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Gravidez na adolescência diminui quase 30% no Estado do Paraná entre 2019 e 2023

O número de mães adolescentes com até 19 anos vem diminuindo no Paraná. Em 2019 foram 18.169 e em 2023, 12.769, uma queda de 29,7%. É o que aponta um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde no Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc) do governo federal. Os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) apontam uma mudança de perfil ao longo dos últimos anos também no País: baixa foi 27,8%, com 399.922 nascimentos em 2019 e 288.520 no ano passado.

O enfrentamento da gestação precoce é uma das metas do Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), dentro da Linha de Cuidado Materno Infantil, criada para o fortalecimento da assistência à saúde das gestantes de todas as idades e da criança, instituindo diretrizes para o cuidado integral. E ele tem acontecido de forma gradual. Entre 2019 e 2023 foram 15.957 em 2020, 15.186 em 2021 e 13.656 em 2022. De acordo com levantamento parcial da Sesa, de janeiro a maio deste ano 3.960 bebês tiveram como mães mulheres de 15 a 19 anos.

“A gravidez na adolescência, além de ser uma questão relacionada à saúde pública, está também relacionada a aspectos sociais, culturais e educacionais que envolvem a sociedade como um todo. Garantimos o acesso e a atenção integral e de qualidade às mulheres neste momento da vida, desde a gestação, nascimento e puerpério, mas precisamos trabalhar enquanto sociedade, principalmente em relação ao acesso aos preservativos, para evitar a gravidez de menores de idade”, ressalta o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

“Estamos trabalhando para a melhoria dos indicadores, direcionados na qualidade da assistência e na educação em saúde”, complementa o secretário.

“A ocorrência da gravidez na adolescência é resultado de uma somatória de fatores e merece ações compartilhadas e de diferentes setores. É primordial que a equipe de saúde, já nas consultas de pré-natal, fale com a gestante sobre educação sexual e os diferentes métodos contraceptivos disponíveis para se evitar futuras gestações não planejadas, especialmente na fase da adolescência”, explica a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Sesa, Carolina Poliquesi.

Diminuir os índices de nascimentos durante a adolescência está entre as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Organização das Nações Unidas (ONU), e integra a estratégia global para mulheres, crianças e adolescentes 2016-2030. Apesar dos avanços, a proporção da gravidez não planejada na adolescência ainda é alta – em 2023, por exemplo dos 139 mil nascimentos, 9% foram de mulheres entre 15 e 19 anos.

“É preciso continuar a preveni-la, ampliando as ações que já estão em curso como, por exemplo, o Programa Saúde na Escola em que a temática Saúde Sexual e Reprodutiva é uma das ações essenciais pactuadas e incluindo novas abordagens que assegurem os direitos sexuais e reprodutivos para adolescentes”, diz a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente da Sesa, Fernanda Crosewski.

O Saúde na Escola é um programa federal, pautado em estratégias de integração permanente da Saúde e Educação para alunos do 6º ano até ao Ensino Médio.

MATERNO-INFANTIL – Atualizada em 2022, a Linha de Cuidado Materno Infantil tem o compromisso do desenvolvimento de ações que fortaleçam todos os pontos de atenção, desde a Atenção Primária à Saúde (APS), Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) e Atenção Hospitalar (AH).

Esta Linha Guia tem por finalidade apoiar a organização das ações e dos serviços de saúde e a melhoria da assistência à saúde da mulher e da criança, instituindo diretrizes para o cuidado integral. Nela, estão contidos instrumentos para subsidiar os profissionais de saúde, com diretrizes clínicas baseadas em evidências científicas, orientando o manejo clínico, diagnóstico e tratamento, bem como ferramentas de gestão e atenção, para a tomada de decisão.

Ainda de acordo com Carolina Poliquesi, toda gravidez na adolescência merece atenção especial. “Na Linha de Cuidado Materno Infantil todas as gestantes menores de 15 anos são estratificadas como risco intermediário para receber atenção multiprofissional na Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) além do acompanhamento realizado pela Atenção Primaria nas UBS”, complementa.

Além das gestantes menores de 15 anos, aquelas com mais de 40 anos também são estratificadas como risco intermediário. Esse termo é utilizado para aquelas que apresentam algum fator de risco que implique em maior vigilância e cuidado na gestação. Quanto maior o número de critérios combinados, maior a complexidade da situação.

TENDÊNCIA – O levantamento de dados da Sesa também aponta outras mudanças nesse cenário no Paraná, entre elas a alta de 14,1% no número de mulheres entre 40 e 49 anos que optaram pela maternidade, que passou de 5.052 em 2019 para 5.769 em 2023. Em todos os anos, as mulheres de 20 a 29 anos estiveram à frente, com uma média de 49% do total.

Nos últimos cinco anos nasceram 722.111 bebês no Paraná: 153.482 em 2019, 146.274 em 2020, 141.971 em 2021, 140.639 em 2022 e 139.745 em 2023. Em 2024 o sistema registrou, até o dia 23 de maio, 46.434 nascimentos.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Ministério da Saúde distribui nova remessa de vacinas contra a Dengue

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (29), a distribuição de quase 1 milhão de doses da quinta remessa de vacinas da dengue, sendo 656.172 doses de reforço e 335.200 doses de ampliação. Com essa nova entrega, mais 405 municípios foram contemplados, totalizando 1.735 que estarão vacinando adolescentes de 10 a 14 anos de idade.

