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Ministério da Saúde orienta grávidas sobre prevenção à monkeypox

O Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica na qual recomenda o uso de máscaras para mulheres grávidas, lactantes e com bebês recém-nascidos para prevenção contra a varíola dos macacos.

O documento, publicado pela pasta na noite de ontem (1º), orienta que esse grupo deve usar preservativos em qualquer tipo de contato sexual – principal meio de transmissão da doença.

“Considerando o rápido aumento do número de casos de MPX [monkeypox] no Brasil e no mundo, associado à transmissão por contato direto e, eventualmente, por via aérea, recomenda-se que as gestantes, puérperas e lactantes: mantenham uso de máscaras, principalmente em ambientes com indivíduos potencialmente contaminados com o vírus; usem preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal) uma vez que a transmissão pelo contato íntimo tem sido a mais frequente”, ressalta o documento.

As recomendações da pasta alertam que o quadro clínico de gestantes tem características similares ao de outras pessoas. Entretanto, nesse grupo, a gravidade da doença pode ser maior. Além das grávidas, crianças com menos de 8 anos e imunossuprimidos integram o grupo de risco para a varíola dos macacos. Por isso, segundo o documento, os laboratórios devem priorizar o diagnóstico dessas pessoas, “visto que complicações oculares, encefalite e óbito são mais frequentes”.

Segundo a nota técnica, gestantes, puérperas e lactantes devem se manter afastadas de pessoas que apresentem febre e lesões cutâneas. Em casos de sintomas suspeitos, elas devem procurar ajuda médica. Para pacientes sintomáticos, a recomendação é manter isolamento por 21 dias e monitorar os sinais da doença. Caso persistam, a orientação é repetir o teste.

Nos casos de gestantes com quadro moderado ou grave de varíola dos macacos, o Ministério da Saúde recomenda que elas sejam hospitalizadas, “levando em consideração maior risco”.

Doença

A varíola dos macacos é uma doença causada pela infecção com o vírus Monkeypox, que causa sintomas semelhantes aos da varíola. Ela começa com febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e inchaço dos linfonodos.

Uma erupção geralmente se desenvolve de 1 a 3 dias após o início da febre, aparecendo pela primeira vez no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, incluindo mãos e pés. Em alguns casos, pode ser fatal, embora seja tipicamente mais suave do que a varíola. A doença é transmitida para pessoas por vários animais selvagens, como roedores e primatas, mas também pode ser transmitida entre pessoas após contato direto ou indireto.

Matéria da Agência Brasil

Julho foi o segundo mês com mais mortes por Covid-19 no Paraná em 2022

Matéria de Rodolfo Luis Kowalski publicada no Portal Bem Paraná.

O mês de julho chegou ao fim e registrou um aumento expressivo no número de mortes causadas pela Covid-19 no Paraná, tornando-se o segundo mês mais trágico no tocante à pandemia do novo coronavírus em 2022. É o que revela um levantamento feito pelo Bem Paraná com base nos boletins epidemiológicos da Secretaria da Saúde do Estado do Paraná (Sesa-PR), o qual considera a data de divulgação dos registros.

Ao longo do último mês foram divulgados 727 falecimentos que tiveram as complicações provocadas pela doença pandêmica como causa de morte. Nos meses anteriores, em junho e maio, haviam sido divulgados 435 e 232 óbitos, respectivamente. Ou seja, o número de falecimentos confirmados em julho supera o total dos dois meses anteriores.

Ao longo de todo este ano, o mês com mais falecimentos foi fevereiro, com 1.060 registros. Julho, agora, aparece logo em seguida, com 727, enquanto março vem na sequência, com 623. No ano inteiro, 3.596 óbitos por Covid-19 foram divulgados. Um número expressivo, que dá uma média de 17 óbitos diários. Mas muito distante do que ocorreu no ano passado, quando o novo coronavírus ceifou, apenas nos sete primeiros meses do ano, 27.132 vidas no Paraná, um número 7,5 vezes superior ao registrado entre janeiro e julho deste ano.

Com relação aos diagnósticos da doença, no entanto, verifica-se uma queda. No último mês, 69.657 infecções pelo novo coronavírus foram confirmadas, ante 93.444 registros em junho – o que significa que o número de diagnósticos caiu 25,5%.

