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Simepar convoca Médicos/as que trabalharam para a Atual Médica beneficiados por Ação Coletiva

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) convoca os Médicos e Médicas que trabalharam para a empresa Atual Médica, que prestou serviços médicos no Município de Ponta Grossa no ano de 2015. Esses profissionais podem ter valores a receber resultantes de Ação Judicial, que já transitou em julgado, e foi patrocinada pelo Simepar.

Os profissionais que trabalharam para a Atual Médica em 2015 devem entrar em contato com a Assessoria Jurídica do Sindicato para informações sobre o recebimento de valores. O contato pode ser feito pelo WhatsApp 41-4141-9559, ou pelo E-mail: advogados@zornig.com.br.

Lista dos beneficiados:

ABRAÂO PRAXEDES DE PAIVA
ANA CRISTINA PIRES BALBELA
ANDRESSA DALARMI
BRUNO PATEL
CLAUDIA FERNANDA CESTO
DANILO HIROSHI SATO
DIOGENES JOHN ALLEN FERREIRA
EDUARDO LOPES MARTINS
FRANCISCO RAEVAN SANTOS
GABRIEL BORGES DE ASSIS
GILBERTO BARONI
GISELE MEIRE DE CARVALHO OLIVEIRA
GREGORIO JOÃO SELHORST
GUILHERME HENRIQUE PERINE
GUSTAVO SFIER LUIZ
HELSINKI CARRIELO
ISABELA DE BORTOLI
JISSA JEANETE LUCIANO
JULIANO TERUYA MAEKAWA
MARCELO TESSARI
MARCO ANTONIO MOUTINHO DE SOUZA
MARCOS NATAL MAROCHI
MARINA BISHOP BRITO
MATEUS EDUARDO RUGILO ROSA
MAYSA GODOY GOMES MAZUREK SIRTOLI
PAULO ROBERTO BABO ALVES
RAFAEL FRANCISCO DOS SANTOS
RAFAELA KATERINE FERNANDES
RAFAELA DE ARAUJO MOLTENI
RANIER BERGER
RICARDO FERNANDO RIBEIRO FRAIZ
ROBERTO DUARTE BRAGAGNOLO
SARAH BRANCO RIBEIRO
THADEU TIESSI SUZUKI
THAIS TRAPLE VILLAS BOAS
VERIANA FORBECK INCOTT
WAGNER RAPHAEL CESTO

Estão abertas as inscrições para a Prova de Título de Especialista em Psiquiatria

Estão abertas desde o dia 03/03/2026 as inscrições para a Prova de Título de Especialista em Psiquiatria 2026.1, que é realizada pela Associação Brasileira de Psiquiatria, em conjunto com a Associação Médica Brasileira.

As inscrições são feitas pela internet até às 15h do dia 09/04/2026. Esse mesmo prazo é o limite para o pagamento da taxa de inscrição.

Envio de documentação pelos Correios: até 13/04/2026

Data da prova (On-line): 07/06/2026

Local: On-line

Informações e dúvidas: educacao@abp.org.br

Para ler o Edital da Prova, clique aqui.

O Título de Especialista em Psiquiatria é essencial para o exercício da especialidade, que qualifica e certifica os conhecimentos técnicos e científicos necessários, além de valorizar o exercício da profissão. Conforme o Código de Ética Médica, em seu capítulo XXI, é vedado ao médico “anunciar títulos científicos que não possa comprovar e especialidade ou área de atuação para a qual não esteja qualificado e registrado no Conselho Regional de Medicina”.

Organizada e realizada pela ABP, sob as Normativas estabelecidas pela Associação Médica Brasileira – AMB, responsável pela concessão do Título de Especialista, de acordo com as Resoluções 2.148 e 2.149, ambas de 2016, do Conselho Federal de Medicina – CFM, a Prova de Título acontece anualmente. Para os psiquiatras que já possuem Título de Especialista, podem se especializar ainda mais obtendo o Certificado de Área de Atuação. São quatro grandes áreas em que o psiquiatra pode atuar: Psicoterapia, Psicogeriatria, Psiquiatria da Infância e Adolescência e Psiquiatria Forense.

As informações são da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Nota de repúdio: Prisão arbitrária e violência injustificável contra médico durante plantão

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) manifesta repúdio e preocupação com a prisão arbitrária de um Médico durante um plantão em uma Unidade de Pronto Atendimento na cidade de Novo Hamburgo – RS.

Vídeos feitos por pessoas presentes no local dos acontecimentos, que circulam em redes sociais e sites de notícias, mostram agentes da Guarda Municipal da Cidade agindo com força desproporcional para imobilizar o Médico, após um suposto desentendimento com uma paciente.

