Filiado à

Notícias

Sesa reforça alerta contra o Sarampo e importância da vacinação contra o vírus

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância da vacinação contra o sarampo para evitar a reintrodução da doença no Paraná. O alerta ocorre após a confirmação do primeiro caso importado no Brasil em 2026, registrado em São Paulo, de um bebê de seis meses com histórico de viagem recente à Bolívia.

O Brasil foi recertificado como país livre do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em novembro de 2024. No entanto, o aumento expressivo de casos nas Américas entre 2024 e 2026 preocupa as autoridades sanitárias. Foram 1.031 casos confirmados no continente nos primeiros meses de 2026 e o número é 45 vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou a necessidade de manter a cobertura vacinal elevada para proteger a população. “O Estado possui doses disponíveis em todos os municípios e a vacinação continua sendo a melhor estratégia para a prevenção de casos graves. Não podemos baixar a guarda diante do risco de reintrodução do sarampo. A vacina é segura, gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde. Precisamos do apoio de toda a sociedade para garantir que nossas crianças e adultos estejam protegidos”, afirmou.

Segundo informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) do Ministério da Saúde, o Paraná mantém uma das maiores coberturas vacinais para a tríplice viral do País, o que tem contribuído para manter a população protegida. Em 2025, a cobertura de vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) de crianças de 1 ano de idade no Paraná foi de 96,91% na primeira dose e 89,72% na segunda dose.

Apesar dessa conquista, a proximidade com países que enfrentam surtos da doença, como Argentina, Bolívia e Paraguai, mantém o alerta ativo nas autoridades sanitárias paranaenses.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, ressaltou que a vigilância epidemiológica está atenta a qualquer caso suspeito. Ela explicou que o sarampo é uma doença de alta transmissibilidade e que a transmissão pode ocorrer mesmo antes da apresentação dos sintomas. A diretora orienta que a população fique atenta a sinais como febre, manchas na pele, tosse, coriza e conjuntivite.

“É fundamental que os profissionais de saúde identifiquem precocemente os casos suspeitos e que a população busque atendimento médico aos primeiros sintomas. A notificação imediata é essencial para que possamos desencadear as medidas de controle e quebrar a cadeia de transmissão”, explicou Maria Goretti.

ESQUEMA VACINAL – A vacinação contra o sarampo é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Estado. O calendário regular é com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Em jovens e adultos até 29 anos, o esquema vacinal é de duas doses da tríplice viral. Em adultos entre 30 e 59 anos, o esquema recomendado é de uma dose. Trabalhadores de saúde, independente da idade, necessitam receber duas doses.

VIAGENS – Os viajantes devem verificar sua situação vacinal pelo menos 30 dias antes de qualquer deslocamento, garantindo a imunização em tempo oportuno. A vacinação contra o sarampo é contraindicada para gestantes, e mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez por pelo menos um mês após receberem a dose.

A Secretaria da Saúde reforça que, além da vacinação, medidas como higienização frequente das mãos e manutenção de ambientes ventilados ajudam a evitar a transmissão de vírus respiratórios, incluindo o do sarampo.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Atenção, Associado: em breve, acontece a eleição para a Diretoria do Simepar

No dia 26 de março de 2026, das 08h30 às 17h, acontece a eleição da diretoria do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) para os próximos quatro anos (2026-2030). A votação será realizada de forma híbrida – presencialmente, na sede do Sindicato, ou on-line. Nos próximos dias, os médicos com direito a voto vão receber por e-mail e por SMS, nos contatos cadastrados, todas as informações para a votação. Aqueles que desejarem saber se estão aptos a votar podem entrar em contato com a secretaria do Simepar.

É importante lembrar que a confirmação do cadastro deverá ser realizada até as 08h30 do dia 24 de março de 2026, no site https://eleicaosimepar2026.elejaonline.com. Basta acessar a plataforma de votação pelo computador, celular ou tablet, clicar em “Confirmar Participação”, informar nome e CPF, conferir os dados apresentados e garantir que irá votar na eleição. No dia 25 de março, somente os eleitores que confirmaram participação receberão as credenciais de acesso para a votação. Caso precise atualizar alguma informação, entre em contato com a Secretaria do Simepar, pelo telefone (41) 3338-8713 ou por e-mail juridico@simepar.com.br.

Dr. Marlus Volney de Morais, atual presidente do Simepar, concorre à reeleição, com a chapa única “Reconhecimento e respeito ao trabalho Médico”, que tem também para a diretoria executiva os médicos Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior (vice-presidente), Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar (secretária geral), Dr. Fausto Rohnelt Durante (primeiro secretário), Dr. Alceu Fontana Pacheco Neto (segundo secretário), Dr. Brasil Vianna Neto (primeiro tesoureiro) e Dr. Marcio Fabiano Chaves Bastos (segundo tesoureiro).

Na diretoria adjunta, compõem a chapa os médicos Dr. Ademir da Silva Júnior, Dra. Andressa Costa Da Cunha, Dra. Carmela Regina Cabral Brocher, Dr. Chil Korper Zunsztern, Dr. Jose Ferreira Lopes, Dr. Luiz Henrique Ribeiro Martins Madalosso, Dra. Maria Cecilia Breckenfeld Vianna e Dr. Yumi Hoshi. Para as diretorias regionais, estão inscritos os médicos Dr. André Luiz Batista, Dr. Bartolomeu Peres Silva, Dr. Edilson Barbosa, Dr. Haroldo Rodrigues Ferreira, Dr. José Carlos Cortellassi e Dr. Renato Sfolia. Como delegados representantes do Simepar na Federação Médica Brasileira estão Dr. Marlus Volney de Morais e Dr. Darley Rugeri Wollmann Junior, além de Dr. Brasil Vianna Neto e Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar como suplentes de delegados.

