Filiado à

Notícias

Boletim estadual aponta mais 2,3 mil casos e três óbitos por dengue, além do avanço da chikungunya

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou nesta terça-feira (28) mais 2.379 casos e três óbitos por dengue no Paraná. Somente esta semana foram registradas mais de 12 mil notificações de novos casos suspeitos pela doença. Ao todo, desde o início deste período epidemiológico, foram computadas 85.204 notificações, 44.212 casos descartados, 11.102 casos confirmados e 11 mortes.

Os novos óbitos são de dois homens (70 e 93 anos) e uma mulher (82 anos) que residiam em Lupionópolis, Londrina e Foz do Iguaçu, respectivamente. Destes, apenas a paciente do sexo feminino possuía comorbidades. As mortes ocorreram entre 26 de fevereiro e 6 de março deste ano.

As regionais com mais casos são Londrina (2.881), Maringá (1.934), Foz do Iguaçu (1.725) e Paranavaí (1.135). A regional com mais óbitos é Londrina: 4.

“O Estado tem realizado diversas ações para ampliar o combate ao mosquito Aedes Aegypti nos municípios, que vão desde o envio de medicamentos, abertura de leitos, até a capacitação continuada nos municípios pela equipe técnica”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Segundo ele, a principal estratégia para combater a doença é a conscientização da população. “Precisamos da ajuda dos paranaenses em não deixar água parada para impedir a proliferação dos focos do mosquito. Essas ações precisam ser replicadas para que haja uma conscientização coletiva de que os maiores focos da doença estão dentro da casa das pessoas”, afirmou.

CHIKUNGUNYA – O novo boletim também confirmou mais 34 casos de chikungunya, somando 77 confirmações da doença no Estado – um aumento de quase 80% comparado à última semana. Do total de casos, 43 são autóctones (quando a doença é contraída no município de residência) e 30 são considerados importados, além de 4 em Local Provável de Infecção (LPI) no Paraguai. Ao todo a doença já atingiu 23 municípios paranaenses. Há 438 casos em investigação.

A Sesa confirmou uma morte por chikungunya em uma paciente de 72 anos que residia em Itaipulândia, com LPI no Paraguai. Nestes casos, a notificação é considerada como um caso importado.

Confira o boletim da dengue AQUI.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Brasil chega à marca de 700 mil mortos pela covid-19

O Brasil alcançou nesta terça-feira (28) a marca de 700 mil mortes causadas pela covid-19, informou o Ministério da Saúde. No último dia 11 de março, a pandemia completou três anos e deixou muitos impactos na vida dos sobreviventes e daqueles que perderam alguém para a doença.

Em comunicado, o Ministério da Saúde destacou que a vacinação é a principal forma de combater a crise sanitária e proteger contra casos graves e óbitos causados pela doença.

“Aumentar as coberturas vacinais contra a Covid-19 é prioridade do Ministério da Saúde, que lançou o Movimento Nacional pela Vacinação no fim de fevereiro. Até agora, mais de 6 milhões de doses de reforço bivalentes já foram aplicadas. No entanto, é importante ressaltar que os grupos prioritários devem procurar uma unidade de saúde”, destacou a pasta.

Todas os integrantes dos grupos prioritários podem receber o reforço com a vacina bivalente contra a covid-19. A dose oferece proteção contra a variante original do vírus causador da covid-19 e contra as cepas que surgiram posteriormente, incluindo a Ômicron, variante de preocupação no momento.

Podem se vacinar contra a covid-19 com a dose bivalente os idosos de 60 anos ou mais de idade, população privada de liberdade, adolescentes cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema de privação de liberdade, gestantes e puérperas e trabalhadores da saúde.

A vacina também está disponível para adolescentes e adultos a partir dos 12 anos dentro dos grupos prioritários: pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores; imunocomprometidos; indígenas, ribeirinhos e quilombolas; e pessoas com deficiência permanente.

Para receber o imunizante, é preciso ter completado o esquema primário com as vacinas monovalentes e respeitar um prazo mínimo de quatro meses desde a última dose recebida. O Ministério da Saúde reforça que tanto as vacinas monovalentes quanto as bivalentes têm segurança comprovada e são igualmente eficazes na proteção contra o coronavírus.

