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Vaga de médico/a para atendimento no Banco Central em Curitiba

A Brasilmed Auditoria Médica e Serviços está contratando médico/a com carga horária de 20 horas semanais para atuar na sede do Banco Central em Curitiba.

A contratação será pela CLT, com carga horária semanal de 20 horas, pela manhã das 09:00 às 13:00. A remuneração bruta é R$ 6.000,00, mais adicional de insalubridade de R$ 242,40 e vale alimentação de R$ 555,000 fixo mensal.

Local de trabalho será na Avenida Cândido de Abreu, 344, em Curitiba.

Interessados entrar em contato com Brasilmed Auditoria Médica e Serviços pelo telefone/whatsapp (61) 8518-0139

Descrição das Atividades:
a) atendimentos de emergência e de urgência;
b) realização de exames médicos periódicos, admissionais, de desligamento, de mudança de função e de retorno ao trabalho, conforme especificado na NR 7 da Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho;
c) realização de exames médicos para avaliação da capacidade laboral dos servidores nas dependências do BCB, em hospital ou na residência;
d) realizar atendimentos médicos, inclusive para orientação, avaliação e triagem;
e) realização, a pedido do BANCO, de visita hospitalar a servidores internados ou em residência, impossibilitados de locomoção;
f) participação em Junta Médica, quando solicitado, para avaliação de casos específicos;
g) realização de perícias médicas em servidores e em seus dependentes, para concessão de benefícios nos casos previstos no regulamento do Programa de Saúde do BANCO;
h) assessoramento técnico nas seguintes atividades relacionadas com o Programa de Saúde do BANCO, com emissão de parecer, quando necessário:
i. avaliação do desempenho do quadro de credenciados/conveniados;
ii. análise e auditoria de contas hospitalares;
iii. elaboração e análise de orçamentos de medicamentos e materiais de alto custo;
iv. participação em campanhas internas de prevenção ou programas específicos de saúde, mediante avaliação clínica dos participantes da campanha/programa, indicados pelo BANCO;
i) análise de dados e emissão de relatórios, no que concerne ao desempenho dos serviços prestados e da equipe alocada;
j) realizar demais serviços compatíveis com o cargo, a critério do BANCO.

STF acolhe argumento do Simepar favorável à vacinação anticovid das crianças

O Supremo Tribunal Federal concedeu medida cautelar na ação que trata da vacinação anticovid de crianças. O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) atua como Amicus curiae (Amigo da Corte) na ação.

A ação de Descumprimento de Preceito Fundamental foi movida pelo partido Rede Sustentabilidade contra o Governo Federal, questionando o desestímulo à vacinação infantil anticovid vindo do próprio Governo e do Ministério da Saúde.

Na decisão, o Ministro relator Ricardo Lewandowski afirma que “cabe ao Governo Federal, além de disponibilizar os imunizantes e incentivar a vacinação em massa, evitar a adoção de atos, sem embasamento técnico-científico ou destoantes do ordenamento jurídico nacional, que tenham o condão de desestimular a vacinação de adultos e crianças contra a Covid-19”.

O Ministro concluiu, ainda, que embora “a vacinação compulsória não significa vacinação forçada”, é possível de ser “implementada por meio de medidas indiretas, as quais compreendem, dentre outras, a restrição ao exercício de certas atividades ou à frequência de determinados lugares”.

O Simepar contribuiu com dados técnicos sobre a importância da vacinação infantil anticovid para proteger as crianças e quebrar o ciclo de transmissão do Coronavírus.

Anvisa aprova primeira marca de autoteste de Covid-19 a ser vendido no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quinta-feira (17) a primeira marca de testes aplicados por leigos, os chamados “autotestes”, do Brasil. O produto foi nomeado de “Novel Coronavírus Autoteste Antígeno”, fabricado pela empresa CPMH Comércio e Indústria de Produtos Médicos-Hospitalares e Odontológicos.

