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Diagnóstico de depressão aumentou em mais de 40% durante a pandemia

O percentual de pessoas diagnosticadas com depressão no Brasil aumentou mais de 40% durante a pandemia de covid-19, passando de 9,6% no período anterior à crise sanitária, para 13,5% no primeiro trimestre deste ano.

Os dados divulgados hoje (27) são do Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia (Covitel), trabalho desenvolvido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com a organização não governamental Vital Strategies.

Para o estudo, foram feitas 9 mil entrevistas por telefone, sendo metade por aparelho fixo e metade por celular, no período de janeiro a março. A amostra abrange as cinco regiões do país, incluindo população das capitais e do interior.

A prevalência da depressão é maior em mulheres, sendo 18,8% neste ano e 13,5% antes da pandemia. Entre as pessoas brancas, 16,5% foram diagnosticadas com o transtorno, número que era de 11% antes da crise sanitária. Entre a população negra, o percentual de pessoas diagnosticadas com depressão passou de 8,8% para 11,8%.

A assessora técnica da Vital Strategies, Luciana Sardinha, afirmou, no entanto, que os dados tratam apenas de pessoas que conseguiram um diagnóstico para o problema, não necessariamente todas atingidas pela depressão. “São aqueles que tiveram condição de ter acesso a um médico”, enfatizou.

“Por mais que a gente tenha uma estratégia de saúde da família, de atenção básica, consolidada no país, grupos mais vulneráveis ou menos escolarizados ainda têm algumas barreiras, isso reflete nos dados”, acrescentou o professor da Faculdade de Medicina da UFPel Fernando Wehrmeister.

Segundo o professor, as populações mais vulneráveis enfrentam dificuldades para acessar os sistemas de saúde, que vão desde problemas de deslocamento até questões como a discriminação. Estes grupos também costumam ter, de acordo com o pesquisador, “piores indicadores em saúde”.

O professor da escola de Educação Física da UFPel, Pedro Hallal, destacou que a falta de atividade física e a alimentação pobre nutrientes são fatores de risco para doenças crônicas e que afetam mais, segundo os dados, as populações mais vulneráveis. Por isso, ele defende que as políticas de prevenção tenham atenção especial a esses grupos. “Nós precisamos focar em quem mais precisa”, destacou.

Atividade física

Houve um aumento de 40% no percentual de pessoas que não fazem atividades físicas e caiu em 21,4% no percentual de ativos. Antes da pandemia, 38,6% das pessoas praticavam atividades físicas regularmente, número que ficou em 30,3% neste ano. O percentual dos que eram inativos passou de 13,1%, no período pré-crise sanitária, para 18,4% atualmente.

Entre a população com até 8 anos de estudo, o percentual de fisicamente ativos caiu de 31,8% para 22,3%. Para as pessoas com 12 ou mais anos de educação formal, 51% eram ativos antes da pandemia, percentual que ficou em 43,6% após a crise.

Alimentação

O consumo regular de verduras e legumes teve queda de 12,5% entre o total da população durante a pandemia. Antes da crise sanitária, os vegetais faziam parte das refeições de 45,1% da população, percentual que ficou em 39,5% neste ano. O número não variou, entretanto, entre as pessoas com 12 ou mais anos de estudo, ficando em pouco mais de 53% nos dois cenários.

Na população com até 8 anos de escolaridade houve uma queda de 43,9% para 34,9%. Entre as pessoas brancas, o percentual saiu de 49,6%, antes da pandemia, para 46,2% no primeiro trimestre desse ano. Para as pessoas negras, o índice de pessoas que consomem legumes regularmente passou de 42,5% para 35,6%.

As informações são da Agência Brasil

Governo do Estado abre consulta sobre logística reversa de remédios vencidos ou não utilizados

A Secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) disponibilizou uma consulta pública, com acesso à Minuta do Termo de Compromisso, para a formalização de políticas públicas do sistema de logística reversa de medicamentos domiciliares vencidos ou não utilizados.

Podem participar todos os envolvidos pelo setor de medicamentos, desde fornecedores até usuários. Integra o processo de logística reversa o descarte, pelos consumidores, de medicamentos de uso humano, industrializados e manipulados, assim como as bulas e embalagens e perfurocortantes do Grupo E (como seringas e canetas).

