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Hemepar oferece transporte e coletas externas para grupos de doadores de sangue

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), desenvolve projetos para aproximar as pessoas da doação de sangue, principalmente quando envolve grupos maiores de doadores. O órgão disponibiliza uma van para o traslado de grupos interessados em doar, além de realizar coletas externas.

O projeto “Leva e traz” tem como objetivo unir grupos de doadores que trabalhem na mesma empresa, pessoas de uma mesma comunidade, igrejas ou amigos interessados em fazer a doação de sangue. Através de agendamento, a van vai até o local para buscar as pessoas e levar até a sede do Hemepar, em Curitiba. Depois da doação, todos são levados de volta. A van atende Curitiba e Região Metropolitana e é preciso fechar grupos de 10 a 14 pessoas.

Outra estratégia é o “Hemepar vai até você” com coletas externas. As equipes de doação vão até os municípios da Região Metropolitana de Curitiba para fazer o cadastro, triagem e coleta de sangue. As ações ocorrem de maneira planejada e articuladas com as secretarias municipais, empresas ou igrejas.

Todo atendimento é feito com agendamento prévio, que pode ser realizado diretamente com o serviço social do Hemepar pelo telefone (41) 3281-4051 ou e-mail: rchemepar@sesa.pr.gov.br.

“Essas ações são importantes para reforçar os estoques do banco de sangue, pois facilita o acesso de grandes grupos de doadores que sempre atendem ao nosso chamado “, diz a diretora do Hemepar, Vivian Patricia Raksa. “Nesse momento, estamos com baixo estoque dos tipos O, positivo e negativo, e aproveitamos para reforçar o pedido para que os doadores venham nossa sede realizar esse ato que pode salvar até quatro vidas.”

DOAÇÃO – Curitiba, Londrina e Maringá, além de Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão, são as cidades com a situação mais crítica na falta de sangue O- e O+. Os estoques baixos representam um risco para o atendimento de vítimas de acidentes, pacientes que fazerão cirurgia e mesmo aqueles em tratamento oncológico.

O sangue do tipo O Rh negativo (O-) é o mais valioso em emergências médicas, pois ele pode ser utilizado em qualquer paciente por não possuir os antígenos A, B ou Rh. Em casos graves, quando alguém chega ao hospital com uma hemorragia severa e não há tempo de fazer o teste do tipo de sangue, os médicos utilizam o tipo O- para salvar a vida do indivíduo.

Já o sangue do tipo O Rh positivo (O+), embora não seja o doador universal absoluto (devido ao fator Rh), é o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira. Por ser o mais frequente, é o mais utilizado nos hemocentros. Além disso, ele pode ser doado para qualquer pessoa que tenha fator Rh positivo (A+, B+, AB+ e o próprio O +), o que abrange a grande maioria da população.

SUS – O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Uma doação pode salvar, no mínimo, quatro vidas.

QUEM PODE DOAR – Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses e, no máximo, quatro vezes ao ano. Mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação). Para doar sangue é obrigatório apresentar documento oficial com foto, nome completo, data de nascimento, nome da mãe, número do RG e/ou CPF.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Anvisa aprova nova opção de tratamento para Psoríase, Doença de Crohn e Colite Ulcerativa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o registro do medicamento Yesintek (Ustequinumabe), indicado para o tratamento d as seguintes doenças inflamatórias crônicas e autoimunes: psoríase, artrite psoriásica , doença de Crohn e colite ulcerativa.

O produto foi avaliado pela via de desenvolvimento por comparabilidade , tendo com comparador o medicamento Stelara. Yesintek é biossimilar, ou seja, demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência previamente registrado na Anvisa , conforme os critérios estabelecidos na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 55/2010.

O produto é apresentado como uma solução injetável pronta para administração subcutân ea e para infusão intravenosa.

Doenças

O medicamento aprovado é uma nova alternativa terapêutica para pacientes adultos e crianças acima de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave. O tratamento é direcionado especificamente para casos em que as terapias convencionais — como o uso de ciclosporina, metotrexato ou sessões de fototerapia (PUVA) — não apresentaram resultados satisfatórios, foram contraindicadas ou causaram intolerância.

