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Boletim InfoGripe aponta aumento de hospitalizações por VSR e Gripe

O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) aumentou no Brasil e, em algumas regiões do país, também houve mais internações por gripe causada pelos vírus influenza A e B. Os dados estão no Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (11).

A análise é referente à Semana Epidemiológica 22, período de 31 de maio a 6 de junho, período em que a queda das temperaturas pode impulsionar a disseminação dos vírus respiratórios em locais fechados e aglomerados.

O estudo verificou que 11 das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com indícios de crescimento também na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

O InfoGripe destaca também que as demais 16 unidades da Federação apresentam indícios de interrupção do crescimento ou queda do número de casos de SRAG na tendência de longo prazo. Mas 12 delas ainda registram incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.

Cuidados

Em 2026, já foram registrados 3.591 óbitos de SRAG. Para a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, é importante que a população tome alguns cuidados, como lavar sempre as mãos, usar máscaras dentro unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar.

Segundo ela, também é importante fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado, para evitar transmitir o vírus para outras pessoas. Se não for possível fazer o isolamento, a recomendação é que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara como a N95 ou PFF2

“E o mais importante: é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e o VSR, para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus”, diz Tatiana.

Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que a alta de SRAG em crianças de até 4 anos de idade tem sido impulsionada principalmente pelo VSR, enquanto o rinovírus tem predominado entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos.

Nas últimas semanas, também tem sido observado um predomínio de casos de SRAG associados à influenza A entre jovens, adultos e idosos. A influenza B vem apresentando aumento, especialmente nas faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.

As informações são da Agência Brasil.

Simepar amplia a participação em Congressos, Conselhos e Mesas de Negociação

Os dirigentes do Simepar participam de diversos coletivos representando os profissionais da Medicina; como, por exemplo, o Conselho Municipal de Saúde de Curitiba e suas comissões temáticas, os conselhos curadores de Fundações Municipais de Saúde, e das Mesas Permanentes de Negociação do Sistema Único de Saúde (SUS), etc.

Desde 2023, dirigentes do Simepar vêm participando de reuniões periódicas com o Conselho Regional de Medicina para discutir as pautas sindicais, bem como as demandas e denúncias que convergem na atuação de ambas as entidades. Essa atuação conjunta visa defender os direitos dos profissionais, a dignidade e a ética profissional necessárias para o bom exercício da Medicina.

Nos últimos quatro anos foram aproximadamente 500 (quinhentas) reuniões, seminários, solenidades, congressos e eventos em geral que contaram com a participação de dirigentes do Simepar e/ou Médicos/as designados para representar e defender a categoria.

Integração com a Federação Médica Brasileira e a participação nos fóruns Médicos

O Simepar iniciou em 2022 uma frutífera aproximação da Federação Médica Brasileira (FMB), que é uma entidade sindical de nível nacional com 25 Sindicatos médicos filiados, contemplando todas as regiões do Brasil. A FMB se destaca por sua democracia participativa, pela unidade na diversidade, pela independência e pelo compromisso com o Médico, a Medicina e a Saúde Pública.

Em novembro de 2023 o Simepar decidiu em Assembleia pela filiação à FMB. Desde novembro de 2024, o Presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais; e a Secretária-geral do Simepar, Dr. Claudia Paola Carrasco Aguilar, integram a Diretoria da FMB. O Dr. Marlus exerce a função de Diretor Administrativo, e a Dra. Claudia Paola é Diretora de Educação Médica e Formação Profissional da Federação.

A atuação integrada com a FMB e demais Sindicatos Médicos possibilitou a participação e a representação do Simepar em audiências com autoridades do Poder Executivo Federal, como o Ministro da Educação, Camilo Santana; o Vice-Presidente da República, Dr. Geraldo Alckmin; representantes do Ministério da Saúde; além de Deputados Federais e Senadores da República.

