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Escolas podem ajudar a aumentar a cobertura vacinal infantil, aponta pesquisa

Matéria do Portal Saúde Debate.

Um levantamento do Instituto Locomotiva, realizado em parceria com a Pfizer e divulgado nesta quarta-feira (19), indicou como o ambiente escolar pode ser uma alternativa para aumentar a cobertura vacinal no Brasil. A pesquisa ouviu duas mil mães de todo o Brasil e elas apontaram que concentrar na escola as informações sobre vacina e a aplicação das doses pode influenciar neste contexto, ajudando-as a lembrar datas e facilitando o dia a dia.

Os dados reunidos pelo Instituto Locomotiva mostram que 66% as mães ouvidas já atrasaram a aplicação da vacina nos filhos ou deixaram de vacinar as crianças. Como motivo para isso, 50% indicaram esquecimento da data da vacina; 38%, falta de tempo; 35%, distância até o local de vacinação; 25%, perda da carteirinha de vacinação.

O levantamento ainda demonstrou que as demandas da rotina familiar e profissional fazem com que 56% das mães entrevistadas esqueçam das datas de vacinação dos filhos. Além disso, influenciam diretamente os fatores distância e possibilidade de perder dia de trabalho para levar as crianças até o posto de saúde.

“Essas informações mostram que há uma oportunidade interessante para aumentar a cobertura vacinal no Brasil, por meio de um maior número de pontos de vacinação que sejam próximos dessas famílias. São 170 mil escolas de ensino básico em todo o país, que poderiam ser usadas como locais de vacinação. As escolas são fisicamente mais próximas do que as unidades d saúde para muitas famílias”, destacou Renato Meirelles, do Instituto Locomotiva.

Escola como facilitadora

Quando perguntadas se a escola poderia facilitar o acesso à vacinação infantil, houve concordância de 88% das mães entrevistadas. O levantamento ainda revelou que 82% acreditam ser prático se a vacinação pudesse ocorrer na escola, o que facilitaria a rotina, diminuiria o deslocamento e reduziria custos. “Qualquer ação que melhore o processo para a mãe levar as crianças para vacinação tem grande potencial de aumentar a cobertura vacinal no Brasil”, afirmou Meirelles. As dificuldades encontradas por essas mães no dia a dia ainda variam conforme região e classe social.

De acordo com ele, a escola ainda apresenta vantagens por ser considerado um ambiente seguro pelas famílias e que ajuda na lembrança de uma série de dados e datas importantes do calendário tradicional, como os feriados. Essas datas não são esquecidas, conforme as mães ouvidas no levantamento, porque são sempre lembradas pela escola.

E ainda existe uma comunicação frequente entre profissionais da educação e famílias por meio de cadernos de recados, por exemplo. “A escola é vista como um ponto de encontro da informação. Isso, mais a conveniência, a economia e a confiança, pode aumentar a cobertura vacinal. A confiança pode ser muito favorecida com a união dos profissionais da saúde com os profissionais da educação”, avaliou Meirelles.

Desafios para aumentar a cobertura vacinal

No evento de apresentação destes dados, Renato Kfouri, pediatra e presidente do departamento de imunologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), comentou sobre a importância de buscar múltiplas alternativas para aumentar a cobertura vacinal no Brasil. Esses índices vêm apresentando redução significativa nos últimos cinco anos, o que está possibilitando a reintrodução de doenças anteriormente radicadas. O exemplo mais claro, no país, é o do sarampo. E ainda há a ameaça do retorno da pólio, com um caso confirmado no Peru.

“O sucesso da vacinação na eliminação de determinadas doenças também faz com que parte da população se questione sobre a importância da vacina. Quando existe um aumento de casos de alguma doença também existe um aumento na procura pela vacinação”, contou.

Para o especialista, neste momento também é necessário buscar uma cobertura homogênea, o que não é realidade no Brasil. O fato de uma região ter maior adesão à vacina do que outras pode criar bolsões que favoreçam a reintrodução de doenças. “Outro aspecto importante a ser analisado é a taxa de abandono. Isso é tão ruim quanto não se vacinar”, opinou.