Pacientes adultos com artrite psoriásica ativa também podem fazer uso do produto , de forma isolada ou e m combinação com metotrexato , quando a resposta ao tratamento com drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARD) fo i inadequada . O medicamento é indicado ainda para crianças com mais de 6 anos com a doença ativa.

No caso da doença de Crohn, Yesintek é indicado para pacientes adultos com quadro ativo de moderado a grave , que tiveram resposta inadequada ou perda de resposta . Pessoas intolerantes à terapia convencional ou ao anti – TNF-alfa ou que tenham contraindicações médicas para essas terapias também pode m fazer uso do medicamento.

Por fim, também podem usar o produto pacientes adultos com colite ulcerativa ativa moderada a grave nas seguintes condições :

  • Resposta inadequada
  • Perda de resposta
  • Intolerância à terapia convencional
  • Intolerância à t erapia com medicamentos biológicos

 

Confira a Resolução 1.896 /2026 no Diário Oficial da União.

As informações são da Anvisa, via Agência Gov. 

Estoques de sangue O- e O+ chegam a níveis críticos e Hemepar pede doações

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), através do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), apela à população por doações dos tipos sanguíneos O positivo (O+) e O negativo (O-), que estão com estoques baixos e em níveis críticos em algumas regiões do Paraná. As doações podem ser feitas nas 23 unidades da Hemorrede Paranaense, que atendem mais de 380 hospitais de todo o Estado.

Conforme dados do Hemepar, a situação mais preocupante está na região Oeste, nas cidades de Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão, além de Londrina e Maringá, nas regiões Norte e Noroeste, e Curitiba. As doações podem ser feitas através de agendamento no site do Hemepar, que evita filas e espera. Clique AQUI para fazer o agendamento.

“O tipo de sangue O positivo e negativo é o mais necessário, e ele vai atender toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), além de hospitais privados e beneficentes. Estamos apelando ao espírito solidário do paranaense que busque uma de nossas centrais do Hemepar para doar. Ajude as pessoas, pois doar sangue é um ato que salva até quatro vidas e não faz mal nenhum”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

O sangue do tipo O Rh negativo (O-) é o mais valioso em emergências médicas, pois ele pode ser utilizado em qualquer paciente por não possuir os antígenos A, B ou Rh. Em casos graves, quando alguém chega ao hospital com uma hemorragia severa e não há tempo de fazer o teste do tipo de sangue, os médicos utilizam o tipo O- para salvar a vida do indivíduo.

Já o sangue do tipo O Rh positivo (O+), embora não seja o doador universal absoluto (devido ao fator Rh), é o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira. Por ser o mais frequente, é o mais utilizado nos hemocentros. Além disso, ele pode ser doado para qualquer pessoa que tenha fator Rh positivo (A+, B+, AB+ e o próprio O +), o que abrange a grande maioria da população.

Além do atendimento a pessoas em estado grave, a doação de sangue é essencial para garantir o atendimento de cirurgias, tratamentos oncológicos e uma infinidade de procedimentos que precisam de transfusão. O sangue captado na Hemorrede é utilizado para atender a demanda de 95,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná.

Cada doação gera, em média, de 450 ml a 470 ml de sangue e cada bolsa pode ser fracionada em até quatro hemocomponentes: hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado (plasma fresco congelado). Uma doação pode salvar, no mínimo, quatro vidas.

Em 2025, a rede do Hemepar registrou 214.377 doações, numa média de mais de 17.864 doações por mês, 703 por dia. Neste ano, entre os meses de janeiro a abril, foram registrados 72.054 doações, número 3,2% maior do que no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 69.698 doações.

A reposição do volume de sangue doado não causa nenhum prejuízo para o organismo. O plasma ocorre em 24 horas e a dos glóbulos vermelhos em quatro semanas.

QUEM PODE DOAR – Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal. Homens podem doar a cada dois meses e, no máximo, quatro vezes ao ano. Mulheres, a cada três meses, num total de três doações ao ano.

