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Simepar conquista liminar ordenando que a Prefeitura de Curitiba reduza a sobrecarga sobre os/as médicos/as

O juiz José Wally Gonzaga Neto, da 20ª Vara do Trabalho de Curitiba, concedeu uma liminar determinando a redução da sobrecarga de trabalho dos médicos e médicas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba.

A decisão foi proferida em ação movida pelo Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) contra a Fundação Estatal de Atenção em Saúde de Curitiba (FEAS), e foi motivada por denúncias de que os gestores estavam forçando os profissionais da medicina a atenderem um paciente a cada 15 minutos.

Apesar da FEAS negar a denúncia, o Simepar conseguiu provar a sobrecarga apresentando tabelas de agendamentos de pacientes feitas pelos gestores.

Pela decisão, a Fundação deve agendar a partir de agora, no máximo, um paciente a cada vinte minutos; com a ressalva de que deve ser preservada a autonomia técnica dos médicos.

O Juiz ainda apontou a contratação de mais médicos e médicas como solução para a sobrecarga que a Saúde Pública vem sofrendo com a pandemia da Covid-19 e com a epidemia de Influenza.

Leia aqui a íntegra da decisão.

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Anvisa aprova a utilização e venda de autotestes de Covid-19 no Brasil

Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (28/1), durante sua 3ª Reunião Extraordinária Pública de 2022, a resolução que estabelece os requisitos e os procedimentos para a solicitação de registro, distribuição, comercialização e utilização de autotestes para detecção do antígeno de Sars-CoV-2.

Com a aprovação, será permitida a venda de autotestes diretamente ao consumidor por farmácias e estabelecimentos de saúde licenciados para comercializar dispositivos médicos. Importante deixar claro que é proibida a oferta de autotestes na internet em sítios eletrônicos que não pertençam a farmácias ou estabelecimentos de saúde autorizados e licenciados pelos órgãos de vigilância sanitária competentes.

As empresas habilitadas legalmente que desejarem colocar esses dispositivos à venda terão que registrar o produto na Anvisa. A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) aprovada hoje estabelece os critérios para o peticionamento do registro, bem como, em seu artigo 22, define que as petições relacionadas ao tema serão analisadas com prioridade pela Agência, enquanto for mantida a declaração de emergência de saúde pública.

Condições

Entre os requisitos, a Anvisa determina que as instruções de uso, armazenagem e descarte do produto sejam claras e que utilizem ilustrações para facilitar o manuseio e a interpretação do resultado por parte do público leigo, ou seja, por indivíduos sem treinamento técnico ou científico formal para uso do produto.

O solicitante do registro do autoteste deve dispor de um canal de atendimento ao usuário, com acesso direto a pessoal capacitado para atender, orientar e encaminhar as demandas sobre o uso do produto e como proceder após a obtenção do resultado.

Além de disponibilizar o contato desse serviço de atendimento, a empresa deve indicar o Serviço Disque Saúde do Ministério da Saúde, em conformidade com o Plano Nacional de Expansão da Testagem para Covid-19, o PNE-Teste.

Com relação à embalagem, o rótulo externo do produto deve conter todos os componentes do kit, que são necessários para a realização do teste, e também a validade do dispositivo, de modo a evitar seu uso fora do prazo de validade.

Monitoramento

Os autotestes estão sujeitos ao monitoramento pós-comercialização por meio do Sistema de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária, o Vigipós. O detentor do registro deve se responsabilizar por todas as ações de vigilância pós-comercialização do produto, em todo seu ciclo de vida.

Isso inclui o estabelecimento de mecanismos para monitorar e notificar queixas técnicas e eventos adversos, recolhimento do produto quando determinado pela Anvisa ou sempre que houver indícios suficientes de que o dispositivo não atende aos requisitos de qualidade, segurança e desempenho e também notificação de ações de campo decorrentes de eventos adversos associados ao produto.

O setor varejista, por sua vez, deve notificar os eventos adversos e queixas técnicas no Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária, o Notivisa. No caso de o usuário notificar problemas relacionados ao uso do produto diretamente à Anvisa, o responsável pelo registro deverá avaliar e responder a demanda no sistema informatizado disponibilizado pela Agência.

Histórico

Em reunião realizada em 19 de janeiro de 2022, a Diretoria Colegiada da Anvisa, ao avaliar a proposta de regulamentação de autotestes, manifestou a necessidade de diligências para esclarecimentos sobre as condicionantes da política pública para utilização desses dispositivos por pessoas leigas.