Isso tudo resulta num cenário um tanto curioso. É que o mês de julho, por um lado, foi segundo mês com mais mortes em 2022. Por outro, é também o segundo mês com menos diagnósticos, atrás apenas de abril, que teve 39.886 casos novos. Já os meses de janeiro e fevereiro aparecem na outra ponta, como os meses com mais infecções no ano, com 371.896 e 356.669 casos divulgados.

Comparando-se ainda os sete primeiros meses de 2022 com o mesmo período de 2021, verifica-se que neste ano o número de casos novos da doença supera o do ano passado, com 1.089.522 registros contra 958.975, o que dá uma diferença de 13,6%.

Resumindo, então, o ano de 2022 registra, até julho, 13,6% casos a mais do que no mesmo período de 2021. Ainda assim, o número de mortes causadas pela doença pandêmica teve queda de 86,8% neste ano, em mais uma evidência da importância da vacina contra o coronavírus para prevenir quadros graves e mortes.

Boletim

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou neste domingo (31) mais 517 casos confirmados e sete mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 2.681.369 casos e 44.261 óbitos pela doença.

Os casos confirmados divulgados nesta data são de julho (496), junho (11), maio (1), abril (1), março (2), fevereiro (1) e janeiro (1) de 2022; e julho (1), abril (1) e janeiro (2) de 2021.

Os óbitos são de julho (3) de 2022; maio (1) e abril (1) de 2021; e outubro (1) e setembro (1) de 2020.

Os dados de internamentos incluem todos os pacientes com casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e suspeitos ou confirmados da Covid-19.

Nesta data, 445 pessoas estão internadas em leitos SUS (123 em UTIs e 322 em leitos clínicos/enfermaria), seja por suspeita ou diagnóstico de Covid-19 ou de outras SRAGs.

Curitiba completa vacinação de crianças de 3 a 4 anos

Curitiba completa nesta semana a convocação do grupo das crianças de 3 e 4 anos para receber a primeira dose da vacina contra a covid-19. Hoje e amanhã 12,2 mil curitibinhas na faixa de 3 anos poderão se vacinar. A convocação é escalonada por mês e ano de nascimento.

A vacinação contra a covid-19 continuará aberta também para as pessoas dos demais públicos já convocados e que ainda não compareceram para receber a 1ª dose, 2ª dose ou doses de reforço.

A vacinação é realizada em 107 unidades de saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para crianças até 11 anos, a exceção é a Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho, que aplica as doses apenas em adolescentes, adultos e idosos. Veja os locais de vacinação no site Imuniza Já Curitiba.

A partir de 3/8 (quarta-feira), todas as crianças que forem completando 3 anos também devem ser levadas para receber a primeira dose do imunizante.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) iniciou a convocação das cerca de 44,5 mil crianças de 3 e 4 anos em 22 de julho, seguindo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (PNO), do Ministério da Saúde.

Para os curitibinhas de 3 e 4 anos, a vacina utilizada é a Coronavac, com esquema vacinal em duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações.

Vacinação simultânea

Além da dose do imunizante contra a covid-19, está sendo ofertada também a vacina contra a gripe (vírus influenza), que pode ser aplicada simultaneamente, no mesmo dia da vacina anticovid. Não há mais necessidade de intervalo de 15 dias entre os imunizantes.

Também é possível receber outras vacinas do Calendário Nacional de Imunização que estejam em atraso. A consulta sobre imunizantes pendentes pode ser feita pelo Aplicativo Saúde Já Curitiba (site ou aplicativo), acessando a aba “Carteira de Vacinação” no item “Pendentes”.

Recomendações

Pessoas que tiveram covid-19 devem aguardar pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas para se vacinar. No caso de pessoas que tiveram outras doenças, a orientação é que aguardem o completo reestabelecimento.

Sociedades médicas alertam sobre prevenção e cuidados com a varíola dos macacos

Na semana em que o Brasil confirmou a primeira morte relacionada à chamada varíola dos macacos (do inglês, Monkeypox), em Minas Gerais, as sociedades Brasileira de Urologia (SBU) e Brasileira de Infectologia (SBI) divulgaram uma nota alertando médicos e a população em geral para a importância de estarem atentos ao surgimento de lesões na pele.

As entidades médicas apontam que, como os primeiros sintomas da doença podem ser parecidos com os indícios de outras moléstias, incluindo algumas Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e dermatoses, “é bem provável” que os casos de varíola dos macacos sejam subdiagnosticados e, portanto, subnotificados.