O exame funcionará com coleta por meio de bastão (swab) a ser inserido no nariz. O resultado deve sair em 15 minutos. A aprovação pela Anvisa foi feita com um conjunto de recomendações, disponíveis para acesso no site do órgão.

O teste deve ser realizado entre o 1º e 7º dia do início do sintoma, ou 5 dias depois de contato com uma pessoa infectada com o novo coronavírus. O exame não é válido como diagnóstico, como documento para viagens ou para licença do trabalho.

A cartilha de orientações da Anvisa também traz informações ilustradas sobre como aplicar o teste e como interpretar seus resultados. Como exigido pela agência, a CPMH disponibilizou um canal de atendimento ao cliente para dúvidas e esclarecimentos (por meio do telefone 0800 940 8883).

Autotestes

Segundo a Anvisa, os autotestes são um procedimento “orientativo”. Eles indicam que alguém pode estar infectado com o novo coronavírus. Contudo, o diagnóstico efetivo só pode ser realizado por um profissional de saúde.

A Anvisa explica que o autoteste de covid-19 deve ser usado como triagem, para permitir o auto isolamento precoce e, assim, quebrar a cadeia de transmissão do vírus o mais rápido possível, “mas o diagnóstico depende de confirmação em um serviço de saúde”, alerta a publicação da agência sobre o tema.

A Agência Brasil publicou uma reportagem explicando os procedimentos do autoteste e o que fazer em caso de resultados positivos ou negativos. Confira.

As informações são da Agência Brasil

USP investiga impactos da Covid na memória

Matéria do Portal Saúde Debate.

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) iniciou uma pesquisa sobre o impacto da Covid-19 na memória. São inúmeros os relatos de pacientes que comentam sobre perda de memória, inclusive no período chamado “pós-Covid”. Este estudo acompanha os efeitos cognitivos da Covid-19 em mais de 400 pacientes. Eles foram submetidos a uma série de exames no período de seis a nove meses depois da alta hospitalar.

Como indicativo do impacto da Covid-19 na memória, 51,1% dos pacientes citaram a perda de memória como um dos efeitos colaterais. O estudo tem o objetivo de verificar como o coronavírus causa alterações neuropsiquiátricas, com uma predisposição para atingir o sistema nervoso central.

O impacto da Covid-19 na memória também vem sendo acompanhado por outras frentes. O PhD em neurociências, Doutor e Mestre em Psicologia da Saúde e biólogo membro da Society for Neuroscience, o luso-brasileiro Prof. Dr. Fabiano de Abreu Agrela, explica os astrócitos – células que fazem parte do sistema nervoso – são profundamente afetados pelas proteínas da doença. “Em meu estudo, pude averiguar o quanto o coronavírus afeta de forma significativa os astrócitos. O reflexo disso é um dano na memória da pessoa após a contaminação pela doença”, afirma.

De acordo com ele, as células da glia são muito importantes para o sistema nervoso, são responsáveis por diversas funções do dia a dia. “Quando se fala em sistema nervoso, é muito comum que as pessoas lembrem apenas dos neurônios, que estão diretamente relacionados com os impulsos nervosos. Porém, as chamadas ‘células da glia’ ou ‘neuróglia’, desempenham funções primordiais para a manutenção do nosso corpo”, explica.

Os astrócitos fazem parte dessas células especiais. “Eles têm formato estrelado, característica conseguida graças aos seus prolongamentos. Também possuem uma maior diversidade de funções como a sustentação, controle da composição iônica e molecular do ambiente onde estão localizados os neurônios, transferência de substâncias para os neurônios, resposta a sinais químicos, dentre outras atividades”, detalha o neurocientista.

