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Simepar orienta Médicos do Litoral e Região sobre jornada de trabalho e passagem de plantão

O exercício da medicina, especialmente em serviços de urgência e emergência, envolve responsabilidades que ultrapassam a simples observância formal da jornada de trabalho. O compromisso primordial do médico é com a continuidade e a segurança da assistência ao paciente. Nesse contexto, é fundamental lembrar que o momento da passagem de plantão constitui etapa essencial do cuidado, pois é quando se transmite ao colega as informações clínicas relevantes, as condutas já adotadas e as pendências assistenciais. Por essa razão, recomenda-se que o profissional permaneça na unidade de saúde pelo tempo necessário para assegurar uma transição adequada, ainda que isso ocasionalmente implique permanência além do horário regular previsto para o término do plantão.

A passagem de plantão não deve ser tratada como mera formalidade administrativa, mas como parte integrante do ato assistencial. A saída antecipada ou a ausência de informações completas pode comprometer a continuidade do atendimento, gerar riscos aos pacientes e, em determinadas situações, expor o profissional a questionamentos éticos ou jurídicos. Assim, orienta-se que os médicos realizem a transmissão das informações clínicas de forma clara, responsável e organizada, registrando adequadamente os dados relevantes no prontuário e dialogando diretamente com o profissional que assumirá o plantão. Eventual permanência além do horário regular deve ser paga como hora-extra.

Também é importante destacar que os períodos de descanso durante o plantão constituem medida legítima para preservar a saúde do profissional e a qualidade da assistência. Esses intervalos devem ocorrer quando a dinâmica do serviço e a demanda assistencial permitirem, sempre assegurando que a unidade permaneça em condições adequadas de atendimento à população. O equilíbrio entre descanso e disponibilidade assistencial é parte da responsabilidade profissional que caracteriza o exercício ético da medicina. Havendo sobrecarga de trabalho que impeça o descanso, tal fator deve ser comunicado à chefia imediata que deve organizar as escalas de modo que o número de profissionais seja suficiente a fazer frente a demanda.

O sindicato dos médicos reforça que essas orientações não têm caráter punitivo, mas educativo e preventivo, buscando fortalecer boas práticas profissionais e proteger tanto os pacientes quanto os próprios médicos. O respeito às rotinas de plantão, à adequada passagem de casos e à organização do trabalho contribui para um ambiente de maior segurança jurídica e assistencial, além de valorizar o compromisso coletivo da categoria com a qualidade do serviço prestado à sociedade.

TCE determina o fim das terceirizações de médicos/as na FEAS Curitiba

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) determinou à Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) de Curitiba que não realize contratações de serviços médicos por meio de dispensa de licitação; e não prorrogue os contratos vigentes com esse objetivo, uma vez que a substituição temporária dos servidores da entidade deve se dar a partir de Processo Seletivo Simplificado (PSS), nos termos da Lei nº 13.663/10 e do artigo 17 do Estatuto da FEAS.

O TCE-PR também determinou que a FEAS encaminhe, no prazo de 30 dias, a documentação relacionada ao controle de frequência dos funcionários contratados por intermédio SMB Serviços de Engenharia e Medicina – Contrato nº 14/22 e seus aditivos.

A decisão foi tomada no processo em que os conselheiros julgaram parcialmente procedente Representação da Lei de Licitações (Lei nº 14.133/21) formulada pela vereadora de Curitiba Maria Letícia Fagundes, por meio da qual apontou possíveis irregularidades no Contrato de Gestão nº 628 – FMS, firmado entre o Município de Curitiba e a FEAS.

Em consequência da decisão, o Tribunal multou em R$ 5.582,40 Sezifredo Paulo Alves Paz, diretor-geral da FEAS à época da celebração do Contrato nº 14/22 e seus aditivos.

O TCE-PR desaprovou a contratação, por meio de dispensa de licitação, da empresa SMB Serviços de Engenharia e Medicina, por configurar afronta às disposições do artigo 13 da Lei Municipal nº 13.663/10, do artigo 24, inciso IV, da Lei nº 8.666/93 e do artigo 37, inciso IX, da Constituição Federal (CF/88). Na instrução do processo, o Ministério Público de Contas (MPC-PR) manifestou-se pela procedência parcial da Representação.