Em 2024 e 2025, o Simepar participou enviando dirigentes sindicais para duas edições da Conferência Internacional de Sindicatos Médicos. Nesses encontros, participaram representações de diversos países, como a Espanha, Brasil, Portugal, Alemanha, África do Sul, Bolívia, Uruguai, Peru, Argentina e Jamaica.

O Simepar também participou de duas edições do Congresso Acadêmico Sindical da Federação Médica Brasileira: dos Congressos da própria FMB: além do XIV Encontro Nacional das Entidades Médicas (ENEM) em 2023. Ainda em 2023, o Sindicato esteve presente no Encontro dos Sindicatos Médicos da Região Sul, em Florianópolis – SC.

Também foram enviados representantes do Simepar para a “16a. Conferência Mundial sobre Bioética, Ética Médica e Direito da Saúde” em Brasília – DF, no ano 2024.

Em 2025, o Simepar participou da Assembleia Geral Extraordinária da Confederação Médica Latino-Ibero-Americana (CONFEMEL), realizada na Bolívia. No mesmo ano, o Sindicato esteve representado no 1° Fórum Paranaense em Defesa do Ato Médico do CRM-PR e na Reunião da Comissão dos Jovens Médicos no CRM-PR.

Foto: FMB – Divulgação.

Em março de 2026, a Dra. Cláudia Paola Carrasco Aguilar, diretora de Educação Médica e Formação Profissional da FMB e secretária-geral do Simepar realizou uma palestra sobre saúde mental da mulher médica durante o 1º Congresso da Mulher Médica da FMB, em Maceió (AL).

No próximo mês de agosto, Curitiba receberá o III Congresso Acadêmico Sindical da FMB. O evento será realizado nos dias 14 e 15 de agosto de 2026, na sede do Conselho Regional de Medicina do Paraná. O Congresso é realizado em parceria pelo Simepar com a FMB.

Esta é a segunda de uma série de matérias que estão sendo publicadas informando os detalhes da atuação do Simepar no período de 2022 a 2026. 

LEIA TAMBÉM: Simepar amplia e intensifica a atuação em defesa dos profissionais da Medicina no Paraná

Paciente do Paraná recebe coração artificial pelo SUS em São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) viabilizou o encaminhamento da primeira paciente paranaense a receber um coração artificial pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Andressa Fátima Reinaldi Banach, de 38 anos, moradora de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foi submetida à cirurgia de implante do dispositivo de assistência ventricular HeartMate 3 no dia 12 de maio, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde ficou até o dia 20. Depois foi encaminhada por UTI aérea ao Paraná e internada no Hospital do Rocio, em Campo Largo (RMC), onde ficou dez dias no pós-operatório e recebeu alta no dia 29 de maio.

Andressa sofria de insuficiência cardíaca grave com dilatação progressiva do ventrículo esquerdo, que havia perdido a capacidade de bombear sangue. A paciente possuía contraindicação para o transplante cardíaco tradicional em razão do alto grau de sensibilização prévia, ocorrido durante gestações anteriores, e incompatibilidade com 99% de potenciais doadores. O implante do coração artificial representava a única alternativa terapêutica viável para a vida dela.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, classificou o caso como um marco para a saúde pública paranaense. Segundo ele, a Sesa atuou de forma direta na articulação entre os hospitais de referência no Paraná e o centro especializado em São Paulo para garantir que a paciente tivesse acesso ao procedimento, além de garantir toda a logística de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) e o transporte em UTI aérea.

“A cirurgia foi um completo êxito e ela continuará o acompanhamento por tempo indeterminado. É uma articulação feita pela Sesa para um tratamento de ponta e totalmente pelo SUS. O nosso estado, que já é reconhecido pela referência nacional em doação e transplante de órgãos, também tem capacidade e capilaridade para promover tratamentos de alta complexidade pelo sistema público de saúde. Nenhum paranaense vai ficar sem alternativa”, afirmou Neves.

No Brasil, a insuficiência cardíaca afeta cerca de 2 milhões de pessoas, com 240 mil novos casos registrados a cada ano. A doença é a principal causa de internações cardiovasculares no sistema público. São quase 2 milhões de hospitalizações registradas entre 2015 e 2024, segundo dados dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, revista científica de referência da área.

