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HIV: Brasil cumpre meta de pessoas em tratamento antirretroviral

Dados apresentados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério da Saúde revelam que 1 milhão de pessoas viviam com HIV no Brasil em 2022. Desse total, 90% (900 mil) foram diagnosticadas, 81% (731 mil) das que têm diagnóstico estão em tratamento antirretroviral e 95% (695 mil) de quem está em tratamento antirretroviral têm carga indetectável do vírus.

O boletim epidemiológico HIV/aids mostra, portanto, que o Brasil alcançou uma das três metas globais definidas pela Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) para que a aids deixe de ser uma ameaça à saúde pública até 2030. A entidade fixou as metas popularmente conhecidas como 95-95-95, em que os três índices devem ficar em 95%.

Homens x mulheres

Do total de 1 milhão de pessoas vivendo com HIV no país, 35% ou 350 mil são mulheres e 65% ou 650 mil são homens. Apenas 86% das mulheres foram diagnosticadas contra 92% dos homens. Além disso, 79% das mulheres recebem tratamento antirretroviral contra 82% dos homens e 94% das mulheres têm carga suprimida contra 96% dos homens.

“De modo geral, as mulheres têm desfechos piores, desde a detecção até a supressão da carga viral”, avaliou o diretor do departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, Draurio Barreira.

Vulnerabilidades

Entre gays e outros homens que fazem sexo com homens com mais de 18 anos, a prevalência do HIV é de 18,4%, enquanto a média da população brasileira é 0,49%. “Vejam a distância”, destacou o diretor. Entre pessoas que usam drogas, o índice é de 6,9%. Entre trabalhadoras do sexo com mais de 18 anos, 5,3%.

Novos casos

Em 2022, o país registrou 43.403 novos casos de HIV. Desses, 73,6% em homens e 26,3% em mulheres. Entre essas mulheres, 63,3% são jovens e têm idade entre 20 e 39 anos. Além disso, 31% do total de novos casos têm ensino fundamental completo, 62,8% são pessoas pretas e pardas e 54,3% são homens que fazem sexo com homens.

Já os novos casos de aids, fase avançada do HIV, totalizaram 36.753 em 2022, sendo 71,1% em homens e 28,9% em mulheres. Nesse grupo, o nível de escolaridade, de acordo com o diretor, é ainda mais baixo: somente 27,1% das pessoas têm ensino fundamental completo. Além disso, 60,1% são pretas e pardas e 42,3% são homens que fazem sexo com homens.

“Quando a gente compara as pessoas que vivem em situação de maior vulnerabilidade, pensando pretos, pardos, pobres, periféricos, todas as vulnerabilidades somadas contra os brancos de maior escolaridade, existe uma queda acentuada entre os brancos de maior escolaridade um aumento acentuado nas outras populações mais vulneráveis, formando um x [no gráfico] e mostrando que as vulnerabilidades são determinantes na questão do HIV como de tantas outras doenças.”

Tratamento

Até setembro de 2023, 770 mil pessoas vivendo com HIV estavam em tratamento antirretroviral – 5% a mais que o registrado em todo o ano de 2022. Dessas, 49 mil iniciaram o tratamento em 2023. Atualmente, quase 200 mil pessoas sabem que têm o HIV no Brasil, mas não se tratam. “Estamos conseguindo recuperar essas pessoas para os serviços de saúde”.

“O grande desafio é combater o estigma e a discriminação, fazendo com que essas pessoas tenham portas abertas, não só nos serviços de saúde, mas dentro das organizações da sociedade civil, para que possam também ajudar a resgatar essas pessoas para o tratamento, assim como para fazer o diagnóstico.”

Os números mostram que 89% das pessoas brancas diagnosticadas com HIV estão em tratamento, contra 86% das pessoas negras e 84% de indígenas. Além disso, 90% das pessoas diagnosticadas e que têm 12 anos ou mais de estudo estão em tratamento, contra 88% das que têm de oito a 11 anos de estudo e 85% das que têm até sete anos de estudo.

“É sempre um cumulativo de vulnerabilidade”, pontuou o diretor.

Mortes

Em 2022, o país registrou 10.994 óbitos que tinham o HIV como causa básica, contra 11.515 em 2021. Ainda assim, o total leva a uma média de 30 mortes por dia, sendo que 61,7% foram entre pessoas negras (47% pardos e 14,7% pretos) e 35,6% entre brancos.

