Filiado à

Notícias

Paraná é o segundo Estado com mais registros de violência contra médicos em estabelecimentos de Saúde

Imagem: CFM.

O Conselho Federal de Medicina publicou um levantamento feito junto às Polícias Civis dos Estados com o número de casos de violência contra os profissionais de Medicina registrados com Boletins de Ocorrência. Os registros incluem situações de ameaça, injúria, desacato, lesão corporal, difamação, furto, entre outros crimes, dentro de unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, prontos-socorros, laboratórios e outros espaços semelhantes, públicos ou privados.

O Paraná figura como o segundo colocado em números absolutos no ano de 2024 com 767 registros, ficando atrás de São Paulo, que teve 832 registros, e à frente de Minas Gerais (460 casos), Santa Catarina (386 casos) e Bahia (351 casos).

A RPC TV repercutiu o levantamento em seu jornal matinal, o Bom Dia Paraná. Assista ao vídeo da matéria aqui.

Os números nacionais na série histórica preocupam, pois vêm crescendo rapidamente. Em 2013 foram 2.454; contra 4.562 no ano passado. Veja a evolução abaixo no gráfico do CFM.

Os números do Paraná também são muito preocupantes, pois o Estado é o quinto em número de profissionais da Medicina em atividade, mas ocupa o segundo lugar em registros dos casos de Violência.

Cabe lembrar que a violência no contexto dos estabelecimentos de Saúde Pública e Privada não atinge somente os médicos e médicas. Profissionais da enfermagem e os demais trabalhadores da Saúde estão muito expostos a esse fenômeno nefasto que causa sérios danos ao funcionamento dos estabelecimentos e, principalmente, atingem a saúde física e mental dos trabalhadores.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vêm atuando na prevenção dos casos de violência, principalmente junto às administrações municipais, reivindicando a presença constante de profissionais de Segurança nas Unidades de Saúde, em especial nas Unidades de Pronto Atendimento. O Simepar também atua no âmbito nacional, através da Federação Médica Brasileira, no combate a qualquer tipo de violência contra os profissionais.

O Conselho Regional de Saúde do Paraná também vêm trabalhando na prevenção da violência. O Conselho instituiu em 2024 uma Comissão de Prevenção à Violência Contra Médicos. Essa Comissão também vêm recebendo um número crescente de denúncias, que são analisadas para que medidas de prevenção sejam efetivadas. O CRM recebe denúncias de violência por e-mail (medicodenuncia@crmpr.org.br) e por telefone (41 3240 7800), respeitando o sigilo dos denunciantes que assim o desejarem.

LEIA TAMBÉM: Câmara aprova aumento de pena para crimes contra profissionais de saúde

Imagem: CFM.

Para o Dr. Marlus Volney de Morais, é muito importante que os casos de violência contra médicos e médicas sejam registrados com Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e também junto ao CRM. O Simepar também possui um canal para recebimento de denúncias em seu site: https://simepar.org.br/denuncia/. “Vale lembrar que a violência pode ser física ou psicológica e que o assédio moral também é uma forma de violência que muitas vezes pode vir da própria chefia e/ou dos/as gestores das unidades e estabelecimentos de Saúde. Nesses casos, a intervenção do Simepar é imprescindível.” Completou o Dr. Marlus.

Sobre o levantamento nacional, os dados foram coletados pelo CFM junto às Polícias Civis das 27 unidades da Federação por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Foram solicitadas informações atualizadas do ano de 2024 sobre a quantidade de boletins de ocorrência registrados nas Polícias Civis, com detalhes sobre o tipo de violência cometido, onde (hospital, clínica, consultório, posto de saúde, etc.), perfil da vítima (sexo e idade), entre outros itens.

Apenas os estados Amapá, Paraíba e Rondônia não encaminharam informações relativas ao ano de 2024. Já em relação ao Rio de Janeiro, por exemplo, que concentra o terceiro maior número de médicos do País, o levantamento considera apenas os registros de boletim de ocorrência em que o médico é identificado como vítima de violência em estabelecimento de saúde (foram desconsiderados milhares de casos de violência em estabelecimentos de saúde em que a profissão da vítima não foi preenchida no boletim de ocorrência). Mato Grosso informou dados referentes à violência em hospitais e clínicas médicas contra qualquer profissão – a partir daí o CFM fez uma estimativa de um caso para 10 casos envolvendo só médicos.

