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Secretaria de Saúde promove ações para marcar campanha mundial de luta contra a Aids

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) realiza a partir desta segunda-feira (2) ações de mobilização contra o vírus HIV e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis) em Curitiba e no Interior do Paraná. As iniciativas marcam o início da campanha nacional Dezembro Vermelho e o Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro.

Junto com as secretarias municipais, o Programa de DST/Aids da Sesa preparou uma extensa programação para marcar a data em todo o Estado. As Regionais de Saúde estão acompanhando as iniciativas de prevenção junto aos municípios, com diversas pautas como seminários, ações nas escolas, divulgação nas mídias, nos conselhos de saúde e testagem, dentre outras.

Em Curitiba, a primeira atividade foi o evento promovido pelo Hospital Oswaldo Cruz, pertencente ao Governo do Estado, que reuniu especialistas, profissionais da saúde e a comunidade para um momento de aprendizado e reflexão sobre o tema.

Nesta terça-feira (3), também em Curitiba, na Praça Santos Andrade, serão ofertados testes rápidos para o diagnóstico do HIV, distribuição de preservativos internos e externos, autoteste e informações sobre prevenção. Os profissionais estarão no local, das 9h às 16h, para atendimento e orientações.

Entre as ações no Litoral está a de Paranaguá, também nesta terça-feira. Servidores da Regional de Saúde participarão, em conjunto com a Pastoral da Aids, de uma ação de conscientização e testagem rápida no Terminal Rodoviário Urbano de Paranaguá. No Interior, em Rolândia, que integra a Regional de Saúde de Londrina, acontece no mesmo dia o “Natal com saúde/ Dezembro Vermelho”. Será ofertado o teste rápido de HIV na UBS Parigot. Haverá ainda distribuição de informativos sobre o tema.

O objetivo das ações é conscientizar a população sobre a importância da prevenção, diagnóstico, tratamento e apoio às pessoas vivendo com o HIV/Aids, além de reduzir o estigma e a discriminação associados à doença.

CASOS E MORTES – Dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) mostram que, depois de 43 anos dos primeiros casos, a Aids, que representa o estágio avançado da infecção pelo vírus do HIV, levou à morte mais de 630 mil pessoas no mundo. O número de pessoas infectadas é de 39,9 milhões até este ano. Estima-se que 1,3 milhão de pessoas foram infectadas recentemente.

No Paraná mais de 15 mil pessoas já perderam a vida em decorrência da doença, desde o surgimento do primeiro caso, em 1984. O vírus pode ser transmitido por via sexual, sanguínea e de mãe para filho (transmissão vertical).

Em 2024, de janeiro até novembro foram notificados 658 casos de Aids no Paraná. No ano passado inteiro 971 e em 2022, 972 casos. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) também registrou o diagnóstico de 1.736 casos de HIV neste ano e de 4.923 casos nos dois últimos anos.

Os números indicam uma leve redução nos números de óbitos por Aids nos três últimos anos. Em 2024 houve 379 óbitos, menos que em 2023 (554) e 2022 (564).

Para a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti Lopes, a epidemia ainda continua sendo um desafio para a saúde pública, por isso a importância de levar informação e sensibilizar a população geral, especialmente os jovens, sobre a prevenção e cuidado, em relação às infecções sexualmente transmissíveis.

“O HIV/Aids não é apenas uma questão de saúde, mas envolve aspectos sociais, econômicos e psicológicos que impactam profundamente a vida das pessoas afetadas”, afirma Maria Goretti. “Por meio da testagem, de campanhas educativas e de prevenção temos a oportunidade de desmistificar o HIV e reduzir o estigma que ainda cerca a doença, permitindo que mais pessoas busquem testes e tratamento sem medo de discriminação”, disse.

AÇÕES PERMANENTES – A Sesa realiza de forma permanente diversas campanhas de prevenção com ações direcionadas às Infecções Sexualmente Transmissíveis para a população. Durante todo o ano são feitas capacitações junto às 22 Regionais de Saúde e municípios sobre diagnóstico em tempo oportuno, prevenção e promoção da saúde.

