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Ministério da Saúde lança campanha para reduzir recusa à doação de órgãos

O Brasil atingiu a marca de 14,9 mil transplantes no primeiro semestre de 2025, o maior da série histórica. Representa um crescimento de 21% em relação a 2022. Mas esse número pode ser ainda maior, pois 45% das famílias ainda recusam a doação. Durante o lançamento da campanha de incentivo à doação de órgãos nesta quinta-feira (25/09), o Ministério da Saúde apresentou programa inédito para qualificar o diálogo com as famílias e o acompanhamento das doações nos hospitais.

O Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (PRODOT) busca reconhecer e valorizar as equipes que atuam dentro dos hospitais, responsáveis pela identificação de potenciais doadores, logística do processo e a conversa com os familiares. Um momento delicado, de dor, dúvidas e, muitas vezes, falta de informação, mas decisivo para salvar outras vidas. Pela primeira vez, esses profissionais terão incentivos financeiros conforme o volume do atendimento e indicadores de desempenho, incluindo o aumento das doações.

A iniciativa integra um conjunto de medidas que somam investimento de R$ 20 milhões por ano para fortalecer o Sistema Nacional de Transplantes. A maior parte, R$ 13 milhões para a inclusão de novos procedimentos, como transplantes de membrana amniótica, para casos graves de queimadura, e o transplante multivisceral, para falência intestinal. Os outros R$ 7,4 milhões são para o Prodot, cujo objetivo é aumentar o percentual de doação das famílias no país.

“A principal mensagem que queremos passar às famílias é a segurança e a seriedade do Sistema Nacional de Transplantes, reconhecido mundialmente. Quando um profissional de saúde aborda uma família, ele carrega esse reconhecimento e atua dentro de um sistema sólido e seguro. Ao mesmo tempo, reforçamos a importância de o doador manifestar à família o desejo de doar. Esse gesto, mesmo em um momento de dor, pode salvar a vida de três ou quatro pessoas e manter viva a memória do ente querido. Por isso, estamos investindo também na formação e orientação dos profissionais, para que saibam acolher e apoiar as famílias nesse processo tão delicado.”, ressaltou o ministro, Alexandre Padilha.

Campanha “Você diz sim, o Brasil inteiro agradece”

Atualmente, mais de 80 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, o que reforça a importância de valorizar quem atua diretamente na sensibilização das famílias. A campanha de incentivo a doação de órgãos deste ano do Ministério da Saúde, que começa a ser veiculada neste mês, reforça a importância de todos informarem a sua família sobre a decisão de doar órgãos.

São as famílias que decidem pela doação ainda no hospital. Com o mote, “Doação de Órgãos. Você diz sim, o Brasil inteiro agradece. Converse com a sua família, seja um doador”, apresenta um caso real de uma mãe que disse sim à doação de órgãos do seu filho. E a história de profissionais da saúde que atuam desde o acolhimento das famílias até o transplante do órgão.

Inclusão de novos transplantes no SUS

O evento de lançamento da campanha de doação de órgãos de 2025 do Ministério da Saúde, realizado no Hospital do Rim em São Paulo, marcou a assinatura da portaria que cria a Política Nacional de Doação e Transplantes (PNDT). É a primeira vez que a política foi descrita em portaria específica, desde a criação do sistema em 1997.

A política inédita organiza de forma clara os princípios e diretrizes do SNT, reforçando a ética, a transparência, o respeito ao anonimato e a gratuidade no acesso pelo SUS.

“A nova Política e o Regulamento Técnico representam um avanço importante para o Sistema Nacional de Transplantes. A redistribuição macrorregional garante que os órgãos sejam direcionados de forma mais eficiente, respeitando as malhas aéreas e assegurando que cheguem mais rapidamente aos hospitais. Isso amplia a possibilidade de transplantes em regiões que hoje realizam menos procedimentos e fortalece a equidade no acesso. Essa iniciativa se soma a outras ações do Ministério da Saúde, o Agora Tem Especialistas, que leva investimentos a hospitais com estrutura adequada e apoio por meio da telessaúde, criando condições para que mais transplantes sejam realizados em todo o país.”, afirmou, Alexandre Padilha.