Com informações do CFM, CRM e RPC TV.

 

Paraná implanta “Dose Zero” do sarampo em crianças para prevenir reintrodução da doença

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), implanta a partir desta semana a “Dose Zero (D0)” da vacina contra o sarampo para aumentar a proteção contra a doença em crianças de seis meses a menores de um ano (11 meses e 29 dias) de idade. A orientação foi repassada para as 22 Regionais de Saúde e replicada aos municípios.

O reforço na vacinação será iniciado com a utilização de 28,6 mil vacinas Dupla Viral (que previne contra o sarampo e rubéola), indicada para crianças de seis meses a oito meses e 29 dias, enviadas pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (3) para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar). Dos nove meses a 11 meses e 29 dias, recomenda-se a tríplice viral – contra o sarampo, caxumba e rubéola.

A nova estratégia é uma recomendação do Ministério da Saúde por meio da Nota Técnica nº 63/2025 da Coordenação-Geral de Incorporação Científica e Imunização (CGICI/DPNI/SVSA/MS), direcionada aos estados de Roraima e Amapá, Região Metropolitana de Belém e de São Paulo, e municípios de fronteira e com maior circulação de pessoas da Região Sul. No Paraná a estratégia será adotada por todos os 399 municípios.

Em 2024 o Paraná atingiu 101,93% (mais do que a estimativa de nascidos vivos) de cobertura da vacina tríplice viral na primeira dose e 89,39% na segunda dose. Este ano as coberturas estão em 99,35% na primeira dose e 80,86% na segunda.

“Nós optamos por inserir os 399 municípios na dose zero e o Ministério da Saúde concordou visando ampliar a proteção da população mais vulnerável evitando que o sarampo volte a circular no Paraná. A orientação é a mesma: vacinar, vacinar e vacinar ainda mais”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A ampliação da vacinação contra o sarampo é uma medida para bloquear a disseminação do vírus da doença que já possui casos confirmados autóctones em países vizinhos como a Argentina. O último caso registrado no Brasil foi em junho de 2022 e, no Paraná, em junho de 2020. A recomendação do Ministério da Saúde trata-se de uma medida preventiva para evitar a reintrodução do vírus no País.

RECOMENDAÇÕES – A D0 não substitui as doses do calendário de rotina, que indicam uma dose de vacina aos 12 e 15 meses de idade com a tríplice viral. Além disso, em casos de contato com suspeitos ou confirmados de sarampo ou rubéola, a D0 deve ser administrada em até 72 horas após a identificação do caso suspeito.

A Sesa orienta ainda que os municípios intensifiquem a busca de pessoas de 12 meses a 59 anos com vacinação pendente ou incompleta para atualização conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Pessoas de cinco a 29 anos não vacinadas ou com esquema incompleto devem completar a vacinação com as duas doses; de 30 a 59 anos com uma dose; e profissionais de saúde com duas doses, independente da idade. Todas as cidades possuem doses disponíveis para imunização.

Para que seja feita a investigação dos casos e identificação dos contatos para adoção das medidas de prevenção e controle, os profissionais de saúde das redes pública e privada devem estar atentos à identificação precoce de casos suspeitos, garantindo a coleta adequada de amostras para exames laboratoriais, e notificar imediatamente as secretarias municipais de Saúde, Regionais de Saúde e secretaria estadual de Saúde.

SINTOMAS – Os sintomas mais comuns do sarampo são febre alta, exantema (manchas avermelhadas na pele que aparecem primeiro no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se em seguida pelo corpo) seguidos de tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite. Outros sintomas, como dor de cabeça, indisposição e diarreia, também podem ocorrer.

Como não há tratamento específico para o sarampo, é importante ficar atento ao aparecimento desses sinais. Os pacientes devem permanecer em isolamento domiciliar ou hospitalar por cinco dias após o surgimento das manchas vermelhas no corpo.