Kfouri ainda disse que este é um bom momento para avaliar a eficácia das campanhas de vacinação, que têm como objetivo de oferecer doses de reforço e permitir a “recuperação” de quem está atrasado com as datas. Anteriormente, existia um conceito de que, por si só, a campanha seria um chamariz. Mas, hoje, a realidade mostra a tendência de queda da cobertura vacinal em todos os grupos prioritários. “Precisamos de múltiplas estratégias, focadas em diferentes realidades. Os motivos de falta de adesão à vacinação são diversos conforme a região e a oportunidade das famílias”, considera.

Questionado pela equipe do Saúde Debate se poderiam ser benéficas campanhas nas quais são apresentadas imagens relacionadas a doenças erradicadas – algo similar com o que existe atualmente sobre combate do tabagismo com imagens fortes nas carteiras de cigarro -, Kfouri afirmou que as estratégias de comunicação sempre têm lados positivos e negativos, assim como já foram realizadas campanhas para aumentar a cobertura vacinal com um apelo mais emocional.

“Particularmente, eu gosto deste apelo. Por que não fazer isso com a vacinação, se existem outras iniciativas similares na área da saúde? A comunicação de impacto pode ajudar aqueles que perderam a percepção do risco pelo sucesso da vacinação no país nas últimas décadas”, avaliou.

Paralelamente, existem iniciativas que tentam incrementar a informação de qualidade sobre as vacinas, com participação de todos os agentes desta cadeia, como entidades médicas e empresas. Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil, reforçou – durante a apresentação dos dados – que a empresa realizou recentemente campanhas sobre vacinação em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria e a UNICEF.

Paraná registra mais 3.714 casos de Dengue em uma semana, aponta boletim

O boletim epidemiológico da dengue, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (18), confirma mais 3.714 casos da doença registrados na última semana no Paraná. O informe revela que 310 municípios tiveram casos confirmados e 253 registraram autoctonia, quando a doença é contraída na cidade de residência.

De acordo com o Informe de Arboviroses, que corresponde ao período sazonal da doença iniciado em 31 de julho de 2022, o Estado soma 12 óbitos, com 21.406 casos confirmados e 140.570 notificações. Mais de 56 mil casos já foram descartados.

O mosquito Aedes aegypti também é responsável, além da dengue, pela transmissão da zika e chikungunya. Durante este período não houve registro de casos confirmados de zika.

Já o panorama de chikungunya no Paraná contabiliza 1.395 notificações e 187 casos confirmados da doença, sendo 49 importados e 116 autóctones.

A Sesa tem realizado várias ações e investimentos para o enfrentamento destas doenças, além de manter o acompanhamento de toda a evolução do período epidemiológico e a promoção da conscientização no Estado.

“Reforçamos que os cuidados devem continuar, com a contribuição da população para evitar a proliferação do mosquito. Nossas equipes não medem esforços para o controle dessas doenças”, alertou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Desde o início do ano, a pasta promoveu pelo menos cinco capacitações voltadas ao manejo clínico de dengue e chikungunya, com a participação de mais de 1,5 mil profissionais de saúde, abrangendo as 22 Regionais de Saúde do Paraná.

Confira o informe AQUI.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Ministra da Saúde visita Governo do Paraná visando o fortalecimento do SUS

O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta segunda-feira (17), no Palácio Iguaçu, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, para discutir novas parcerias para a descentralização do atendimento no Paraná e também para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado. Ele mostrou à ministra que o Estado está reforçando o atendimento à população, com unidades como os Hospitais Regionais da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, de Toledo, no Oeste, e de Cornélio Procópio, na região Norte, entre outros.

“É muito importante ter esse alinhamento e poder conversar com a ministra sobre a realidade do Estado, mostrar aquilo que estamos fazendo para fortalecer a saúde, incluindo a construção de novos hospitais para atender a população paranaense”, afirmou Ratinho Junior. “Ao mesmo tempo, queremos construir novas parcerias com o Ministério da Saúde para que possamos avançar e colocar essas novas unidades para funcionar”.

Entre os temas discutidos, também foi abordada a mobilização para ampliar a cobertura vacinal da população. O Dia D da Vacinação foi realizado no último sábado (15) nos 399 municípios paranaenses para a atualização da carteirinha, abrangendo as campanhas vigentes no Paraná (Covid e Influenza), além de outras 19 vacinas de rotina.

