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Vacinação brasileira é modelo, mas enfrenta desafios

Prevenir contra o sarampo uma criança da Terra Indígena Bacurizinho, no Maranhão. Vacinar contra a pneumonia um idoso acamado em casa, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Proteger da raiva um adolescente ferido por um morcego silvestre na zona da mata mineira. Imunizar um bebê contra o tétano ainda na barriga da mãe.

Aplicar centenas de milhões de doses de vacinas por ano em mais de 5 mil municípios. Fazer tudo isso de forma gratuita e segura foi o que tornou o Programa Nacional de Imunizações [PNI] do Brasil o maior do mundo e uma referência até mesmo para países desenvolvidos.

Há 50 anos, o PNI cumpre a ambiciosa missão de vacinar uma enorme população dispersa num território continental chamado Brasil, profundamente marcado pela diversidade de culturas e cenários, e também pela desigualdade de condições de vida. Ao longo do mês de setembro, a Agência Brasil vai relembrar as conquistas dessas cinco décadas, discutir os desafios do futuro e destacar a importância das vacinas para a saúde coletiva do povo brasileiro e da humanidade.

Apesar de ser considerado o maior programa de vacinação público e gratuito do mundo, com 20 vacinas que eliminaram doenças importantes como a poliomielite, o tétano neonatal e a rubéola congênita, o programa completa meio século de vida lutando para reverter retrocessos que levaram as coberturas vacinais de volta aos níveis dos anos de 1980. Pesquisadores veem com otimismo o novo momento vivido pelo programa, mas apontam que há um longo caminho a ser percorrido.

Referência global

“Nós, os brasileiros do PNI [Programa Nacional de Imunizações], fomos solicitados a dar cursos no Suriname, recebemos técnicos de Angola para serem capacitados aqui. Estabelecemos cooperação técnica com Estados Unidos, México, Guiana Francesa, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Peru, Israel, Angola, Filipinas. Fizemos doações para Uruguai, Paraguai, República Dominicana, Bolívia e Argentina”.

O trecho, retirado do livro comemorativo dos 30 anos do PNI, organizado pelo Ministério da Saúde, deixa claro o destaque internacional do Brasil no setor de imunizações. O ano era 2003, e a imunização no país exibia elevados percentuais ano após ano, o que levou à eliminação do tétano neonatal, da rubéola congênita e do sarampo do país nos anos seguintes. Desde 2015, porém, uma queda considerável na busca pela vacinação fez com que o país revivesse o medo de doenças que ele já tinha vencido: o sarampo retornou em 2018, e a volta da pólio é considerada uma ameaça de alto risco.

A chefe de saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Luciana Phebo, classifica o programa como uma referência global, principalmente para países com renda média e baixa e semelhanças socioeconômicas com o Brasil.

“É um programa de referência não só para a América Latina, mas para países da África também. E o Unicef, junto com a OMS [Organização Mundial da Saúde], tem também essa função de levar boas práticas do Brasil para outros países de contextos semelhantes. O PNI não é só importante para o Brasil, é importante para todo o mundo”.

Luciana Phebo destaca que o Brasil dispõe de ferramentas importantes que criaram as condições para um programa tão bem sucedido, como um sistema público e universal de saúde, instituições com tecnologia para produzir vacinas, e uma rede de atenção básica que ainda pode melhorar, mas que conta com um alcance relevante para chegar a quem precisa das vacinas.

“O SUS [Sistema Único de Saúde] é extraordinário, está acima do que acontece no mundo e até mesmo em países desenvolvidos, com a capilaridade, com uma gestão unificada, com o Ministério da Saúde chegando aos municípios mais remotos e a todo o território nacional, que é vastíssimo. Poucos países têm essa estrutura.”

As quedas nas coberturas vacinais observadas desde 2015, porém, acenderam um sinal de alerta para autoridades sanitárias do Brasil e do exterior, e a possibilidade de que doenças eliminadas do país retornem causa preocupação.