Segundo nota do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul, os pacientes presentes na UPA, testemunhas do abuso, pediam pela libertação do médico, reconhecendo a injustiça cometida.

É inaceitável que os profissionais da Medicina, que já estão expostos a episódios de violência por parte de pacientes e acompanhantes, sofram também com a violência de agentes de segurança, que deveriam protegê-los, assim como aos demais profissionais da Saúde.

O Simepar solidariza-se com esse Médico, com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers), e com o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul; entidades que estão atuando na defesa do profissional e na elucidação desse triste episódio. Que os fatos sejam esclarecidos e que seja garantida a segurança e a tranquilidade para os profissionais da Medicina e da Saúde em geral.

Cabe lembrar que o Simepar dispõe de um canal de denúncias no portal da entidade: simepar.org.br/denuncia, além do E-mail: simepar@simepar.com.br. Quaisquer situações de violência, ameaças, assédio ou qualquer situação que prejudique o bom exercício da Medicina podem ser relatadas via esses canais, inclusive de forma anônima, e o Sindicato tomará todas as medidas cabíveis para a solução dos problemas.

Com informações do Simers e do Cremers.

Teste rápido da Dengue passa a integrar tabela do SUS

O Ministério da Saúde (MS) incorporou o teste rápido para o diagnóstico da dengue na tabela de procedimentos custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) .

A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

O método pode detectar a presença no sangue da proteína específica liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) logo no início da infecção, diferentemente dos exames de anticorpos (sorologia), que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus (geralmente após o sexto dia de infecção).

O Ministério da Saúde informou que, desde 2024, compra e distribui os testes aos estados, ofertados em ambulatórios de postos de saúde e em hospitais da rede pública de saúde .

A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades.

A norma já está em vigor.

Vantagens

A identificação rápida da doença pode ocorrer já nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas característicos da infecção viral, como febre alta, dor no corpo e mal-estar.

O teste rápido da dengue não exclui a necessidade de buscar atendimento médico e poderá contribuir para o acompanhamento do profissional de saúde.

Com o resultado, o médico poderá detectar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas no sangue e o risco de evolução para a dengue hemorrágica.

O diagnóstico antecipado também garante maior precisão à vigilância epidemiológica sobre a circulação do vírus.

Como funciona

O teste funciona por imunocromatografia. O dispositivo reage à presença do antígeno do vírus e o resultado fica pronto em poucos minutos.

Para a realização do exame, é necessária uma pequena amostra de sangue da pessoa com suspeita de estar com dengue, obtida apenas por um furo na ponta do dedo para a coleta do material.

É importante destacar que o teste de dengue não identifica os sorotipos virais da dengue e, também, não é capaz de informar se a pessoa contraiu o vírus da dengue anteriormente.

Não é necessário jejum ou qualquer outro tipo de preparo para fazer o exame.

O teste será aplicado sem custo à população nas unidades públicas do SUS, mas se comprado nas farmácias privadas, custa em média R$ 40.

Principais sintomas da dengue:

  • febre alta (39° a 40°c) e de início súbito;
  • dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos;
  • dores musculares e/ou articulares;
  • prostração, caracterizada por cansaço extremo;
  • náuseas e vômitos;
  • manchas vermelhas na pele;
  • dor abdominal.

 

As informações são da Agência Brasil. 

Curitiba convoca crianças, idosos e gestantes para dia D de vacinação contra a Gripe no sábado

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba inicia, neste sábado (28/3), a Campanha de Vacinação contra a Gripe 2026. O lançamento acontece no formato de Dia D, com 19 unidades abertas e 9 drives-thru de vacinação, funcionando neste sábado, das 8h às 17h. Confira abaixo os locais.

A campanha 2026 de vacinação contra a influenza este ano ocorrerá no período de 28 de março a 30 de maio. Neste primeiro momento, estão sendo convocados 463.607 pessoas em Curitiba que fazem parte do público prioritário de rotina: pessoas com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 5 anos e gestantes.

“Na campanha deste ano, estamos focando no público mais vulnerável, que tem mais chance de complicações pela gripe. São pessoas que precisam ser vacinadas o quanto antes, para evitar que sejam impactadas pela sazonalidade do vírus que começa já em abril”, convoca a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Tatiane Filipak. “Importante salientar que a gripe é a uma doença que pode levar à morte”, alertou.

Em 2024, foram registradas 52 mortes por gripe em Curitiba, o maior número nos últimos dez anos – em 81% dos óbitos o paciente não tinha realizado vacina naquele ano. Em 2025, foram 51 óbitos por gripe no município – 75% não tinham realizado vacina durante o ano.

