As informações são da Agência Fiocruz de Notícias.