Um dos avanços mais significativos é a regulamentação dos transplantes de intestino delgado e multivisceral, agora incluídos no SUS. A medida garante que pacientes com falência intestinal tenham 100% do tratamento ofertado na rede pública de saúde, desde a reabilitação intestinal até os procedimentos pré e pós-transplante.

Inicialmente, cinco centros em São Paulo e no Rio de Janeiro estão autorizados a realizar o procedimento, com expectativa de ampliar o número de unidades habilitadas nos próximos anos. O novo Regulamento Técnico do SNT também prevê o reajuste da diária de reabilitação intestinal, que passou de R$ 120 para R$ 600, um aumento de 400%.

Outra inovação é a incorporação do uso rotineiro da membrana amniótica, tecido obtido da placenta após o parto, para pacientes queimados, em especial crianças. O procedimento favorece a cicatrização, reduz o risco de infecções e diminui a dor, beneficiando mais de 3,3 mil pessoas por ano.

Modernização e novas tecnologias

A política também estabelece a realização da prova cruzada virtual, exame feito remotamente para avaliar a compatibilidade imunológica entre doador e receptor. Esse recurso reduz riscos de rejeição, traz mais segurança e garante maior agilidade em situações de urgência, permitindo que o transplante aconteça o mais rápido possível.

A criação de critérios específicos de priorização para pacientes hipersensibilizados, grupo que, após transfusões sanguíneas ou gestações, desenvolve anticorpos que dificultam a compatibilidade é mais um avanço. A medida reduz o tempo de espera e amplia as chances de sucesso nos transplantes renais, impactando diretamente a qualidade de vida dessas pessoas.

No campo dos transplantes de medula óssea, o teste de quimerismo, exame de DNA utilizado para monitorar a rejeição e orientar condutas médicas, passa a ser ofertado de forma regular.

Liderança mundial

O Brasil ocupa a 3ª posição mundial em número absoluto de procedimentos, atrás apenas de Estados Unidos e China, mas lidera em transplantes realizados integralmente por um sistema público.

Confira a Apresentação sobre transplantes.

As informações são do Ministério da Saúde.

Infecções transmitidas pelo Aedes aegypti elevam risco de complicações no parto

Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, chamadas arboviroses, representam uma preocupação crescente para a saúde materno-infantil no Brasil.

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – publicado recentemente sobre saúde pública na revista Nature Communications – analisou mais de 6,9 milhões de nascidos vivos no país entre 2015 e 2020. Ele revelou que a infecção por esses vírus durante a gravidez está associada a maiores riscos de complicações no parto e para os recém-nascidos, incluindo parto prematuro, baixo peso ao nascer e até morte neonatal.

A pesquisa – conduzida por cientistas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Fiocruz Bahia) – indica que a infecção por arboviroses durante a gestação elevou o risco de parto prematuro, baixo escore de Apgar (avaliação rápida realizada após o nascimento para verificar a adaptação à vida fora do útero) e óbito neonatal.

Anomalias

A dengue, além de estar ligada ao parto antes do tempo e ao baixo peso, também mostrou associação com alterações estruturais e funcionais no desenvolvimento do feto, chamadas de anomalias congênitas.

No caso da zika, os efeitos adversos foram ainda mais amplos, com destaque para a má-formação congênita, cujo risco foi mais que duplicado entre bebês de mães infectadas.

O pesquisador Thiago Cerqueira-Silva avaliou, no entanto, que os padrões de risco variam entre o vírus e o período da infecção.

Risco de morte

“O estudo fornece evidências robustas e detalhadas que desmistificam a ideia de que apenas a zika é uma grande ameaça na gravidez. Demonstramos que a chikungunya e a dengue também têm consequências graves, como o aumento do risco de morte neonatal e anomalias congênitas. Essa informação é crucial para direcionar a atenção clínica e de saúde pública”, explicou.

O pesquisador esclareceu que o estudo traz novas evidências sobre os impactos das infecções por arbovírus na gestação, indicando períodos de maior vulnerabilidade em cada trimestre. A variação do risco sugere que diferentes mecanismos biológicos atuam em cada fase, o que reforça a importância da vigilância e da prevenção ao longo de toda a gravidez.