Decisão

O relator do processo, conselheiro Augustinho Zucchi, frisou que a Fundação deve contratar os seus empregados por meio de concurso público, nos termos do artigo 37, inciso II, da CF/88. Zucchi ressaltou ainda em seu voto que a contratação realizada para repor a demanda de médicos em razão de faltas e afastamentos de profissionais, por variados motivos, deveria ter sido atendida mediante a abertura de PSS.

Os demais conselheiros aprovaram por unanimidade o voto do relator, por meio da Sessão de Plenário Virtual nº 22/24 do Tribunal Pleno do TCE-PR, concluída em 21 de novembro. A FEAS ingressou com Embargos de Declaração (Processo nº 813001/24), questionando pontos da decisão. Enquanto o recurso tramita, fica suspensa a execução da sanção de multa aplicada na decisão contestada.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vêm combatendo a terceirização e a precarização dos contratos de trabalho dos profissionais da medicina há décadas. A própria criação da FEAS foi fruto das ações e mobilizações do Simepar; encerrando um longo ciclo de terceirizações pela Prefeitura de Curitiba.

Segundo a assessoria jurídica do Sindicato, a questão da terceirização foi objeto de ação judicial movida pelo SIMEPAR, havendo coisa julgada proibindo que a Fundação terceirize, admitida tal contratação de terceiros apenas em situações excepcionais, na linha do que decidiu o TCE. Além disso, a verificação do cumprimento da obrigação judicial de não-terceirizar será objeto de audiência a ser realizada nesta sexta-feira (17), entre Sindicato e FEAS.

Com informações do Tribunal de Contas do Estado do Paraná.

Ministério da Saúde publica ilustração fiel do mosquito transmissor do vírus Oropouche

O Ministério da Saúde desenvolveu a primeira ilustração fiel do inseto transmissor do vírus Oropouche, o Culicoides paraensis, conhecido em algumas regiões do país como maruim ou mosquito-pólvora. A medida foi adotada depois de o inseto ser frequentemente confundido em apresentações na mídia, nas redes sociais e até publicações científicas com outras espécies, como o Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, Zika e chikungunya.

Também havia o problema de algumas das imagens, mesmo que usadas corretamente, não serem efetivamente representativas, pois haviam sido obtidas com fotos de baixa resolução, dado tamanho minúsculo do inseto. A título de comparação, o Culicoides paraenses mede até 3 milímetros, sendo cerca de 12 vezes menor do que o mosquito transmissor da dengue e 20 vezes menor do que o Culex quinquefasciatus, que é o pernilongo mais comum no país.

A nova ilustração foi elaborada a partir de estudos e análises da equipe de comunicação científica da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, em parceria com técnicos e entomologistas e do Instituto Evandro Chagas no Pará.

Para a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, a criação da ilustração fiel permitirá a propagação de informações mais corretas sobre o controle das arboviroses no Brasil. “A medida colabora com pesquisadores e gestores em saúde para melhorar a compreensão e a identificação do vetor, minimizando confusões e aprimorando ações de prevenção”.

Oropouche

A doença Oropouche é causada pelo vírus OROV, um arbovírus transmitido pelo inseto Culicoides paraensis. Identificada desde os anos 1950, a doença se caracterizava por surtos esporádicos região Amazônica, embora também tenha sido registrada em outros países da América Central e do Sul. Por ter sintomas semelhantes ao da dengue, podia ser diagnosticada equivocadamente.

A partir de 2023, a detecção de casos aumentou em decorrência da descentralização do diagnóstico molecular para os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN) de todo o país. As mudanças climáticas também colaboraram para que mais casos surgissem em outras regiões.

A transmissão do Oropouche ocorre por meio do inseto, que, após picar uma pessoa ou animal infectado, transmite o vírus a uma pessoa saudável. Há dois ciclos principais de transmissão da doença: o Ciclo Silvestre, no qual bichos-preguiça, primatas não-humanos e possivelmente aves silvestres são hospedeiros; e o Ciclo Urbano, no qual os humanos são os principais hospedeiros, sendo o Culicoides paraenses o vetor predominante nos dois casos.

A ilustração e mais informações podem ser acessadas no Saúde de A a Z – Oropouche.

