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Paraná aplicou até agora metade das doses da vacina contra a gripe que recebeu

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) reforça a importância da vacinação contra a gripe, que está aberta para todas as pessoas acima de seis meses de idade. O objetivo é aumentar a cobertura vacinal. Desde o dia 28 de março, quando o Estado iniciou as ações locais da Campanha Nacional de Imunização contra a Influenza, foram aplicadas 2.049.602 vacinas, de acordo com o Vacinômetro Nacional, até esta segunda-feira (29).

Esse número significa praticamente a metade das mais 4 milhões de doses recebidas e distribuídas pela Secretaria da Saúde. “Temos pelo menos 2 milhões de doses que ainda não foram aplicadas. Contamos com o apoio das equipes municipais e com a adesão da população para aumentarmos a cobertura vacinal”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

O Paraná é o 6º estado que mais aplicou os imunizantes em números absolutos, atrás de São Paulo (6,9 milhões), Minas Gerais (3,8 milhões), Rio Grande do Sul (2,3 milhões), Rio de Janeiro (2,2 milhões) e Bahia (2,1 milhões). Os municípios paranaenses que mais aplicaram vacinas contra a gripe, em números absolutos, são Curitiba (297.751 doses), Londrina (109.127), Cascavel (61.775), Ponta Grossa (51.643) e São José dos Pinhais (50.242).

Historicamente a campanha nacional inicia com a vacinação dos grupos prioritários. No Paraná, 4,6 milhões de pessoas foram elencadas como população-alvo para a vacina.

São eles: crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, pessoas com mais de 60 anos, povos indígenas, professores, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, com deficiência permanente, integrantes das forças de segurança e salvamento e forças armadas, caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e a população privada de liberdade.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

ATENÇÃO: Tentativa de GOLPE envolvendo o Simepar

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) foi alertado sobre uma nova tentativa de golpe utilizando o nome do Sindicato.

Quaisquer mensagens estranhas envolvendo o nome do Simepar podem ser comunicadas pelo email: simepar@simepar.com.br, ou pelo telefone: 41 3338 8713.

Já foram tomadas as medidas cabíveis, incluindo registro de ocorrência junto a autoridade policial.

‘Fake news’ sobre vacinas espalham temor entre famílias, aponta pesquisa

Medo de possíveis efeitos adversos e falta de confiança nas vacinas são os principais motivos que levam pais e responsáveis a negligenciar a vacinação de crianças e adolescentes. É o que demonstra pesquisa apresentada pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pelo Instituto Questão de Ciência. Outras alegações comumente ouvidas em consultórios são o esquecimento, a falta de vacinas no serviço público e o preço das doses nos serviços privados.

A pesquisa Hesitação vacinal: por que estamos recuando em conquistas tão importantes? ouviu cerca de mil pediatras brasileiros no intuito de descobrir as dúvidas mais comuns sobre vacinação relatadas pelas famílias durante o atendimento pediátrico. A íntegra do estudo será conhecida no fim de maio, mas dados preliminares indicam influência relevante de informações não confiáveis ou fake news sobre o comportamento das famílias.

“Muitas dúvidas e afirmações falsas baseadas em desinformação têm chegado até os pediatras. Entre as principais estão frases como ‘Minha filha não precisa da vacina para HPV, pois ainda não iniciou a vida sexual’; ‘Vacina para HPV pode gerar efeitos neurológicos graves’; e ainda ‘A doença por rotavírus é leve em crianças’”, destacou a Sociedade Brasileira de Pediatria, por meio de nota.

Covid-19

De acordo com 81,29% dos pediatras entrevistados, a vacina contra a covid-19 é a que tem gerado maior apreensão entre as famílias, seguida pelas doses contra a gripe (6,7%) e a febre amarela (6,09%), doenças mais conhecidas pela população. Os principais motivos alegados nos consultórios, no caso da vacina contra a covid, são:

  • “A vacina da covid-19 com tecnologia RNA pode trazer riscos à saúde das crianças” (18,09%);
  • “Não aceitar correr riscos, uma vez que imunizações podem causar doenças como miocardite e trombose” (16,58%);
  • “As vacinas de RNA não são seguras no longo prazo” (13%);
  • “Crianças não têm covid grave” (12,84%);
  • “Não conheço nenhuma criança que morreu de covid” (8,8%).