Público prioritário

Além de pessoas com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 5 anos e gestantes (público prioritário de rotina), a vacina também será ofertada a outros grupos prioritários especiais como: puérperas (mães que tiveram bebê até 45 dias), povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, pessoas com doenças crônicas, com deficiência, professores, profissionais de saúde, das forças de segurança e salvamento, das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, portuários, dos correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.

Somando o público prioritário de rotina e especial, estima-se que 700,8 mil pessoas estejam aptas a serem vacinadas durante a campanha em Curitiba.

A capital paranaense recebeu nesta semana inicialmente 50 mil doses da vacina, mas há previsão de reabastecimento semanal, via Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde.

Dia D

No primeiro dia de campanha, o dia D no sábado (28/3), 9 drives-thru funcionarão das 8h às 17h, oferecendo exclusivamente vacina contra a gripe para pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência, moradoras de Curitiba.

Além dos drives, 19 unidades estarão abertas, das 8h às 17h, ofertando a vacina contra a gripe para idosos, gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos e demais públicos prioritários. Nas unidades abertas, durante o dia D, também serão oferecidas todas as demais vacinas, conforme indicação do calendário nacional de imunização para todos os públicos – a única exceção é a vacina anticovid para público especial de 5 a 11 anos, que não foi enviada pelo Ministério da Saúde.

“Essa é uma ótima oportunidade para colocar em dia a carteira de vacinação de toda a família nas unidades que vão abrir. Em especial, a carteira de vacinação da criança e da gestante. No caso da gestante, é possível aproveitar e realizar também a vacina contra o vírus sincicial respiratório, que protege o bebê recém-nascido contra a bronquiolite”, convoca Tatiane.

Segunda-feira

A partir de segunda-feira (30/3), a vacina contra a gripe estará nas 109 unidades de saúde da Prefeitura para os públicos prioritários. Para saber mais sobre endereço e horários de funcionamento, acesse o site Imuniza Já Curitiba.

Orientações para vacinação

A vacina contra a gripe oferecida pelo SUS é trivalente e protege contra a cepa da influenza B, influenza A H1N1 e influenza A H3N2. A vacina é contraindicada para menores de 6 meses e também para pessoas que tiveram reação anafilática grave em doses anteriores.

Para se vacinar, é preciso apresentar documento de identificação e documentação que comprove a sua situação de inclusão em um dos grupos prioritários especiais (se for o caso).

Público prioritário de rotina para vacinação contra a gripe:

  • Pessoas com 60 anos ou mais;
  • Crianças de 6 meses a 5 anos;
  • Gestantes.

 

Público prioritário especial para a vacinação contra a gripe:

  • Puérperas (mães que tiveram filho há até 45 dias);
  • Profissionais da Saúde;
  • Professores;
  • Pessoas com doenças crônicas;
  • Povos indígenas;
  • Quilombolas;
  • Forças armadas, de segurança e salvamento;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Trabalhadores do transporte coletivo, rodoviários e portuários;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores dos Correios;
  • População privada de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade e adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.

Locais de vacinação no dia D (28/3)

Drives-thru

Destinados a vacinação contra a gripe de pessoas com 60 anos ou mais e pessoas com deficiência – 8h às 17h:

  • Distrito Sanitário Matriz – Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho (Rua Nunes Machado, entre a Av. Getúlio Vargas e a Avenida Iguaçu, ao lado da Praça Ouvidor Pardinho – Centro).
  • Distrito Sanitário Boa Vista – Colégio Santa Maria (Rua Professor Joaquim de Matos Barreto, 98 – São Lourenço).
  • Distrito Sanitário Pinheirinho – Igreja Alcance (Av. Rep. Argentina, 4917 – Novo Mundo).
  • Distrito Sanitário CIC e Portão – Mercado Circuito (Joao Bettega, 4280 – CIC).
  • Distrito Sanitário Boqueirão – Rua da Cidadania Boqueirão (Av. Mal. Floriano Peixoto, 8430 – Boqueirão).
  • Distrito Sanitário Cajuru – Rua da Cidadania Cajuru (Av Pref. Maurício Fruet, 2150 – Cajuru).
  • Distrito Sanitário Bairro Novo – Centro de Esporte e Lazer Bairro Novo (Rua Ourizona, 1681 – Sítio Cercado).
  • Distrito Sanitário Santa Felicidade – Universidade Tuiuti – Estacionamento Principal (Portal) – (Rua Padre Ladislau Kula, 395 – Santo Inácio).
  • Distrito Sanitário Tatuquara – Rua da Cidadania do Tatuquara (Rua Olivardo Konoroski Bueno, 700 – Tatuquara).