As informações são do Ministério da Saúde

Circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue no Paraná acende alerta para casos e cuidados

Com o reaparecimento do sorotipo três (DENV-3) da dengue no ano passado e sua circulação no Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça sobre os cuidados para evitar a doença. Antes do início de 2024, a última vez que o DENV-3 tinha sido detectado no território paranaense foi em 2016, por isso o alerta, uma vez que a população se encontra suscetível a este sorotipo do vírus.

O vírus da dengue possui quatro sorotipos. Eles pertencem à família Flaviviridae, gênero Flavivirus. Até o momento, são conhecidos quatro sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A infecção por um deles gera imunidade específica para esse sorotipo, mas é possível contrair a doença novamente se a pessoa for picada pelo vetor que estiver contaminado com um sorotipo diferente.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, ressalta que a distinção entre os vírus é importante para o monitoramento epidemiológico e vigilância laboratorial da circulação viral, assim como os exames laboratoriais no diagnóstico.

“É possível contrair dengue mais de uma vez, por um sorotipo diferente, podendo causar um quadro clínico mais grave. No entanto, os cuidados para evitar o agravo devem ser os mesmos já adotados, como a eliminação de qualquer tipo de recipiente que acumule água ou local com água parada nos ambientes domésticos, quintais, terrenos baldios, dentre outros. Essa vigilância contribui para a implementação de medidas preventivas e de controle”, ressaltou.

Desde o dia 28 de julho, início do atual período epidemiológico, até agora foram processadas 6.121 amostras para vigilância laboratorial da circulação viral dos quatro sorotipos. Desse total, 104 amostras foram detectáveis para dengue em pacientes residentes no Paraná. As tipificações do sorotipo foram 37 para DENV- 1, 54 para DENV-2, 13 para DENV-3 e nenhuma para DENV-4.

CIRCULAÇÃO – A série histórica do sorotipo viral de dengue é contabilizada desde o ano de 1995. Até 2018 houve a predominância do sorotipo DENV-1, em 2019 e 2020 do sorotipo DENV-2 e a partir de 2021 voltou a prevalecer o sorotipo DENV-1. Já em 2024 foi observada a reintrodução da circulação de DENV-3.

No período epidemiológico 23/24 foram detectados DENV-1, DENV-2 e DENV-3. O DENV-1 teve a maior circulação nos municípios, representando mais de 80% das amostras tipificadas pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen). Atualmente, percebe-se a inversão da circulação viral com o predomínio do sorotipo DENV-2.

“A dengue é uma doença endêmica, temos casos durante todo o ano, mas o período de maior concentração de casos notificados tem início em janeiro e normalmente vai até maio, sendo que março e abril concentram o maior número de casos”, reforça a coordenadora da Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte. “Temos de nos manter vigilantes em nossas casas. O Estado está atuando em várias frentes, com várias ações, mas a colaboração e engajamento da população são fundamentais para diminuir o número de casos”.

AÇÕES – A Sesa vem trabalhando constantemente durante todo o ano promovendo ações de apoio no enfrentamento às arboviroses (dengue, zika e chikungunya) junto aos municípios, com incentivo e orientação para a adoção das novas tecnologias propostas pelo Ministério da Saúde. Nos últimos 12 meses o Paraná implantou, capacitou e investiu em várias frentes no enfrentamento à dengue, principalmente em novas tecnologias.

Algumas delas são: o método Wolbachia (consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti juntamente com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus da dengue), a técnica de borrifação residual (BRI-Aedes), que consiste na aplicação de inseticida residual em partes das paredes internas de imóveis especiais – lugares públicos com grande circulação de pessoas, e o monitoramento entomológico por ovitrampas (armadilhas de oviposição para as fêmeas).

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Ministério da Saúde reforça monitoramento e ações de controle da dengue no Paraná e em mais três estados

O Ministério da Saúde informou que vai enviar, ainda nesta semana, equipes técnicas a quatro estados brasileiros com o objetivo de apoiar ações locais para o controle de arboviroses, incluindo a dengue. “A missão busca fortalecer a vigilância epidemiológica, a assistência à população e a reorganização dos serviços de saúde”, destacou a pasta, em nota.

A previsão é que a capital do Espírito Santo, Vitória, receba a visita da equipe técnica nesta segunda-feira (13). Também estão no cronograma das visitas de hoje as cidades de São José do Rio Preto (SP) e Rio Branco (AC). Na terça-feira (14), Foz do Iguaçu (PR) vai receber a missão do ministério.