As informações são da Agência Brasil.

Boletim semanal da Dengue confirma mais 4.294 casos e seis óbitos no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta terça-feira (3) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 4.294 casos da doença e seis óbitos. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 222.702 notificações, 71.770 diagnósticos confirmados e 71 óbitos em decorrência da dengue no Estado.

Os novos óbitos ocorreram entre março e maio, sendo quatro mulheres e dois homens, com idades entre 24 e 90 anos, e três deles apresentavam comorbidades. Os pacientes residiam em Santa Helena (20ª) Regional de Saúde de Toledo); Mandaguaçu, Maringá e Nova Esperança (15ª RS de Maringá); Porecatu (17ª RS de Londrina) e Telêmaco Borba (21ª RS de Telêmaco Borba).

Ao todo, 398 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 373 possuem casos confirmados.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (16.902); 14ª RS de Paranavaí (11.578); 15ª RS de Maringá (9.241); 19ª RS de Jacarezinho (5.188); e 16ª RS de Apucarana (4.396).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 4.050 casos de Chikungunya, num total de 8.491 notificações da doença no Estado. Quanto ao vírus Zika, até o momento foram registradas 97 notificações sem nenhum caso confirmado.

FEBRE OROPOUCHE – A Sesa publica também neste boletim os casos de Oropouche no Paraná, nos municípios de Adrianópolis (44 casos autóctones) e Morretes (2 casos autóctones), além do registro de um caso importado no município de Arapongas (importado do Espírito Santo).

A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vetor pode transmitir o vírus a outras pessoas.

Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos de outras arboviroses, como dengue e chikungunya.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre os dados da dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Demência em idosos hospitalizados não é percebida em até 50% dos casos

Estudo liderado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) alerta que, apesar de cada vez mais frequentes, condições associadas ao envelhecimento, como comprometimento cognitivo e demência, frequentemente passam despercebidas pelas equipes de saúde que atuam nos hospitais.

A demência é um dos principais desafios de saúde pública no mundo, afetando atualmente cerca de 57 milhões de pessoas, incluindo cerca de 2,5 milhões de brasileiros. Estimativas para 2050 indicam que esse número pode quase triplicar, ultrapassando os 150 milhões de casos em todo o mundo.

Segundo o primeiro autor do estudo e professor colaborador da FMUSP, Márlon Aliberti, a situação ocorre porque a atenção dos profissionais que atuam no ambiente hospitalar se concentra na identificação e no tratamento da condição aguda que levou à internação, como pneumonia, infecção urinária ou descompensação cardíaca

“No entanto, a demência influencia diretamente a resposta a medicamentos, aumenta o risco de delírio, prolonga a internação e dificulta a reabilitação”, explica Aliberti.

O estudo, publicado no Journal of the American Geriatrics Society, revelou que cerca de dois terços dos pacientes hospitalizados com 65 anos ou mais apresentam algum grau de comprometimento cognitivo, como déficits de memória, e um terço deles têm diagnóstico de demência.

“Essas alterações já estavam presentes antes do problema agudo que motivou a internação. No entanto, entre os casos de demência, aproximadamente metade nunca havia sido diagnosticada, permanecendo desconhecida tanto por médicos quanto por familiares até o momento da hospitalização”, esclarece Aliberti.

Novo método

Diante do cenário, os pesquisadores propõem uma solução prática e viável, mesmo em contextos com poucos recursos: realizar, ainda nos primeiros dias de internação, uma entrevista à beira do leito com um familiar ou cuidador próximo para avaliar como estava a memória e outras funções cognitivas do paciente antes do episódio agudo que motivou a hospitalização.

De acordo com a professora associada da faculdade e responsável pela supervisão do estudo, Claudia Suemoto, essa abordagem permite identificar alterações cognitivas pré-existentes, mesmo quando o paciente está desorientado, com dor ou incapaz de participar diretamente da avaliação. Não se trata de um diagnóstico definitivo, mas de uma triagem eficiente que pode identificar uma possível demência e ajudar no melhor planejamento do cuidado hospitalar.