“Foi uma reunião importante para conhecer aspectos específicos do Paraná na Atenção Primária, na alta e média complexidade e o financiamento do SUS. Tenho a convicção de que estamos por um caminho de união junto com o Estado para fortalecer a área da saúde”, ressaltou a ministra.

“Também discutimos o papel do Estado, através de suas instituições de ciência e tecnologia, para avançar em tecnologias que possam impactar o acesso da população a vacinas e medicamentos, o que já é uma tradição aqui no Estado através do Tecpar, que tem uma parceria importante com a Fiocruz”, disse Nísia.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destacou ainda que o Paraná pleiteia a necessidade de correção dos valores pagos pelo SUS aos estados e municípios e também mais investimentos na Atenção Primária, além da retomada das cirurgias eletivas no Estado.

“Lançamos o Opera Paraná, para reduzir a fila de procedimentos eletivos, num investimento de mais de R$ 150 milhões do Tesouro do Estado. Buscamos esse apoio para dar continuidade e atender um número maior de pacientes”, explicou. “Por isso é importante manter esse diálogo e alinhamento constantes, para que tenhamos cada vez mais recursos para atender bem a população paranaense”.

PRESENÇAS – Também acompanharam a reunião o secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros; o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Paraná (Cosems-PR) e secretário municipal de Saúde de Mangueirinha, Ivoliciano Leonarchik; a secretária municipal de Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella; os deputados federais Aliel Machado e Zeca Dirceu; e a deputada estadual Márcia Huçulak.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Paraná terá Dia D de multivacinação neste sábado, 15 de abril

O Governo do Paraná promove neste sábado, 15 de abril, o Dia D de multivacinação, uma iniciativa de proteção, do cuidado e da atenção à saúde da população paranaense. A ação é realizada pela Secretaria da Saúde (Sesa), com o apoio do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems-PR), Ministério da Saúde (MS) e outras entidades. O objetivo é atualizar a caderneta das vacinas de rotina e das campanhas vigentes contra a Influenza e a Covid-19.

O secretário da Saúde, Cesar Neves, faz um chamado à população. “É uma iniciativa importante e necessária para as famílias paranaenses. Um momento de união, de irmos aos postos de saúde com alegria, pois a vacina é fundamental para a criação de uma barreira de proteção contra dezenas de doenças. Pensar na coletividade, salva vidas”, afirmou.

Os horários de atendimento nos espaços de vacinação serão estendidos no sábado e devem ser consultados nos municípios. Estima-se a aplicação de 800 mil doses em bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos que estejam com doses atrasadas ou que ainda não tomaram as vacinas necessárias, de acordo com a idade ou grupos específicos. Serão aproximadamente 1.362 salas de vacinas abertas para esta iniciativa.

A mobilização estadual ocorre nas 22 Regionais de Saúde e tem como objetivo chegar aos 399 municípios do Paraná. A Sesa destaca a necessidade em aumentar a cobertura vacinal da população para que doenças já erradicadas, como a poliomielite, não voltem a ser registradas, além das doenças ainda em circulação, como a Covid-19.

“Desde 2016 a cobertura vacinal está caindo e, com a pandemia, os números decresceram ainda mais. Não podemos deixar que notícias falsas e grupos anti-vacinas sobreponham ao benefício da imunização. Ela permite viver melhor, foi e é a grande vencedora na batalha contra o coronavírus”, destaca o secretário da Saúde, César Neves.

Todos os imunizantes disponíveis integram o Programa Nacional de Imunizações, são seguros e estão registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O secretário lembra que em junho de 2022 o Governo do Estado promoveu o dia D da Vacinação Estadual. Em parceria com os municípios foram aplicadas 371.092 doses em um único dia.

VACINAS DISPONÍVEIS – Estão disponíveis os imunizantes para atualização da carteira de vacinação: Hepatite B, Pentavalente, Vacina Inativada Poliomielite (VIP), Vacina Oral de Poliomielite (VOP), Pneumocócica 10 Valente, Meningocócica C, Meningocócica ACWY, Tríplice Viral (SCR), Tetra Viral (SCRV), Hepatite A, Febre Amarela, Rotavírus, HPV, DTP, DTPa.