Prevenção

Para Thiago, os resultados do estudo deixam claro que é preciso fortalecer as medidas de prevenção durante a gestação. Isso não apenas protege a saúde das mães, mas também ajuda a evitar consequências que podem marcar a vida dessas crianças por muitos anos.

Em comunidades vulnerabilizadas, a maior exposição ao mosquito transmissor aumenta o risco de infecção e os efeitos durante a gravidez tendem a ser mais severos. Além disso, o peso financeiro no cuidado de crianças com anomalias congênitas ou complicações neonatais recai de forma desigual sobre famílias com baixa renda.

Diante desse cenário, o pesquisador defende a urgência de ampliar a cobertura vacinal contra dengue, e adicionar a vacinação contra chikungunya na política nacional de imunização.

Deve-se “garantir que as vacinas existentes (dengue e chikungunya) sejam oferecidas gratuitamente e com ampla cobertura, independentemente de sua condição socioeconômica. Além disso, campanhas educacionais informando sobre os riscos associados à dengue e à chikungunya durante a gestação são necessárias, uma vez que atualmente apenas os impactos negativos da zika são bem difundidos”, finalizou.

As informações são da Agência Brasil.

Matinhos reduz a terceirização de Médico/as atingindo 90% de profissionais contratados diretamente

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) e os gestores da Saúde Pública de Matinhos, no litoral do Estado, vêm dialogando desde o início de 2025 no intuito de discutir as melhores condições de trabalho e a melhoria constante da assistência à população.

Para o Simepar, a terceirização é um dos principais fatores de precarização do trabalho médico; além de prejudicar a continuidade nos atendimentos, pois favorece a troca frequente de profissionais.

Na última reunião realizada entre as partes (em 29/08/2025), a administração municipal de Matinhos comunicou que conseguiu reduzir significativamente a terceirização de Médicos e Médicas. Desde o início da gestão em janeiro deste ano, foram convocados médicos aprovados em concurso público e adotadas estratégias complementares, como contratação por regime celetista ou por Processo Seletivo Simplificado (PSS). ​ Como resultado, 90% dos médicos atualmente são concursados, restando poucos terceirizados, principalmente devido ao processo de chamamento ainda em andamento. ​

O Sindicato elogiou a atuação da administração municipal, destacando que o problema persistia há mais de uma década. ​ Chegou-se a conclusão que encerrar a terceirização era uma questão de vontade política, considerando que a gestão anterior resistiu em cumprir decisões judiciais trabalhistas e enfrentava baixa adesão de médicos ao serviço público. ​

Segundo o Dr. Marlus Volney de Morais, presidente do Simepar, o Sindicato tem por objetivo cuidar das relações entre médicos e contratantes. “Mas, para além disso, temos compromisso com a qualidade assistencial e quando os responsáveis pela saúde da comunidade acolhem as sugestões e aceitam a colaboração temos resultados como Matinhos está demonstrando. Temos a certeza que a população de Matinhos perceberá os benefícios desta mudança.” Completou o Dr. Marlus.

Além da ampla redução nas terceirizações, os gestores também se comprometeram com a melhoria da estrutura das salas de descanso. A criação de salas separadas por sexo está nos planos futuros. ​

Os gestores municipais também se comprometeram com o reforço na segurança nas unidades de atendimento. Também foi definido um cronograma de encontros permanentes entre o Sindicato e o Município, com uma reunião por mês. Por fim, restou o compromisso de ambas as partes em continuar trabalhando pela melhoria das condições de trabalho e do atendimento à população.

Anvisa e Ministério da Saúde advertem: não há registros que relacionem paracetamol a autismo

O Brasil não tem registros que relacionem o uso de paracetamol durante a gravidez com casos de autismo. É o que afirmou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta quarta-feira (24), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou a existência de ligação entre o uso de analgésico na gravidez e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O caso ganhou repercussão no Brasil, sobretudo entre as mães de crianças com o diagnóstico de autismo. Pelas redes sociais ou em grupos de maternidade, relatos de preocupação e sentimento de culpa.