Para ter proteção completa contra casos graves e hospitalizações por dengue, são necessárias duas doses do imunizante incorporado no SUS. A pasta garante a entrega das duas doses para todos os municípios contemplados na estratégia de vacinação.

Recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil comprou todo o estoque disponível de vacina de dengue disponível no mercado internacional. Considerando essa aquisição e mais um quantitativo doado pelo laboratório produtor, o total de doses chega a 6,5 milhões para 2024 e 9 milhões para 2025.

Devido à capacidade de produção do laboratório, as doses estão sendo entregues em parcelas. Com a quinta remessa, serão 3.659.851 doses distribuídas aos estados e municípios. Até 28 de maio, 1.122.339 doses já foram aplicadas.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, alerta para a necessidade de se vacinar. “Dentro da faixa etária indicada pelo laboratório para receber a vacina -de 5 a 60 anos-, selecionamos o intervalo com maior número de hospitalizações por dengue no Brasil. Contudo, esse público tem uma adesão menor, justamente por não ser uma idade que frequenta os serviços de saúde rotineiramente, por isso, os pais e responsáveis precisam levar as crianças e adolescentes para se vacinar. É um ato de amor e de responsabilidade”, destaca.

A vacinação é uma das inovações do atual governo para enfrentar a dengue, que em 2024 aumentou em todo mundo, sobretudo devido às mudanças climáticas, que aceleraram a reprodução dos mosquitos transmissores da doença. Contudo, a capacidade de produção do único laboratório fornecedor não é suficiente para atender à demanda do Brasil. Nesse cenário, o Ministério da Saúde tem investindo também na produção de uma vacina brasileira, já em fase final, pelo Butantan.

Outra importante ação do Ministério da Saúde é a elaboração de um amplo plano de enfrentamento às arboviroses, construído coletivamente, a partir de uma oficina realizada em maio de 2024, com mais de 100 pesquisadores e cientistas nacionais e internacionais. Durante a oficina foram traçadas as diretrizes do plano, pautado em vigilância em saúde, manejo clínico, organização dos serviços de saúde, controle vetorial, pesquisas, comunicação e mobilização social, com propostas de ações a serem implementadas a curto, médio e longo prazo. Os envolvidos estão trabalhando no desenvolvimento do plano, que será lançado em breve.

O Ministério da Saúde alerta ainda que o controle da dengue é um esforço coletivo. Com 10 minutos por semana, é possível eliminar os criadouros e evitar água parada. E isso deve ser feito durante todo o ano, mesmo fora do período de maior número de casos.

Acesse a nota técnica e veja quais municípios foram beneficiados.

As informações são do Ministério da Saúde.

SUS disponibiliza mais de 150 medicamentos para tratamento de doenças raras

O Ministério da Saúde está avançando para garantir acesso ao diagnóstico precoce e assistência adequada e de qualidade às pessoas com doenças raras no país. Em 2023, a Pasta distribuiu mais de 74 milhões de unidades farmacêuticas para o tratamento dessas condições, correspondendo a um investimento de mais de R$ 4,1 bilhões.

Como parte desse esforço, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza uma lista de 152 medicamentos para o tratamento de doenças raras, acessíveis por meio das farmácias do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF). Desse total, 96 medicamentos são utilizados exclusivamente para tratar as 54 doenças raras atendidas de forma ambulatorial pelo CEAF. O Ministério da Saúde é responsável pela aquisição de 66 desses medicamentos exclusivos, enquanto o financiamento de 26 é de responsabilidade das secretarias estaduais de saúde e do Distrito Federal.

Além disso, 56 dos 152 medicamentos são utilizados também no tratamento de outras doenças atendidas pelo CEAF, incluindo as crônicas não transmissíveis.

Ainda como parte dos avanços no tratamento das doenças raras, foram incorporados e implementadas terapias inovadoras no SUS. Alguns exemplos notáveis incluem os seguintes medicamentos:

  • Eculizumabe – utilizado no tratamento de pacientes com hemoglobinúria paroxística noturna;
  • Elexacaftor 50 mg/Tezacaftor 25 mg/Ivacaftor – utilizado no tratamento de pacientes com fibrose cística;
  • Alfavestronidase – para o tratamento de pacientes com mucopolissacaridose tipo VII;
  • Alentuzumabe – tratamento de pacientes com esclerose múltipla; e
  • Selexipague para o tratamento de pacientes com hipertensão arterial pulmonar.

Em 2023, o Ministério investiu R$ 27,3 milhões nos serviços habilitados para o tratamento de doenças raras, um aumento de R$ 4 milhões em relação ao investimento de 2022, que foi de R$ 23 milhões.

Para agilizar o acesso ao diagnóstico precoce e à assistência adequada, o Ministério da Saúde disponibilizou um aumento de mais de R$ 30 milhões por ano para ampliar o Programa Nacional da Triagem Neonatal (PNTN) . Em 2024, celebra-se os 10 anos da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, após paralisações no rastreamento neonatal e dificuldades na implantação da política nos últimos anos.

