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Aplicativo federal permitirá a transformação digital do SUS

Os ministérios da Saúde e da Educação assinaram um acordo de cooperação em prol da transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.

Com a medida, hospitais e postos de saúde estaduais e municipais terão acesso aos dados do Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU), desenvolvido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

De acordo com o presidente da empresa, Arthur Chioro, o aplicativo de gestão hospitalar é utilizado há dez anos por cerca de 50 mil profissionais de saúde.

“É um sistema testado e aprovado. É utilizado nos 41 hospitais universitários da Ebserh, possui cerca de 3 milhões de acesso mensais e uma base de 25 milhões de pacientes em uso no sistema”, disse.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que o uso da tecnologia será útil para diminuir a desigualdade e garantir acesso à informação dos usuários do SUS.

“Essa parceria é de um potencial e de um impacto fantástico, esperado por todos os gestores da saúde. Ela vai beneficiar a toda linha de cuidado do SUS”, avaliou.

O ministro da Educação, Camilo Santana, disse que a medida vai permitir a integração do sistema de saúde e dar eficiência ao atendimento dos pacientes.

“O cidadão vai ao posto de saúde e tem lá os dados dele, vai a uma UPA, lá está o histórico desse cidadão. Esse é o grande desafio desse sistema, que é o mais moderno dos sistemas hospitalares do Brasil”, afirmou.

O aplicativo AGHU é um sistema padrão utilizado por todos os hospitais federais geridos pela Ebserh. Com a tecnologia, os profissionais de saúde podem gerir internações, distribuição de medicamentos, cirurgias e exames de laboratoriais.

As informações são da Agência Brasil

Acordo firmado em ação do Simepar reverte em benefícios a mais de mil Médicos/as da FEAS Curitiba

Foi finalizado nesta segunda-feira (17), em audiência junto à Justiça do Trabalho, um acordo entre o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e a Fundação Estatal de Atenção em Saúde (FEAS) de Curitiba.

O acordo se refere a quatro ações distintas que o Simepar, na defesa dos direitos dos médicos vinculados a FEAS, moveu de forma coletiva, e encerra todas elas. Em todas as ações havia sido proferida sentença de procedência reconhecendo o direito dos/as médicos/as empregados da FEAS ao recebimento de diferenças salariais.

Com o acordo firmado judicialmente nesta segunda, os médicos e médicas receberão as diferenças em duas parcelas: a primeira será paga até quarta-feira (19) e a segunda até o dia 04 de agosto de 2023, em folha suplementar.

A Fundação está destinando mais de R$ 16 milhões para o pagamento das ações, beneficiando mais de mil e cem médicos, inclusive aqueles que se desligaram da FEAS. O acordo decorre de mais de um ano de negociações, assembleias, reuniões e mediações que incluíram, neste período, outros benefícios aos médicos empregados concursados.

Há por parte da Fundação, ainda, o compromisso de concluir as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho de 2023/2024. Também será retomado o calendário mensal de rodadas de negociação permanente para melhoria das condições de trabalho. Ainda há muitas questões a serem discutidas com a FEAS no que se refere a melhoria dos processos para que o atendimento à população seja sempre feito com a melhor qualidade possível.

O Dr. Marlus Volney de Morais, Presidente do Simepar, ressalta que o acordo judicial resulta de diversas reuniões presenciais e remotas para que se chegasse a um termo que interessasse aos/às médicos/as e a Fundação. Ele também ressaltou a importância das assessorias jurídicas do Simepar e da Fundação para que o melhor resultado possível fosse alcançado.

“O Simepar esteve vigilante e combativo durante todo o período de negociação para reclamar e garantir o reconhecimento ora obtido, sem que houvesse necessidade de greves e paralisações que gerariam danos à população. Importante dizer que esta foi a tônica da discussão que contou também com o entendimento dos gestores da FEAS. Esperamos que os médicos e médicas reconheçam a importância da representação pela qual o Simepar luta há mais de 90 anos.” Acrescentou o Dr. Marlus.

