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Presidente do Simepar participou de reunião da FMB com Ministro da Educação

O Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) participou no dia 24/08 de audiência com o ministro da Educação, Camilo Santana, em Brasília. O Dr. Marlus Volney de Morais foi convidado pela Federação Médica Brasileira para a reunião. Na oportunidade, foi discutido o ensino médico, tanto a formação acadêmica quanto a residência médica.

A preocupação dos dirigentes sindicais médicos é com o aumento descontrolado do número de escolas médicas. Segundo o Ministério, existem pedidos para abertura de 369 cursos de Medicina em vários pontos do país, o que elevaria o número de formandos para próximo de 60.000 novos médicos.

Ocorre que em muitos dos locais pleiteantes não há professores com formação adequada e nem instalações para que os estudantes possam ter os necessários conhecimentos de anatomia, fisiologia, farmacologia e outros tantos que são básicos para uma boa formação médica.

“A FMB está disponível para contribuir e discutir todos os assuntos pertinentes relacionados ao ensino médico”, apontou o presidente da FMB, Tadeu Calheiros.

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Leonardo Alcântara, a reunião foi uma oportunidade de alertar ao ministro que o “Revalida é o único meio de o médico formado no exterior poder trabalhar no Brasil”, comenta.

Para o Dr. Marlus Volney de Morais, o Ministro demonstrou conhecimento da situação da abertura de novas escolas médicas, e se solidarizou com a preocupação dos dirigentes sindicais médicos relativa à qualidade de ensino dos novos cursos de medicina a serem abertos.

“Tem-se focado muito na falta de hospitais, o que é de fato, fundamental para a prática de especialidades principalmente as cirúrgicas e as clínico-hospitalares mas os problemas médicos acontecem antes mesmo dos hospitais. Diagnósticos imprecisos causam mais sofrimento e tornam todo o sistema de saúde ineficiente.”

“Por isso, a boa formação deve ser objeto de critérios muito rígidos e exigentes; afinal, estamos definindo a qualidade futura da medicina que precisaremos.” Completou o Dr. Marlus.

Participaram da reunião em Brasília, além do Dr. Marlus, o presidente da FMB Tadeu Calheiros e Leonardo Alcântara, representando a FMB, e os dirigentes sindicais José Roberto Cardoso Murisset, Guilherme Pulici, Márnio Costa, e Tarcísio Campos.

Com informações da FMB

Tratamento para Câncer de Pele com tecnologia nacional é incorporado ao SUS

Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com o tipo de câncer de pele mais comum vão ter um novo tratamento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A tecnologia 100% nacional promete um tratamento rápido, com menos desconforto e foi aprovado para uso na saúde pública.

Uma casquinha no nariz foi como a dona de casa Helena Pontieri Morales descobriu a lesão de câncer de pele no rosto. Ela passou por um tratamento de terapia fotodinâmica, que está revolucionando a dermatologia no país. A inovação permite que pacientes como ela não precisem mais passar por cirurgia.

“Só deu uma queimadinha e pronto”, conta Helena sobre o procedimento a laser.

O tratamento é oferecido gratuitamente no Hospital Amaral Carvalho, na cidade de Jaú, no interior paulista, um dos 70 centros de estudos que utilizam a terapia. As lesões que podem ser tratadas são as não melanoma, que respondem pela maioria dos casos de câncer de pele entre os brasileiros.

“O foco do nosso projeto é o carcinoma basocelular em fase inicial de tratamento, uma lesão pequena, com subtipo histológico específico para ser contemplado, para receber a terapia fotodinâmica”, explica a dermatologista Ana Gabriela Sálvio.

Esse aparelho já tratou mais de 5 mil lesões e está presente em nove países da América Latina. O custo do tratamento gira em torno de R$ 200 a R$ 300 por lesão de pele com até um centímetro.

Após ter esta pomada absorvida pela pele, o paciente passa por uma terapia fotodinâmica, que mata as células cancerígenas. Em apenas duas sessões, de apenas 20 minutos, mais de 90% dos pacientes já podem sair curados.