 

Unidades de Saúde

Realizam vacina contra gripe em todo o público prioritário e oferecem demais vacinas do calendário de imunização – 8h às 17h:

  • Distrito Sanitário Matriz – Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho (Rua 24 de Maio, 807 – Centro).
  • Distrito Sanitário Boa Vista – Unidade de Saúde Bacacheri (Avenida Erasto Gaertner, 797 – Bacacheri) e Unidade de Saúde Abaeté (Rua Delegado Miguel Zacarias, 403 – Boa Vista).
  • Distrito Sanitário Pinheirinho – Unidade de Saúde (Vila Clarice Rua Eloy de Assis Fabris, 634 – Novo Mundo) e Unidade de Saúde Concórdia (Rua Dilermando Pereira de Almeida, 700 – Pinheirinho).
  • Distrito Sanitário CIC – Unidade de Saúde Tancredo (Rua Professora Hilda Hank Gonçalves, 435 – Cidade Industrial) e Unidade de Saúde Atenas (Rua Emilia Erichsen, 45 – Cidade Industrial).
  • Distrito Sanitário Boqueirão – Unidade de Saúde Menonitas (Rua Domicio da Costa, 52 – Xaxim) e Unidade de Saúde Vila Hauer (Rua Waldemar Kost, 650 – Hauer).
  • Distrito Sanitário Portão – Unidade de Saúde Estrela (Rua Francisco Nowotarski, 204 – Fazendinha) e Unidade de Saúde Santa Quitéria I (Rua Divina Providência, 1445 – Santa Quitéria).
  • Distrito Sanitário Cajuru – Unidade de Saúde Camargo (Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru) e Unidade de Saúde Iracema (Rua Professor Nivaldo Braga, 1571 – Capão da Imbuia).
  • Distrito Sanitário Bairro Novo – Unidade de Saúde João Cândido (Rua Ourizona, 2250 – Sítio Cercado) e Unidade de Saúde Osternack (Rua Miguel Rossetim, 100 – Vila Osternack).
  • Distrito Sanitário Santa Felicidade – Unidade de Saúde Campina do Siqueira (Rua General Mário Tourinho, 1684 – Campina do Siqueira), Unidade de Saúde Nova Orleans (Avenida Vereador Toaldo Tulio, 4577 -Orleans) e Unidade de Saúde São Braz (Rua Antonio Escorsin, 1960 – São Braz).
  • Distrito Sanitário Tatuquara – Unidade de Saúde Santa Rita (Rua Adriana Ceres Zago Bueno, 1350 – Tatuquara).

 

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Ministério da Saúde dá início à primeira Pesquisa Nacional de Saúde Mental

O Ministério da Saúde (MS) iniciou, nesta segunda-feira (23/3), a etapa nacional de coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil). Trata-se do primeiro grande estudo de base populacional dedicado exclusivamente a compreender a situação da saúde mental da população adulta brasileira. A iniciativa foi anunciada pela Pasta em janeiro deste ano, quando a etapa piloto da pesquisa começou a ser realizada em oito municípios. Na fase inicial foram testados os instrumentos de coleta, os procedimentos operacionais e as estratégias de abordagem nos domicílios, permitindo aperfeiçoar o questionário eletrônico, avaliar a duração das entrevistas e garantir a padronização.

A PNSM-Brasil integra as ações de vigilância em saúde do MS e tem como objetivo produzir evidências inéditas sobre a ocorrência de transtornos mentais no país, além de investigar o acesso aos serviços de saúde e os impactos dessas condições na vida das pessoas. Os resultados serão úteis para subsidiar o planejamento, o aprimoramento e a implementação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental, à prevenção do sofrimento psíquico e ao fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os entrevistadores receberam capacitação específica sobre procedimentos éticos de pesquisa, abordagem domiciliar e manejo adequado de temas sensíveis relacionados à saúde emocional. A etapa nacional de coleta abrangerá municípios selecionados em todas as regiões do país, permitindo a obtenção de informações representativas da população adulta brasileira sobre diferentes aspectos da saúde mental.

Contexto

Problemas relacionados à saúde mental, como depressão, ansiedade e uso excessivo de álcool e outras drogas, estão entre as principais causas de sofrimento, incapacidade e afastamento do trabalho no Brasil e no mundo. A pesquisa permitirá estimar a prevalência de diferentes condições de saúde mental na população, compreender como se distribuem entre diferentes grupos sociais e identificar fatores de risco e de proteção relacionados às condições de vida para aprimorar a oferta de cuidado.

Segundo a diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças não Transmissíveis (DAENT) do Ministério da Saúde, Letícia de Oliveira Cardoso, ao participar da pesquisa, a população contribui para ampliar o conhecimento sobre a saúde mental no Brasil. “A pesquisa fortalece a produção de evidências para políticas públicas, apoia a qualificação da organização dos serviços de saúde mental no SUS e contribui para a redução do estigma associado ao sofrimento psíquico”, explica.