Agrela cita um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Pós-Graduação do Instituto de Ciência e Tecnologia de Okinawa (OIST) – publicado em fevereiro deste ano – para comentar sobre o impacto da Covid-19 na memória. Usando técnicas avançadas de imagem e análise, os pesquisadores registraram a sinalização dentro de astrócitos individuais em um nível de detalhe e velocidade nunca antes visto nos cérebros de camundongos acordados. Sinais ultra rápidos semelhantes aos observados em neurônios e padrões de atividade de sinalização que correspondem a diferentes comportamentos. Isto sugere o papel crucial dos astrócitos em muitas funções do nosso cérebro, incluindo como pensamos, nos movemos e aprendemos.

“Este estudo revelou que os astrócitos geram sinais in vivo tão rápidos quanto os dos neurônios, com duração inferior a 300 milissegundos. Foi usado um vetor viral adeno-associado que continha um gene que faz as células infectadas fluorescerem no aumento da presença de cálcio, indicador da atividade do sinal. Foram percebidas áreas nos astrócitos, hotspots, com níveis de atividades mais altas. Esses hotspots sugerem a representação de engramas de memória, que é um padrão para a memorização”, cita.

Em um mês, 40% das crianças do Paraná receberam a vacina anticovid

A vacinação infantil contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos completa um mês no Paraná nesta terça-feira (15). Um levantamento preliminar da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta que o Estado registra pelo menos 40% de cobertura neste público. A estimativa do Ministério da Saúde é que o Paraná tenha 1.075.294 crianças nesta faixa etária.

Ao todo, 434.236 primeiras doses (D1) pediátricas foram aplicadas neste período, uma média de 14,4 mil doses administradas diariamente no Estado. Os dados foram compilados com informações disponibilizadas pelos municípios e enviadas para as 22 Regionais de Saúde.

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, comemorou a adesão da vacinação infantil e alertou para a importância da imunização. “Cada dose aplicada é motivo de alegria. Precisamos que a população paranaense continue se conscientizando da relevância e efetividade dos imunizantes no combate a Covid-19 para que possamos vencer essa pandemia”.

DISTRIBUIÇÕES – Para possibilitar a vacinação deste público, o Ministério da Saúde já destinou cinco remessas de vacinas pediátricas ao Paraná, somando 695.660 doses. Destas, 636.520 já foram descentralizadas para os municípios e 59.140 vacinas CoronaVac para segunda dose (D2) permanecem armazenadas no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para envio em tempo oportuno.

“A força-tarefa do Governo do Estado continua garantindo que as vacinas sejam distribuídas no menor tempo possível. Essa agilidade na descentralização permite que as equipes municipais de saúde levem os imunizantes até o braço das pessoas, e mantém o Paraná como um dos estados que mais vacina no Brasil”, disse Beto Preto.

VACINÔMETRO – Os números preliminares da Sesa são maiores do que os dados disponíveis no Vacinômetro do Ministério da Saúde. Na plataforma, o Paraná permanece como terceiro estado que mais aplicou vacinas neste público, com um total de 304.602 doses, atrás de Minas Gerais (412.443) e São Paulo (1.181.535). A diferença nos dados pode estar relacionada com as instabilidades da base nacional do Programa Nacional de Imunizações (PNI), além de atrasos de notificação.

Ainda segundo o Vacinômetro, o Paraná já registra mais de 21 milhões de doses aplicadas, sendo 9.472.528 primeiras aplicações, 8.778.046 segundas doses ou doses únicas, 2.854.628 doses de reforço e 214.375 doses adicionais.

Nos números gerais, o Estado é o 5º no ranking brasileiro, atrás da Bahia (22.840.378), Rio de Janeiro (29.369.221), Minas Gerais (36.887.267) e São Paulo (91.298.330), respectivamente.

As informações são da Agência Estadual de Notícias.

Diretora da OMS visita Curitiba e reforça importância da vacinação contra a Covid-19

As vacinas contra a covid-19 são altamente efetivas para evitar casos graves, hospitalização e morte, portanto, “tem que vacinar”.

A mensagem é da diretora-geral adjunta para medicamentos e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Galvão Simão.

A dirigente da OMS participou de uma reunião de gestores do SUS (Sistema Único de Saúde) de Curitiba, no Salão de Atos do Parque Barigui, nesta quinta-feira (10/2), onde se encontrou também com o prefeito Rafael Greca.