“Quem ainda não completou o ciclo vacinal ou está com alguma dose em atraso pode procurar uma unidade de saúde para se vacinar, mesmo que não esteja no grupo prioritário. Para todas as estratégias de vacinação propostas, o comprometimento e união da sociedade serão essenciais para que as campanhas tenham efeito”, destacou o ministério.

As informações são da Agência Brasil

MP abre inquérito para investigar contrato de R$ 10 milhões sem licitação em Araucária

O Sindicato dos Servidores de Araucária (SIFAR) encaminhou, na última semana, ofícios para o Ministério Público (PR) e para a Câmara dos Vereadores de Araucária, informando as discrepâncias e suspeitas no processo de contratação da Fundação Instituto de Administração (FIA) que, para “modernizar” a folha de pagamentos dos servidores públicos e o funcionamento previdenciário do município, vendeu um serviço de quase 10 milhões de reais, sem passar pelo processo de licitação.

Tudo isso para aprovar um novo projeto de lei que altera as diretrizes de pagamento dos servidores públicos e dos aposentados, prejudicando a progressão de carreira e diminuindo o teto de aposentadoria na qual incide o imposto. É preciso lembrar que o município de Araucária é saudável financeiramente, com Receita Corrente Líquida de 2022 de R$ 1,2 bilhões, sendo que a despesa com pessoal está muito abaixo (45,85%) do limite prudencial de 51,30% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na prática, isso significa que os servidores públicos da saúde, educação, segurança e administração do município perdem vários direitos ao longo dos anos, como quinquênio, triênio, bonificações especiais, e se aposentam no mínimo cinco anos mais tarde. Já os aposentados que contribuem apenas se passarem do teto atual de aposentadoria de R$ 7.507,49, serão taxados a partir de dois salários mínimos, menos da metade do teto atual.

LEIA TAMBÉM: Prefeitura de Araucária prepara desmonte das carreiras de Médicos/as e demais categorias de servidores

MP abre inquérito civil contra a dispensa de licitação da FIA

O SIFAR obteve acesso às informações do parecer técnico do MP da consulta realizada pelo órgão. Segundo o documento, existem alguns problemas com a contratação e o uso do dispositivo de dispensa de licitação para esse caso.

A conclusão do parecerista aponta para 4 problemas principais no uso da dispensa. O primeiro deles é a falta de justificativa para a contratação de uma empresa que seria responsável por incumbências dos próprios servidores públicos da administração do município. Também existe um artigo, como apontado pelo documento, da Constituição do Estado do Paraná que limita a atuação de empresas em questões de análise, avaliação e gestão do quadro de trabalhadores do município.

A justificativa da dispensa de licitação também exige o caráter de pesquisa, ensino ou desenvolvimento institucional no objeto social da FIA, no que consta “realização de estudos, pesquisa, e prestação de serviços técnicos aos setores público e privado”, não podendo enquadrar na dispensa. Segundo o próprio TCU, o dispositivo de dispensa de licitação trata de pesquisa exploratória, formada em tese, que busca o novo, sendo bastante diferente do serviço de consultoria organizacional ofertado pela FIA.

Além dos anteriores, há ainda a falta de justificativa para um valor de contrato tão elevado sendo que a mesma empresa, e empresas do mesmo ramo, já executaram serviços de mesma ou mais elevada proporção, para municípios e órgãos, com valores discrepantes dos praticados na relação com o Município de Araucária.

E por último, a conclusão explicita a falta evidente de pesquisas prévias de mercado e comprobatórias, que estabelecessem métricas para a cobrança do serviço como quantidade de horas necessárias, quadro de profissionais e especializações e comparações de preço com outras empresas. Essas exigências do processo de dispensa licitatória, foram, segundo parecer, negligenciadas pela administração do município que aprovou o orçamento da FIA de maneira acrítica.

Justificativas exigidas pelo inquérito

Para investigar se a dispensa de licitação causou lesão ao erário, o promotor do inquérito civil aberto pelo MP requisita o seguinte por parte da Secretaria de Finanças do Município de Araucária:

  1. Que se justifique a razão pela qual o serviço contratado da FIA não pôde ser realizado pelos próprios servidores municipais da administração;
  2. Saber como e quando ocorreu o contato entre a gestão e a FIA e quais os documentos apresentados nesse momento sobre a elaboração do projeto;
  3. Informar se houve alguma diligência prévia ao estabelecimento do contrato de prestação de serviço para apurar as necessidades do contrato como quantidade de horas necessárias, profissionais envolvidos e comparativos de preço e de mercado com outras empresas e instituições.