“Com o crescimento da epidemia, é importante levar em consideração as lesões da Monkeypox, mantendo um elevado índice de suspeição”, recomendam as entidades, lembrando aos profissionais da saúde que novos casos têm que ser obrigatoriamente notificados à Vigilância Epidemiológica dos estados onde ocorrerem, para que testes laboratoriais sejam realizados e os pacientes, acompanhados.

“O paciente deve ser tratado com base no seu quadro clínico e deve ser colocado em isolamento ou observação e aconselhado a evitar contato com outras pessoas enquanto tiver lesões de pele, incluindo as com crostas, pois também são infectantes”, orientam as sociedades, pedindo aos profissionais que, sempre que possível, fotografem as lesões dos pacientes – que são aconselhados a procurar atendimento médico caso identifiquem feridas na pele, principalmente se acompanhadas por febre e/ou ínguas (gânglios aumentados e dolorosos), evitando o contato físico com outras pessoas enquanto aguarda o diagnóstico.

As duas sociedades médicas reforçam recomendações já feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), entre elas, a orientação de que as pessoas reduzam o número de parceiros sexuais. As entidades lembram que, até o momento, homens que fazem sexo com homens são considerados pessoas com maior potencial de contrair a doença.

As associações médicas pedem que as autoridades preparem os serviços públicos de saúde para atendimento dos casos da doença, inclusive disponibilizando vacinas tão logo elas estejam disponíveis.

Prevenção

Devido ao crescente surgimento de novos casos em vários países, a OMS declarou a situação decorrente da disseminação do vírus causador da varíola dos macacos como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.

Ainda assim, a moléstia é classificada como uma doença viral rara, podendo ser transmitida por abraços, beijos, massagens, relações sexuais, secreções respiratórias e através do contato com objetos e superfícies com que uma pessoa doente teve contato. A região anogenital tende a ser uma das mais atingidas pelas feridas provocadas pela doença.

De acordo com as sociedades Brasileira de Urologia (SBU) e Brasileira de Infectologia (SBI), as pessoas podem se proteger e ajudar a conter a disseminação do vírus que causa a varíola dos macacos, o hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês), com medidas como a frequente limpeza das mãos com álcool 70% ou com água e sabão.

Além de evitar contato físico com pessoas que possam estar infectadas, deve-se evitar compartilhar objetos de uso pessoal, roupas de cama e toalhas até a exclusão do diagnóstico ou o completo desaparecimento das lesões. Quem teve contato com pessoas infectadas, devem estar atentos ao eventual surgimento de sintomas associados à doença.

Por fim, as entidades destacam que a epidemia atual não se correlaciona com a transmissão de animais para humanos. Assim sendo, não se justifica nenhum tipo de atitude e, muito menos, crueldade em relação aos animais, incluindo os macacos.

Até a tarde de ontem (28), o Brasil contabilizava 978 casos confirmados da varíola dos macacos. Os casos estavam concentrados nos estados de São Paulo (744), Rio de Janeiro (117), Minas Gerais (44), Paraná (19), Goiás (13), Bahia (5), Ceará (4), Rio Grande do Sul (3), Rio Grande do Norte (2), Espírito Santo (2), Pernambuco (3), Tocantins (1), Mato Grosso (1), Acre (1), Santa Catarina (4) e no Distrito Federal (15).

Matéria da Agência Brasil

Escassez de medicamentos no Paraná já atinge até soro fisiológico

Matéria do Portal Bem Paraná.

A crise no abastecimento de medicamentos e de insumos no Paraná segue em escalada, a ponto de hospitais, clínicas e distribuidoras estarem com dificuldade para conseguir soro fisiológico.

A solução, que mistura cloreto de sódio e água estéril, é usada em grandes volumes para fazer infusão nas veias em hospitais, para diluir remédios a serem aplicados na veia ou no músculo e para fazer a limpeza de feridas, por exemplo. Além disso, o insumo é considerado básico para tratamentos de hemodiálise, já que as máquinas usadas precisam ser limpas com soro fisiológico entre um paciente e outro.