“A ação de vigilância é parte dos esforços do Ministério da Saúde para o controle da dengue e ouras arboviroses – antecipando atividades de prevenção para o período sazonal da doença”, destacou o comunicado. Na última quinta-feira (9), a pasta instalou o Centro de Operações de Emergência (COE) para Dengue e outras Arboviroses para acompanhar a situação em todo o país.

Além do suporte técnico, estados e municípios que receberem a visita serão orientados a manter ações de educação em saúde e mobilização social para eliminar criadouros de mosquitos que transmitem doenças, como o Aedes aegypti.

Desde 2023, o Ministério da Saúde está em constante monitoramento e alerta quanto ao cenário epidemiológico no país, coordenando uma série de ações para o controle das arboviroses em todo o território nacional. Foi reservado o montante de R$ 1,5 bilhão para fortalecer as ações.

Confira o cenário epidemiológico nas regiões a serem visitadas pelo ministério:

– São Paulo: registrou 2.181.372 casos prováveis de dengue em 2024. Em 2025, foram notificados 7,3 mil casos até o momento. Em São José do Rio Preto, foram 35.678 notificações em 2024 e 1.834 casos prováveis de dengue até agora em 2025;

– Paraná: registrou 655.488 casos prováveis de dengue em 2024. Em 2025, foram notificados 1.327 casos até o momento. Em Foz do Iguaçu, já foram 15.611 notificações em 2024 e 91 casos prováveis de dengue em 2025;

– Acre: registrou 7.409 casos prováveis de dengue em 2024. Em 2025, foram notificados 412 casos até o momento. Em Rio Branco, foram 1.579 notificações em 2024 e 212 casos prováveis de dengue até agora em 2025;

– Espírito Santo: registrou 163 mil casos prováveis de dengue em 2024. Em 2025, foram notificados 3.778 casos até o momento. Em Vitória, foram 18.598 notificações em 2024 e 247 casos prováveis de dengue até o momento em 2025.

Brasil

Dados da pasta indicam que, para 2025, há previsão de aumento na incidência de casos de dengue em pelo menos seis estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná. Todos eles, segundo o ministério, estão sendo monitorados “ainda mais de perto”.

As informações são da Agência Brasil.

Boletim estadual aponta 1.709 novos casos de dengue no Paraná no acumulado de três semanas

Após três semanas sem a publicação do boletim epidemiológico da dengue por conta do recesso de fim de ano, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, publicou nesta terça-feira (14) o novo informe da dengue. Foram registrados mais 1.709 casos da doença.

Os dados do atual período epidemiológico, iniciado em 28 de julho de 2024, somam 56.699 notificações, 7.084 diagnósticos confirmados e dois óbitos em decorrência da dengue.

No total, 383 municípios já apresentaram notificações da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e 286 possuem casos confirmados.

As regionais com os maiores números de casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª Regional de Saúde de Londrina (1.487); 14ª RS de Paranavaí (1.035); 15ª RS de Maringá (568); 2ª RS Metropolitana (504) e 1ª RS Paranaguá (488).

OUTRAS ARBOVIROSES – Este informe traz ainda informações sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Neste período foram confirmados 107 casos de Chikungunya, sendo registradas 543 notificações da doença no Estado. Quanto à Zika Vírus, até o momento ocorreram 27 notificações e nenhum caso confirmado.

Confira o Informe Semanal completo AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Sesa alerta para cuidados com animais peçonhentos no verão

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) faz um alerta à população sobre o risco de acidentes com animais peçonhentos, tanto terrestres quanto aquáticos, comuns nessa época do ano, de temperaturas mais altas. O período entre dezembro e março, marcado pela maior movimentação de pessoas em regiões turísticas, de mata e Litoral, coincide com o aumento do metabolismo e do deslocamento desses animais, motivados pela busca de alimento e reprodução.

Para evitar acidentes com animais como cobras, escorpiões, aranhas e lagartas, a Sesa recomenda a adoção de medidas simples, mas fundamentais.

Em atividades ao ar livre, como trilhas, jardinagem e passeios em áreas de mata, é essencial utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs), como botas e luvas. Além disso, as pessoas devem ficar atentas aos locais onde há risco de presença desses animais, como buracos no chão, ocos de árvores, montes de lenha e pedras. É preciso evitar tocar diretamente nesses locais. Roupas, calçados, toalhas e roupas de cama também devem ser sempre inspecionados antes do uso.