A terapia é desenvolvida há 20 anos pela USP de São Carlos. O Brasil é considerado o país que mais investiu na técnica fotodinâmica no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Foram mais de R$ 10 milhões, com incentivos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ministério da Saúde e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

“Um dos grandes desafios do Brasil é colocar a inovação brasileira no nível de produção científica. Somos o 13º país em produção de ciência no mundo, mas o 54º país em inovação de novos produtos, sistemas e soluções para o mundo real. Este exemplo aqui de São Carlos é a ciência básica sendo transformada em inovação e um produto que soluciona um problema do SUS”, avalia Celso Pansera, presidente da Finep.

O tratamento já está disponível há cerca de 10 anos no sistema privado. Com o desenvolvimento de uma tecnologia nacional, em julho deste ano, o aparelho foi aprovado para uso no SUS.

“É um sucesso muito grande. Como é uma técnica relativamente barata e conveniente, fácil, que não exige grande infraestrutura, ela é especialmente adequada para o Sistema Único de Saúde, que precisa disponibilizar para um número muito grande de pessoas da sociedade”, aponta o pesquisador Vanderlei Salvador Bagnato, do Instituto Física São Carlos, da USP.

O Ministério da Saúde foi procurado pela TV Brasil para saber quando a tecnologia vai estar disponível no SUS, mas não houve resposta.

As informações são da Agência Brasil.

Vacinação brasileira é modelo, mas enfrenta desafios

Prevenir contra o sarampo uma criança da Terra Indígena Bacurizinho, no Maranhão. Vacinar contra a pneumonia um idoso acamado em casa, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Proteger da raiva um adolescente ferido por um morcego silvestre na zona da mata mineira. Imunizar um bebê contra o tétano ainda na barriga da mãe.

Aplicar centenas de milhões de doses de vacinas por ano em mais de 5 mil municípios. Fazer tudo isso de forma gratuita e segura foi o que tornou o Programa Nacional de Imunizações [PNI] do Brasil o maior do mundo e uma referência até mesmo para países desenvolvidos.

Há 50 anos, o PNI cumpre a ambiciosa missão de vacinar uma enorme população dispersa num território continental chamado Brasil, profundamente marcado pela diversidade de culturas e cenários, e também pela desigualdade de condições de vida. Ao longo do mês de setembro, a Agência Brasil vai relembrar as conquistas dessas cinco décadas, discutir os desafios do futuro e destacar a importância das vacinas para a saúde coletiva do povo brasileiro e da humanidade.

Apesar de ser considerado o maior programa de vacinação público e gratuito do mundo, com 20 vacinas que eliminaram doenças importantes como a poliomielite, o tétano neonatal e a rubéola congênita, o programa completa meio século de vida lutando para reverter retrocessos que levaram as coberturas vacinais de volta aos níveis dos anos de 1980. Pesquisadores veem com otimismo o novo momento vivido pelo programa, mas apontam que há um longo caminho a ser percorrido.

Referência global

“Nós, os brasileiros do PNI [Programa Nacional de Imunizações], fomos solicitados a dar cursos no Suriname, recebemos técnicos de Angola para serem capacitados aqui. Estabelecemos cooperação técnica com Estados Unidos, México, Guiana Francesa, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Peru, Israel, Angola, Filipinas. Fizemos doações para Uruguai, Paraguai, República Dominicana, Bolívia e Argentina”.

O trecho, retirado do livro comemorativo dos 30 anos do PNI, organizado pelo Ministério da Saúde, deixa claro o destaque internacional do Brasil no setor de imunizações. O ano era 2003, e a imunização no país exibia elevados percentuais ano após ano, o que levou à eliminação do tétano neonatal, da rubéola congênita e do sarampo do país nos anos seguintes. Desde 2015, porém, uma queda considerável na busca pela vacinação fez com que o país revivesse o medo de doenças que ele já tinha vencido: o sarampo retornou em 2018, e a volta da pólio é considerada uma ameaça de alto risco.