Segundo entendimento da Procuradoria Federal junto à Anvisa, a nota técnica anteriormente enviada pelo Ministério da Saúde à Agência não cumpria os itens considerados necessários a uma política pública. Por essa razão, foi solicitado pedido de esclarecimento com informações adicionais ao respectivo Ministério.

As informações são da Anvisa.

Hemepar adota novos critérios para doação de sangue de pessoas que tiveram Covid-19

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) diminuiu de 30 para 10 dias o período de espera para quem teve Covid-19 poder doar sangue. A contagem começa a partir da recuperação completa da doença. Mesmo quem esteve assintomático e testou positivo para a doença deve esperar os 10 dias para voltar aos Hemocentros ou unidades de coleta de sangue.

A atualização dos critérios foi feita pelo Ministério da Saúde, na terça-feira (25), em nota técnica (Nº13/2020-GSH/DAET/SAES/MS).

O documento informa que pessoas candidatas à doação de sangue que apresentaram um teste diagnóstico para SARS-CoV-2 (por exemplo, teste PCR ou pesquisa de antígenos em swab de nasofaringe) positivo, mas permanecem assintomáticas, deverão ser consideradas inaptas por um período de 10 dias da data da coleta do exame.

Para pessoas que tiveram contato próximo a um caso confirmado deverão ser consideradas inaptas pelo período de 7 dias após o último contato com essas pessoas. Não apresentando nenhum sintoma, pode doar.

Aqueles que permaneceram em isolamento voluntário ou indicado por equipe médica devido a sintomas de possível infecção deverão cumprir o isolamento indicado e só depois estarão aptos a doar.

O Hemepar seguirá este novo prazo, reforçando que quem recebeu a vacina contra a Covid-19 deve esperar sete dias. E quem se vacinou contra gripe, 48h.

“Estamos mudando o cenário dentro da pandemia. As pesquisas já estão mais avançadas. Um dos pontos da decisão é que há baixo risco de transmissão do vírus SARS-CoV-2 por transfusão sanguínea. O que não muda em nada são as orientações das medidas de proteção para evitar contaminação, com a higienização de superfícies e dos instrumentos, uso de antissépticos, além da manutenção do distanciamento entre os doadores”, disse a diretora do Hemepar, Liana Labres de Souza.

No ano passado 177.160 pessoas se candidataram para doar sangue e 151.054 bolsas foram coletadas nas 22 unidades da Hemorrede. Antes da pandemia, em 2018, foram coletadas 184.406 bolsas; em 2019, 186 mil bolsas; e em 2020 o número já caiu para 170.090 bolsas de sangue coletadas e 199.341 candidatos à doação.

Em algumas unidades do Hemepar, como a de Curitiba, houve uma queda de 30%, em relação aos anos anteriores. Neste momento, o centro de coleta tem nos estoques 5.408 bolsas dos vários tipos de sangue. Esse saldo é suficiente para, no máximo, cinco dias.

É necessário manter as doações para garantir o estoque de plaquetas, mas neste momento o Hemepar solicita que doadores do RH negativo realizem doações.

HEMEPAR – O Hemepar é responsável pela coleta, armazenamento, processamento, transfusão e distribuição de sangue para 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos que atuam em todas as regiões do Paraná. É uma entidade sem fins lucrativos e atende à demanda de fornecimento de sangue e hemoderivados do Estado graças às doações dos voluntários.

PARA DOAR – Para doar é necessário ter entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade com autorização e presença do responsável legal. Os doadores maiores de 59 anos devem, preferencialmente, permanecer em casa durante a pandemia.

O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação).

Matéria da Agência Estadual de Notícias. 

Casos de Covid-19 em crianças e adolescentes saltam quase 16 vezes neste mês no Paraná

Matéria de Rodolfo Luis Kowalski publicada no Portal Bem Paraná.

Enquanto a vacinação contra o coronavírus entre pessoas com idade de 0 a 11 anos engatinha no Paraná, os casos de Covid-19 entre crianças e adolescentes se multiplicam acendendo a luz de alerta.

Segundo dados da Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa-PR), compilados a partir dos Informes Epidemiológicos divulgados diariamente, o mês de janeiro de 2022 já registra um número de contaminações entre jovens que é recorde desde o início da pandemia e quase 16 vezes superior ao mês passado, dezembro de 2021.