Para Rayanne Rodrigues, a preocupação maior foi com a “desinformação”. Estudante de Farmácia e mãe de uma criança com autismo nível dois de suporte, ela relata a empatia pelas mulheres que carregam o sentimento de culpa.

“Nós, como mães atípicas, ficamos preocupadas com o tamanho da desinformação que é repassada para frente. Uma mulher grávida já não tem um leque assim muito grande de medicamentos que pode ser tomado durante a gestação”, afirmou

“Não é o meu caso, mas tem muitas mães que se culpam pelo filho ter o transtorno, ficam se perguntando o que elas fizeram de errado na gestação. E aí vem uma situação dessa e acaba culpabilizando mais ainda a mãe, sendo que nós não temos culpa. Vários fatores podem ocasionar o autismo”, completou Rayanne.

Para tranquilizar a população, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, publicou nas redes sociais um recado sobre a falta de comprovação científica.

“O Tylenol é causa do autismo? Mentira! Não existe nenhum estudo que comprove uma relação entre o paracetamol e o Tylenol com o autismo. Esse tipo de mentira coloca a sua vida e a vida do seu bebê em risco. A Organização Mundial de Saúde, a Anvisa, as principais agências internacionais de proteção à saúde, já deixaram claro: o paracetamol é medicação segura. Aliás, o autismo foi diagnosticado e identificado muito antes de existir paracetamol.”

Repercussão mundial

Após a declaração de Trump, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu uma nota relatando que “atualmente não há evidências científicas conclusivas que confirmem” a ligação do autismo e o paracetamol na gravidez. Na nota, a OMS também citou que nenhuma das muitas pesquisas sobre o assunto encontrou associação consistente.

A Agência de Medicamentos da União Europeia também disse que “atualmente não há novas evidências que exijam alterações nas recomendações atuais de uso” do medicamento pela instituição.

Apesar disso, a FDA dos Estados Unidos, agência reguladora equivalente à Anvisa no Brasil, anunciou ter começado o processo para modificar a bula do paracetamol no país, para refletir as supostas evidências, e informou que emitiu alerta para médicos dos Estados Unidos sobre o medicamento.

No Brasil, a Anvisa informa que o paracetamol é classificado em norma como medicamento de baixo risco e, por isso, faz parte da lista de produtos que não exigem receita médica. De acordo com a agência, a liberação de medicamentos no país segue “critérios técnicos e científicos rigorosos” para garantir qualidade, segurança e eficácia. Mesmo assim, esse tipo de remédio passa por monitoramento.

As informações são da Agência Brasil.

Uma em cada 4 pessoas já pensou em suicídio, alerta pesquisa

Uma em cada quatro pessoas entrevistadas por uma pesquisa online da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) disse ter tido pensamentos suicidas nos seis meses anteriores ao levantamento. Além disso, mais da metade relataram desejos de se isolar completamente ou desaparecer.

A pesquisa ouviu pessoas adultas de todas as faixas etárias e que vivem nas 27 unidades da Federação. O objetivo da ABP foi reunir informações para reforçar a mensagem da campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio.

Dados preliminares do levantamento mostram ainda que 25,2% dos participantes afirmaram “não se sentir bem” no momento da pesquisa e 30,9% se declararam tristes ou decepcionados, mas ainda com esperança de melhorar.

A pesquisa mediu também a disposição das pessoas em procurar ajuda. Do total de pessoas consultadas, 54,1% informaram que sabiam onde buscar auxílio especializado e 50,9% responderam que, pelo menos uma vez, foram atendidos por psiquiatra ou psicólogo.

Para a ABP, isso indica uma crescente conscientização sobre a importância do cuidado com a saúde mental e diminuição do estigma, relacionado a essas condições.

Sobre o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), a pesquisa mostrou que 31,6% dos consultados responderam que, caso necessário, buscariam o SUS para o tratamento. Por outro lado, 50,9% disseram que procurariam atendimento particular e 33,8% considerariam algum serviço oferecido pelo plano de saúde.

Se precisar, peça ajuda

Qualquer pessoa com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida deve buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos e educadores, e também em serviços de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento:

  • Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais.
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

 

As informações são da Agência Brasil.

