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Doenças erradicadas podem voltar por causa da baixa imunização infantil

Matéria do Portal do Instituto Butantan.

Ainda bem pequeninos, nos primeiros 15 meses de vida, os brasileiros já possuem compromissos inadiáveis: comparecer ao posto de saúde para receber as vacinas previstas no Programa Nacional de Imunizações (PNI). A famosa tríplice viral, que combate o sarampo, a rubéola e a caxumba, e a vacina combinada difteria-tétano-coqueluche são algumas delas.

Embora 90% da população reconheça a importância das vacinas, segundo pesquisa do IBOPE Inteligência de agosto de 2020, três em cada dez crianças brasileiras não foram imunizadas contra doenças potencialmente fatais. O alerta, emitido em abril, é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). De acordo com a organização, desde 2015 ocorre uma queda da cobertura vacinal entre menores de 5 anos.

Com a pandemia do novo coronavírus a situação se agravou. De acordo com a entidade, em 2019 a imunização contra sarampo, caxumba e rubéola era de 93,1%. Já em 2021, os números caíram para 71,5%. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma abrangência mínima de 95%.

Até mesmo a vacinação contra Covid-19, tão esperada entre os pequenos, está aquém das expectativas. Segundo informações da Agência Senado, 60% das crianças entre 5 e 11 anos tomaram a primeira dose e apenas 30% tinham o esquema vacinal completo em maio.

A seguir, confira algumas das consequências que a baixa imunização infantil pode trazer não só para as crianças, mas para a saúde pública:

1. Retorno de doenças erradicadas

Um estudo conduzido pela Unicef apontou uma baixa percepção entre os pais e responsáveis do real risco que essas doenças representam – por nunca terem convivido com a condição, muitos entendem que a vacina já não é mais necessária.

Não imunizar pode colocar todos em risco. Em 2016, por exemplo, o Brasil conquistou o certificado de eliminação do vírus do sarampo. Entretanto, em 2018 a doença voltou. Com mais de 10 mil casos confirmados na época, segundo o Ministério da Saúde, o país acabou perdendo a certificação. Poliomielite, rubéola e difteria são algumas das doenças que podem ressurgir devido à baixa cobertura vacinal, de acordo com informações da Agência Brasil.

2. Crianças mais expostas a doenças

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza 18 vacinas para as crianças e adolescentes. Todas protegem contra doenças que podem causar problemas sérios e até a morte, especialmente entre aqueles com sistema imunológico comprometido ou em desenvolvimento, como os recém-nascidos e os bebês.

Uma dessas doenças é a poliomielite, erradicada do país em 1994. Causada por um vírus do intestino, costuma atingir crianças menores de 4 anos. Quando grave, pode causar sequelas permanentes, como paralisia, insuficiência respiratória e, em determinados casos, óbito.

No caso da Covid-19, há risco de complicações como a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), quando a criança desenvolve inflamação em diferentes órgãos, e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que leva a desconfortos respiratórios e queda na saturação – esse último, também pode ser consequência da contaminação pelo vírus influenza, causador da gripe.

Não à toa, as crianças menores de 5 anos são público-alvo das campanhas de imunização contra a influenza. No início de junho, a vacinação contra a gripe atingiu uma cobertura de apenas 44% considerando todos os grupos prioritários, de acordo com o Ministério da Saúde.

3. Mais vetores de transmissão e novas variantes

Um estudo da Escola de Medicina de Harvard em parceria com o Brigham and Women’s Hospital e com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) atestou altas cargas virais de SARS-CoV-2 entre bebês, crianças e adolescentes que testaram positivo para o novo coronavírus. Publicada em outubro de 2021 e conduzida com 110 pessoas com idade entre duas semanas e 21 anos, a pesquisa mostrou que, assim como os adultos, as crianças e jovens são potenciais transmissores de Covid-19, mesmo quando assintomáticos.

De acordo com os especialistas, os pequenos são como “reservatórios” para a evolução de novas variantes do vírus SARS-CoV-2, que podem ser mais contagiosas e, consequentemente, adoecer mais crianças.

4. Aumentos de outras doenças

Doenças que podem trazer graves consequências na vida adulta, se não houver imunização, também preocupam, analisa o Unicef. É o caso do papilomavírus humano (HPV), causador do câncer de colo do útero. Segundo a organização, apenas 13% das meninas de todo o mundo estão protegidas contra a condição – a vacina está disponível no PNI para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.

