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Ministério da Saúde firma convênio para desenvolver tratamentos do câncer com célula CAR-T

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, celebrou, nesta segunda-feira (25), convênio com a Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto (SP) para o desenvolvimento de projetos para uso de células CAR-T no tratamento do câncer no Brasil. Foram investidos R$ 100 milhões na pesquisa que tem prazo de execução de 34 meses.

A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, em conjunto com o Instituto Butantan e a Universidade de São Paulo, é uma das pioneiras na produção dessa terapia em solo nacional. O convênio visa não apenas ao desenvolvimento, mas também à implementação de um sistema de qualidade que garanta a segurança e eficácia dos procedimentos.

“Esse estudo clínico permitirá fazer chegar à população um tratamento revolucionário para tipos de câncer como linfomas, leucemia aguda e outras doenças. Essa tem que ser a visão maior da ciência e tecnologia no SUS. Salvar vidas, garantir essas condições para os pacientes, o que representa também uma economia muito importante para que possamos abranger novos tratamentos”, disse a ministra.

As terapias com células CAR-T utilizam as próprias células imunológicas do paciente, modificadas geneticamente, para atacar as cancerígenas. Apesar de representarem um avanço revolucionário, demonstrando uma eficácia superior a 80% em pacientes em estágio terminal, as terapias de células CAR-T são inacessíveis para a maioria da população por seus custos proibitivos, excedendo US$ 350 mil por dose. O preço elevado cria uma disparidade acentuada no acesso, especialmente para pacientes de regiões de baixa e média renda.

Essa abordagem, aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) em 2017, agora é foco de investimentos do Ministério da Saúde, no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e do novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Com a produção local, o tratamento poderia ser disponibilizado gratuitamente à população brasileira. A nacionalização da produção, insumos e mão de obra reduzem consideravelmente o custo para a fabricação das células CAR-T. A Perspectiva de que os valores de custo ofertado do produto celular para tratamento ao SUS seja em torno de 10 a 15% do valor do produto já aprovado para comercialização no Brasil.

A terapia com células CAR-T pode impactar na redução do uso de remédios para a dor, da necessidade de sessões de quimioterapia e suas complicações, trazendo qualidade de vida aos pacientes sem mais alternativas terapêuticas ou que sofrem com a recorrência do câncer após terapias anteriores. As células CAR-T permanecem ativas no organismo por um longo período e têm potencial de remissão total do câncer em pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.

Inovação para tratamento de câncer

Ainda nesta segunda-feira (25), a ministra Nísia Trindade participou da inauguração do Projeto Genoma SUS em Ribeirão Preto (SP). Com investimento de R$ 80 milhões para o período de um ano, a pesquisa pretende caracterizar aspectos genômicos que impactam o processo saúde-doença dos brasileiros.

“É impressionante a qualidade do projeto. É uma emoção ver o conhecimento científico e da genômica aplicados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de forma que cada vez mais vai permitir o que chamamos de uma saúde pública de precisão”, afirmou a ministra durante o ato.

A iniciativa possui eixos temáticos que incluem doenças de relevância para o SUS, como câncer, doenças infecciosas, doenças cardiovasculares, neurológicas, endócrino-metabólicas, autoimunes, hematológicas e raras, assim como temas relevantes para o cuidado em saúde como envelhecimento e resposta a fármacos.

O projeto gerará sequências completas para a formação do banco nacional de dados genômicos e clínicos do Programa Genomas Brasil, refletindo a diversidade étnica e regional dos brasileiros. A princípio, é previsto o sequenciamento do genoma completo de 21 mil brasileiros.

Projetos de imunoterapia

Na terça-feira (26), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, vai ao Rio de Janeiro onde participa do lançamento da estratégia para terapias avançadas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A iniciativa beneficiará pacientes com doenças oncológicas, infecciosas e genéticas atendidos pelo SUS.

A estratégia prevê a transferência de tecnologia entre a estadunidense Caring Cross e o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) para a produção de células CAR-T e vetores lentivirais. A ação representa também um avanço na parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), que realizará os ensaios clínicos para cânceres hematológicos.