Além destas, o Dia D oferecerá a vacina contra a Influenza (gripe). A dose poderá ser aplicada em pessoas pertencentes a grupos específicos, como o de crianças de seis meses a menores de seis anos, professores, pessoas com comorbidades, forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte rodoviário de passageiros urbano e de longo curso e trabalhadores portuários.

COVID-19 – A população contará, ainda, com as vacinas monovalentes contra Covid-19. Elas são para bebês acima de seis meses que ainda não receberam a primeira ou segunda doses ou a dose de reforço.

Já a vacina bivalente da Pfizer, que confere maior proteção contra cepas atualizadas, incluindo a Ômicron, será destinada para grupos prioritários que englobam gestantes e puérperas, idosos com mais de 60 anos, povos indígenas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários dessas unidades, imunocomprometidos e pessoas com comorbidades, de 12 a 59 anos.

“Os municípios têm autonomia para realizarem ações adicionais para atrair a população, dentro dessa mesma proposta. O objetivo é vacinar o maior número de pessoas para que a adesão seja acima do esperado, assim como ocorreu no ano passado. Com o apoio de todos, Cosems e dos municípios, em um só dia, chegamos a quase 400 mil doses aplicadas. Este ano, queremos duplicar esse número”, disse César Neves.

COBERTURAS VACINAIS – De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal considerada ideal para a BCG, Covid-19 e Rotavírus é de no mínimo 90%, e para os outros imunizantes do calendário vacinal a meta é de 95%.

Atualmente, as vacinas de rotina: BCG (65,88%), Febre Amarela (65,69%), Hepatite A (59,53%), Hepatite B (64,55), Meningocócica C (64,58%), Pentavalente (66,44%), Pneumocócica (63,71%), Poliomielite (66,63%), Rotavírus (62,40%), Tríplice Viral (68,90%). Já para a vacina do HPV, a cobertura vacinal em meninas de 11 a 13 anos está entre 74,93% a 92,55% e para meninos entre 12 e 13 anos, entre 62,15% e 71.67%.

As vacinas e faixas etárias do calendário vacinal de rotina podem ser visualizadas AQUI.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Prefeitura de Curitiba repassa para médicos/as sem especialidade consultas que devem ser feitas por pediatras

Chegou ao conhecimento do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) uma denúncia de que, devido ao número limitado de médicas e médicos pediatras, a Prefeitura de Curitiba estaria agendando consultas de recém-nascidos para médicos generalistas.

O Protocolo de Saúde da Criança disponível no Portal da Prefeitura preconiza que a primeira consulta de todos os recém-nascidos na Atenção Primária à Saúde deve ser feita por uma/um médica/o pediatra. A partir da segunda consulta, se não houver fatores de risco para a criança, as consultas podem ser intercaladas entre generalista e pediatra.

Mas há sobrecarga de demanda para os pediatras e a prefeitura está agendando essa primeira consulta para médicos generalistas. Essa atitude é temerária, pois médicos/as generalistas não têm a formação específica para atendimento de crianças, muito menos para fazer a primeira consulta nos recém-nascidos.

O Simepar encaminhou ofício para a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba pedindo esclarecimentos; e reforça que as médicas e médicos não são obrigados a realizarem essas consultas, salvo em caso de Urgência e Emergência, em que não houver pediatra no local.

O mesmo problema se repete na rede de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em que não há o número suficiente de pediatras para atendimento das crianças em casos de urgência e emergência. Os conhecimentos específicos dos/as pediatras podem ser o diferencial para salvar vidas ou evitar que casos simples se agravem.

O Sindicato dos Médicos vem reivindicando há anos que a Prefeitura contrate mais pediatras, tanto para a Atenção Primária, quanto para as Unidades de Pronto Atendimento. Além do reforço na contratação, é necessário que esses profissionais recebam salário compatível com a função e tenham bom ambiente de trabalho para evitar a rotatividade dos profissionais.

FEAS Curitiba abre Processo Seletivo Interno para Regime de Sobreaviso de médicas/os

A Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS) de Curitiba publicou um Edital de Processo Seletivo Interno ofertando vagas para médicas e médicos que desejem atuar no Regime de Sobreaviso.