“A identificação precoce do comprometimento cognitivo também permite orientar melhor os cuidados após a alta. Por exemplo, se a pessoa vive sozinha, os familiares podem ser preparados para oferecer mais suporte, o que pode evitar novas internações”, afirma a médica Claudia Suemoto.

O novo método foi testado em cinco hospitais de três capitais brasileiras – São Paulo, Belo Horizonte e Recife – e apresentou eficácia superior a 90%. Com os resultados positivos, a abordagem será expandida para toda a rede de instituições do grupo de estudo Change (sigla em inglês para Creating a Hospital Assessment Network in Geriatrics), da Faculdade de Medicina. Mais de 250 profissionais já foram treinados para aplicar a ferramenta em 43 hospitais públicos e privados de todas as regiões do Brasil e outros quatro países, Angola, Chile, Colômbia e Portugal.

O estudo foi realizado pelo Laboratório de Investigação Médica em Envelhecimento, sob supervisão da professora Claudia Suemoto em colaboração com a professora Monica Yassuda, docente do curso de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidade da USP, e com a médica Regina Magaldi, da Divisão de Geriatria do Hospital das Clínicas da USP.

As informações são da Agência Brasil.

Simepar vê com otimismo o compromisso da Prefeitura de Curitiba com a pauta dos/as Médicos/as

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) anunciou que a Prefeitura de Curitiba se comprometeu em atender uma série de demandas dos profissionais da medicina. O compromisso contempla a autonomia médica sobre o tempo necessário para as consultas, a presença de pediatras nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a segurança dos profissionais em seus locais de trabalho, entre outras reivindicações.

Segundo o CRM-PR, os compromissos foram anunciados pela Secretária da Saúde, Tatiane Filipak, em reunião com a participação de vários gestores da Secretaria e da Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS).

Essas reivindicações são as mesmas encaminhadas pelo Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) há anos. O tempo de consulta nas Unidades Básicas de Saúde, por exemplo, chegou a ser motivo de ação judicial movida pelo Simepar contra a FEAS, resultando em acordo. Outras reivindicações, como a segurança dos profissionais e a presença de pediatras nos plantões das UPAs, foram levadas ao Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e ao próprio Conselho Regional de Medicina.

O Simepar considera positivo o compromisso dos gestores municipais com as reivindicações dos Médicos e Médicas, mas esses compromissos necessitam ser implementados com brevidade e, principalmente, precisam ser cumpridos; visto que as demandas não são novas e compromissos semelhantes já foram firmados anteriormente, os quais foram descumpridos pela gestão municipal.

Também é necessário que as ações sejam detalhadas e repassadas com clareza para os gestores de cada unidade de saúde para que o respeito à autonomia dos profissionais da medicina não seja quebrado.

O Sindicato tem uma agenda permanente de negociação com a FEAS, com reuniões periódicas em que as demandas e denúncias dos profissionais da Medicina são discutidas. Além disso, existe decisão judicial limitando a terceirização da mão de obra médica, dando preferência sempre aos médicos concursados. Mesmo assim, o Sindicato recebe constantemente denúncias dando conta da contratação de mão de obra terceirizada.

Também proliferam denúncias de que as escalas dos plantões das UPAs têm sido por vezes esvaziadas, resultando em longas filas e várias horas de espera por consultas.

Outro problema relatado com frequência consiste no assédio para que Médicas e Médicos realizem consultas cada vez mais curtas e atendam mais pacientes em menos tempo.

Segundo o Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, o Sindicato vê com otimismo o compromisso da gestão municipal. “Essas reivindicações foram levadas aos CRM pelo Simepar e têm sido discutidas há anos pelo Sindicato junto a Secretaria da Saúde e a FEAS. Agora precisamos avançar com o detalhamento dos compromissos e, principalmente, com a implementação das soluções dos problemas, para que os compromissos não caiam no vazio.” Afirmou o Dr. Marlus Morais.

Com informações do CRM-PR.