Serviço:
Eleição da diretoria do Sindicato dos Médicos no estado do Paraná (Simepar) 2026-2030
Data: 26 de março de 2026
Horário: 08h30 às 17h
Votação: Presencialmente, na sede do Sindicato (Rua Coronel Joaquim Sarmento, 177, bairro Bom Retiro, Curitiba – PR); ou on-line, pelo link https://eleicaosimepar2026.elejaonline.com.

IMPORTANTE: os eleitores deverão realizar o cadastro para a votação até as 08h30 do dia 24 de março de 2026.
Mais informações: (41) 3338-8713 – juridico@simepar.com.br.

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A VOTAÇÃO ON-LINE:

1) Como votar?

O eleitor deverá fazer a confirmação do cadastro até as 08h30 do dia 24 de março de 2026, no site https://eleicaosimepar2026.elejaonline.com. Basta acessar a plataforma de votação pelo computador, celular ou tablet, clicar em “Confirmar Participação”, informar nome e CPF, conferir os dados apresentados e garantir que irá votar na eleição. No dia 25 de março, somente os eleitores que confirmaram participação receberão as credenciais de acesso para a votação.

Com seu CPF, sua data de nascimento e a senha recebida, o eleitor poderá acessar o sistema no dia e hora informados para a votação – 26 de março de 2026, das 08h30 às 17h.

2) Tem comprovante de votação?

Sim. Após o eleitor realizar o seu voto, o sistema automaticamente irá direcionar para o comprovante de votação. O eleitor poderá fazer o download do comprovante ou enviar para o seu e-mail.

3) Como funciona a segurança do sistema?

O sigilo do seu voto está garantido pelo sistema, que conta com a certificação digital da Infraestrutura de Chaves Pública Brasileira (ICP-Brasil). A validação, fornecida pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), assegura a confiabilidade dos dados gerados na documentação.

4) O que fazer caso não tenha recebido minha senha de acesso?

Orientamos que o eleitor verifique em sua caixa de entrada do e-mail, spam, lixo eletrônico e SMS, conforme os meios de contato cadastrados no Simepar. O eleitor também pode utilizar o recurso “Recuperar Senha” disponível no menu.

5) Como obter mais informações sobre a eleição?

Mais informações poderão ser obtidas pelo e-mail juridico@simepar.com.br

Butantan entrega ao SUS as primeiras 6,9 milhões de doses da Vacina da Gripe de 2026

Na última semana, entre terça e sexta (3 e 6/3), o Instituto Butantan realizou a primeira entrega de 6,9 milhões de doses da vacina Influenza ao Ministério da Saúde. A expectativa é que outras 63 milhões de doses sejam entregues até maio. A Campanha Nacional de Imunização contra a Gripe deve começar no final de março.

O público-alvo da campanha são crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas que tenham a partir de 60 anos, gestantes, puérperas, profissionais da saúde, pessoas com doenças crônicas, povos indígenas, professores dos ensinos básico e superior, entre outros grupos de risco.

Como acontece todos os anos, o imunizante da gripe foi atualizado de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica quais as cepas que mais circularam no ano anterior. A composição do hemisfério Sul para 2026 inclui os vírus A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09; A/Singapura/GP20238/2024 (H3N2); e B/Áustria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria).

Neste ano, houve a mudança de duas cepas em relação ao ano anterior. Por isso, o cronograma de entregas se estenderá até o final de maio. “A atualização de duas das três cepas é incomum no histórico de recomendações e aumentou a complexidade do processo produtivo. Além disso, as duas novas cepas tiveram menor rendimento, o que também afetou a velocidade da produção”, explica o gerente da Franquia Influenza do Butantan, Felipe Carvilhe.

Durante a produção da vacina da gripe, que começa em setembro do ano anterior à campanha, é necessário fabricar cada monovalente separadamente, e cada vírus pode apresentar características de replicação distintas. “Existem vírus que se replicam mais rápido, outros são mais lentos. Cada monovalente leva cerca de um mês para ser produzido, até alcançar quantidades suficientes para as 80 milhões de doses”, completa Felipe.

Os vírus influenza podem provocar desde uma infecção assintomática até uma doença grave com necessidade de hospitalização, especialmente em crianças pequenas e idosos. Os sintomas incluem febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza, tosse e fadiga.

Em 2025, o Brasil registrou 224.721 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo dados do Boletim Infogripe da Fiocruz. Destes, 117.541 tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, sendo influenza um dos mais prevalentes. A gripe também foi responsável por quase metade dos óbitos por SRAG causados por vírus respiratórios.

Vacina está disponível o ano todo para crianças, gestantes e idosos

No início de 2025, o imunizante contra a gripe foi adicionado ao Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas 60+, passando a ser ofertado nos postos de saúde para esses grupos ao longo de todo o ano – não apenas no período da campanha.

Os demais públicos prioritários continuam recebendo a vacina durante a campanha sazonal, entre março e maio, meses que antecedem a época de maior circulação do vírus.

As informações são do Instituto Butantan.

Diretora do Simepar realiza palestra no 1° Congresso da Mulher Médica da FMB

A saúde mental da mulher médica foi tema da palestra de Cláudia Paola Carrasco Aguilar, diretora de Educação Médica e Formação Profissional da Federação Médica Brasileira e secretária-geral do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná, durante o 1º Congresso da Mulher Médica da FMB, em Maceió (AL).

Durante a apresentação, a médica destacou que o crescimento da presença feminina na medicina não foi acompanhado por mudanças estruturais suficientes para garantir equilíbrio entre trabalho, carreira e qualidade de vida.

Segundo Cláudia Paola, a chamada feminização da medicina ainda não se refletiu nos espaços de liderança e decisão. Muitas médicas enfrentam barreiras para avançar na carreira enquanto lidam com uma sobrecarga cotidiana invisível.