As informações são do Ministério da Saúde

Paraná aplicou 56% das doses da vacina contra a dengue recebidas

Um novo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registra a aplicação de 19.694 vacinas contra a dengue no Paraná até esta segunda-feira (25). O número representa 56,22% das 35.025 doses da Qdenga, imunizante produzido pela farmacêutica Takeda, distribuídas pelo governo federal no final de fevereiro.

Conforme definido pelo Ministério da Saúde, a faixa prioritária atual para a imunização é de 10 a 14 anos. O Paraná recebeu vacinas destinadas exclusivamente para 30 municípios: 21 da 17ª Regional de Saúde de Londrina, com 23.064 doses, e nove da 9ª RS de Foz do Iguaçu, com 11.961.

Os municípios da 17ª RS registraram 13.327 aplicações – 57,78% do total destinado para essa região. As cidades da 9ª RS somaram 6.367 aplicações, ou 53,23% do quantitativo recebido. Os imunizantes enviados têm validade até 30 de junho deste ano.

“Quero chamar a atenção da população desses 30 municípios que têm essas doses para a importância da administração da vacina contra a dengue. A data de validade é outro fator para que o público-alvo procure uma unidade de saúde o mais breve possível”, afirmou.

O Paraná é o 4º estado do País com a maior incidência de dengue, atrás do Espírito Santo, Minas Gerais e Distrito Federal, conforme dados do Informe nº 6 do Centro de Operação de Emergências (COE) do Ministério da Saúde. O último boletim divulgado pela Sesa registra 263.077 notificações de possíveis casos da doença, 113.194 confirmações e 60 óbitos.

Confira o número de doses aplicadas por município:

9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu – 6.367

  • Foz do Iguaçu – 3.999
  • Itaipulândia – 323
  • Matelândia – 419
  • Medianeira – 496
  • Missal – 100
  • Ramilândia – 76
  • Santa Terezinha de Itaipu – 559
  • São Miguel do Iguaçu – 350
  • Serranópolis do Iguaçu – 45

 

17ª Regional de Saúde de Londrina – 13.327

  • Alvorada do Sul – 148
  • Assaí – 379
  • Bela Vista do Paraíso – 300
  • Cafeara – 26
  • Cambé – 1.229
  • Centenário do Sul – 76
  • Florestópolis – 202
  • Guaraci – 69
  • Ibiporã – 811
  • Jaguapitã – 236
  • Jataizinho – 210
  • Londrina – 7.521
  • Lupionópolis – 132
  • Miraselva – 35
  • Pitangueiras – 79
  • Porecatu – 204
  • Prado Ferreira – 87
  • Primeiro de Maio – 102
  • Rolândia – 1.105
  • Sertanópolis – 129
  • Tamarana – 247

 

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Oportunidade de trabalho para Psiquiatra em Curitiba

A Clínica EOS Psicologia e Psiquiatria,  está contratando Médico/a Psiquiatra para atendimento clínico em Curitiba.

Contrato PJ com emissão de Nota Fiscal, no valor de R$ 90,00 por atendimento realizado. Carga horária negociável em conformidade com a disponibilidade do médico.

Exigências:

  • Diploma de graduação;
  • CRM ativo;
  • Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Psiquiatria.

Local de trabalho: Rua Padre Anchieta, Nº2050, Edifício Helbor.

Contato por e-mail: eos.psi@outlook.com.br

Telefone: 41 – 99263-6732

Morretes abre Processo Seletivo para Médicos/as e outras profissões

A Secretaria Municipal de Saúde de Morretes lançou o Edital para o Processo Seletivo Simplificado (PSS) 02/2024, dedicado ao cadastro de reserva para os seguintes cargos:

  • ​Enfermeiro
  • ​Fonoaudiólogo
  • ​Médico Clínico Geral (Saúde da Família)
  • ​Técnico em Saúde Bucal

As inscrições estão disponíveis até o dia 27 de março de 2024 às 23h59.

Para mais detalhes, acesse a íntegra do Edital do PSS 02/2024 no portal da Prefeitura de Morretes:
https://www.morretes.pr.gov.br/

Campanha de vacinação contra a Gripe começa nesta segunda-feira no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) inicia nesta segunda-feira (25) a campanha anual de vacinação contra a gripe em todo o Paraná. Seguindo a orientação do Ministério da Saúde (MS), a campanha, que foi antecipada nas regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, segue até o dia 31 de maio, sendo 13 de abril o Dia D de mobilização nacional.