Paraná registra mais de 10 mil casos e 469 mortes por síndromes respiratórias no ano

Um novo levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta segunda-feira (06) mostra que o Paraná registrou, desde o começo do ano e até agora, 10.038 casos e 469 mortes de pacientes hospitalizados por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs). O trabalho evidencia que só na última semana foram 783 casos e 33 óbitos computados. Dentre os dados, 801 casos 74 mortes correspondem a SRAGs por Influenza.

Quando comparado ao mesmo período no ano passado, o número de casos aumentou 13%, saindo de 8.836 para os atuais 10.038. Já com relação aos óbitos, foram 612 no mesmo período em 2024, o que indica uma redução de 23% com os atuais 469 deste ano.

Acompanhando a alta demanda, o Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) registrou o maior número de exames processados em um único mês desde 2023. Foram 3.769 exames em maio (63% a mais que a média de 2,3 mil exames mensais), sendo 1.322 somente na última semana. Dentre as amostras do mês, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a Influenza continuam predominando, num total de 51,52% das amostras, sendo 25,68% para VSR e 25,84% para Influenza.

VACINAÇÃO – A vacinação contra a gripe influenza está aberta para toda a população acima de seis meses de idade. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforçou a importância da imunização para evitar agravamento da doença. “A melhor forma de evitar as formas graves da doença é a prevenção. A vacina contra a gripe está disponível e é essencial neste momento, especialmente diante do avanço do vírus”, afirmou.

Dados do Vacinômetro Nacional mostram que o Paraná registrou a aplicação de 2.336.173 vacinas contra a Influenza, sendo que apenas 40,80% do grupo prioritário de gestantes, crianças e idosos procurou pela imunização. A meta do Ministério da Saúde é atingir 90% de cada um destes grupos. O Estado já recebeu e distribuiu para os 399 municípios, 4.188.000 doses.

NOVOS LEITOS – Na última semana, a Sesa autorizou a abertura novos leitos para atender a crescente demanda relacionada a casos de internação por SRAGs. São 58 leitos nas regiões de Ponta Grossa, Curitiba e Foz do Iguaçu.

As unidades estão divididas em 20 leitos de internação pediátrica no Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), em Campo Largo; 13 leitos no Hospital do Coração Bom Jesus, em Ponta Grossa (10 de enfermaria e 3 de UTI); 25 leitos pediátricos no Hospital Madre de Dio, em São Miguel do Iguaçu (15 de enfermaria e 10 de UTI infantil).

Os leitos serão abertos gradativamente. Nesta segunda-feira (2), os leitos do HIWM entrarão em funcionamento, e no decorrer da semana serão abertos os leitos do Hospital do Coração. Já em Foz do Iguaçu, a previsão é que os novos leitos estejam em funcionamento na próxima semana.

“Estamos abrindo mais leitos específicos para casos de SRAG em todo o Paraná, principalmente na Região Metropolitana de Curitiba, em Ponta Grossa e no Oeste do Estado. Se for necessário, dependendo do cenário epidemiológico e da demanda, novos leitos serão abertos nos próximos dias”, avaliou o secretário Beto Preto.

Confira dados de casos e óbitos de SRAG hospitalizado, 2024 e 2025 até a Semana Epidemiológica nº 22:

1ª Regional de Saúde (RS) – PARANAGUÁ:
2024: 177 casos e 16 óbitos / 2025: 173 casos e 4 óbitos

2ª RS – CURITIBA:
2024: 3.092 casos e 156 óbitos / 2025: 2.827 casos e 94 óbitos

3ª RS – PONTA GROSSA:
2024: 498 casos e 12 óbitos / 2025: 474 casos e 11 óbitos

4ª RS – IRATI:
2024: 155 casos e 6 óbitos / 2025: 295 casos e 2 óbitos

5ª RS – GUARAPUAVA:
2024: 115 casos e 7 óbitos / 2025: 198 casos e 13 óbitos

6ª RS – UNIÃO DA VITÓRIA:
2024: 28 casos, sem óbitos / 2025: 40 casos e 3 óbitos

7ª RS – PATO BRANCO:
2024: 135 casos e 5 óbitos / 2025: 136 casos e 3 óbitos

8ª RS – FRANCISCO BELTRÃO:
2024: 200 casos e 3 óbitos / 2025: 261 casos e 6 óbitos