Paraná Rosa: Estado distribui 150 mil cartilhas que orientam sobre Saúde Integral da Mulher

A Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa-PR), vai distribuir 150 mil exemplares da Cartilha Saúde da Mulher, elaborada pela pasta. O material foi pensado como um manual de orientações para todas as fases da vida, abordando saúde e direitos femininos, incluindo a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças como câncer de mama e colo do útero.

A publicação também traz temas como violência contra a mulher, saúde mental, envelhecimento, alimentação saudável e a integralidade no cuidado. A iniciativa vai chegar às 22 Regionais de Saúde, contemplando mulheres dos 399 municípios do Paraná.

“A intenção é manter sempre uma ação preventiva em relação à saúde das mulheres, seja ofertando o atendimento ou fazendo esse importante trabalho de orientação. Uma pessoa bem informada saberá onde procurar ajuda, como buscar atendimento, e é essa informação que a Cartilha leva para nossas mulheres”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa-PR, Maria Goretti David Lopes, destaca que a Cartilha é um instrumento de divulgação das ações e serviços prestados pelo SUS no Paraná, como, por exemplo, como buscar atendimento. “São orientações sobre todos os cuidados necessários para todas as fases da vida da mulher. É o Paraná fortalecendo a política de atenção integral às mulheres”, afirma.

A Cartilha também apresenta informações sobre as vacinas disponíveis, métodos contraceptivos, para que as mulheres exerçam seus direitos sexuais e reprodutivos, e cuidados relacionados ao pré-natal, parto e puerpério.

A violência contra esse público é outro tema abordado, com informações sobre violência capacitista, obstétrica, doméstica e familiar, explicando de que forma afeta as mulheres e como buscar ajuda. Há ainda dicas sobre fitoterápicos e orientações sobre o climatério, tudo explicado de forma simples e prática.

AÇÕES – O Cartilha faz parte de um conjunto de ações do Paraná Rosa 2025, como a Carreta Saúde da Mulher, que leva exames como mamografia, ultrassonografia e papanicolau a regiões mais afastadas, e a Corrida da Vigilância em Saúde, uma iniciativa que promove a atividade física e a conscientização sobre a saúde da mulher.

As informações são da Agência Brasil.

Secretaria da Saúde do Paraná reforça importância da vacinação contra Doença Meningocócica

Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde emitiu um alerta sobre os casos de doença meningocócica registrados pela 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu, que no mês de agosto teve sete casos confirmados da Doença Meningocócica (DM), sem registro de óbitos.

Em 2025, a nível estadual, foram registrados 47 casos de doença meningocócica, com 12 óbitos. Na Regional de Foz do Iguaçu, foram 9 casos confirmados, com 2 óbitos.

“A meningite é uma doença que pode ser prevenida pela vacinação e com cuidados no dia a dia, como manter os ambientes ventilados e adotando medidas de higiene. Fazemos aqui o alerta desses casos e o reforço para que a população mantenha a caderneta de vacina atualizada”, disse o secretário de Saúde, Beto Preto.

A Doença Meningocócica (DM) é causada pela bactéria Neisseria meningitidis. É aguda e pode provocar quadros graves como meningite. As meningites bacterianas são transmitidas pelas vias respiratórias por gotículas, elevando o potencial de transmissão da doença que pode causar letalidade e graves sequelas, em especial nas crianças.

SINTOMAS – As manifestações da doença são febre alta, dores de cabeça, rigidez da nuca, náuseas e vômitos, podendo apresentar manchas avermelhadas na pele. Esse último sintoma ocorre, em sua maioria, entre 3 a 4 dias após o contágio, podendo se manifestar entre 2 a 10 dias do período de incubação.

Em caso de algum sintoma, a Secretaria de Saúde recomenda que uma unidade de saúde seja procurada imediatamente.

VACINAÇÃO – Crianças menores de cinco anos estão na faixa etária de maior risco de adoecimento para DM, em especial as com menos de um ano. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina meningocócica C (conjugada) para crianças a partir de 3 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade, sendo idealmente aplicada entre os três e cinco meses de vida.