PERCURSO – O encaminhamento exigiu coordenação entre diferentes níveis de atenção. Andressa deu entrada inicialmente no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, em agosto de 2024, após complicações na gestação de seu quinto filho. Após o parto, a situação se agravou. A paciente permaneceu extremamente debilitada, incapaz de cuidar do filho recém-nascido.

“Fiquei 14 dias na UTI, fui para casa, mas não conseguia pegar ele no colo, não conseguia fazer nada. Fiquei debilitada de um jeito que não conseguia nem trocar a fralda do meu filho. Eu chorava por ele ser tão pequenininho, precisando de mim ali, e eu não conseguia trocar uma fralda dele. Eu não conseguia ficar de pé para tomar um banho, para deitar, para ir para o quarto, tudo era meu esposo que me ajudava, que me carregava, meus filhos me ajudavam, não conseguia fazer mais nada”, descreveu.

Ela manteve o tratamento no Hospital Angelina Caron até fevereiro de 2025, quando foi encaminhada para o Hospital do Rocio, em Campo Largo, onde fez o acompanhamento cardiológico especializado com o objetivo de buscar um transplante de coração.

Aline Möckel, coordenadora da Secretaria de Transplantes do Hospital do Rocio, acompanhou a paciente desde o início do tratamento. Ela relata que a paciente chegou encaminhada via ambulatório para iniciar investigação sobre a insuficiência cardíaca e possibilidade de transplante cardíaco, mas a incompatibilidade com doadores mudou os planos do tratamento.

“Descobrimos que ela tinha um painel imunológico muito alto, de 99%, o que era contraindicação total para o transplante. O cenário ideal é que o paciente tenha esse painel 0%, então de uma maneira muito simples, é como se a gente expusesse ela a outras amostras de outras pessoas e ela criasse anticorpos contra todas essas outras pessoas. Se a gente transplantar uma paciente nessa situação, ela terá uma rejeição imediata ao órgão”, explicou Aline Möckel.

A médica cardiologista especialista em insuficiência cardíaca e transplantes do Hospital do Rocio, Aline Carbonera, ressalta que Andressa foi otimizada da melhor maneira possível com medicações, mas a doença se tornou refratária, ou seja, parou de responder ao tratamento. “Nesse contexto que nós começamos a pensar em outros tratamentos e foi ali que surgiu a possibilidade de pensarmos em um dispositivo, que é o HeartMate 3, como uma terapia avançada”, afirmou a especialista.

Após a cirurgia em São Paulo, a equipe recebeu Andressa e sua irmã Natally no aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, pelo serviço aeromédico da Sesa, e seguiram com a paciente para um novo internamento no Hospital do Rocio para o acompanhamento pós-operatório, estabilização e cuidados.

CAPACITAÇÃO DA EQUIPE – Antes da cirurgia, a equipe do Hospital do Rocio passou por capacitação intensiva para receber a paciente após o transplante e inserção do equipamento. O diretor-técnico do Hospital do Rocio, Kengi Itinose, destaca que a instituição já faz transplantes cardíacos desde 2015, mas o dispositivo artificial exigiu uma preparação específica. Além disso, três médicos e uma enfermeira do hospital foram a São Paulo para se habituar com o manejo da paciente com o dispositivo.

“Veio uma equipe que é a detentora do equipamento. Fizemos uma preparação com a equipe multidisciplinar no período de uma semana que depois acompanhou a paciente em São Paulo”, contou Itinose. “É algo inédito no Paraná e existe um plano para que possamos ser um dos locais de referência para esse tipo de procedimento”.

Marcely Gimenes Bonatto, cardiologista especialista em insuficiência cardíaca e transplantes, explica que Andressa terá um acompanhamento pós-operatório rigoroso para toda a vida. “A gente vai ter toda a atenção para esse lado direito do coração, para os outros órgãos e para a máquina. A gente precisa controlar a anticoagulação da Andressa para que não tenha trombose no dispositivo”, detalhou.