Redes sociais

Segundo a percepção dos especialistas, informações não confiáveis ou fake news são veiculadas, sobretudo, por meio das redes sociais (30,95%). Aplicativos de mensagens como WhatsApp (8,43%) e a internet como um todo (13,6%) aparecem com um poder de influência superior ao da televisão (3,34%).

Análise

O presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Clóvis Francisco Constantino, lembrou que, ao longo dos últimos seis ou sete anos, o país registrou uma queda “acentuada e perigosíssima” da cobertura vacinal como um todo. O problema, segundo ele, se acentuou durante o período mais crítico da pandemia de covid-19.

“Isso fez com que nos deparássemos com um momento perigosíssimo em relação a crianças e adolescentes, que são alvo da atenção do pediatra. Recém-nascidos, crianças e adolescentes estão correndo risco com doenças infecciosas, algumas erradicadas, e que podem voltar. Estamos na rota de retorno de muitas doenças, alguns gravíssimas.”

“Os pais dessas crianças e adolescentes foram vacinados, mas não estão levando seus filhos para serem vacinados”, disse. “Será que acham que essas doenças, por terem sido algumas erradicadas, nunca mais voltarão? Será que essa é uma pergunta que eles fazem a si próprios? Ou não fazem pergunta nenhuma e se entregam a falsas notícias que veem nas redes sociais sobre ‘perigos das vacinas’?”

A presidente do Instituto Questão de Ciência, Natalia Pasternak, explicou que a proposta da pesquisa é traçar um panorama acerca da dificuldade enfrentadas pelos pediatras no consultório associadas à hesitação vacinal. “É uma coisa nova no Brasil.”

“O pediatra brasileiro estava acostumado a dizer ‘Seu filho está com X anos e está na hora de tomar as vacinas Y e Z’. Não tinha muita discussão. O brasileiro sempre foi muito adepto à vacinação, até pela cultura que temos, de um programa de vacinação muito atuante há 50 anos.”

Segundo ela, a partir dos resultados da pesquisa, o instituto, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria, desenhou um curso, já foi realizado, para representantes das regionais de pediatria espalhadas pelo país.

“A gente dividiu com eles várias técnicas de comunicação de ciência e saúde sobre como lidar com essas dúvidas [dos pais], como identificar de onde vêm as dúvidas, por que esses pais estão chegando, onde eles escutaram, como eles foram contaminados pela hesitação vacinal que acaba aparecendo no consultório.”

As informações são da Agência Brasil.

Prefeitura de Curitiba repassa consultas em bebês para médicos/as sem especialidade, enfermeiros/as e até técnicos/as em enfermagem

No mês de abril, o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) publicou uma denúncia de que a Prefeitura de Curitiba estaria repassando consultas de recém-nascidos, que deveriam ser feitas por pediatras, para médicos generalistas.

O Protocolo de Saúde da Criança vigente na época, que estava disponível no Portal da Prefeitura, preconizava que a primeira consulta de todos os recém-nascidos na Atenção Primária à Saúde deveria ser feita por uma/um médica/o pediatra.

A partir da segunda consulta, se não houvessem fatores de risco para a criança, os atendimentos poderiam ser intercalados entre generalista e pediatra. Mas, por falta de pediatras, muitas consultas acabavam sendo realizadas sem a participação da especialidade médica mais indicada para esta faixa etária e para esse momento tão importante na jornada de saúde pessoal que está iniciando.

No final do mês de abril, o Simepar recebeu com surpresa a publicação de um novo protocolo com uma tabela para agendamento das consultas de Puericultura que não só desobriga que algumas das consultas sejam feitas por pediatras, mas também flexibiliza as mesmas para que sejam feitas por Enfermeiras/os e até Técnicos/as em Enfermagem.