Profilaxia pré-exposição

Uma das formas de se prevenir contra o HIV é fazendo uso da profilaxia pré-exposição (PrEP), que consiste em tomar comprimidos antes da relação sexual, permitindo ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o vírus. De acordo com o boletim epidemiológico, a PrEP é mais acessada pela população branca (55,6%) em comparação a pessoas pardas (31,4%), pretas (12,6%) e indígenas (0,4%).

Ao todo, 5.533 novos usuários passaram a utilizar a PrEP até outubro de 2023 – 77% a mais do que o total registrado em outubro de 2022. Atualmente, 73.537 pessoas estão em PrEP no país, um aumento de 45% quando comparado ao ano anterior. Entre os usuários de PrEP, somente 12,6% são pretos, 3,3% são mulheres transexuais, 2% são homens trans, 0,4% são indígenas e 0,3% são travestis.

“Uma absoluta prioridade do ministério”, avaliou o diretor Draurio Barreira, ao comentar sobre a PrEP. “Em lugares onde você tem mais pessoas em tratamento pré-exposição do HIV, quando se chega a um nível de pelos menos três pessoas em PrEP para cada caso novo, se tem o início do decréscimo da epidemia. Aqui no Brasil, a gente está chegando próximo. Há lugares que têm três, quatro, seis no máximo.”

“No dia em que a gente conseguir chegar a seis, a gente vai ter realmente uma epidemia com decréscimo importante. Essa é nossa prioridade absoluta neste momento. Expandir o uso de PrEP e de todas as formas de prevenção, preservativos interno e externos, testagem antes e regular, enfim, todas as formas combinadas para que a gente consiga realmente mudar completamente a curva da epidemia no Brasil.”

A meta, segundo Barreira, é expandir o uso da PrEP no Brasil em 300%, passando de 73 mil para mais de 200 mil pessoas.

“Mudando desde já aquela recomendação de que só profissionais do sexo, trans ou com vulnerabilidade muito aumentada deveriam fazer PrEP. Hoje, a gente preconiza que quem queira fazer PrEP terá acesso”, ressalta Barreira.

Gestantes com HIV

O boletim mostra ainda que, em 2022, houve um predomínio de casos de gestantes com infecção pelo HIV, sobretudo entre mulheres pardas (52,1%), seguidas por brancas (28,5%) e pretas (14%). O diagnóstico do HIV em gestantes, de acordo com a pasta, é importante para que medidas de prevenção possam ser aplicadas de forma eficaz e consigam evitar a transmissão vertical do vírus (da mãe para o bebê).

“A maior parte das gestantes notificadas já é sabidamente HIV positiva antes do pré-natal e, em 2022, essas mulheres representaram quase 60% dos casos. É importante que essas gestantes estejam em uso regular de terapia antirretroviral e tenham suas cargas virais indetectáveis no momento do parto”, reforçou o ministério.

Em 2022, o uso de tratamento antirretroviral durante o pré-natal foi relatado em apenas 66,8% dos casos. A meta é atingir cobertura igual ou superior a 95%. Já o percentual de gestantes, parturientes e puérperas sem uso de tratamento antirretroviral foi de 13,5%. Em 19,7% dos casos, a informação sobre o uso da terapia foi ignorada.

As informações são da Agência Brasil.

Oportunidade para Especialista em Medicina do Tráfego em Curitiba e São José dos Pinhais

Oportunidade de trabalho para Médico/a com especialidade em Medicina do Tráfego, necessita ter disponibilidade para ser RT em duas unidades. Para realizar atendimentos aos candidatos a renovação de CNH, primeira habilitação e afins.

Locais de trabalho: Curitiba e São José dos Pinhais

Regime de contratação: Autônomo

Contato: Andressa
Telefone: 41984240482
E-mail: argos.andressa@gmail.com

Nova lista de doenças do trabalho inclui Covid-19, Burnout e Câncer

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (29) a atualização na lista de doenças relacionadas ao trabalho. A Portaria já foi publicada incluindo 165 novas patologias, apontadas como responsáveis por danos à integridade física ou mental do trabalhador.

Entre as patologias estão a covid-19, distúrbios músculos esqueléticos e alguns tipos de cânceres.

Transtornos mentais como Burnout, ansiedade, depressão e tentativa de suicídio também foram acrescentados à lista. Foi ainda reconhecido que o uso de determinadas drogas pode ser consequência de jornadas exaustivas e assédio moral, da mesma forma como o abuso de álcool que já constava na lista.

Os ajustes receberam parecer favorável dos ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social e passam a valer em 30 dias.

Com as mudanças, o poder público deverá planejar medidas de assistência e vigilância para evitar essas doenças em locais de trabalho, possibilitando ambientes laborais mais seguros e saudáveis.