Na semana passada o Ministério da Saúde já havia admitido que acompanha a falta de 86 substâncias em todo o país, entre as quais constam antibióticos, antialérgicos e contraste iodado, além do próprio soro fisiológico. Uma situação que se reflete em prateleiras vazias de farmácias e de hospitais e que, para piorar, não há estimativa para normalização, o que faz aumentar o risco de desabastecimento de medicamentos – um risco já admitido pelo próprio ministério e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para entender como a situação tem afetado o segmento da saúde em Curitiba, o Bem Paraná contatou hospitais da capital paranaense, clínicas e centros de doenças reais e também conversou com distribuidoras de medicamentos e produtos hospitalares nos últimos dias.

No Centro de Doenças Renais e Associados (Cedra), o médico e responsável técnico Carlos Alberto conta que o soro fisiológico ainda é encontrado no mercado, mas não na escala necessária. Com a escassez, os preços também dispararam: se há dois meses eles pagavam entre R$ 3,90 e R$ 4,10 por um frasco de 500ml do produto, hoje o mesmo frasco está saindo por R$ 28 ou R$ 29.

“Teve lugar que chegou a cobrar R$ 33”, relata o médico, explicando que a saída tem sido evitar ao máximo o desperdício e também optar pelo soro glicosado. “Usamos o soro para fazer a lavagem do sistema da hemodiálise e daí pode ser soro glicosado. Os hospitais já não têm sempre essa opção, então pode estar mais complicado.”

Presidente do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar), Flaviano Ventorim explica que os hospitais de Curitiba tem conseguido, via de regra, comprar o produto. Contudo, não tem sido possível adquirir a quantidade ideal, para fazer um estoque de sobreaviso, e também não se tem conseguido sempre a solução no envase desejado.

“Trabalhamos com envases de 100 ml a 3 litros. As vezes trabalhamos com dois de 500 ml para fazer um de mil, um de mil para fazer dois de 500. Trabalhamos com o dia a dia e acabamos tendo algumas dificuldades, estamos passando apuros. É difícil, vamos nos reorganizando, apertando, mas tem uma hora que não há mais solução”, desabafa o presidente do Sindipar, destacando que a situação do soro está difícil, mas ainda pode ser considerada sob controle.

“Uma situação gravíssima é a falta de contraste radiológico”, comenta ainda ele, referindo-se ao contraste iodado, que reúne um conjunto de substâncias usado em exames radiológicos para aprimorar a imagem de partes do corpo.

Pedidos eram atendidos em dias. Hoje demora meses

Proprietário da Vettus Distribuidora, Gustavo Bittinger comenta que o problema no abastecimento de soro fisiológico começou há cerca de um ano, quando as cirurgias eletivas começaram a ser liberadas e a demanda pelo insumo voltou a crescer. A fabricante da qual ele compra o produto, por exemplo, havia reduzido a equipe na produção pela metade por conta da queda nas vendas e procura.

“Quando liberou as cirurgias, os estoques estavam reduzidos, a produção reduzida e os hospitais chegaram arrematando tudo, porque as cirurgias eletiva estavam com uma fila muito grande. Mas a indústria não teve capacidade de produzir pra frente o que tinha ficado para trás. Ficou um buraco muito grande, uma defasagem muito grande de estoque”.

Conforme Ventorim, no caso do soro fisiológico o grande problema nem chega a ser a solução em si, mas a sua embalagem. “O que está causando essa situação é a embalagem do soro. Os fabricantes estão com dificuldade para comprar as embalagens com essa confusão toda de guerra, preço de petróleo subindo. Isso tudo afetou a fabricação do polímero que faz a embalagem do soro e o grande produtor mundial, que é a China, não está produzindo na mesma quantidade de antes e isso está afetando o mundo inteiro”, aponta.

Antes da pandemia, relata ainda Bittinger, a distribuidora fazia um pedido de soro fisiológico e cinco dias depois já estava com o produto em mãos, entregue pela fabricante. ”O último pedido que eu recebi veio há três meses e tive de esperar meio ano para conseguir. Já fiz outro pedido há dois meses, mas ainda está parado”, diz o empresário, reforçando ainda que o problema não é exclusivo do soro. “Estamos com falta em toda a cadeia de intravenosos. Está em falta cateter, equipo de injeção – que agora está regularizando, mas o preço subiu muito – e até fio de sutura, que era muito fácil para conseguir, hoje está com pedido em fila, levando 45, 60 dias para receber.”