A partir de julho de 2025, o reforço aplicado aos 12 meses de idade passou a ser feito com a vacina meningocócica ACWY, que amplia a proteção também contra os sorogrupos A, W e Y, recomendada também para os adolescentes. No SUS ela é aplicada para a faixa etária de 11 a 14 anos, como estratégia para diminuir a circulação da doença, pois os adolescentes e adultos jovens são os principais portadores assintomáticos.

Em 2024, a cobertura vacinal no estado foi de 91,89% na primeira dose (menores de 1 ano). Já em 2025, até o momento, a cobertura está em 83,15%.

CUIDADOS – Além da vacinação, a Secretaria orienta para que a população adote medidas de prevenção, como manter ambientes bem ventilados, higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações em locais fechados e não compartilhar objetos de uso pessoal e etiqueta respiratória.

Para os profissionais da saúde, a recomendação é redobrar a atenção para o diagnóstico precoce e adoção imediata de medidas de isolamento e tratamento, além da notificação obrigatória de casos suspeitos ou confirmados em até 24 horas. A Sesa também reforça a necessidade de coleta de amostras clínicas adequadas e a avaliação de contatos com casos suspeitos para possível quimioprofilaxia, evitando assim o aumento de casos da doença.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Nova diretriz nacional sobre obesidade e sobrepeso foca em risco cardiovascular

Uma nova diretriz brasileira determina que todos os pacientes adultos com sobrepeso ou obesidade devem ter sua condição cardiovascular avaliada e categorizada. O documento foi elaborado pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Academia Brasileira do Sono (ABS).

A Diretriz Brasileira Baseada em Evidências de 2025 para o Manejo da Obesidade e Prevenção de Doenças Cardiovasculares e Complicações Associadas à Obesidade prevê também que pacientes adultos com idade entre 30 e 79 anos com sobrepeso ou obesidade, sem doença cardiovascular prévia, devem ter sua condição cardiovascular avaliada por meio do escore Prevent – ferramenta que calcula a probabilidade de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca ao longo dos dez anos seguintes.

De acordo com o documento, profissionais de saúde devem categorizar o risco cardiovascular de pacientes com sobrepeso ou obesidade como risco baixo, moderado e alto, conforme descrito a seguir:

  • Risco baixo: pessoas com sobrepeso ou obesidade, com Índice de Massa Corporal (IMC) menor que 40 e idade menor que 30 anos, que não apresentam nenhum fator de risco cardiovascular; pessoas com sobrepeso ou obesidade com idade maior ou igual a 30 anos, com risco cardiovascular calculado pelo escore Prevent como menor que 5% em 10 anos.
  • Risco moderado: pessoas com sobrepeso ou obesidade, com IMC menor que 40, que nunca tiveram eventos cardiovasculares, com um ou mais fatores de risco; pessoas com sobrepeso ou obesidade, com IMC menor que 40, em prevenção primária, com risco cardiovascular calculado pelo escore Prevent como entre 5% e menor que 20% em dez anos.
  • Risco alto: pessoas com doença coronariana crônica confirmada, infarto agudo do miocárdio, AVC isquêmico ou acidente isquêmico transitório, doença arterial obstrutiva periférica, revascularização em qualquer território arterial; pessoas em prevenção primária, com risco cardiovascular calculado pelo escore Prevent maior ou igual a 20% em dez anos; pessoas com diabetes tipo 2 há mais de dez anos; pessoas com doença renal crônica 3b; pessoas com escore de cálcio coronário maior que 100 sem diabetes ou maior que 10 com diabetes.

 

Outra categoria definida pela diretriz trata de risco alto especificamente para insuficiência cardíaca, válido para pessoas com IMC maior que 40, mesmo assintomáticas; pessoas com obesidade, diabetes e hipertensão associados; pessoas com apneia obstrutiva do sono grave; pessoas com fibrilação atrial; pessoas com doença renal crônica grau 3b; pessoas com risco de insuficiência cardíaca calculado pelo escore Prevent igual ou maior que 20% para os dez anos seguintes; pessoas com doença aterosclerótica cardiovascular estabelecida; pessoas com sintomas sugestivos de insuficiência cardíaca.