Para atender a demanda dos grupos prioritários, que é de 4.556.962 pessoas em todo o Estado, o Paraná recebeu 440 mil doses da vacina, que já foram distribuídas às 22 Regionais de Saúde. De acordo com a pasta federal, mais doses serão disponibilizadas em remessas ao longo do período de vacinação.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, lembra que o período de baixas temperaturas se aproxima, o que aumento da circulação dos vírus respiratórios. “A vacina é a principal medida para reduzir os riscos de contágio e as complicações pelo vírus da Influenza. Por isso, é muito importante que a população pertencente aos grupos prioritários procure uma das 1.850 salas de vacinas espalhadas pelos 399 municípios para realizar a imunização”, alerta.

A meta é imunizar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos prioritários para vacinação contra influenza: crianças, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais e povos indígenas.

Os grupos prioritários são compostos, também, por trabalhadores de saúde, professores dos ensino básico e superior, pessoas em situação de rua, profissionais das forças de segurança e de salvamento, profissionais das forças armadas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade) e pessoas com deficiência permanente.

Fazem parte dos grupos prioritários, ainda, os caminhoneiros, trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso), trabalhadores portuários, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

“Importante ressaltar que a vacina contra a Influenza pode ser aplicada de forma simultânea às demais vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Imunização, com exceção da vacina contra a dengue”, destaca Beto Preto.

DADOS – No ano passado, o público-alvo para a vacinação da gripe no Paraná contemplou 4.628.252 pessoas. O Estado atingiu 55,40% de cobertura vacinal geral dos grupos prioritários e 52,61% de cobertura dos povos indígenas.

Devido à disponibilidade de doses nas unidades de saúde, a Secretaria da Saúde abriu a vacinação para a população em geral, chegando a 3.298.041 doses aplicadas no total. O Paraná ficou em 6º no ranking dos estados que mais vacinaram, atrás do Rio Grande do Sul (3.592.450 doses), Bahia (3.965.527), Rio de Janeiro (4.313.945), Minas Gerais (7.452.798) e São Paulo (14.429.728).

Em 2023 foram notificados 996 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza e 97 óbitos. De acordo com o 2º Informe Epidemiológico de Monitoramento dos Vírus Respiratórios, publicado neste mês, em 2024 o Paraná registrou 37 casos e cinco óbitos de SRAG por Influenza.

CUIDADOS – Além da vacina, outros cuidados preventivos podem ser tomados para evitar a contaminação da gripe. Entre as orientações estão: uso de máscara, distanciamento social, manter ambientes ventilados com livre circulação de ar, higienização das mãos e evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas respiratórios.

VÍRUS – A Influenza é uma infecção viral que afeta o sistema respiratório, de elevada transmissibilidade. O período de incubação dos vírus é geralmente de dois dias, variando entre um e quatro dias.

Os casos podem variar de quadros leves a graves e levar ao óbito. Ocorrem com maior frequência em indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção: crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes, idosos com 60 anos ou mais e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Os principais sintomas da gripe são febre, dor no corpo, dor de garganta, tosse e dor de cabeça.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

FEAS Curitiba abre processo seletivo com vagas temporárias para médicos/as

A Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS), da Prefeitura de Curitiba, lançou o edital do Processo Seletivo Simplificado (PSS) 1/2024. As inscrições são gratuitas e vão até segunda-feira (25/3), pelo site da fundação.

As vagas são para médico emergencista, médico radiologista, ginecologista/obstetra, cirurgião dentista endodontista e cuidadores em saúde.

O contrato de trabalho é regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e válido por 12 meses, renováveis por igual período.

Leia o Edital do PSS.

Acesse o Formulário de Inscrições.

As informações são FEAS.

Ministério da Saúde simplifica processo para distribuição de antiviral para a Covid-19

Não é mais necessário preencher o formulário disponível no guia do medicamento para a prescrição e dispensação do antiviral nirmatrelvir/ritonavir (NMV/r) para pacientes com Covid-19 . A recomendação do Ministério da Saúde busca ampliar e facilitar o acesso da população ao medicamento.