A execução técnico-científica do estudo é de responsabilidade da Universidade Federal do Espírito Santo.

Abordagem, segurança, sigilo e participação voluntária

A PNSM-Brasil é um estudo domiciliar com amostra probabilística representativa da população brasileira com 18 anos ou mais. Os domicílios participantes serão selecionados de forma aleatória, garantindo a representação de pessoas de diferentes regiões, perfis sociais e condições de vida. Em cada domicílio selecionado, uma pessoa será sorteada para participar da entrevista. Caso a sorteada não possa responder naquele momento, é possível agendar outro horário para a realização da entrevista.

Apenas um número limitado de domicílios será selecionado, portanto, a participação das pessoas convidadas é fundamental para que os resultados representem adequadamente a população brasileira. As entrevistas serão realizadas presencialmente por pesquisadores treinados, utilizando questionário eletrônico em tablet. O instrumento aplicado segue padrões internacionais recomendados para pesquisas sobre saúde mental.

Durante a abordagem, serão feitas perguntas sobre condições de saúde, experiências de vida, relações sociais, trabalho e renda, bem como aspectos de bem-estar emocional, uso de álcool e outras substâncias e busca por cuidados em saúde. A participação na pesquisa é voluntária e ocorre apenas após o consentimento livre e esclarecido do participante – que poderá interromper a entrevista ou deixar de responder alguma pergunta, se assim desejar.

Para garantir a confidencialidade, as respostas serão registradas em sistema seguro e os dados analisados de forma agregada, sem identificação individual. Todas as etapas seguem as normas éticas vigentes e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os entrevistadores atuam devidamente identificados e não serão solicitados dados bancários ou qualquer tipo de pagamento durante as entrevistas. A pesquisa não tem caráter de diagnóstico médico e não substitui consulta ou atendimento de saúde.

As informações são do Ministério da Saúde via Agência Gov.

Dia D de multivacinação: Paraná inicia no sábado a campanha de imunização contra a Gripe

O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), iniciará em 28 de março (último sábado do mês) a 28ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza em todo o Estado, durante o Dia D de multivacinação, iniciativa que visa ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso da população aos imunizantes. O Paraná recebeu 332.000 doses para proteger contra a gripe para o início da ação nacional.

A campanha 2026 de vacinação contra a influenza este ano ocorrerá no período de 28 de março a 30 de maio. No Paraná, a estimativa é vacinar 4.592.615 pessoas e a meta de imunizar 90% de cada um dos grupos prioritários para vacinação de rotina contra influenza, que incluem: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com mais de 60 anos e gestantes.

A vacina também será ofertada a outros grupos prioritários como puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, pessoas com doenças crônicas, com deficiência, professores, profissionais de saúde, das forças de segurança e salvamento, das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, portuários, dos correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.

A vacina influenza trivalente está atualizada, protegendo contra um total de três vírus do tipo influenza. Na composição, diferentes cepas do vírus Myxovirus influenzae inativadas: A/Missouri/11/2025 (H1N1); A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e a B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria).

“A vacina contra a influenza é uma das principais ferramentas para reduzir complicações, internações e óbitos causados pela gripe. A imunização é gratuita e estará disponível nas unidades de saúde de todo o Paraná assim que iniciar a campanha. Após recebermos as doses, iniciaremos a distribuição para agilizar o processo de imunização no Paraná”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

MULTIVACINAÇÃO – A ação de multivacinação será feita simultaneamente nos municípios paranaenses, reforçando a proteção contra doenças respiratórias, especialmente com a aproximação do período de maior circulação de vírus. E haverá oferta de diferentes vacinas do calendário nacional em um único momento, com o objetivo de atualizar a situação vacinal da população.

“A estratégia de iniciar a campanha no Dia D de multivacinação fortalece a mobilização dos municípios e amplia o alcance da vacinação, permitindo que a população aproveite a oportunidade para colocar em dia outras vacinas previstas no calendário”, afirmou o secretário.

A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima, levando documento pessoal e carteira de vacinação, para receber a dose e garantir proteção antes do período de maior incidência de doenças respiratórias.

A Sesa reforça que a vacinação é segura, eficaz e fundamental para a proteção individual e coletiva, contribuindo para a redução da sobrecarga nos serviços de saúde e para o enfrentamento das síndromes respiratórias no Estado.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

SUS poderá implementar rastreamento para o Câncer Colorretal

O Sistema Único de Saúde pode ganhar um novo programa para o rastreamento do câncer colorretal, que atinge o intestino grosso e o reto e vem crescendo em número de casos e óbitos.