Desde 2019, a Secretaria de Estado vem fortalecendo a expansão da Profilaxia Pré-Exposição (da PrEP), que é um método de prevenção indicado para pessoas que podem ter maior chance de contato com o vírus do HIV.

A chefe da Divisão de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Sesa, Mara Franzoloso, reforça que o Paraná oferta, ainda, o acesso gratuito ao diagnóstico dessas doenças, com a realização de testes rápidos para detecção da presença do vírus do HIV/Aids, sífilis e hepatite viral em toda rede pública e saúde do Estado.

“Os resultados desses exames ficam prontos em cerca de 30 minutos. Além disso, realizamos de forma regular a distribuição de insumos preventivos aos 399 municípios do Estado”, explica.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

FEAS firma compromisso de não exigir mudanças nas escalas dos/as Médicos/as como “moeda de troca”

Em Reunião entre dirigentes do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) com o diretor da Fundação Estatal de Atenção em Saúde de Curitiba (FEAS), Dr. Sezifredo Paz; com a participação de ambas assessorias jurídicas, a Fundação firmou compromisso de que nenhum gestor FEAS deve condicionar a alteração de dia-horário-local de trabalho à renúncia de direitos, assunção de obrigações outras, senão apenas a própria alteração de dia e/ou horário e/ou local.

A demanda surgiu de reiteradas reclamações de médicas e médicos de que quando solicitada alteração de dia/horário de trabalho ou local de trabalho, ainda que previamente ajustado entre os médicos que estão a cambiar plantões, a Fundação condiciona tal alteração a subscrição de documento em que o médico renuncia a condições de trabalho anteriores, bem como assume a obrigação de realizar plantão de quinto final de semana.

O procedimento adotado por alguns gestores não é adequado; e como forma de solucionar a questão, a direção da FEAS concordou em tornar público que nenhum gestor da Fundação deve condicionar as alterações de dia-horário-local de trabalho à renúncia de direitos, assunção de obrigações outras, senão apenas a própria alteração solicitada.

Médicas e médicos que já assinaram documentos nestas condições, renunciando direitos, podem solicitar a nulidade dos mesmos.

Ficou combinado ainda na referida reunião que essa medida deve ser tornada pública entre os/as médicos/as, pelo Simepar, e entre os/as gestores/as pela direção da FEAS, para que tais exigências injustas não se repitam e não prejudiquem mais nenhum profissional.

Os/as profissionais que sentirem-se prejudicados em seus direitos devem entrar em contato com o Sindicato para as medidas cabíveis.

Simepar participou de julgamento no STJ que autorizou a produção nacional de cannabis medicinal

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) participou do julgamento que considerou lícita a autorização para importação de sementes, plantio, cultivo, industrialização e comercialização de cannabis para fins medicinais. Essas atividades poderão ser exercidas por empresas brasileiras a partir de uma regulamentação que deverá ser editada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela União em até seis meses.

A decisão foi da 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça, que fixou tese vinculante sobre o tema em julgamento ocorrido em 13 de novembro. A conclusão foi unânime, conforme a proposta da ministra Regina Helena Costa.

O Simepar participou do julgamento como Amicus Curiae. A Dra. Fernanda Rodrigues Reis apresentou estudo da Escola Paranaense de Direito em sustentação oral no julgamento; utilizando inclusive dados científicos compilados por estudantes de Medicina, sob a supervisão da Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar, que é Secretária-Geral do Simepar.

Assista a seguir a trecho da sustentação da Dra. Fernanda Rodrigues Reis:

O resultado, histórico, avança sobre uma morosidade regulatória que impede o acesso da maioria da população a remédios à base de canabidiol, hoje disponíveis apenas via importação, e com altos custos.

Com informações do Portal Consultor Jurídico.