De acordo com a nova recomendação, a prescrição do medicamento deverá ser realizada em receituário comum, em duas vias conforme prescrição do médico assistente que se responsabiliza em usá-lo nos pacientes até os primeiros cinco dias dos sintomas e que façam parte do grupo elegível para utilização.

O medicamento é indicado para pacientes com Covid-19 não grave, que apresentam alto risco para agravamento da doença e até 5 dias desde o início dos sintomas. O tratamento busca evitar o agravamento da enfermidade, especialmente em pessoas com fatores de risco e menor resposta vacinal.

Caso a prescrição do médico ainda seja realizada pela ficha contida no “Guia do NMV/r”, o medicamento ainda sim deverá ser dispensado. A orientação é que o laudo de exame positivo ou a ficha de notificação do caso de Covid-19 no e-SUS não devem ser exigidos pelo farmacêutico para dispensação do medicamento.

Confira a íntegra das recomendações na Nota Técnica.

Importância da vacinação

A vacinação contra Covid-19 teve grande impacto na redução da morbimortalidade pela doença, evitando milhares de mortes e internações no Brasil. Diante do cenário incerto e ausência de história natural da doença causada pelo coronavírus, as estratégias e recomendações em relação à vacinação contra a Covid-19 são dinâmicas e podem ser modificadas a depender da mudança do cenário epidemiológico, surgimento de novas variantes e disponibilidade de novas vacinas.

Atualmente, a recomendação de vacinação contra a Covid-19 preconiza o esquema primário de duas doses para população geral a partir de cinco anos de idade e doses de reforços para grupos prioritários com maior risco para o agravamento em decorrência da doença. Esta estratégia elevou sobremaneira a efetividade das vacinas para prevenção de doença sintomática e formas graves da Covid-19, inclusive para a variante ômicron e suas subvariantes.

As informações são do Ministério da Saúde via Agência Gov

Brasil tem quase dois casos de exercício ilegal da medicina por dia

O Brasil registrou quase dois casos por dia de exercício ilegal da medicina nos últimos 12 anos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (21) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O levantamento, segundo a instituição, foi motivado pelos casos reiterados de crimes recentes, que resultaram em lesões graves e morte de pacientes.

Entre 2012 e 2023, o país registrou 9.875 casos do crime, seja na medicina, na área dentária ou farmacêutica. No Poder Judiciário, foram 6.189 novos processos do tipo. Delegacias de Polícia Civil registraram 3.337 boletins de ocorrência. Os dados foram coletados com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Poder Judiciário nos estados e as polícias civis das 27 unidades da Federação por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

O Rio de Janeiro é o estado com o maior número de registros nas delegacias de Polícia Civil: 937 ocorrências. Desse total, 11 resultaram em morte: cinco na capital fluminense, e 31 ocasionaram lesão corporal grave. O tribunal do estado é o que mais registrou processos novos no ano passado (74).

São Paulo vem em segundo lugar, com 528 ocorrências policiais. A maior parte delas acontece no interior do estado. Minas Gerais aparece na sequência, em terceiro lugar, com 337 ocorrências.

A instituição alerta também para a subnotificação de casos. Cinco estados não encaminharam as informações solicitadas: Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul e Alagoas. No caso desse último, não há dados na base antes de 2021. Segundo o CFM, o Rio Grande do Sul enviou dados amplos que não possibilitaram recorte específico. Alguns não têm dados atualizados, nem uma base histórica com informações desde 2012.

O exercício ilegal da medicina é crime previsto no artigo 282 do Código Penal, com punição de 6 meses a 2 anos de multa.

“Fuja de promessas milagrosas”

O presidente do CFM, José Hiran Gallo, disse que a sociedade precisa estar constantemente informada dos perigosos de se submeter a procedimentos médicos realizados por profissionais sem a devida capacitação.

“Em caso de dúvida, vale consultar os sites dos Conselhos Regionais de Medicina ou do CFM para saber se o profissional tem o registro de médico e se ele está ativo. Nós sempre dizemos: fuja de promessas milagrosas, principalmente aquelas divulgadas nas redes sociais”, afirmou.