A chefe de saúde do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Luciana Phebo, classifica o programa como uma referência global, principalmente para países com renda média e baixa e semelhanças socioeconômicas com o Brasil.

“É um programa de referência não só para a América Latina, mas para países da África também. E o Unicef, junto com a OMS [Organização Mundial da Saúde], tem também essa função de levar boas práticas do Brasil para outros países de contextos semelhantes. O PNI não é só importante para o Brasil, é importante para todo o mundo”.

Luciana Phebo destaca que o Brasil dispõe de ferramentas importantes que criaram as condições para um programa tão bem sucedido, como um sistema público e universal de saúde, instituições com tecnologia para produzir vacinas, e uma rede de atenção básica que ainda pode melhorar, mas que conta com um alcance relevante para chegar a quem precisa das vacinas.

“O SUS [Sistema Único de Saúde] é extraordinário, está acima do que acontece no mundo e até mesmo em países desenvolvidos, com a capilaridade, com uma gestão unificada, com o Ministério da Saúde chegando aos municípios mais remotos e a todo o território nacional, que é vastíssimo. Poucos países têm essa estrutura.”

As quedas nas coberturas vacinais observadas desde 2015, porém, acenderam um sinal de alerta para autoridades sanitárias do Brasil e do exterior, e a possibilidade de que doenças eliminadas do país retornem causa preocupação.

“Com a pandemia, essa redução se agravou e, no período pós-pandêmico, acontece uma pequena melhora, a curva começa a tomar uma outra direção, mas essa resposta tem que ser acelerada. E ainda não teve a aceleração necessária para garantir que não haja reintrodução de doenças como a poliomielite ou surtos de sarampo que poderão voltar a acontecer”.

Continue lendo a matéria no Portal da Agência Brasil.

Pós-pandemia: 45% das mulheres vivem com algum tipo de transtorno mental

O relatório Esgotadas: empobrecimento, a sobrecarga de cuidado e o sofrimento psíquico das mulheres, desenvolvido pela Organização não governamental – ONG Think Olga, indica que 45% das mulheres brasileiras têm um diagnóstico de ansiedade, depressão, ou outros tipos de transtornos mental no contexto pós pandemia de covid-19.

A ansiedade, transtorno mais comum no Brasil, faz parte do dia a dia de 6 em cada 10 mulheres brasileiras. A pesquisa foi realizada com 1.078 mulheres, entre 18 e 65 anos, em todos os estados do país, entre 12 e 26 de maio de 2023. A margem de erro é de 3 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.

“O relatório não surpreende porque são dados que já sabíamos que aconteciam, ou seja, as mulheres estão cansadas e sobrecarregadas. Quase metade da população feminina tem algum transtorno mental e com muito pouco acesso a cuidados específicos. A maioria diz que, como ferramentas para conseguir lidar com essa questão, tem a atividade física ou a religião. Tem uma insatisfação com diversas áreas da vida. A questão financeira é a que mais preocupa e a dupla ou tripla jornada é o segundo maior fator de pressão sobre a psique feminina”, disse Maíra Liguori, diretora da Think Olga.

Com a proposta de entender as estruturas que impõem o sofrimento das brasileiras na atualidade, o relatório reúne dados que demonstram desde a sobrecarga de trabalho e insegurança financeira até o esgotamento mental e físico causado pela economia do cuidado, que enquadra todas as atividades relacionadas aos cuidados com a casa e com produção e manutenção da vida.

A situação financeira e a capacidade de conciliar os diferentes aspectos da vida têm as menores notas de satisfação entre as entrevistadas. Em uma classificação de 1 a 10, a vida financeira recebeu a classificação 1.4, já para a capacidade de conciliação das diferentes áreas da vida, a nota ficou em 2.2. A situação financeira apertada atinge 48% das entrevistadas e a insatisfação com a remuneração baixa alcança 32% delas. Cinquenta e nove por cento das mulheres das classes D e E estão insatisfeitas com sua situação financeira. Essa insatisfação atinge 54% das pretas e pardas.