“Com a pandemia, essa redução se agravou e, no período pós-pandêmico, acontece uma pequena melhora, a curva começa a tomar uma outra direção, mas essa resposta tem que ser acelerada. E ainda não teve a aceleração necessária para garantir que não haja reintrodução de doenças como a poliomielite ou surtos de sarampo que poderão voltar a acontecer”.

Continue lendo a matéria no Portal da Agência Brasil.

Pós-pandemia: 45% das mulheres vivem com algum tipo de transtorno mental

O relatório Esgotadas: empobrecimento, a sobrecarga de cuidado e o sofrimento psíquico das mulheres, desenvolvido pela Organização não governamental – ONG Think Olga, indica que 45% das mulheres brasileiras têm um diagnóstico de ansiedade, depressão, ou outros tipos de transtornos mental no contexto pós pandemia de covid-19.

A ansiedade, transtorno mais comum no Brasil, faz parte do dia a dia de 6 em cada 10 mulheres brasileiras. A pesquisa foi realizada com 1.078 mulheres, entre 18 e 65 anos, em todos os estados do país, entre 12 e 26 de maio de 2023. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.

“O relatório não surpreende porque são dados que já sabíamos que aconteciam, ou seja, as mulheres estão cansadas e sobrecarregadas. Quase metade da população feminina tem algum transtorno mental e com muito pouco acesso a cuidados específicos. A maioria diz que, como ferramentas para conseguir lidar com essa questão, tem a atividade física ou a religião. Tem uma insatisfação com diversas áreas da vida. A questão financeira é a que mais preocupa e a dupla ou tripla jornada é o segundo maior fator de pressão sobre a psique feminina”, disse Maíra Liguori, diretora da Think Olga.

Com a proposta de entender as estruturas que impõem o sofrimento das brasileiras na atualidade, o relatório reúne dados que demonstram desde a sobrecarga de trabalho e insegurança financeira até o esgotamento mental e físico causado pela economia do cuidado, que enquadra todas as atividades relacionadas aos cuidados com a casa e com produção e manutenção da vida.

A situação financeira e a capacidade de conciliar os diferentes aspectos da vida têm as menores notas de satisfação entre as entrevistadas. Em uma classificação de 1 a 10, a vida financeira recebeu a classificação 1.4, já para a capacidade de conciliação das diferentes áreas da vida, a nota ficou em 2.2. A situação financeira apertada atinge 48% das entrevistadas e a insatisfação com a remuneração baixa alcança 32% delas. Cinquenta e nove por cento das mulheres das classes D e E estão insatisfeitas com sua situação financeira. Essa insatisfação atinge 54% das pretas e pardas.

As mulheres são as únicas ou principais provedoras em 38% dos lares. Essas mulheres são, em sua maior parte, negras, da classe D e E e com mais de 55 anos de idade. Somente 11% das entrevistadas dizem não contribuir financeiramente para a manutenção de suas famílias.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio realizada em 2022, as mulheres gastam 21,4 horas da semana em tarefas domésticas e do cuidado, os homens usam 11 horas. Já o relatório Esgotadas mostrou que a sobrecarga de trabalho doméstico e a jornada excessiva de trabalho foram a segunda causa de descontentamento mais apontada, atrás apenas de preocupações financeiras. O trabalho de cuidado sobrecarrega principalmente as mulheres de 36 a 55 anos (57% cuidam de alguém) e pretas e pardas (50% cuidam de alguém).

Oitenta e seis por cento das mulheres consideram ter muita carga de responsabilidades. A insatisfação entre mães solo e cuidadoras é muito superior em relação àquelas que não têm esse tipo de responsabilidade. As cuidadoras e mãe solo também são as mais sobrecarregadas com as tarefas domésticas e de cuidado, com 51% das mães e 49% das cuidadoras apontando a situação financeira restrita como o maior impacto na saúde mental. Isso quer dizer que a sobrecarga de cuidado também é um fator de empobrecimento das mulheres ou “feminização da pobreza”, segundo o relatório.