A proposta de operacionalização do sistema de logística reversa de medicamentos para o Paraná foi elaborada em conjunto pela Sedest, Ministério Público do Paraná e o Instituto Água e Terra (IAT).

“São propostas em consonância com as regulamentações do Estado, como a Lei Estadual n° 17.211/2012 e o Decreto Estadual n° 9.213/2013, que consideram a obrigatoriedade de operacionalização de logística reversa também nos serviços públicos de saúde, além da Resoluções Conjuntas Sedest/IAT nº 20/2021 e nº 22/2021”, destaca o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Everton Souza.

As legislações estaduais determinam que cada estabelecimento que comercializa e distribui os medicamentos descritos acima possuam um ponto de entrega voluntária. O sistema de logística reversa também é regulamentado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e pelo Decreto Federal nº 10.388/2020.

LOGÍSTICA REVERSA – O Termo de Compromisso objetiva a implementação de estratégias para a correta destinação dos resíduos pós-consumo, sob a responsabilidade compartilhada entre todos os elos da cadeia. Representam esse grupo os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, inclusive consumidores finais e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

É necessário que os medicamentos vencidos ou em desuso sejam encaminhados aos pontos de coleta a serem implementados pelo setor empresarial (fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes). Cabe ao poder público o acompanhamento da operacionalização do sistema de logística reversa de medicamentos, o suporte nas ações de comunicação e educação ambiental destinadas à população, e a fiscalização do cumprimento do referido Termo de Compromisso.

“A finalidade desta consulta pública é convocar os responsáveis pelo setor de medicamentos a se manifestarem quanto ao conteúdo do Termo de Compromisso, bem como apresentarem propostas de melhorias ou adequações para o perfeito funcionamento do sistema de logística reversa a ser implementado”, afirma o diretor de Políticas Ambientais da Sedest, Rafael Andreguetto.

COMO PARTICIPAR – As manifestações sobre o Termo de Compromisso, através de consulta pública, devem ser feitas até o dia 9 de maio no e-mail contabilizando.residuos@sedest.pr.gov.br.

Matéria da Agência Estadual de Notícias.

Médicos/as das Unidades de Saúde de Curitiba se mobilizam por melhores condições de trabalho e não descartam greve

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) está convocando uma Assembleia Geral Extraordinária dos médicos e médicas funcionários da Fundação Estatal de Atenção à Saúde de Curitiba (FEAS) que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e no Hospital do Idoso Zilda Arns. A Assembleia será no dia 02 de maio de 2022, às 20 horas, na Sede do Simepar, no Bairro Bom Retiro em Curitiba.

Na oportunidade, os/as médicos/as vão discutir medidas jurídicas e de mobilização visando reverter as péssimas condições de trabalho nas UPAs e nas UBSs da Capital paranaenses.

O principal problema é a escassez de médicos, gerando sobrecarga de trabalho, ameaças e agressões de pacientes e familiares, cobranças dos gestores para que as consultas sejam cada vez mais rápidas, constantes trocas nos locais de trabalho sem aviso prévio, entre outros problemas.

Mas a precarização não para por aí. Nas UPAs do Boqueirão e do Pinheirinho, os consultórios médicos foram substituídos por biombos (boxes) em que os/as médicos/as atendem em pé, sem computador ou mesa, e sem qualquer privacidade para a consulta.

Somam-se a esses problemas a falta de médicos pediatras, que põe em risco a vida das crianças. Mesmo sabendo que a FEAS não dispõe de pediatras suficientes, a entidade não incluiu essa especialidade no último processo seletivo aberto em fevereiro deste ano.

Há ainda indícios de novas tentativas de terceirização da mão de obra dos/as médicos/as com remuneração superior à dos profissionais contratados diretamente pela Fundação.

Os médicos e médicas também pleiteiam a reposição das perdas causadas pela inflação nos últimos anos.

Todos esses problemas e reivindicações vêm sendo reiteradamente apresentados aos gestores da FEAS, à Prefeitura de Curitiba e até ao Ministério Público do Trabalho.

Por tudo isso, os médicos e médicas da FEAS não descartam a possibilidade da deflagração de uma greve nas próximas semanas.