As mulheres são as únicas ou principais provedoras em 38% dos lares. Essas mulheres são, em sua maior parte, negras, da classe D e E e com mais de 55 anos de idade. Somente 11% das entrevistadas dizem não contribuir financeiramente para a manutenção de suas famílias.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio realizada em 2022, as mulheres gastam 21,4 horas da semana em tarefas domésticas e do cuidado, os homens usam 11 horas. Já o relatório Esgotadas mostrou que a sobrecarga de trabalho doméstico e a jornada excessiva de trabalho foram a segunda causa de descontentamento mais apontada, atrás apenas de preocupações financeiras. O trabalho de cuidado sobrecarrega principalmente as mulheres de 36 a 55 anos (57% cuidam de alguém) e pretas e pardas (50% cuidam de alguém).

Oitenta e seis por cento das mulheres consideram ter muita carga de responsabilidades. A insatisfação entre mães solo e cuidadoras é muito superior em relação àquelas que não têm esse tipo de responsabilidade. As cuidadoras e mãe solo também são as mais sobrecarregadas com as tarefas domésticas e de cuidado, com 51% das mães e 49% das cuidadoras apontando a situação financeira restrita como o maior impacto na saúde mental. Isso quer dizer que a sobrecarga de cuidado também é um fator de empobrecimento das mulheres ou “feminização da pobreza”, segundo o relatório.

Entre as entrevistadas mais jovens, 26% declararam que os padrões de beleza impostos impactam negativamente na saúde mental. Já o medo de sofrer violência é citado por 16% das entrevistadas.

Para 91% das entrevistadas, a saúde emocional deve ser levada muito a sério e 76% estão buscando prestar atenção à saúde mental, principalmente após a pandemia de covid-19. Só 11% afirmam que não cuidam da sua saúde emocional de nenhuma forma.

“É necessário que comecemos a entender o impacto do trabalho de cuidado e suas consequências, além de partirmos de discussões que desestigmatizem tabus sobre a saúde mental. É essencial incentivar ações do setor privado, da sociedade civil e, principalmente, do setor público para um futuro viável para as mulheres”, afirmou, em nota, Nana Lima, co-diretora da Think Olga.

As informações são da Agência Brasil

Brasil fez 206 transplantes de coração no primeiro semestre deste ano

Com o caso do apresentador de televisão Fausto Silva, mais conhecido como Faustão, surgiu a dúvida sobre como funciona o sistema de transplantes de coração no Brasil e que ritmo assume. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 19 e 26 de agosto, 13 transplantes desse tipo foram realizados em todo o país, dos quais sete ocorreram no estado de São Paulo.

Segundo informações do governo federal, no primeiro semestre deste ano, foram realizados 206 transplantes de coração no país. O total representa um aumento de 16% na comparação com a primeira metade de 2022.

Neste domingo (27), quando Faustão realizou o procedimento, no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, outro paciente que aguardava na fila também recebeu um coração. Ambos tiveram prioridade na lista de espera, tendo em vista o quadro de saúde que apresentavam. A fila é a mesma para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e pacientes que fazem atendimento pela rede privada.

Como critérios, leva-se em consideração, além da avaliação do estado de saúde do paciente, o tipo sanguíneo, a compatibilidade de peso e altura, a compatibilidade genética e outros mais específicos, como o de nível de gravidade, que varia conforme o órgão do corpo. Quando dois ou mais pacientes apresentam condições parecidas, o que serve de critério de desempate é a ordem de chegada.

Conforme destaca o Ministério da Saúde, o Brasil tem o maior sistema público de transplantes de órgãos no mundo. “A estrutura é gerenciada pelo Ministério da Saúde, que assegura que cirurgias de alta complexidade sejam realizadas para pacientes da rede pública e privada, em situação de igualdade. Os pacientes, por meio do SUS, recebem assistência integral, equânime, universal e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante”, acrescenta a pasta.