No caso de irregularidades, a recomendação é denunciar na polícia e nos conselhos de medicina, para que também seja aberta apuração administrativa e encaminhamento para os demais órgãos.

Casos emblemáticos

O CFM destacou alguns casos recentes de prática ilegal da medicina que tiveram maior repercussão. Em fevereiro deste ano, um dentista foi preso no Recife, por dar cursos proibidos de reposição hormonal. Em agosto do ano passado, a polícia começou uma investigação em Goiânia sobre uma mulher que provocou lesão corporal em pacientes em clínicas de estética. Na mesma cidade, em novembro, foi aberta investigação contra quatro dentistas, que realizavam procedimentos estéticos exclusivos de médicos.

Em Coroados, no interior de São Paulo, uma mulher foi presa por usar registro profissional de outra médica e chegou a atender 30 pacientes em Unidades Básicas de Saúde (UBS). O caso foi registrado em março deste ano. Em Divinópolis, no centro-oeste de Minas Gerais, uma biomédica foi detida em maio de 2023 por provocar a morte de uma paciente durante cirurgia ilegal.

As informações são da Agência Brasil

Ministério da Saúde lança Campanha Nacional de Combate à Tuberculose

Com o lema “Tuberculose, não deixe ela parar você”, o Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (21), a Campanha Nacional de Tuberculose 2024. A campanha traz como destaque a prevenção, os sinais e sintomas da tuberculose, o que fazer em caso de suspeita e a importância de realizar o tratamento até o final para alcançar a cura. Tanto a prevenção, quanto o diagnóstico e o tratamento da tuberculose estão disponíveis gratuitamente no SUS. Além dos exames para detectar a doença, o SUS também oferta a vacina BCG para proteger crianças das formas mais graves e disponibiliza tratamento preventivo para pessoas com maior risco de adoecimento.

A estratégia inclui peças em formato de vídeo, áudio e imagens para serem veiculadas em todo o Brasil, especialmente por mídias virtuais. A ação foi pactuada e lançada em Brasília, durante a 3ª Reunião Ordinária da CIT (Comissão Intergestores Tripartite). É válido lembrar que as iniciativas de prevenção têm sido beneficiadas pela incorporação de novas tecnologias, como novos exames e esquemas de tratamento encurtado.

“A tuberculose é o carro chefe da política de eliminação das doenças determinadas socialmente. São mais de 10 milhões de pessoas que adoecem por ano em todo o mundo e por dia mais de 4 mil pessoas morrem no mundo. Só vamos conseguir eliminar a tuberculose se ampliarmos radicalmente a prevenção da doença”, afirmou Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) do ministério, durante a reunião da CIT.

Diminuição da incidência

O coeficiente de incidência da tuberculose, que expressa o risco de adoecimento, diminuiu em 2023, após dois anos consecutivos de aumento. No ano passado, foram identificados 80.012 casos novos no Brasil, correspondendo a uma incidência de 37 casos por 100 mil habitantes, abaixo dos 81.604 casos novos em 2022, quando a incidência foi de 38 casos por 100 mil habitantes. Os dados de 2023 ainda são preliminares, mas já sugerem uma alteração na tendência observada nos anos anteriores.

O país apresenta uma importante recuperação nacional no número de pessoas diagnosticadas e tratadas após as interrupções relacionadas à pandemia de covid-19, que impactaram negativamente a detecção de pessoas com tuberculose no país.

De acordo com a coordenadora-geral de Vigilância de Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas (CGTM), Fernanda Dockhorn, “o aumento de pessoas diagnosticadas, no cenário pós-pandemia, representa a retomada das ações para a eliminação da tuberculose, pois, a partir do diagnóstico, é possível iniciar o tratamento, reduzindo a transmissão da doença, bem como a identificação das pessoas que tiveram contato com ela”. Segundo Fernanda, dependendo da situação desses contatos, o tratamento preventivo é indicado. “Precisamos diagnosticar, tratar e prevenir para conseguir a eliminação da tuberculose no país”, ressaltou a coordenadora.