Observação: Os médicos que se desligaram da FEAS no último ano, tendo trabalhado após o mês de maio de 2022, devem entrar em contato com o Simepar por e-mail (simepar@simepar.com.br) para atualizarem de seus dados bancários, viabilizando o recebimento dos valores a que têm direito.

Brasil deve ter 17 mil novos casos de câncer no colo do útero até 2025

O câncer no colo do útero foi responsável por 6.627 mortes no Brasil, em 2020. A estimativa do Ministério da Saúde é que, de 2023 a 2025, cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com o tumor, causado pelo papilomavírus humano (HPV). Esse vírus é facilmente transmitido na relação sexual; isso porque apenas o contato com a pele infectada já é o suficiente para a contaminação.

“Estima-se que em torno de 70% a 80% da população, em geral, já teve algum contato com o vírus. Existem inúmeros tipos de vírus, mais de 50 tipos de cepas diferentes do vírus e não são todos eles que vão causar o câncer. Tem alguns que causam só verruga e outros que nem vão se manifestar”, explica a ginecologista Charbele Diniz.

A Campanha Julho Verde-Escuro chama a atenção para a importância de exames preventivos e do diagnóstico precoce dos chamados cânceres ginecológicos – aqueles que afetam um ou mais órgãos do aparelho reprodutor feminino. As ocorrências mais frequentes desse tipo de câncer no Brasil são de tumores no colo do útero, no corpo do útero e no ovário.

Diretrizes da OMS

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é possível, no futuro, erradicar tumores malignos no colo do útero no Brasil. Para isso, é necessário que a população siga as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

As mulheres entre 25 e 35 anos devem fazer os exames preventivos e as pacientes que forem diagnosticadas com alterações devem receber o tratamento correto. As meninas e meninos entre 9 e 14 anos de idade devem se vacinar contra o HPV. Para aumentar a imunização, o ideal é que a vacina seja tomada antes da primeira relação sexual.

Desde 2014, o governo disponibiliza a vacina quadrivalente contra o HPV. Hoje, meninas e meninos entre 9 e 14 anos podem receber o imunizante no Sistema Único de Saúde. Além dos adolescentes, pessoas imunossuprimidas com até 45 anos também podem se vacinar na rede pública.

Apesar de a vacina estar disponível gratuitamente, muitos pais não levam seus filhos adolescentes para se vacinarem por uma falsa crença de que vão estimular uma iniciação sexual precoce.

“A gente tem a vacina disponível, é uma vacina cara, é uma vacina que está aí, mas que não está sendo utilizada. São vários tabus, de o povo brasileiro achar que você está expondo a questão sexual para a filha adolescente. Mas é mais uma vacina comum como outra qualquer”, explica o chefe do Departamento de Ginecologia Oncológica do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Gustavo Guitmann.

A psicóloga Andreia Medeiros trabalha com adolescentes e tem uma filha de 15 anos, a estudante Sofia van Chaijk, que tomou a vacina contra o HPV, orientada pela mãe.

“É um mito [a ideia] que vai estimular [a iniciação sexual precoce]. Não falar sobre o assunto vai prevenir? É o contrário”, diz a psicóloga. “Ter consciência dos benefícios, dessa prevenção e do contrário também, do risco que eles correm, é uma forma de cuidado”, acrescenta.

“Eu agradeço minha mãe também por ter me vacinado contra HPV porque a gente conhece uma pessoa que infelizmente faleceu de câncer no útero por conta de HPV. Então ela nem precisou me convencer muito também. Ela já sabia das consequências”, completa Sofia.

Assista ao vídeo da TV Brasil sobre a campanha:

As informações são da Agência Brasil.

Ministério da Saúde reajusta em 10,3% os valores de hemodiálise e fortalece assistência no SUS

Para aprimorar e ampliar a assistência às pessoas em tratamento da doença renal crônica, o Ministério da Saúde reajustou em 10,3% o valor da hemodiálise convencional na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

O investimento total será de R$600 milhões. A iniciativa faz parte da estratégia de fortalecimento da Atenção Especializa e redução do tempo de espera de pacientes por exames, procedimentos e cirurgias, pauta prioritária do Governo Federal. O valor representa aumento de 15% em relação ao que foi repassado para esses serviços em 2022.