Graças a esse imunizante, o câncer cervical pode ser o primeiro tipo a ser completamente eliminado, e a vacinação é essencial para isso. De acordo com a OMS, isso é possível se 90% das meninas e das jovens de todo o mundo forem vacinadas contra o HPV, se 70% das mulheres fizerem exames regulares e se 90% das pacientes com alguma doença cervical tiverem acesso a tratamento.

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Veja como será o ‘Dia D’ da multivacinação neste sábado em todo o Paraná

Os paranaenses dos 399 municípios terão a possibilidade de atualizar a carteirinha vacinal com todos os imunizantes disponíveis pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) neste sábado (11).

A ação, realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (Sesa), conta com o apoio da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e do Conselho dos Secretários Municipais da Saúde do Paraná (Cosems). O objetivo principal é a ampliação da cobertura vacinal geral.

A Saúde estima a aplicação de 1 milhão de doses do Calendário Nacional de Vacinação de rotina e das campanhas vigentes contra sarampo, gripe e Covid-19, em crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes. Serão aproximadamente 500 salas de vacinas abertas para a ação em todo o Paraná, pelo menos uma em cada um dos 399 municípios.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, vai acompanhar a mobilização em Curitiba, que confirmou a abertura de dez unidades, e diretores do nível central da Sesa estarão presentes ainda em Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu.

De acordo com o secretário, o Dia D da Vacinação é um movimento para incentivar a procura pelas unidades de saúde e atualizar a carteirinha de vacinação do adulto e da criança, especialmente com a diminuição da cobertura da imunização para diversas doenças.

“Essa é uma grande mobilização para alertar e sensibilizar toda comunidade sobre a importância de manter a vacinação em dia, isso permite minimizar o risco de surtos e epidemias de doenças. Importante ressaltar que a vacina não protege apenas o indivíduo, ela garante uma proteção coletiva e atua contra a transmissão. Quando há um número expressivo de vacinados, o vírus encontra dificuldades para circular. Por isso é tão importante a colaboração e adesão da população”, disse.

O presidente Cosems, Ivoliciano Leonarchik, enalteceu a iniciativa do Governo em promover a mobilização em conjunto com as secretarias municipais e com as equipes de vacinadores de Paraná.

“Será uma ação para colocar em dia as doses de proteção tanto da Covid-19 e Influenza como as demais vacinas de rotina. Queremos dar total apoio ao Dia D no Paraná e esperamos que a população entenda esse chamado. A vacinação é um ato seguro e estamos juntos para proporcionar mais esse grande movimento na saúde”, afirmou.

O presidente da AMP, Júnior Weiller, explicou a importância da participação de todos os municípios. “É preciso que estejam atuantes neste dia de mobilização para que o Paraná continue sendo o Estado de destaque em imunização e que possamos ter toda a nossa população protegida o mais rápido possível contra todas as doenças”, disse.

A diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes, convocou a população para atualizar o esquema vacinal, com atenção especial para as crianças. “O Dia D de vacinação em todo o Paraná é um dia de mobilização, de convocação dos pais e responsáveis para que levem as suas crianças para serem vacinadas. Precisamos ampliar a cobertura em todo o Estado, proteger a população. O SUS tem inúmeras salas de vacinas que estarão abertas atendendo as pessoas e garantindo o direito de proteção à saúde, promovendo a vida”, disse.

DADOS – O Paraná prorrogou a Campanha de Vacinação contra a gripe e sarampo, que teve início no dia 4 de abril. A cobertura vacinal contra a gripe, cuja a meta é de 90%, atingiu apenas 52,5%. O sarampo, que tem meta de 95%, chegou a 37,47% de cobertura nas crianças.

Outra campanha em andamento é da vacinação contra a Covid-19. O Estado reforça a necessidade da continuidade da vacinação contra a doença, que tem cobertura da dose de reforço de 50,60%.

Também estão baixas as de rotina: BCG (77,23%), Febre Amarela (71,38%), Hepatite A (77,39%), Hepatite B (57,18), Meningocócica (78,77%), Pentavalente (78,23%), Pneumocócica (80,46%), Poliomielite (77,19%), Rotavírus (78,41%), Tríplice Viral (82,45%) e HPV em meninas (62,51%) e meninos (46,10%).