Outro destaque positivo, revelado pelo Boletim Epidemiológico deste ano, é o aumento do número de pessoas que iniciaram o tratamento preventivo da tuberculose. Entre 2018 e 2023, 163.885 pessoas deram início ao esquema terapêutico preventivo. No ano passado, o tratamento de 12 semanas, que utiliza o esquema encurtado de rifapentina associada à isoniazida, conhecido como 3HP, foi responsável por 52,5% do total de tratamentos preventivos. Destes, 80,2% foram completados com sucesso.

Investimento em ciência e tecnologia

Nesse sentido, o Ministério da Saúde vem ampliando o investimento em ciência e tecnologia para a resposta à doença. Com a chamada nº 29/2023, um valor global de R$ 14 milhões será destinado para apoiar a realização de projetos de pesquisas operacionais voltadas às ações de vigilância, prevenção e eliminação da doença. No total, 16 projetos foram selecionados. Ademais, foram investidos aproximadamente R$ 3 milhões em pesquisa e desenvolvimento de novas vacinas, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Além disso, o Brasil é o primeiro país do mundo a lançar uma política governamental para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, a tuberculose e outras 13 doenças e infecções que acometem, de forma mais intensa, as populações em situação de maior vulnerabilidade social. O programa Brasil Saudável é um desdobramento do Comitê Interministerial para a Eliminação da Tuberculose e Outras Doenças Determinadas Socialmente (Ciedds), criado em abril de 2023.

Segundo Draurio, que também é coordenador-executivo do Ciedds, o comitê e o Brasil Saudável podem deixar um dos maiores legados do atual governo. “A nossa missão é a união e a reconstrução de políticas públicas para o cuidado das pessoas, especialmente as vulnerabilizadas. O Ciedds e o Brasil Saudável concretizam as ações rumo ao alcance das metas de eliminação e ratificam o compromisso do governo com a saúde das pessoas, a partir do enfrentamento das iniquidades sociais de forma articulada entre a Saúde e outros 13 ministérios”, afirma.

Contribuição do Brasil Saudável para a eliminação

As metas para a eliminação da doença como problema de saúde pública formuladas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foram adaptadas à realidade do cenário brasileiro e, para impulsionar o fim da doença no Brasil, a atual gestão comprometeu-se politicamente com a meta de eliminação até 2030, antecipando o alcance em cinco anos. O Brasil pretende reduzir a incidência de casos para menos de dez a cada 100 mil habitantes e de óbitos para menos de 230 ao ano.

Protagonismo brasileiro no cenário internacional

No âmbito internacional, o Brasil alcançou uma importante posição no debate de questões relacionadas à saúde e de outras pautas políticas e econômicas, ao assumir a presidência do G20. Em 2018 e em 2023, o Brasil participou das reuniões de alto nível das Nações Unidas sobre a tuberculose, representado por uma delegação formada por autoridades e técnicos do governo federal, parlamentares e representantes da sociedade civil e científica.

Além da participação nesses espaços, o país também tem alcançado destaque e reconhecimento ao acolher eventos de alto nível. Em fevereiro deste ano, o país sediou a 37ª Reunião do Conselho da Stop TB Partnership. A organização foi fundada em 2001 e reúne lideranças governamentais, de movimentos sociais, de instituições científicas e de organizações financeiras, dentre outras, e atua enfaticamente na amplificação das vozes das pessoas afetadas pela tuberculose e no fomento a projetos estratégicos em todo o mundo.

Segundo Fernanda Dockhorn, como o conselho executivo e financeiro da Stop TB Partnership é a instância máxima de governança dessa organização, e em vista da presença de autoridades como ministros de saúde de outros países de alta carga de tuberculose e da região das Américas, de especialistas renomados e de autoridades de diversas instituições, a reunião sediada pelo Brasil configurou uma oportunidade ímpar para elevar a discussão técnica e política em torno de desafios comuns no enfrentamento à epidemia da doença.

“Além disso, a Stop TB Partnership possui um longo histórico de fomento à mobilização social e ao engajamento comunitário, e a realização do evento no Brasil incluiu programações voltadas a ativistas e organizações não governamentais nacionais e da América Latina, co-organizadas pela Parceria Brasileira contra a Tuberculose, pois reconhecemos a importância da sociedade civil nas nossas ações”, concluiu.

Veja a apresentação de slides.