Publicado em: https://saude.curitiba.pr.gov.br/images/LC%20C%C3%87A_SITE_v4.pdf; este protocolo é datado de 20/04/2023.

Confira a tabela presente no Protocolo:

 

Conforme indica a tabela, para as crianças “NÃO RISCO”, em nenhum momento da Puericultura há exigência de consultas com médicos/as, muito menos pediatras. Em todos as fases a consulta pode ser feita por Pediatra, OU Médico/a, OU Enfermeiro/a, e até Técnico/a em Enfermagem em algumas etapas.

Para as crianças classificadas como “RISCO”, segundo a tabela, há exigência de consultas com Pediatras aos 3, 6, 12 e 24 meses. As demais consultas podem ser com Médica/o, OU profissional da Enfermagem.

Cabe ressaltar que quando a tabela cita “M”, na legenda consta “Médico de Família e Comunidade ou Generalista”, mas é necessário que se diferencie as competências dos médicos/as; visto que Médicos de Família e Comunidade são especialistas capacitados para atender pediatria e fazer puericultura, enquanto os Generalistas não possuem essa especialidade.

Sem nenhum demérito aos/às profissionais da enfermagem, que certamente desempenham papel fundamental no atendimento e no acompanhamento da saúde dos recém-nascidos, a consulta com profissionais da medicina, e com a especialidade em pediatria, é imprescindível para as avaliações e diagnósticos necessários.

Uma médica pediatra ouvida pelo Sindicato afirmou que a ausência de diagnósticos precisos nos recém-nascidos pode levar ao agravamento de doenças que poderiam ser tratadas, evitando internações e até óbitos.

O Simepar encaminhou ofício para a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba pedindo esclarecimentos; e reforça que as médicas e médicos não são obrigados a realizarem essas consultas, salvo em caso de Urgência e Emergência, em que não houver pediatra no local.

Também foram enviados ofícios ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e à Sociedade Paranaense de Pediatria. Os ofícios foram enviados há dez dias. A partir do ofício do Simepar, o CRM também pediu esclarecimentos à Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.

O Sindicato dos Médicos vem reivindicando há anos que a Prefeitura contrate mais pediatras, tanto para a Atenção Primária, quanto para as Unidades de Pronto Atendimento. A atuação desses profissionais é fundamental para a obtenção de diagnósticos precisos em recém-nascidos e crianças em geral, podendo evitar o agravamento de doenças e até óbitos.

Além do reforço na contratação, é necessário que esses profissionais recebam salário compatível com a função e tenham bom ambiente de trabalho para evitar a rotatividade dos profissionais.

Após 34 anos sem poliomielite, baixo índice de vacinação no Brasil preocupa

“As pessoas ficam muito surpresas quando eu digo ‘não foi acidente de carro não, foi paralisia infantil’”, explica a médica Rivia Ferraz, de 51 anos de idade, quando perguntam por que usa uma prótese na perna direita? “Parece que as pessoas esqueceram o que foi a paralisia infantil”, diz ao se referir à doença que tem preocupado as autoridades de saúde, já que a poliomielite, conhecida como paralisia infantil, está com a cobertura em queda no Brasil.

Os índices de vacinação contra a poliomielite têm apresentado queda desde de 2016, última vez em que o país superou a marca de 90% de cobertura vacinal do público-alvo. A meta do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é vacinar entre 90% e 95% das crianças menores de 5 anos de idade.

Mas a proteção nunca esteve tão baixa. Em 2022, o percentual de vacinação foi de 72%. No ano anterior, foi menor ainda, pouco menos de 71%, informou o Ministério da Saúde. Os números trazem preocupação porque, apesar de o Brasil ter registrado o último caso da doença em 1989, há 34 anos, outros países ainda não erradicaram a doença, o que pode fazer o vírus voltar a circular por aqui.