O doador deve pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação). Para doar sangue é obrigatório apresentar documento oficial com foto, nome completo, data de nascimento, nome da mãe, número do RG e/ou CPF.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Brasil bateu recorde de transplantes em 2025

O Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país. O número representa crescimento de 21% em relação a 2022, quando foram realizados 25,6 mil transplantes. O resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema em todo o país, com o fortalecimento de parcerias institucionais e a ampliação do acesso dos pacientes aos transplantes.

A consolidação da distribuição interestadual, coordenada pela Central Nacional de Transplantes, tem sido decisiva nesse processo. Em 2025, essa estratégia viabilizou 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e quatro de pâncreas, contribuindo para atender prioridades clínicas e reduzir perdas de órgãos mais sensíveis ao tempo de isquemia.

Os resultados também refletem o esforço conjunto entre o Ministério da Saúde, companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir o transporte ágil de órgãos e equipes de captação e transplante. Em 2025, foram feitos 4.808 voos — um aumento de 22% em relação a 2022 —, o que contribui para que os órgãos cheguem a tempo ao destino, ampliando as chances de transplante e salvando mais vidas em diferentes regiões do país.

Houve também aumento no número de equipes de captação, o que contribui para ampliar a identificação de doadores. Esses profissionais passaram de 1.537, em 2022, para 1.600 em 2026.

Apesar dos avanços, ainda há um desafio importante: a recusa familiar à doação de órgãos. Hoje, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação, o que limita o número de transplantes que poderiam ser feitos. Essa é uma decisão que ocorre em momento difícil, de dor e impacto emocional. Por isso, falar sobre o tema com a família faz diferença. Quando o desejo de ser doador é conhecido, a decisão se torna mais segura e pode ajudar a salvar outras vidas.

Capacitação

O Ministério da Saúde tem investido na qualificação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Entre as iniciativas está o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot), que prepara profissionais de saúde para identificar potenciais doadores, conduzir entrevistas com acolhimento às famílias e qualificar todo o processo de doação.

Mais de mil profissionais de saúde já se formaram nos estados de Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Recorde

O transplante de córnea foi o mais realizado em 2025, com 17.790 procedimentos. Em seguida, aparecem os de rim, com 6.697; medula óssea, com 3.993; fígado, com 2.573; e coração, com 427. Em todos os casos, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece aos pacientes toda a assistência necessária de forma gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

O SUS financia cerca de 86% dos transplantes no país, assegurando acesso gratuito e universal. Para garantir atendimento qualificado, o Ministério da Saúde também destinou mais recursos para o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) em 2025. Enquanto em 2022 o investimento foi de R$ 1,1 bilhão, no ano passado os recursos federais alcançaram R$ 1,5 bilhão, um crescimento de 37%.

Transplantes

O acesso ao transplante de órgãos, tecidos ou medula óssea no Brasil ocorre por meio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Para ingressar na lista de espera, o paciente deve ser encaminhado a um estabelecimento de saúde habilitado, onde passa por avaliação de equipe médica especializada e realiza os exames necessários. Confirmada a indicação para o transplante, a equipe responsável faz a inscrição do paciente no sistema, registrando também as características do doador compatível com o seu perfil clínico.

A lista de espera por transplantes é dinâmica e varia de acordo com a condição clínica dos pacientes e a disponibilidade de doadores compatíveis. O SNT passou por modernização nos últimos anos, com a incorporação de novas tecnologias e a ampliação do acesso aos serviços especializados. Entre essas iniciativas, destaca-se a Prova Cruzada Virtual, que permite avaliar previamente a compatibilidade entre doador e receptor, reduzindo o risco de rejeição e conferindo mais agilidade ao processo.

As informações são da Agência Brasil.

Médicos/as do CIRUSPAR declaram greve contra corte de direitos

Médicos e Médicas do Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência do Sudoeste do Paraná (CIRUSPAR) decidiram em Assembleia Geral realizada nesta terça-feira (05 de maio) por iniciar uma greve para conter as investidas da direção do Consórcio visando a retirada de direitos previstos nos Acordos Coletivos de Trabalho previamente firmados com o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar).

