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Boletim semanal da dengue confirma 1.598 novos casos e mais uma morte no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, publicou nesta terça-feira (18) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados 1.598 novos casos da doença e mais um óbito.

Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 28.401 notificações, 5.323 diagnósticos confirmados e dois óbitos em decorrência da dengue.

O novo óbito, ocorrido em 24 de janeiro de 2025, é de uma paciente de 43 anos, com comorbidades e que residia no município de Carlópolis, na 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho. No total, 367 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 216 tiveram casos confirmados.

As regionais com mais casos confirmados neste período epidemiológico são a de Paranavaí (1.726); de Londrina (1.075); de Umuarama (391); Cianorte (387) e Maringá (371). As com menos registros são Irati (1), União da Vitória (3), Campo Mourão (4), Ivaiporã (8) e Pato Branco (16).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação traz, ainda, dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 162 casos de Chikungunya, com um total de 529 notificações da doença no Estado. No que se refere ao Zika Vírus, até o momento foram registradas 14 notificações, sem casos confirmados.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

SUS incorpora vacina para proteger gestantes e bebês do vírus sincicial respiratório

O Ministério da Saúde vai incorporar duas novas tecnologias para prevenir complicações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções respiratórias graves em bebês. A medida faz parte de uma estratégia para reduzir a mortalidade infantil associada ao vírus, por meio da imunização ativa de gestantes e bebês prematuros. Na última quinta-feira (13), a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou a incorporação dessas tecnologias.

Os estudos apresentados à Conitec mostram que a vacina para gestantes pode prevenir aproximadamente 28 mil internações anuais. A estratégia combinada irá proteger cerca de 2 milhões de bebês em seus primeiros meses de vida, idade mais vulnerável a complicações. O vírus sincicial é associado a casos de bronquiolite. “A introdução dessas tecnologias representa um avanço significativo na proteção das nossas crianças, com redução das internações diante do alto número de casos. É um marco da nossa política de imunização e no cuidado de gestantes e bebês”, destaca a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

As tecnologias recomendadas são o anticorpo monoclonal nirsevimabe, indicado para proteger bebês prematuros e crianças até 2 anos nascidas com comorbidades, e a vacina recombinante contra os vírus sinciciais respiratórios A e B, dada em gestantes para proteger os bebês nos primeiros meses de vida. Ambas foram avaliadas durante a 137ª Reunião Ordinária da Conitec, que considerou o impacto positivo dessas medidas na prevenção de hospitalizações e óbitos infantis.

A portaria do Ministério da Saúde incorporando as duas tecnologias será publicada nos próximos dias. Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Carlos Gadelha esse é um importante avanço para o SUS. “Isso mostra a ciência à serviço da saúde da população brasileira. Se quisermos ter o SUS, como um sistema universal, bem-estar social e sustentabilidade ambiental, precisamos colocar o mundo material e o mundo da economia a serviço da vida da nossa população”, ressaltou.

Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

Dados da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) indicam que o VSR é responsável por cerca de 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos. Estima-se que uma em cada cinco crianças infectadas pelo VSR necessite de atendimento ambulatorial, enquanto uma em cada 50 seja hospitalizada no primeiro ano de vida. Entre 2018 e 2024, foram registradas 83.740 internações de bebês prematuros (menos de 37 semanas) devido a complicações relacionadas ao vírus, como bronquite, bronquiolite e pneumonia.

Até então, a principal opção disponível para a prevenção do VSR no SUS era o palivizumabe, destinado a bebês prematuros extremos (com até 28 semanas de gestação) e crianças com até dois anos de idade que apresentassem doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita grave. Com a incorporação do nirsevimabe, a expectativa é ampliar a proteção para 300 mil crianças a mais do que o protocolo atual. Já a vacina para gestantes tem potencial para beneficiar cerca de 2 milhões de nascidos vivos.

Entenda as tecnologias

O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que fornece proteção imediata contra o VSR, sem necessidade de estimular o sistema imunológico da criança a produzir seus próprios anticorpos. Isso o torna especialmente útil para bebês prematuros e crianças com menos de dois anos que apresentam comorbidades.

Já a vacina recombinante contra os vírus sinciciais A e B induz uma resposta imunológica na mãe, garantindo que o recém-nascido receba anticorpos já na gestação, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade.

A estratégia é fruto do trabalho integrado da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (SAPS), do Programa Nacional de Imunizações (SVSA) e do Departamento de Assistência Farmacêutica (SECTICS). A iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Saúde em reduzir a mortalidade infantil e diminuir a pressão no sistema de saúde, que enfrenta grande sobrecarga durante os períodos de alta circulação do VSR.