PÚBLICOS – A campanha de Influenza é disponibilizada para toda a população acima de seis meses de idade e os grupos prioritários são crianças, gestantes, puérperas, idosos, com 60 anos e mais, povos indígenas, professores e trabalhadores da saúde. A Campanha de Vacinação contra o Sarampo tem foco nas crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos.

A população acima de cinco anos deve atualizar seu cartão vacinal, conforme o esquema preconizado pelo PNI, sendo que pessoas de cinco a 29 anos não vacinadas ou com esquema incompleto devem receber ou completar o esquema de duas doses de tríplice viral. Pessoas de 30 a 59 anos de idade não vacinadas devem receber uma dose da tríplice viral.

Trabalhadores de Saúde, independentemente da idade, devem receber duas doses de tríplice viral, conforme situação vacinal encontrada.

A vacina da Covid-19 está disponível para toda a população a partir dos 5 anos. Os trabalhadores da limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos devem atualizar esquema primário, 1ª dose de reforço e/ou a 2ª reforço, conforme intervalo preconizado (quatro meses da última dose).

LEIA TAMBÉM: Curitiba terá Dia D de multivacinação para todas as idades neste sábado

As vacinas do calendário vacinal de rotina podem ser visualizadas AQUI.

As informações são da Agência de Notícias do Paraná.

Curitiba terá Dia D de multivacinação para todas as idades neste sábado

Neste sábado (11/6), dez unidades de saúde espalhadas por toda a cidade abrirão para um Dia D de vacinação, para todos os públicos, das 9h às 17h.

Estarão disponíveis todas as vacinas oferecidas na rede municipal: as do calendário geral (como hepatite B, pentavalente, rotavírus e as demais da lista abaixo); o imunizante contra a gripe para toda a população acima de 6 meses; e o contra a covid-19 para todos anteriormente convocados e que ainda não compareceram.

A campanha acontece em conjunto com o governo estadual e na esteira do lançamento da campanha de vacinação infantil de Curitiba “Quem ama, vacina”, lançada nesta terça-feira (7/6).

“Esse sábado de Dia D será mais uma oportunidade para quem tem alguma vacina em atraso buscar uma unidade de saúde e se proteger. Não vale a pena ficar doente ou deixar seu filho ficar doente por situações que podem ser evitáveis. Quem ama, vacina”, afirma a secretária municipal da Saúde, Beatriz Battistella.

Vacinas disponíveis

Vacinas do calendário – BCG, hepatite B, pentavalente, VIP/ VOP (pólio), rotavírus, meningo C, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), varicela, hepatite A, dupla adulto, HPV, dTpa adulto, pneumo 10, pneumo 23, meningo ACWY e DTP (tríplice bacteriana).

Veja no aplicativo Saúde Já se há alguma dessas vacinas em atraso na sua carteira de vacina ou na do seu filho. Basta entrar em “Carteira de Vacinação” e depois da aba “Pendentes”.

Vacina contra a gripe (influenza) – disponível para pessoas acima de 6 meses de idade.

Vacina contra a covid-19 – primeira dose, segunda dose, primeiro reforço e segundo reforço (veja aqui e aqui quais os públicos já convocados e o intervalo mínimo entre as doses).

Unidades abertas neste sábado (11/6) para Dia D de vacinação
Horário: das 9h às 17h

Distrito Sanitário Bairro Novo
US Parigot de Souza
Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado

Distrito Sanitário Boqueirão
US Visitação
Rua Bley Zorning, 3136 – Boqueirão

Distrito Sanitário Boa Vista
US Bairro Alto
Rua Jornalista Alceu Chochorro, 314 – Bairro Alto

Distrito Sanitário Cajuru
US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

Distrito Sanitário CIC
US Cândido Portinari
Rua Durval Leopolpo Landal, 1529 – Cidade Industrial

Distrito Sanitário Matriz
US Mãe Curitibana
Rua Jaime Reis, 331 – Alto do São Francisco

Distrito Sanitário Pinheirinho
US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

Distrito Sanitário Portão
US Santa Quitéria II
Rua Bocaíuva, 310 – Santa Quitéria

Distrito Sanitário Santa Felicidade
US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

Distrito Sanitário Tatuquara
US Monteiro Lobato
Rua Olivio José Rosetti, 538 -Tatuquara

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Saúde alerta para baixa cobertura vacinal contra gripe e sarampo no Paraná

De acordo com o Ministério da Saúde, 1.619.687 pessoas receberam o imunizante contra a Influenza no Paraná desde o início da campanha nacional de vacinação, em 4 de abril. Até agora, no entanto, o governo federal já enviou e o Estado distribuiu mais de 4 milhões de vacinas.