Entre as entrevistadas mais jovens, 26% declararam que os padrões de beleza impostos impactam negativamente na saúde mental. Já o medo de sofrer violência é citado por 16% das entrevistadas.

Para 91% das entrevistadas, a saúde emocional deve ser levada muito a sério e 76% estão buscando prestar atenção à saúde mental, principalmente após a pandemia de covid-19. Só 11% afirmam que não cuidam da sua saúde emocional de nenhuma forma.

“É necessário que comecemos a entender o impacto do trabalho de cuidado e suas consequências, além de partirmos de discussões que desestigmatizem tabus sobre a saúde mental. É essencial incentivar ações do setor privado, da sociedade civil e, principalmente, do setor público para um futuro viável para as mulheres”, afirmou, em nota, Nana Lima, co-diretora da Think Olga.

As informações são da Agência Brasil

Brasil fez 206 transplantes de coração no primeiro semestre deste ano

Com o caso do apresentador de televisão Fausto Silva, mais conhecido como Faustão, surgiu a dúvida sobre como funciona o sistema de transplantes de coração no Brasil e que ritmo assume. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 19 e 26 de agosto, 13 transplantes desse tipo foram realizados em todo o país, dos quais sete ocorreram no estado de São Paulo.

Segundo informações do governo federal, no primeiro semestre deste ano, foram realizados 206 transplantes de coração no país. O total representa um aumento de 16% na comparação com a primeira metade de 2022.

Neste domingo (27), quando Faustão realizou o procedimento, no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, outro paciente que aguardava na fila também recebeu um coração. Ambos tiveram prioridade na lista de espera, tendo em vista o quadro de saúde que apresentavam. A fila é a mesma para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e pacientes que fazem atendimento pela rede privada.

Como critérios, leva-se em consideração, além da avaliação do estado de saúde do paciente, o tipo sanguíneo, a compatibilidade de peso e altura, a compatibilidade genética e outros mais específicos, como o de nível de gravidade, que varia conforme o órgão do corpo. Quando dois ou mais pacientes apresentam condições parecidas, o que serve de critério de desempate é a ordem de chegada.

Conforme destaca o Ministério da Saúde, o Brasil tem o maior sistema público de transplantes de órgãos no mundo. “A estrutura é gerenciada pelo Ministério da Saúde, que assegura que cirurgias de alta complexidade sejam realizadas para pacientes da rede pública e privada, em situação de igualdade. Os pacientes, por meio do SUS, recebem assistência integral, equânime, universal e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante”, acrescenta a pasta.

As informações são da Agência Brasil

Curso online sobre detecção precoce do câncer está com inscrições abertas

Um nova edição do curso Detecção Precoce do Câncer está com inscrições abertas. A capacitação é destinada aos médicos, enfermeiros e dentistas da Atenção Primária à Saúde e visa instruir os profissionais sobre os conceitos e recomendações de detecção precoce dos cânceres mais incidentes na população.

Com carga horária de 60 horas, a qualificação é realizada por meio digital com docente on-line. As inscrições vão até o dia 1º de setembro. O período do curso é de 09 de outubro a 09 de dezembro de 2023.

Dentre os conteúdos e matérias a serem ministradas estão: introdução ao câncer, detecção precoce e rastreamento. Serão estudados os cânceres de próstata, mama, pele, cólon e reto, colo do útero, boca e pulmão.

O curso é oferecido pela Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede, da Coordenação de Prevenção e Vigilância, do Instituto Nacional de Câncer.

As informações são do Ministério da Saúde

FASP Paranaguá convoca quatro médicos/as aprovados em Processo Seletivo

A Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP) está convocando quatro médicos/as aprovados no Processo Seletivo Simplificado 003/2022 para assumirem os postos de trabalho na Fundação.