Ela descreveu esse cenário como uma crise silenciosa. Por trás do aumento da presença feminina na profissão, há um processo crescente de adoecimento marcado por burnout, ansiedade, depressão e risco aumentado de suicídio.

Dados apresentados na palestra indicam que a prevalência de burnout entre médicas varia entre 44% e 54%, índices que se intensificaram durante a pandemia.

A dirigente também destacou que médicas apresentam maior risco de depressão e ansiedade do que médicos homens e alertou para um dado preocupante: o risco de suicídio entre mulheres médicas é maior do que entre mulheres da população geral.

Entre os fatores que contribuem para esse cenário estão dupla ou tripla jornada, carga emocional intensa da profissão, microagressões, assédio e dificuldades de progressão na carreira.

Cláudia Paola também chamou atenção para os efeitos físicos do estresse crônico. Segundo ela, a sobrecarga constante provoca alterações biológicas mensuráveis, relacionadas ao aumento da inflamação e ao maior risco de adoecimento físico e mental.

Para enfrentar o problema, ela defendeu que a solução não pode ser apenas individual. É necessário combinar estratégias pessoais de cuidado com mudanças institucionais, como redes de apoio, programas de mentoria, políticas de bem-estar e mecanismos seguros de denúncia.

Ao encerrar, deixou um alerta claro: a crise de saúde mental entre médicas é real, mensurável e urgente.

As informações são da Federação Médica Brasileira.

Curta esse conteúdo no Instagram.

Dia Mundial do Rim: doenças renais são silenciosas e exigem atenção

Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a doença renal como prioridade mundial em saúde pública. Com isso, a doença renal crônica (DRC) passou a figurar entre as chamadas doenças crônicas não transmissíveis prioritárias, ao lado das doenças cardiovasculares, neoplasias, diabetes e doenças respiratórias crônicas.

Para a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o reconhecimento amplia a visibilidade da DRC no cenário internacional e reforça a necessidade de investimentos em educação, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. No Dia Mundial do Rim, lembrado nesta quinta-feira (12), a entidade alerta ainda para o impacto de fatores ambientais sobre o risco de doença renal ao longo da vida.

“Esse tema amplia o olhar para além do tratamento, estimulando ações que promovam práticas sustentáveis no cuidado renal e reduzam impactos ecológicos, especialmente em serviços de saúde. Sustentabilidade, nesse contexto, significa também prevenção qualificada e redução de exposições evitáveis desde os primeiros estágios da vida”, destacou a instituição.

Em entrevista à Agência Brasil, o médico nefrologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Geraldo Freitas, destacou que os rins são órgãos considerados essenciais para o funcionamento do organismo, mantendo o metabolismo equilibrado, realizando a filtragem do sangue e eliminando toxinas por meio da urina.

“Além disso, eles controlam nosso equilíbrio de eletrólitos ou sais do corpo, portanto, eles mantêm sódio, potássio, cálcio, tudo equilibrado pra que a gente mantenha todo o funcionamento dos outros sintomas”, disse. “Eles também produzem alguns hormônios relacionados ao controle de pressão”, completou.

O especialista alerta, entretanto, que algumas condições podem afetar o bom funcionamento dos rins ou mesmo paralisar a função renal por completo. Segundo Freitas, há fatores de risco específicos que acabam colaborando para o desenvolvimento desse tipo de quadro. Entre eles estão:

  • diabetes mellitus;
  • hipertensão arterial sistêmica;
  • histórico familiar de doença renal;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • uso crônico ou inadequado de anti-inflamatórios não esteroidais e outros nefrotóxicos;
  • doenças cardiovasculares;
  • infecções do trato urinário recorrentes ou obstrução urinária;
  • desidratação frequente;
  • consumo inadequado de água.

 

“Alguns medicamentos também podem ser nefrotóxicos e causarem a perda da função renal ao longo do tempo. Os mais relacionados com isso são os anti-inflamatórios não hormonais, que devem ser evitados de maneira geral. No caso de pacientes com doenças em que o uso é obrigatório, isso deve ser monitorado.”

Ainda de acordo com o médico, muitas vezes, doenças renais acabam surgindo e avançando de forma silenciosa. “É frequente nos consultórios de nefrologia que os pacientes apareçam, já na primeira consulta, com perdas importantes da função renal”. Por esse motivo, identificar os sinais de alerta é considerado fundamental.

“É importante fazer os exames para rastreio das funções renais, que são basicamente a creatinina e um exame de urina, incluindo a pesquisa de albuminúria. Com esses exames básicos, já é possível fazer o rastreio de alguma lesão ainda no início. Também é relevante fazer a aferição da pressão e exames de glicemia e hemoglobina glicada para avaliação de uma possível diabetes.”

Dentre os principais sintomas que, de acordo com o nefrologista, indicam a necessidade de procurar ajuda médica estão:

  • inchaço nas pernas, nos tornozelos e no rosto;
  • urina muito escura e/ou espumosa;
  • mudança súbita no padrão urinário, incluindo frequência e urgência;
  • inversão do ritmo urinário, com maior volume urinário no período noturno;
  • dor intensa no flanco ou cólicas renais;
  • fadiga excessiva;
  • perda de apetite acompanhada de náuseas e vômitos persistentes;
  • aumento persistente da pressão arterial;
  • glicemias de difícil controle;
  • alterações neurológicas agudas, com presença de confusão mental ou falta de ar súbita.

As informações são da Agência Brasil.

O rosto da Medicina mudou, mas a sobrecarga continua a ser feminina

Artigo da Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar – Secretária-Geral do Simepar e Diretora da FMB.