Do investimento total, R$400 milhões são destinados para o reajuste desses serviços na tabela SUS e R$200 milhões como incentivo adicional para manutenção de equipamentos dos serviços que tenham até 29 máquinas. O reajuste será aplicado em duas etapas: 5% no mês de julho e mais 5,3% em setembro. O novo valor da tabela também vale para hemodiálise pediátrica e para pacientes soropositivos em Hepatite B, Hepatite C e HIV. Neste último caso, o reajuste chegou a 23%.

O aumento foi possível com a aprovação pelo Congresso Nacional da Proposta de Emenda Constitucional 32/2022, a chamada PEC da Transição, que permitiu ao Ministério da Saúde recompor programas e manter o funcionamento do SUS.

Incentivo adicional

Para recompor o custeio desses serviços, o Ministério da Saúde implantou incentivo adicional de R$ 200 milhões para manutenção de equipamentos para serviços que tenham até 29 máquinas de hemodiálise.

O valor do incentivo anual por equipamento será de R$ 53.198,56, para os serviços que tenham de uma a 19 máquinas. Para os que disponibilizam de 20 a 29 equipamentos, o incentivo será de R$ 9.048,45, por equipamento.

O valor será calculado com base anual e transferido mensalmente (correspondendo a 1/12), por meio do Componente do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), devendo ser repassado aos estabelecimentos contemplados.

Programa Nacional de Redução de Filas

O Ministério da Saúde liberou recursos complementares para apoiar estados e municípios na redução de filas de espera por procedimentos no SUS. A previsão é que cinco estados reduzam em até cem por cento a fila de cirurgias: Tocantins, Sergipe, Piauí, Paraíba e Mato Grosso do Sul. Em 2023, o programa vai somar R$600 milhões em investimento. Desse total, R$ 200 milhões já foram destinados para apoiar todos os estados em ações para redução das filas.

A fila de cirurgias eletivas do sistema público de saúde chega a um milhão de procedimentos, segundo dados dos planos aprovados e enviados ao Ministério da Saúde. Com os recursos liberados, as secretarias de saúde estaduais e municipais poderão realizar mais de 487 mil cirurgias, o que representa 45% de redução da fila.

As informações são do Ministério da Saúde

Chuvas intensas acendem alerta para cuidados com a leptospirose

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta a população para a leptospirose, doença infecciosa e grave que pode levar à morte – desde o início de 2022, o Paraná registrou 309 casos e 47 óbitos.

De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), durante esta semana chove em muitas cidades do Paraná, em diversas regiões, o que requer redobrar os cuidados.

O contágio resulta da exposição direta ou indireta com a urina de animais, principalmente ratos, infectados pela bactéria Leptospira. A urina dos roedores pode estar presente em esgotos e bueiros, e qualquer pessoa com algum ferimento ou arranhão que tiver contato com a água contaminada pode se infectar, algo mais provável em casos de alagamentos e enchentes.

Para prevenir a contaminação, a coordenadora da Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte, explica que o ideal é evitar contato com água ou lama de esgoto, lagoas ou rios e terrenos baldios com a presença de ratos no entorno. “Os sintomas iniciais da doença começam de forma repentina, parecendo até com a gripe, mas quando evoluem eles são bem característicos. A leptospirose pode matar e, por isso, todo o cuidado é recomendável”, explica.

Ela alerta que é necessário procurar atendimento médico em caso de sintomas como febre, dor de cabeça, dor muscular, em especial nas panturrilhas, falta de apetite e náuseas.

Nas formas mais graves da doença geralmente há icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), com a necessidade de cuidados especiais em caráter de internação hospitalar. O doente pode apresentar também hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória, que podem levar ao óbito.

Como não existe uma vacina contra a leptospirose no Brasil, os cuidados e a prevenção são os maiores aliados. Lavar bem os alimentos, ter cuidado com a água ingerida e evitar acúmulo de entulhos em quintais e terrenos baldios são algumas medidas que auxiliam a conter a doença.