A Prefeitura, sob a gestão Hissam, agora tem 15 dias para entrar com as informações solicitadas, esclarecendo como se deu a contratação da FIA e porque foi utilizada a dispensa de licitação, sob suspeita principalmente por se tratar de um processo de desmonte sem justificativa orçamentária ou administrativa, já que a “modernização” não passa de um ataque à carreira dos servidores e sua aposentadoria.

O SIFAR, SIMEPAR (Sindicato dos Médicos do Estado do Paraná) e SISMMAR (Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária) seguem mobilizados e unidos para barrar quaisquer retrocessos aos trabalhadores de sua base, principalmente quando se trata da contratação, com valores exorbitantes, sem processo de licitação e com proposta de corte de direitos, de uma empresa que já tem histórico de atuação prejudicial no âmbito do funcionarismo público.

As informações são do SIFAR

Paraná inicia vacinação contra a gripe; objetivo é imunizar 4,6 milhões de pessoas

Adriano Baggio, de 52 anos, recebeu na manhã desta terça-feira (28), em Curitiba, a vacina contra a Influenza. A aplicação da dose marcou o início da 25ª Campanha de Vacinação 2023 no Estado. Com o objetivo de vacinar 4,6 milhões de paranaenses, a campanha pretende atingir os 399 municípios. O propósito é prevenir o surgimento de complicações decorrentes das doenças respiratórias, evitando novos óbitos e sobrecarga do sistema de saúde. A campanha nacional começa em 10 de abril.

Adriano faz parte do grupo de pessoas com comorbidades. A proteção com a dose já garantiu vários anos sem gripes ou resfriados. “Sempre tomei a vacina e não me lembro, desde então, de pegar uma gripe forte. É importante, muito importante não deixar de tomar a vacina”, enfatizou.

Durante a cerimônia, no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), o secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou a efetividade da vacina. “A campanha é nacional e está prevista para começar em 10 de abril, mas antecipamos o início no Paraná. Já estamos vacinando alguns grupos com a dose bivalente contra a Covid-19 e assim aproveitaremos a ocasião para dobrar a proteção. Além disso, o clima começa a mudar no outono e não queremos que as doenças respiratórias se desenvolvam para formas graves”, disse.

Diferente dos anos anteriores, a campanha será em uma só etapa, com todos os 18 diferentes grupos elencados, simultaneamente, pelo critério do Programa Nacional de Imunizações.

Jonas Eduardo Novaes é enfermeiro e recebeu a dose contra a Influenza e também o reforço contra a Covid-19. Em um dos braços, no esquerdo, a vacina da gripe, no outro, a bivalente da Pfizer. Como é profissional de saúde, faz parte dos dois grupos prioritários. “Recomendo as duas doses, assim estaremos mais protegidos. Quem está nesses grupos deve tomar o imunizante . A proteção é fundamental e evita que as doenças se desenvolvam para formas mais graves”, recomendou o profissional de saúde.

GRUPOS – Crianças, adolescentes, adultos e idosos já podem procurar as salas de vacinação para a aplicação da dose. Para este começo da campanha, o Ministério da Saúde enviou 388 mil doses, já distribuídas aos municípios, e sinalizou o envio de novas doses, nos próximos dias, ainda sem confirmação do quantitativo.

“Todas as pessoas elencadas nesses grupos podem procurar a vacina. Receberemos mais um quantitativo em breve. Estamos esperançosos de que a campanha seja um sucesso, com a adesão de todos os paranaenses”, acrescentou o secretário.

Fazem parte da campanha crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas e pessoas com mais de 60 anos. Além destes, também serão vacinados os povos indígenas, professores, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, com deficiência permanente, integrantes das forças de segurança e salvamento e forças armadas, caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e a população privada de liberdade.

Todos os que pertencem aos grupos podem receber a dose gratuitamente nas salas de vacinação de todo o Estado. A vacina é trivalente, produzida pelo Instituto Butantan, sendo composta pelo vírus H1N1 (Sydney), H3N2 (Darwin) e a cepa B (Victoria). Ela é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em dose única, exceto para as crianças menores de nove anos que nunca receberam a vacina da gripe. Para elas serão ofertadas duas doses com intervalo mínimo de 30 dias.