O ano de 2025 ficará registrado na história da saúde no Brasil como o marco de uma transformação demográfica irreversível: pela primeira vez, as mulheres tornaram-se a maioria dos médicos no país. No entanto, o que deveria ser celebrado como uma vitória da representatividade revela uma realidade preocupante. A feminização da medicina consolidou-se sobre alicerces de desigualdade estrutural, onde o avanço na carreira coexiste com uma sobrecarga crônica e uma exposição crescente a violências institucionais e interpessoais. Microagressões no ambiente de trabalho, assédio e a desvalorização profissional baseada no gênero formam uma barreira invisível que ameaça a integridade psíquica de quem dedica a vida a cuidar do próximo.

Embora ocupem cada vez mais espaços, as médicas brasileiras ainda enfrentam a barreira invisível da dupla jornada. Nosso dia a dia é marcado pelo equilibrismo entre uma carreira de alta responsabilidade, caracterizada por plantões extensos e decisões críticas, e a gestão quase exclusiva das tarefas domésticas e do cuidado com filhos e familiares. Esta “segunda jornada” não é apenas um detalhe doméstico; é também um fator de risco ocupacional.

Os dados recentes são alarmantes e não permitem indiferença. Estudos indicam que quase metade das médicas brasileiras (46,8%) apresenta algum adoecimento mental. Quando comparadas aos seus colegas do sexo masculino ou a mulheres de outras áreas de atuação, as médicas apresentam índices significativamente superiores de exaustão emocional, distúrbios do sono e Síndrome de Burnout.

A prevalência de ansiedade atinge 39,9% das médicas, enquanto a depressão afeta 25,3% destas profissionais. Este quadro é agravado por um ambiente de trabalho que, muitas vezes, ainda é hostil, expondo as profissionais a assédio e microagressões que funcionam como estressores contínuos.

Outro fenómeno crítico identificado é o presenteísmo — o ato de trabalhar mesmo estando doente. Motivadas pelo estigma em torno da saúde mental, pelo receio de prejuízos na trajetória profissional ou pela simples dificuldade de ausentar-se, muitas médicas negligenciam o próprio sofrimento até atingirem o limite da exaustão.

Nesse contexto, a saúde mental da mulher médica deixa de ser uma questão individual para se tornar um indicador estratégico da qualidade do atendimento à saúde. Uma profissional exausta e psicologicamente fragilizada é o espelho de um sistema adoecido.

A solução não é cobrar mais “resiliência” das médicas. Não se resolve um problema estrutural com dicas de autocuidado. Precisamos de tolerância zero contra a violência e o assédio, de políticas reais de equidade e de um ambiente que permita o descanso e o suporte psicológico sem punições veladas.

Cuidar de quem cuida é um imperativo ético. Se queremos que a nova face da medicina brasileira seja um símbolo de progresso, precisamos garantir que exercer nossa vocação não custe a sanidade de quem a pratica. O sucesso da medicina brasileira agora depende, obrigatoriamente, da saúde de suas médicas.

Artigo publicado no Portal da Federação Médica Brasileira.

A Dra. Claudia Paola Carrasco Aguilar também gravou um vídeo em alusão ao Dia Internacional das Mulheres. Assista a seguir:

Vacina da dengue do Butantan mantém 80,5% de eficácia contra casos graves após cinco anos

Os resultados do ensaio clínico de fase 3 da vacina tetravalente Butantan-DV, produzida pelo Instituto Butantan, revelaram uma eficácia de 80,5% contra casos de dengue grave e dengue com sinais de alarme (desfecho combinado) ao longo de cinco anos. O estudo, publicado na prestigiada revista científica Nature Medicine, acompanhou quase 17 mil pessoas no Brasil e confirmou que a proteção se mantém sólida em longo prazo.

O ensaio clínico foi conduzido em 16 centros de pesquisa distribuídos pelas cinco regiões do Brasil. Entre fevereiro de 2016 e julho de 2019, foram recrutados 16.235 participantes com idades entre dois e 59 anos. Do total, 10.259 receberam a dose única da vacina e 5.976 receberam placebo.

Além da alta proteção contra quadros severos, o estudo demonstrou que a Butantan-DV protegeu contra hospitalizações por dengue, já que não houve nenhum registro de internação no grupo vacinado, contra oito casos no grupo placebo.

No que diz respeito à eficácia geral para prevenir a dengue sintomática (causada por qualquer sorotipo), o imunizante atingiu a marca de 65% durante os cinco anos de monitoramento.

“Os dados publicados recentemente na Nature confirmam a eficácia da Butantan-DV contra casos de dengue sintomática e, principalmente, contra casos de dengue grave e com sinais de alarme. Esta vacina se consolida como uma ferramenta de grande importância no combate à dengue no Brasil, com potencial para contribuir para diminuição da circulação do vírus, para além da proteção individual”, afirma a diretora médica de Ensaios Clínicos do Butantan, Fernanda Boulos.

A vacina Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26/11/2025, para ser utilizada pela população brasileira de 12 a 59 anos. Desde então, o Instituto Butantan já enviou 1,3 milhão de doses para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), que as distribui ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde começou a vacinação em janeiro deste ano em Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e Botucatu (SP), por meio de um projeto piloto que visa imunizar 90% do público-alvo destas cidades. Em 9 de fevereiro, deu início à vacinação de profissionais de saúde da Atenção Básica em evento realizado no Instituto Butantan.

Perfil de segurança

A vacina demonstrou um perfil de segurança sólido em todas as idades. Não foram observadas preocupações de segurança a longo prazo mesmo no grupo mais jovem (2 a 6 anos), o que diferencia a Butantan-DV de outras tecnologias.

Após a aplicação da vacina, a maioria dos eventos adversos registrados entre os participantes foram de intensidade leve a moderada, como dor de cabeça (36,7%), fadiga (19,4%), erupção na pele (22,7%), dor muscular (17,7%) e prurido (19,3%).