TRATAMENTO – Para os casos leves o atendimento é ambulatorial, mas nos graves a hospitalização deve ser imediata visando evitar complicações e diminuir a letalidade. O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte, orientado sempre por um médico, de acordo com os sintomas apresentados. A automedicação não é indicada, pois pode agravar a doença.

Confira mais informações e medidas preventivas AQUI.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Internações por infarto aumentam mais de 150% no Brasil em 14 anos

Um levantamento do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) mostra que, entre 2008 e 2022, o número de internações por infarto aumentou no Brasil. Entre os homens, a média mensal passou de 5.282 para 13.645, alta de 158%. Entre as mulheres, a média foi de 1.930 para 4.973, aumento de 157%.

O estudo leva em consideração dados do Sistema de Internação Hospitalar do Datasus, do Ministério da Saúde. Por isso, cobre todos os pacientes brasileiros que usam os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), seja nos hospitais públicos ou nos privados que têm convênios. Isso representa de 70% a 75% de todos os pacientes do país.

Alguns fatores aumentam os riscos de infarto, informa o Instituto Nacional de Cardiologia. “O infarto do miocárdio acontece em populações mais idosas. E sabemos também do aumento da prevalência da obesidade na população brasileira”, explica a diretora-geral do INC, Aurora Issa.

Segundo Aurora, o frio também aumenta as chances de infarto. Dados do INC indicam que os casos são mais frequentes durante o inverno. No ano passado, o número de infartos nessa estação foi 27,8% maior em mulheres e 27,4% maior em homens na comparação com o verão.

“O frio leva à contração dos vasos [sanguíneos]”, diz a especialista. “A pessoa que tem um infarto, na maioria das vezes, já tem a placa de gordura nas artérias. O que leva ao infarto é uma inflamação na placa e a formação de um trombo em cima dessa placa. As infecções, muitas vezes, são um gatilho para a inflamação.”

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre homens e mulheres no Brasil. Entre 2017 a 2021, 7.368.654 pessoas morreram por esse motivo no país. De acordo com o INC, as principais formas de prevenção são a prática de exercícios físicos e a alimentação balanceada.

As informações são da Agência Brasil.

Três novos medicamentos para tratamento de pessoas com HIV serão incorporados aos SUS

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) três medicamentos para tratar pessoas que vivem com HIV. Os retrovirais que passam a fazer parte da lista do SUS são o Darunavir 800 mg , o Dolutengravir 5 mg e o Raltengravir 100 mg (granulado). A inclusão dos medicamentos ocorreu por meio da publicação de três portarias da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde no Diário Oficial da União.

“A incorporação dos novos medicamentos no SUS tem como objetivo ampliar o elenco de antirretrovirais disponíveis, ofertando para as pessoas vivendo com HIV/aids, medicamentos com formulação mais adequada às crianças, com maior comodidade posológica, maior potência e com menor toxicidade.

A disponibilização dos medicamentos vai proporcionar maior adesão ao tratamento e melhoria na qualidade de vida dos pacientes”, explicou Beatriz Kamiensky, especialista do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde.

O tratamento com a medicação recomendada ajuda a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Por isso, o uso regular dos antirretrovirais é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas.

O Darunavir 800 mg é destinado a pacientes vivendo com HIV, em falha virológica ao esquema de primeira linha (primeiros medicamentos usados) e sem mutações que indiquem resistência ao fármaco.

O Dolutegravir 5 mg é indicado como tratamento complementar ou substituto em crianças de dois meses a seis anos de idade. O medicamento se apresenta em forma de comprimidos dispersíveis.

Já o Raltengravir 100mg, granulado, está indicado para profilaxia da transmissão vertical em crianças com alto risco de exposição ao HIV. Considera-se de alto risco todas as crianças nascidas de mães que vivem com HIV e devem receber antirretroviral (ARV) como medida profilática para transmissão vertical. A criança é classificada em alto ou baixo risco de exposição, de acordo com critérios já estabelecidos em protocolos e diretrizes terapêuticas.