Incorporações

Para reforçar o acesso ao tratamento, o Ministério da Saúde vai financiar diretamente a compra de quatro medicamentos para tratamento das doenças raras. A decisão foi pactuada em março entre gestores municipais e estaduais de saúde durante a 3ª reunião plenária do ano da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) .

Os medicamentos recentemente incorporados ao SUS e que terão o financiamento centralizado são:

  • Rituximabe para tratamento da vasculite;
  • Cladribina para tratamento da esclerose múltipla;
  • Beta-agalsidase para tratamento da doença de Fabry;
  • Ustequinumabe para tratamento da doença de Crohn, nas apresentações de 45 mg e 130 mg.

Entre 2023 e 2024, o Ministério da Saúde incorporou 18 tecnologias para o tratamento de doenças raras, sendo 15 medicamentos e três produtos ou procedimentos. Entre eles, destacam-se o medicamento alfagalsidase para tratar a doença de Fabry clássica em pacientes a partir dos sete anos de idade, o emicizumabe para o tratamento profilático de pacientes com hemofilia A moderada ou grave, e anticorpos inibidores do fator VIII, sem restrição de faixa etária.

Na área de procedimentos, foram incorporados o teste de detecção de HLA-B27 para indivíduos com suspeita de espondiloartrite axial e para avaliação prognóstica da doença, além da adoção de calprotectina fecal no monitoramento de pacientes com doença de Crohn envolvendo o cólon e a dosagem de porfobilinogênio urinário para confirmação diagnóstica ou prognóstico de porfirias hepáticas agudas.

As doenças raras

Sob uma perspectiva epidemiológica, estima-se a existência de 6 a 8 mil doenças raras únicas e afetando entre 3.5% e 5.9% da população.

Mais informações sobre as ações do Ministério da Saúde para o atendimento de pessoas com doenças raras podem ser obtidas nesta página .

As informações são do Ministério da Saúde.

Campanha de vacinação contra a Poliomielite começa na segunda-feira em todo o Paraná

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite do Ministério da Saúde acontece entre 27 de maio e 14 de junho, com imunização em todo o Paraná – 8 de junho será o Dia D de mobilização estadual. Pais e responsáveis devem reforçar a proteção das crianças menores de cinco anos contra a doença. As doses estarão disponíveis a partir de segunda-feira (27) nas mais de 1.850 salas de vacinação em todos os 399 municípios.

Os municípios terão autonomia para definir a estratégia mais adequada para a mobilização da imunização, de acordo com a realidade local.

No Paraná, a expectativa é que 717.915 crianças menores de cinco anos recebam a dose. Aquelas menores de um ano (139.732) deverão ser vacinadas conforme a situação vacinal atual para o esquema primário (três doses da vacina inativada poliomielite — VIP). As crianças de um a quatro anos (578.183) devem ser vacinadas indiscriminadamente com a vacina oral poliomielite (VOP), desde que já tenham recebido o esquema primário de três doses com VIP.

As vacinas VIP e VOP são diferentes entre si. Embora as duas imunizem contra a poliomielite, a VIP é injetável, com três cepas, poliovírus 1,2 3, feita apenas com partículas do vírus, enquanto a VOP, que é a de gotinhas, é feita com o vírus enfraquecido, com duas cepas, polivírus 1 e 3. Esta será a última campanha de vacinação contra a poliomielite com a vacina oral.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite tem como objetivos conter o risco de reintrodução do poliovírus, alcançar alta e homogênea cobertura vacinal e manter o País livre da doença, uma vez que recebeu a classificação de alto risco para a reintrodução do poliovírus selvagem pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas (RCC), em 2023.

Para essa classificação foram considerados o desempenho das coberturas vacinais, dos indicadores de vigilância epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas (PFA), entre outros.

META – A cobertura vacinal da poliomielite ainda não alcançou a meta preconizada em todo o País (≥ 95%). O Programa Nacional de Imunizações (PNI) está trabalhando para melhorar os indicadores.

Nos últimos anos a cobertura vacinal da poliomielite (VIP) no Paraná em crianças menores de um ano de idade foi de 80,75% (2021), 84,12% (2022) e 89,96% (2023). No ranking nacional o Estado figura entre os cinco primeiros. Entre eles estão Ceará (93%), Piauí (92%), Santa Catarina (90%) e Rondônia, Paraná e Alagoas, com 89%.

PÓLIO – A poliomielite é uma doença grave caracterizada por um quadro de paralisia flácida causada pelo poliovírus selvagem (PVS) tipo 1, 2 ou 3, que em geral acomete os membros inferiores, de forma assimétrica e irreversível. A vacina contra a Poliomielite é composta por três doses aos 2, 4 e 6 meses de vida, conforme o Calendário Nacional de Vacinação, além das doses de reforço aos 15 meses e 4 anos de idade.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

SUS incorpora novos tratamentos e medicações para Câncer, HIV, Asma e Crohn

O Ministério da Saúde incorporou, no início de maio, novas medicações e tratamentos ao rol de ofertas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) , com benefício direto para pacientes com HIV, câncer de pulmão, crianças e jovens com asma, pacientes em cirurgias de retirada de câncer no cérebro e pessoas com doença de Crohn, envolvendo o cólon. Com essas incorporações a estimativa é de que, nos próximos cinco anos, mais de 14 mil pacientes possam receber cuidados por meio da saúde pública.