As informações são do Ministério da Saúde.

Casos de dengue caem 93,1% no Paraná em 2025 em relação ao mesmo período de 2024

Nas primeiras sete semanas de 2025, o número de casos confirmados de dengue no Paraná é 93,1% menor em relação ao mesmo período de 2024. Os dados, ainda preliminares, são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. Do dia 1º de janeiro até 15 de fevereiro deste ano foram registrados 5.323 casos confirmados, contra 77.743 no ano passado.

Das 22 Regionais de Saúde, 91% apresentaram redução de casos prováveis, com exceção das Regionais de União da Vitória (6ªRS) e Ponta Grossa (3ªRS), onde houve o aumento de 43% e 23% respectivamente.

A redução dos dois períodos também é verificada para os óbitos, passando de 86 para 2, uma queda de 97,7%. Em relação aos casos prováveis de dengue, o Paraná teve uma diminuição de 80,8% na semana epidemiológica 01 a 07. Em 2024 foram 81.417 casos, e em 2025, 15.663.

Apesar da expressiva redução de casos e óbitos, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ressalta a importância de as pessoas continuarem com as práticas de limpeza e eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika Vírus.

“Essa redução substancial do número de casos de dengue segue sendo um reflexo de um trabalho organizado, de conscientização e conjunto. É fundamental manter as iniciativas que estão sendo desenvolvidas no Estado e fortalecer ainda mais as ações assistenciais”, enfatizou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), os casos de dengue são registrados em vários países da América. Um alerta para risco de surtos devido à circulação do sorotipo DENV-3 foi emitido pela instituição no início de fevereiro. Segundo a Opas, além do Brasil, o sorotipo 3 da dengue está presente na Argentina, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México, Nicarágua, Peru e Porto Rico.

A infecção por um dos quatro sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4) gera imunidade específica, mas é possível contrair a doença novamente se a pessoa for picada pelo vetor que estiver contaminado com um sorotipo diferente.

“É possível contrair dengue mais de uma vez, por um sorotipo diferente, podendo causar um quadro clínico mais grave. Há dois anos não tínhamos essa circulação viral, por isso os cuidados devem ser mantidos”, reforça a coordenadora da Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.

AGRAVAMENTO – A Sesa alerta para um outro cenário em relação às arboviroses no Paraná: o aumento de casos de chikungunya. A doença também é transmitida pelo Aedes aegypti, o que demonstra que os cuidados contra o mosquito devem ser reforçados, mesmo com a queda nos casos de dengue. Existe um aumento de 383% no número de casos prováveis de chikungunya, considerando o mesmo período de 2024 – foram 93 ano passado contra os atuais 449 até aqui no ano.

“A doença Chikungunya apresenta situação preocupante, e como se trata do mesmo vetor envolvido nos dois agravos, o mosquito Aedes aegypti, é necessário que as medidas de controle vetorial sejam intensificadas, e que a população colabore, não acumulando água que possa tornar-se criadouros”, explica Ivana.

A maior parte dos criadouros de mosquitos são passíveis de eliminação, como vasos de plantas, pneus e lixo, o que evidencia a necessidade de sensibilização da sociedade para o cuidado com seu domicílio e a intensificação dos serviços de limpeza urbana e destinação adequada de resíduos.

AÇÕES – A Secretaria, por meio de suas 22 Regionais de Saúde, vem trabalhando constantemente durante todo o ano promovendo ações de apoio no enfrentamento às arboviroses (dengue, chikungunya e Zika Vírus) junto aos municípios, com incentivo e orientação para a adoção das novas tecnologias propostas pelo Ministério da Saúde. Nos últimos 12 meses o Paraná implantou, capacitou e investiu em várias frentes no enfrentamento à dengue, principalmente em novas tecnologias.

Algumas delas são: o método Wolbachia (consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti juntamente com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da dengue se prolifere), a técnica de borrifação residual (BRI-Aedes), que consiste na aplicação de inseticida residual em partes das paredes internas de imóveis especiais – lugares públicos com grande circulação de pessoas, e o monitoramento entomológico por ovitrampas (armadilhas de oviposição para as fêmeas).

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Secretaria de Saúde alerta para os cuidados básicos durante onda de calor

Devido ao calor que atinge o Paraná nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para importantes cuidados que a população precisa adotar, especialmente quando a temperatura apresenta níveis mais elevados. Desidratação, cansaço, insolação e falta de ar são alguns dos problemas que o calor pode causar.