A Diretoria do Simepar ressalta que o Sindicato está sempre aberto à negociação; mas, infelizmente, essa não é a postura apresentada pela gestão da FEAS e pela Prefeitura de Curitiba.

Veja aqui o Edital de convocação da Assembleia Geral Extraordinária.

Unicentro abre concurso público para contratar médicos/as professores para o curso de Medicina

A Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), com sedes em Guarapuava e Irati, publicou um edital de concurso público para contratar médicos e médicas para docência de diversas especialidades no curso de Medicina da instituição.

Serão selecionados médicos para as disciplinas de Cardiologia, Cirurgia, Ginecologia, Medicina de Família, Neurologia, Pediatria, Psiquiatria, Semiologia, Semiologia Pediátrica, Sistema Geniturinário e
Sistema Digestório.

As inscrições poderão ser feitas no período de 2 a 12 de maio de 2022 no link: https://www2.unicentro.br/concursos/CP-26-2022/

A íntegra do edital pode ser obtida aqui. 

Simepar participou da inauguração da sede da Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá

A Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (FASP) inaugurou nesta segunda-feira (25)  sua primeira sede no Centro de Paranaguá. O Dr. Brasil Viana Neto, Primeiro Tesoureiro do Simepar, representou o Sindicato no evento que contou com a presença do Prefeito Marcelo Roque (Podemos), do deputado estadual Márcio Nunes, da diretora geral da FASP Everllin Guiguer, da secretária municipal de Saúde Lígia Cordeiro, entre outras autoridades locais.

Em funcionamento desde 2019, a FASP tem a finalidade de desenvolver e executar ações e serviços de saúde ambulatorial especializado, hospitalar, serviço de apoio diagnóstico, atenção psicossocial, além de ensino, pesquisa e educação permanente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a solenidade, o Simepar foi citado várias vezes pela colaboração que a entidade prestou para a criação da FASP, como um instrumento legítimo de superação na terceirização de mão de obra de médicos/as e de outros profissionais da Saúde. O Assessor Jurídico do Simepar, Dr. Luiz Gustavo Andrade, também foi lembrado como um dos colaboradores na criação da Fundação pública.

O prédio inaugurado leva o nome do doutor Maurílio dos Santos, que faleceu no dia 15 deste mês. Ele começou a atuar como médico clínico geral no Paraná em 1987, e atendeu, por muitos anos, no Hospital Paranaguá e na antiga Santa Casa de Misericórdia.

O que é a FASP?

A FASP foi instituída por meio da Lei Complementar 230/2019, e é definida como uma entidade com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, de interesse e de utilidade públicos, com autonomia gerencial, patrimonial, orçamentária e financeira. No entanto, ela integra a Administração Pública indireta e é vinculada à secretaria municipal de Saúde, que supervisiona suas ações.

Para a secretária de Saúde, Lígia Cordeiro, a atuação da Fundação de Saúde é de fundamental importância para Paranaguá, especialmente durante os dois últimos anos de pandemia de coronavírus. “Se não fosse o trabalho feito pela FASP, nós não conseguiríamos ter passado por esse momento tão difícil que foi a pandemia”, diz.

Por meio da Fundação de Saúde, profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, são contratados com menos burocracia (sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT) e mais competitividade no salário, o que garante o atendimento adequado para a população. De acordo com o Simepar, a FASP é um dos melhores empregadores públicos para médicos no Paraná, tendo seu Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) servindo de exemplo balizador para outros acordos.

“Uma das finalidades da FASP é a educação e treinamento dos profissionais e, até então, nossos profissionais tanto da FASP quanto da secretaria de Saúde não tinham esse espaço que hoje poderá ser contemplado com a nova sede. A Fundação de Saúde está mostrando o seu rosto, a que veio”, comenta Lígia Cordeiro.

Novos profissionais devem ser chamados

A diretora geral da Fundação, Everllin Guiguer, destaca que, atualmente, existem mais de 100 funcionários no quadro efetivo da FASP, além dos profissionais do Município que dão apoio. Porém, o número de colaboradores deve aumentar neste ano, já que o órgão planeja convocar os profissionais aprovados no último Concurso Público 01/2021, aprimorando, desta forma, a estrutura física aliada às metas dispostas no contrato de gestão com a secretaria municipal de Saúde.