TECNOLOGIA – O HeartMate 3 é um dispositivo de assistência ventricular esquerda de fluxo contínuo desenvolvido para pacientes com insuficiência cardíaca refratária em estágio terminal. O equipamento funciona como uma bomba que assume o trabalho do ventrículo esquerdo comprometido. O dispositivo usa tecnologia de levitação magnética, com o rotor suspenso sem rolamentos mecânicos.

O mecanismo permite a passagem das células sanguíneas com menor atrito, reduzindo riscos de desgaste, formação de coágulos e complicações. O equipamento pode ser alimentado por fonte de energia fixa durante o repouso ou por baterias portáteis nas atividades diárias.

Leia mais no link abaixo:

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Paraná ultrapassa 2 milhões de doses aplicadas da vacina contra a Gripe

O Paraná já aplicou 2.007.462 vacinas contra a gripe este ano, ocupando o 5º lugar entre os estados que mais vacinaram em números absolutos, ficando atrás do Rio de Janeiro (2.082.039 doses aplicadas), Rio Grande do Sul (2.311.183), Minas Gerais (4.048.311) e São Paulo (7.516.839). Os dados são do Vacinômetro do Ministério da Saúde, atualizados nesta quarta-feira (3).

A cobertura vacinal do Paraná entre os grupos prioritários (idosos, gestantes e crianças de seis meses a menores de seis anos) é de 43,40%, acima da média nacional que está em 39,45% e ocupando a 7ª posição no País, atrás de Alagoas (44,59%), Ceará (44,69%), Minas Gerais (44,76%), Rio Grande do Sul (44,99%), Paraíba (45,16%) e Piauí (48,42%). A meta é atingir 90% deste público, somando 2.960.260 paranaenses destes três grupos.

O Paraná seguirá vacinando os grupos prioritários. “Nosso principal objetivo é utilizar as doses que temos para imunizar os grupos prioritários e garantir que essa população mais vulnerável esteja protegida para a chegada do inverno e consequentemente de maior circulação dos vírus respiratórios”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Em relação à cobertura vacinal dos grupos prioritários, as gestantes foram as que mais se vacinaram até agora, com 54.642 doses aplicadas, num percentual de 55,58% de cobertura, seguidas pelos idosos com 967.554 doses aplicadas e 46,33% de cobertura e crianças com 262.631 doses aplicadas e 33,95% de cobertura.

“Essa baixa adesão, especialmente entre o público infantil, é preocupante porque demonstra que ainda há uma certa resistência nos pais ou responsáveis em vacinar essas crianças. Por isso, reforçamos que as vacinas são seguras, e protegem”, ressaltou César Neves.

Além dos grupos de maior risco, estão elencados como público-alvo para vacinação: profissionais de saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior e trabalhadores de saúde da educação, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança e de salvamento, militares das Forças Armadas.

Também estão incluídos indivíduos com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e de longo curso, portuários, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.

Até agora, o Paraná recebeu 3.841.780 doses do imunizante. O quantitativo recebido pelo Estado ainda não representa a totalidade do grupo prioritário estimado pelo Ministério da Saúde, que soma 4.815.445 paranaenses. “Seguiremos trabalhando em parceria com os municípios para ampliar o acesso à vacinação e alcançar o maior número possível de pessoas dos grupos prioritários”, disse o secretário.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Simepar é contra a extinção da Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) manifesta profunda preocupação e lamenta a decisão da Prefeitura de Paranaguá, aprovada na Câmara de Vereadores do município na terça-feira (02/06), de extinguir a Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP). A medida deve resultar na demissão de aproximadamente 180 profissionais concursados que, ao longo dos anos, dedicaram suas carreiras à assistência à saúde da população do município.

A Prefeitura afirmou, em matéria publicada no portal do município, que adotará um “novo modelo de gestão”, com a transferência das atribuições para a administração direta, mas não foi realizado concurso público para contratação de médicas e médicos para atuarem como servidores municipais. Isso significa que a mão de obra médica será suprida por meio da terceirização, como a administração municipal já vem fazendo de forma crescente nos últimos anos.