Um ponto fundamental destacado no estudo é a segurança da Butantan-DV para quem nunca contraiu dengue. Ao contrário de outras vacinas licenciadas, que apresentaram um aumento no risco de hospitalização ou dengue grave em crianças que nunca tinham tido contato com o vírus, a Butantan-DV não apresentou preocupações de segurança nem desequilíbrio de casos graves entre os participantes soronegativos durante os cinco anos de monitoramento.

Não houve registro de nenhum caso de dengue grave entre os participantes que receberam a vacina Butantan-DV durante os cinco anos de acompanhamento, e apenas seis casos de dengue com sinais de alarme. Esta proteção total contra a forma mais severa da doença reflete a alta eficácia do imunizante para evitar complicações críticas.

Eficácia por sorotipo e histórico de exposição

A vacina Butantan-DV demonstrou ser eficaz independentemente de a pessoa já ter tido dengue ou não antes da vacinação. Para quem já havia sido exposto ao vírus (soropositivo), a eficácia contra qualquer sorotipo foi de 77,1%, enquanto para aqueles sem exposição prévia (soronegativo), o índice foi de 58,9%. Essa diferença se deve à forma como o sistema imunológico reage ao imunizante após uma exposição prévia ao vírus.

Em relação aos sorotipos específicos, para DENV-1 a eficácia foi de 79,4% para quem já teve dengue e 71,4% para quem nunca teve; para o DENV-2, a eficácia de 75,2% para os soropositivos e 36,7% para os soronegativos.

Apesar de a estimativa pontual para o DENV-2 em indivíduos sem exposição prévia ser numericamente inferior, os pesquisadores destacam que ela permaneceu positiva em todos os grupos. Além disso, a vacina atingiu os objetivos primários (dado geral) e secundários (doença grave) de eficácia, independentemente do histórico de cada voluntário com a dengue.

Como durante o período da pesquisa, os sorotipos DENV-3 e DENV-4 não circularam de forma significativa no Brasil, não foi possível medir estatisticamente a eficácia contra eles. No entanto, o estudo ressalta que a vacina contém componentes quase completos desses sorotipos e induz anticorpos neutralizantes específicos, o que deve garantir proteção contra as quatro cepas do vírus.

Eficácia de diferentes faixas etárias

A eficácia da Butantan-DV variou entre as faixas etárias, apresentando uma tendência de maior proteção conforme aumentava a idade dos participantes. Ainda assim, as estimativas permaneceram positivas em todas as idades após cinco anos de acompanhamento.

A eficácia contra a dengue sintomática (causada por qualquer sorotipo) em adultos de 18 a 59 anos foi de 74,8%; em adolescentes de 7 a 17 anos, de 69,5%; e em crianças de dois a 6 anos, de 60,6%.

Essa variação está relacionada ao perfil imunológico de cada grupo. O estudo mostra que a proporção de pessoas que nunca tiveram dengue (soronegativas) diminui drasticamente com o passar da idade. Isto é, enquanto 80,7% das crianças de 2 a 6 anos eram soronegativas no início do estudo, esse número caía para 36% entre adolescentes e para apenas 26,8% entre os adultos.

Como a eficácia da vacina tende a ser maior em indivíduos que já tiveram exposição prévia ao vírus, os grupos mais velhos acabam apresentando índices de proteção mais elevados.

Eficácia a longo prazo

Ao final dos cinco anos de acompanhamento, a eficácia geral da vacina contra a dengue sintomática (causada por qualquer sorotipo) consolidou-se em 65,0%. Isso indica que a proteção se manteve sólida e dentro da margem esperada, não representando queda drástica na imunidade.

A vacina atingiu todos os objetivos primários e secundários de eficácia estabelecidos no protocolo, confirmando sua capacidade de proteção em longo prazo.

“Os dados de seguimento de longo prazo confirmam que a eficácia gerada pela vacinação em dose única foi duradoura e que o perfil de segurança da vacina é positivo em todos os grupos avaliados. Esta avaliação solidifica a robustez nos dados de segurança, confirmando que a Butantan-DV pode ser utilizada em pessoas sem exposição prévia à dengue”, ressalta Fernanda Boulos.

Sobre a Butantan-DV

A vacina da dengue do Instituto Butantan protege contra os diferentes tipos de vírus da dengue por meio de sua composição tetravalente, o que significa que ela contém componentes específicos para combater os quatro sorotipos conhecidos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.

O imunizante utiliza vírus vivos, mas “enfraquecidos” (atenuados) em laboratório, para que não causem a doença enquanto são capazes de estimular uma resposta imune. As cepas utilizadas são baseadas em uma tecnologia originalmente desenvolvida pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês).

Para os sorotipos DENV-1, DENV-3 e DENV-4, a vacina utiliza genomas quase completos dos respectivos vírus. Já para o DENV-2, a proteção é construída utilizando-se de vírus quimérico, que consiste nas proteínas de superfície do DENV-2 montadas sobre a estrutura (“esqueleto”) atenuada do vírus DENV-4.

Uma vez aplicada, a vacina gera uma viremia vacinal, que é a replicação controlada desses vírus atenuados no corpo. Isso induz o sistema imunológico a produzir anticorpos neutralizantes específicos para cada um dos quatro sorotipos. O objetivo é criar uma imunidade específica para cada um deles, para que o organismo reconheça e neutralize as variantes de forma individualizada.

A vantagem da dose única

Um dos grandes diferenciais da vacina Butantan-DV é o seu esquema de dose única, o que facilita a logística de vacinação, melhora a adesão da população e promove uma cobertura vacinal mais rápida.

A razão pela qual apenas uma dose é necessária reside na alta capacidade de replicação inicial do vírus vacinal, que induz uma resposta imune suficiente para prevenir a replicação de doses subsequentes.