As alterações também dão respaldo para a fiscalização dos auditores fiscais do trabalho, favorecem o acesso a benefícios previdenciários e dá mais proteção ao trabalhador diagnosticado pelas doenças elencadas. A atualização leva em conta todas as ocupações. Ou seja, vale para trabalhadores formais e informais, que atuam no meio urbano ou rural.

Lista de doenças ocupacionais

A lista de doenças ocupacionais foi instituída em 1999. O documento é composto por duas partes: a primeira apresenta os riscos para o desenvolvimento de doenças e a segunda estabelece as doenças para identificação, diagnóstico e tratamento.

Com a atualização, a quantidade de códigos de diagnósticos passa de 182 para 347. A lista pode ser conferida no Diário Oficial da União.

De acordo com o Ministério da Saúde, a atualização foi prioridade da nova gestão e reflete a retomada do protagonismo da coordenação nacional da política de saúde do trabalhador.

As inclusões foram avaliadas pela Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) em seu 11º encontro conhecido como Renastão, que começou na segunda-feira (27) e se encerrou nesta quarta-feira (29), em Brasília.

Instituída em 2002, a Renast tem papel estratégico no desenvolvimento da atenção integral à saúde do trabalhador e envolve o Ministério da Saúde e as secretarias de saúde de estados, municípios e do Distrito Federal.

Quase 3 milhões de casos de doenças ocupacionais foram atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2007 e 2022, segundo apontam dados Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), que é gerenciado pelo Ministério da Saúde. De todas as notificações, 52,9% está relacionada com acidentes de trabalho graves.

Conforme os dados do Sinan, 26,8% das notificações foram geradas pela exposição a material biológico; 12,2% devido a acidente com animais peçonhentos; e 3,7% por lesões por esforços repetitivos (LER) ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho. Somente em 2023, já são mais de 390 mil casos notificados de doenças relacionados ao trabalho.

As informações são da Agência Brasil.

Kit da Fiocruz garante transfusão de sangue e transplantes de órgãos mais seguros no Brasil

A aplicação do NAT Plus, primeiro kit diagnóstico do mundo a detectar a malária, completou um ano e elevou o Brasil ao mais alto patamar de segurança nas transfusões de sangue. Desenvolvido e produzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), o kit, usado em parceria com a Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde nos hemocentros da rede pública brasileira registrou avanços nesse período.

Especialista em Saúde Pública do Instituto Leônidas e Maria Deane da Fiocruz Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazônia) e pesquisador e médico infectologista da Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado do estado do Amazonas, Marcus Lacerda explicou que o objetivo mais direto do uso do kit é evitar a transmissão da malária pelo sangue.

Segundo o médico, uma das formas muito raras de transmissão é quando uma pessoa que já está doente recebe a indicação de tomar um derivado do sangue. Se esse sangue estiver contaminado com plasmodium, o parasito da malária, ela pode ter o agravamento do quadro pela malária.

“Como a gente está em uma região endêmica na Amazônia, eventualmente as pessoas que vão doar sangue não estão sentindo nada, portanto, não acham que estão doentes, mas têm o parasito no sangue. Até então, a forma que a gente usava para saber se esse sangue não tinha o parasito da malária não era uma forma tão sensível. Agora, a gente tem uma forma que detecta com muita sensibilidade a presença desse parasito para evitar o que a gente chama de malária transfusional”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

O kit, que inclui a testagem da malária na triagem das bolsas de sangue, pode identificar também HIV e hepatites B e C. Esses últimos já estavam sendo testados na primeira geração do kit NAT [Testagem de Ácido Nucleico] brasileiro, disponibilizado desde 2011.

Identificação

A especialista científica em Diagnóstico Molecular de Bio-Manguinhos Patricia Alvarez ressalta que o uso do NAT Plus permitiu a identificação de bolsas de sangue contaminadas com malária fora das áreas endêmicas. Segundo a pesquisadora, como não é comum fazer testes da doença em pessoas de regiões não endêmicas, era mais difícil registrar casos desse tipo nas transfusões nesses locais.

De acordo com pesquisadora, geralmente o diagnóstico da malária e a verificação em indivíduos que estão infectados são realizados mais nas áreas endêmicas, porque os médicos não têm muito que se preocupar com infecções da doença nas áreas não endêmicas. Geralmente se faz um questionário em paciente para saber se fez uma viagem para área endêmica. Se a a resposta é negativa, acaba se descartando a possibilidade de um diagnóstico de malária.