O Simepar vem combatendo a terceirização na Saúde Pública há décadas, por considerar que essa forma de contratação é prejudicial à saúde da população, além de causar prejuízos aos profissionais e aos cofres públicos. Segundo entendimento do Sindicato, a terceirização é uma porta aberta para a corrupção e a precarização da Saúde.

O Ministério Público, por meio da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Paranaguá, publicou uma nota manifestando preocupações sobre a modelagem proposta para a administração da saúde pública municipal. No texto, a promotora Ana Cristina Pivotto Oliveira de Almeida apontou a ausência de demonstração técnica suficiente para as mudanças a serem implementadas, os impactos sobre a continuidade dos serviços e a falta de participação dos órgãos de controle social e da sociedade civil no processo decisório.

Por entendermos que as medidas adotadas apresentam indícios de ilegalidade e podem causar prejuízos aos profissionais, ao sistema público de saúde e à população de Paranaguá, o Simepar adotou medidas imediatas e, ainda ontem, acionou o Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado e a Justiça do Trabalho, buscando garantir a proteção dos direitos dos médicos, a segurança jurídica dos vínculos existentes e a preservação da assistência à população.

O Sindicato seguirá acompanhando atentamente os desdobramentos e adotará todas as medidas cabíveis em defesa da categoria médica, da legalidade administrativa e da manutenção de uma saúde pública de qualidade para a população de Paranaguá.

Nota da Pesar pelo falecimento do Dr. Dorivam Celso Nogueira

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) manifesta profundo pesar pelo falecimento do Dr. Dorivam Celso Nogueira, médico pediatra que dedicou mais de 30 anos de sua vida ao cuidado com crianças e suas famílias e à defesa da Medicina.

Sua trajetória profissional foi marcada pelo comprometimento, pela experiência, pelo acolhimento e pelo respeito conquistado perante colegas, pacientes e toda a comunidade médica. Muito querido e reconhecido por sua atuação, Dr. Dorivam construiu uma carreira pautada pela ética, pela dedicação e pelo cuidado com o próximo.

Além de sua destacada atuação na Pediatria, teve participação ativa e relevante no Simepar, contribuindo de forma decisiva em momentos importantes para a categoria médica, especialmente durante o período de mudanças na gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que passou a ser gerida pela Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS), sempre atuando com dedicação, diálogo e firme defesa das condições de trabalho e da valorização profissional.

Sua presença marcante, sua disposição em colaborar e seu compromisso com a Medicina e com os colegas deixam um legado importante para a Pediatria paranaense e para profissão.

Neste momento de tristeza, o Simepar se solidariza com familiares, amigos, colegas e todos aqueles que tiveram o privilégio de conviver com Dr. Dorivam Celso Nogueira, expressando nossos mais sinceros sentimentos.

Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar)

CIRUSPAR não apresentou proposta para acordo com os Trabalhadores e estado de Greve continua

Os Médicos e Médicas do Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência do Sudoeste do Paraná (CIRUSPAR) estão em greve desde o dia 09 de maio, após tentativas frustradas de acordo com a direção do Consórcio que insiste em retirar direitos previstos nos Acordos Coletivos de Trabalho previamente firmados com o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar).

O caso foi levado para o Tribunal Regional do Trabalho que realizou audiência na última sexta-feira (29 de maio). A Direção do Consórcio alegou que sem um aporte maior por parte do Governo do Estado, não tem como arcar com o reajuste pleiteado pelos profissionais da Saúde. Já a Secretaria Estadual da Saúde ignorou a convocação do TRT e não compareceu à audiência.

Diante do impasse, os profissionais da Medicina seguem em greve administrativa, mantendo os atendimentos à população, mas deixando de executar tarefas burocráticas, que não interferem no serviço de Urgência. São cerca de 40 municípios da região que são atendidos pelo SAMU administrado pelo CIRUSPAR. A falta de acordo pode levar ao agravamento da situação, visto que as outras categorias profissionais que compõem o serviço já sinalizaram aderir a greve.