“Estar inaugurando a primeira sede é um passo muito importante para a Fundação, que foi criada com o objetivo de atender toda a Atenção Secundária do município. Gostaria de agradecer, especialmente, ao prefeito Marcelo Roque que, diante de um cenário onde gestores criticam tanto os meios de contratação e as dificuldades para se contratar profissionais de saúde, não só médicos, mas enfermeiros e técnicos, mas não fazem nenhuma ação realmente efetiva para mudar o atendimento à população, ele insistiu, não deu ouvidos às tantas pessoas que disseram que não daria certo, e foi em frente. Hoje o prefeito está mostrando que a FASP funciona e está trazendo resultados para os parnanguaras”, disse Everllin.

O deputado estadual Márcio Nunes (PSD) também elogiou a criação da FASP pelo prefeito de Paranaguá. Segundo ele, a FASP se trata de um “programa diferente que pode ser um exemplo para todos os municípios do Paraná e Brasil”.

Demais investimentos em saúde

A inauguração do prédio se soma aos demais investimentos em saúde anunciados ao longo do mês de abril, como a ampliação da unidade de saúde de Alexandra, construção de novas unidades na Vila Guarani e Santos Dumont e de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) porte três, na vila Itiberê, que está em fase de finalização.

“Durante esses anos a frente de Paranaguá, trouxemos posto de saúde para o Porto Seguro, Leblon, Encantadas, em Ilha do Mel, mais dois que estão em construção na vila Guarani e Santos Dumont e estamos finalizando a construção da UPA. Mas também temos a unidade avançada do Erasto Gaertner, que é uma realidade, e não vamos desistir da possibilidade de uma unidade avançada do Hospital Pequeno Príncipe. Com isso, aí sim eu posso finalizar minha gestão dizendo que cumpri a missão, com todos os investimentos em saúde, mas, principalmente, com médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem para atender à população, já que é tão difícil a contratação desses profissionais e graças à FASP não temos problemas”, afirmou o prefeito Marcelo Roque.

Com informações do JB Litoral e da Prefeitura de Paranaguá.

Pandemia derrubou a procura por testes de HIV; Paraná dobra oferta aos municípios

O Paraná seguiu uma tendência que ocorreu não só no País, como também no mundo: a queda no número da procura por testes para detecção do vírus HIV. Com a pandemia da Covid-19, houve uma redução na procura por este serviço, assim como tantos outros da área. E essa queda impactou diretamente nos dados de novos casos de HIV nos dois últimos anos, que estão subnotificados.

A taxa de detecção de HIV por 100 mil habitantes no Paraná foi de 22,4 em 2019, 15,6 em 2020 e 18,1 no ano passado. Para a Aids, a taxa em 2019 foi de 9,7; em 2020 de 7,2, e 8,0 em 2021.

Mesmo nesse cenário há uma notícia positiva. A distribuição de testes rápidos para diagnóstico do HIV em 2021 (62.648) mais do que dobrou em relação a 2020 (25.839) e 2019 (27.959) no Paraná. Dessa maneira, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio de ações e incentivo das intervenções em saúde, vem atuando de forma contínua no enfrentamento da doença.

“Essa redução já era esperada porque as ações e a atenção da população neste período estavam voltadas para a Covid-19 e muitas pessoas tinham medo ou receio em procurar outros serviços de saúde”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves. “Mas a testagem não deixou de ser ofertada e, inclusive, disponibilizamos autoteste para a realização em casa. Precisamos neste momento reorganizar essa área da saúde”.

AÇÕES – Em 2021, ano em que a infecção pelo HIV completou 40 anos, foi lançado um projeto-piloto no Brasil, coordenado pelo Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI)/Fiocruz/Proadi, para a reestruturação dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs).

Neste primeiro momento o Paraná foi contemplado para receber o projeto de assessoria técnica, implantado na 3ª Regional de Saúde, no município de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. No início deste mês foi realizada uma primeira reunião presencial com os técnicos do DCCI/MS/ Fiocruz/Proadi para consolidação dos trabalhos de reorganização e reestruturação estaduais, firmando o compromisso de ampliação para os demais CTAs do Estado.