Estudos demonstraram que uma segunda dose não produzia nova viremia vacinal nem reforçava a resposta de anticorpos, o que indica que a primeira dose já atinge o patamar de proteção necessário. Esta é uma característica comum em outras vacinas de vírus vivos atenuados que apresentam sucesso em dose única.

Diferentemente de vacinas que exigem duas ou três doses, a tecnologia do Butantan permite que a proteção contra a dengue sintomática e casos graves seja estabelecida com apenas uma aplicação, independentemente de a pessoa já ter tido a doença anteriormente.

O ensaio clínico de fase 3 da Butantan-DV contou com financiamento do Ministério da Saúde, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Fundação Butantan.

As informações são do Instituto Butantan.

Curitiba inicia circuito especial de atenção à Saúde da Mulher aos sábados

Em março, além do atendimento normal de segunda a sexta-feira, 47 unidades de saúde oferecerão aos sábados, de forma escalonada, um combo de cuidados voltado ao público feminino. É o Circuito da Mulher (veja a programação abaixo).

A ação acontece em alusão ao Dia Internacional a Mulher, comemorado em 8 de março. O atendimento será aos sábados, das 8h às 12h.

Para participar, é preciso ser usuária do SUS Curitibano e agendar previamente pela Central Saúde Já Curitiba, pelo telefone (41) 3350-9000. A Central funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, inclusive nos feriados; e nos sábados e domingos, das 8h às 20h.

“Será uma oportunidade para colocar em dia exames preventivos, atualizar a carteira de vacinação e acolher a curitibana com orientações importantes de prevenção e promoção da saúde”, diz a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak.

O agendamento pela Central Saúde Já para os sábados será feito para atendimento na unidade de saúde que estiver programada para abrir e que pertencer ao distrito sanitário de residência da usuária.

Circuito da Mulher

As mulheres que decidirem participar do Circuito da Mulher, no mês de março, passarão por atendimento em sistema de circuito (com cinco ou seis etapas, a depender de cada caso).

No Acolhimento, a etapa 1, é realizada uma triagem pela equipe, em que se faz uma análise global da situação de saúde da paciente e se analisa se a mulher tem alguma queixa específica de saúde. Nesta etapa, as mulheres que desejam parar de fumar também poderão conhecer o programa de cessação do tabagismo e agendar a participação em grupo com equipe multidisciplinar com esse objetivo.

Na etapa 2, é realizada avaliação vacinal e imunização. Na etapa 3, é feita a testagem rápida de sífilis e HIV. Na etapa 4, haverá consulta com a enfermagem, para solicitação de exames (conforme necessidade de cada paciente), realização do exame preventivo de colo de útero (mulheres de 25 a 64 anos), exame clínico das mamas e agendamento de mamografia (mulheres de 40 a 74 anos).

Mulheres com obesidade são encaminhadas para a etapa 5, para realizar orientação nutricional e vinculação para continuidade de tratamento na unidade de saúde de referência.

Na parada 6, é realizado um exame clínico para avaliar a necessidade de algum atendimento de emergência ou agendamento especial. É realizada, ainda, neste momento, orientações de saúde bucal.

“O Circuito é uma oportunidade interessante para resolver várias questões de saúde de uma só vez. O atendimento à saúde feminina é uma prática constante em nossas unidades, porém, frequentemente, as mulheres enfrentam uma agenda cheia e priorizam outras atividades, relegando esse cuidado a um segundo plano. O circuito resolve esse problema de maneira prática”, comenta a diretora de Atenção Primária, Juliana Hencke.

Segundo ela, a ação no mês da Mulher visa chamar a atenção do público feminino para a necessidade manter exames em dia. “Será uma forma de mostrar que a saúde deve ter prioridade na rotina das famílias”, diz Juliana.

Programação

Confira a agenda dos sábados do Circuito da Mulher, que acontece das 8h às 12h, em março:

Distrito Sanitário Bairro Novo
7/3 – US Coqueiros (Rua Coronel Victor Agner Kendrick, 80 – Sítio Cercado)
14/3 – US Bairro Novo (Rua Paulo Rio Branco de Macedo, 791 – Sítio Cercado)
21/3 – US Xapinhal (Rua Elbe de Macedo, 100 – Sítio Cercado)
28/3 – US Osternack (Rua Miguel Rossetim, 100 – Vila Osternack – Sítio Cercado)

Distrito Sanitário Boa Vista
7/3 – US Bairro Alto (Rua Jornalista Alceu Chichorro, 314 – Bairro Alto)
14/3 – US Abranches (Rua Aldo Pinheiro, 60 – Abranches)
21/3 – US Santa Cândida (Avenida Paraná, 5.050 – Santa Cândida)
28/3 – US Abaeté (Rua Delegado Miguel Zacarias, 403 – Boa Vista)

Distrito Sanitário Boqueirão
7/3 – US Jardim Paranaense (Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão)
14/3 – US Vila Hauer (Rua Waldemar Kost, 650 – Hauer)
21/3 – US Eucaliptos (Rua Lázaro Borsato, 150 – Alto Boqueirão)
28/3 – US Menonitas (Rua Domicio da Costa, 52 – Xaxim)

Distrito Sanitário Cajuru
07/3 – US Iracema (Rua Professor Nivaldo Braga, 1.571 – Capão da Imbuia)
14/3 – US Uberaba de Cima (Rua Capitão Leônidas Marques, 1.392 – Uberaba)
21/3 – US Cajuru (Rua Pedro Bochino, 750 – Vila Oficinas)
28/3 – US Camargo (Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru)