A data base para o reajuste anual dos médicos estabelecida no mês de abril, definiu que o último Acordo Coletivo de Trabalho teria vigência até o dia 30/04. Porém, para a renovação do ACT, a direção do CIRUSPAR ofereceu um índice de reajuste bastante inferior a inflação anual. Além disso, o Consórcio quer retirar outros direitos previstos em Acordos Coletivos anteriores; como pagamento de adicional pelos serviços prestados prestado em feriados, além que buscar diminuir a indenização da hora do intervalo intrajornada.

Diante da ausência de reconhecimento da importância de se respeitar o Acordo de Trabalho por parte das autoridades públicas, a greve será mantida para sensibilizar a população assistida que contribui para que os serviços de saúde sejam mantidos com qualidade e com justo reconhecimento aos profissionais que, de fato, executam a assistência.

Simepar amplia e intensifica a atuação em defesa dos profissionais da Medicina no Paraná

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vem ampliando a atuação sindical, contemplando todas as regiões do Estado e atuando sempre na defesa dos direitos e da dignidade profissional de Médicas e Médicos. Essa ampliação ganhou força a partir de 2022, momento em que a Pandemia da Covid-19 recuava devido a vacinação.

Os anos mais difíceis da Pandemia de Covid exigiram dos profissionais da Saúde esforços quase sobre-humanos, na linha de frente do enfrentamento ao Coronavírus. O pior legado Pandemia foi de centenas de milhares de óbitos; além de milhões de casos que demandaram intensos cuidados, com internamentos hospitalares, e sequelas diversas de longo prazo.

Mas houve outro legado problemático que atingiu diretamente os profissionais da Medicina. Foi o legado da precarização das condições de trabalho, do achatamento das remunerações, da ampliação das terceirizações e da ‘‘pejotização’’, entre outros ataques aos direitos dos trabalhadores.

Foi neste contexto que a Diretoria do Simepar ampliou e intensificou a sua atuação, nesses quatro anos, atendendo Médicas e Médicos em dezenas de municípios.

Foram realizadas visitas, inspeções, reuniões presenciais e/ou virtuais, audiências com gestores, entre outras ações sindicais em municípios como Londrina, Maringá, Sarandi, Foz do Iguaçu, Cascavel, Marechal Cândido Rondon, Paranavaí, Ponta Grossa, Irati, Telêmaco Borba, Jacarezinho, Assis Chateaubriand, Pato Branco, Francisco Beltrão, Cianorte, Castro, Campo Largo, Pinhais, Araucária, São José dos Pinhais, Colombo, Paranaguá, Matinhos, Guaratuba, Morretes, Antonina, Pontal do Paraná, Campina Grande do Sul, Lapa, Ubiratã, Ibiporã, Imbituva, Arapongas, Miraselva, etc; além de muitas em ações em Curitiba, nossa Capital. As ações atenderam mais de 33 cidades, muitas vezes contemplando profissionais que trabalham em outros municípios menores nas respectivas regiões metropolitanas e entornos.

Essa ampliação foi acompanhada de uma forte intensificação da atuação Sindical, com o recebimento crescente de demandas e denúncias dos profissionais da Medicina que enfrentam dificuldades como a precarização dos contratos e das condições de trabalho.

Denúncias

Todas as denúncias enviadas ao Sindicado são analisadas e recebem os devidos encaminhamentos como: vistoria aos locais de trabalho; ofício e audiências com os gestores e empregadores, acionamento do Ministério Público, Ministério Público do Trabalho, Vigilância Sanitária, Conselho Regional de Medicina, entre outros entes públicos.
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As principais motivações das denúncias são:

  • Assédio Moral;
  • Atrasos ou falta de pagamentos;
  • Violência e ou ameaças com agressões verbais e/ou físicas;
  • Terceirizações ilegais;
  • Condições de trabalho precárias;
  • Ingerência na autonomia e independência profissional no exercício da Medicina;
  • Sonegação de direitos diversos;
  • Descumprimentos de Acordos ou Convenções Coletivas do Trabalho.