O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de HIV/aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, permanentemente busca aprimorar e qualificar as ações da resposta nacional ao HIV/aids, incluindo a oferta de novas tecnologias em saúde seguras e eficazes que impactem na qualidade de vida dessa população. De acordo com as portarias publicadas, a pasta tem o prazo de até 180 dias para efetivar a oferta dos medicamentos no SUS.

As informações são do Ministério da Saúde.

Ministra da Saúde garante piso de enfermagem no SUS retroativo a maio

O Governo Federal reforçou o compromisso que tem com as categorias da enfermagem durante o encerramento da 17ª Conferência Nacional de Saúde, realizado na manhã desta quarta-feira (5), em Brasília. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, garantiram que a implementação do piso da enfermagem será feita em nove parcelas, de forma retroativa a maio de 2023. “Quero dizer a vocês que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, mas também em uma ação conjunta, trabalha para a implementação do piso da enfermagem. Nós vamos implementá-lo no setor público, tal como a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo as nove parcelas previstas para 2023”, reforçou a ministra.

O presidente Lula fez questão de ressaltar a importância dos trabalhadores da Saúde para o SUS. “Tem gente que acha que o salário de uma enfermeira de quatro mil e pouco é caro, mas as pessoas se esquecem que, quando a gente vai no hospital, o médico faz a consulta, o médico dá o remédio, o médico faz a cirurgia, mas quem cuida da gente o resto do dia é exatamente o pessoal da enfermagem. E esse trabalho não pode ser considerado menor. É preciso que a gente avalie efetivamente o valor do trabalho por aquilo que ele representa nossa vida”, destacou.

O presidente fez questão de reforçar o compromisso do Governo Federal com o pagamento do piso. “Por isso a companheira Nísia tomou a decisão, ela vai pagar o piso e vai pagar o atrasado desde maio, além do 13º. Nesse governo, vocês podem reclamar, vocês podem reivindicar porque nós temos dois ouvidos para ouvir as reclamações do povo”, lembrou.

As nove parcelas dizem respeito ao pagamento dos meses de maio a dezembro de 2023, além do 13°. A ministra lembrou a decisão do STF sobre o tema e enfatizou que o tribunal instituiu “o piso nacional da enfermagem, não é piso regional”. Trindade também aproveitou o momento para parabenizar a categoria pela luta por direitos e pelo respeito à visão democrática. “Quero aqui fazer um registro especial em relação ao Fórum Brasileiro da Enfermagem, a categoria da enfermagem demonstrou maturidade, persistência na sua luta, visão democrática”, agradeceu.

Atualização do banco de dados

As nove parcelas são referentes ao repasse a estados e municípios dos valores aprovados em lei, que garantiu crédito especial de R$ 7,3 bilhões. Essas parcelas correspondem aos meses de maio a dezembro de 2023 mais o 13º salário dos profissionais da categoria.

Após sanção, pelo presidente Lula, da Lei 14.581, de 11 de maio de 2023, para auxiliar no pagamento do piso, o Ministério da Saúde abriu prazo para que gestores – estaduais, municipais e distrital – atualizassem o banco de dados com informações dos profissionais da enfermagem. A ferramenta foi desenvolvida pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), integrada ao sistema InvestSUS Gestão. O próximo passo é o recálculo do rateio a estados e municípios para que o FNS possa iniciar o repasse.

Essa solução foi desenvolvida pelo FNS a partir do diálogo do Ministério da Saúde com os representantes de estados e municípios, por meio da articulação com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

Esfera federal

O pagamento aos enfermeiros da esfera federal será feito, também em nove parcelas, com recursos já previstos no orçamento da União em 2023. O Ministério da Saúde trabalha junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e à Casa Civil para que os profissionais da esfera federal sejam pagos da forma mais rápida possível.

As informações são do Ministério da Saúde.

Mais de 13 bilhões de doses da vacina contra a covid-19 foram aplicadas no mundo

Dados da Coalizão Internacional de Autoridades Reguladoras de Medicamentos (Icmra), na sigla em inglês) indicam que – até março de 2023 – mais de 13 bilhões de doses contra a covid-19 foram aplicadas em todo o mundo.