Os dados da Bio-Manguinhos indicam que o kit foi responsável por identificar, de outubro de 2022 a novembro deste ano, 22 bolsas de sangue contaminadas com malária. Entre elas, 11 no Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia, duas no Maranhão, cinco no Rio de Janeiro e quatro em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A especialista lembra que existe a malária autóctone, resultado da importação do plasmodium da malária, que pode ser da Região Amazônica ou da África, para outros locais, como já ocorreu nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que estão em regiões não endêmicas.

Nesses casos, segundo Patrícia Alvrez, a aplicação do kit mostrou infectados em uma população de doadores de sangue considerada saudável, por não ter febre, nem qualquer sintoma, e que ainda passou por um questionário para analisar se há risco na doação, onde é avaliada toda a parte clínica, além das questões de viagens ou de atividades extras sejam profissionais ou sexuais.

“É uma população que se espera ser mais segura. Com o NAT Plus, a gente está vendo que mesmo com esses indivíduos que passaram por essa triagem, a gente está verificando a ocorrência e detecção desses doadores com infecção do plasmodium da malária na Região Sul, no Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste, ou seja, regiões que não têm muito costume de ter pacientes com malária”, disse, acrescentando que até outubro deste ano foram identificadas 19 bolsas de sangue contaminadas.

Outro avanço com o uso do kit NAT Plus, que já realizou testes em mais de 500 mil bolsas, foi a redução de 12 meses para 1 mês do período de impedimento à doação de sangue de pessoas que estiveram em áreas endêmicas para malária. Essa diminuição para o período de aptidão resulta no aumento de doações.

“Evitou-se o descarte de bolsas e de doações, porque agora se pode aceitar o doador que foi fazer uma viagem de férias ou de trabalho, e ao retornar [para áreas não endêmicas] fique só um mês nesse critério de inaptidão. O NAT Plus cada vez é mais seguro, porque aumenta o número de patógenos que se verifica na bolsa”, explicou.

Doação de órgãos

O uso do kit NAT Plus também é indicado para amostras de doadores de órgãos ou doadores mortos por parada cardiorrespiratória. Essa medida vai ampliar a proteção em transplantes.

“Foi uma demanda para a nova geração do produto, que é auxiliar na doação de órgãos. Quando tem um órgão que vai ser doado, tem que ser feita uma avaliação se o doador tem alguma infecção. Você não pode doar um órgão de uma pessoa, por exemplo, que esteja infectada com hepatite C, com vírus da hepatite B, HIV, sífilis. Por isso se faz uma testagem na amostra daquele doador do órgão, para ver se ele tem ou não alguma das patologias, alguns dos patógenos que fazem parte da triagem de doadores. Na primeira geração do produto, a gente não tinha ele validado para o processamento em amostras de doadores em paradas cardiorrespiratórias”, disse.

Com a segunda geração do teste, que é o NAT Plus, é possível fazer a avaliação de órgãos de pacientes em parada cardiorrespiratória, e caso seja negativo para HIV, Hepatites C e B e malária, o órgão é passível de ser transplantado. “Esse é outro ganho diferencial da nova geração do NAT Plus”, disse, lembrando que o Hemorio, do Rio de Janeiro, foi o primeiro hemocentro em que foi implantado o NAT Plus, em outubro do ano passado.

Entre os ganhos tecnológicos, Patricia Alvarez destacou a ampliação da automação nos testes. “A gente tem a possibilidade de uma maior automação. É um produto que traz mais reprodutividade em baixas cargas e o ponto mais importante é a incorporação da detecção da malária”.

Eliminação

A detecção da malária por meio do kit NAT Plus é um instrumento fundamental para a eliminação da doença até 2035, conforme pretende o Ministério da Saúde. Para o médico Marcus Lacerda, o NAT Plus vai contribuir no futuro para algo importante que é monitorar a malária na Amazônia, dentro do processo do país de eliminação da doença.

“O NAT Plus pode servir nos bancos de sangue como um sinal de que a malária de fato acabou em um determinado estado ou cidade. Na hora que a gente começar a ver nos bancos de sangue que o NAT não está detectando nenhum caso de malária, isso é um sinal de que a malária de fato está desaparecendo daquela localidade. Hoje, ele é usado para evitar a malária transfusional, mas no futuro deve ser também um termômetro da transmissão de casos naquela localidade”, disse.