VÍRUS – A Influenza é uma infecção viral considerada uma síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que afeta o sistema respiratório, de elevada transmissibilidade. O período de incubação é geralmente de dois dias, variando entre um e quatro dias.

Os casos podem variar de quadros leves a graves e levar ao óbito, ocorrendo com maior frequência em indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção, crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes, idosos com 60 anos ou mais e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

DIA D – Durante o evento o secretário antecipou que haverá uma nova ação estadual a favor da vacinação: o “Dia D”, que ocorrerá em todo Estado, em 15 de abril, com a colaboração e apoio de todos os municípios.

“Já pactuamos com os municípios a vacinação, agora com a da Influenza e posteriormente essa nova ação, com as demais. É importante que todos estejam engajados em uma mesma meta, em um mesmo objetivo”, disse o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-PR), Ivoliciano Leonarchik.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Prefeitura de Paranaguá conscientiza população sobre uso da UPA e das UBSs

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paranaguá vem sofrendo com a alta demanda de pacientes que buscam atendimento o que está sobrecarregando médicas/os e demais profissionais da Saúde. O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) se reuniu com gestores municipais de Saúde buscando encontrar meios de solucionar esse problema e garantir um bom ambiente de trabalho para os/as profissionais e um bom atendimento à população.

Acontece que grande parte dos pacientes que buscam a UPA não são casos de urgência e emergência, portanto não deveriam buscar atendimento na UPA, e sim nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). E Paranaguá conta com 16 UBSs.

Além disso, a Prefeitura abriu uma Unidade de Pronto Atendimento da Atenção Primária ao lado do Centro de Diagnóstico João Paulo II. O ambiente recebe pacientes com sintomas leves como dor de garganta, diarreia e vômito, sintomas gripais, entre outros.

Com o direcionamento dos pacientes com sintomas menos graves para as UBSs e para a Unidade de Pronto Atendimento da Atenção Primária a Prefeitura e o Simepar espera que a situação se normalize.

Para que a população saiba qual atendimento procurar, veja o gráfico a seguir:

Na UPA os pacientes são atendidos conforme a gravidade do risco, e não por ordem de chegada. Ou seja, quem apresenta maior complexidade será atendido primeiro. Mesmo que o paciente de baixa complexidade esteja no ambiente aguardando, se outra pessoa apresentando quadro de urgência ou emergência chegar, ela terá prioridade e será atendida primeiro.

A UPA é o local para atendimento de casos como sintomas de AVC, infarto, falta de ar intensa, intoxicações, acidentes de carro ou motocicleta, parada cardiorrespiratória, convulsões, fraturas, febre alta, diarreia intensa, entre outras situações de urgência e emergência.

As unidades básicas de saúde estão aptas para atender os pacientes que precisam de consulta de rotina. Acompanhamentos de doenças pré-existentes, dores de coluna, de ouvido, vômitos e diarreia leve, realização de curativos e injeções, retirada de pontos, entre outros serviços.

A unidade básica de saúde é a porta de entrada do SUS e com as contratações por meio de chamamento dos aprovados em concurso público, todas as UBS contarão com médicos e demais equipes de enfermagem e agentes comunitários de saúde.

Além das consultas agendadas, em casos de maior necessidade, há ainda o encaixe de mais pacientes. Caberá a equipe de enfermagem na unidade por meio da triagem, avaliar a necessidade de encaixe para atendimento no mesmo dia ou agendamento.

Mas informações, clique aqui e acesse o Portal da Prefeitura de Paranaguá.

Ministério da Saúde lança a Campanha Nacional de Combate à Tuberculose

A Tuberculose é uma doença infecciosa transmissível principalmente entre a população mais vulnerável que, mesmo com medidas de prevenção e tratamento disponíveis, causou número recorde de mortes já registrado no Brasil – 5 mil óbitos em 2021.

Diante deste cenário, o Ministério da Saúde lançou, nesta sexta-feira (24), a Campanha Nacional de Combate à Tuberculose. A iniciativa reforça a importância de medidas de prevenção, do diagnóstico e do tratamento correto. A pasta também apresenta o novo boletim epidemiológico com dados atualizados. A eliminação da tuberculose no Brasil será prioridade de um esforço conjunto do Governo Federal, com a criação de um grupo interministerial.