A médica disse que nasceu sem nenhuma patologia. “Mas aos 9 meses eu contraí a poliomielite e foi por falta da vacinação”. Ela explica porque não recebeu a vacina contra a pólio. “Isso foi em 1971, já tem algumas décadas, a gente não tinha o SUS [Sistema Único de Saúde]. Sou do Nordeste, de Maceió, cidade linda, mas lá não tinha muitos recursos e naquela época só tinha campanhas, não era como hoje, que em qualquer unidade de saúde você leva seu filho e vacina. Quando houve campanha, eu estava com febre e vomitando, não podia tomar a vacina, aí quando eu estava bem, não tinha a disponibilidade da vacina”.

Nesse intervalo, ela acabou contraindo o vírus da poliomielite. “É um vírus que em algumas crianças pode até não causar sintomas, como acontece hoje com a covid 19, algumas pessoas nem desenvolvem sintomas, com a poliomielite é a mesma forma. Mas crianças desenvolveram a forma grave, que foi o meu caso, que tem o ataque da medula, que acaba trazendo consequências nas células nervosas motoras, que acaba causando uma paralisia flácida”.

Rivia estava justamente na fase de dar os primeiros passos quando a mãe percebeu que ela ficava de pé, mas logo caía. “Ela me levou para uma avaliação médica e foi diagnosticada a paralisia. Passei por 14 cirurgias para conseguir caminhar um pouco, agora estou com esta órtese que é muita boa em me dar segurança para andar, passei por várias fases com e sem órteses, com e sem bengalas, para ter maior estabilidade e mais segurança”.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a grande maioria das infecções não produz sintomas, mas de cinco a dez em cada 100 pessoas infectadas com esse vírus podem apresentar sintomas semelhantes aos da gripe. Em um a 200 casos, o vírus destrói partes do sistema nervoso, causando paralisia permanente nas pernas ou braços. Não há cura. Os principais efeitos da doença são ausência ou diminuição de força muscular no membro afetado e dores nas articulações.

Embora muito raro, o vírus pode atacar as partes do cérebro que ajudam a respirar, o que pode levar à morte. Há 30 anos, a pólio paralisou quase 1.000 crianças por dia em 125 países em todo o mundo, incluindo países das Américas, informou a Opas.

Zé Gotinha

Em 1994, o Brasil foi certificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), junto com os demais países das Américas, como livre da poliomielite. O combate à doença fez surgir um dos personagens mais conhecidos da cultura médica nacional, o Zé Gotinha. O nome se refere à vacina atenuada oral (VOP), aplicada como dose de reforço dos 15 meses aos 4 anos de idade.

Mas o esquema vacinal começa antes. O Programa Nacional de Imunizações recomenda que a vacina inativada, em forma de injeção, deve ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade e depois o reforço. A vacina está disponível em todos os centros públicos de saúde e pode ser administrada simultaneamente com as demais dos calendários de vacinação do Ministério da Saúde.

Um caso recente da doença foi confirmado em Loreto, no Peru, o que aumentou o risco do Brasil. O vírus da poliomielite é transmitido de pessoa a pessoa por via fecal-oral ou, menos frequentemente, por um meio comum, a água ou alimentos contaminados, por exemplo, e se multiplica no intestino.

Para quem hesita em vacinar seus filhos, a médica Rivia tem um alerta e um conselho. “Passei por muitas dores e ainda as sinto, tive que vencer barreiras e a acessibilidade, tudo isso por conta de uma não vacinação. Apesar das pessoas hoje desconhecerem a paralisia infantil, é uma doença totalmente prevenível com a vacina que está aí, com toda a facilidade nas unidades de saúde. Vacinem seus filhos, o nosso desejo é que as crianças continuem saudáveis”.