Os candidatos classificados deverão comparecer na Sede da FASP, Rua Baronesa do Cerro Azul, 1017, Bairro Alto São Sebastião – Paranaguá. O prazo para apresentação vai de 25 a 31/08/2023. Horário: 8h30 às 12h – 13h00 às 16h30.

Demais detalhes podem ser conferidos no edital anexo

As informações são da FASP Paranaguá.

 

Ministério da Saúde abre edital para pesquisas sobre Saúde Pública de Precisão

O Ministério da Saúde vai investir R$ 100 milhões em pesquisas sobre Saúde de Precisão, uma abordagem que combina dados convencionalmente utilizados para diagnóstico e tratamento – como sinais vitais, sintomas, histórico pessoal/familiar, exames laboratoriais e de imagem – ao perfil genético do indivíduo.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (23), durante evento comemorativo aos 20 anos do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), em Brasília (DF). Objetivo é incentivar o desenvolvimento científico e tecnológico nacional na área.

Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde, Carlos Gadelha, o encontro reflete o renascimento do pacto federativo pela ciência, a tecnologia e a inovação no campo da saúde. “Não se faz SUS sem conhecimento. A ciência deve ser sempre um processo de construção e de avanço para contribuição da nossa sociedade. Políticas públicas devem estar baseadas na ciência e a ciência é generosa para escutar o conhecimento que vem das pessoas. O PPSUS não morreu e será prioridade em nossa gestão”, declarou.

Os projetos devem ser submetidos ao portal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até o dia 19 de setembro. O valor máximo de financiamento é de até R$ 15 milhões e devem considerar a aplicabilidade para o Sistema Único de Saúde (SUS). O responsável pela proposta deve possuir o título de doutor, ser coordenador do projeto e ter vínculo com a instituição de execução do estudo.

As linhas de pesquisa contemplam o desenvolvimento de tecnologias terapêuticas, como os Produtos de Terapias Avançadas (produtos de terapia gênica, celular e engenharia tecidual), ferramentas de bioinformática aplicadas à genômica clínica e populacional humana e pesquisas aplicadas (pesquisas clínicas, estudos de custo-efetividade e intervenções terapêuticas), relacionadas a análises genéticas e terapias avançadas, que auxiliem no diagnóstico, tratamento ou prevenção de doenças.

A ação é parte do Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão – Genomas Brasil, que tem por finalidade estabelecer bases sólidas para a nacionalização de competências e capacidades científicas, tecnológicas e produtivas, criando um ecossistema de inovação capaz de posicionar o país como uma das nações líderes na área da Saúde de Precisão.

As informações são do Ministério da Saúde.

Crescem casos de internações de crianças associados ao rinovírus

Novo Boletim InfoGripe, referente à Semana Epidemiológica de 6 a 12 de agosto, alerta para o crescimento de novos casos semanais e de internações associados ao rinovírus entre crianças de 2 a 4 anos e de 5 a 14 anos de idade no Espírito Santo, Bahia, Paraná e São Paulo, além da capital do Rio Grande do Norte (Natal). “Não há indícios de que pode ser uma retomada da covid-19 nessas faixas etárias, nem do vírus Influenza, mas o rinovírus está com um ligeiro aumento e a gente tem visto aumento nas internações nessas faixas etárias”, analisou o coordenador do InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Gomes.

De acordo com o boletim, divulgado nesta quinta-feira (17) pela Fiocruz, o aumento de casos de rinovírus foi detectado, apesar de o cenário permanecer estável em relação às Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) de modo geral. A análise se baseia em dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 14 deste mês.

Marcelo Gomes disse que em relação às crianças menores de 2 anos de idade se vê sinal de aumento de casos ligados ao rinovírus em Roraima e nas capitais Boa Vista e Porto Alegre. Destacou a importância de os estados continuarem os fluxos de coleta e envio de amostras para manutenção da capacidade de vigilância genômica do Sars-CoV-2 (covid-19) em todo o país.