“É uma alegria termos Mariângela na OMS. Suas orientações foram bem seguidas pelas nossas equipes”, disse o prefeito, que entregou a ela uma echarpe com um desenho que reproduz o Farol do Saber.

Natural de Curitiba, onde passa férias, ela, que é ex-servidora municipal e hoje vive em Genebra (Suíça), atendeu a um convite pessoal da secretária da Saúde Márcia Huçulak.

De acordo com Márcia, o encontro serviu como um importante diálogo entre uma gestora que está no epicentro das decisões da OMS relacionadas à covid-19 om os gestores da Secretária Municipal da Saúde que estão no enfrentamento diário da pandemia. “É um estímulo importante para nossas equipes”, afirmou Márcia.

A dirigente da OMS fez questão de elogiar a estratégia de combate à pandemia no município. “A gente não viveu o colapso. Em Curitiba, não faltou assistência para quem precisou”, ponderou a secretária de Saúde.

Cenário da pandemia

Ao falar sobre os desafios do combate ao coronavírus, Mariângela disse que é preciso mover os esforços da resposta emergencial para o controle sustentado. Isso implica reduzir exposição, transmissão, morbidades e mortalidade, segundo a diretora da OMS.

“Os cientistas já trabalham em uma vacina que proteja contra todas as variantes, uma pan-vacina”, afirmou.

A diretora da OMS também falou sobre a eventual aplicação de uma quarta dose de reforço. “Pode ser que a gente venha a ter necessidade, mas não por enquanto”, advertiu. Mariângela contou que só se trabalha vacinado no prédio da organização, em Genebra, na Suíça. Ela reforçou a importância da vacinação de crianças a partir dos cinco anos de idade.

Também participaram do encontro o vice-prefeito Eduardo Pimentel; o deputado federal Luciano Ducci; e o deputado estadual Michele Caputo.

As informações são da Prefeitura de Curitiba.

Fiocruz faz balanço de dois anos da pandemia de Covid-19 e aponta vacinação como prioridade

O Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado nesta quarta-feira (9/2), apresenta um balanço de dois anos da pandemia de Covid-19, declarada Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 30 de janeiro de 2020 e de importância nacional pelo Ministério da Saúde em 3 de fevereiro daquele ano.

A análise apresenta uma perspectiva da evolução da pandemia, dividida em fases, desde a descoberta do vírus até os dias atuais, com base nos estudos realizados pelos pesquisadores da Fiocruz, e sintetiza a dimensão das perdas, totalizando 388 milhões de casos no mundo e 26 milhões no Brasil (6,7% do total), com 5,71 milhões de óbitos no planeta e mais de 630 mil no país (11% do total).

O estudo aponta para um cenário ainda preocupante, com rápida transmissão da variante Ômicron e especulação sobre o fim da pandemia. Para os pesquisadores do Observatório Covid-19 Fiocruz, a cada fase da pandemia se apresentam novos desafios. “Se o diagnóstico e tratamento correto, adequação dos hospitais e estabelecimentos de saúde foram cruciais para a redução do impacto da doença inicialmente, a vacinação hoje é considerada prioridade para o controle da pandemia”, avaliam. No entanto, os pesquisadores ressaltam que as medidas não-farmacológicas continuam sendo importantes, uma vez que o distanciamento físico e uso de máscaras são os principais meios de redução da exposição e infecção pelo vírus.

O monitoramento da nova variante, associado ao estudo genético de suas mutações, sugere rápido crescimento de casos, por conta da sua capacidade de propagação, até 70 vezes maior que a Delta, em alguns estudos. Alguns pesquisadores defendem que se trata de uma variante menos agressiva, uma vez que a ocorrência de hospitalizações e óbitos não acompanha a curva de crescimento dos casos. Porém, não há consenso sobre o assunto, observam os pesquisadores.