Segundo o Edital, os/as profissionais médicos/as do quadro da Fundação (efetivos ou PSS) que forem selecionados serão convocados de acordo com a necessidade, fora da sua jornada de trabalho contratual para permanecerem a disposição do empregador, aguardando convocação.

Os interessados em participar do processo seletivo interno devem entregar no setor de Gestão de Pessoas o Formulário de Interesse preenchido informando a disponibilidade de horários e assinado pela chefia atual junto ao currículo atualizado até o dia 14/04/2023 (sexta-feira), o envio também pode ser realizado para o endereço selecaointerna@feas.curitiba.pr.gov.br informando no assunto: “MÉDICO(A) – Escala Sobreaviso”. (Caso não receba confirmação do e-mail, dentro de 24h após o envio, entrar em contato pelo telefone 41 3316-5971).

A seleção para o sobreaviso é parte do acordo firmado pelo Simepar com a FEAS para encerrar a terceirização da mão de obra dos médicos e médicas para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba.

Mais informações na página da FEAS.

Ministério da Saúde lança campanha para a vacinação contra Influenza

Em mais uma etapa do Movimento Nacional pela Vacinação, o Ministério da Saúde alerta para a importância da proteção contra a Influenza, principalmente para pessoas com maior risco para casos graves e mortes. Mais de 80 milhões de brasileiros fazem parte do grupo prioritário e devem procurar os serviços de saúde em todo Brasil para receber a dose trivalente, que protege contra as principais cepas do vírus.

A mobilização nacional busca retomar as altas coberturas vacinais que sofreram queda nos últimos anos. Em 2022, apenas 68% do público alvo foi imunizado contra a gripe. Para reverter esse cenário, a meta é vacinar 90% do grupo prioritário em 2023.

Com o conceito “Vacina é vida. Vacina é para todos”, a campanha publicitária que começa a partir desta terça-feira (11) terá como protagonista a atriz Nívea Maria e será veiculada, nacionalmente, em TV aberta, TV fechada e redes sociais, lugares de grande circulação de pessoas, rádio e internet.

Assista ao vídeo da campanha:

Em 2019 e 2020, a cobertura vacinal contra a gripe atingiu 91% e 95%, respectivamente. Já em 2021, a queda no índice de vacinação refletiu em apenas 72% do público alvo vacinado. No ano passado, a queda foi ainda maior e a cobertura vacinal atingiu apenas 68%. Já o número de mortes pela doença aumentou 78% nos últimos dois anos. Em 2021, 901 pessoas perderam a vida para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela Influenza e em 2022, o número de mortes registradas foi de 1.612.

O aumento de casos de Influenza registrados nos últimos anos também reforça a importância da vacinação para evitar casos graves e mortes, principalmente em quem tem maior risco. Em 2021, 7,2 mil casos foram registrados e em 2022, esse número saltou para 12.169. Em 2023, 1,3 mil casos da doença já foram confirmados com 87 óbitos.

O Ministério da Saúde vai distribuir 80 milhões de doses da vacina influenza trivalente, produzida pelo Instituto Butantan, de forma escalonada de acordo com o avanço da campanha. A formulação da vacina é anualmente atualizada para que a dose seja efetiva na proteção contra as cepas do vírus que circularam no ano anterior.

O imunizante contra a Influenza pode ser aplicado com qualquer vacina do Programa Nacional de Imunizações, inclusive com as da Covid-19. Neste ano, a recomendação da pasta para estados e municípios é que a vacinação seja feita em uma só etapa, abrangendo todos os grupos prioritários.

Confira quais são os grupos prioritários da vacinação contra gripe:

  • Idosos com 60 anos e mais
  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias)
  • Gestantes e puérperas
  • Povos indígenas
  • Trabalhadores da saúde
  • Professores das escolas públicas e privadas
  • Pessoas com comorbidades
  • Pessoas com deficiência permanente
  • Forças de segurança e salvamento
  • Forças armadas
  • Caminhoneiros
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso
  • Trabalhadores portuários
  • Funcionários do sistema prisional
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
  • População privada de liberdade
  • Crianças.