[VÍDEO] Vice-Presidente do Simepar fala sobre a precarização do HC e do ensino da Medicina

O Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, Vice-Presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), participou da mesa redonda sobre “Residência Médica e Modelos de trabalho nos hospitais universitários e de ensino médico”. Esse debate foi realizado no seminário “O Futuro do Trabalho Médico” no dia 23 de outubro, no Auditório do Setor de Ciências da Saúde da UFPR.

O evento foi realizado pelo Simepar em parceria com o Diretório Acadêmico Nilo Cairo (DANC), do Curso de Medicina da UFPR.

Confira a seguir a íntegra da fala do Dr. Darley:

Vacinação contra a Coqueluche é essencial para conter o aumento de casos, alerta Sesa

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quarta-feira (13) os novos números referentes à coqueluche no Paraná. De acordo com o documento, em uma semana o Estado registrou 189 novos casos, totalizando 1.421 desde o início do ano. Por ser altamente transmissível – uma pessoa pode infectar de 12 a 17 indivíduos –, a Sesa alerta a população sobre a importância de manter a vacinação em dia.

A vacina contra a coqueluche faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do SUS e está disponível nos postos de saúde de todo o Estado.

A maioria das confirmações é da 2ª Regional de Saúde Metropolitana, com 617 casos, seguida pela 17ª Regional de Londrina (256), 3ª Regional de Ponta Grossa (167) e 10ª Regional de Maringá (82). Em relação aos óbitos, foram confirmados três: um em Londrina e dois em Curitiba, com três mortes ainda em investigação (São José dos Pinhais, Umuarama e Quitandinha).

“Estamos no período sazonal da doença, que ocorre entre os meses de setembro e março. Assim, é muito provável que o aumento no número de casos continue não só no Paraná, mas em todo o Brasil. Por isso, é fundamental que a população compreenda a importância de manter a carteirinha de vacinação atualizada, pois essa é a forma mais eficaz de prevenir a circulação do bacilo”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Além das crianças, que recebem a imunização por meio das vacinas pentavalente (aos dois, quatro e seis meses) e DTP (reforço aos 15 meses e aos quatro anos), a Sesa recomenda que gestantes e profissionais da saúde também recebam o imunizante. De forma excepcional, trabalhadores de saúde e educação que atuam diretamente com gestantes, puérperas, neonatos e crianças menores de quatro anos devem receber a dose para maior proteção e prevenção.

Segundo dados do painel do Ministério da Saúde (MS), a cobertura vacinal atual da pentavalente em crianças é de 90%, enquanto a da DTP é de 86% Estado. Informações obtidas pela plataforma “Paraná Saúde Digital” indicam que das 39.847 gestantes com idade gestacional acima de 20 semanas atendidas e cadastradas no SUS, 53,3% (21.253) estão com a vacina em atraso no Paraná.

“A plataforma permite um acompanhamento muito mais eficaz da condição vacinal de toda a população. Com essa informação, é possível realizar uma busca ativa mais qualificada, promovendo uma imunização e prevenção contra a doença de forma humanizada”, explicou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

AÇÕES – A Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa realiza várias ações em todo o Estado junto aos municípios para conter a doença. Ela incluem notas de alerta, videoconferências e capacitações presenciais com as Regionais de Saúde e municípios, além da busca ativa de gestantes e puérperas para imunização com dTpa e de crianças para atualização do esquema vacinal.

Outras medidas incluem orientação para controle de visitas dos sintomáticos respiratórios aos recém-nascidos; notificação e investigação imediata (até 24 horas) dos casos suspeitos e confirmados para controle e tratamento da doença; e ações direcionadas ao monitoramento dos contatos próximos e à coleta para diagnóstico dos casos com sintomas.

SOBRE A DOENÇA – O risco da coqueluche é maior para crianças menores de um ano e, se não tratada adequadamente, pode evoluir para um quadro grave, podendo até levar à morte.