“É de extrema relevância a reestruturação dos CTAs de forma que possam atuar integralmente, como pontos de atenção, prevenção e de vigilância em saúde, articulados com a Atenção Primária, visando responder às necessidades das pessoas acometidas por esses agravos já citados”, disse a chefe da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCIST), Mara Carmen Ribeiro Franzoloso.

HIV é a sigla em inglês para “vírus da imunodeficiência humana”. A infecção por esse vírus pode levar a uma doença conhecida como síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids, em inglês). O HIV ataca as células responsáveis pelo sistema imunológico em humanos, podendo deixar os infectados com a saúde muito debilitada.

Ser infectado pelo HIV, no entanto, não significa desenvolver Aids. O vírus da imunodeficiência humana é classificado como um retrovírus, que possui um período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença.

Matéria da Agência Estadual de Notícias.

Com aumento de casos, Paraná declara epidemia de dengue

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) declarou nesta terça-feira (19) situação de epidemia de dengue no Paraná devido ao aumento do número de casos. De agosto de 2021 até o momento, o Estado contabiliza mais de 80 mil notificações e cinco mortes pela doença. O boletim divulgado hoje registra 14.964 novas notificações em relação à semana anterior.

“Em cada boletim semanal os números apontavam para este desfecho. Apesar do nosso constante monitoramento, por parte da Vigilância Ambiental, os números subiram e agora precisamos reverter a situação. Não queremos que os casos aumentem e, principalmente, que ocorram novos óbitos”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves. “Já realizamos um trabalho efetivo de combate à doença, com apoio da sociedade, e convocamos a população novamente para este enfrentamento”.

De acordo com a Sesa, os números do boletim semanal da dengue mostram que os casos prováveis e confirmados estão acima do esperado para o período epidemiológico – por isso a configuração de um cenário epidêmico.

São 80.004 casos notificados, 14.964 a mais em relação à semana anterior. Os dados são do 34º Informe Epidemiológico, do atual período sazonal da doença, que iniciou em 1º de agosto e segue até julho de 2022.

O documento informa ainda que 365 municípios possuem casos notificados, sendo que 287 tiveram confirmações. Em uma semana foi registrado o aumento de 39,86% nos casos confirmados, passando de 16.560 para 23.161, sem registro de novos óbitos.

As Macrorregiões Oeste e Norte concentram maior o maior número de casos confirmados. Francisco Beltrão, Medianeira, Arapongas, Cascavel, Salto do Lontra, Ampére, Catanduvas, Iracema do Oeste e Realeza foram os municípios com mais casos confirmados nas últimas seis semanas.

EPIDEMIA – Epidemia é a manifestação coletiva de uma doença que rapidamente se espalha, por contágio direto ou indireto, até atingir um grande número de pessoas em um determinado território e que depois se extingue após um período.

O Diagrama de Controle é um dos métodos utilizados para a verificação de ocorrência de uma epidemia. Ele consiste na representação gráfica, considerando uma série histórica de 12 anos, sugerindo limites máximo e mínimo de casos absolutos esperados.

Entre 2019 e 2020, o Paraná enfrentou uma das piores epidemias de dengue da sua história, desde que começou a ser monitorada, em 1991. Naquele período foram registrados 227.724 casos confirmados da doença, com 177 mortes. Até então, o pior período havia sido entre 2015 e 2016, com pouco mais de 56 mil casos e 61 mortes.

Com monitoramento eficiente, Paraná não registra casos de febre amarela há quase três anos
“Nossas equipes já estão em campo nas regiões onde prevalece o maior número de casos, orientando a população. Estamos promovendo tutoriais voltados aos médicos para esse enfrentamento, para que haja o diagnóstico assertivo”, complementou o secretário. “Precisamos reavivar os métodos de combate da dengue. Aquele vaso de água, de entulho, na cisterna de captação de água, pois o criadouro do mosquito pode estar lá”.

TRANSMISSÃO – O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, é causador também de outras doenças chamadas de arboviroses, caso da zika e chikungunya. De acordo com o boletim semanal desta terça, houve 210 notificações de chikungunya, com 12 casos confirmados.

Confira o boletim semanal da dengue.