Distrito Sanitário CIC
7/3 – US Caiuá (Rua Arnaud Ferreira Vellozo, 200 – Cidade Industrial) e US Jardim Gabineto (Rua Engenheiro João Vizinoni, 458 – Cidade Industrial)
14/3 – US Thaís Viviane Machado (Rua Gastão Natal Simone, 5 – Cidade Industrial) e US Campo Alegre (Avenida das Indústrias, 1.749 – Cidade Industrial)
21/3 – US Vila Verde (Rua Emílio Romani, 2.684 – Cidade Industrial) e US São Miguel (Rua Des. Cid Campelo, 8.060 – Cidade Industrial)
28/3 – US Atenas (Rua Emília Erichsen, 45 – Cidade Industrial) e US Tancredo Neves (Rua Professora Hilda Hank Gonçalves, 435 – Cidade Industrial)

Distrito Sanitário Matriz
14/3 – US Mãe Curitibana (Rua Jaime Reis, 331 – Alto do São Francisco)
28/3 – US Capanema (Rua Manoel Martins de Abreu, 830 – Prado Velho)

Distrito Sanitário Pinheirinho
7/3 – US Sagrado Coração (Rua Antônio Claudino, 375 – Pinheirinho)
14/3 – US Maria Angélica (Rua Professor Júlio Teodorico Guimarães, 337 – Pinheirinho)
21/3 – US Fanny Lindóia (Rua Conde dos Arcos, 295 – Lindóia)
28/3 – US Concórdia (Rua Dilermando Pereira de Almeida, 700 – Pinheirinho)

Distrito Sanitário Portão
7/3 – US Santos Andrade (Rua Nelson Ferreira da Luz, 145 – Campo Comprido) e US Parolin (Rua Sergipe, 59 – Vila Guaíra)
14/3 – US Santa Quitéria II (Rua Bocaíuva, 310 – Santa Quitéria) e US Vila Guaíra (Rua São Paulo, 1.495 – Vila Guaíra)
21/3 – US Santa Amélia (Rua Berta Klemtz, 215 – Fazendinha)
28/3 – US Santa Quitéria I (Rua Divina Providência, 1.445 – Santa Quitéria) e US Estrela (Rua Francisco Nowotarski, 204 – Fazendinha)

Distrito Sanitário Santa Felicidade
7/3 – US Bom Pastor (Rua José Casagrande, 220 – Vista Alegre)
14/3 – US Pinheiros (Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade)
21/3 – US Pilarzinho (Rua Amauri Lange Silvério, 1.251 – Pilarzinho)
28/3 – US Campina do Siqueira (Rua General Mário Tourinho, 1684 Campina do Siqueira) e Nova Orleans (Avenida Vereador Toaldo Tulio, 4.577 – Orleans)

Distrito Sanitário Tatuquara
14/03 – US Pompeia (Rua João Batista Bettega Jr, 125 – Tatuquara) e US Moradias da Ordem (Rua Jovenilson Americo de Oliveira, 240 – Tatuquara)
21/03 – US Dom Bosco (Rua Angelo Tosin, 100 – Campo do Santana), US Monteiro Lobato (Rua Olivio José Rosetti, 538 -Tatuquara) e US Caximba (Rua Delegado Bruno de Almeida, 7.881 – Caximba)

Serviços realizados no Circuito:

  • Avaliação vacinal e imunização;
  • Testagem rápida de sífilis e HIV;
  • Realização do exame preventivo de colo de útero (mulheres de 25 a 64 anos);
  • Exame clínico das mamas;
  • Agendamento de mamografia (mulheres de 40 a 74 anos);
  • Orientação nutricional (em caso de obesidade);
  • Orientações de saúde bucal e para cessação do tabagismo.

 

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

[VÍDEO] 3º episódio do Simepar Cast debate Cooperativismo e geração de trabalho na Medicina

No terceiro episódio do Simepar Cast, vamos aprofundar um tema fundamental para a carreira médica, que são as relações de trabalho na Medicina e o cooperativismo como alternativa sólida, estruturada e sustentável para os médicos.

Para essa conversa, recebemos uma referência no assunto: Dr. Rached Hajar Traya, diretor-presidente da Unimed Curitiba, a maior operadora de planos de saúde do Paraná e uma das maiores do sistema Unimed no país.

Assista ao Simepar Cast:

É importante ressaltar que escolhemos a Unimed Curitiba não por acaso. Ela faz parte do maior sistema cooperativo de Saúde no mundo, um exemplo concreto de como o cooperativismo pode transformar a vida profissional dos médicos e fortalecer a assistência à população.

A Unimed nasceu de um movimento de médicos que buscavam autonomia e segurança nas relações de trabalho. Na época, o Sindicato Médico de Santos enfrentava dificuldades trabalhistas e, como alternativa, os médicos se uniram para criar algo novo, uma cooperativa da própria classe. Esse modelo segue relevante até hoje, gerando trabalho, renda e sustentabilidade para milhares de médicos.

Neste episódio, discutimos também as diferenças entre cooperativas e sindicatos – enquanto o sindicato busca garantir direitos trabalhistas, a cooperativa se organiza em torno da autogestão e da sustentabilidade econômica para gerar trabalho e renda aos seus cooperados. Um debate estratégico para quem deseja compreender os caminhos possíveis para uma carreira médica mais segura, autônoma e estruturada.

Sesa alerta para riscos de quedas de idosos; foram 13 mil casos no Paraná em 2025

Paraná possui mais de 2 milhões de pessoas idosas, o que representa 17,6% da população, cenário que exige planejamento permanente e monitoramento contínuo. Embora quedas possam ocorrer em qualquer idade, seus impactos na população acima de 60 anos são desproporcionalmente graves, levando a fraturas, perda de autonomia e complicações graves. Diante deste cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para a conscientização e prevenção de quedas em idosos e destaca que a maioria desses acidentes podem ser evitados com medidas simples.

Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), o Paraná registrou ano passado 13.077 internações de idosos por quedas, com uma prevalência maior entre as mulheres, que somaram 8.021 registros contra 5.056 de homens. A gravidade dos acidentes se reflete no número de mortes, que aumenta progressivamente com a idade. No mesmo ano, foram 412 óbitos, sendo 226 deles na faixa etária com mais de 80 anos, que também concentra a maior taxa de quedas do último ano, chegando a representar 50% dos casos.

As quedas de idosos raramente são eventos isolados, estando frequentemente associadas a um declínio funcional gradual, que inclui a perda de força muscular, alterações de equilíbrio e o uso de múltiplos medicamentos. Fatores ambientais, como tapetes soltos, iluminação inadequada e falta de barras de apoio, também desempenham um papel crucial, especialmente dentro de casa, onde a maioria dos acidentes ocorrem.

Para o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, os dados mostram que as quedas não podem ser tratadas como acidentes isolados, mas sim como um evento comum e, muitas vezes, evitável. Ele ressalta a importância de uma abordagem coletiva para o problema.

“É uma questão de saúde pública com impacto direto na qualidade de vida, na independência e na sobrecarga dos serviços de saúde. A prevenção de quedas é um cuidado coletivo que envolve toda a sociedade incluindo familiares, cuidadores, profissionais de saúde, gestores públicos e as próprias pessoas idosas. Todos têm um papel na construção de um envelhecimento mais seguro e saudável”, afirmou.

REFERÊNCIA NO ATENDIMENTO – O Hospital do Trabalhador (HT), em Curitiba, é referência no atendimento a traumas no Paraná e recebe diariamente pacientes idosos vítimas de quedas. O hospital possui um protocolo específico e rigoroso para agilizar o atendimento de idosos com fraturas deste tipo e o objetivo de realizar a cirurgia em até 48 horas, o que aumenta significativamente a sobrevida do paciente. Situações específicas, incluindo pacientes sob uso contínuo de medicamentos, como anticoagulantes, por exemplo, podem ter que aguardar um prazo maior para a realização do procedimento.

Quando um idoso chega ao pronto-socorro do HT com histórico de queda e suspeita de fratura, a equipe faz uma avaliação rápida, confirmado o diagnóstico com raio-X, e começa a contagem do tempo de otimização para a cirurgia. O paciente passa por avaliação clínica, avaliação anestésica e exames pré-operatórios, tudo para que a cirurgia aconteça no menor tempo possível.

De acordo com o médico ortopedista, especialista em cirurgia do quadril do HT e gerente técnico do Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier (CHR), Bruno Schuta Bodanese, a agilidade no atendimento é fundamental para evitar complicações. “A partir de 48 horas, o efeito na mortalidade aumenta. O pós-operatório, normalmente, é na UTI, justamente pela idade e pela gravidade do trauma cirúrgico. Porém, no dia seguinte da cirurgia, o paciente já senta, já começa a fazer exercício e a andar”, explicou o especialista.

Um diferencial importante do HT é a integração com o CHR, que faz parte do Complexo do Hospital do Trabalhador. Todos os pacientes que realizam a cirurgia de quadril são encaminhados para acompanhamento em fisioterapia após deixar o hospital. O tempo de recuperação varia de acordo com o estado clínico de cada paciente, mas geralmente dura de três a seis meses. “Nós acionamos em 100% dos casos o Centro de Reabilitação. O paciente sai de alta aqui do Trabalhador, já com a fisioterapia agendada para ter uma reabilitação mais adequada, um fluxo melhor, tudo isso de uma forma mais direcionada”, explicou Bodanese.

OSTEOPOROSE – Um fator agravante frequentemente subdiagnosticado é a osteoporose, uma doença silenciosa que se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos frágeis e suscetíveis a fraturas. Uma estimativa do Ministério da Saúde aponta que 50% das mulheres e 20% dos homens com 50 anos ou mais sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida. Em um idoso com osteoporose, uma queda que poderia resultar em apenas um hematoma pode levar a uma fratura grave, como a de fêmur, que tem altas taxas de mortalidade e perda de independência.

PREVENÇÃO – As estratégias de prevenção são multifatoriais e incluem desde a prática regular de exercícios físicos para fortalecimento muscular e ósseo até a revisão periódica de medicamentos. Para combater a fragilidade óssea, a recomendação é manter uma dieta rica em cálcio e a exposição solar moderada para produção de vitamina D.

Ainda sobre prevenção, o SUS disponibiliza medicamentos para tratamento da osteoporose e acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). No último ano, o Paraná registrou crescimento de 165,54% no número de pessoas idosas avaliadas pelas equipes de saúde.

Em casa, a adaptação do imóvel com a instalação de barras de apoio, a melhora da iluminação, remoção de obstáculos, tapetes e pantufas escorregadias também são recomendadas para evitar quedas.

LINHA DE CUIDADO AO IDOSO – O esforço para reduzir a incidência de quedas é contínuo e também envolve a capacitação de profissionais de saúde, a realização de campanhas de conscientização e a promoção de um envelhecimento ativo e saudável.

Para a diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes, a capacitação de profissionais e materiais de apoio são referências para orientação de famílias, profissionais e cuidadores.

“O projeto Envelhecer com Saúde no Paraná norteia nossos trabalhos, ações e iniciativas voltadas à população idosa no Estado. Mantemos um olhar atento a esse público e sabemos da importância de aprimorar continuamente nossas políticas públicas para garantir um envelhecimento com dignidade e segurança”, explicou a diretora.

A Sesa tem investido em políticas públicas robustas, como o projeto Envelhecer com Saúde no Paraná. Uma das principais ferramentas dessa iniciativa é o Manual de Prevenção de Quedas para Idosos, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O material oferece orientações práticas para adaptar o ambiente doméstico e adotar comportamentos seguros, servindo como um guia para idosos, familiares e cuidadores.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.