A doença evolui em três fases. Na inicial os sintomas são semelhantes aos de um resfriado comum, com febre baixa, mal-estar geral e coriza. Na segunda fase, surgem crises de tosse seca (cinco a dez tossidas em uma única inspiração), podendo ser seguidas de vômitos, falta de ar e coloração roxa na face. Na terceira fase, os sintomas diminuem, embora a tosse possa persistir por vários meses.

DIAGNÓSTICO – O diagnóstico laboratorial é feito por meio de cultura ou PCR em tempo real e está disponível para todos os pacientes suspeitos de coqueluche. Recentemente, as coletas foram ampliadas e estão disponíveis nas unidades de saúde do Paraná.

O tratamento é feito com antibióticos e deve ser prescrito por um médico. Por isso, é importante procurar um serviço de saúde para receber orientações, diagnóstico, tratamento adequado, monitoramento e rastreamento de contatos.

Veja o esquema vacinal contra a doença:

Vacina pentavalente:

Imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo B e hepatite B.

Crianças:

  • 1ª dose aos 2 meses
  • 2ª dose aos 4 meses
  • 3ª dose aos 6 meses

Vacina DTP:

  • Previne difteria, tétano e coqueluche (pertussis).
  • Reforço aos 15 meses e aos 4 anos.

Vacina dTpa:

Previne difteria, tétano e coqueluche (pertussis).

  • Profissionais de saúde
  • Gestantes a partir da 20ª semana (a cada nova gestação)
  • Trabalhadores de saúde em maternidades, berçários, UTIs neonatais e Unidades de Cuidados Intermediários Neonatais
  • Trabalhadores da educação que cuidam de crianças até 4 anos

Para acessar o perfil epidemiológico clique AQUI.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Brasil recebe certificado da eliminação do sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na manhã desta terça-feira (12), o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e diretor regional da OMS para Américas, Jarbas Barbosa, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

O presidente Lula recebeu do diretor da OPAS o certificado da eliminação do sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita no Brasil. Com isso, a região das Américas passa a ser novamente a única região do mundo livre dessas três doenças. Após longo período sem casos – em 2015 o Brasil havia atingido a marca de país livre do sarampo -, foram registradas 40 mortes de crianças pela doença entre 2018 e 2022. “Esse diploma é resultado da força da retomada e da competência do sistema de vacinação brasileiro”, destacou o presidente.

Barbosa relembrou também o gesto do presidente Lula de se vacinar – contra a Covid-19 – logo no início do atual mandato, dando início à retomada das campanhas vacinais nacionais. Em apenas dois anos, a partir de 2023, o Brasil realizou importante recuperação das políticas de vacinação, deixando a lista de países com um dos mais elevados números de crianças sem qualquer imunização para voltar a ser um dos países com maior cobertura vacinal. “A vacina é um promotor de equidade, as vacinas que recebem as crianças pobres são as mesmas que recebem as crianças ricas”, disse o diretor da OPAS.

A ministra Nisia comentou também sobre as atividades previstas para o Dia Nacional do Combate à Dengue, 23 de novembro.

Processo de recertificação

Devido às baixas coberturas vacinais e ao intenso fluxo migratório de países vizinhos, em 2018 ocorreu a reintrodução da doença no país. Em 2019, após um ano de franca circulação do vírus do sarampo em território brasileiro com mesmo genótipo (D8), o país voltou a se tornar endêmico para a doença. Foram confirmados 39.779 casos entre 2018 e 2022.

Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como “alarmante” o aumento de casos de sarampo na Europa, com mais de 58 mil infecções registradas em 41 países ao longo do ano, um crescimento significativo em relação aos últimos três anos.

Ainda assim, no início de 2023, com a valorização do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o lançamento do Movimento Nacional pela Vacinação , houve intensificação das ações de eliminação do sarampo no Brasil. Em novembro de 2023, o país demonstrou avanços e evidências documentadas de ações realizadas pelos três entes da federação. Com isso, a Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) na Região das Américas – grupo independente de especialistas convocado pela Opas/OMS – categorizou o Brasil como “país pendente de reverificação”.