A estimativa inicial era de que 4,3 milhões de pessoas deveriam ser imunizadas até o fim da campanha, em 3 de junho (sexta-feira). Nesta última semana, a Sesa requisitou a prorrogação da campanha. Atualmente, a cobertura está estimada em apenas 36,9% no Estado.

“É preciso intensificar a adesão da população à vacinação contra a Influenza, sobretudo nessa reta final da campanha. A Secretaria de Estado da Saúde tem dialogado diariamente com os municípios e reforçado a necessidade de expandir o número de vacinados, garantindo mais proteção em todo o Paraná”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

A vacina atualizada contra a doença protege contra os subtipos da Influenza A (H1N1 e H3N2) e um subtipo da Influenza B. Em janeiro deste ano, o Paraná declarou epidemia de H3N2 após um aumento no número de diagnósticos e mortes em decorrência do vírus. Foram mais de dois mil casos e 118 óbitos entre dezembro e março.

“O vírus somente pode ser combatido com a aplicação da vacina. Por mais que o Paraná tenha superado o estado de epidemia do começo deste ano, a importância da vacinação não diminuiu. Por isso, nosso apelo é para que todas as pessoas que se encaixem nos grupos compareçam a um local de vacinação”, acrescentou o secretário.

DADOS – Os municípios com o maior número absoluto de doses são Curitiba (196.513), Londrina (104.104), Cascavel (45.897), São José dos Pinhais (40.798), Colombo (32.837), Ponta Grossa (32.029), Foz do Iguaçu (30.447), Guarapuava (24.077), Arapongas (22.232) e Apucarana (20.167).

O grupo prioritário com maior cobertura até agora é o de Povos Indígenas, com 58,7% – em números absolutos, 10.701 doses. As faixas etárias com maior adesão ao imunizante têm entre 60 e 64 anos (247.201 doses), 65 a 69 anos (232.749) e 70 a 74 anos (192.614), respectivamente.

A imunização contra a Influenza deste ano envolve duas etapas. A primeira, que teve fim no dia 2 de maio, foi direcionada para idosos acima de 60 anos e trabalhadores da saúde. A segunda abrange crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes e puérperas, povos indígenas, professores, comorbidades, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento e forças armadas, caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

Pessoas que não fazem parte desses grupos podem tomar a vacina contra a gripe na instituição privada.

SARAMPO – Este ano a campanha de vacinação contra o Sarampo está sendo realizada junto com a vacinação da gripe, reforçando a necessidade da prevenção tanto contra os vírus respiratórios quanto para doenças que já foram erradicadas. É a 8ª campanha de imunização da doença, que tem como meta alcançar crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade, além de atualizar a situação vacinal de trabalhadores da saúde.

Segundo o Vacinômetro, 254.417 vacinas foram aplicadas no Estado. A estimativa do Ministério da Saúde é que 965.468 pessoas estejam elencadas como população-alvo: 272.817 trabalhadores da saúde, 73.128 crianças de seis meses a menores de um ano, 146.255 crianças com um ano de idade e 157.756 crianças de dois, três e quatro anos (cada).

No último ano, a cobertura vacinal do Paraná ficou em 82,45%. O Estado não registrou casos da doença em 2021 e 2022. Em 2019 foram registrados 1.653 casos e 428 em 2020. O imunizante tríplice viral pode ser administrado simultaneamente com a vacina da Influenza a partir dos seis meses de idade. Para os trabalhadores da saúde, pode haver coadministração das vacinas tríplice viral e da vacina contra a Covid-19.

Matéria da Agência Estadual de Notícias.

Clínica de Curitiba oferece oportunidade para pediatra e ortopedista

A Albus Dente Serviços Odontológicos e Médicos oferece oportunidade de trabalho para médicos/as pediatra e ortopedista em clínica localizada na Rua Visconde do Rio Branco, 72, no Centro de Curitiba.

As vagas são para 04 horas semanais e a remuneração é por hora trabalhada.