As informações são da Agência Brasil

Curso online sobre detecção precoce do câncer está com inscrições abertas

Um nova edição do curso Detecção Precoce do Câncer está com inscrições abertas. A capacitação é destinada aos médicos, enfermeiros e dentistas da Atenção Primária à Saúde e visa instruir os profissionais sobre os conceitos e recomendações de detecção precoce dos cânceres mais incidentes na população.

Com carga horária de 60 horas, a qualificação é realizada por meio digital com docente on-line. As inscrições vão até o dia 1º de setembro. O período do curso é de 09 de outubro a 09 de dezembro de 2023.

Dentre os conteúdos e matérias a serem ministradas estão: introdução ao câncer, detecção precoce e rastreamento. Serão estudados os cânceres de próstata, mama, pele, cólon e reto, colo do útero, boca e pulmão.

O curso é oferecido pela Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede, da Coordenação de Prevenção e Vigilância, do Instituto Nacional de Câncer.

As informações são do Ministério da Saúde

FASP Paranaguá convoca quatro médicos/as aprovados em Processo Seletivo

A Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP) está convocando quatro médicos/as aprovados no Processo Seletivo Simplificado 003/2022 para assumirem os postos de trabalho na Fundação.

Os candidatos classificados deverão comparecer na Sede da FASP, Rua Baronesa do Cerro Azul, 1017, Bairro Alto São Sebastião – Paranaguá. O prazo para apresentação vai de 25 a 31/08/2023. Horário: 8h30 às 12h – 13h00 às 16h30.

Demais detalhes podem ser conferidos no edital anexo

As informações são da FASP Paranaguá.

 

Ministério da Saúde abre edital para pesquisas sobre Saúde Pública de Precisão

O Ministério da Saúde vai investir R$ 100 milhões em pesquisas sobre Saúde de Precisão, uma abordagem que combina dados convencionalmente utilizados para diagnóstico e tratamento – como sinais vitais, sintomas, histórico pessoal/familiar, exames laboratoriais e de imagem – ao perfil genético do indivíduo.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (23), durante evento comemorativo aos 20 anos do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), em Brasília (DF). Objetivo é incentivar o desenvolvimento científico e tecnológico nacional na área.

Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde, Carlos Gadelha, o encontro reflete o renascimento do pacto federativo pela ciência, a tecnologia e a inovação no campo da saúde. “Não se faz SUS sem conhecimento. A ciência deve ser sempre um processo de construção e de avanço para contribuição da nossa sociedade. Políticas públicas devem estar baseadas na ciência e a ciência é generosa para escutar o conhecimento que vem das pessoas. O PPSUS não morreu e será prioridade em nossa gestão”, declarou.

Os projetos devem ser submetidos ao portal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até o dia 19 de setembro. O valor máximo de financiamento é de até R$ 15 milhões e devem considerar a aplicabilidade para o Sistema Único de Saúde (SUS). O responsável pela proposta deve possuir o título de doutor, ser coordenador do projeto e ter vínculo com a instituição de execução do estudo.

As linhas de pesquisa contemplam o desenvolvimento de tecnologias terapêuticas, como os Produtos de Terapias Avançadas (produtos de terapia gênica, celular e engenharia tecidual), ferramentas de bioinformática aplicadas à genômica clínica e populacional humana e pesquisas aplicadas (pesquisas clínicas, estudos de custo-efetividade e intervenções terapêuticas), relacionadas a análises genéticas e terapias avançadas, que auxiliem no diagnóstico, tratamento ou prevenção de doenças.

A ação é parte do Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão – Genomas Brasil, que tem por finalidade estabelecer bases sólidas para a nacionalização de competências e capacidades científicas, tecnológicas e produtivas, criando um ecossistema de inovação capaz de posicionar o país como uma das nações líderes na área da Saúde de Precisão.

As informações são do Ministério da Saúde.