Curitiba busca opções terapêuticas para evitar desabastecimento

Procurada pela reportagem para comentar a situação de desabastecimento de soro fisiológico, a Secretaria da Saúde do Estado do Paraná (Sesa-PR) informou, por meio de nota, que “no momento não há falta de soro fisiológico nos Hospitais e Unidades Próprias sob gestão direta da SESA”.

Já a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da Prefeitura de Curitiba, também por meio de nota, destacou que “não há falta de soro para pacientes atendidos na rede SUS, em Curitiba, atualmente”. O município, no entanto, admitiu que observa, assim como outras cidades brasileiras, uma dificuldade na aquisição de alguns insumos e medicamentos.

“Essa dificuldade está relacionada à dinâmica do mercado e da indústria farmacêutica atualmente no país”, afirmou a SMS, ressaltando ainda que a Prefeitura está mobilizada para evitar o desabastecimento. “Atentos a essa realidade, o município trabalha sempre no sentido de buscar opções terapêuticas para que não ocorra desabastecimento no futuro.”

Curitiba já registra transmissão comunitária do vírus monkeypox

Curitiba registra 21 casos confirmados da varíola causada pelo vírus monkeypox até esta quarta-feira (27/7). São 20 homens e uma mulher e todos passam bem.

Do total de 21 casos, 16 são importados ou contatos de viajantes e em cinco casos não foi possível determinar vínculo relacionado a viagem. Com isso, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba declarou a transmissão comunitária do vírus da monkeypox no município.

“A transmissão comunitária é uma declaração técnica, da Epidemiologia, quando não é possível rastrear qual a origem da infecção de um ou mais casos, indicando que o vírus circula no munícipio, independentemente de viagem ou não”, explica a secretária municipal da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella.

A secretária ressalta que a declaração de transmissão comunitária do monkeypox em Curitiba não é motivo para pânico. “Essa doença é o que chamamos de autolimitada, ou seja, resolve-se espontaneamente e tem um prognóstico muito benigno. Salvo raríssimas exceções, não há agravamento do paciente, bem diferente do que tínhamos com o coronavírus no início da pandemia da covid-19”, afirma.

Segundo Beatriz, o vírus monkeypox exige um contato físico íntimo para que ocorra a transmissão. “Ao contrário de outros vírus muito transmissíveis, como o coronavírus, o influenza ou o do sarampo, o vírus responsável por este tipo de varíola exige um contato direto pele a pele para que ocorra a transmissão”, explica.

Rede preparada

Mesmo antes da declaração do estado em emergência em saúde pública global pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no último sábado (23/7), as autoridades de saúde municipais, estaduais e nacionais já estavam em alerta e mobilizadas em relação à doença.

“Com a disponibilização de protocolos e fluxos especiais para monkeypox elaborados pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba, os serviços de saúde do município estão identificando os casos suspeitos, atendendo, coletando os exames indicados, tratando e monitorando os pacientes”, diz Beatriz.

Orientações

Neste momento, em relação à monkeypox, a SMS orienta maior atenção para pessoas que venham a apresentar na pele pústulas (bolinhas vermelhas com pus) após contato íntimo com alguém diagnosticado ou com suspeita para essa doença. Além das pústulas, deve se observar ocorrência de febre e gânglios inchados

“Nestes casos, a orientação é procurar um serviço de saúde, para investigação, pois os sintomas são comuns a várias doenças, e somente um profissional de saúde poderá avaliar para notificar a SMS e orientar corretamente o paciente”, explica a médica infectologista da SMS, Marion Burger.

“Várias doenças alérgicas ou infecciosas, como a catapora, se caracterizam por lesões do tipo vesículas e pústulas, mas que não têm nada a ver com a infecção pelo vírus monkeypox”, complementa.

Se houver dúvida, a Central 3350-9000 da SMS também pode ser acionada, caso a pessoa apresente lesões na pele e tenha tido contato íntimo com paciente suspeito ou diagnosticado com a doença. “Após o contato com a Central, caso seja indicado, o paciente será orientado e encaminhado para um serviço de saúde, se houver necessidade”, explica Marion.

A SMS indica, ainda, que o isolamento do paciente com suspeita ou confirmação da doença é fundamental para evitar o espalhamento da doença e não expor outras pessoas ao risco, principalmente aquelas imunodeprimidas.

Perguntas e respostas

O que é a monkeypox?
É uma doença causada pelo vírus monkeypox, que ficou conhecida como varíola dos macacos.