Contato: telefone 11 963085101 falar com Patricia Cabral. E-mail: gerencia@albusdente.com.br

Fiocruz alerta sobre o vírus sincicial respiratório, vilão do outono e inverno

Coriza, tosse, febre, mal-estar. Esses são sintomas que podem indicar apenas um resfriado, mas o quadro também é provocado pelo vírus sincicial respiratório (VSR), agente causador de doenças como a bronquiolite, inflamação que dificulta a chegada do oxigênio aos pulmões. Provocada por vírus, a doença ocorre sazonalmente, sendo sua incidência mais frequente nos meses de outono e inverno no Brasil, principalmente em crianças até 2 anos de idade. A Fiocruz faz um alerta para a prevenção e o diagnóstico para evitar casos graves.

“Quando os sintomas evoluem para o chiado no peito (sibilância) e esforço respiratório, a criança deve ser rapidamente levada ao pronto atendimento pediátrico para avaliação médica. O quadro pode ou não evoluir para uma insuficiência respiratória, podendo ser necessário internação hospitalar e uso de oxigênio por meio de ventilação não invasiva ou invasiva”, informa Flavia A. Anisio de Carvalho, alergista e imunologista no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).

O VSR é responsável por até 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Ainda não existe vacina contra a doença, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, desde 2013, o medicamento palivizumabe – indicado especialmente para bebês prematuros extremos, aqueles com cardiopatia congênita ou doença pulmonar crônica, casos em que a infecção costuma ser mais grave.

Prevenção e tratamento

O vírus é muito contagioso, sendo transmitido pelo ar, por toque e por objetos contaminados. A prevenção é similar às outras infecções de causa viral, incluindo a covid-19. A médica reforça a importância de evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas – sobretudo nos primeiros três meses de vida. Manter os ambientes com ventilação adequada, lavar as mãos com sabão ou usar álcool em gel, além de máscaras são outras medidas que favorecem a redução da transmissão viral.

O crescimento do VSR, assinala Flávia Carvalho, ocorre em um momento de redução da circulação do coronavírus, sendo importante manter a atenção para outras infecções respiratórias, que também podem levar à quadros graves com necessidade de internação em UTI.

“Com a pandemia e o período de isolamento social, o VSR e outros vírus tiveram sua circulação quase interrompida, devido ao uso de máscara e de medidas de higiene mais constantes”, assinala. Além disso, diminuir o contato com crianças e adultos infectados é mais uma forma de prevenção.

Com relação à mãe que amamenta, a recomendação é o uso de máscara e higiene adequada das mãos, especialmente se apresentar sintomas catarrais, como tosse, coriza e obstrução nasal. “Ela pode e deve amamentar”, ressalta a especialista. “Além disso, não há indicação de interromper a amamentação, estando indicada até pelo menos dois anos de idade, sendo o único alimento necessário para o bebê até os 6 meses de vida”, afirma.

Mesmo não havendo vacina contra o vírus, a especialista faz um alerta para que os familiares mantenham o calendário vacinal em dia. “É preciso vacinar contra a gripe, os bebês a partir dos 6 meses, já que o vírus influenza é outra causa de infecção pulmonar potencialmente grave”, destaca. Ela assinala ser fundamental manter as outras vacinas em dia, a fim de evitar a transmissão de doenças imunopreveníveis às crianças.

Na maioria dos casos, a doença apresenta sintomas leves, que variam entre sete e 12 dias. O tratamento é feito em casa por meio de medidas gerais de suporte, como antitérmicos em caso de febre, e medidas para desobstrução nasal, como inalações com soro e a lavagem nasal. Em alguns casos, podem estar indicados broncodilatadores e nebulização com salina hipertônica.

“Esse tipo de nebulização, feita com soro mais salgado, faz com que o muco seja expectorado com mais facilidade, desobstruindo as vias aéreas”, explica. Em casos mais graves, nos quais a criança apresenta dificuldade respiratória, o tratamento é hospitalar, podendo ser empregada a oxigenioterapia”, realça.

Boletim Infogripe

Nos primeiros quatro meses do ano, o Ministério da Saúde notificou mais de 3,5 casos de SRAG causados pelo vírus sincicial, sendo as crianças menores de 4 anos as mais atingidas. Dados do Boletim do Infogripe, divulgado no dia 5 de maio, mostram o aumento nos casos associados ao VSR em crianças de 0 a 4 anos e um aumento nos casos de rinovírus.