O boletim indica manutenção de volume expressivo de novos casos semanais de SRAG no Acre, mas com interrupção no aumento. Já no Rio de Janeiro, o cenário no estado e na capital não sugere aumento, apenas pequenas oscilações. Quatro capitais apresentam alta de casos: Belém (PA), Boa Vista (RR), Natal (RN) e Porto Alegre (RS). Houve também ligeiro crescimento na população maior de 65 anos, na capital gaúcha.

Prevalência

De acordo com o boletim, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios, nas quatro últimas semanas epidemiológicas, foi de vírus sincicial respiratório (25,2%); Sars-CoV-2/Covid-19 (22,3%); influenza A (5%); e influenza B (2,5%). Entre os óbitos registrados a presença desses mesmos vírus entre os resultados positivos foi de Sars-CoV-2/Covid-19 (52,6%); vírus sincicial respiratório (10,5%); influenza A (9,2%); e influenza B (6,6%).

O boletim revela ainda que no ano epidemiológico 2023, já foram notificados 121.214 casos de SRAG, sendo 47.134 (38,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 59.248 (48,9%) negativos, e pelo menos 8.168 (6,7%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, 9,2% são influenza A; 4,9% são influenza B; 40,7% são vírus sincicial respiratório (VSR); e 30,6% são Sars-CoV-2 (covid-19). Nas 4 últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 5% influenza A; 2,5% influenza B; 25,2% vírus sincicial respiratório; e 22,3% Sars-CoV-2 (covid-19).

As informações são da Agência Brasil e da Fiocruz

Dirigente do Simepar participou como delegado da Conferência Nacional de Saúde

O Dr. Ademir da Silva Jr., que é dirigente do Simepar, participou como delegado da 17ª Conferência Nacional da Saúde.

Participaram da Conferência 3.526 delegados de toadas as regiões com representante de todos os estados. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo: O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. As ministras Nísia Trindade (Saúde), Marielle Franco (Igualdade Racial), Esther Dueck (Gestão e Inovação) e Daniela Carneiro (Turismo); e os ministros Márcio Macêdo (secretária-geral da Presidência), Luiz Marinho (Trabalho), Wellington Dias (Cidades) e Paulo Pimenta (Comunicação). Também participaram diversos secretários estaduais e municipais de Saúde e outras autoridades.

Segundo o relato do Dr. Ademir, foram discutidas e aprovadas muitas propostas com objetivo de fortalecer o SUS. Muitas das profissões de saúde como fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos se fizeram representar e aprovar suas pautas, infelizmente os médicos tiveram pouca representação perdendo espaço para as outras profissões.

Foram aprovadas várias propostas contra a terceirização do SUS. Os delegados ainda discutiram e aprovaram propostas com temas como a universalização do acesso à saúde, a garantia de direitos dos usuários, a valorização dos profissionais de saúde e a necessidade de investimentos em Saúde Pública.

Por fim, o Dr. Ademir considerou a Conferência como um evento muito importante e que precisa ser melhor aproveitado com uma participação mais efetiva dos médicos e médicas.

Confira a seguir um vídeo sobre a 17ª Conferência Nacional de Saúde

17ª CNS: Democracia, Justiça Social e Reparação Histórica no Brasil

Matéria do Conselho Nacional de Saúde.

Em sua 17ª edição, a Conferência Nacional de Saúde mobilizou 2 milhões de pessoas ao longo de todas as suas etapas. O relevante volume de envolvidos neste processo reitera o atual contexto de reconstrução democrática que o Brasil retoma, dando amplitude à participação social que pode, de forma plural e participativa, dialogar e construir fundamentos para políticas públicas que, de fato, atendam às demandas de Saúde dos mais diversos territórios do país.

A 17ª CNS apontou 245 diretrizes e 1.198 propostas em seu relatório final, deliberadas pelas 3.526 pessoas delegadas eleitas nas etapas anteriores da conferência. Vale destacar que a 17ª CNS contou com 373 pessoas delegadas eleitas nas Conferências Livres Nacionais. Até então, essa modalidade de conferência não delegava e as propostas discutidas eram conduzidas apenas como anexos dos instrumentos de planejamento.