Como se transmite?
O vírus monkeypox é transmitido quando alguém tem contato direto com as lesões de pele, secreções respiratórias ou com objetos contaminados usados por uma pessoa que está infectada.

Embora não seja uma infecção sexualmente transmissível, a doença pode ser passada durante a relação sexual pelo contato direto (pele a pele) entre as pessoas envolvidas.

Muitos dos casos registrados até o momento no mundo foram observados em homens que fazem sexo com outros homens. Mas qualquer pessoa, independentemente da orientação sexual, pode ser contaminada.

Quais são os sintomas?
A pessoa infectada apresenta lesões na pele de uma ou mais partes do corpo (rosto, pernas, braços, tronco ou região genital) e que podem se espalhar para outras partes do corpo nos dias seguintes.

As lesões aparecem, mais comumente, uma semana após o contato com alguém contaminado, mas este período, que é chamado de “incubação”, pode variar de 6 a 21 dias

As lesões lembram as da varicela (catapora), com a diferença de que estão todas no mesmo estágio de evolução.

A pessoa pode ter também febre, presença de “íngua” pelo corpo, dor de cabeça, dor muscular, calafrios e fraqueza.

O que fazer se apresentar alguma lesão como essa?
Neste momento, em relação à monkeypox, a SMS orienta maior atenção para pessoas que venham a apresentar na pele pústulas (bolinhas vermelhas com pus) após contato íntimo com alguém diagnosticado recentemente com a doença. Em caso de dúvidas, procure a sua unidade de saúde de referência ou ligue na Central de Atendimento 3350-9000, que funciona todos os dias, das 8h às 20h.

E se eu tiver contato com alguém com essas lesões?
De forma geral, precisa aguardar ter algum sintoma para iniciar a investigação com exames. Em caso de dúvidas, ligue na Central 3350-9000.

Qual o tratamento para monkeypox?
Não existe tratamento específico. O tratamento é baseado no alívio de sintomas como dor e febre. A evolução da doença é benigna na grande maioria dos pacientes.

Precisa fazer isolamento domiciliar?
Pessoas com suspeita de monkeypox devem cumprir isolamento domiciliar. No atendimento médico, será fornecido inicialmente um atestado de dez dias ou até vir o resultado dos exames. Após a reavaliação médica e dos resultados, se for confirmada monkeypox, o período de isolamento deve durar até que todas as lesões estejam curadas.

A OMS declarou emergência em saúde pública em relação à monkeypox. Isso significa que a monkeypox é tão grave como a covid-19?
Não! A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que a monkeypox é uma emergência em saúde pública, com risco moderado em todo o mundo, com exceção da Europa, onde o risco é alto. A decisão da OMS está relacionada ao espalhamento da doença no globo e não com a gravidade da evolução da doença em si.

Até o presente momento, a monkeypox é uma doença com prognóstico muito benigno. Ou seja, salvo raríssimas exceções, não há agravamento do paciente, bem diferente do quadro que havia do coronavírus no início da pandemia.

Além disso, esse vírus exige um contato íntimo físico, pele a pele, para que ocorra a transmissão. Ao contrário de outros vírus muito transmissíveis, como o covid-19, o influenza ou o do sarampo, esse vírus deste tipo de varíola exige um contato direto principalmente com as lesões de pele para que ocorra a transmissão.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Anvisa cria Comitê Técnico da Emergência para a Varíola dos Macacos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu criar um Comitê Técnico da Emergência Monkeypox (varíola dos macacos) para que as áreas técnicas de pesquisa clínica, de registro, de boas práticas de fabricação, de farmacovigilância e de terapias avançadas atuem em processo colaborativo, inclusive com os profissionais de saúde e a comunidade científica.

A expectativa é que esse comitê reúna as melhores experiências disponíveis nas autoridades reguladoras, permitindo acelerar o desenvolvimento e as ações que envolvam pesquisas clínicas e autorização de medicamentos e vacinas.

“A equipe técnica atuará com orientações sobre protocolos de ensaios clínicos e discutindo com os desenvolvedores orientações sobre ensaios clínicos de medicamentos destinados a tratar, prevenir ou diagnosticar a doença causadora da emergência de saúde pública.

O objetivo dessas orientações para desenvolvedores, incluindo acadêmicos, é permitir a rápida aprovação e condução de testes bem projetados, para que possam fornecer dados robustos necessários para a tomada de decisões e evitar a duplicação de investigações”, informou a Anvisa.