 

Todas as crianças que receberam pelo menos uma dose da vacina influenza em anos anteriores, devem receber apenas uma dose em 2023. Para a população indígena e pessoas com comorbidades, a vacina está indicada para as crianças de 6 meses a menores de 9 anos de idade. Deve ser considerado o esquema de duas doses para as crianças de 6 meses a menores de 9 anos de idade, que serão vacinadas pela primeira vez, devendo-se agendar a segunda dose para 30 dias após a 1ª dose.

Também é importante ressaltar que a gripe é uma doença que possui tratamento específico para grupos elegíveis, com o medicamento fosfato de oseltamivir, disponível no Sistema Único de Saúde.

As informações são do Ministério da Saúde

LEIA TAMBÉM: Paraná inicia vacinação contra a gripe; objetivo é imunizar 4,6 milhões de pessoas

Pesquisa confirma prejuízos de memória em infectados por covid-19

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) descobriram que a proteína Spike do SARS-CoV-2, quando injetada no cérebro de camundongos, induz alterações de memória. Essas mudanças ocorrem de forma tardia, em torno de 20 a 30 dias após a infecção, tal como acontece com seres humanos infectados pelo vírus da covid-19.

“Imita bem o que acontece na doença. Quando isso ocorre, a gente está na frente de um bom modelo experimental”, disse nesta segunda-feira (10) à Agência Brasil a neurocientista Claudia Figueiredo, da Faculdade de Farmácia da UFRJ, uma das líderes da pesquisa. O artigo foi publicado no periódico internacional Cell Report.

Pesquisas clínicas com pacientes que tiveram covid-19 mostraram que, depois que passa a fase aguda da doença, eles têm um prejuízo da memória que aparece meses depois. Segundo Claudia Figueiredo, o experimento mostrou que não era necessário ter o vírus replicado nos camundongos, mas bastava a proteína estar disponível no cérebro para causar prejuízo de memória.

“A gente avançou na caracterização do mecanismo. E isso é superimportante porque, quando a gente descobre o mecanismo, abre portas para fazer terapias mais direcionadas”. Para a avaliação da função de memória dos camundongos, os pesquisadores usaram diferentes estratégias comportamentais, incluindo testes de reconhecimento de padrões e do labirinto aquático.

Bloqueio

Ao mesmo tempo, os 25 pesquisadores das duas instituições identificaram moléculas que, quando estão inibidas, não há esse prejuízo de memória. Para bloquear as moléculas que causavam as perdas de memória, foram usados animais geneticamente modificados que tinham deleção, ou remoção, de uma proteína.

“Nós vimos que animais que tinham uma deleção nessa via não desenvolviam o prejuízo de memória. Foi usado então um inibidor dessa via e viu-se que, quando se inibe a via, a proteína Spike não exerce essa patogênese sobre a memória, através dessa proteína. Essa descoberta pode ser um caminho para a prevenção desse prejuízo de memória”, explicou Claudia.

A neurocientista informou que já existem medicamentos no mercado, usados para tratar artrite reumatoide, que poderiam ser testados em pacientes com covid-19 ou que já tiveram a doença, para ver se é possível prevenir essa perda de memória. “Pode ser uma situação de reposicionar fármaco”, apontou. Ela advertiu, no entanto, que para que esses medicamentos sejam usados em seres humanos, é preciso que se realizem ensaios clínicos nos pacientes.

Testes clínicos

A ideia, a partir de agora, é que outros grupos de cientistas que trabalham com pesquisa clínica se dediquem a testar essas ferramentas, para que fiquem disponíveis para os pacientes, uma vez que os fármacos disponíveis no mercado para outras doenças já passaram pela fase de avaliação de toxicidade.

“Deve ser testado em pacientes que tiveram covid e têm maior chance de desenvolver prejuízo de memória ou em pessoas que têm fatores de risco para desenvolverem essas perdas de memória”. Segundo Claudia Figueiredo, é importante que os testes sejam feitos logo depois de o paciente ter covid-19, como maneira de prevenir. “Não dá para esperar o prejuízo de memória se instalar”, ressaltou.

O estudo foi financiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.

As informações são da Agência Brasil.