A desidratação é uma das ocorrências mais comuns nesse cenário. A importância de se proteger e se hidratar poderá evitar sintomas como tonturas, desmaios, cansaço, palpitações, mal-estar e, em situações de extremas, até a morte.

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os próximos dias permanecerão quentes e abafados e, por isso, aumentar a hidratação, de preferência ingerindo água, é essencial para manter a saúde e o bem-estar.

Neste período é ainda mais importante o consumo de alimentos in natura, evitando os ultraprocessados. Frutas, verduras e legumes, em geral, possuem alto teor de água, diferente dos ultraprocessados, que são ricos em sódio e aditivos. Os refrigerantes, néctares e refrescos, apesar de possuírem alto teor de água, são ricos em açúcar ou adoçantes e aditivos, não sendo uma fonte adequada para hidratação.

A coordenadora de Promoção da Saúde da Sesa, Elaine Cristina Vieira de Oliveira, ressalta que a quantidade de água que precisa ser ingerida por dia é muito variável e depende de vários fatores, como a idade, o peso, a atividade física, bem como o clima e a temperatura do ambiente.

“Para alguns, a ingestão de dois litros por dia pode ser suficiente. Outros precisarão de um litro e meio ou três litros. Uma forma de verificar se a ingestão hídrica está adequada é prestando atenção à coloração da urina, que deve estar sempre bem clarinha”.

SINAIS DE SEDE – O balanço diário de água é controlado por sensores localizados no cérebro e em diferentes partes do corpo. Esses sensores provocam a sede e impulsionam as pessoas a ingerirem líquidos sempre que a ingestão não é suficiente para repor a água utilizada ou eliminada. Porém, algumas pessoas, como crianças e idosos, por exemplo, nem sempre apresentam sinais de sede.

“Nesses casos, é necessária ainda maior atenção para a adequada ingestão de água pura, ingerindo aos poucos ao longo do dia, mesmo antes de apresentar sinais de sede”, diz a coordenadora.

Veja as medidas recomendadas pela Sesa para prevenir a desidratação:

– Não espere ter sede. Não é raro que pessoas idosas sintam menos sede que as mais jovens. Beba líquidos regularmente durante todo o dia.

– Contar sempre com uma garrafinha de água por perto. Caso tenha dificuldade em ingerir, uma boa opção é saborizá-la com rodelas de limão, laranja ou hortelã, por exemplo. Utilizar alarmes ou aplicativos que enviam avisos sonoros para lembrar de tomar água. Consumir mais frutas, verduras e legumes. Não substituir a água por néctares, sucos ou refrigerantes.

– Fazer exercícios leves no início da manhã ou final da tarde, quando a temperatura costuma ser mais amena.

– Evitar exposição ao sol nos períodos mais quentes e usar sempre filtro solar.

– O calor traz também risco aumentado de intoxicações alimentares. Manter os alimentos refrigerados e ficar atento aos cuidados de higiene na sua manipulação. Lavar sempre as mãos e evitar consumir alimentos e bebidas de origem duvidosa.

– No verão os casos de dengue aumentam. É necessário usar repelentes, cuidar com a entrada dos mosquitos no ambiente e evitar o acúmulo de água e a formação de criadouros.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Ministério da Saúde amplia idade para aplicação da vacina contra a dengue

As vacinas contra a dengue que estiverem próximas às datas de vencimento poderão ser aplicadas em pessoas com idades fora da faixa etária estipulada para o Sistema Único de Saúde (SUS) e poderão ser remanejadas para municípios ainda não contemplados pela vacinação.

A recomendação está em nota técnica para todos os estados e o Distrito Federal publicada nesta sexta-feira (14). O objetivo, segundo a pasta, é garantir que todos os imunizantes adquiridos cheguem à população, ampliando a proteção contra a doença.

Agora as doses com um prazo de 2 meses de validade poderão ser remanejadas para municípios ainda não contemplados pela vacinação contra dengue ou ser aplicadas em faixa etária ampliada, contemplando pessoas de 6 anos a 16 anos de idade.

Já para as vacinas que completarem 1 mês de validade, a estratégia poderá ser expandida até o limite etário especificado na bula da vacina, abrangendo a faixa etária de 4 anos a 59 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

O imunizante, no âmbito do SUS, é voltado para aqueles com idade entre 10 anos e 14 anos.

De acordo com o Ministério, a expansão do público-alvo deve considerar a disponibilidade de doses e a situação epidemiológica de cada estado e município. Além disso, a pasta deve ser devidamente informada pelas unidades federativas sobre a implementação da estratégia temporária de ampliação da vacinação.