A data base para o reajuste anual dos médicos é em abril, com o último Acordo Coletivo de Trabalho tendo vigência até o dia 30/04. Porém, para a renovação do ACT, a direção do CIRUSPAR ofereceu um índice de reajuste inferior à inflação anual. Além disso, o Consórcio quer retirar outros direitos previstos em Acordos Coletivos anteriores; como pagamento de adicional pelo labor prestado em feriados; além que buscar diminuir a indenização da hora do intervalo intrajornada.

Diante do impasse, e da investida da Direção do Consórcio em buscar firmar acordos individuais, semeando a divisão e dispersão na categoria, os profissionais da Medicina decidiram decretar greve administrativa para forçar a negociação.

A greve administrativa deliberada pelos Médicos/as não prejudicará, de nenhuma maneira, o atendimento à população, que não ficará desassistida. Serão mantidos os serviços e atos médicos em sua totalidade.

Durante o movimento paredista, que terá início no sábado próximo (09/05), os profissionais deixarão de executar tarefas meramente administrativas e/ou sem relação direta com o atendimento médico, como a digitação de dados para estatísticas em formulários eletrônicos, entre outras.

A mobilização de Médicas e Médicos também se articula com as demais categorias que atuam no CIRUSPAR, como a enfermagem e os condutores. Esses trabalhadores/as também estão sofrendo as tentativas de retirada de direitos adquiridos, além da recusa da reposição inflacionais anual.

Paraná reforça chamada para vacinação contra a Gripe

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o chamamento para que a população procure as unidades de saúde e se vacine contra a gripe. A imunização segue como principal estratégia para prevenir casos graves e reduzir internações, especialmente com a aproximação do período de maior circulação do vírus.

A vacina contra a gripe está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Em alguns municípios, também há ações extramuros em escolas e horários ampliados para facilitar o acesso. Pais e responsáveis devem levar documento pessoal e a carteira de vacinação até a unidade de saúde mais próxima para avaliação e atualização das doses.

O Paraná já contabiliza mais de 1.246.646 doses aplicadas desde o dia 28 de março, data que marcou o Dia D de mobilização nacional para prevenção da influenza. Desse total, 886.846 são relativas aos grupos de crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos (grupo com cobertura vacinal). As outras 359.800 doses referem-se aos demais grupos prioritários.

São eles: povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e indivíduos com comorbidades ou deficiência permanente, além de categorias de trabalhadores específicas, como professores, trabalhadores da saúde, forças de segurança e salvamento, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, trabalhadores portuários, funcionários dos Correios e população privada de liberdade.

Para garantir o atendimento, o Estado já recebeu 2.202.000 doses, distribuídas de acordo com a demanda de cada município, a fim de assegurar o abastecimento da rede pública. A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para atualização da imunização.

COBERTURA VACINAL – A cobertura vacinal do público infantil é de 17,48%. Das 773.532 crianças que atendem aos critérios de idade para vacinação pelo SUS, 135.207 receberam a vacina. Entre as gestantes a cobertura está em 36,94%, ou seja, das 98.316 gestantes que fazem parte deste público, 36.315 se vacinaram. Já nos idosos, o índice é de 34,25%. Das 2.088.412 pessoas acima de 60 anos, 715.324 receberam dose do imunizante.

O secretário estadual da Saúde, Cesar Neves, destaca que a vacina é segura e fundamental para a proteção coletiva. “A gripe pode evoluir para quadros graves, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. A vacina está disponível gratuitamente e é a forma mais eficaz de prevenção. Precisamos ampliar essa cobertura e proteger a população no momento certo”, afirma.

Entre os públicos prioritários, as crianças apresentam a menor adesão até o momento. Além de mais suscetíveis a complicações, elas também têm papel importante na transmissão do vírus. “A vacinação das crianças é essencial para reduzir a circulação do vírus e proteger toda a comunidade. É um cuidado que começa dentro de casa, mas tem impacto coletivo”, ressalta.