 

Vale ressaltar que todas as denúncias são apuradas e o Sindicato sempre dá retorno aos denunciantes.

Para receber as denúncias, o Simepar dispõe de um canal no portal da entidade: simepar.org.br/denuncia, além do E-mail: simepar@simepar.com.br.

Acordos Coletivos do Trabalho

O Simepar realiza anualmente negociações com empregadores da inciativa privada, fundações de saúde e consórcios que resultam em Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) que garantem reajustes salariais com a recomposição da inflação e em muitos casos, com aumentos reais de salário. Os ACTs também resultam em benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-creche, garantia de defesa em processos administrativos, entre outros.

Esses Acordos são fruto de longas negociações que incluem os próprios Médicos e Médicas a serem beneficiados, a Direção do Simepar, os Gestores ou Empregadores e as respectivas Assessorias Jurídicas.

Nos últimos quatro anos, o Simepar negociou e firmou mais de 20 ACTs, sendo os principais com a Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS), maior empregador individual de Médicos/as do Sul do Brasil, além de Consórcios Intermunicipais, outras Fundações Municipais, Empregadores Privados e Gestoras de Planos de Saúde.

Esta é a primeira de uma série de matérias que serão publicadas informando os detalhes da atuação do Simepar no período de 2022 a 2026. 

Ao longo dos últimos anos, o Simepar ampliou sua presença em todas as regiões do Paraná, fortalecendo a atuação sindical e trabalhando diariamente pela valorização da Medicina, pela defesa dos direitos da categoria e por melhores condições de trabalho para médicas e médicos.

Nesta nova série, o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, convida você a conhecer as principais conquistas, avanços e ações realizadas nos últimos 4 anos em prol da categoria.

Assista ao vídeo, acompanhe as postagens e conheça de perto o trabalho que fortalece os profissionais de Medicina do Paraná.

Instituições de referência articulam a criação do Consórcio Nacional de Pesquisa em Câncer

Representantes de 11 instituições brasileiras de referência – entre elas, o INCA – se reuniram, em Brasília, a convite da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) , para articular a criação de um consórcio nacional de pesquisa em câncer. Diante do aumento dos casos de câncer e da necessidade de respostas mais rápidas para a população, a proposta foi criar uma rede colaborativa formada por hospitais, universidades e centros científicos nacionais e internacionais. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de vacinas, exames, diagnósticos e tratamentos voltados aos pacientes do SUS.

A proposta não é criar um projeto temporário, mas estabelecer uma governança colaborativa e infraestrutura capaz de atender todas as regiões do País. “A forma como essa rede foi estruturada permite viabilizar investimentos, garantir a continuidade das pesquisas e assegurar o funcionamento permanente do projeto”, explicou Fernanda De Negri, secretária da SCTIE.

Estrutura do consórcio

A concepção do consórcio nacional surgiu após a assinatura de acordo estratégico entre o Ministério da Saúde e a Universidade de Oxford, voltado ao desenvolvimento de vacinas contra o câncer. Com o avanço da proposta, foi instituído um grupo de trabalho responsável pela elaboração do projeto operacional da iniciativa de pesquisa, que inclui modelo de gestão, princípios, metodologia e definição dos comitês técnicos.

O projeto conta com apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit), vinculado à SCTIE, e é coordenado pelo Hospital do Coração (HCor). Além do INCA, integram o consórcio A.C. Camargo Cancer Center, Beneficência Portuguesa, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Albert Einstein Hospital Israelita, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Sírio-Libanês, Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Universidade Federal de Minas Gerais.

Plataforma colaborativa

O consórcio será implantado em etapas. A primeira fase prevê a criação de uma infraestrutura integrada de pesquisa, considerada um dos principais diferenciais do projeto. Atualmente, os dados sobre estudos oncológicos no Brasil ainda estão fragmentados entre diferentes instituições.