Todas as doses administradas devem ser registradas na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) de forma a garantir a segunda dose e o monitoramento completo do processo de imunização.

Busca ativa

Para completar o esquema vacinal, é preciso tomar duas doses da vacina, o que garante a imunização oferecida pela vacina.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2024, 6,5 milhões de doses foram enviadas aos estados e municípios, mas apenas 3,8 milhões foram aplicadas. A situação é ainda mais preocupante entre os adolescentes. Aproximadamente 1,3 milhão de jovens que iniciaram o esquema vacinal não retornaram para a segunda dose.

O ministério recomenda que estados e municípios intensifiquem as estratégias de busca ativa, identificando e mobilizando aqueles que ainda não completaram o esquema vacinal.

Vacina

O Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal. A vacinação no país teve início em fevereiro de 2024 em 315 municípios e, desde então, vem sendo ampliada, chegando atualmente a 1.921 municípios, de acordo com o Ministério da Saúde.

Em 2024, a vacina da dengue foi incorporada ao SUS para o público de 10 anos a 14 anos de idade que reside em localidades prioritárias, conforme critérios definidos a partir do cenário epidemiológico da doença no país e decisão pactuada com estados e municípios na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

As informações são da Agência Brasil.

Simepar firma convênio com Cartão de Crédito ShiftPay Visa e plataforma de Telemedicina

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) firmou convênio com a ShiftPay, empresa que oferece cartões de crédito da bandeira Visa e acesso gratuito a plataforma de telemedicina para consultas online com segurança e praticidade.

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Genéricos contribuem para redução de mais de 50% no preço dos medicamentos

Um novo estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mediu os impactos dos genéricos no preço dos medicamentos. Os resultados mostram que, quanto mais opções de um determinado medicamento são colocadas no mercado, mais barato fica o produto. A queda pode chegar a mais de 50%.

Os genéricos podem ser produzidos a partir do momento em que o chamado “medicamento de referência” tem a patente quebrada, o que geralmente ocorre 20 anos após o lançamento, ou antes, em alguns casos específicos. Os produtos têm a mesma substância ativa, forma farmacêutica, dosagem e indicação farmacológica que o chamado medicamento de referência.

Detalhes do estudo foram destacados no site do Ipea nesta segunda-feira (10), quando se completam 26 anos da Lei Federal 9.787/1999, que estabeleceu os medicamentos genéricos no Brasil. De acordo com os resultados, com a entrada do primeiro produto genérico no mercado, houve redução média de 20,8% nos preços mínimos. A partir do terceiro, a economia é de cerca de 55,2%.

O estudo também resultou em um artigo do livro Tecnologias e Preços no Mercado de Medicamentos, lançado pelo Ipea em novembro do ano passado. A publicação digital está disponível gratuitamente aos interessados. O artigo, intitulado Efeitos da entrada de genéricos no mercado sobre o preço dos medicamentos, incluído como Capítulo 8, foi escrito pelo pesquisador Romero Cavalcanti Barreto da Rocha.

Os resultados do estudo indicam que mercados altamente concentrados sofrem maior impacto. Nesses casos, quando o medicamento de referência enfrenta menos concorrência, a entrada dos genéricos reduz em cerca de 34% os preços médios.

O momento em que os novos produtos são colocados no mercado também influencia nos efeitos. Quando o genérico entra logo após a perda da patente do medicamento de referência, a redução nos preços é maior. Eventuais atrasos podem gerar efeito negativo na queda.

O estudo indica ainda que a compra de genéricos já se tornou um hábito para os brasileiros. Esses produtos representam atualmente 34% dos valores das vendas de medicamentos. Entre 2003 e 2019, o aumento anual na comercialização dos genéricos foi de 18,3%. O percentual é três vezes maior do que o observado em relação aos demais tipos de medicamentos.

As informações são da Agência Brasil

Boletim semanal registra 1.156 novos casos de Dengue no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, publicou nesta terça-feira (11) o novo informe semanal da dengue. Foram registrados mais 1.156 casos da doença. Os dados do novo ano epidemiológico 2025 totalizam 21.765 notificações, 3.725 diagnósticos confirmados e um óbito em decorrência da dengue. No total, 356 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 187 possuem casos confirmados.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 14ª Regional de Saúde de Paranavaí (1.287); 17ª RS de Londrina (633); 13ª RS Cianorte (355); 12ª RS de Umuarama (284) e 15ª RS Maringá (191).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação traz ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças que também têm como vetor o mosquito Aedes aegypti. Foram contabilizados 108 casos confirmados de Chikungunya, com um total de 388 notificações da doença no Estado. No que se refere ao Zika Vírus, até agora foram registradas 10 notificações e nenhum caso foi confirmado.