“O NAT Plus vai poder auxiliar nesse screening [rastreamento] de ter uma amplitude de todo o território nacional, porque o NAT é processado em 100% do sangue no SUS. São cerca de 3,5 milhões de doações por ano e de todas as regiões. Quando se tem a possibilidade de fazer um screening em todo o espectro regional do país, isso traz uma fotografia muito mais real da epidemiologia. A partir daí os dados vão poder auxiliar o Programa de Eliminação da Malária”, completou Patrícia Alvarez.

Conforme a pesquisadora, as amostras de bolsas positivas são enviadas para o laboratório de Bio-Manguinhos, onde é feita a identificação da espécie. “A gente verificou que nas áreas não endêmicas circulam a vivax e a malarie [espécies registradas no plasmodium da malária] e na região endêmica tem também o falciparum”.

“Na medida que a gente pega as amostras e tipa as espécies, a gente também auxilia no Programa de Eliminação, porque dependendo do tipo da malária tem uma condição clínica ou outra. O falciparum é mais agressivo e leva a quadros mais graves”, explicou.

Malária

Segundo Marcus Lacerda, a malária é transmitida por um mosquito espalhado por quase todo do Brasil, mas se concentra mais na Região Amazônica, onde no período noturno, entre 18h e 6h, se o mosquito estiver infectado pode picar uma pessoa e transmitir a doença. “Os sintomas costumam aparecer duas semanas depois da picada do inseto”.

O tratamento é gratuito e está disponível em todo o Brasil. Para o tipo de malária principal, que ocorre no país, os medicamentos são cloroquina e primaquina. No caso da malária mais grave, causada pelo plasmodium falciparum, e que pode matar, o tratamento é feito durante 3 dias com uma outra medicação. Se o diagnóstico e o tratamento não forem feitos rapidamente existe uma chance de complicação e morte”, relatou o médico.

Também é possível ocorrer a repetição das infecções, mas isso não é condicionante para as mortes. “O quadro grave é muito mais comum na pessoa que tem malária pela primeira vez e não tem a imunidade. Por exemplo, uma pessoa que mora no Rio de Janeiro e viaja para a África, como é a primeira vez que está sendo exposta ao parasito, a chance de contrair a malária grave é maior do que uma pessoa que já teve várias vezes”, disse, acrescentando que o problema dos pacientes da Amazônia com repetição das infecções é que, dependendo da idade, não poderão ir ao trabalho ou para a escola, além da anemia que vai piorando conforme aumentam as reinfecções.

Segundo a Bio-Manguinhos, o Brasil registrou 129,1 mil casos de malária em 2022, o que representou queda de 8,1% na comparação com o ano anterior. Entre os casos, cerca de 127 mil foram contraídos localmente. Foram notificadas 37 mortes em 2019, 51 em 2020, 58 em 2021 e 50 óbitos em 2022.

“Essas mortes são de pessoas que não tiveram o diagnóstico feito de forma oportuna”, apontou.

Encontro

Para marcar um ano do kit, em parceria com a Coordenação de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, o Bio-Manguinhos realiza desde terça-feira (28) a 11ª edição da Oficina Técnica Nacional NAT Brasileiro, que termina nesta quinta-feira (30).

No encontro, representantes dos 14 hemocentros brasileiros compartilham experiências e discutem melhores práticas na utilização do kit NAT para a detecção de patógenos na rede brasileira de transfusões.

As informações são da Agência Brasil

Presidente do Simepar participa de audiência da FMB com o Vice-Presidente Geraldo Alckmin

Uma comitiva de Dirigentes Sindicais Médicos, liderada pela Federação Médica Brasileira (FMB), foi recebida pelo Vice-Presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, no dia 21 de novembro, em Brasília (DF).

O Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, participou da audiência juntamente com o presidente da FMB, Dr. Tadeu Calheiros, demais dirigentes da Federação e dirigentes de Sindicatos Médicos de todo o País.

Segundo o presidente da FMB, Dr. Tadeu Calheiros, foram debatidos temas importantes para a categoria como a precarização do trabalho médico, formação médica com ênfase à abertura indiscriminada de escolas médicas, a necessidade intransigente do Revalida e de valorizar a residência. Também foi enfatizada a necessidade da criação da carreira médica em todos os níveis.

O Dr. Marlus Volney de Morais, Presidente do Simepar, ressaltou a receptividade de Geraldo Alckmin em relação as demandas apresentadas. Sobre uma carreira federal para Médicas e Médicos, Alckmin considerou ser difícil de se pôr em prática pelo Governo Federal visto que a assistência médica no SUS é operada pelos estados e municípios. Mas ele sugeriu que a medida seja construída regionalmente com apoio das políticas federais de Saúde Pública.