As informações são da  Agência Estadual de Notícias.

Hemepar passa a fazer testes sorológicos para aumentar segurança em transplantes de órgãos

Com a finalidade de aumentar a segurança e garantir maior agilidade nos transplantes de órgãos e tecidos, o Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), alinhou uma parceria inédita entre o Sistema Estadual de Transplantes (SET) e o Laboratório do Hemocentro Coordenador do Paraná, do Hemepar, para garantir proteção e cuidado ao paciente transplantado na Macrorregião Leste.

Além dos exames que eram feitos em laboratório terceirizado que teve o contrato descontinuado, entre eles os de Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HTLV, Toxoplasmose e Citomegalovírus, a nova parceria permite a realização do teste NAT (Teste de Ácido Nucleico), uma nova tecnologia para as amostras provenientes de doadores de múltiplos órgãos.

Para a execução dos testes, são empregadas plataformas de triagem baseadas na tecnologia de quimioluminescência, considerada uma das mais avançadas técnicas atualmente utilizadas na triagem sorológica em âmbito mundial. Adicionalmente, com o objetivo de ampliar a segurança dos transplantes, são realizadas técnicas complementares de biologia molecular, por meio de PCR em tempo real, para a detecção de HIV, Hepatite B, Hepatite C e Malária, com rapidez e precisão.

“Dessa forma, a segurança dos transplantes de órgãos no Paraná é fortalecida por meio da utilização de testes de alta qualidade e elevado desempenho, assegurando um processo de triagem seguro, ágil e eficaz, com impacto direto na proteção e no cuidado ao paciente”, disse César Neves, secretário de Estado da Saúde.

A ampliação dos exames feitos por laboratórios que recebem amostras de doadores de órgãos cumpre as exigências da Portaria nº 8.041, do Ministério da Saúde (MS), publicada em setembro de 2025, com prazo inicial de adequação até março de 2026. Esse prazo foi prorrogado pelo MS por mais 180 dias por meio da portaria nº 10.344 em abril deste ano.

PRESENÇA EM TODAS AS MACRORREGIÕES – Na Macrorregião Leste, os testes são feitos pelo Laboratório de Sorologia do Hemocentro Coordenador do Paraná (Hemepar); na macrorregião Oeste está no laboratório terceirizado Parzianello; as macrorregiões Norte e Noroeste concentram os exames no laboratório do Hospital Universitário de Londrina.

A diretora do Hemepar, Vivian Patricia Raksa, destacou a importância desta nova fase dos serviços realizados pelo Laboratório do Hemepar e os avanços que a hemorrede atingiu nos últimos anos no Paraná. “Os investimentos recebidos pela rede Hemepar nos últimos anos têm permitido a modernização do nosso laboratório e, assim, atender aos paranaenses com eficiência e responsabilidade”.

Para a coordenadora do Serviço Estadual de Transplantes (SET), Juliana Ribeiro Giugni, a testagem feita diretamente por um serviço público vai reforçar ainda o Paraná como referência em captação e transplantes de órgãos. “O Paraná é referência em captação e transplantes de órgãos no País e registra o dobro de doadores por milhão de população (40,4 pmp) em relação à média brasileira (20,2 pmp). Isso é fruto de uma rede de captação estruturada que envolve cerca de 700 profissionais e 34 equipes de transplantes integradas”, afirmou.

SERVIÇO ESTADUAL DE TRANSPLANTES – Em 2024, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), elaborado pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o Paraná foi o Estado com o maior número de doadores de órgãos por milhão de população (pmp), alcançando uma média 42,3 pmp, número muito superior à média brasileira, que foi de 19,2 pmp.

Os dados parciais de 2025, abrangendo os nove primeiros meses do ano no relatório da ABTO, apontam que o Paraná ocupava até aquele período a segunda colocação com 39,7 pmp, ficando atrás de Santa Catarina, com 43,7 pmp. Os dados do Sistema Estadual de Transplantes em 2025 apontam para uma elevação no índice, com 40,4 pmp. O Paraná tem o dobro de doadores da média brasileira, que é de 20,2 pmp.