Em casa, afastar camas e berços das paredes e evitar que lençóis encostem no chão são medidas simples e ajudam a evitar que aranhas e escorpiões subam nas superfícies. Caso a pessoa encontro algum animal peçonhento, a orientação é afastar-se com cuidado, sem tocá-lo ou assustá-lo, e acionar profissionais competentes, como bombeiros, polícia ambiental ou a vigilância de zoonoses.

LAGARTAS – Após um longo período sem registros, neste mês foi notificado um acidente grave envolvendo a lagarta do gênero Lonomia. O contato com ela pode causar uma síndrome hemorrágica grave, potencialmente fatal se não tratada adequadamente. Essas lagartas vivem em colônias, e o contato com vários indivíduos ao mesmo tempo pode intensificar a exposição ao veneno.

“A população precisa estar atenta, especialmente em áreas arborizadas, onde essas lagartas costumam se alojar. É importante observar antes de tocar em troncos de árvores ou se encostar, pois o contato com as Lonomias pode ter consequências graves. Em caso de acidente, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde para receber o tratamento adequado”, alertou a bióloga da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa, Juliana Cequinel.

ANIMAIS AQUÁTICOS – Nos ambientes aquáticos, o risco de acidentes é elevado principalmente por águas-vivas, caravelas, ouriços-do-mar, arraias e bagres. De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, entre 14 de dezembro e 2 de janeiro, foram realizados 8.017 atendimentos envolvendo água-viva no Litoral paranaense.

A Sesa orienta que os banhistas sigam as recomendações dos postos de guarda-vidas e evitem praias com histórico recente de acidentes com águas-vivas e caravelas. Em locais rochosos ou com pedras soltas, é importante utilizar calçados apropriados e evitar colocar as mãos em tocas, buracos ou sob pedras. Em rios e lagos é preciso atenção especial durante a pesca, manuseando os peixes com cuidado ao retirar anzóis e redes.

O que fazer em caso de acidente?

Se ocorrer um acidente com animal peçonhento, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. Todos os serviços de saúde estão preparados para avaliar e tratar casos desse tipo, incluindo a indicação de soroterapia, quando necessária.

Enquanto aguarda o atendimento algumas medidas podem ser adotadas:

– Lave o local da picada com água e sabão (exceto em casos de contato com águas-vivas ou caravelas).

– Mantenha a pessoa em repouso e com o membro afetado elevado.

– Retire acessórios como anéis, pulseiras, relógios e calçados apertados em caso de acidentes nas extremidades.

– Para acidentes com águas-vivas e caravelas, procure o posto de guarda-vidas mais próximo, aplique vinagre na área afetada, sem esfregar, e utilize compressas geladas com pacotes fechados de gelo. Nunca lave com água doce.

– É fundamental que a vítima informe ao profissional de saúde o máximo de características do animal envolvido no acidente.

“Caso seja possível, levar uma foto do animal ou o próprio animal, se estiver morto, isso será extremamente útil para auxiliar no diagnóstico preciso e na escolha do tratamento adequado”, destacou a bióloga Juliana.

Em caso de dúvidas e orientações entre em contato pelos seguintes telefones:

CIATox Paraná: 08000 410148 (o número é zero oito mil)

CIATox Londrina: (43) 3371-2244

CIATox Maringá: (44) 3011-9127

CIATox Cascavel: (45) 3321-5261

As informações são da Agência Estadual de Notícias

[VÍDEO] Dirigente do Simepar participa de podcast falando sobre erro médico

O Dr. Marcio Fabiano Chaves Bastos, cardiologista, mestre em Bioética e diretor do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), participou do PodMed da Ampla, revista e site das Unimeds do Estado do Paraná.

Ele explica como funcionam os processos ético-disciplinares, discute o papel das instituições na prevenção de erros e detalha como o Simepar auxilia médicos em momentos de dúvida. Também aborda quais especialidades são mais vulneráveis, como áreas cirúrgicas e ginecologia e obstetrícia.

Para assistir, acesse ao site da Ampla, clique aqui.