Quanto a precarização do Trabalho Médico, o Vice-Presidente sugeriu que se fiscalize as Organizações Sociais para que façam as contratações de Médicas e Médicos conforme determina a legislação. Ele citou o exemplo do Estado de São Paulo, onde esse sistema funcionava satisfatoriamente.

Sobre a queda da qualidade da educação médica com a criação indiscriminada de faculdades de medicina, Geraldo Alckmin sugeriu o monitoramento constante e a realização de prova de proficiência do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) no meio do curso de formação. Ele também reforçou a necessidade do Revalida para acolher médicos e médicas formados no exterior.

Segundo o Dr. Marlus, os médicos reivindicaram ainda o reforço na formação de especialistas conforme epidemiologia da população, com reforço em especial para a geriatria e a atenção primária à saúde, dado o envelhecimento da população e a necessidade de organização do fluxo assistencial integral.

Como linha de conduta a ser adotada, a FMB e os Sindicatos federados darão encaminhamento a propostas e ações sugeridas através da frente parlamentar da saúde.

O Presidente da FMB, Dr. Tadeu Calheiros, afirmou: “Vamos trabalhar intensamente junto ao Ministério da Educação e da Saúde para que todas as medidas debatidas nessa reunião possam trazer melhorias para a saúde brasileira”.

Também participaram da reunião Fernando Uberti (secretário assuntos Jurídicos FMB e Sindicato do Rio Grande do Sul), Reginaldo Abdala (secretário de Finanças Adjunto da FMB e Sindicato do Tocantins), Mário Viana (secretário de Relações Trabalhistas e Sindicais da FMB e Sindicato do Amazonas), Waldir Cardoso (Sindicato do Pará), Max Ventura (Sindicato do Ceará), Walber Steffano e Ana Carolina (Sindicato de Pernambuco), Marcelo Santana e Valdir Siroma (Sindicato do Mato Grosso do Sul), Danilo Soares (Sindicato do Rio Grande do Sul).

Com informações e imagens da Federação Médica Brasileira

Mulheres passam a ter direito a acompanhante nos atendimentos de Saúde

Todas as mulheres agora têm direito a um acompanhante maior de idade, sem que haja necessidade de aviso prévio, durante as consultas médicas, exames e procedimentos realizados em unidades públicas e privadas de saúde. O direito foi ampliado pela lei 14.737/2023, publicada nesta terça-feira, no Diário Oficial da União.

A nova legislação altera a Lei Orgânica da Saúde (8.080/1990) e determina ainda que – em casos de procedimento com sedação que a mulher não aponte um acompanhante – a unidade de saúde será responsável por indicar uma pessoa para estar presente durante o atendimento. A renúncia do direito deverá ainda ser assinada pela paciente, com um mínimo de 24 horas de antecedência.

Informação

As mulheres também devem ser informadas sobre esse direito tanto nas consultas que antecedam procedimentos com sedação, quanto por meio de avisos fixados nas dependências dos estabelecimentos de saúde.

Para centros cirúrgicos e unidade de terapia intensiva em que haja restrição por motivos de segurança à saúde dos pacientes, o acompanhante deverá ser um profissional de saúde.

O direito de acompanhamento da mulher só poderá ser sobreposto nos casos de urgência e emergência, pela defesa da saúde e da vida. Isso só poderá acontecer quando a paciente chegar desacompanhada à unidade de atendimento.

Antes, a Lei Orgânica da Saúde garantia o direito a acompanhamento somente nos casos de parto ou para pessoas com deficiência. E esse direito alcançava apenas o serviço público de saúde.

As informações são da Agência Brasil.

Processo Seletivo da FEAS Curitiba para Médicos/as de diversas especialidades

A Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS) está com Processo Seletivo Público aberto para o preenchimento de vagas para médicos de diferentes especialidades.

As vagas são para contratação imediata ou para cadastro de reserva nas seguintes especialidades:

  • Médica/o Generalista
  • Anestesiologista
  • Cardiologista/Ecocardiografista
  • Proctologista/Coloproctologista
  • Endocrinologista
  • Gastroenterologista Pediátrico
  • Neurologista
  • Ortopedista/Traumatologista
  • Pediatra
  • Pneumologista
  • Psiquiatra
  • Urologista
  • Médico/a do Trabalho
  • Médico/a da Família e Comunidade
  • Vascular/Cardiovascular – Ecodoppler
  • Médico/a Especialista em Colangiopancreatografia Endoscópica Retrógrada
  • Ginecologista e Obstetra – Ecografia Gineco Obstétrica
  • Radiologista Especialista em Angiotomografia e Ecografia.