Assim, além de delegados eleitos a partir de conferências regulares, 99 conferências livres foram organizadas de forma independente e autônoma por todo o país pelos mais diversos segmentos da sociedade civil nacional.

No total, 5.816 participantes de todos os 26 estados brasileiros e Distrito Federal ecoaram o tema que norteou todo este processo: “Garantir Direitos, defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã vai ser outro dia!”. Goiás, Paraíba, Piauí e Roraima foram os estados com 100% de presença de delegados, sendo a média de participação de pessoas delegadas entre os estados de 95%.

Raça, gênero e acessibilidade

Qualificar os profissionais de saúde no atendimento inclusivo às pessoas com deficiências, (libras, libras tátil, tadoma, braile e outras formas de linguagem nos serviços de saúde), consolidar e garantir o financiamento à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da mulher (PNAISM) em todos os ciclos de vida e promover e garantir a participação das lideranças das comunidades quilombolas nas instâncias de Controle Social do SUS. Esses breves exemplos de propostas que constam no Relatório Consolidado da 17ª CNS indicam o respeito à diversidade neste importante momento de construção política.

Mulheres somaram 45,5% dos participantes da conferência e 42,05% dos participantes totais declararam-se como pessoas negras, formando a maioria dos presentes. Indígenas somaram 3,92% (228 participantes autodeclarados). “Quando um negro fala, fala por todos e não fala sozinho. Percebemos e queremos registrar o número maciço de mulheres negras pois tornamos essa conferência em um grande quilombo e estamos aqui, aquilombadas, para defender o SUS”, decreta Elza Serra, mulher negra e quilombola que somou forças às demandas de sua comunidade ao participar como delegada na 17ª CNS.

“Não tem como continuar pensando saúde e construindo saúde sem a nossa presença. O que fica nessa 17ª é que, realmente, nada sobre nós, sem nós”, defende Vitória Bernardes, mulher cadeirante que representa o segmento usuários no Conselho Nacional de Saúde.

A história da saúde coletiva no Brasil está atrelada à reivindicações por mudanças na sociedade e nas políticas públicas. A 17ª Conferência Nacional de Saúde resgata e fomenta a importância do SUS para a democracia, assegurando que usuários, trabalhadores e gestores possam, unidos, marchar seguindo os princípios de integralidade, universalidade e equidade.

Acesse o Relatório Consolidado da 17ª Conferência Nacional de Saúde.

Ministério da Saúde realiza no Paraná oficina para reforço das ações de vacinação

Com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e dando continuidade à estratégia para ampliar a cobertura vacinal no Brasil e no Paraná, representantes do Ministério da Saúde (MS) iniciaram nesta terça-feira (15), em Curitiba, a primeira etapa da oficina de Microplanejamento para Vacinação de Alta Qualidade. A qualificação ocorre com aplicação de metodologia para mapeamento de risco e identificação de territórios suscetíveis à reintrodução de doenças que podem ser prevenidas por meio da imunização.

O evento segue até quinta-feira (17) e reúne 120 participantes da Atenção e Vigilância em Saúde da região Sul (Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina), sendo 40 do Paraná.

A proposta do microplanejamento é estabelecer e ofertar ferramentas para que os municípios planejem e realizem ações efetivas para incrementar a cobertura vacinal estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), que é de 95% para a maioria dos imunizantes do calendário vacinal do Sistema Único de Saúde.

“Além de promover a troca de experiências entre os participantes, esse encontro organiza o planejamento e as ações de vacinação em todo território brasileiro, com o principal objetivo de ampliar a vacinação, evitando desta forma que a população seja acometida por doenças evitáveis”, disse o secretário da Saúde, Beto Preto.