Para cumprir os critérios de reverificação, o Brasil precisou demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo durante pelo menos um ano, além de ter fortalecido o seu programa de vacinação de rotina, a vigilância epidemiológica e a resposta rápida a casos importados.

Com a conquista do Brasil, as Américas recuperam o status de região livre de sarampo endêmico. O Ministério da Saúde e a Opas/OMS enfatizam que é essencial continuar fortalecendo os programas de vacinação, aumentar a cobertura até alcançar níveis adequados, reforçar os sistemas de vigilância e melhorar a capacidade dos sistemas de saúde para responder rapidamente a possíveis casos importados.

Vacina Tríplice Viral

O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação para prevenir casos graves e óbitos causados pelo sarampo, adotando diversas ações para incentivar a imunização em todo o país. Em 2023, 13 dos 16 imunizantes do calendário nacional tiveram aumento na cobertura vacinal , incluindo a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. A cobertura da primeira dose passou de 80,7% em 2022 para 88,4% em 2023, e em 2024, até o momento, já chegou a 92,3%.

A tríplice viral é recomendada em duas doses para pessoas de 12 meses a 29 anos e em dose única para adultos de 30 a 59 anos. Essa vacina é essencial para prevenir doenças altamente contagiosas que, no passado, causaram epidemias e graves consequências à saúde pública.

As informações são do Ministério da Saúde.

Advogado do Simepar integrou comitiva de observação das eleições nos EUA

O Dr. Luiz Gustavo de Andrade, sócio do escritório Zornig & Andrade Advogados Associados, que assessora o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), integrou uma comitiva de brasileiros que foi aos Estados Unidos acompanhar o processo eleitoral ocorrido no dia 5 de novembro, resultando na eleição de Donald Trump à presidência, entre outros cargos.

Diretor da Escola Paranaense de Direito (EPADI), o Dr. Luiz Gustavo também é secretário-geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Política (ABRADEP), membro do Instituto Paranaense de Direito Eleitoral (IPRADE) e editor executivo da Revista Paraná Eleitoral (TRE-PR).

Sobre o processo eleitoral dos Estados Unidos, ele afirmou: “As eleições americanas seguem regras diferentes quanto à votação e apuração, de acordo com cada Estado, isso se deve a maior autonomia que os estados membros da federação possuem, se comparado ao federalismo americano.”

“Nos locais observados, em especial no Estado de Maryland, constatou-se utilização de urnas eletrônicas, responsáveis por efetuar a computação do voto. O eleitor poderia optar por votar com cédulas preenchidas manualmente e lidas em scanner pela urna ou por votar no touch screen da própria urna. Tal ampliação do uso de mecanismos eletrônicos vem se incorporando à sistemática eleitoral americana.” Concluiu.

O Dr. Luiz Gustavo também concedeu entrevista ao Portal Plural, falando sobre sua participação na delegação brasileira nos EUA. Confira aqui.

Fotos: Arquivo pessoal.

[VÍDEO] Presidente do Simepar fala sobre a importância do movimento sindical no trabalho médico

O Dr. Marlus Volney de Morais, presidente do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar), realizou a palestra de abertura do seminário “O Futuro do Trabalho Médico” no dia 23 de outubro, no Auditório do Setor de Ciências da Saúde da UFPR.

O evento foi realizado pelo Simepar em parceria com o Diretório Acadêmico Nilo Cairo (DANC), do Curso de Medicina da UFPR.

Confira a seguir a íntegra da palestra do Dr. Marlus:

Mais vídeos do Seminário “O Futuro do Trabalho Médico” podem ser conferidos na ‘Playlist’ do Seminário “O Futuro do Trabalho Médico”.