Na faixa etária de 5 a 11 anos, observa-se o aumento na detecção de outros vírus respiratórios no mês de março, predominando o rinovírus. A Fiocruz salienta que a proteção vacinal é importante para reduzir as chances de infecções das vias aéreas, bem como possíveis complicações.

Mitos e verdades

Veja a seguir mitos e verdades sobre bronquiolite, com a finalidade de esclarecer algumas dúvidas de pacientes.

A bronquiolite pode levar à pneumonia?
VERDADE. Os vírus também são capazes de causar pneumonia. Além disso, a virose pode facilitar infecção por bactérias, podendo ocorrer pneumonia bacteriana secundária ao quadro. Por isso, os familiares devem estar atentos a qualquer piora dos sintomas, buscando atendimento médico.

O tempo frio e seco provoca a transmissão de doenças?
FALSO. As baixas temperaturas não são a causa das doenças respiratórias, mas criam condições melhores para a disseminação do vírus, pois há uma tendência maior de concentração em lugares fechados ou com pouca ventilação de ar e grande circulação de pessoas.

A bronquiolite pode levar à morte?
VERDADE. Sim, principalmente em bebês nos primeiros meses de vida e em pacientes com comorbidades (ex.: prematuros), já que a doença pode acometer de forma grave os pulmões, causando insuficiência respiratória.

Quem teve bronquiolite na infância terá bronquite ou asma na vida adulta?
FALSO. Todas essas doenças têm como consequência o chiado no peito, podendo, então, ser confundidas. No entanto, a bronquiolite é uma doença infecciosa que gera uma inflamação nos bronquíolos. Já a asma, é uma doença inflamatória crônica, com diferentes graus de acometimento. Por sua vez, a bronquite é caracterizada pela inflamação dos brônquios, e pode ter origem viral ou bacteriana. São doenças com sintomas parecidos, mas que não têm tanta relação entre si.

O vírus também pode acometer adultos?
VERDADE. O vírus pode atingir pessoas de qualquer idade, mas os quadros mais graves ocorrem com em crianças pequenas, especialmente os menores de 6 meses, além de pessoas idosas.

Matéria do Portal da Fiocruz.

Anvisa amplia uso do antiviral remdesivir para tratamento da Covid-19

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nova indicação do medicamento Veklury, cuja substância ativa é o remdesivir, para o tratamento da covid-19.

O remédio poderá ser usado em pacientes adultos que “não necessitem de administração suplementar de oxigênio e que apresentem risco aumentado de progredir para caso grave” da doença.

“O remdesivir é um antiviral injetável produzido no formato de pó para diluição, em frascos de 100 mg. A substância impede a replicação do vírus no organismo, diminuindo o processo de infecção”, diz a nota da Anvisa. Segundo a agência, a empresa Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil apresentou dados clínicos que demonstraram a eficácia e a segurança do medicamento para esta finalidade.

Antes, o remdesivir tinha indicação terapêutica no Brasil para tratamento de covid-19 apenas em pacientes adultos e adolescentes com pneumonia que precisam de oxigênio. Com a nova indicação, o uso da medicação deve ser iniciado assim que possível após o diagnóstico e dentro de sete dias do aparecimento dos sintomas.

O tratamento tem o tempo total de três dias. A recomendação da Anvisa é que seja administrada, por infusão intravenosa, uma dose única de 200 mg de remdesivir no primeiro dia. Nos dias seguintes, a administração de uma dose diária de 100 mg, com o mesmo procedimento.

A Anvisa recomenda ainda que sejam seguidas as mesmas condições de segurança para uso do medicamento em ambiente ambulatorial, como a realização de testes laboratoriais hepáticos e renais em todos os pacientes antes do início do tratamento.

Matéria da Agência Brasil.

Paraná pede a liberação da quarta dose da vacina anticovid para pessoas com menos de 60 anos

O Paraná solicitou ao Ministério da Saúde (MS) a liberação da segunda dose de reforço (ou quarta dose) da vacina contra a Covid-19 para pessoas com menos de 60 anos. O secretário estadual da Saúde, César Neves, esteve em Brasília nesta quarta-feira (25) e pediu a readequação da estratégia do Programa Nacional de Imunizações (PNI) em razão do aumento de casos de coronavírus e de síndromes respiratórias.