“É inadmissível que tantas pessoas percam a vida por uma doença que tem prevenção, tratamento e cura. […] A tuberculose é uma doença que atinge mais fortemente a população mais vulnerável. Entendemos que são populações e grupos populacionais que são negligenciados. O foco é nas pessoas e não nas doenças”, disse a ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante o lançamento da campanha.

Com a mensagem “Quem tem tuberculose nunca está sozinho. A gente testa, a gente trata, a gente vence”, a campanha será veiculada a partir desta sexta (24) na TV aberta e segmentada, rádio, internet e em locais de grande circulação de pessoas em todo o Brasil, com foco nas regiões prioritárias com maior incidência da doença, como Manaus, Belém, Rio Branco, Recife e Rio de Janeiro. A mobilização chama atenção para os principais sintomas, como tosse por três semanas ou mais, febre e emagrecimento. A campanha também reforça que o diagnóstico e o tratamento, que leva a cura da tuberculose, estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Brasil faz parte dos países prioritários para o enfrentamento à doença, elencados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e está entre os 30 países do mundo com maior índice de transmissão da doença. O compromisso do país é zerar o número de famílias afetadas pela tuberculose, o que aumenta ainda mais a vulnerabilidade e os gastos com o tratamento da doença, até 2035. Além de ampliar o acesso ao diagnóstico e ações de prevenção, está prevista a criação do Comitê Interministerial para a eliminação da doença. O Brasil deve participar ainda da 2ª reunião de Alto Nível pelo Fim da TB na ONU.

“O Brasil, junto com a Índia, a Indonésia e a coalizão de líderes, firmarão o compromisso para ter a tuberculose como uma prioridade para a agenda do G20”, afirmou a ministra.

Em 2022, cerca de 78 mil pessoas adoeceram por tuberculose no Brasil. O número representa um aumento de 4,9% em relação à 2021, segundo informações da edição especial do Boletim Epidemiológico. A meta do Ministério da Saúde é alcançar as populações prioritárias e mais vulneráveis para doença, como pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade, pessoas vivendo com HIV/AIDS, imigrantes e comunidades indígenas.

Uma das principais formas de proteção contra casos graves da tuberculose é a vacina BCG, recomendada pelo Calendário Nacional de Vacinação logo após o nascimento. Nos últimos anos, houve uma redução importante da cobertura vacinal. Até 2018, o índice de vacinação se mantinha acima de 95%. A partir de 2019, a cobertura não ultrapassou os 88%. Essa queda representa aumento do risco de transmissão da doença e retomar a alta cobertura vacinal é fundamental para a eliminação da tuberculose no Brasil. Incentivar a imunização das crianças é prioridade do Movimento Nacional pela Vacinação, lançado em fevereiro pelo Ministério da Saúde.

“Ações como a vacinação são fundamentais. O combate à tuberculose não pode ser visto como uma ação setorial, nós precisamos de ações interministeriais e que estão na pauta do nosso governo, como orientação do presidente Lula”, concluiu a ministra Nísia Trindade.

O cenário da tuberculose no Brasil também foi agravado pela pandemia da Covid-19, que provocou a redução de notificações. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento no tempo correto e aumentar as chances de cura, principalmente entre a população que tem maior risco para sintomas graves. Por isso, o Ministério da Saúde irá disponibilizar, a partir deste mês, um novo teste de urina para o diagnóstico da tuberculose em pessoas vivendo com HIV com imunodepressão avançada. Também está sendo desenvolvida uma parceria com a Fiocruz e a Foundation for Innovative (FIND) para desenvolvimento de dois projetos internacionais focados na qualificação do diagnóstico da tuberculose até 2024.

Tuberculose tem cura

A tuberculose é uma doença transmissível e permanece entre as doenças infecciosas que mais matam no mundo, atrás apenas da Covid-19. A transmissão acontece por via respiratória, pela eliminação de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com tuberculose ativa.

Os testes para o diagnóstico da tuberculose são ofertados gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. A medida é fundamental para a detecção de novos casos e para o controle da doença. Neste sentido, pessoas com sintomas da doença devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e realização de exames. É importante, também, que os contatos mais próximos de uma pessoa com resultado positivo para a tuberculose sejam testados, tendo em vista que a transmissão da doença ocorre pelo ar. O tratamento para tuberculose deve ser iniciado o mais rápido possível após o resultado positivo do teste. A doença tem cura quando o tratamento é feito de forma adequada e até o final.