Dez unidades de saúde de Curitiba têm horário estendido até as 20h para vacinação

Nesta semana, de segunda (10/4) a sexta-feira (14/4), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba estenderá até as 20h o horário de vacinação em dez unidades de saúde (uma em cada distrito sanitário do município). Fechando a semana, no sábado (15/4), a SMS fará o primeiro dia D de vacinação de 2023, das 9h às 17h, também em dez unidades.

Fazem parte da ação do horário estendido durante a semana as seguintes unidades de saúde: Monteiro Lobato, Aurora, Mãe Curitibana, Santa Amélia, Campo Alegre, Bairro Novo, Visitação, Santa Felicidade, Bacacheri, Iracema.

Para o dia D, no sábado, participam as mesmas unidades, com exceção da unidade Santa Felicidade, que será substituída pela unidade Pinheiros. Os endereços estão abaixo ou no site Imuniza Já Curitiba.

O objetivo é oportunizar aos curitibinhas e suas famílias horários alternativos de vacinação, para que todos coloquem a sua situação vacinal em dia. Serão oferecidas vacinas anticovid, contra a gripe e aquelas do calendário de rotina.

Além dos horários especiais de vacinação na próxima semana e do dia D, a SMS permanece ofertando a vacinação nos horários regulares de atendimento das 107 unidades de saúde (veja mais detalhes no site Imuniza Já Curitiba).

“Esperamos especial atenção das famílias a esse momento. Quem ama, vacina”, convoca a secretária municipal da saúde de Curitiba, Beatriz Battistella.

Segundo a secretária, é necessário melhorar a adesão à vacina anticovid no esquema básico das crianças e pelo público convocado para o reforço bivalente (veja mais detalhes abaixo). “Além disso, temos que ter especial atenção dos públicos convocados para a vacinação contra a gripe, uma doença que mata e que acomete muitos curitibanos todos os anos”, diz Beatriz.

Vacinas de rotina

Serão ofertadas as vacinas de rotina, entre elas: hepatite B, pentavalente, VIP/VOP (pólio), rotavírus, meningo C, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, hepatite A, dupla adulto, HPV, dTpa adulto, pneumo 10, meningo ACWY e DTP (tríplice bacteriana), aplicadas conforme recomendação do Calendário Nacional de Vacinação.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Hemepar pede que doadores agendem coleta para doação de sangue; saiba mais

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) reforça a importância do agendamento da doação de sangue devido, principalmente, à aproximação do feriado de Páscoa. O agendamento permite que sejam alocadas bolsas de sangue acordo com a demanda de cada núcleo da hemorrede.

É possível agendar a doação AQUI.

“A doação de sangue é um dos atos mais humanitários e valiosos que podemos encontrar na saúde pública. A doação é uma atitude única, justamente por não existir substituto para o sangue. Por isso, reforço a todos os que podem doar que nos ajudem nessa campanha permanente”, destacou o secretário estadual da Saúde, César Neves.

A diretora do Hemepar, Liana Labres de Souza, informa que o tipo sanguíneo de maior urgência na rede é o O- (também conhecido como doador universal). “O agendamento da doação é fundamental para dar mais viabilidade a todo o processo de coleta, uma vez que facilita à hemorrede encontrar tipos sanguíneos específicos que possam estar em estoque crítico”, explica.

Durante a Sexta-feira Santa, todas as unidades do hemocentro estarão fechadas para a coleta. Já no sábado, o atendimento acontece normalmente nos seguintes núcleos: Curitiba (Biobanco), Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.

PROCESSO – Os homens podem doar a cada dois meses, em quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano. Depois de coletado, o sangue é fracionado e acontece o processo de separação dos hemocomponentes (plasma, hemácias, plaquetas e crio).

Na sequência, a bolsa fica estocada até o resultado dos exames para a liberação. Por isso, também é importante ressaltar a necessidade da doação com antecedência, uma vez que, após a coleta, o sangue pode levar até 48 horas para ser liberado.

O Hemepar é responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná. É uma entidade sem fins lucrativos e atende à demanda de fornecimento de sangue e hemocomponentes do Estado graças às doações dos voluntários.

AGENDAMENTO – É necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).