Alguns países e agências de saúde já discutem ou vêm adotando a transição de pandemia para endemia. Para os pesquisadores, a mudança não representa a eliminação do vírus e da doença, nem mesmo a desobrigação de medidas de proteção individuais e coletivas. “A classificação da doença como endêmica representaria a incorporação de práticas sociais e assistenciais na rotina do cidadão e dos serviços de saúde e só poderia ser pensada após drástica redução da transmissão pelas novas variantes e por meio de campanha mundial de vacinação”, aponta o documento.

Apesar das controvérsias e incertezas ainda existentes, os pesquisadores atestam que a explosão de casos cria temporariamente imunidade ao vírus, mesmo que a duração seja curta ou temporária e este cenário pode ser encarado como uma janela de oportunidades. “Em um momento em que há muitas pessoas imunes à doença, se houver uma alta cobertura vacinal completa há a possibilidade de tanto reduzir o número de casos, internações e óbitos, como bloquear a circulação do vírus”, dizem.

O documento sugere que para que isso seja possível é essencial colocar em prática quatro estratégias de saúde pública. Garantir oportunidade de aplicação de vacina, com a disponibilidade em unidades com horário de funcionamento expandido e em postos móveis, realizar busca ativa por pessoas que ainda não iniciaram seus esquemas vacinais, massificar a campanha de incentivo à vacinação de crianças e reforçar os benefícios gerados pela correta higienização, assim como o bom uso de máscaras.

Finalmente, o Boletim aponta que o avanço da vacinação no Brasil, depois de um ano, tem ocorrido, mas não de forma homogênea e evidencia as diferentes realidades do país. Enquanto as regiões Sul e Sudeste apresentam elevado percentual da população imunizada, áreas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste ainda têm bolsões com baixa imunização para Covid-19. “Estes bolsões se constituem em locais de menor Índice de Desenvolvimento Humano, populações mais jovens, menos escolarizadas, baixa renda e residentes de cidades de pequeno porte. Para estes locais, o fim da pandemia parece mais distante que para grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, que já apresentam elevada cobertura vacinal com duas doses”, avaliam os cientistas.

Casos e óbitos

Com óbitos que chegam a 5,71 milhões em todo o mundo, o Brasil representa 11% (mais de 630 mil mortes) desse número. Além de impactar na saúde da população e sobrecarregar os sistemas de saúde, resultou em uma combinação de efeitos sociais e econômicos que agravam as desigualdades estruturais da sociedade. De acordo com o Boletim, a pandemia não atingiu todos os grupos sociais e territórios uniformemente.

Na nova onda de transmissão que iniciou em dezembro de 2021 observa-se um acelerado aumento no número de casos, com velocidade superior às anteriores, além de uma elevação no número de óbitos, ainda que em menores proporções. “A redução da gravidade da doença, da sua mortalidade e das demandas por internação são devidas à alta cobertura da vacinação alcançada para a população adulta e idosa, bem como uma menor virulência dessa variante em relação às cepas anteriores”, indica o documento.

Indicadores de leitos de UTI para Covid-19

O quadro atual, embora preocupante, constitui um cenário muito diferente do observado entre março e junho de 2021, no momento mais crítico da pandemia no Brasil. Os pesquisadores afirmam que as diferenças dizem a respeito à parte da população brasileira estar vacinada contra a Covid-19, as características da doença produzida pela variante Ômicron e à disponibilidade de leitos de UTI, hoje significativamente menor. O documento evidencia a preocupação com o crescimento consistente das taxas de ocupação de leitos de UTI observado nas últimas semanas, bem como os indícios da interiorização dos casos frente à desigual cobertura vacinal no país.