Segundo a entidade, as evidências indicam que as vacinas aprovadas têm um perfil de segurança muito bom em todos os grupos etários e que os benefícios compensam consideravelmente os possíveis riscos.

“As vacinas são tão seguras nas populações especiais, como em pessoas com problemas médicos subjacentes, pacientes imunocomprometidos e gestantes, quanto na população em geral. A vacinação desses grupos é fortemente recomendada, porque [eles] possuem maior risco de complicações com a covid-19. A vacinação durante a gravidez protege tanto a mãe quanto o bebê. As vacinas contra a covid-19 são tão seguras para as crianças quanto para os adultos”, assegura a Icmra.

Efeitos colaterais

Em declaração divulgada nesta quarta-feira (5) e que contou com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Icmra destacou que a maioria dos efeitos colaterais provocados pelas doses é de natureza leve e temporária. “No entanto, os sistemas de monitoramento de segurança (farmacovigilância) identificaram alguns efeitos colaterais muito raros (ocorrendo em menos de um em 10 mil pessoas), mas graves”, assinala.

“Assim como ocorre com todos os medicamentos, relatórios de eventos médicos após a vacinação contra a covid-19 (efeitos colaterais suspeitos) são coletados e avaliados continuamente pelas autoridades. Essas avaliações demonstram que, na maioria dos casos, os eventos médicos não foram causados pela vacina”, explica a nota.

Covid longa e fake news

O documento assinala que as vacinas reduzem o impacto da chamada covid longa e alerta para os perigos das fake News (notícias falsas). “A covid longa não é um possível efeito colateral da vacinação. Informações falsas podem resultar em mortes ou doenças graves se as pessoas evitarem a vacinação.”

“A Icmra apoia fortemente a segurança das vacinas contra a covid-19 e seus benefícios na proteção de pessoas de todas as idades contra as graves consequências da covid-19”, explica a entidade.

O que é o Icmra

A Coalizão Internacional de Autoridades Reguladoras de Medicamentos é um fórum internacional de nível executivo, integrado por 38 autoridades reguladoras de todo o mundo, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que atua como observadora. A proposta é estabelecer orientação estratégica comum para os reguladores de medicamentos sobre questões regulatórias compartilhadas.

Além da Anvisa, integram a Icmra autoridades reguladoras da Austrália, Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Japão, Reino Unido e União Europeia.

As informações são da Agência Brasil

Fiocruz obtém na Anvisa o registro de kit para diagnóstico molecular da febre maculosa

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) obteve na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o registro do primeiro kit de biologia molecular do país para detecção do material genético de bactérias causadoras de rickettsioses, em especial, a febre maculosa e o tifo.

Idealizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e produzido no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), o Kit IBMP Biomol Rickettsiose utiliza a técnica de PCR em tempo real, capaz de identificar — com altos níveis de especificidade (94%) e de sensibilidade (100%) — a presença ou a ausência de bactérias do gênero Rickettsianas amostras coletadas.

A partir de um diagnóstico laboratorial mais rápido e específico, doenças causadas por esses agentes infecciosos podem ser identificadas na fase inicial, quando ainda não há anticorpos detectáveis que permitam a confirmação por meio de testes sorológicos.

“A Fiocruz tem um papel social histórico e mais uma vez está na vanguarda, desenvolvendo produtos diagnósticos necessários para a vigilância epidemiológica das doenças negligenciadas de importância para a Saúde Pública. É com orgulho e sensação de dever cumprido que entregamos mais este produto”, destaca o presidente da Fundação, Mario Moreira.

Recentemente, casos de febre maculosa em São Paulo acenderam o alerta das autoridades médicas e de saúde, e chamaram a atenção da população para o agravo, considerado pouco difundido.

“Os elevados níveis do teste vão ao encontro da atual necessidade de uma vigilância mais robusta da febre maculosa e outras rickettsioses, possibilitando ações mais efetivas e oportunas”, destaca Elba Lemos, pesquisadora do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC, onde o kit foi começou a ser construído.