Confira o vídeo da campanha:

Apresentação – Campanha Nacional de Combate à Tuberculose (pdf)

A apresentação traz o aumento do número de casos de tuberculose no Brasil, além mostrar diagnóstico e o que fazer para reverter a baixa cobertura vacinal, essencial para prevenção e controle da doença.

As informações são do Ministério da Saúde.

Paraná antecipa início da campanha de vacinação contra a gripe para 28/03

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa),decidiu antecipar o início da 25ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza para a próxima terça-feira (28). A data pré-estipulada pelo Ministério da Saúde para a imunização em nível nacional é 10 de abril.

A estratégia foi confirmada na deliberação da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR), número 48/2023, pactuada entre a Secretaria e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems). O objetivo é imunizar o maior número de pessoas, aproveitando a vacinação contra a Covid-19 com as doses bivalentes, considerando que grande parte dos grupos prioritários coincidem nas duas campanhas. As duas vacinas podem ser aplicadas simultaneamente.

A antecipação em 17 dias da campanha da Influenza, considerou, também, o fato de o Paraná estar localizado ao Sul do País, em uma região tradicionalmente mais fria e pelo grande número Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) ocorridas no último ano, sobrecarregando o atendimento nas unidades de saúde.

“Decidimos antecipar a campanha porque já estamos vacinando pessoas de grupos prioritários da bivalente, que também estão elencados para receber a vacina da Influenza. Podemos aplicar os imunizantes da Covid-19 e da gripe juntos, sem que o paranaense precise ir duas vezes até uma sala de vacina”, afirmou Neves.

“Mais uma vez o Paraná se diferencia dos demais estados. Anteciparemos o início da vacinação da Influenza através de uma deliberação conjunta e a anuência da diretoria do Cosems”, disse o presidente do Conselho, Ivoliciano Leonarchik.

GRUPOS – Dos 18 grupos prioritários estipulados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para a campanha da Influenza 2023, dez deles já estão sendo convocados para receberem a dose bivalente da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19. Fazem parte dos grupos, de forma simultânea (bivalente contra a Covid-19 e Influenza): gestantes, puérperas, idosos, povos indígenas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e funcionários dessas unidades.

Já os grupos das crianças de seis meses a menores de seis anos, professores, pessoas com comorbidades, forças de segurança e salvamento, forças armadas, caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso e trabalhadores portuários, estão elencados pelo PNI apenas para receberam a vacina contra a gripe.

Diferentemente dos outros anos, o Ministério da Saúde definiu que a vacinação da Influenza não será escalonada, ou seja, todos os grupos serão convocados de uma só vez, abrangendo mais pessoas, objetivando facilitar o processo de imunização.

DOSES – Somente para a campanha da Influenza, 4,6 milhões de pessoas estão elencadas como grupo prioritário para receber a vacina. Já com relação à bivalente contra a Covid-19, são mais de 2,6 milhões de paranaenses.

Até agora, o Estado recebeu 388 mil doses para vacinação contra a gripe e pouco mais de um milhão de bivalentes contra a Covid-19. O Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) já enviou as vacinas da Covid-19 e está trabalhando na distribuição dos imunizantes da Influenza para garantir que todos os municípios tenham doses disponíveis até terça-feira.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

Prefeitura de Araucária prepara desmonte das carreiras de Médicos/as e demais categorias de servidores

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) acompanha com preocupação as propostas da Prefeitura de Araucária para alterar os planos de carreira dos servidores públicos municipais da Saúde, incluídas no que está sendo chamado de “pacotaço” atingindo todo o funcionalismo municipal.

As propostas do “pacotaço” começaram a ser elaboradas há mais de um ano e meio pela Fundação Instituto Administração (FIA), entidade que recebeu vultuosa remuneração para elaborar as propostas, enquanto os servidores sequer puderam participar e opinar sobre as medidas que podem impactar drasticamente nas suas vidas.

Neste momento, os projetos de lei estariam na fase final de redação e há informações de que podem ser enviados à Câmara Municipal nos próximos dias. Esse movimento todo vem gerando forte indignação no funcionalismo. O Sindicato dos Servidores de Araucária (SIFAR) e o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) estão fortemente mobilizados para tentar barrar a série de retrocessos que esse pacote de medidas pode causar.