Vacinação contra a Covid-19 no Brasil

A desigualdade da vacinação no Brasil expõe problemas de base, como acesso geográfico, logística de distribuição, armazenamento, gestão de estoques e velocidade na informação. Mesmo considerando a população elegível, mais jovem e predominante, sobretudo na Região Norte, a diferença na cobertura é elevada quando comparada com as regiões Sul e Sudeste. “Em meio a pandemia, problemas que deveriam ter sido enfrentados antes, para trazer mais equidade e eficiência no processo de imunização, podem tornar populações com baixa taxa de cobertura mais vulneráveis e permitir o surgimento de novas variantes, como observado em áreas mais pobres do continente africano”, explicam no documento. Dados de outros países indicam que áreas com baixa vacinação favorecem a ocorrência de surtos localizados, com intensidade amplificada devido à movimentação das pessoas e queda no cuidado com medidas não farmacológicas.

Para os pesquisadores, a falta de ampla campanha de comunicação para sustentar os benefícios das vacinas e das medidas não farmacológicas se mostrou muito prejudicial. Mesmo com a trajetória de sucesso do PNI, manter a qualidade e o desempenho de um programa dessa natureza, em um país com as características do Brasil, não é tarefa fácil. Sendo assim, é preciso planejar e investir permanentemente de modo a promover o acesso, a equidade e a universalização dos cuidados de saúde necessários.

Fases da pandemia de Covid-19

Expansão da transmissão das capitais para as cidades menores (fevereiro a maio de 2020)

O aumento de casos de SRAG com a entrada do vírus Sars-CoV-2 no país foi observado nas primeiras semanas epidemiológicas de 2020, por meio do Infogripe, sendo mais frequentes em indivíduos acima de 60 anos. Nas primeiras semanas de março ocorreu a expansão da transmissão de capitais e grandes cidades em direção a áreas periféricas, pequenas cidades e zonas rurais, num movimento gradual de interiorização. Esse processo foi mais lento que o verificado em outros países, iniciando em fevereiro e perdurando até maio de 2020.

Nessa fase observavam-se grandes filas de espera para internação em UTI e elevada ocorrência de óbitos por falta de acesso, ou acesso tardio aos cuidados de alta complexidade, mesmo após uma expansão acentuada no número de leitos de UTI SRAG/Covid-19, incluindo a abertura de diversos hospitais de campanha no país. Entre os meses de abril e maio, em Manaus, único município do Amazonas com capacidade para oferta de cuidados hospitalares de alta complexidade, ocorreu o primeiro grave colapso do sistema de saúde no país.

Primeira onda e sincronização da transmissão no país (junho a agosto de 2020)

Na fase, a queda contínua das medidas de distanciamento físico foi seguida do crescimento gradual de casos, positividade de testes, internações e óbitos que estabilizaram em um patamar elevado. Este foi um período caracterizado especialmente por um alto patamar na mortalidade, com cerca de mil óbitos diários. No período também começou a ser observado o aumento do número de casos e de óbitos em gestantes, um forte indicativo que a Covid-19 não era apenas a causa direta da morte, mas também causa indireta, por criar empecilhos para a assistência ao ciclo gravídico-puerperal.

Período de transição entre primeira e segunda ondas (setembro a novembro de 2020)

No período houve relativa redução do número de casos e de óbitos, com governos estaduais e municipais adotando medidas isoladas de distanciamento físico e social e uso de máscaras, sem que se dessem de modo articulado nacionalmente e regionalmente. Em novembro, os casos voltaram a crescer e o maior impacto nas taxas de ocupação de leitos de UTI se concentraram nas regiões Sul e Centro-Oeste e novamente no Amazonas.

Embora com variações espaciais, com alguns estados e municípios apresentando, em determinados períodos, maior número de casos, internações, taxas de ocupação de leitos UTI e óbitos, na maior parte de 2020 a média de idade das internações em UTI esteve acima de 60 anos e a idade média dos óbitos sempre esteve acima deste patamar, impactando principalmente as pessoas com mais idade, além daquelas com comorbidades. Este fato foi decisivo para que esses grupos fossem classificados como prioritários para a aplicação da primeira dose da vacina contra Covid-19, logo que fosse aprovada.