9ª RS – FOZ DO IGUAÇU:
2024: 866 casos e 70 óbitos / 2025: 690 casos e 43 óbitos

10ª RS – CASCAVEL:
2024: 991 casos e 106 óbitos / 2025: 929 casos e 49 óbitos

11ª RS – CAMPO MOURÃO:
2024: 87 casos e 6 óbitos / 2025: 158 casos e 4 óbitos

12ª RS – UMUARAMA:
2024: 64 casos e 1 óbitos / 2025: 123 casos e 6 óbitos

13ª RS – CIANORTE:
2024: 37 casos e 2 óbitos / 2025: 39 casos e 2 óbitos

14ª RS – PARANAVAÍ:
2024: 58 casos e 4 óbitos / 2025: 40 casos e 6 óbitos

15ª RS – MARINGÁ:
2024: 688 casos e 39 óbitos / 2025: 644 casos e 39 óbitos

16ª RS – APUCARANA:
2024: 34 casos e 1 óbito / 2025: 170 casos e 16 óbitos

17ª RS – LONDRINA:
2024: 925 casos e 118 óbitos / 2025: 1.436 casos e 100 óbitos

18ª RS – CORNÉLIO PROCÓPIO:
2024: 54 casos e 14 óbitos / 2025: 106 casos e 6 óbitos

19ª RS – JACAREZINHO:
2024: 69 casos e 8 óbitos / 2025: 147 casos e 23 óbitos

20ª RS – TOLEDO:
2024: 443 casos e 29 óbitos / 2025: 990 casos e 20 óbitos

21ª RS – TELÊMACO BORBA:
2024: 74 casos e 1 óbito / 2025: 81 casos e 2 óbitos

22ª RS – IVAIPORÃ:
2024: 46 casos e 8 óbitos / 2025: 81 casos e 2 óbitos

TOTAL PARANÁ:
2024: 8.836 casos e 612 óbitos / 2025: 10.038 casos e 469 óbitos

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Curitiba amplia a vacinação contra a Gripe para supermercados, quartel e empresas

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba está ampliando a estratégia de vacinação contra a gripe em locais de grande circulação de pessoas, como supermercados, quartel do exército e empresas. A estratégia começou pelas Ruas da Cidadania e a sede da Prefeitura e faz parte da mobilização municipal para ampliar a cobertura vacinal e bloquear a circulação dos vírus respiratórios, comuns nesta época.

Neste sábado (31/5), dois supermercados contarão com equipes da saúde vacinando, no Tatuquara e Sítio Cercado (VEJA AQUI os endereços), além de nove unidades de saúde que estarão abertas para vacinação. Na primeira semana de junho, a vacina da gripe chega a quartel do exército, empresas e supermercados.

O imunizante que protege contra a gripe está disponível para todos com seis meses ou mais.

“Já enfrentamos aumento de atendimento na rede municipal por sintomas respiratórios e a vacina é a melhor estratégia para prevenir o agravamento da gripe, principalmente para os mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças pré-existentes. Vacinar é cuidar”, reforça a secretária Municipal da Saúde, Tatiane Filipak.

Plano de contingência

O reforço na vacinação contra a gripe faz parte do plano de contingência da prefeitura para atendimento de síndromes respiratórias gripais na rede de saúde do SUS Curitibano. A vacina continua disponível em 107 Unidades de Saúde, de segunda à sexta. Os endereços e horários de vacinação podem ser conferidos no site Imuniza Já Curitiba.

Além da oferta regular, a Pefeitura convidou entidades religiosas, associações, clubes e empresas a participar da estratégia de levar a imunização a mais pessoas.