As informações são do Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde planeja redistribuir um milhão de doses da vacinas contra a dengue

O Ministério da Saúde vai redefinir a estratégia de distribuição das vacinas da dengue. A medida busca o melhor aproveitamento das doses seguindo um novo ranking estabelecido pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) – com ampliação de estados e municípios. A medida foi anunciada pela ministra Nísia Trindade, nesta quarta-feira (20/3), em entrevista coletiva.

Segundo a ministra, serão levados em conta os dados epidemiológicos atualizados e os estoques de vacina em cada unidade da federação. “Estamos trabalhando com respaldo dos conselhos estaduais e municipais de saúde e do nosso comitê técnico para que possamos aproveitar as vacinas que não foram utilizadas neste momento. Vamos fazer a redistribuição das doses que não foram aplicadas usando um ranqueamento dos municípios que estão em emergência por dengue”, explicou.

Até o momento, 1,5 milhão de doses foram distribuídas, a partir do lote recebido pela empresa fabricante. Dessas, 435 mil foram aplicadas. A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, informou que, em breve, será divulgada nota técnica com orientações sobre a redistribuição de doses dentro dos respectivos estados priorizados na vacinação.

“Nosso novo critério é que os municípios que estão com maior número de casos recebam essas doses”, disse, reforçando que há toda uma logística complexa para distribuição.

Na entrevista, também foi anunciada a destinação de mais de R$ 300 milhões para o incremento financeiro federal do Componente Básico da Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). A recomposição do orçamento se dará por meio de aumento retroativo e contempla medicamentos que tratam sintomas da dengue.

O Ministério da Saúde também tem oferecido apoio financeiro aos estados e municípios que decretaram emergência em saúde pública por causa da dengue ou outras crises sanitárias. Até o momento, R$ 79 milhões foram destinados para esse fim.

Os recursos são fruto de portaria destinada para medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública em situações que podem ser epidemiológicas, de desastres, ou de desassistência à população. Para receber o recurso, o estado ou município deve enviar ao governo federal um ofício com a declaração de emergência em saúde. Os repasses serão mensais durante a vigência do decreto de emergência.

“Neste momento, no entanto, nosso foco é continuar naturalmente o controle e o combate ao mosquito. Temos de dar atenção prioritária e impedir os casos graves ou fazer com que eles sejam tratados adequadamente”, reforçou Nísia Trindade. Segundo a ministra, ainda é mais importante eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti para evitar a doença, uma vez que não há doses de vacinas suficientes para a maior parte da população.

Cenário epidemiológico

Até agora, o Brasil registra 1,9 milhão de casos prováveis da doença e 630 mortes. Foram publicados 350 decretos municipais e 11 decretos estaduais de emergência por causa da enfermidade.

A letalidade de óbito sobre o total de casos prováveis está em 0,03% entre a semana 1 a 10 deste ano ante os 0,07% do mesmo período de 2023. Quanto à letalidade de óbito sobre o total de casos graves, o percentual está em 3,4%. No ano passado, estava em 5,1% na mesma época. Os indicadores, portanto, indicam redução nas taxas de letalidade pela doença nas dez primeiras semanas epidemiológicas de 2024 quando comparado ao mesmo período de 2023.

A taxa de letalidade é um indicador importante utilizado pela pasta para monitorar o número de óbitos em um período sobre o número de pessoas doentes pelo agravo. Diferentemente da taxa de mortalidade – que é obtida dividindo-se o número de óbitos pela população em risco em um período de tempo -, a taxa de letalidade é um indicador que apresenta a mortalidade entre quem realmente adoeceu dentro da população em risco.

Nesta quarta, a secretária Ethel Maciel, detalhou as comorbidades mais frequentes em relação à idade dos pacientes com dengue:

Em menores ou = 14 anos

hematológicas: 18%
autoimunes: 3,6%
Renal crônica: 3,6%
Ácido péptica: 3,6%

1 5 a 60 anos

Hipertensão: 18%
Diabetes: 13%
Doenças hematológicas:7,6%
Doenças autoimunes: 6,8%

Maiores de 60 anos

Hipertensão: 61%
Diabetes: 31%
Doenças renal crônica: 9,1%
Doenças autoimunes: 3,4%

Assista à íntegra da entrevista coletiva

As informações são do Ministério da Saúde via Agência Gov.