Uma diretriz com as orientações para a testagem já foi elaborada por especialistas e recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Nos próximos dias, a Comissão vai abrir uma consulta pública para receber contribuições da sociedade e depois disso decidirá, em caráter definitivo, se as novas medidas devem ser incorporadas ao SUS.

A decisão final caberá ao Ministério da Saúde, que aguarda o andamento do processo para se posicionar, mas todos os representantes da pasta que compõem a comissão foram favoráveis.

A diretriz preconiza que todas as pessoas entre 50 e 75 anos, sem fatores de risco, realizem teste imunoquímico, para a identificação de sangue oculto nas fezes, a cada dois anos. Em caso positivo, o paciente deve ser encaminhado a uma colonoscopia, para detectar qual a razão do sangramento, e receber o tratamento devido.

As medidas valem para as pessoas em geral, que não têm sintomas nem outras doenças intestinais. O objetivo é diagnosticar lesões pré-cancerígenas e tratá-las antes que evoluam para o câncer, ou mesmo a doença já instalada, mas em estágio inicial, o que aumenta muito as chances de cura.

De acordo com o epidemiologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca) Arn Migowski, que compõe o grupo de trabalho, apesar desses exames já terem se mostrado eficazes para diminuir a mortalidade por câncer colorretal, a sua realização pela população em geral ainda é incipiente tanto na rede pública, quanto privada.

Ele complementa que a implementação de um programa de rastreio organizado pode ter ainda um benefício adicional.

“Ao contrário de doenças como o câncer de próstata ou de mama, que a gente faz o rastreamento, mas infelizmente só conseguimos detectar a doença no início, no caso do câncer colorretal, você pode detectar lesões pré-cancerosas. Ou seja, o objetivo principal é diminuir a mortalidade, mas a gente pode conseguir também diminui um pouco o número de novos casos”, explica.

Migowski é um dos autores de um estudo recente que estimou um aumento de quase 3 vezes nas mortes por esse tipo de câncer até 2030. Uma das razões que explicam a grande mortalidade da doença, é o fato da maioria dos pacientes só descobrir a doença em estágios avançados, justamente o que o rastreamento organizado quer impedir.

Apesar do texto inicial da diretriz já ter recebido parecer favorável, o grupo de trabalho continua discutindo a melhor maneira de implementar as medidas no sistema público brasileiro, o que deve ser feito de forma escalonada, ou seja, começando em alguns locais e expandindo progressivamente até chegar a todo o país.

De acordo com o especialista do Inca, isso é necessário para que o SUS consiga absorver a nova demanda, sem deixar de priorizar os pacientes com sintomas, que precisam ser atendidos com rapidez.

“No modelo organizado você convoca ativamente a pessoa que está na faixa etária, e depois disso, ela precisa fazer o seguimento, receber o resultado do exame, ser encaminhada para a colonoscopia, se precisar, passar por atendimento especializado. E depois ela tem que ser reconvocada, quando chegar a vez de fazer o exame novamente. Todas essas questões têm que ser muito bem planejadas”, diz Migowski.

Diagnóstico

A presidente da Associação de Gastroenterologia do Rio de Janeiro, Renata Fróes, também reforça a importância do rastreamento.

“O câncer colorretal ou de intestino não costuma apresentar sintomas precoces, pode ocorrer sangramento, mas não costuma ser visível”, explica. É esse “sangue oculto” que o exame imunoquímico nas fezes identifica.

Já durante a colonoscopia, o médico visualiza o interior do intestino, com o auxílio de um tubo flexível e uma câmera, e pode verificar se o paciente desenvolveu algum pólipo adenomatoso, tipo de lesão pré-cancerígena.

“Os pólipos são protuberâncias, que se assemelham até a pequenos cogumelos e que podem ser retirados por uma pinça que a gente introduz dentro dos colonoscópios. A retirada deles impede a progressão para o câncer”, explica Renata.

Por isso, a médica recomenda a realização da colonoscopia por todas as pessoas, já a partir dos 45 anos.

A gastroenterologista lembra que este mês é dedicado à campanha Março Azul, de conscientização sobre o câncer colorretal, e aponta sinais de alerta, que devem ser investigados com urgência, pois podem ser sintomas de câncer em estágio mais avançado:

“Além desse sangramento oculto, que pode dar uma anemia, fraqueza, cansaço, os outros sintomas são emagrecimento, dor abdominal e mudança do hábito intestinal. Pode ocorrer também fezes ‘em fitas’, mais estreitas, o que já significa algum grau de obstrução, porque o tumor cresceu e fica difícil para a comida passar pelo intestino”

As informações são da Agência Brasil.