Onde buscar a vacina contra a gripe

Disponível para todos com seis meses ou mais

Sábado – 31/05
Mercado Agrimar – Rua Enette Dubard, 281 – Tatuquara – 9h às 12h
Supermercado Condor – Rua Izaac Ferreira da Cruz, Sítio Cercado – 10h às 14h

Segunda-feira – 2/6
Quartel General do Pinheirinho – Rua 31 de Março, s/n – 9h às 16h (dirigida aos militares)

Terça-feira – 3/6
Viação Sul – Rodovia dos Minérios, 3.000 – Taboão – 8h às 12h
Juizado Itinerante – Rua da Cidadania Santa Felicidade, Rua Santa Bertilla Boscardin, 213 – 13h às 17h

Quarta-feira – 4/6
Viação Sul – Rodovia dos Minérios, 3.000 – Taboão – 13h30 às 16h30
Supermercado Condor – Avenida Winston Churchill, Pinheirinho – 9h às 12h
Viação Tamandaré – Rua Antônio Johnson, 3.537 – Vila Alto Pinheiros, Alm. Tamandaré – 9h às 16h

Quinta-feira – 5/6
13º Batalhão da Polícia Militar – Rua Sebastião Malucelli, 54, Novo Mundo – 9h às 12h
Viação Tamandaré – R. Antônio Johnson, 3537, Vila Alto Pinheiros, Alm. Tamandaré – 9h às 16h

Sexta-feira – 6/6
Secretaria de Estado do Esporte – Rua Pastor Manoel Virgínio de Souza, 1.020, Capão da Imbuia – 14h às 17h
Regional CIC – Rua Manoel Valdomiro de Macedo, 2.460 – 10h às 12h e das 14h às 16h

Sábado – 7/6
Supermercado Condor – Rua João Dembinski, 1.410, CIC – 9h às 12h e das 13h às 16h
Gigante Atacadista – Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, 2.297, CIC – 9h às 12h e das 13h às 16h

Cobertura vacinal

Desde que a Vacina Influenza 2025 começou a ser aplicada em Curitiba, no dia 1 de abril, já foram quase 335 mil doses. Até o dia 25 de maio, a cobertura do público de rotina (pessoas com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 5 anos e gestantes) atingiu 39%, sendo que o esperado é atingir 90% do público alvo.

“É importante que as pessoas busquem se vacinar o quanto antes, tendo em vista que após a aplicação da dose, o organismo precisa de pelo menos 15 dias para ter imunidade contra a gripe”, alerta o diretor do Centro de Epidemiologia da SMS, Alcides Oliveira.

Apesar da vacina estar disponível para todos com seis meses ou mais, a SMS chama a atenção dos grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, por exemplo. “O risco de agravamento é maior nesse público e a vacina é a melhor prevenção”, reforça o médico da SMS.

A vacina contra a gripe oferecida pelo SUS é trivalente e protege contra a cepa da influenza B, influenza A H1N1 e influenza A H3N2, os vírus mais circulantes e que podem se tornar casos graves de síndromes respiratórias.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Câmara aprova aumento de pena para crimes contra profissionais de saúde

A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (27), o Projeto de Lei (PL) 6.749/16, que aumenta a pena para crimes de homicídio, agressão e desacato praticados contra profissional de saúde no exercício da profissão ou em decorrência dela. O Projeto de Lei tipifica de forma mais gravosa os crimes de lesão corporal, contra a honra, ameaça e desacato, quando cometidos contra médicos e demais profissionais da saúde no exercício de sua profissão. O texto segue para análise do Senado.

A PL também tipifica como hediondo o crime de homicídio contra esses profissionais. Caso o projeto seja aprovado na casa revisora, a pena padrão de homicídio, de reclusão de 6 a 20 anos, passa a ser de 12 a 30 anos.

Segundo o relator, deputado Bruno Farias (Avante-MG), a principal razão para estabelecer essa proteção é a necessidade de assegurar a integridade física e mental dos profissionais, diante do aumento de casos de violência no ambiente de trabalho.

“Essas situações geram consequências sérias, como estresse, adoecimento psicológico, afastamento do trabalho e queda na produtividade. Além disso, a insegurança vivida compromete diretamente a qualidade do atendimento prestado aos pacientes, criando um ciclo prejudicial tanto para os profissionais quanto para a população usuária dos serviços de saúde”, justificou.