Até ontem, o Paraná havia divulgado, apenas em 2022, um total de 41.086 diagnósticos positivos para a Covid-19 entre jovens que tem de 0 a 19 anos de idade. Em 27 dias do Ano Novo, portanto, as contaminações pelo coronavírus entre crianças e adolescentes já superam o total de diagnósticos nessa faixa etária ao longo de todo o ano de 2020 (40.686), sendo equivalente ainda a mais de um quarto (26%) dos 157.408 registros de 2021.

Na comparação com dezembro do ano passado, o aumento nos casos da doença pandêmica é assustador. Em dezembro, 2.644 crianças e adolescentes haviam sido contaminadas. Os números parciais do primeiro mês de 2022, portanto, são quase 16 vezes superiores ao do último mês de 2021, com uma alta de 1.454% nos registros.

Além disso, já foram confirmados até aqui quatro óbitos entre jovens, dois deles vitimando crianças de 0 a 5 anos e outros dois que vitimaram pessoas de 10 a 19 anos. Em 2020, 19 jovens faleceram por causa da Covid-19 (uma pessoa que tinha entre 0 e 5 anos e outras 18 que tinham de 10 a 19 anos). Já em 2021 foram 108 vítimas (30 crianças de 0 a 5 anos, nove de 6 a 9 anos e 69 de 10 a 19 anos), com quatro registros no primeiro mês do ano passado.

Por fim, importante notar que desde o começo do ano e com a explosão de contaminações houve, também, um aumento da demanda hospitalar. No primeiro dia de 2022 nenhum dos leitos pediátricos na rede pública de saúde para pacientes suspeitos ou confirmados Covid-19 estava ocupado. Ontem, já eram cinco pacientes na UTI (todos hospitalizados na regional leste, onde fica Curitiba) e outros 15 em enfermarias. As taxas de ocupação estão em 33% e 44%, respectivamente.

No Estado, apenas 1,25% das crianças de 5 a 11 anos já foram vacinadas

Conforme informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), do Ministério da Saúde, até ontem um total de 13.425 crianças de 5 a 11 anos de idade haviam sido vacinadas no Paraná contra a Covid-19, tendo tomado ao menos a primeira dose do imunizante contra a doença. Isso equivale a apenas 1,25% do público vacinável nessa faixa etária, estimada em 1.075.294 crianças pelo Ministério da Saúde, conforme a Nota Técnica nº 2/2022.

Em Curitiba, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), um total de 89.204 crianças de 5 a 14 anos já foram vacinadas, o equivalente a 37,4% dos jovens dentro dessa faixa etária. O município, porém, suspendeu para o dia de hoje a vacinação de crianças de 5 a 11 anos, alegando a necessidade de reorganizar o fluxo da vacnação contra a Covid-19 por conta da alta demanda. Nos últimos dois dias houve um grande aumento de procura por crianças fora da faixa etária convocada no dia. Na quarta-feira (26) foram 2.100 crianças fora da data e ontem mais 2.300 que não faziam parte do público previsto.

A vacinação de crianças na capital paranaense será retomada na próxima segunda-feira e será feita de forma escalonada, por data de nascimento. No dia 31 poderão receber a primeira aplicação as crianças nascidas entre 1º de janeiro e 30 de junho em 2014. No dia 1º de fevereiro, serão atendidas as crianças nascidas entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2014. A ampliação para demais faixas etárias depende da avaliação de estoque ou da chegada de nova remessa de imunizantes pediátricos.

Não vacinados são 69% entre os internados e 77% entre os mortos pela Covid-19 no Paraná

Matéria do Portal Bem Paraná.

Com mais de 8,5 milhões de paranaenses (o equivalente a 73,4% da população) imunizados contra a Covid-19 pouco mais de um ano após o início da vacinação, o Paraná vive um momento diferente em meio à pandemia do novo coronavírus, no qual quem está ficando doente agora, nas palavras do secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, “é quem está pouco vacinado ou não vacinado”. E dados do Ministério da Saúde, extraídos do Banco de Dados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), corroboram com essa afirmação.

Depois de o acesso ao OpenDataSUS ter sido reestabelecido na última semana, após quase um mês de apagão, o Bem Paraná acessou o Banco de Dados de SRAG e filtrou os casos de dezembro último referentes a registros notificados pelo Paraná em que os pacientes precisaram de internação (tanto em leito clínico como em UTI) e tiveram quadros confirmados de Covid-19, ou seja, essas pessoas fizeram testes e tiveram confirmada a contaminação pelo novo coronavírus.