Na área da oncologia, foi incorporado um novo método de monitoramento de funções neuronais, utilizado em cirurgias de retirada de câncer no cérebro. Identificado pela sigla MION, o procedimento funciona como um auxílio à equipe de profissionais de saúde durante a realização de atos cirúrgicos complexos, diminuindo o risco de lesões irreversíveis nos pacientes.

Trata-se de um ganho importante, já que até o momento a tecnologia não estava disponível no SUS e a incorporação reduz o risco de realização da cirurgia, ao apoiar a orientação de profissionais durante a realização e diminui a possibilidade de lesões. Além disso, a pasta avalia a incorporação do MION para outras doenças e condições cirúrgicas. A expectativa é de beneficiar 448 pacientes no primeiro ano e 747 pacientes até o ano de uso.

Tratamento do câncer de pulmão

Também foi incorporado o medicamento durvalumabe , que é usado no tratamento de pacientes com câncer de pulmão. No entanto, a medicação é para um tipo específico chamado de “câncer de pulmão não pequenas células estágio III irressecável”. Portanto, é recomendado para pacientes com este tipo de doença, em estágio III, e quando o tumor não pode ser removido cirurgicamente e não piorou após o tratamento com quimioterapia e com radioterapia. Com a medicação, a previsão é tratar 36 pacientes no 1º ano e 187 até o 5º ano.

ISTs

No campo das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) , o ministério passará a oferecer o medicamento fostensavir trometamol 600mg para o tratamento de pacientes adultos multirresistentes infectados pelo HIV. O medicamento é uma alternativa aos antirretrovirais disponíveis atualmente, ou seja, para aqueles que não conseguem uma redução da carga viral mesmo com o uso das atuais opções ofertadas no SUS. De acordo com o ministério, será possível contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus ou aids, mais especificamente as que desenvolvem essa condição de multirresistente e ficam mais suscetíveis a doenças oportunistas e ao risco de morte. A última incorporação para pessoas multirresistentes ocorreu há oito anos, com a entrada da etravirina 200mg . Desta forma, a expectativa é de beneficiar 72 pacientes no 1º ano e aproximadamente 769 pacientes no 5º ano.

Asma grave

Na questão das doenças crônicas, foi ampliado o uso do medicamento mepolizumabe 100mg/mL para o tratamento de pacientes com asma eosinofílica grave refratária, com idade entre 6 e 17 anos – o medicamento já é usado no tratamento de adultos. Em crianças ou adolescentes, a doença é caracterizada pela presença de níveis elevados de eosinófilos, que são glóbulos brancos responsáveis pela ação contra microrganismos e pelo combate a infecções no corpo. O uso do medicamento busca melhoria na condição de vida do paciente, com redução de crises e do agravamento da doença. A população beneficiada no 1º ano é estimada em 22 pacientes, e sobre para 110 no 5º ano.

Estabelecida como uma das prioridades por essa gestão no Ministério da Saúde, as doenças raras recebem a incorporação do monitoramento do calprotectina fecal no intestino (cólon) de pacientes com doença de Crohn . Trata-se de um biomarcador que apoia o diagnóstico e o monitoramento de pacientes com a enfermidade, indicando atividade inflamatória. A identificação de inflamações é feita pela avaliação da calprotectina, uma proteína detectada por exame de fezes. Esse acompanhamento é fundamental para orientar o tratamento do paciente.

Essa é, inclusive, mais uma alternativa para monitoramento de pacientes, sendo menos invasiva – atualmente, é realizado por meio de exames de sangue, tomografia computadorizada e colonoscopia, exame padrão e mais invasivo. A expectativa é de atender 10.974 pacientes elegíveis no 1º ano e 12.331 no 5º ano.

As informações são do Ministério da Saúde.

Medidas de proteção contra doenças respiratórias para a época de frio que está chegando

Ambientes mais fechados, menos circulação de ar, temperaturas baixas (como a primeira grande onda de frio do Paraná neste final de semana) e maior umidade do ar compõem um cenário propício para a proliferação do vírus da gripe e demais vírus respiratórios. Casos de doenças como gripe, resfriado, sinusites, bronquites, bronquiolite, crises de asma e pneumonias são mais frequentes nessa época do ano. Para evitar o número de casos de infecções por síndromes respiratórias, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça que os cuidados básicos e a vacinação são fortes aliados na proteção da saúde.

Influenza (gripe), Sars-CoV-2 (Covid-19), Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e rinovírus são os vírus que mais circulam atualmente no Paraná. Atitudes simples como lavar as mãos com água e sabão com frequência, não tocar os olhos após contato com superfícies utilizadas por várias pessoas (corrimões, maçanetas, telefone, etc) e evitar permanecer em ambientes sem ventilação e com aglomeração de pessoas auxiliam e são fundamentais na proteção contra os vírus.