Sesa reforça importância de cuidados com doenças respiratórias típicas do outono

O outono inicia nesta sexta-feira (20), marcando a chegada de temperaturas mais amenas. A tendência é que haja uma baixa na imunidade por conta dessa mudança e, por isso, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) reforça a orientação sobre a atenção redobrada quanto aos cuidados com as principais doenças típicas do período, como a gripe, pneumonia, sinusite, entre outras que atingem as vias respiratórias.

O olhar atento com a saúde e prevenção devem acontecer durante todo ano, entretanto, nesta época e também durante o inverno, a atenção deve ser ainda mais reforçada devido ao aumento de problemas respiratórios, principalmente nos cuidados às crianças e idosos.

Habitualmente, neste período de março a maio, há a vacina para gripe e as pessoas devem ficar atentas para cumprirem o calendário e se imunizarem, como destaca o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “A vacina da gripe é importante. As pessoas que têm uma fragilidade maior ou são dos grupos prioritários devem ficar atentas. Todos os anos o imunizante é atualizado para garantir maior proteção à população”, afirma.

A chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis da Secretaria da Saúde, Rosana Piler, explica que o outono costuma apresentar redução da umidade do ar e variações mais acentuadas de temperatura, fatores que contribuem para o aumento de poluentes e para o ressecamento das vias respiratórias. “Além disso, assim como no inverno, é comum que as pessoas permaneçam por mais tempo em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus”, diz.

A Secretaria da Saúde orienta sobre os principais cuidados: hidratação, manter os ambientes arejados; higienização das mãos e, principalmente, a imunização em dia.

INCIDÊNCIA – Os dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) de 2025, referentes às internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que adultos com mais de 50 anos e crianças menores de um ano de vida foram os grupos que mais internaram por doenças respiratórias em 2025 no Paraná. Das 125.059 internações em casos de Influenza, pneumonias, bronquite e bronquiolite, 59.498 (47,6%) foram em pacientes com mais de 50 anos e 10.820 (8,7%) em crianças menores de um ano de idade.

VACINAS DISPONÍVEIS – Gripe, Covid-19 e pneumonia integram o grupo das doenças imunopreveníveis, ou seja, podem ser evitadas com o uso de vacinas que estimulam o organismo a desenvolver proteção específica contra seus agentes causadores. A imunização é uma das estratégias mais eficazes para prevenir e controlar essas infecções respiratórias e está disponível gratuitamente pelo SUS.

Confira algumas vacinas que ajudam a reduzir o risco de formas graves das doenças:

INFLUENZA (GRIPE) – A vacinação contra a Influenza (gripe) ocorre segundo duas estratégias, tendo grupos prioritários definidos para cada uma.

A primeira estratégia é de rotina para crianças a partir de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes. As doses podem ser aplicadas ao longo de todo ano e, além disso, a fim de garantir a imunização de acordo com as cepas circulantes, deve acontecer no período de vacinação que ocorre anualmente. Para estes grupos, o Ministério da Saúde definiu meta de cobertura vacinal de 90%.

A segunda é a estratégia de campanha, período especial voltado para os grupos específicos, a serem anunciados na ocasião.

COVID-19 – A vacina contra a Covid-19 está disponível no calendário nacional para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes, sendo ofertada de forma rotineira nas salas de vacinação. Para idosos, a recomendação é de uma dose a cada seis meses. Já as gestantes devem receber uma dose em cada gestação, independentemente do histórico vacinal. Crianças nessa faixa etária devem completar o esquema com três doses, seguindo os intervalos recomendados.

A partir dos 5 anos, a criança passa a receber a vacinação pelo SUS dentro dos grupos prioritários, como pessoas com comorbidades, imunossuprimidos, trabalhadores da saúde, entre outros. A orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para manter a vacinação em dia.

PNEUMONIA – Para a prevenção de casos graves da pneumonia, o SUS oferta três imunizantes: Pneumocócica 10 conjugada, disponível na rotina do Calendário de Vacinação da Criança de 2 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já as vacinas pneumocócicas 23-valente polissacarídica e pneumocócica 13-valente conjugada são destinadas a pessoas com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, mediante avaliação e indicação dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

As informações são da Agência Estadual de Saúde.

Doações de sangue garantem tratamento a quem precisa de transfusões frequentes

Diversas situações podem levar uma pessoa a precisar de uma transfusão de sangue. São, na maioria, os casos de trauma que podem ocasionar em uma hemorragia, mas pacientes com câncer e portadores de algumas doenças genéticas que afetam o sistema sanguíneo também podem precisar de sangue ou de seus derivados para diminuir as complicações e melhorar o estilo de vida.