As informações são da Agência Brasil

Simepar obtém vitória e Município de Ponta Grossa terá que pagar insalubridade em grau máximo a todos/as os Médicos/as durante a pandemia

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) obteve mais uma vitória em relação ao pagamento de adicional de insalubridade para médicos e médicas durante a pandemia de Covid-19. O Município de Ponta Grossa foi condenado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT9) a pagar o adicional em grau máximo para todos/as os/as médicos/as, entre março/2020 e agosto/2020.

A decisão do TRT9 foi unânime e reverteu um julgamento desfavorável aos médicos e proferido pela 2ª Vara do Trabalho de Ponta Grossa. O Tribunal eliminou a distinção que o Município de Ponta Grossa vinha fazendo, ao pagar o adicional em grau máximo apenas para os médicos que se encontrassem na “linha de frente” do combate ao COVID 19.

O Sindicato sustentou que em um cenário de pandemia não existia “linha de frente”, pois o risco de contágio era elevado para todos os profissionais médicos e que a decisão estava distinguindo os profissionais de forma injustificável.

O recurso foi julgado no dia 15 de maio, após pedido de vistas pelo Desembargador Paulo Ricardo Pozzolo. A sustentação oral pelo Simepar foi realizada pela Dra. Miriam Cipriani Gomes, da Zornig e Andrade Advogados Associados. Com a decisão, todos os médicos do Município passaram a ter igual direito ao adicional em grau máximo.

A ação contempla o período do início da pandemia, em março de 2020, até o mês de agosto do mesmo ano; pois, a partir desse período, o Município começou a fazer o pagamento do adicional conforme pleiteado pelo Simepar.

O Município de Ponta Grossa ainda pode recorrer da decisão junto ao Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. Após o trânsito em julgado, se mantida a decisão em Brasília, o SIMEPAR iniciará o cumprimento da decisão em favor dos médicos.

Esta decisão se junta a uma série vitórias do Simepar com empregadores que passaram a pagar insalubridade em grau máximo, seja por acordo, seja por condenação judicial.

Boletim aponta mais 13 óbitos e 8.299 novos casos de dengue no Paraná

O Paraná registra mais 8.299 casos de dengue e 13 óbitos, segundo dados do boletim semanal divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), nesta terça-feira (16). Ao todo, são 54.083 confirmações e 42 mortes em decorrência da doença no Paraná.

De acordo com o informe epidemiológico, dos novos óbitos registrados, quatro são de residentes de Londrina, três de Ibiporã, três de Foz do Iguaçu, um de Maringá, um de Marilena e um de Umuarama.

Desde o início do período sazonal da doença, iniciado em 31 de julho de 2022, foram 239.372 notificações no Estado, sendo 94.170 ainda em investigação e 83.747 casos descartados. O boletim aponta ainda que dos 399 municípios do Paraná, 334 tiveram casos confirmados de dengue.

Dos novos óbitos registrados, predominam os idosos, em sua maioria do sexo feminino, com comorbidades, que ocorreram entre 12 de março e 26 de abril.

Os óbitos no município de Londrina são referentes a quatro mulheres de 44, 76, 86 e 90 anos, todas com comorbidades. Em Ibiporã, foram duas mulheres, uma com 84 anos e sem comorbidades, e outra de 92 anos, com comorbidades, além de um homem, de 55 anos, com comorbidades.

Em Foz do Iguaçu, morreram um homem e uma mulher de 66 e 76 anos, respectivamente, ambos com comorbidades, e uma criança de três anos, que não apresentava nenhuma comorbidade.

Nos demais municípios, os óbitos foram de uma mulher de 49 anos, sem comorbidades (Maringá), e de dois homens, ambos com comorbidades, um de 96 anos (Marilena) e de 74 anos (Umuarama).

“O Governo do Estado mantém o alerta e a vigilância apoiando as ações de combate e controle da dengue e chikungunya em todas as regiões e municípios, principalmente onde existem mais ocorrências e casos confirmados. Precisamos unir forças com a população para a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti que, em sua maioria, estão nos quintais das casas”, alertou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

CHIKUNGUNYA E ZIKA – O mosquito também é responsável, além da dengue, pela transmissão da zika e chikungunya. Durante este período não houve confirmação de casos de zika. Já o panorama de chikungunya no Paraná revela 2.448 notificações e 449 casos confirmados da doença, sendo 324 autóctones e três óbitos.