Taxa de nascimentos prematuros do Brasil está acima da média global

Os famosos “nove meses” de gravidez, na verdade, simplificam uma conta muito mais complexa: a gestação humana leva em torno de 40 semanas, mas é considerada “a termo”, ou seja, dentro do tempo adequado, de 37 até 42. No entanto, em 2023, quase 12% dos nascimentos no Brasil aconteceram antes desse marco, totalizando cerca de 300 mil bebês prematuros, com riscos menores ou maiores de problemas de saúde, dependendo do tempo que passaram na barriga da gestante. O Brasil não só está acima da média global, que é em torno de 10%, como também é um dos dez países com maior número de nascimentos prematuros por ano.

De acordo com a diretora executiva da Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros, Denise Suguitani, a maior parte desses casos podem ser prevenidos: “Aqui no Brasil essas taxas estão muito ligadas a determinantes sociais, de acesso à saúde e à educação. A gestação na adolescência, por exemplo, já é um fator de risco de parto prematuro porque o corpo da menina não está preparado para gestar. Por outro lado, um bebê que é planejado, a chance de ser prematuro é menor, então o planejamento familiar é muito importante. E, claro, o acesso ao pré-natal. E não é só o volume de consultas que importa, mas a qualidade do atendimento e das informações.”

A obstetra Joeline Cerqueira, que integra a Comissão de Assistência Pré-Natal da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), enumera algumas situações que podem ser identificadas no pré-natal e tratadas para evitar o parto prematuro, entre outras complicações: “A gente tem as infecções, a rotura prematura da bolsa e as síndromes hipertensivas na gestação. Essas doenças acometem muitas mulheres na gravidez e são algumas das principais responsáveis pelo parto prematuro.”

A especialista esclarece que é preciso que a gestante inicie o pré-natal precocemente, seja bem avaliada para identificar fatores de risco pré-existentes, e faça todos os exames recomendados no tempo certo. “No momento em que a gestante faz o ultrassom morfológico, a gente também faz a medida do colo do útero. Se ele estiver muito curto, essa mulher tem um maior risco, mesmo sem nenhuma outra doença, de ter um parto prematuro. E a gente pode usar, por exemplo, a progesterona via vaginal, que é um relaxante da musculatura e previne que as contrações ocorram de forma precoce. Esse exame precisa ser feito por volta da 22ª semana de gestação”, explica Joeline.

Principais causas

A ruptura prematura da bolsa é mais frequente em gestantes adolescentes ou com idades mais avançadas, pessoas com alguma malformação uterina, mal nutridas e também que ingerem bebidas alcoólicas, fumam ou usam outros entorpecentes durante a gravidez. O risco também é maior em gestações de mais de um bebê, e quando a placenta está mal inserida no útero. Mesmo nas situações em que a causa não pode ser revertida, a gestante pode ser monitorada com mais frequência e até mesmo internada em um hospital, e receber medicamentos para acelerar a maturidade dos órgãos do bebê e tentar prolongar ao máximo a gestação.

As infecções bacterianas, principalmente a urinária, e as de transmissão sexual, também são grandes causa de prematuridade. As infecções de transmissão sexual podem ser detectadas em exames laboratoriais e prevenidas com sexo seguro, já a infecção urinária é bastante comum na gestação e nem sempre tem sintomas nesse período. Mas um desconforto abdominal incomum, ou o aumento repentino da vontade de urinar podem ser sinais de alerta, e se a doença for tratada com antibiótico, o parto prematuro pode ser evitado.

Já a hipertensão é o principal fator de complicações na gravidez, e além de provocar partos prematuros, é a maior causa de morte materna e perinatal do Brasil. Estima-se que 15% das gestantes tenham pressão alta durante a gestação e que um quarto dos partos prematuros ocorram por esse motivo. Por isso, a aferição de pressão é um dos procedimentos básicos das consultas de pré-natal, reforça a especialista da Febrasgo: “A melhor prevenção é a primária, ou seja, detectar qual o potencial que aquela mulher tem de ter uma hipertensão grave na gravidez e já fazer a profilaxia com AAS, que é um remédio muito barato, e cálcio. Mas mesmo quando você detecta que a pressão começou a subir, se já começar a tratar, isso realmente previne até 80% dos casos de desfecho ruim”.

A diretora executiva da Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros, Denise Suguitani, afirma que a grande quantidade de cesarianas do Brasil também contribui pra esse cenário. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2023, quase 60% dos nascimentos ocorreram via cirurgia.