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), gerido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mantém uma rede estruturada para atendimento de pacientes que necessitam de transfusões e acompanhamento hematológico frequentes. Atualmente, a rede estadual de saúde atende em Curitiba 96 pacientes que necessitam de transfusões constantes, sendo 71 da Capital, sete de Cascavel, sete de Londrina, seis de Maringá, quatro de Ponta Grossa e um de Apucarana.

Leice Vieira, 43 anos, é uma dessas pacientes atendidas pelo ambulatório do Hemepar. Ela é portadora de talassemia. O diagnóstico foi dado ainda na infância. “É uma doença hereditária, meus pais tinham traço e conforme a junção genética desses traços eu vim com a doença, no nível maior, que exige tratamento. Quando nasci, eu era muito pálida, muito quieta, não chorava. Minha mãe achou que tinha alguma coisa errada e me levou ao médico. Depois dos exames descobriram a doença. Com 8 meses, iniciei o tratamento frequente”, conta.

A paciente é moradora de Guaratuba, no Litoral, e a cada três semanas recebe a transfusão de sangue em Curitiba. O tratamento contínuo faz diferença em sua rotina, já que a transfusão é um dos métodos mais eficazes para garantir qualidade de vida às pessoas que necessitam desse cuidado. “No Paraná, não tem o que reclamar. Eles dão bastante suporte”, afirma.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforça a importância da doação de sangue e como o Estado busca constantemente os melhores métodos para cuidar da saúde dos paranaenses, tornando-se referência nesse tipo de tratamento. “Quando falamos em doação de sangue, estamos pensando também nessas pessoas que precisam com frequência fazer a transfusão para ter qualidade de vida e o Paraná tem realizado investimentos na área da saúde e no fortalecimento dos atendimentos, garantindo assistência e qualidade de vida aos pacientes”, diz.

“Esse cuidado impacta não apenas quem recebe o tratamento, mas também os familiares. O Paraná se destaca por sua rede estruturada de atendimento em hemoterapia e transfusão de sangue. O cuidado, a cautela e a atenção contínua aos pacientes com doenças hematológicas demonstram o trabalho aprofundado e especializado desses profissionais de saúde”, acrescenta.

DOENÇAS – Médica hematologista, Janine Reinaldinho, que trabalha há nove anos no ambulatório do Hemepar, explica como funciona o atendimento aos pacientes com coagulopatias e hemoglobinopatias. “Os pacientes são pré-agendados, sabemos os dias que eles virão. Então realizamos a reserva das bolsas, chamando os doadores fenotipados para fazer a coleta prévia”, diz.

A estudante de Pedagogia Ana Beatriz Saturnino, de 19 anos, é portadora de anemia falciforme. A doença foi descoberta por meio da triagem neonatal, conhecida como Teste do Pezinho. “As transfusões sempre foram recorrentes na minha vida. A primeira de que me lembro foi quando eu tinha sete anos, quando precisei fazer uma cirurgia para a retirada das amígdalas. Realizar a transfusão sempre me ajudou a ter uma qualidade de vida muito boa”, diz.

“Vocês não têm noção do quão importante é uma doação de sangue para quem precisa. Nós conseguimos ter uma qualidade de vida muito melhor com a doação de vocês. Então, por favor, doem sangue, porque a gente precisa”, afirma.

A talassemia e a anemia falciforme são doenças genéticas que afetam a molécula de hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos. A hemoglobina é a proteína responsável por se ligar ao oxigênio e transportá-lo pelo corpo. O termo utilizado para doenças que afetam essa proteína é “hemoglobinopatia”. Embora ambas sejam classificadas como hemoglobinopatias, elas diferem quanto ao tipo de alteração genética e ao seu comportamento no organismo.

A talassemia causa anemia crônica devido a defeitos na produção de glóbulos vermelhos, o que exige transfusões regulares e controle de ferro. A anemia falciforme pode se manifestar de formas diferentes em cada indivíduo. Algumas pessoas apresentam apenas sintomas leves, enquanto outras podem desenvolver sinais mais intensos. Os sintomas geralmente começam a aparecer na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.

ATENDIMENTO – O Hemepar é responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná. Ele atua em rede, por meio de suas 23 unidades localizadas no Estado. O sistema atende à demanda de fornecimento de sangue e hemoderivados graças às doações voluntárias da população.

Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, pois cada componente pode ser utilizado por um paciente diferente. Isso reforça a importância da participação da população na doação. O sangue doado é essencial para garantir o atendimento a pacientes em situações de urgência, cirurgias, tratamentos oncológicos e demais procedimentos que dependem de transfusão.

Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e da presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses, até quatro vezes ao ano. Mulheres podem doar a cada três meses, totalizando até três doações anuais.

O doador pode fazer agendamento prévio AQUI, pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitando alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As informações são da Agência Estadual de Notícias.