Além desses cuidados, a vacinação contra a gripe e Covid-19 para grupos prioritários torna-se um importante escudo na defesa do organismo, contribuindo para a redução das complicações, internações e ainda da mortalidade decorrente das infecções pelo vírus influenza na população. A vacinação também contribui para a redução da circulação viral na população, protegendo especialmente os indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco.

Desde o dia 2 de maio a vacina contra a gripe é liberada para todas as pessoas com mais de seis meses de idade. Ela é disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades de saúde dos municípios. Até ao momento o Paraná vacinou 1.659.588 pessoas. Dos grupos prioritários, os povos indígenas vivendo fora das terras indígenas (54,28%) e os idosos (37,27%) foram os que mais se vacinaram.

“O aumento de pessoas imunizadas contribui para menor circulação dos vírus e evita sobrecarga nos serviços de saúde, seja no pronto atendimento, hospitais de pequeno porte, Unidade Básica de Saúde ou na porta dos grandes hospitais. A imunização é nossa principal aliada, por isso quero convocar todos os paranaenses para garantir essa proteção tão importante para a saúde coletiva”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

VIGILÂNCIA SENTINELA – Uma vez por mês, a Sesa, por meio da diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde, divulga o boletim de Vigilância da Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O documento atualiza o quadro de casos hospitalizados e óbitos em decorrência das doenças respiratórias. O objetivo é identificar o comportamento dos vírus respiratórios, orientando os órgãos de saúde na tomada de decisão frente à ocorrência de casos graves e surtos.

Desde o início do ano até o dia 11 de maio, das 2.467 amostras coletadas nas Unidades Sentinelas (rede de 34 Serviços de Saúde para atendimento, que estão distribuídas em 22 Regionais de Saúde e 28 municípios no Estado), 976 amostras identificaram o Rinovírus, SARS-CoV-2 e Influenza A H3N2 como os maiores vilões.

Neste mesmo período, foram notificados 7.030 casos de SRAG. Destes, 364 (5,2%) foram confirmados para Influenza, 42 (0,6%) como SRAG por outros agentes etiológicos, 1.214 (17,3%) como SRAG por Covid-19, 1.215 (17,3%) como SRAG por outros vírus respiratórios, 2.670 (38,0%) como SRAG não especificado e 1.525 (21,7%) estão em investigação.

Os sintomas, em geral, são febre alta, calafrios, tosse, dor de cabeça e de garganta, cansaço e dores musculares. A pessoa que apresentar sintomas respiratórios, entre eles a falta de ar, deve procurar uma unidade de saúde imediatamente, já que o tratamento precoce (em até 48 horas) com medicamentos antivirais específicos, ajuda a evitar a evolução para formas graves da doença.

PNEUMONIA – A pneumonia é uma infecção dos pulmões, causada por algum micro-organismo, geralmente bactérias. Os vírus que causam a gripe podem determinar a diminuição das defesas do corpo e favorecer o desenvolvimento de bactérias, provocando uma infecção local ou das vias respiratórias. A piora do quadro clínico poderá levar o paciente a óbito.

De acordo com dados do Sistema de Informações Hospitalares Descentralizado (SIHD) do Ministério da Saúde (MS), entre janeiro e abril de 2023 foram internadas 8.174 pessoas com pneumonia no Paraná.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Boletim Semanal da Dengue aponta 34.360 novos casos e mais 47 óbitos no Paraná

O boletim semanal da dengue publicado nesta terça-feira (21) pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirma 34.360 novos casos da doença e 47 mortes no Paraná. De acordo com o documento, o atual período epidemiológico, que teve início em julho de 2023, soma agora 324 mortes, 393.791 casos confirmados e 719.545 notificações.

Os óbitos registrados no informe desta semana ocorreram entre 26 de janeiro e 17 de maio. São 23 homens e 24 mulheres com idades entre 22 anos e 98 anos, residentes em 19 municípios: Arapoti (1), Ponta Grossa (3), Capanema (1), Dois Vizinhos (1), Francisco Beltrão (3), Marmeleiro (2), Pranchita (2), Santo Antônio do Sudoeste (2), Cascavel (8), Santa Tereza do Oeste (1), Iretama (3), Moreira Sales (1), Arapongas (4), Londrina (6), Assis Chateaubriand (1), Marechal Cândido Rondon (1), São Pedro do Iguaçu (1), Toledo (5) e Tupãssi (1). Desse total, 31 pessoas apresentavam comorbidades.

A Regional com mais casos confirmados até o momento é a 8ª RS de Francisco Beltrão, com 52.726 diagnósticos. Na sequência estão a 10ª RS de Cascavel (49.254), 17ª RS de Londrina (41.208), 16ª RS de Apucarana (35.145), 15ª RS de Maringá (31.473) e 11ª RS de Campo Mourão (28.043).

As cidades com mais casos são Londrina (27.322), Cascavel (24.411), Maringá (18.605), Apucarana (17.808) e Francisco Beltrão (15.223). Há 398 municípios com confirmações de dengue – apenas Agudos do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, não tem diagnósticos confirmados.

Em relação aos óbitos do período epidemiológico 2023/2024, as Regionais com mais mortes são a 17ª de Londrina (60), 10ª de Cascavel (53), 20ª de Toledo (41), 8ª de Francisco Beltrão (41) e 16ª de Apucarana (30). Já os municípios que registram maior número são Cascavel (37), Londrina (35), Toledo (25), Apucarana (16), Cornélio Procópio (11) e Rolândia (11).