“A gente tem muitas cesáreas eletivas, que é aquela cesárea agendada sem necessariamente uma indicação médica. Isso traz mais bebês prematuros porque a gestação não é uma matemática exata. Hoje o Conselho Federal de Medicina autoriza o agendamento sem indicação médica só a partir de 39 semanas, mas muitas vezes quando o médico agenda uma cesárea com 39 semanas, por desinformação da mulher ou algum erro no cálculo, o bebê pode ter menos de 37. E ele está imaturo. É um bebê que não precisa ir para uma UTI de imediato, mas quando ele vai mamar ele se atrapalha, ele tem dificuldade pra respirar.” complementa Denise.

Consequências

Geralmente, um feto é considerado viável – ou seja, com possibilidade de viver fora do útero – a partir das 25 semanas, e com peso mínimo de 500 gramas. Mas a taxa de mortalidade após o nascimento entre esses prematuros extremos é de 30% a 45% e menos da metade dos sobreviventes se desenvolvem sem deficiências ou problemas de saúde. A cada semana de gestação, a taxa de sobrevivência aumenta e a probabilidade de sequela diminui, mas mesmo bebês nascidos dias antes do período ideal têm risco aumentado de paralisia cerebral leve e de apresentar atrasos no desenvolvimento.

Yngrid Antunes Louzada teve o parto antecipado por uma infecção urinária e seus filhos gêmeos, Lucas e Isis, nasceram com apenas 27 semanas de gestação, pesando menos de 1 quilo e medindo 33 e 35 centímetros. A família recebeu um alerta assustador dos médicos: as crianças corriam alto risco de ter atrasos psicomotores e problemas respiratórios e a própria internação representava um risco de infecções. Foram 52 dias de cuidados intensivos para os pequeninos e de ansiedade para Yngrid e o marido, Felipe.

“A gente ficava na Utin (unidade de terapia intensiva neonatal) duas horas por dia, sete dias na semana. Todos os dias eu chegava um pouco mais cedo para poder tirar leite pra eles. Era tudo bem organizado, as crianças ficavam na incubadora e eu e meu marido a gente se dividia, cada um com uma criança. A gente sempre ficava de olho em cada barulhinho, no monitor, na saturação. Era o final da pandemia de covid-19, então tinha que ter todo o cuidado, os pais precisavam usar uma roupa especial, com uma máscara”

E não era nada fácil quando as duas horas de visita terminavam: “Não ter os filhos em casa era triste para gente né? Porque a gente não tinha idealizado aquilo, por mais que eles estivessem muito bem amparados e cuidados. Depois de três semanas de internação, eles permitiram o método canguru, e foi um momento muito especial, muito emocionante. Porque, ali de fato, eu pude ter o primeiro contato físico com os meus filhos.”

Depois de 52 dias, Lucas e Isis tiveram alta e o melhor: foram pra casa sem sequelas. Eles precisaram fazer fisioterapia, terapia ocupacional e tratamento de fonoaudiologia por quase 2 anos e meio, mas agora têm a rotina de qualquer criança saudável. “Eles nasceram no hospital da Marinha e quando tiveram alta, já foram encaminhados para a terapia, porque o sistema de saúde da Marinha tem um local específico para tratamento de prematuros. Essa assistência fez muita diferença” diz Yngrid.

Denise Suguitani, diretora executiva da Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros reforça esse ponto: mesmo os prematuros que saíram do hospital saudáveis precisam de acompanhamento. “A prematuridade não é uma sentença: cada bebê escreve a sua história. Mas o risco é grande, então a gente precisa olhar com uma lupa porque essas crianças precisam de uma atenção especial de vários profissionais: terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, várias especialidades médicas, nutricionistas para olhar esse bebê que tem um desenvolvimento peculiar. Esses especialistas podem identificar um risco e já intervir precocemente”, acrescenta

“O impacto da prematuridade é tão grande que muitas vezes o pai abandona o bebê ou acaba acontecendo uma separação familiar e a mãe fica sozinha. E se é uma criança que demanda muitas consultas, terapias, como fica essa mãe? Então a assistência social para essa família também é importante”, complementa Denise.

As informações são da Agência Brasil

[VÍDEO] Mensagem de fim de ano do Simepar

Dirigentes do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná gravaram um vídeo com mensagens de fim de ano. Assista a seguir:

Lembrando que o Simepar estará em recesso entre 23 de dezembro a 03 de janeiro de 2025.