Ao todo, então, foram analisadas as fichas de 386 pacientes, dos quais 203 demandaram cuidados intensivos em algum momento, ou seja, chegaram a ser internados numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentando quadros mais graves da doença pandêmica.

A análise revela que, entre os pacientes internados, 148 não haviam tomado nenhuma dose da vacina contra a Covid-19, 70 não informaram o status vacinal e 49 não haviam tomado as duas doses da vacina contra a Covid-19. Isso significa que, dos 386 pacientes hospitalizados no estado ao longo do último mês, 267 – o equivalente a 69,2% do total – não estavam imunizados contra a doença, não informaram se haviam tomado a vacina ou não haviam completado o ciclo vacinal.

Interessante notar, ainda, que quanto mais grave o quadro do enfermo, maior a proporção de não vacinados.

Por exemplo, entre os pacientes que foram parar numa UTI, 81 não tomou nenhuma dose da vacina, 49 não informaram o status vacinal e 18 não chegaram a tomar as duas doses do imunizante. Portanto, dos 203 pacientes que foram internados e demandaram cuidados intensivos ao longo do último mês, 148 não haviam, possivelmente, sido imunizados contra a Covid-19, o equivalente a 72,9% dos pacientes que foram parar em UTI.

Por fim, a análise da ficha dos 386 pacientes hospitalizados com Covid-19 mostra ainda que foram notificados 152 óbitos. Entre essas pessoas que faleceram, 66 não estavam vacinadas, 40 não informaram o status vacinal e 12 haviam tomado apenas uma dose do imunizante. Ou seja, do total de óbitos notificados no último mês, 77,6% eram referentes a pessoas que não haviam sido completamente imunizadas.

Vereadora Maria Letícia reforça denúncia sobre biombos para consultas em UPAs de Curitiba

A Vereadora de Curitiba Maria Leticia Fagundes (PV), que também é médica, enviou uma “notícia de fato” ao Ministério Público do Trabalho do Paraná apontando as condições de trabalho “extremamente precárias” nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba.

No documento, a parlamentar cita o Estado de Emergência em Saúde Pública vigente na Capital por decreto municipal desde março de 2020, por causa da pandemia de Covid-19. Maria Letícia também cita os recentes agravantes da variante Ômicron o Coronavírus e a da Influenza H3N2.

Nesse contexto entram as denúncias feitas por médicas e médicos das condições de trabalho precárias, sem a estrutura mínima necessária para a realização de consultas médicas. No ofício enviado pela Vereadora ao MPT constam fotos e cópias de mensagens de médicos e médicas mostrando mobiliário não adequado e quebrado, além dos boxes para consultas instalados nas UPAs do Boqueirão e do Pinheirinho.

A denúncia encaminhada pela Vereadora reforça a notícia de fato feita pelo Sindicado dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar) de teor semelhante. Ela também denuncia a pressão e o assédio contra os profissionais da medicina para que atendam cada vez mais pacientes em menos tempo. Os gestores estariam pressionando os médicos para atenderem um paciente a cada 15 minutos. Em algumas unidades, esse tempo seria de somente 10 minutos.

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Médicos/as denunciam sobrecarga de trabalho e assédio moral nas UPAs de Curitiba

Para o presidente do Simepar, Dr. Marlus Volney de Morais, a iniciativa da Vereadora reforça a luta dos médicos/as por melhores condições de trabalho. “Médicos e profissionais de Saúde trabalhando em condições inadequadas não produzem assistência com a qualidade necessária para o momento. Sabemos que o volume atual de demandas por assistência é grande, mas não há motivos para que se percam as condições mínimas de trabalho com respeito aos pacientes.” Completou.

Confira a íntegra da denúncia abaixo:

Ofício nº 001_2022 – MPT – UPAs

Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá abre Processo Seletivo para Médicos/as

A Fundação de Assistência à Saúde de Paranaguá (Fasp) lançou edital de Processo Seletivo Simplificado (PSS) para contratação de médico generalista. A seleção é destinada a criação de cadastro de reserva.