O desempenho do Paraná se apoia em uma das estruturas mais completas do país e conta com 4 Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) em Londrina, Maringá, Cascavel e Curitiba; 70 hospitais notificantes; 34 equipes transplantadoras de órgãos e 72 de tecidos; 5 laboratórios de histocompatibilidade, 3 de sorologia e 3 bancos de tecidos; e cerca de 700 profissionais especializados.

Outro fator que reforça a liderança paranaense é o baixo índice de recusa familiar. Desde 2020, o estado mantém uma das menores taxas do Brasil. Em 2025, até junho, apenas 31% das famílias recusaram a doação, contra média nacional de 45%. O índice é resultado da capacitação contínua de equipes médicas e da abordagem humanizada junto às famílias.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Sesa reforça necessidade da vacinação para evitar síndromes respiratórias no frio

Com a chegada das estações mais frias, o Paraná entra em um período de maior atenção para as Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). Dados do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), apontam que as regiões Sul e Sudeste estão em alerta com risco moderado a alto para o aumento de casos, tendência que deve se intensificar ao longo do outono e inverno.

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) destaca que o crescimento de doenças respiratórias nesta época do ano é esperado, o que reforça a necessidade de prevenção, principalmente com as vacinas.

Vírus como Influenza, Covid-19 e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principais causadores das SRAGs, podem evoluir para quadros graves e levar a óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

De acordo com o boletim epidemiológico da Sesa, nas primeiras 13 semanas de 2026, o Estado registrou 4.052 casos e 170 mortes por SRAG, números abaixo dos registrados em 2025, quando até a 14ª semana epidemiológica foram registrados 4.520 casos de SRAG no Paraná e 247 óbitos.

A população idosa segue como a mais afetada: pessoas com mais de 80 anos concentram 24 dos óbitos registrados. Nos casos relacionados à Influenza, a média de idade das vítimas é de 77 anos.

“Estamos entrando no período que é sempre o mais complicado, quando os vírus circulam mais, pois as pessoas acabam ficando em ambientes mais fechados. Além das medidas protetivas, como evitar aglomerações, é muito importante que todos busquem se vacinar. Vacina é a melhor forma de evitar que uma gripe, por exemplo, se transforme em um problema maior de saúde”, disse o secretário de E$stado da Saúde, César Neves.

VACINAÇÃO – A Sesa reforça que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para reduzir hospitalizações, complicações e mortes. As vacinas contra Influenza, Covid-19 e VSR são fundamentais para proteger a população, principalmente os grupos prioritários.

O Paraná está em meio à Campanha de Vacinação para o Influenza, que ocorre até 30 de maio. A meta é imunizar 90% de cada um dos grupos prioritários para vacinação de rotina contra influenza, que incluem: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com mais de 60 anos e gestantes.

A vacina também é ofertada a outros grupos prioritários como puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, pessoas com doenças crônicas, com deficiência, professores, profissionais de saúde, das forças de segurança e salvamento, das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, portuários, dos correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.

O Ministério da Saúde (MS) enviou ao Paraná 1,798 milhão de doses em 2026 e, destas, 1,1 milhão foram aplicadas.

O Estado possui uma estrutura com 1.850 salas de vacinação distribuídas nos 399 municípios. A orientação é que a população procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, verifique a situação vacinal e aproveite a estratégia de multivacinação para atualizar a caderneta antes da intensificação do frio.

A vacina contra a Covid-19 está disponível para públicos prioritários, incluindo crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes, pessoas em instituições de longa permanência, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente ou com comorbidades, além de pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema prisional, adolescentes em medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua.

A imunização para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também está à disposição para as gestantes a partir da 28ª semana de gestão, sem restrição de idade materna. Ela protege o recém-nascido nos primeiros seis meses de vida, período de maior vulnerabilidade para doenças graves causadas pelo VSR, como bronquiolite e pneumonia. Neste ano foram aplicadas 33.970 doses.