Confira o Informe Semanal completo AQUI . Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Opas emite alerta para risco de surtos da Dengue tipo 3 nas Américas

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu alerta epidemiológico sobre o risco elevado de surtos de dengue tipo 3 nas Américas. De acordo com a entidade, a circulação do sorotipo já foi registrada em diversos países do continente – incluindo Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México e Peru.

“A Opas pede aos países que reforcem sua vigilância, o diagnóstico precoce e a gestão clínica para que possam enfrentar um potencial aumento de casos de dengue”, destacou a organização, em nota. O comunicado cita ainda que a Argentina chegou a registrar alguns casos de dengue tipo 3 em 2024.

O vírus da dengue conta, ao todo, com quatro sorotipos distintos, sendo que a imunidade contra um sorotipo oferece proteção vitalícia apenas contra esse sorotipo específico. “O que significa que infecções subsequentes com outros sorotipos podem aumentar o risco de formas graves da doença”.

“O aparecimento ou o aumento da circulação de um sorotipo que antes não era predominante em uma região pode levar a um aumento de casos de dengue, devido à maior suscetibilidade da população”, alertou a Opas. No Brasil, o sorotipo 3 não circula de forma predominante desde 2008.

Ainda de acordo com a entidade, o sorotipo 3 vem sendo associado a formas graves da doença, mesmo em infecções primárias (quando o paciente não possui histórico de infecções por outros sorotipos da dengue). “O cenário levanta preocupações sobre o potencial impacto do sorotipo 3 na saúde pública”.

“O ressurgimento do sorotipo 3, após um período de ausência prolongada em determinadas áreas das Américas, aumenta a vulnerabilidade de populações que não foram previamente expostas a ele”, concluiu a Opas.

Números

Em 2024, as Américas reportaram mais de 13 milhões de casos de dengue, sendo 22.684 classificados como quadros de dengue grave (0,17%), além de 8.186 mortes associadas à doença.

Nas primeiras semanas de 2025, 23 países e territórios das Américas contabilizam 238.659 casos de dengue, a maioria concentrada no Brasil (87%). Em seguida estão Colômbia (5,6%), Nicarágua (2,5%), Peru (2,5%) e México (2,5%). Do total de casos, 263 foram classificados como dengue grave, além de 23 mortes confirmadas.

As informações são da Agência Brasil.

Livro “Mulheres na Saúde” terá noite de autógrafos nesta quarta (12) em Curitiba

Será realizada nesta quarta-feira (12) uma noite de autógrafos do livro Mulheres na Saúde, terceiro volume da coleção Mulheres Cuidando de Mulheres.

A obra “Mulheres na Saúde” conta com nove coautoras que (re)visitam as suas próprias histórias de vida e se desnudam diante das leitoras, permitindo a exposição das suas dores, traumas e dificuldades mais íntimas objetivando atravessar a alma de outras mulheres, fomentando sua coragem e fazendo despertar o olhar para si, para suas forças e potencialidades. Não faltam momentos de leveza, conquistas e alegrias, inerentes à sensibilidade feminina.

A Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar, Médica Psiquiatra e Secretária-Geral do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), é a autora de um dos capítulos da obra chamado “Atipicidades no amar”.

Mulheres Cuidando de Mulheres é um coletivo feminino construído a partir das narrativas de mulheres reais buscando fomentar a força feminina, a coragem, a determinação e a potência existente em cada uma. O projeto, que surgiu como uma rede de apoio a mulheres recém separadas, vem crescendo exponencialmente e se transformou num “universo de possíveis, promovendo atividades diversas de experiências, networking, fortalecimento e incentivo.

Organizadora: Danda Coelho

Coautoras:

  • Claudia Paola Carrasco Aguilar
  • Jussara Fagundes
  • Liu Teixeira
  • Luciana Mattana
  • Luciane Leal
  • Milena Bosa
  • Patricia Bellé Neves
  • Rita Sprea
  • Tatiana Klein

 

Serviço: Noite de autógrafos do livro Mulheres na Saúde
Data: 12 de fevereiro
Hora: 19h às 21h
Local: Solar do Rosário
Rua Lourenço Pinto, 500 – Centro – Curitiba.

Com informações da Editora Juruá.