A proposta é desenvolver uma grande plataforma nacional de oncologia, reunindo informações padronizadas em um ambiente compartilhado e seguro. A estrutura permitirá acompanhar os pacientes ao longo do tempo e tornar mais rápida a avaliação da eficácia dos tratamentos e dos resultados das pesquisas.

Na plataforma colaborativa terá um biobanco nacional, com armazenamento de materiais como DNA, sangue, plasma, tecido tumoral e outras amostras biológicas, além de dados de ensaios clínicos e análises científicas. A expectativa é que a centralização dessas informações acelere a produção de conhecimento e facilite o desenvolvimento de novas terapias para a população brasileira.

As informações são da Agência Gov.

Hemepar reforça pedido de doação de sangue dos tipos O+ e O-

Junho é o mês de conscientização para a doação de sangue e, aproveitando o período, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), reforça o chamado para doações de sangue dos tipos O positivo (O+) e O negativo (O-), diante da redução dos estoques em diferentes regiões do Estado. A rede estadual de hemoterapia é responsável pelo abastecimento de mais de 380 hospitais paranaenses por meio das 23 unidades da Hemorrede distribuídas no Paraná

O sangue O- possui papel fundamental em atendimentos de emergência, já que pode ser utilizado em pacientes de qualquer grupo sanguíneo quando não há tempo suficiente para exames de compatibilidade. Já o tipo O+, presente na maior parte da população, é um dos mais requisitados pelos hospitais devido à alta demanda transfusional.

“O sistema de saúde depende da solidariedade da população para manter os estoques abastecidos. A doação é um ato voluntário que ajuda diretamente pacientes que necessitam de transfusões constantes, em cirurgias, tratamentos e situações de urgência em todo o Paraná. O Junho Vermelho chega, justamente, para ampliar essa conscientização na população, de que a doação de sangue é o passo fundamental para que possamos salvar vidas”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

A doação vem crescendo ano após ano no Paraná. Em 2023, foram registradas 187.128 bolsas coletadas. O número passou para 203.925 em 2024 e atingiu 214.377 em 2025, representando aumento próximo de 15% no período. Em 2026, até o momento, já foram contabilizadas 86.130 bolsas, volume 3% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

As bolsas coletadas têm papel essencial na manutenção dos atendimentos hospitalares, especialmente em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Em muitas cirurgias, como transplantes, procedimentos cardíacos, ortopédicos, neurológicos e atendimentos a vítimas de traumas graves.

Além disso, os hemocomponentes são utilizados para garantir segurança clínica durante o pós-operatório, auxiliando pacientes que apresentam anemia, alterações de coagulação ou necessidade de recuperação mais intensa. O estoque regular dos hemocentros também é indispensável para evitar o adiamento de cirurgias eletivas e assegurar resposta rápida em situações de urgência e emergência.

Atualmente, a Hemorrede Paranaense atende 96,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado, fornecendo sangue e hemocomponentes para tratamentos oncológicos, transplantes, atendimentos de urgência e outras terapias que dependem diretamente das transfusões.

Cada coleta reúne aproximadamente entre 450 ml e 470 ml de sangue. Após o processamento, o material pode ser separado em hemocomponentes como hemácias, plasma, plaquetas e crioprecipitado, permitindo que uma única doação beneficie até quatro pessoas.

QUEM PODE DOAR – Estão aptas para doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos completos. No caso de menores de idade, é necessária autorização e acompanhamento do responsável legal. Os homens podem realizar até quatro doações anuais, com intervalo mínimo de dois meses. Já as mulheres podem doar até três vezes ao ano, respeitando o intervalo de três meses entre as coletas.

O voluntário deve pesar mais de 50 quilos, estar alimentado, hidratado e descansado no momento da doação, além de evitar alimentos gordurosos nas horas anteriores. Também é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto.

DIA DO DOADOR – O Dia Mundial do Doador de Sangue é celebrado em 14 de junho e tem como objetivo reconhecer a importância dos voluntários que ajudam a salvar vidas por meio da doação regular.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.