Segunda onda (dezembro de 2020 a junho de 2021)

Uma segunda onda de transmissão iniciou no verão e coincidiu com o período de festas de fim de ano e férias, acompanhada da flexibilização das medidas de restrição à mobilidade, principalmente em dezembro de 2020. Nesse contexto ocorreu rápido crescimento e predominância da variante Gama, atingindo seu ápice em abril de 2021, com valores muito altos de casos e óbitos de março a junho, alcançando picos de até 3 mil óbitos por dia (pela média móvel). Esta fase foi marcada pelo colapso do sistema de saúde e pela ocorrência de crises sanitárias localizadas, combinando deficiência de equipamentos, de insumos para UTI e esgotamento da força de trabalho da saúde.

Em 17 de janeiro de 2021 se iniciou a campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, porém com um pequeno número de doses (6,2 milhões), chegando a março com volume de doses suficientes para acelerar o processo de vacinação (27,5 milhões). O avanço, contudo, não impediu o rápido crescimento e grande número de casos, internações e óbitos, bem como a crise e o colapso do sistema de saúde, entre março e junho de 2020.

Os impactos positivos da campanha da vacinação (julho a novembro de 2021)

Foi um período de redução do número de casos, casos graves e mortalidade. Nesse período, ao mesmo tempo em que a variante Delta crescia e se tornava predominante, pôde-se verificar a efetividade da vacinação na redução da transmissão e, especialmente, da gravidade dos casos de Covid-19, resultando na queda das taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos. A queda da taxa de positividade de testes também apontou a menor transmissão do vírus Sars-CoV-2, como efeito da vacinação, que alcançava 20% da população com duas doses. Em setembro, com 40% da população elegível vacinada, o Brasil alcançou uma média diária de 500 óbitos. E em novembro, já com 60% da população vacinada, a média de óbitos diários estava em torno de 250.

Terceira onda (dezembro de 2021 a janeiro de 2022)

Uma nova onda de transmissão foi iniciada em dezembro de 2021, coincidindo com o período de festas, férias, relaxamento de medidas de restrição à mobilidade e a introdução no país da variante Ômicron. Essa fase também foi marcada por uma epidemia de vírus influenza A em vários municípios, o que levou ao aumento de casos de SRAG, assim como várias semanas de interrupção na recepção de dados da vigilância, comprometendo o monitoramento e análise da evolução da pandemia.

Segundo os pesquisadores do Observatório Covid-19 Fiocruz o Brasil ainda se encontra nesta fase e há forte especulação sobre que momento da pandemia o país vive e se está caminhando para o fim. “Em que pese o fato de a vacinação ter impedido que as internações e óbitos subam em igual velocidade aos casos, o aumento súbito de doentes faz crescer, inevitavelmente, a demanda por serviços de saúde, com impactos nas taxas de ocupação de leitos de UTI”, apontam.

O cenário indica ocorrência de internações maior entre idosos, quando comparadas aos adultos. No entanto, as internações entre crianças crescem em níveis preocupantes. Por se tratar do último grupo em que a vacinação foi iniciada, já em 2022, as crianças representam hoje o grupo com maior vulnerabilidade.

As informações são da Fiocruz.

Nota de Pesar pelo falecimento do Dr. Nestor Saucedo Saucedo

O Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná manifesta pesar pelo falecimento do Doutor Nestor Saucedo Saucedo, ocorrido nesta quarta-feira (9), de causas naturais.

O Dr. Nestor Saucedo Saucedo tinha 82 anos e era pai do também médico Daniel Saucedo. Ele vivia em Araucária, cidade em que exerceu a medicina por muitos anos e na qual foi homenageado com o título de Cidadão Honorário, em reconhecimento pela sua dedicação.

O Simepar se solidariza com seus familiares, amigos, colegas e pacientes nesse momento de tristeza.

Pesquisa da USP revela aumento de transtornos psiquiátricos após covid-19

Um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que pessoas que tiveram covid-19 de forma moderada ou grave passaram a registrar maior incidência de transtornos psiquiátricos após a contaminação. O artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica General Hospital Psychiatry.