Canetas emagrecedoras

A nova diretriz destaca ainda o papel de substâncias como a liraglutida e a semaglutida, princípios ativos de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, no combate ao sobrepeso e à obesidade. O documento recomenda, por exemplo, o uso da liraglutida para pacientes adultos com sobrepeso ou obesidade e risco cardiovascular moderado ou alto com o objetivo de perda de peso e de redução de risco cardiovascular.

Outra recomendação inclui o tratamento com a semaglutida em pessoas com IMS maior ou igual a 27, sem diabetes e com doença cardiovascular estabelecida (prevenção secundária) com o objetivo de redução de risco de mortes relacionadas a doença cardiovascular, infarto agudo do miocárdio e AVC.

O documento também recomenda a perda de peso para pessoas com obesidade e apneia obstrutiva do sono moderada a grave, com o objetivo de melhora ou remissão da apneia; para pessoas com obesidade e insuficiência cardíaca estabelecida com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, a função cardíaca e a capacidade para o exercício físico.

As informações são da Agência Brasil.

Pólen, umidade e temperatura: primavera aumenta riscos de alergias respiratórias

A primavera começa nesta segunda-feira (22) trazendo dias mais floridos e ensolarados, e também um cenário propício para as alergias sazonais, muitas vezes ocasionadas por pólens e flores. Crises respiratórias, coceira e espirros são sintomas comuns nesta época do ano, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, como asma, rinite e sinusite.

Com a elevação da umidade e o aumento da temperatura, essas alergias tendem a se intensificar. No Sistema Público de Saúde (SUS) do Paraná o tratamento pode ser iniciado na Atenção Primária, nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios. Após a primeira avaliação, o usuário pode ser encaminhado, se for necessário, para a Atenção Especializada, para atendimento com um especialista, como, por exemplo, alergologista, pneumologista ou dermatologista

“A Secretaria de Estado da Saúde reforça que o SUS está preparado para atender a população, desde a Atenção Primária, nas UBS, até o encaminhamento para especialistas quando necessário. Nosso compromisso é garantir que cada cidadão do Paraná tenha acesso ao cuidado adequado, prevenindo complicações e promovendo qualidade de vida”, disse o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.

Dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab), do Ministério da Saúde, mostram que, entre janeiro e julho deste ano, foram realizados 45.972 atendimentos no Paraná relacionados a alergias ou reações alérgicas. No mesmo período de 2024, esse número foi de 48.295 atendimentos, totalizando 82.362 em todo o ano.

Os sintomas de alergias respiratórias podem se confundir com resfriados ou até pneumonias. Melissa Erdmann, médica pediatra e infectologista do Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), em Campo Largo, explica que resfriados geralmente são acompanhados de coriza, tosse leve e febre baixa. A asma costuma dar chiado recorrente, tosse seca e dificuldade para respirar, principalmente à noite. Os quadros de pneumonia apresentam febre alta, tosse persistente e respiração acelerada e cansada.

Nas crianças, estes quadros são bastante comuns nesta época do ano e merecem atenção especial por parte dos pais e cuidadores.

“O mais importante é observar a evolução dos sintomas. Se houver piora progressiva, febre persistente ou sinais de dificuldade respiratória, não hesite em procurar atendimento médico”, diz Melissa.

“Não é possível eliminar totalmente os alérgenos, mas com medidas simples, é possível reduzir bastante as crises e melhorar a qualidade de vida, principalmente dos idosos e das crianças”, complementa a médica.

Seguem algumas dicas para amenizar os sintomas das alergias com a chegada da nova estação:

  • Mantenha os ambientes limpos, evitando utilizar vassouras, por levantar poeiras;
  • Prefira utilizar panos úmidos para limpar as superfícies;
  • Evite tapetes, cortinas e bichos de pelúcia em excesso;
  • Mantenha os ambientes secos e bem ventilados;
  • Lave as roupas de cama semanalmente;
  • Evite os gatilhos quando possível (pó, poeira, pelos, mofo, pólen, perfumes);
  • Fortaleça o sistema imunológico (beba água, durma bem, tenha uma alimentação equilibrada e pratique exercícios físicos com regularidade).