Confira AQUI o boletim da dengue.

Paraná realiza a sua 13ª Conferência Estadual de Saúde

Foi aberta na segunda-feira (15) a 13ª Conferência Estadual de Saúde do Paraná, que se estende até a próxima quinta-feira (18), em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Esta é a primeira edição do evento desde o início da pandemia e tem como tema “Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia”.

O secretário de Saúde Beto Preto destacou, durante a cerimônia de abertura, o compromisso do Governo do Estado com os municípios, além de enaltecer o papel da saúde pública durante a pandemia. “Foi uma grande jornada, com muita dor, dificuldade, mas também com aprendizados, ações e sobretudo resiliência. Se hoje estamos aqui, reunidos neste ambiente, é pela capacidade da saúde pública, que deve ser fortalecida diariamente”, disse o secretário.

“O Paraná travou uma grande batalha, mobilizando recursos históricos, adotando estratégias que perdurassem, inclusive após a pandemia, investindo na nossa rede de saúde em oposição aos hospitais de campanha, por exemplo, o que nos legou leitos, equipamentos e mais estrutura. Isso somente foi possível graças a sensibilidade do governador Ratinho Junior, que priorizou a vida dos paranaenses acima de tudo”, afirmou.

Ele reforçou, ainda, a necessidade de uma revisão no financiamento do SUS. “Temos batido insistentemente nessa tecla. A tabela do SUS não tem reajustes há pelo menos 14 anos. É preciso manter um diálogo conciso, porém de cobrança com o governo federal, para que tenhamos mais recursos e possamos, de maneira tripartite, contribuir para o funcionamento vital da saúde pública”, disse.

Mobilizando um público superior a 1,5 mil pessoas, entre servidores, gestores de todas as 22 Regionais de Saúde, além de palestrantes, usuários e convidados especiais, o evento promoverá capacitações, apresentações e palestras, com o objetivo de estimular discussões de propostas que devem nortear as políticas públicas para o SUS.

Depois de aprovadas, as propostas serão levadas, por meio de 140 delegados eleitos, para a Conferência Nacional de Saúde, que acontecerá entre 2 e 5 de julho, em Brasília. Estes delegados vão representar desde usuários do SUS, até trabalhadores e prestadores de serviços. Durante a programação, também serão eleitas novas entidades para o Conselho Estadual de Saúde do Paraná.

Para o presidente do CES, Rangel da Silva, o evento promove não somente a possibilidade de um grande debate, mas também de fortalecer ações concretas e em nível nacional. “As propostas aqui discutidas serão levadas até Brasília, permitindo dar maior amparo e garantir mais força às políticas de saúde pública”, destacou.

A prefeita anfitriã do evento, Rosa Maria de Jesus Colombo, considera como valioso o potencial da conferência. “São dias de muito movimento em prol do SUS e o município de Pinhais se sente honrado por fornecer este espaço que sem dúvida trará muitos benefícios para todo o Estado”, afirmou.

PRESENÇAS – A mesa de abertura também contou com as presenças do superintendente estadual do Ministério da Saúde no Paraná, Luiz Armando Erthal; o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), Ivoliciano Leonarchik; as deputadas estaduais Cloara Pinheiro e Márcia Huçulak; além dos conselheiros estaduais de Saúde Silmara da Conceição Ribas e Márcia Zambrin.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Ministério da Saúde incorpora dois medicamentos ao SUS para tratamento de anemia

O Ministério da Saúde incorporou no Sistema Único de Saúde (SUS) dois medicamentos para tratamento da anemia, após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Os medicamentos ferripolimaltose e carboximaltose férrica devem estar disponíveis no sistema público em até 180 dias.