Crescem casos de internações de crianças associados ao rinovírus

Novo Boletim InfoGripe, referente à Semana Epidemiológica de 6 a 12 de agosto, alerta para o crescimento de novos casos semanais e de internações associados ao rinovírus entre crianças de 2 a 4 anos e de 5 a 14 anos de idade no Espírito Santo, Bahia, Paraná e São Paulo, além da capital do Rio Grande do Norte (Natal). “Não há indícios de que pode ser uma retomada da covid-19 nessas faixas etárias, nem do vírus Influenza, mas o rinovírus está com um ligeiro aumento e a gente tem visto aumento nas internações nessas faixas etárias”, analisou o coordenador do InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Gomes.

De acordo com o boletim, divulgado nesta quinta-feira (17) pela Fiocruz, o aumento de casos de rinovírus foi detectado, apesar de o cenário permanecer estável em relação às Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) de modo geral. A análise se baseia em dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 14 deste mês.

Marcelo Gomes disse que em relação às crianças menores de 2 anos de idade se vê sinal de aumento de casos ligados ao rinovírus em Roraima e nas capitais Boa Vista e Porto Alegre. Destacou a importância de os estados continuarem os fluxos de coleta e envio de amostras para manutenção da capacidade de vigilância genômica do Sars-CoV-2 (covid-19) em todo o país.

O boletim indica manutenção de volume expressivo de novos casos semanais de SRAG no Acre, mas com interrupção no aumento. Já no Rio de Janeiro, o cenário no estado e na capital não sugere aumento, apenas pequenas oscilações. Quatro capitais apresentam alta de casos: Belém (PA), Boa Vista (RR), Natal (RN) e Porto Alegre (RS). Houve também ligeiro crescimento na população maior de 65 anos, na capital gaúcha.

Prevalência

De acordo com o boletim, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios, nas quatro últimas semanas epidemiológicas, foi de vírus sincicial respiratório (25,2%); Sars-CoV-2/Covid-19 (22,3%); influenza A (5%); e influenza B (2,5%). Entre os óbitos registrados a presença desses mesmos vírus entre os resultados positivos foi de Sars-CoV-2/Covid-19 (52,6%); vírus sincicial respiratório (10,5%); influenza A (9,2%); e influenza B (6,6%).

O boletim revela ainda que no ano epidemiológico 2023, já foram notificados 121.214 casos de SRAG, sendo 47.134 (38,9%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 59.248 (48,9%) negativos, e pelo menos 8.168 (6,7%) aguardando resultado laboratorial. Dentre os casos positivos do ano corrente, 9,2% são influenza A; 4,9% são influenza B; 40,7% são vírus sincicial respiratório (VSR); e 30,6% são Sars-CoV-2 (covid-19). Nas 4 últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de 5% influenza A; 2,5% influenza B; 25,2% vírus sincicial respiratório; e 22,3% Sars-CoV-2 (covid-19).

As informações são da Agência Brasil e da Fiocruz

Dirigente do Simepar participou como delegado da Conferência Nacional de Saúde

O Dr. Ademir da Silva Jr., que é dirigente do Simepar, participou como delegado da 17ª Conferência Nacional da Saúde.

Participaram da Conferência 3.526 delegados de toadas as regiões com representante de todos os estados. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo: O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. As ministras Nísia Trindade (Saúde), Marielle Franco (Igualdade Racial), Esther Dueck (Gestão e Inovação) e Daniela Carneiro (Turismo); e os ministros Márcio Macêdo (secretária-geral da Presidência), Luiz Marinho (Trabalho), Wellington Dias (Cidades) e Paulo Pimenta (Comunicação). Também participaram diversos secretários estaduais e municipais de Saúde e outras autoridades.

Segundo o relato do Dr. Ademir, foram discutidas e aprovadas muitas propostas com objetivo de fortalecer o SUS. Muitas das profissões de saúde como fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos se fizeram representar e aprovar suas pautas, infelizmente os médicos tiveram pouca representação perdendo espaço para as outras profissões.