ZIKA E CHIKUNGUNYA – Informações sobre chikungunya e zika, transmitidas também pelo mosquito Aedes aegypti, são apresentadas no mesmo documento. Houve o registro de sete novos casos de chikungunya, somando 134 confirmações e 1.614 notificações da doença no Estado. Desde o início deste período não houve confirmação de casos de zika vírus, com 123 notificações registradas.

VACINAÇÃO – De acordo com um último levantamento da Sesa, realizado nesta terça, do total de 93.590 doses da vacina contra a dengue distribuídas, 36.552 já foram aplicadas nas Regionais de Saúde de Foz do Iguaçu, Londrina e Apucarana. O Paraná soma 148 municípios contemplados com o imunizante.

Confira o informe semanal AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Brasil ultrapassa 5 milhões de casos prováveis de dengue

O Brasil já contabiliza 5.100.766 casos prováveis de dengue em 2024. O número representa mais que o triplo de casos prováveis da doença identificados ao longo de todo o ano passado, quando foram anotados 1.649.144 casos.

Dados do painel de monitoramento de arbovirose mostram que o país registra ainda 2.827 mortes por dengue e 2.712 óbitos em investigação. O coeficiente da doença, neste momento, é 2.511 casos para cada grupo de 100 mil pessoas. A letalidade em casos prováveis é 0,06 e a letalidade em casos de dengue grave é 4,83.

A maioria dos casos prováveis permanece concentrada na faixa de pessoas com idade dos 20 aos 29 anos, seguida pelas faixas dos 30 aos 39 anos, dos 40 aos 49 anos e dos 50 aos 59 anos. Já a faixa etária menos atingida é a de crianças menores de 1 ano, seguida por pessoas com 80 anos ou mais e por crianças de 1 a 4 anos.

Minas Gerais ainda responde pelo maior número de casos prováveis de dengue (1.431.174). Em seguida, estão São Paulo (1.397.796), Paraná (535.433) e Santa Catarina (288.212). Já os estados com menor número de casos prováveis são Roraima (286), Sergipe (2.868), Rondônia (4.789) e Amapá (5.557).

Quando se considera o coeficiente de incidência da doença, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 9.037 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Em seguida estão Minas Gerais (6.968), Paraná (4.679) e Santa Catarina (3.787). Já as unidades federativas com menor coeficiente são Roraima (45), Ceará (126), Sergipe (129) e Maranhão (159).

As informações são da Agência Brasil

Surto de Hepatite A em Curitiba tem 228 casos e 5 mortes confirmadas

Boletim do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba, divulgado nesta segunda-feira (20/5), confirmou mais duas mortes por Hepatite A e uma em investigação, além de 228 casos da doença na capital paranaense em 2024. O volume de confirmações caracteriza surto da doença e requer atenção às medidas preventivas para evitar a contaminação e transmissão.

“Surto é um termo usado na epidemiologia para identificar quantidades acima do normal de doenças contagiosas ou de ordem sanitária”, explica o diretor do Centro Municipal de Epidemiologia da SMS, Alcides de Oliveira.

De acordo com o médico da SMS, é o que está acontecendo em Curitiba em 2024. Nos anos anteriores, a média de registros de Hepatite A era de 12 casos anuais, geralmente casos leves, que não precisavam de cuidados intensivos ou internamentos.

Em 2024, no entanto, a cidade vem registrando um aumento significativo de contaminações, sendo que 107 pessoas (47%) foram internadas e 10 (4%) precisaram de cuidados intensivos em UTI. A maioria das confirmações, 174 casos, atinge homens (76%) e 54 mulheres positivaram para a Hepatite A (24%). A faixa etária mais prevalente é do adulto jovem. A maioria é de homens entre 20 e 39 anos.

No total, de janeiro a 17 de maio de 2024, Curitiba já confirmou 228 casos e cinco mortes por Hepatite A. O Centro de Epidemiologia investiga ainda se mais um óbito, registrado em maio, pode ter ocorrido em decorrência da doença. Um homem, de 46 anos, teve o diagnóstico de Hepatite A e precisou de transplante hepático. Apesar da gravidade da situação, o paciente está recuperado.

Óbitos

O primeiro óbito por Hepatite A aconteceu em fevereiro. Uma mulher, de 29 anos, atendida em uma UPA que, no entanto, não aguardou o tratamento, tendo se evadido antes da alta médica. Depois de alguns dias, precisou ser atendida pelo Samu, já com quadro grave, quando foi transferida a um hospital, onde veio a falecer.

O segundo óbito por Hepatite A aconteceu em março. Um homem de 40 anos, etilista, em situação de rua, buscou assistência em uma UPA, foi transferido a um hospital, colocado em fila de transplantes, mas sem tempo hábil de realização do procedimento.

O terceiro óbito, também em março, se refere a um homem de 60 anos, internado em um hospital particular, que não aguardou o tratamento e se evadiu antes da alta médica. Ao retornar, com a situação de saúde já muito grave, não foi possível a recuperação. O paciente apresentava comorbidades, como obesidade, hipertensão, diabetes e esteatose.