Por enquanto, a quarta dose é autorizada pelo Ministério apenas para pessoas a partir de 60 anos. “Hoje a vacina é a nossa única estratégia de combate efetivo à Covid-19. Por isso, reforçamos constantemente a importância da vacinação. Os casos têm aumentado nos últimos dias e temos que ofertar e ampliar o segundo reforço ao maior número de pessoas”, afirmou.

Segundo dados do sistema nacional, cerca de 4,3 milhões de paranaenses não tomaram a dose de reforço e 1,3 milhão deixaram de fazer a segunda dose convencional. De acordo com o secretário, apesar deste atraso no esquema vacinal, ofertar o imunizante adicional é uma forma de garantir maior proteção neste período mais acentuado de confirmações da Covid-19.

A posição pela liberação da segunda dose de reforço para o público em geral foi pactuada na semana passada em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que envolve Estado e municípios, por meio do Conselho de Secretários de Saúde (Cosems). “Temos este entendimento em conjunto com os municípios e esperamos que o Ministério da Saúde nos sinalize para esta liberação. Estamos colocando a posição do Estado para incrementar a proteção dos paranaenses”, enfatizou Neves.

Para o secretário interino de Vigilância em Saúde do MS, Gerson Pereira, o pleito do Paraná é importante e será analisado dentro da viabilidade técnica-operacional nas diretrizes do PNI. “Vamos avaliar este pedido oficialmente, mas acredito ser fundamental fazermos as doses de reforço na população abaixo de 60 anos. É um pleito adequado e será analisado pelo Ministério da Saúde com muita atenção”, disse.

GRIPE – A Secretaria estadual da Saúde também pediu ao Ministério da Saúde a prorrogação da campanha de vacinação contra a gripe. No Paraná são mais de 4,3 milhões de pessoas nos grupos prioritários. A segunda fase da campanha segue até o dia 3 de junho, com uma meta de cobertura de 90% do público-alvo.

Para conter o avanço de síndromes gripais e casos confirmados da Covid-19, a Saúde recomendou a utilização de máscaras em ambientes fechados ou com grande concentração de pessoas, além do transporte coletivo. A decisão do Paraná foi igualmente defendida na reunião do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) pelo secretário César Neves, que é vice-presidente da Região Sul da entidade, durante assembleia nesta quarta-feira (25).

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Conselho Municipal de Saúde de Curitiba recomenda a não renovação da terceirização da UPA CIC

Em reunião plenária do dia 11 de maio de 2022, o Conselho Municipal de Saúde de Curitiba aprovou a recomendação da não renovação do Contrato de Gestão nº 495-FMS entre o Município de Curitiba e o Instituto Nacional de Ciências da Saúde (INCS).

INCS é a Organização Social terceirizadora da mão de obra de médicos e médicas e demais profissionais de saúde que atuam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do CIC em Curitiba. O contrato vence no final do mês de junho deste ano e poderia ser renovado por mais um ano.

A decisão do Conselho Municipal de Saúde foi comunicada em resposta a um ofício do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) solicitando um posicionamento do Conselho sobre o atraso no pagamento dos salários de médicos e médicas.

As Comissões de Assistência à Saúde e de Orçamento e Finanças do Conselho emitiram pareceres pela não renovação do contrato, e esses pareceres foram aprovados por ampla maioria na plenária de 11 de maio.

O Simepar é autor de uma ação trabalhista questionando a terceirização e já obteve vitória em duas instâncias. Porém, a Prefeitura de Curitiba recorreu e a ação aguarda julgamento final no Tribunal Superior do Trabalho.

O Sindicato entende que a terceirização na Saúde Pública é ilegal e causa prejuízos aos trabalhadores e a população em geral. Além disso, a Prefeitura de Curitiba possui uma Fundação Estatal de Atenção em Saúde que fornece a mão de obra para as demais UPAs, para as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), entre outras unidades de Saúde do município.

Para o Simepar, a terceirização é totalmente desnecessária e injustificável, e deve ser encerrada o mais rápido possível.

Vale lembrar que o Tribunal de Contas do Estado está investigando o contrato do Fundo Municipal de Saúde com o INCS por supostas irregularidades e prejuízos aos cofres públicos.

LEIA TAMBÉM: Técnicos do TCE encontraram irregularidades de cerca de R$ 8 milhões na terceirização de UPA em Curitiba