A ferripolimaltose é indicada para o tratamento de pacientes com anemia por deficiência de ferro e intolerância ao sulfato ferroso, conforme descrito em Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde. A carboximaltose férrica é indicada para pacientes adultos com anemia por deficiência de ferro e intolerância ou contraindicação aos sais orais de ferro.

A anemia é uma doença que causa a redução da concentração de hemoglobina, proteína responsável por transportar o oxigênio pelo sangue. Crianças, gestantes, lactantes (mulheres que estão amamentando), meninas adolescentes e mulheres adultas em fase de reprodução são os grupos mais afetados pela doença, muito embora homens – adolescentes e adultos – e os idosos também possam ser afetados.

As anemias podem ser causadas por deficiências de vários nutrientes, como ferro, zinco, vitamina B12 e proteínas.

Os principais sinais e sintomas da doença são:

  • cansaço generalizado;
  • falta de apetite;
  • palidez de pele e mucosas (parte interna do olho e gengivas, por exemplo);
  • menor disposição para o trabalho;
  • dificuldade de aprendizagem nas crianças.

O Ministério da Saúde reforça que somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios para tratamento.

As informações são do Ministério da Saúde

Vacinação contra a gripe no SUS é ampliada para todos com mais de 6 meses

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (12) a ampliação da vacinação contra a gripe. A partir desta orientação, a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa) emitiu orientação no mesmo sentido, para que os municípios do Estado ampliem a vacinação.

A partir da próxima segunda-feira (15), toda a população acima de 6 meses pode receber a dose. O objetivo, segundo o Ministério, é expandir a cobertura vacinal contra a doença antes do inverno, quando as infecções respiratórias tendem a aumentar. Até o momento, 21 milhões de pessoas foram imunizadas – 30% do grupo prioritário.

“A orientação atende a pedido de estados e municípios, que podem usar as vacinas em estoque e adotar estratégias locais para operacionalizar a imunização, atendendo às realidades de cada região. Mais de 80 milhões de doses da vacina trivalente, produzidas pelo Instituto Butantan, foram distribuídas para todo o país. A meta é vacinar 90% da população”, destacou o ministério, por meio de nota.

A vacina contra a gripe estava sendo aplicada apenas no público prioritário, formado por idosos acima dos 60 anos, crianças (com idade a partir de 6 meses e menores de 6 anos), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), imunossuprimidos, indígenas, profissionais da saúde e da educação, pessoas com deficiência permanente ou com comorbidades, profissionais de transporte coletivo e portuários, trabalhadores das forças de segurança e salvamento, trabalhadores das forças armadas e do sistema prisional e população privada de liberdade.

No comunicado, o MS reforçou que a imunização é fundamental porque reduz a carga da doença, sobretudo em pessoas com problemas de saúde e idosos, prevenindo hospitalizações e mortes, além de diminuir a sobrecarga nos serviços de saúde. Até o fim de abril, pelo menos 253 mortes por gripe foram confirmadas no país.

“As vacinas influenza sazonais têm perfil de segurança excelente e, geralmente, são bem toleradas. Manifestações como dor no local da injeção são comuns e ocorrem em 15% a 20% dos pacientes, sendo benignas e geralmente resolvidas em 48 horas”, informa o ministério.

A vacina da gripe é fabricada com vírus inativados, fragmentados e purificados, ou seja, não é capaz de induzir o desenvolvimento da doença. A composição e a concentração de antígenos são atualizadas todos os anos conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda segundo o ministério, o imunizante pode ser administrado simultaneamente com outras vacinas do calendário nacional.

Paraná

De acordo com dados do vacinômetro nacional, o Paraná imunizou 1.409.816 pessoas até o momento, o que representa pouco mais de 32% da população alvo da campanha (idosos e demais grupos prioritários), de 4.387.469 habitantes. Agora, com a nova ampliação, a expectativa é expandir a cobertura vacinal, que possui meta estipulada de 90%.

Hoje, o Estado é o quarto em número absoluto de aplicações, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

As informações são da Agência Brasil e Agência Estadual de Notícias.