O quarto óbito confirmado, em maio, se refere a um homem de 38 anos, etilista, levado a uma UPA pelo Samu, que recusou atendimento pela equipe médica. Cinco dias depois foi levado a um hospital, sem condições de controlar a situação de saúde.

O quinto óbito, também em maio, é de um homem de 54 anos, etilista, que procurou assistência médica depois de ter emagrecido 12 kg em 20 dias e com pele e olhos amarelados (icterícia). Procurou atendimento em uma UPA, foi transferido para hospital, mas com evolução rápida para o óbito.

Ainda em maio, o Centro de Epidemiologia identificou mais um óbito ainda em investigação. Trata-se de um homem de 55 anos, etilista, internado em hospital particular, que tem o atestado de óbito por hepatite viral, ainda sem especificação por qual tipo.

Alerta

Frente ao número de casos de Hepatite A e a gravidade da doença, a SMS emitiu alerta a todos os serviços de saúde e aos Conselhos de Classe para o diagnóstico precoce da doença.

“Com sintomas iniciais muito parecidos com os de outras doenças, ressaltamos a necessidade de que os profissionais de saúde estejam atentos para identificar a Hepatite A por meio de exames específicos, além de alertar as pessoas sobre as formas de contaminação”, esclarece Alcides de Oliveira.

Os sintomas iniciais da Hepatite A são fadiga, mal-estar, febre e dores musculares. Com o passar dos dias, a pessoa contaminada apresenta urina escura, olhos e pele amarelados (icterícia), sinais claros da doença.

De acordo com o médico da SMS, no período inicial de sintomas é importante evitar a automedicação, que pode dificultar o diagnóstico diferencial, além de comprometer o fígado, que já está fragilizado pela hepatite. O ideal é buscar atendimento em uma unidade de saúde ou através da Central Saúde Já – 3350-9000.

Sintomas

Os sintomas aparecem cerca de 15 a 50 dias após a infecção, associada à contaminação fecal-oral, ou seja, pelo contato de fezes com a boca. De acordo com o médico da SMS, é preciso atenção aos cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos antes de comer e depois de ir ao banheiro, higienizar os alimentos consumidos crus com água tratada, além de usar preservativos nas relações sexuais, higienizar genitália, períneo e região anal antes e após o sexo.

Outro alerta importante é em relação aos casos agudos. “Apesar de parecer algo banal, que facilmente se confunde com uma indigestão, o paciente com Hepatite A pode ter um quadro agudo, ou seja, que compromete o fígado de maneira irreversível, o que mostra a necessidade de se manter sob os cuidados de profissionais de saúde”, diz Oliveira.

Surtos

Em 2023, outras três capitais, Porto Alegre, São Paulo e Florianópolis, registraram surtos de Hepatite A no Brasil. Atualmente, segundo dados do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) do Ministério da Saúde, Curitiba é a cidade que registra surto da doença no país.

Prevenção

Conheça as principais orientações preventivas:

  • Lavar as mãos (incluindo após o uso do sanitário, trocar fraldas e antes do preparo de alimentos);
  • Lavar com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos;
  • Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e peixes;
  • Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
  • Usar instalações sanitárias;
  • No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária;
  • Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto;
  • Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios;
  • Usar preservativos e higienização das mãos, genitália, períneo e região anal antes e após as relações sexuais.

Vacina

A vacina contra Hepatite A faz parte do calendário infantil de imunização pelo SUS, aplicada a partir dos 12 meses até 5 anos incompletos.

Além disso, a vacina está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), no esquema de duas doses, com intervalo mínimo de 6 meses, para pessoas acima de um ano de idade com as seguintes condições:

  • Hepatopatias crônicas de qualquer etiologia, inclusive infecção crônica pelo HBV e/ou pelo HCV;
  • Pessoas com coagulopatias, hemoglobinopatias, trissomias, doenças de depósito ou fibrose cística (mucoviscidose);
  • Pessoas vivendo com HIV;
  • Pessoas submetidas à terapia imunossupressora ou que vivem com doença imunodepressora;
  • Candidatos a transplante de órgão sólido, cadastrados em programas de transplantes, ou transplantados de órgão sólido ou de células-tronco hematopoiéticas (medula óssea);
  • Doadores de órgão sólido ou de células-tronco hematopoiéticas (medula óssea), cadastrados em programas de transplantes.

As informações são da Prefeitura de Curitiba

Doações de leite materno atenderam 11 mil bebês no Paraná em 2023

O Dia Mundial de Doação de Leite Humano, celebrado em 19 de maio (domingo), simboliza a importância deste ato que protege e pode salvar a vida de muitos bebês prematuros internados nas Unidades de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN) do Estado. No Paraná, mais de 11 mil bebês receberam a doação de 21.325 litros de leite em 2023. Apesar da quantidade, ela ainda é insuficiente para atender a demanda de todas as UTINs.

Para ampliar esse quantitativo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) faz um chamado à população sobre a doação de leite humano, no intuito de sensibilizar profissionais da área e lactantes.