“É importante a união de diferentes grupos e instituições para o desenvolvimento de novas tecnologias que possibilitem que o Brasil tenha uma maior autossuficiência nos seus testes diagnósticos e tratamentos”, reforça a pesquisadora.

A necessidade de criação de tecnologias que identifiquem causas de doenças de maneira mais precisa e em um tempo mais curto também foi enfatizado pelo diretor-presidente do IBMP, Pedro Barbosa.

“O Kit IBMP Biomol Rickettsiose se junta aos produtos do portfólio direcionado às doenças tropicais negligenciadas, juntamente com os kits para Tracoma, Hanseníase, Doença de Chagas, entre outros, e reforça a missão do IBMP em contribuir para o acesso e a democratização do diagnóstico mais preciso e eficaz e consequentemente a adoção do tratamento mais adequado ao cidadão brasileiro”, pontua.

Com o avanço no diagnóstico de febre maculosa e outras rickettsioses, Elba lembra que a febre maculosa brasileira precisa ser tratada de forma ágil devido à gravidade da evolução da doença decorrente dos danos causados pela bactéria ao organismo humano.

“Quando o paciente chega na unidade de saúde com suspeita de febre maculosa, deve-se coletar as amostras para análise e iniciar o tratamento imediatamente, mesmo sem confirmação laboratorial”, acrescenta.

Mais de uma década de desenvolvimento

A proposta de criação de um kit de biologia molecular para detectar rickettsioses começou a ser desenhada em 2009, a partir de projetos de pós-doutorados no Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do IOC, em colaboração com o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Sob a supervisão de Elba, as pós-doutorandas, na época, Maria Inês Doria Rossi e Daniela Tupy de Godoy, além da pesquisadora Tatiana Rozental Burdman, estudaram a viabilidade de tecnologias que identificassem bactérias Rickettsia e de outros gêneros.

Na sequência, a colaboração foi transferida para o IBMP e a pesquisa prosseguiu com Liana Lumi Ogino, Matheus Ribeiro da Silva Assis e Thayssa Alves Coelho da Silva, além de Jorlan Fernandes de Jesus que assumiu a supervisão do projeto ao lado de Elba.

Na finalização do Kit, o IOC seguiu como consultor na produção e na validação do desempenho da tecnologia.

A febre maculosa é uma doença infecciosa febril aguda não contagiosa de distribuição mundial que pode causar, na dependência da espécie bacteriana, desde formas assintomáticas até casos mais graves, com alta possibilidade de óbito.

No Brasil, uma das doenças que geram casos graves de elevada letalidade está associada à infecção pela bactéria Rickettsia rickettsii (febre maculosa brasileira), transmitida principalmente pelos carrapatos das espécies Amblyomma sculptum e Amblyomma cajennense, popularmente conhecidos como carrapato-estrela.

Casos mais brandos de febre maculosa associados à espécie Rickettsia parkeri, transmitida pelo carrapato Amblyomma ovale, também têm sido descritos principalmente no estado de Santa Catarina. No mundo, existem mais de 20 espécies do gênero Rickettsiaque podem causar febre maculosa.

De acordo com dados do Ministério da Saúde e de Secretarias Estaduais de Saúde, entre 2000 e 2022, a doença, provocou 2.636 infecções, com 920 óbitos. Em 2023, o país registrou até junho, 49 casos e 6 mortes.

O Boletim Especial – Doenças Tropicais Negligenciadas, publicado pelo Ministério da Saúde em março de 2021, aponta que, no período de 2010 a 2020, a febre maculosa foi mais frequente em homens (71%), na faixa etária economicamente ativa de 20 a 39 anos. Dos casos confirmados, 63% foram hospitalizados. O local provável da infecção mais relatado pelos casos confirmados foi a zona rural, com 45%.

A maioria dos casos relata contato com carrapatos e terem frequentado ambientes de mata, rios e cachoeiras. A maior concentração de casos é verificada nas regiões Sudeste e Sul, onde de maneira geral ocorre de forma esporádica como casos isolados ou pequenos surtos.

No Brasil, a doença possui caráter de notificação compulsória ao Ministério da Saúde.

As informações são do Instituto Oswaldo Cruz.