A justificativa da Administração Municipal é a de “corte de gastos”, mas não é plausível que a economia seja feita baseada no sucateamento do Serviço Público e no desmonte das carreiras dos Servidores.

No caso dos Médicos e Médicas, a ausência de remuneração e de plano de carreira atrativos levam à falta de interesse dos/as profissionais em trabalharem para o Município. O resultado final é a falta de assistência à Saúde da População. E quando faltam médicos/as, os gestores públicos costumam lançar mão de alternativas temerárias como a terceirização; que pode ter custos maiores além da queda na qualidade do atendimento.

Em relação à progressão na carreira para os profissionais da Medicina, na proposta da Prefeitura os critérios para progressão exigem demasiado esforço e as vantagens proporcionadas pelos avanços são irrisórias, com aumento de 1,5 a 2% entre os níveis. Ou seja, muito é cobrado enquanto pouco é oferecido em retorno.

Cabe ressaltar que o pacote também prevê o aumento da idade mínima de aposentadoria dos Servidores, entre outras alterações temerárias no sistema de previdência do Município.

Sobre a entidade que elaborou as propostas, o Sindicato dos Servidores de Araucária (SIFAR) e o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) apresentaram denúncia ao Ministério Público (documento anexo) sobre a natureza da contratação feita pela Prefeitura da Fundação Instituto Administração (FIA), com dispensa de licitação e pagamento de quase R$ 10 milhões.

O Simepar oficiou o Prefeito Hissam Hussein Dehaini há mais quinze dias reivindicando alterações na proposta no que diz respeito à carreira dos médicos e médicas, e ainda não teve retorno. Além disso, o Sindicato está unindo forças com as entidades sindicais (SIFAR e SISMMAR) que já estão mobilizadas para que os direitos dos Servidores Públicos Municipais sejam mantidos, pelo bem da população de Araucária.

LEIA TAMBÉM:

SIFAR: MP abre inquérito sobre suspeita na dispensa de licitação da FIA

SIFAR: FIA propõe Projeto de Lei que ataca a Previdência e a existência do FPMA

Ministério da Saúde lança ação para zerar os casos de câncer do colo do útero no Brasil

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (22) estratégia para zerar os casos de câncer do colo do útero no país. A doença é o quarto tipo de câncer mais comum entre mulheres e mata, em média, 6 mil brasileiras ao ano.

A medida prevê ações para reduzir casos, prevenção, vacinação e inclusão de teste molecular (PCR) para detecção do HPV, vírus sexualmente transmissível e causador do câncer do colo do útero, no Sistema Único de Saúde (SUS).

Recomendado pela Organização Mundial da Saúde, o teste identifica de forma mais precisa a presença do vírus e, com isso, será possível ampliar o rastreio da doença na população feminina entre 25 e 64 anos e reduzir casos graves e mortes. Atualmente, o diagnóstico é feito na rede pública de saúde pelo exame papanicolau.

De acordo com orientações do ministério, se o teste PCR for positivo, a paciente deve passar pelo exame citológico (papanicolau) e tratamento. Em caso negativo, o PCR deve ser repetido em cinco anos.

“Vamos proteger as mulheres, junto com a vacina de HPV e rastreamento do câncer do colo do útero”, disse a ministra Nísia Trindade, ao anunciar a ação, no Recife, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No mesmo evento, foi relançado o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Outra ação é elevar os índices de vacinação contra HPV, que apresentam queda nos últimos anos. Em 2022, a baixa foi de 75% entre meninas. A meta é chegar a 90% de cobertura, percentual considerado fundamental para garantir a eliminação do câncer de colo do útero no país. A vacina é gratuita, está disponível nas unidades básicas de saúde e é recomendada para adolescentes de 9 a 14 anos, além de imunossuprimidas.

Projeto-piloto

A cidade do Recife será pioneira no projeto da Estratégia Nacional de Controle e Eliminação do Câncer Cervical. Cerca de 400 mil mulheres no estado, de 25 a 64 anos, serão testadas. Haverá também monitoramento de exames e implantação do projeto nas unidades de saúde.

A partir do segundo semestre, as ações serão ampliadas para todo o país.

As informações são da Agência Brasil