Alergia grave: pesquisadores criam 1ª caneta de adrenalina brasileira

Um grupo de pesquisadores brasileiros desenvolveu a primeira caneta de adrenalina autoinjetável do país. A medicação, quando disponibilizada nesse tipo de dispositivo, é aplicada pelo próprio paciente, em casos de reação alérgica grave e potencialmente fatal, quadro médico conhecido como anafilaxia.

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a adrenalina figura atualmente como o único medicamento disponível no mercado capaz de tratar casos de anafilaxia. O modelo autoinjetável, entretanto, só pode ser adquirido no Brasil por importação, o que torna o custo extremamente elevado.

O médico Renato Rozental coordena a equipe responsável pela caneta nacional. Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou que, apesar de ser o primeiro protótipo brasileiro, não se trata de uma “inovação radical”. “Você encontra essa caneta com facilidade na Europa, na América do Norte, na Ásia, na Oceania”.

“A grande pergunta é: por que demorou tanto tempo pra termos isso acontecendo no Brasil?”, questionou o pesquisador da Fiocruz.

Rozental lembrou que, desde 2018, com a quebra do monopólio, opções genéricas da caneta no mercado externo fizeram com que o preço do dispositivo caísse substancialmente. “Mas continuava exorbitante”.

“Pra quem tem seguro de saúde, caríssimo lá fora, o preço chega a US$ 100. Quem não tem seguro paga até US$ 700. No Brasil, pessoas que têm condições, por meio de processos de judicialização, conseguem importar, mas o preço ainda está nas alturas. Importar uma caneta por R$ 3 mil ou R$ 4 mil é algo fora da realidade brasileira.”

“A maior parte da população brasileira, não apenas via Sistema Único de Saúde (SUS) mas também na rede privada, não tem acesso. O que fizemos foi estruturar, observando canetas já existentes no mercado. O processo é muito rápido. Começamos a conversar no ano passado e já temos um protótipo funcional agora.”

Anvisa

Rozental ressaltou que, há poucos meses, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fechou um acordo de bilateralidade com a agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA). A proposta é agilizar a entrada, no Brasil, de medicamentos já aprovados nos Estados Unidos.

“A Anvisa teria acesso a esses resultados de forma direta, apesar de serem confidenciais. Isso facilitaria muito a aprovação de qualquer dispositivo no Brasil. É um processo que vamos discutir na semana que vem, em Salvador, onde teremos um representante da Anvisa que lida especificamente com isso”, disse, ao se referir ao debate agendado para a próxima sexta-feira (15) no Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia.

“Do nosso lado, teríamos condições de, em 11 meses, ter essa caneta de adrenalina pronta para distribuição no país. Mas vai depender dessa discussão na próxima semana, do reconhecimento e da liberação pela Anvisa. Não está nas nossas mãos.”

Anafilaxia

À Agência Brasil, o presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), Fábio Chigres, alertou para um “aumento exponencial” de alergias no Brasil – incluindo casos de anafilaxia.

“Há 30 anos, em hospitais públicos especializados no tratamento de alergia, referência para esses casos, a gente via oito ou dez casos por ano de crianças com alergia a leite de vaca. Hoje, vejo isso em uma semana”.

Segundo ele, os alimentos figuram, no país, como a principal causa de alergia entre crianças – sobretudo leite e ovo. “Não é lagosta ou algo que se come eventualmente”, destacou.

“E essa criança com alergia alimentar fica muito mais exposta na rua do que quando está dentro de casa. Com isso, a qualidade de vida de toda a família fica muito ruim. Eles vivem esperando uma reação grave. Temos casos de crianças que caminham pela sessão de laticínios do mercado e têm reação”.

Já entre adultos, a principal causa de alergia, de acordo com Chigres, são medicamentos – sobretudo analgésicos e anti-inflamatórios, remédios que sequer exigem pedido médico no ato da compra. Antibióticos também respondem por um número considerável de casos de alergia na população adulta, além de alimentos como crustáceos e mariscos.