As inscrições seguem abertas até 15 de dezembro de 2023.

O PSP está dividido em duas etapas. A primeira, com prova objetiva, reúne todos os candidatos inscritos e está prevista para o dia 21 de janeiro de 2024. Os melhores classificados passam para a etapa seguinte, com prova de títulos.

Confira a íntegra do Edital aqui.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Dia de Combate ao Câncer: Saúde reforça importância do diagnóstico precoce

Nesta segunda-feira, 27 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, a Secretaria estadual da Saúde (Sesa) reforça à população a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da doença. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) considera ser o principal problema de saúde pública no mundo.

De acordo com o INCA, a estimativa é que o Paraná feche 2023 com 36,9 mil novos casos de câncer, com maior incidência do tumor de pele não melanoma, com 9.080 possíveis casos. Na população feminina, o câncer de mama é o mais recorrente, com estimativa de 3.650 casos. Em homens, o de próstata, com 3.430 casos.

“Finalizamos o movimento do Paraná Rosa em outubro, mês de conscientização sobre o câncer de mama e do colo do útero, e ainda estamos no Novembro Azul, que tem como foco a saúde integral do homem. Esses são movimentos muito importantes, que permitem ampliar as estratégias de prevenção e controle do câncer e também dos cuidados com a saúde de forma plena”, diz o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

As estratégias para a detecção precoce do câncer no Paraná englobam o rastreamento, ou seja, quando por meio de exames em uma população-alvo assintomática é possível identificar o câncer na fase inicial e obter o diagnóstico precoce. A descoberta da doença em estágio inicial e potencialmente curável em pessoas que apresentam sinais ou sintomas sugestivos de câncer melhora a sobrevida e qualidade de vida. O rastreamento estabelecido no Brasil ocorre para o câncer de mama e do colo do útero.

REDE – O tratamento do câncer é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. O atendimento inicial é realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o estado, onde são feitas consultas, orientações e solicitação de exames para detecção precoce de sinais e sintomas sugestivos da doença.

Para garantir o acesso ao diagnóstico e tratamento, além das unidades de saúde, a Sesa conta com 24 estabelecimentos habilitados, como Unidades de Assistência de Alta Complexidade (Unacons), que ofertam atendimento especializado e integral à pessoa com câncer, disponibilizando exames, consultas, cirurgias e demais procedimentos necessários.

AÇÕES – Para auxiliar na detecção precoce do câncer do colo do útero e de mama, a Sesa disponibiliza kits para coleta de exame citopatológico (Papanicolau), agulhas para biópsias de mama e oferta mamografias diagnósticas e de rastreamento. Além de estimular os municípios a criarem espaços para a prática de atividade física, a Sesa distribui a vacina contra o HPV e incentiva a promoção da alimentação adequada e saudável para todos os ciclos da vida.

Também desenvolve o Programa Estadual de Controle do Tabagismo, com ações de promoção da saúde, prevenção à iniciação ao uso do tabaco e o cuidado da pessoa tabagista no SUS.

“Ao notar qualquer sinal e sintoma da doença, procure atendimento no serviço de saúde, pois quanto antes o tratamento é iniciado, maiores as chances de cura. Sabemos que ao menos 30% de todos os casos de câncer podem ser evitados com um estilo de vida mais saudável, o que inclui manter uma alimentação saudável, prática regular de atividade física, não fumar e evitar o álcool”, explicou o secretário Beto Preto.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Cuidados paliativos são tema do Dia Nacional de Combate ao Câncer

A ideia de que cuidados paliativos representam desistência de tratamento e certeza da morte foi desmistificada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) nesta segunda-feira (27), quando é lembrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer.

O instituto promoveu o debate “Cuidados Paliativos: O que Você Pensa que Sabe Pode Não Ser Verdade” e ressaltou que a recomendação da Organização Mundial da Saúde é de que esses cuidados façam parte dos tratamentos de todos, desde o diagnóstico das doenças, para melhorar a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes, com alívio do sofrimento e controle dos sintomas em todas as fases da doença.

Além de reduzir o sofrimento dos pacientes, esses cuidados também são importante no acolhimento de suas famílias, na redução de gastos desnecessários ao Sistema Único de Saúde (SUS) e no auxílio à preparação do país para o acelerado processo de envelhecimento da população.