Para atender às necessidades da assistência neonatal são disponibilizados os bancos de leite humano, que oferecem serviços especializados, fazem a coleta e o processamento do leite doado com rigoroso controle de qualidade. Depois, distribuem para bebês prematuros e de baixo peso, além de oferecer atendimento de orientação, manejo e apoio à amamentação.

“A doação do leite materno é um gesto de solidariedade que traz esperança. Esse alimento, rico em nutrientes e anticorpos essenciais para a saúde do recém-nascido, precisa chegar a todos que precisam, e por isso o Governo do Estado dá todo o suporte necessário para que essa alimentação crucial para prematuros esteja disponível”, destacou o secretário Beto Preto.

Estima-se que, a cada ano, 5,3 mil bebês paranaenses prematuros ou de baixo peso nasçam no Estado, o que corresponde a 11,2% do total de nascidos vivos. O número corresponde à média dos últimos três anos.

Laura Maciel faz parte deste perfil. Ela nasceu prematura, em novembro do ano passado, com apenas 31 semanas e 1.905 kg, no município de Umuarama, no Noroeste do Estado. A mãe, Pamela Bergamasco, recorreu à Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná (Norospar), que oferece um banco de leite humano para apoio aos bebês e às mamães lactantes.

“A Laura ficou 20 dias entre UTI e UCI, intercalando o leite materno e a chuquinha com fórmula. Meu sonho sempre foi amamentar e, todos os dias, eu fazia a coleta no banco de leite antes da visita. Eu tinha esse medo dela não pegar o peito quando tivesse alta hospitalar. Quando ela saiu, nós fomos ao banco de leite e tivemos muito auxílio. Foi maravilhoso”, disse.

DOAÇÕES – O Paraná possui 15 bancos de leite humano e 15 postos de coleta. Toda mãe que amamenta é uma possível doadora. Para doar, basta ser saudável e não estar usando nenhum medicamento que interfira na amamentação.

Qualquer quantidade disponibilizada pode ajudar. Cerca de 1 ml de leite já é suficiente para nutrir um recém-nascido a cada refeição, dependendo do peso do bebê. Cada recipiente de 300 ml pode ajudar até 10 recém-nascidos por dia.

Para doar é só entrar em contato com o banco de leite humano ou posto de coleta mais próximo de sua residência.

REDUÇÃO DA MORTALIDADE – Em alusão à data mundial, a 12ª Regional de Umuarama, Maternidade Norospar e municípios realizaram na semana passada, no auditório da Unipar – Universidade Paranaense, dois eventos direcionados aos profissionais de saúde da Atenção Primária, enfermeiros, agentes comunitários de saúde (ACS) e nutricionistas. Os encontros tiveram a finalidade de ampliar o número de doações de leite materno e ressaltar a importância dessas iniciativas como uma estratégia para redução da mortalidade infantil na Regional, que abrange 21 cidades.

BENEFÍCIOS – De acordo com o Ministério da Saúde, a amamentação é a forma de proteção mais econômica e eficaz para redução da morbimortalidade infantil, com grande impacto na saúde da criança, diminuindo a ocorrência de diarreias, afecções perinatais e infecções, principais causas de morte de recém-nascidos. Ao mesmo tempo, traz inúmeros benefícios para a saúde da mulher, como a redução das chances de desenvolver câncer de mama e de ovário.

Estima-se que o aleitamento materno seja capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo por causas preveníveis. Nenhuma outra estratégia isolada alcança o impacto que a amamentação tem na redução das mortes de crianças nessa faixa etária.

Bancos de leite:

  • Apucarana – Hospital da Providência
  • Campo Mourão – Hospital Santa Casa de Campo Mourão
  • Cascavel – Hospital Universitário do Oeste do Paraná
  • Curitiba – Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, Hospital do Trabalhador
  • Foz do Iguaçu – Hospital Ministro Costa Cavalcanti
  • Guarapuava – Banco de Leite Humano São Vicente de Paulo
  • Londrina – Banco de Leite Humano Maria Lucilia Monti Magalhães
  • Maringá – Hospital Universitário Regional de Maringá
  • Pato Branco – Banco de Leite Humano São Lucas
  • Ponta Grossa – Hospital da Criança Prefeito João Vargas de Oliveira
  • São José dos Pinhais – Hospital e Maternidade São José dos Pinhais
  • Umuarama – Banco de Leite Humano Norospar
  • Toledo – Banco de Leite Humano Dr. Jorge Nisiide

Postos de coleta:

  • Apucarana – HPMI
  • Arapongas – CISAM
  • Cambé – Unidade de Lactação de Cambé
  • Cascavel – Hospital São Lucas FAG e Hospital Policlínica
  • Cornélio Procópio – Casa da Misericórdia de Cornélio Procópio
  • Curitiba – Hospital Pequeno Príncipe
  • Foz do Iguaçu – Santa Terezinha de Itaipu
  • Londrina – Maternidade Municipal Lucilla Ballalai, Hospital do Coração de Londrina/Bela Suíça e Hospital Evangélico
  • Maringá – Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Maringá
  • Paranavaí – Paranavaí Acolhe Seu Filho com Amor
  • Pato Branco – Hospital PoliclínicaRolândia – Unicoamor

Veja mais detalhes AQUI .

As informações são da Agência Estadual de Notícias.