Não serão fornecidas informações por telefone ou e-mail, o candidato deverá observar rigorosamente as formas de divulgação estabelecidas no Edital n.º 01/2022 e demais publicações nos endereços eletrônicos www.paranagua.pr.gov.br

As inscrições iniciam no dia 24 de janeiro e prosseguem até às o dia 2 de fevereiro.

O edital completo com as vagas disponíveis entre outras informações podem ser conferidos aqui.

Juiz dá prazo de cinco dias para Prefeitura de Curitiba explicar limite de tempo para consultas médicas

O juiz Jose Wally Gonzaga Neto da 20ª Vara do Trabalho de Curitiba deu prazo até o próximo dia 25 de janeiro para que a Fundação Estatal de Atenção em Saúde (FEAS) explique a exigência de que os médicos realizem as consultas médicas em 15 minutos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Curitiba.

A despacho foi proferido em ação do Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná (Simepar). O juiz também comunicou no despacho que sua decisão sobre o caso será proferida até o dia 28 de janeiro de 2022.

A ação foi movida pelo Simepar após denúncia de que os médicos e médicas estavam sendo pressionados a atender quatro pacientes por hora, um a cada 15 minutos. Essa determinação contraria o Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina, segundo o qual, somente o médico pode determinar o tempo de consulta de acordo com a gravidade de cada caso.

Após a denúncia publicada pelo Simepar, a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba publicou uma nota negando a exigência de tempo para as consultas. Mas na prática, a situação só piora com o agravamento da Covid e com a epidemia de Influenza.

O Simepar defende que a FEAS convoque os médicos aprovados em concurso para aumentar a oferta de atendimento à população. Faltam médicos e a situação deve se agravar nos próximos dias.

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Prefeitura de Curitiba instala biombos para consultas médicas nas UPAs constrangendo pacientes e médicos/as

A Prefeitura de Curitiba substituiu os consultórios médicos por biombos (baias) nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Pinheirinho e do Boqueirão.

Esses biombos são de utilização geral e obrigatória para os médicos durante as consultas. Eles não oferecem privacidade ou segurança necessárias para o atendimento médico, gerando constrangimento aos pacientes e aos profissionais da medicina.

As baias não têm nenhum tipo de isolamento acústico, inviabilizando o sigilo médico. Não há mesa, cadeira, ou computador para que o/a médico/a possa sentar e realizar seu trabalho de registrar o atendimento e gerar uma receita. As unidades não têm sequer uma porta, mas tão somente uma cortina.

Essa situação configura flagrante violação do Código de Ética Médica (sigilo profissional), entre outras normas de conduta, e também precariza as condições de trabalho.

Com o aumento dos casos de covid e de gripe nesta época do ano, a proximidade e risco de contato entre pacientes contaminados é outro problema decorrente das mudanças.

Além disso, persistem os assédios e pressões para que os médicos realizem consultas cada vez mais curtas, de 15 ou até 10 minutos; mesmo com a posição oficial da Prefeitura de que não interfere no tempo de consulta dos médicos.

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As pressões pela rapidez no atendimento também acontecem nas Unidades Básicas de Saúde da Capital. O Simepar recebeu relato de que gestores não médicos estariam pressionando os médicos/as a realizarem consultas de no máximo dez minutos. Nesse tempo é impossível realizar uma avaliação mínima dos pacientes, então a orientação é que os médicos “peçam exames”.

Segundo o Dr. Alceu Pacheco Neto, Diretor do Simepar, os gestores estão tentando implantar uma espécie de “fordismo na Saúde”, como se o atendimento médico fosse uma linha de montagem de uma fábrica. “Muitos médicos simplesmente não suportam a pressão e pedem para sair. As escalas estão no limite mínimo legal e qualquer ausência deixa uma lacuna sobrecarregando ainda mais os médicos em serviço.” Concluiu.

O Simepar enviou uma “notícia de fato” para a Procuradoria Regional do Trabalho do Paraná pedindo que o Ministério Público do Trabalho tome as providências cabíveis para reestabelecer os consultórios médicos com a estrutura necessária para a realização das consultas com privacidade, segurança e dignidade para os pacientes e para os médicos e médicas.

Anvisa aprova a CoronaVac para uso emergencial em crianças de seis a 17 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial da CoronaVac para crianças de seis a 17 anos nesta quinta (20). A vacina contra Covid-19 do Butantan e da farmacêutica chinesa Sinovac já é usada no país em pessoas acima de 18 anos.