“No caso específico da anafilaxia, trata-se de uma reação alérgica muito grave e que se desenvolve rapidamente”, disse. “Essa reação causa choque anafilático, uma queda de pressão abrupta e muito grande, que faz com que o sangue não circule pelo corpo e não chegue ao cérebro. O organismo libera uma substância chamada histamina, que causa uma reação generalizada e pode afetar pele e pulmão, além de causar broncoespasmo e edema de glote, fechando as vias aéreas superiores.”

“A adrenalina reverte todos esses sintomas. Se eu começo a ter uma reação dessa e aplico a adrenalina, no prazo de um a cinco minutos, reverto quase totalmente o quadro de anafilaxia – ou permito que essa pessoa vá ao hospital completar o tratamento”, destacou Chigres.

“Não é só sobre o acesso à adrenalina. Preciso de um dispositivo que facilite o uso. E a caneta brasileira pode ser aplicada, na parte lateral da coxa, por uma pessoa que não tem formação em saúde.”

Segundo Chigres, a estimativa é que a caneta de adrenalina autoinjetável desenvolvida por pesquisadores brasileiros chegue ao mercado nacional custando em torno de R$ 400.

As informações são da Agência Brasil

Secretaria da Saúde reforça importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal

A adoção de hábitos de higiene e estar atento a eventuais sintomas podem representar uma grande ferramenta na prevenção de um dos problemas mais comuns na saúde pública: o câncer bucal. No Paraná, a doença é a 6ª neoplasia mais comum entre homens e a 16ª entre mulheres, de acordo com dados da secretaria estadual da Saúde (Sesa). Em média, 306 casos de câncer bucal são registrados por ano.

O mês de novembro é dedicado à conscientização e prevenção da doença no Paraná, iniciativa prevista na Lei Estadual nº 19.868/2019. “Para inúmeras doenças, prevenção e diagnóstico precoce são fundamentais no cuidado e tratamento”, afirma o secretário estadual da Saúde, César Neves. “Isso é ainda mais especial para o câncer bucal, em que a detecção ocorre muitas vezes de maneira tardia. Quando identificada precocemente, essa doença tem altas chances de cura, além de permitir tratamentos menos invasivos e melhores resultados para o paciente”.

Hábitos como boa higiene bucal, evitar bebidas alcoólicas, não fumar e visitar regularmente o dentista são fundamentais para prevenir a doença. Além dos fatores comportamentais, a exposição solar excessiva sem proteção e a infecção pelo papilomavírus humano (HPV) também estão entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer bucal.

Trabalhadores expostos ao sol, como agricultores e pescadores, devem tomar cuidados adicionais, como o uso de chapéus e protetor labial com filtro solar. Já a prevenção contra o HPV inclui a vacinação, disponível no SUS.

A rede pública de saúde oferece atendimento tanto preventivo quanto terapêutico. Entre os principais sintomas de câncer bucal estão o aparecimento de feridas na boca que persistam por mais de 15 dias, manchas brancas ou vermelhas, inchaço, dor na língua e dificuldade para mastigar ou engolir. Diante de qualquer desses indícios é recomendado a procura imediata do serviço de saúde mais próximo.

“É essencial se atentar aos sintomas iniciais para que a avaliação possa ser realizada por um profissional o quanto antes. Por isso, a conscientização é fundamental, uma vez que com a maior divulgação dessas informações, maior a possibilidade de o paciente buscar acesso à rede de saúde”, reforça a cirurgiã-dentista da Sesa, Carolina de Oliveira Azim Schiller.

RECURSOS – Desde 2019, o Governo do Estado destinou mais de R$ 72 milhões para a saúde bucal, resultando em cerca de 5,6 milhões de atendimentos odontológicos. Entre as principais destinações destes recursos estão a compra de 1.399 kits odontológicos, com cadeiras, mochos, amalgamadores e fotopolimerizadores, equipamentos fundamentais para equipar os consultórios das Unidades Básicas de Saúde (UBS) nos municípios.

As informações são da Agência Estadual de Notícias