De acordo com Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do MS, a oficina vem para sistematizar as ações de vacinação e o processo de trabalho das equipes de saúde, atendendo as necessidades de cada região.

“Precisamos identificar qual a análise da situação, quais as melhores estratégias e onde estão as populações mais vulneráveis para fazer o monitoramento e avaliação dessas ações. O principal objetivo é que com todo esse processo a vacinação possa ser mais efetiva e volte a alcançar os altos índices de imunização”, explicou.

A segunda etapa da oficina acontece na próxima semana, quando 80 representantes das Regionais de Saúde (RS) e dos municípios paranaenses participam do encontro. A terceira etapa envolve a multiplicação da metodologia do microplanejamento para as 22 RS e, por fim, ocorre a aplicação do método em todos municípios paranaenses.

“Esse é um processo de aprimoramento das ações já realizadas pelo Governo do Paraná. A saúde é um processo constante e esse trabalho, além de ampliar a cobertura, visa garantir a vacina a toda população de direito, especialmente as crianças”, explicou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

A metodologia deve se utilizada na Campanha de Multivacinação que ocorrerá no Paraná no período de 14 a 28 de outubro de 2023 – o D será em 21 de outubro.

COBERTURA VACINAL – As coberturas vacinais que já estavam em queda há alguns anos diminuíram ainda mais por conta da pandemia da Covid-19. Entre os fatores apontados pelo MS para esta baixa estão a percepção de inexistência de risco, medo de eventos adversos, fake news e teorias antivacinais, além de difícil acesso em algumas regiões do País.

No Paraná, dados preliminares do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) revelam que a vacina da Hepatite B, aplicada logo após o nascimento, fechou 2021 com cobertura de 61,28% e 2022 com 77,96%.

Outra vacina aplicada logo ao nascer, contra a tuberculose, é a BCG, com cobertura de 82,16% em 2021. No ano passado, 87,54% das crianças foram imunizadas no Estado. A Tríplice Viral, responsável pela proteção contra o sarampo, caxumba e rubéola, é administrada aos 12 e 15 meses de idade e fechou 2021 com 86,54% e 2022 com 89,59% de cobertura.

A Pentavalente é aplicada aos dois, quatro e seis meses, e protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus. A cobertura foi de 81,75% em 2021 e 83,94% em 2022.

Dados parciais até março deste ano mostram as seguintes cobertura vacinais: vacina da Hepatite B com 93,44%; BCG com 95,01%; Tríplice Viral com 96,64% e Pentavalente com 92,19%.

AÇÕES – A Sesa vem promovendo diversas ações para ampliar a taxa de cobertura das vacinas preconizadas no SUS. Além de campanhas para incentivar a vacinação contra a influenza e Covid-19, foram realizados vários movimentos em prol da retomada às altas coberturas vacinais.

Em 2022 a Sesa fomentou a adesão da população à vacinação, com o desenvolvimento de ações ligadas ao programa “Vacina Mais”, que realiza o chamamento da população para a vacinação em finais de semana, além da vacinação com países da tríplice fronteiras e a Campanha Nacional contra o Sarampo e Poliomielite.

Já neste ano, com o objetivo de ampliar a vacinação em todo território paranaense e retomar índices seguros e homogêneos de cobertura vacinal, os municípios adotaram o dia 15 de abril de 2023 como dia “D” de mobilização social, para a vacina contra Influenza e demais vacinas de rotina.

Em abril, o Governo do Estado foi o primeiro estado brasileiro a aderir em massa ao Pacto Nacional pela Consciência Vacinal. A ideia é conscientizar os brasileiros sobre a importância, segurança e eficácia das vacinas e alertar sobre os riscos atuais do retorno de doenças transmissíveis já erradicadas no País, como a poliomielite.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Saúde terá investimento federal de R$ 31 bilhões nos próximos anos

O Ministério da Saúde vai investir R$ 31 bilhões ao longo dos próximos anos em ações de atenção primária, atenção especializada, telessaúde, preparação para emergências sanitárias e Complexo Econômico-Industrial da Saúde. Essas iniciativas fazem parte do Novo Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC). Anunciado nesta sexta-feira (11) pelo presidente Lula, o Novo PAC deve fomentar o investimento em políticas públicas, especialmente em obras de infraestrutura econômica, social e urbana.