 

As informações são da Agência Estadual de Notícias

SUS completa 35 anos como principal rede de assistência à Saúde para 76% dos brasileiros

O Sistema Único de Saúde (SUS) completa, nesta sexta-feira (19), 35 anos de existência e, na avaliação do Ministério da Saúde, se consolida como o maior sistema público, gratuito e universal do mundo.

Em nota, a pasta destacou que o SUS surgiu como resultado de um movimento histórico na 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, e ganhou forma na Constituição de 1988, que definiu a saúde como direito de todos e dever do Estado.

“Antes do SUS, apenas trabalhadores formais vinculados à Previdência Social tinham atendimento garantido nos hospitais públicos. Na prática, apenas 30 milhões de pessoas eram beneficiadas”, lembrou o ministério.

“Para o restante da população, a alternativa era a caridade, serviços filantrópicos ou o pagamento direto. Hoje, toda a população tem direito aos atendimentos”, completou o ministério.

Dados do governo mostram que, atualmente, 76% da população brasileira, de um total de 213,4 milhões de pessoas, dependem diretamente do SUS. Os números indicam ainda 2,8 bilhões de atendimentos ao ano e 3,5 milhões de profissionais em atuação.

Saúde da família

Para o ministério, uma das ações de destaque no SUS é a Estratégia Saúde da Família (eSF). Lançada em 1994 com foco na atenção primária, a estratégia conta com equipes presentes em todas as regiões do país.

As ações incluem promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento em unidades básicas de saúde (UBS) e em áreas remotas e fluviais, além de consultórios na rua e territórios indígenas.

Transplantes

A pasta ressaltou ainda que o Brasil detém hoje a maior rede pública de transplantes do mundo. Em 2024, o país bateu recorde histórico no SUS, com 30 mil procedimentos realizados. O sistema fornece ainda medicamentos imunossupressores necessários para transplantados.

Vacinação

O SUS conta também com o maior programa público de vacinação da América Latina, o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Atualmente, são disponibilizados 48 imunobiológicos, sendo 31 vacinas, 13 soros e quatro imunoglobulinas.

“As ações contribuíram para marcos como a erradicação da poliomielite, em 1994, até resultados mais recentes, como a recertificação de país livre de sarampo pela OPAS [Organização Panamericana da Saúde],” destacou o ministério.

O Brasil ainda foi pioneiro na oferta de vacina contra a dengue, ofertada atualmente para crianças e adolescentes com idade entre 10 e 14 anos.

Outros destaques

Para a pasta, a trajetória do SUS é marcada também pela criação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em 2003; do programa Brasil Sorridente, em 2004; do Farmácia Popular, em 2004, da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás), em 2004; da Rede Cegonha, atual Rede Alyne, em 2011; e do Programa Mais Médicos, em 2013, dentre outros.

“Desde 2023, o governo federal retomou a agenda voltada ao fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde com medidas para reduzir a dependência do Brasil. A expectativa é que, em até dez anos, 70% das necessidades do SUS em medicamentos, equipamentos e vacinas sejam produzidos no país”, completou o ministério.

Desafios

A pasta avalia como um dos desafios históricos o tempo de espera para atendimento na rede pública. A expectativa do governo é que a questão seja sanada por meio do programa Agora Tem Especialistas, que tem como foco seis áreas estratégicas: oncologia, cardiologia, ginecologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

Outra estratégia apontada pelo ministério é a expansão da telessaúde, que pode reduzir em até 30% o tempo de espera por atendimento especializado no SUS e figura como um dos eixos do programa. Os dados mostram que, em 2024, foram registrados 2,5 milhões de atendimentos em telessaúde.

Ainda de acordo com a pasta, por meio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde, o governo pretende entregar novas unidades básicas de saúde (UBS), salas de teleconsulta, unidades odontológicas móveis, policlínicas, maternidades, centros de atenção psicossocial (Caps) e ambulâncias.

“A meta é universalizar o serviço de emergência até o final de 2026 e ele, agora, está presente também em território indígena, com atendimento 24 horas e profissionais bilíngues”, concluiu o ministério.

As informações são da Agência Brasil.