Durante debate na sede do instituto, Renata de Freitas, diretora do Hospital do Câncer IV, Unidade de Cuidados Paliativos, destacou a necessidade de uma frente paliativista, que reúna profissionais de saúde e movimentos sociais em todo o país com foco na necessidade de uma política pública urgente. “Conscientizar que o sofrimento, seja ele físico, psicológico, social ou espiritual, pode e deve ser abordado e que as ações paliativas generalistas devem ser de responsabilidade de todos os profissionais que cuidam desses pacientes demonstra a maturidade da nossa instituição e o reconhecimento que melhorias são necessárias, independente do tempo de um serviço”.

O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, ressaltou que o trabalho da unidade especializada em cuidados paliativos do instituto é absolutamente necessário. “Um paciente grave com câncer de pâncreas, é lógico que ele pode ser curado, mas ele vai ter que ter cuidados paliativos desde o seu diagnóstico porque ele vai passar por cirurgias durante seu tratamento”.

A adaptação dos espaços hospitalares também contribui para os cuidados paliativos. Entre melhorias recentes feitas no Hospital do Câncer IV, em Vila Isabel, estão a reforma e revitalização da Sala do Silêncio, um refúgio de paz e tranquilidade para pacientes e acompanhantes, e a reestruturação da área externa do prédio, que agora oferece um espaço acolhedor para convivência, permitindo que pacientes internados recebam visitas em ambiente agradável e humanizado.

Desde 1988, o Dia Nacional de Combate ao Câncer tem a finalidade de mobilizar a população quanto aos aspectos educativos e sociais para o controle do câncer. Por isso, o Inca e o Ministério da Saúde desenvolvem estratégias que visam a ampliar o conhecimento da população brasileira sobre o câncer e, principalmente, em como prevenir a doença.

As informações são da Agência Brasil.

Dia Nacional do Doador de Sangue é comemorado neste sábado

O Dia Nacional do Doador de Sangue é celebrado neste sábado (25) e o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) reforça a importância da doação. Diariamente, cerca de 700 bolsas de sangue são encaminhadas para hospitais para os mais diversos tipos de tratamento, somando mais de 21 mil bolsas por mês e 252 mil ao ano.

Gerson Santos Taborda, de 52 anos, compareceu ao Hemepar para realizar a sua doação e falou sobre o motivo de ser doador. “Eu perdi muito sangue quando sofri um acidente de trânsito, fiquei internado por três meses e precisei de 18 bolsas, então foram necessários muitos doadores. A doação é importante porque salva vidas, não importa de onde seja, você pode salvar a vida de alguém”, disse.

Cada bolsa de sangue de 450 ml produz até quatro hemocomponentes que são separados em hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado), ou seja, cada doação pode ajudar a salvar até quatro vidas, e, se a doação for realizada a cada três meses, cada pessoa que doa ajuda a manter 12 pessoas vivas por ano.

“O Paraná é formado por pessoas solidárias. Este ano são mais de 156 mil doadores até agora e ao mesmo tempo já encaminhamos 253 mil bolsas de sangue para os hospitais, isso demonstra que o paranaense é solidário e gostaríamos de agradecer todos que doam e nos ajudam a manter os estoques dos hemocentros e hemonúcleos”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O Hemepar é responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná. É uma entidade sem fins lucrativos e atende à demanda de fornecimento de sangue e hemocomponentes do Estado.

TRATAMENTO – Além da manutenção destes atendimentos, a Hemorrede (que conta com 22 unidades de coleta espalhadas no Paraná) também dispõe de bolsas de sangue para pacientes que precisam de transfusões, como é o caso de portadores de anemia falciforme e talassemia, que são atendidos pelo ambulatório do Hemepar.

Somente este ano foram realizadas mais de 33,5 mil provas cruzadas para verificação de tipagem sanguínea de pacientes que precisam de transfusões de sangue. Após a confirmação da combinação do sangue, a Hemorrede inclui o paciente no sistema próprio e destina parte do sangue para este atendimento. Somente no ambulatório do Hemepar Curitiba, são realizados diariamente 50 atendimentos, sendo que seis são transfusionais.

“Queremos chamar de novo, você que é doador de sangue e quer se colocar à disposição do próximo, a doação é também um ato de solidariedade humana, então além de agradecer, eu queria aqui pedir para que possamos continuar contando com cada paranaense que nos ajuda a salvar tantas vidas diariamente em nosso Estado”, acrescentou Beto Preto.

QUEM PODE DOAR – É necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade necessitam de autorização e presença do responsável legal. Os homens podem doar a cada dois meses, quatro vezes ao ano. As mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano. O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

AGENDAMENTO – O agendamento para a doação pode ser feito online, clicando aqui.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.