Matéria da Agência Estadual de Notícias.

Ministro da Saúde anuncia fim da emergência sanitária por Covid-19 no país

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou em pronunciamento de rádio e TV, na noite deste domingo (17), o fim da emergência de saúde pública em decorrência da pandemia. Segundo o ministro, o anúncio foi possível por causa da melhora do cenário epidemiológico, da ampla cobertura vacinal e da capacidade de assistência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda segundo o ministro, nos próximos dias será editado um ato normativo sobre a decisão. Queiroga afirmou que a medida não significa o fim da covid-19. “Continuaremos convivendo com o vírus. O Ministério da Saúde permanece vigilante e preparado para adotar todas as ações necessárias para garantir a saúde dos brasileiros, em total respeito à Constituição Federal.”

Vacinação

No pronunciamento, o ministro falou que o país realizou a maior campanha de vacinação de sua história, com a distribuição de mais de 476 milhões de doses de vacina. Foi ressaltado que mais de 73% dos brasileiros já completaram o esquema vacinal contra a covid-19 e 71 milhões receberam a dose de reforço.

O ministro também destacou os investimentos feitos na área nos últimos dois anos. “O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, fortaleceu o SUS, com a expansão da capacidade de vigilância, ampliação na atenção primária e especializada à saúde. Foram mais de R$ 100 bilhões destinados exclusivamente para o combate à pandemia, além dos mais de R$ 492 bilhões para o financiamento regular da saúde desde 2020”, disse Queiroga.

Emergência sanitária

O Brasil identificou a primeira contaminação pelo novo coronavírus no final de fevereiro de 2020, enquanto a Europa já registrava centenas de casos de covid-19. No dia 3 de fevereiro de 2020 o ministério declarou a covid-19 como uma emergência de saúde pública de importância nacional..

A declaração de transmissão comunitária no país veio em março, mês em que também foi registrada a primeira morte pela doença no país. Segundo último balanço, divulgado pelo Ministério da Saúde neste domingo, o Brasil registrou, desde o início da pandemia, 30.252.618 casos de covid-19 e 661.960 mortes em decorrência da doença. Há 29.227.051 pessoas que se recuperaram da doença, o que representa 96,6% dos infectados. Há ainda 363.607 casos em acompanhamento.

As informações são da Agência Brasil.

Covid-19: uso do medicamento Paxlovid pelo SUS vai à consulta pública

O medicamento Paxlovid, fabricado pela farmacêutica americana Pfizer para tratamento de covid-19, avançou no processo de incorporação pelo Sistema Único de Saúde. O fármaco recebeu parecer inicial favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

A decisão foi tomada durante reunião que ocorreu nessa terça-feira (12). Segundo o Ministério da Saúde, a proposta de incorporação do medicamento seguirá o fluxo normal de avaliação da Conitec e será colocada em consulta pública pelo prazo emergencial de 10 dias. Consulta pública será aberta nos próximos dias após publicação no Diário Oficial da União.

A consulta será aberta nos próximos dias após publicação no Diário Oficial da União (DOU). O público poderá participar por meio do site oficial da comissão.

O Paxlovid, composto por comprimidos de Nirmatrelvir e Ritonavir, teve o uso emergencial autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 30 de março. O fármaco é indicado para adultos com covid-19 com risco aumentado de progressão para quadros graves da doença e que não precisam de oxigênio suplementar.

Matéria da Agência Brasil

Bancos de sangue do Paraná estão com estoques em estado crítico; saiba como doar

Matéria do Portal G1 Paraná.

O feriado da Páscoa se aproxima e a maioria dos bancos de sangue do Paraná estão com estoques em nível crítico.

Atualmente, 14 cidades do estado contam com pontos de coleta. Na tabela abaixo, os números indicados com um asterisco representam estoques em nível crítico.

Desde o início do ano, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) determina que pessoas que tomaram vacina contra a gripe esperem dois dias para doar sangue. Quem tomou a vacina contra a Covid-19 precisa esperar uma semana. O prazo para quem teve covid é de dez dias.

Como e quem pode doar

Para doar é preciso ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam ter autorização e presença do responsável legal.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

A doação deve ser agendada pelo site da Secretaria de Saúde. Clique aqui e agende.