Além da vacinação, a Secretaria reforça medidas simples e eficazes que ajudam a reduzir a transmissão de vírus respiratórios e evitar agravamentos:

– Higienize as mãos com frequência, especialmente antes de consumir alimentos

– Utilize lenços descartáveis para higiene nasal

– Cubra nariz e boca ao tossir ou espirrar

– Evite tocar olhos, nariz e boca

– Higienize as mãos após tossir ou espirrar

– Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas

– Mantenha os ambientes bem ventilados

– Evite contato próximo com pessoas com sintomas gripais

– Evite sair de casa, se possível, em períodos de maior transmissão

– Reduza a exposição a aglomerações e ambientes fechados

– Adote hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e ingestão de líquidos

A Sesa também orienta que, ao apresentar sintomas como febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo ou cansaço, a população procure atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico precoce é essencial para evitar a evolução para quadros graves.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

AMB lança cartilha sobre o uso da Inteligência Artificial na Medicina

A Associação Médica Brasileira (AMB) lançou uma cartilha com o objetivo de orientar médicos e instituições de saúde sobre a aplicação da inteligência artificial (IA) na prática clínica, com base na Resolução nº 2.454/2026 do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O material aborda os principais pontos da primeira legislação brasileira dedicada exclusivamente ao uso da IA no exercício da medicina, publicada em fevereiro de 2026. A norma do CFM estabelece prazo de 180 dias para adequação, com entrada em vigor prevista para agosto.

Em nota, a AMB avalia que um dos pilares da resolução, destacado na cartilha, é o entendimento de que a IA deve ser utilizada exclusivamente como ferramenta de apoio.

“A decisão clínica permanece sob responsabilidade do médico, que mantém autonomia técnica e ética em todas as etapas do cuidado ao paciente”, diz.

“A publicação reforça que, embora a tecnologia amplie a capacidade diagnóstica e operacional, o julgamento humano é insubstituível e deve prevalecer em qualquer circunstância”, destacou o comunicado.

Direitos, deveres e limites

A cartilha detalha direitos dos médicos, como o uso livre de IA como suporte à decisão, além da possibilidade de recusar sistemas sem validação científica ou que apresentem riscos éticos.

O documento também estabelece deveres classificados pela AMB como fundamentais, incluindo a necessidade de capacitação contínua, o uso crítico das ferramentas e o registro obrigatório em prontuário sempre que a IA for utilizada.

“Entre as proibições expressas estão a delegação de diagnósticos à IA, o uso de sistemas sem segurança de dados e a omissão da informação ao paciente quando a tecnologia tiver papel relevante no atendimento.”

Classificação de risco

Outro destaque da cartilha é a classificação dos sistemas de IA por níveis de risco — baixo, médio, alto e inaceitável —, com exigências proporcionais de governança para cada categoria.

“Sistemas de maior impacto clínico demandam estruturas mais robustas de controle, monitoramento e validação”, avaliou a associação.

Segurança jurídica e proteção de dados

A cartilha orienta que o registro do uso da IA em prontuário é condição essencial para garantir proteção jurídica ao médico e recomenda a adoção de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) específico para o uso da tecnologia, assegurando transparência ao paciente.

“A adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também é tratada como obrigatória, uma vez que informações de saúde são consideradas dados sensíveis”, ressaltou a AMB.

Passo a passo

Com linguagem acessível, a cartilha apresenta um passo a passo para a conformidade com a resolução do CFM, incluindo inventário de sistemas, classificação de risco, validação científica, criação de protocolos internos e capacitação das equipes.

O material traz um checklist institucional e um glossário com os principais conceitos relacionados à inteligência artificial na saúde, como IA generativa, modelos de linguagem e vieses algorítmicos.

“Para a AMB, a iniciativa busca apoiar os médicos brasileiros na incorporação segura e ética da inteligência artificial, promovendo inovação sem abrir mão da qualidade assistencial e da autonomia profissional.”

Acesse aqui a íntegra da cartilha.

As informações são da AMB via Agência Brasil.