Além do homicídio, o projeto na lista dos crimes hediondos, lesão corporal de natureza gravíssima ou lesão seguida de morte praticada contra os profissionais da saúde no exercício da profissão.

O crime de lesão será considerado hediondo se atingir cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até o terceiro grau em razão do vínculo.

Outro ponto do projeto dobra a pena para o crime de constrangimento ilegal, quando, o crime for praticado contra profissionais da saúde no exercício de suas funções ou em decorrência dela.

O crime de desacato passa a ter a pena dobrada quando cometido contra tais profissionais. Nos casos de crime de ameaça cometidos contra profissionais de saúde e de educação no exercício profissional, o projeto determina o aumento da pena em um terço.

“Diante da crescente violência contra profissionais da educação no Brasil e no mundo, justifica-se plenamente o aumento das penas para crimes contra a honra e lesão corporal quando direcionados a esses indivíduos. Tal medida não apenas protegerá os educadores, mas também contribuirá para a valorização da educação e a promoção de um ambiente escolar mais seguro e produtivo. O fortalecimento das leis que protegem esses profissionais é um passo essencial para garantir a dignidade e o respeito que eles merecem no exercício de sua importante função social”, argumentou a deputada.

As informações são da Agência Brasil e da Agência Câmara.

FEAS é condenada a pagar insalubridade em grau máximo para todos os médicos durante a pandemia

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (SIMEPAR) propôs ação coletiva requerendo que os profissionais da Medicina da Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) de Curitiba recebessem a insalubridade em grau máximo no período de dois anos da pandemia de Covid-19.

O Tribunal Regional do Trabalho condenou em 2022 a FEAS a pagar a insalubridade em grau máximo, mas somente para os médicos e médicas que atuaram na linha de frente da Covid-19.

O Simepar recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho, inclusive com sustentação oral da sua Assessoria Jurídica, e obteve uma importante vitória, ampliando a condenação da FEAS, que deverá pagar a insalubridade requerida a todos os profissionais da medicina, e não apenas àqueles que tiveram contato direto com pacientes da Covid.

Ainda não há informações sobre a forma e a data do pagamento desse adicional. O Sindicato informará aos médicos assim que houver uma definição sobre esses procedimentos.

Boletim semanal da Dengue confirma mais 6.593 casos e 10 mortes no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta terça-feira (27) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 6.593 casos da doença e dez óbitos. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 211.750 notificações, 67.476 diagnósticos confirmados e 65 óbitos em decorrência da dengue no Estado. Também foi confirmada a segunda morte por Chikungunya no Estado.

Os novos óbitos ocorreram entre fevereiro e maio, sendo sete mulheres e três homens, com idades entre 43 e 91 anos, nove deles com comorbidades. Os pacientes residiam em Francisco Beltrão (8ª Regional de Saúde de Francisco Beltrão); Quarto Centenário na (11ª RS de Campo Mourão); Itaúna do Sul e Querência do Norte (14ª RS de Paranavaí); Mandaguaçu, Maringá e Paranacity (15ª RS de Maringá); Florestópolis (17ª RS de Londrina) e Nova Fátima (18ª RS de Cornélio Procópio).

Ao todo, 397 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 372 possuem casos confirmados.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (15.954); 14ª RS de Paranavaí (11.291); 15ª RS de Maringá (8.689); 19ª RS de Jacarezinho (4.633); e 12ª RS de Umuarama (4.127).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 3.495 casos de Chikungunya, num total de 7.979 notificações da doença no Estado. Foi confirmado também o segundo óbito no Paraná. Trata-se de paciente do sexo masculino, 72 anos, com comorbidades, residente em Ivaiporã, na 22ª Regional de Saúde.

FEBRE OROPOUCHE – A Sesa publica também neste boletim os casos de Oropouche no Estado, nos municípios de Adrianópolis (26 casos autóctones) e Morretes (1 caso autóctone), além do registro de um caso importado no município de Arapongas (importado do Espírito Santo).

A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vetor pode transmitir o vírus a outras pessoas. Os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos de outras arboviroses, como dengue e chikungunya.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre os dados da dengue estão neste LINK.