Foram avaliados 425 adultos, depois de seis a nove meses da alta hospitalar por causa da covid-19. Todos foram pacientes internados no Hospital das Clínicas da USP por pelo menos 24 horas, entre março e setembro de 2020. Aqueles que precisaram de tratamento em unidade de terapia intensiva (UTI) foram considerados casos graves e os demais, moderados. Os pacientes foram submetidos a entrevista psiquiátrica estruturada, testes psicométricos e bateria cognitiva.

De acordo com o estudo, a prevalência de transtorno mental comum neste grupo de pacientes pós-covid foi 32,2%, maior do que o relatado na população geral brasileira (26,8%). Quanto ao diagnóstico de depressão, houve prevalência de 8%, superior ao da população geral brasileira (em torno de 4% e 5%). Transtornos de ansiedade generalizada estavam presentes em 14,1%, resultado também superior à prevalência na população geral brasileira (9,9%).

Segundo a pesquisa, os resultados psiquiátricos não foram associados a nenhuma variável clínica relacionada à gravidade da doença em fase aguda, ou seja, não foram mais preponderantes naqueles pacientes que apresentaram grau de inflamação maior, por exemplo.

“Os comprometimentos psiquiátricos e cognitivos observados a longo prazo após covid-19 moderada ou grave podem ser vistos como uma expressão dos efeitos do SARS-CoV-2 na homeostase [equilíbrio] cerebral ou uma representação de manifestações psiquiátricas inespecíficas secundárias à diminuição do estado geral de saúde”, diz o texto da pesquisa, que tem Rodolfo Damiano, médico residente do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP como primeiro autor.

Os resultados da pesquisa, que contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), podem ser vistos aqui.

Matéria da Agência Brasil

Hospitais de Curitiba e Região Metropolitana se aproximam do limite da lotação por Covid-19

O Hospital Evangélico Mackenzie chegou a 100% de ocupação de UTIs Covid pelo SUS neste domingo (6), segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). Todos os 32 leitos disponíveis estão ocupados. Na enfermaria, a ocupação do mesmo hospital está em 95%, com apenas um leito vago dos 20 da instituição.

Outro hospital da Grande Curitiba que alcançou os 100% de ocupação de UTIs Covid foi o Angelina Caron, em Campina Grande do Sul. As enfermarias com leitos dos SUS para Covid dos hospitais Erasto e Oswaldo Cruz também estão lotadas de pacientes. Atualmente, dez hospitais da Grande Curitiba oferecem vagas pelo SUS a pacientes internados com Covid, mas o número pode aumentar, conforme a necessidade.

De acordo com o mesmo boletim, há 60 pacientes com Covid ou suspeita da doença na fila por leitos na Grande Curitiba, 46 na enfermaria e 14 em UTIs.

Crianças

O Hospital Pequeno Príncipe está com 80% de ocupação na UTI pelo SUS, com quatro das cinco vagas ocupadas. Na enfermaria, sete dos 10 leitos estão com pacientes, ou seja, com taxa de ocupação de 70% Já no Hospital Evangélico, não há nenhuma criança internada na UTI e dois dos 10 leitos disponíveis para enfermaria estão ocupados.

Paraná

No Paraná todo, a taxa de ocupação de UTIs para adultos está em 71%, segundo boletim deste domingo (6), com 485 dos 680 leitos ocupados. Nas enfermarias para adultos, a taxa de ocupação é de 55%, com 730 das 1.328 ocupadas. No casos dos leitos pediátricos, a taxa de ocupação em UTIs é de 33% e nas enfermarias, 52%.

Como está a ocupação de leitos SUS/Covid para adultos:

Boletim atualizado

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou neste domingo (6) mais 7.724 casos confirmados e oito mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os números não necessariamente representam a notificação das últimas 24 horas.

Matéria do Portal Bem Paraná.