Sintomas

A varíola dos macacos é uma doença causada pela infecção com o vírus Monkeypox, que causa sintomas semelhantes aos da varíola. Essa doença começa com febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e inchaço dos linfonodos.

Uma erupção geralmente se desenvolve de um a três dias após o início da febre, aparecendo pela primeira vez no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, incluindo mãos e pés. Em alguns casos pode ser fatal, embora seja tipicamente mais suave do que a varíola.

A doença é transmitida para pessoas por vários animais selvagens, como roedores e primatas, mas também pode ser transmitida entre pessoas após contato direto ou indireto.

Histórico

Em 23 de julho de 2022, a varíola dos macacos foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).

Desde o início do recente surto da varíola, a Anvisa tem acompanhado a situação, inclusive com orientação de ações na área de portos, aeroportos e fronteira, emissão de notas técnicas para orientar os serviços de saúde e doação de sangue.

As informações são da Agência Brasil.

FASP Paranaguá convoca médicos/as aprovados/as em Concurso Público

A Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (Fasp) está convocando cinco médicos e médicas aprovados/as em Concurso Público para apresentarem os documentos e assumirem os respectivos cargos.

O prazo para apresentação dos documentos dos aprovados no Concurso Público é de 27 de julho a 03 de agosto de 2022.

O edital completo pode ser acessado aqui.

As informações são da Prefeitura de Paranaguá.

FEAS Curitiba abre processo seletivo simplificado para pediatras, anestesista e ortopedista

A Fundação Estatal de Atenção à Saúde (FEAS), da Prefeitura de Curitiba, lançou nesta terça-feira (26/7) um Processo Seletivo Simplificado (PSS), com 10 vagas para médicas e médicos pediatras, uma vaga para médico/a anestesista e uma vaga para médico/a ortopedista.

As inscrições começaram nesta terça (26) e vão até domingo (31/7), exclusivamente pelo site da FEAS. O contrato de trabalho segue o regime da Consolidação das Lei do Trabalho (CLT) e é de caráter temporário, com duração de 12 meses.

O edital completo pode ser acessado aqui.

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) vem alertando há vários anos que o número de pediatras atuando nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba é insuficiente, pondo em risco a saúde e a vida de crianças que são levadas para atendimentos de emergência nessas unidades.

A contratação emergencial de dez pediatras é muito bem-vinda, mas é insuficiente para cobrir a demanda por esses profissionais. Segundo informação obtida diretamente com pediatras que atuam nas UPAs, nos últimos meses pelo menos seis pediatras deixaram seus postos de trabalho.

O Simepar segue reivindicando que a FEAS realize um Processo Seletivo Público (PSP) e contrate o número de profissionais necessários para prestar atendimento adequado à população. Mesmo sabendo da falta de pediatras, a FEAS não incluiu essa especialidade no último Processo Seletivo Público (PSP), realizado no primeiro semestre desde ano.

Com informações da FEAS.

Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá abre Processo Seletivo para Médicos/as

A Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (Fasp) lançou edital de Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratação de médico generalista. A seleção é destinada a criação de cadastro de reserva.

A carga horária semanal é de 24 horas e a remuneração será de R$ 15.516,97 mensais.

As inscrições começaram no dia 18 e seguem até o dia 27 de julho de 2022.

O edital completo pode ser lido aqui.

Curitiba começa a vacinação anticovid de crianças com 3 e 4 anos na sexta-feira

A Prefeitura de Curitiba vai começar a vacinação contra a covid-19 das crianças de 3 e 4 anos. O primeiro grupo a ser atendido, nesta sexta-feira (22/7), é o das crianças dessa faixa etária com imunossupressão.

Na segunda-feira (25/7), começa a convocação escalonada das demais crianças, por faixas etárias, divididas por meses de nascimento (cronograma completo abaixo).

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) fará a vacinação das crianças em 106 unidades de saúde, das 8h às 17h. São todas as unidades da cidade, menos a da Praça Ouvidor Pardinho. Os endereços estão no site Imuniza Já Curitiba. O uso de máscara é recomendado nas unidades de saúde.

Para os cerca de 44,5 mil curitibinhas de 3 e 4 anos, a vacina utilizada será a Coronavac, recomendada pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde para esse público. A imunização será em duas doses, com intervalo de 28 dias entre as aplicações.