A aprovação ocorreu em reunião extraordinária pública da Diretoria Colegiada da Anvisa e ocorre após um novo pedido de uso emergencial feito pelo Butantan em 15/12. Os cinco diretores da agência votaram positivamente.

A diretora da Anvisa Meiruze Sousa Freitas, em seu voto, lembrou que as vacinas de vírus inativado, como a CoronaVac, continuam sendo importantes para prevenir hospitalizações e mortes por Covid-19. “Aprovar o uso de mais uma vacina pediátrica é ampliar o direito do acesso ao imunobiológico que tem a finalidade de proteger a saúde, em especial em um momento em que há aumento da disseminação da variante ômicron, e a livre vontade da grande maioria dos pais para vacinar os seus filhos”, assinalou ela.

O diretor Alex Machado Campos ressaltou que a CoronaVac é uma das vacinas mais ministradas do mundo. No Brasil, mais de 85 milhões de idosos foram imunizados com ela, que responde por cerca de 25% das vacinas aplicadas no país. De acordo com Alex, o fato de a CoronaVac ser produzida com vírus inativado, uma plataforma tecnológica conhecida e tradicional, dá mais um suporte de segurança para seu uso no público pediátrico. “A relação benefício-risco dessa vacina é absolutamente favorável ao polo benefício. Os benefícios conhecidos são muito maiores do que os riscos potencialmente envolvidos, seja da tecnologia, seja da possibilidade de não ter a terapia para tratar das crianças”, afirmou o diretor. “Vacina salva e ignorância mata.”

O diretor-presidente Antonio Barra Torres e os diretores Cristiane Rose Jourdan Gomes e Romison Rodrigues Mota também se posicionaram a favor da liberação da CoronaVac. Os votos se seguiram aos pareceres técnicos da Gerência de Farmacovigilância (GFARM) e da Gerência-Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED), também favoráveis.

“Quando a gente olha os dados, mais especificamente comparando a razão de risco entre quem tomou a CoronaVac e quem não se vacinou, a gente vê uma perspectiva e um indicador importantíssimo do perfil de desempenho da vacina, especificamente no que diz respeito à doença sintomática da Covid-19 e à hospitalização em crianças”, explicou o gerente-geral da GGMED, Gustavo Mendes. “A totalidade das evidências científicas sugere que há benefícios e segurança para a utilização da vacina na população pediátrica.”

Ensaios clínicos da CoronaVac em crianças e adolescentes

Os ensaios clínicos de fase 1 e 2 da CoronaVac foram realizados na China com crianças e adolescentes de três a 17 anos, que tomaram duas doses com intervalo de 28 dias, e provaram que a vacina é segura e eficaz. Na fase 1, participaram 71 jovens; 28 dias após a vacinação, 100% deles apresentaram anticorpos.

Na fase 2, participaram 479 crianças e adolescentes; no grupo que recebeu dosagem de 1,5µg, 96% dos participantes apresentaram anticorpos; no grupo que recebeu 3µg, este número foi de 100%. As reações adversas foram de leves a moderadas, sendo dor no local da aplicação e febre as mais comuns, com desaparecimento dos sintomas em até 48 horas. Os resultados foram publicados em junho na revista científica The Lancet Infectious Diseases (https://www.thelancet.com/action/showPdf?pii=S1473-3099%2821%2900319-4)

Os ensaios clínicos de fase 3 estão em andamento com mais de 4.000 crianças e adolescentes de três a 17 anos em países como África do Sul, Chile, Malásia e Filipinas para investigar a imunogenicidade, segurança e eficácia da CoronaVac.

Os primeiros resultados mostraram que a vacina tem um bom perfil de segurança: os efeitos adversos locais e sistêmicos envolveram principalmente dor no local da injeção, dor de cabeça e febre, e não ocorreram efeitos adversos graves suspeitos e inesperados.

No Chile, os ensaios clínicos com crianças trouxeram resultados melhores que os dos adultos: além de sentirem menos efeitos adversos, também apresentaram maior produção de anticorpos.

Além disso, na vacinação no mundo real, que acontece há meses na China, a CoronaVac em crianças apresenta a mesma segurança e eficácia de outras faixas etárias e não foi identificado nenhum caso de miocardite, pericardite ou trombose, como já relatados para outras vacinas. No país asiático, já foram aplicadas mais de 211 milhões de doses da CoronaVac em crianças.

As informações são do Instituto Butantan.