Foram aprovadas várias propostas contra a terceirização do SUS. Os delegados ainda discutiram e aprovaram propostas com temas como a universalização do acesso à saúde, a garantia de direitos dos usuários, a valorização dos profissionais de saúde e a necessidade de investimentos em Saúde Pública.

Por fim, o Dr. Ademir considerou a Conferência como um evento muito importante e que precisa ser melhor aproveitado com uma participação mais efetiva dos médicos e médicas.

Confira a seguir um vídeo sobre a 17ª Conferência Nacional de Saúde

17ª CNS: Democracia, Justiça Social e Reparação Histórica no Brasil

Matéria do Conselho Nacional de Saúde.

Em sua 17ª edição, a Conferência Nacional de Saúde mobilizou 2 milhões de pessoas ao longo de todas as suas etapas. O relevante volume de envolvidos neste processo reitera o atual contexto de reconstrução democrática que o Brasil retoma, dando amplitude à participação social que pode, de forma plural e participativa, dialogar e construir fundamentos para políticas públicas que, de fato, atendam às demandas de Saúde dos mais diversos territórios do país.

A 17ª CNS apontou 245 diretrizes e 1.198 propostas em seu relatório final, deliberadas pelas 3.526 pessoas delegadas eleitas nas etapas anteriores da conferência. Vale destacar que a 17ª CNS contou com 373 pessoas delegadas eleitas nas Conferências Livres Nacionais. Até então, essa modalidade de conferência não delegava e as propostas discutidas eram conduzidas apenas como anexos dos instrumentos de planejamento.

Assim, além de delegados eleitos a partir de conferências regulares, 99 conferências livres foram organizadas de forma independente e autônoma por todo o país pelos mais diversos segmentos da sociedade civil nacional.

No total, 5.816 participantes de todos os 26 estados brasileiros e Distrito Federal ecoaram o tema que norteou todo este processo: “Garantir Direitos, defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã vai ser outro dia!”. Goiás, Paraíba, Piauí e Roraima foram os estados com 100% de presença de delegados, sendo a média de participação de pessoas delegadas entre os estados de 95%.

Raça, gênero e acessibilidade

Qualificar os profissionais de saúde no atendimento inclusivo às pessoas com deficiências, (libras, libras tátil, tadoma, braile e outras formas de linguagem nos serviços de saúde), consolidar e garantir o financiamento à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da mulher (PNAISM) em todos os ciclos de vida e promover e garantir a participação das lideranças das comunidades quilombolas nas instâncias de Controle Social do SUS. Esses breves exemplos de propostas que constam no Relatório Consolidado da 17ª CNS indicam o respeito à diversidade neste importante momento de construção política.

Mulheres somaram 45,5% dos participantes da conferência e 42,05% dos participantes totais declararam-se como pessoas negras, formando a maioria dos presentes. Indígenas somaram 3,92% (228 participantes autodeclarados). “Quando um negro fala, fala por todos e não fala sozinho. Percebemos e queremos registrar o número maciço de mulheres negras pois tornamos essa conferência em um grande quilombo e estamos aqui, aquilombadas, para defender o SUS”, decreta Elza Serra, mulher negra e quilombola que somou forças às demandas de sua comunidade ao participar como delegada na 17ª CNS.

“Não tem como continuar pensando saúde e construindo saúde sem a nossa presença. O que fica nessa 17ª é que, realmente, nada sobre nós, sem nós”, defende Vitória Bernardes, mulher cadeirante que representa o segmento usuários no Conselho Nacional de Saúde.

A história da saúde coletiva no Brasil está atrelada à reivindicações por mudanças na sociedade e nas políticas públicas. A 17ª Conferência Nacional de Saúde resgata e fomenta a importância do SUS para a democracia, assegurando que usuários, trabalhadores e gestores possam, unidos, marchar seguindo os princípios de integralidade, universalidade e equidade.

Acesse o Relatório Consolidado da 17ª Conferência Nacional de Saúde.