O valor total dos recursos chega a R$ 1,7 trilhão quando consideradas as ações de todas as áreas do programa. A principal novidade deste ano é o foco em sustentabilidade, com prioridade para geração de energia renovável e combustíveis de baixo carbono. A inclusão digital também ganhou destaque, junto à ciência e tecnologia.

Para a saúde, o Novo PAC se traduz em construção e finalização de obras de Unidades Básicas de Saúde (UBS), aumento no número de policlínicas, maternidades e salas de parto, além de investimento em políticas estratégicas como a universalização do SAMU e a redução aos vazios assistenciais na Saúde Mental.

Investimento de R$ 1,4 bilhão em 2023

O planejamento é plurianual, ou seja, deve ser desenvolvido ao longo de todo o governo do presidente Lula. Ainda em 2023, está previsto investimento de R$ 1,4 bilhão. Nesta primeira etapa serão contempladas as seguintes ações:

  • Retomada de obras inacabadas em UBS;
  • Ampliação do SAMU, dos Centros Especializados em Reabilitação (CER), das Oficinas Ortopédicas e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS);
  • Destinação de recursos para compra de equipamentos de radioterapia e para os hospitais estaduais;
  • Instalação salas e equipamentos para teleconsultas, núcleos de telessaúde e laboratórios de resposta rápida em regiões isoladas;
  • Investimento no Centro de Inteligência Genômica e no fortalecimento da cadeia de produção e inovação; e
    Memorial da Pandemia.

Enfrentamento de problemas estruturais

O combate aos vazios assistenciais em diferentes serviços é o objetivo principal da saúde. Ao fim do período, espera-se, por exemplo, ampliar o número de leitos hospitalares por mil habitantes. Isso será feito a partir da criação de novos hospitais estaduais. Esse ponto foi um pedido de governadores e encontra respaldo nos dados nacionais sobre o tema: o Brasil tem 2,13 leitos por mil habitantes quando a OMS preconiza, como patamar mínimo, 3 leitos para cada mil pessoas.

O plano prevê, ainda, ações estratégicas para diminuir as desigualdades de acesso à saúde bucal, com a aquisição de unidades odontológicas mais modernas e enviadas a regiões estratégicas, como municípios de difícil acesso e zonas rurais. Dessa forma, 1,2 milhão de pessoas devem ser beneficiadas.

A mortalidade materna também está entre os desafios primordiais da saúde em todos os níveis de atenção. Diagnóstico do Ministério da Saúde aponta que a taxa aumentou 105% entre 2019 e 2021 no Brasil, passando de 1,58 para 3,30. Por isso, a Nova Rede Cegonha, que inclui um modelo de integralidade assistencial e articulação da rede de atenção, é uma das prioridades do plano plurianual.

Sustentabilidade, inovação e vigilância ambiental

Outra ação do Ministério da Saúde alinhada às diretrizes do Novo PAC é a preparação para emergências sanitárias, que conta com amplo planejamento para os próximos anos, com ampliação da capacidade dos laboratórios da rede nacional, construção do primeiro laboratório nível 4 de segurança no Brasil, implementação de laboratórios de resposta rápida em regiões isoladas, criação do centro de inteligência genômica e estruturação e modernização da cadeia produtiva de imunobiológicos, fármacos e equipamentos de saúde.

Além disso, para que os serviços do SUS estejam adequados aos protocolos mais recentes de telessaúde, o planejamento prevê a implementação de núcleos para teleconsulta a partir de experiências exitosas implementadas em locais como Curitiba, Pará e Pernambuco.

As informações são do Ministério da Saúde.