“Sabemos o quanto as famílias estavam aguardando por essa notícia, porque quem ama vacina. Estamos muito felizes em chamar nossos curitibinhas de 3 e 4 anos para também receberem a proteção contra o coronavírus”, diz a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Curitiba incluiu a população de 3 e 4 anos na imunização seguindo orientação do Ministério da Saúde (MS) e seu Plano Nacional de Operacionalização (PNO) da Vacinação contra a covid-19, que fez a recomendação na Nota Técnica 213/2022 .

A secretária municipal destacou a importância de escalonar a vacinação por faixas etárias: “Estamos preparando essa nova etapa de forma organizada e com o compromisso de manter asseguradas doses a todos que procurarem pelo imunizante, como tem sido feito desde o início da vacinação contra a covid-19.”

Por recomendação do Ministério da Saúde, para começar a imunização deste público a cidade vai utilizar vacina Coronavac do estoque para primeira dose, até que este seja restabelecido pelo Ministério da Saúde, com o envio de novos lotes da marca. O estoque para segunda dose está garantido pelo município.

O chamamento escalonado dos grupos também leva em consideração a capacidade das salas de vacinação das unidades de saúde, que também realizam multivacinação e a vacinação contra a covid de outras faixas etárias.

Crianças imunossuprimidas

Podem procurar pela vacina contra a covid a partir desta sexta-feira (22/7) as crianças imunossuprimidas de 3 e 4 anos. A definição de imunocomprometidos segue o que já consta no PNO (confira aqui a lista e também no site Imuniza Já Curitiba).

O público infantil imunossuprimido atendido pelo SUS Curitibano tem sua condição registrada no prontuário eletrônico da SMS. Para a vacinação, é preciso apresentar apenas os documentos pessoais da criança e dos responsáveis.

Já as crianças imunossuprimidas atendidas na rede privada devem apresentar também documento comprobatório da sua condição para se vacinarem a partir desta sexta-feira.

Esquema vacinal

Para as crianças de 3 e 4 anos, a posologia recomendada é de duas doses do imunizante Coronavac, com intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda dose.

A vacina contra a covid-19 pode ser administrada concomitantemente com os demais imunizantes para toda a população elegível (a partir de 3 anos).

Orientações

No dia da vacinação, é necessário que um familiar ou responsável acompanhe a criança. Deverão ser apresentados documento pessoal com foto e CPF do pequeno e do adulto.

A criança deve ter cadastro no Aplicativo Saúde Já Curitiba – pode ser incluída como dependente no cadastro do pai, mãe ou responsável para que a vacina seja registrada na carteira vacinal.

Esse cadastro também colabora para melhor fluxo de atendimento nas unidades de saúde, com maior agilidade no acesso aos dados e registro das doses.

Crianças que não comparecerem no dia da convocação podem ser levadas às unidades o mais breve possível. Curitiba oferta as repescagens contínuas da vacinação.

As crianças que tiveram covid-19 devem aguardar pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas para se vacinar. No caso das que tiveram outras doenças, a orientação é que aguardem o completo reestabelecimento.

A vacina para este grupo é destinada para crianças a partir de 3 anos completos até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Crianças que completarem 5 anos após o recebimento da primeira dose deverão completar o ciclo vacinal com o mesmo imunizante.

Cronograma da vacinação

1ª dose contra a covid-19 para crianças de 3 e 4 anos
Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h – confira os locais no site Imuniza Já Curitiba

Nesta semana
22/7 (sexta-feira) – Crianças imunossuprimidas nascidas entre 23/7/2017 a 22/7/2019

Próxima semana (25 a 29/7)
25/7 (segunda-feira) – Crianças nascidas entre julho e setembro de 2017; e repescagens
26/7 (terça-feira) – Crianças nascidas entre outubro e dezembro de 2017; e repescagens
27/7 (quarta-feira) – Crianças nascidas entre janeiro e março de 2018; e repescagens
28/7 (quinta-feira) – Crianças nascidas entre abril e agosto de 2018; e repescagens
29/7 (sexta-feira) – Crianças nascidas entre setembro e dezembro de 2018; e repescagens

Semana 1º a 5/8
1º/8 (segunda-feira) – Crianças nascidas entre janeiro e março de 2019; e repescagens
2/8 (terça-feira) – Crianças nascidas entre abril e 2 de agosto de 2019; e repescagens

As informações são da Prefeitura de Curitiba.